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Os jornalistas internacionais que viajaram à Índia para acompanhar a 18ª Cúpula do BRICS, a convite do governo indiano, visitaram, nesta quarta-feira (16), a Film City de Mumbai. O Bahia Notícias, representado pelo empresário Ricardo Luzbel, integrou a comitiva que conheceu a estrutura e os bastidores de uma das maiores indústrias cinematográficas do mundo.
"Bollywood", termo utilizado para se referir ao cinema produzido em língua hindi na cidade, é fruto justamente da união das palavras "Bombaim", antigo nome de Mumbai, com "Hollywood." Sua história remonta a 1913, quando Dadasaheb Phalke lançou Raja Harishchandra, considerado o primeiro longa-metragem indiano.
A Film City, oficialmente denominada Dadasaheb Phalke Chitranagari, foi criada em 1977 pelo governo do estado de Maharashtra. O complexo ocupa uma área pública de aproximadamente 500 acres e possui 16 estúdios cobertos, além de mais de 40 locações externas, cenários permanentes, espaços de pós-produção e infraestrutura técnica para filmes, novelas, publicidade e conteúdos digitais.
O governo local utiliza o complexo como instrumento de desenvolvimento econômico e preservação cultural. Produções em língua marathi que valorizam os artistas, a história e as tradições regionais podem receber apoio financeiro e benefícios públicos. Algumas modalidades oferecem descontos e concessões que podem chegar a 50%, conforme o programa e os critérios estabelecidos.
Ao longo das décadas, Bollywood desenvolveu uma linguagem marcada por música, dança, romances, dramas familiares e grandes produções. Entre seus filmes mais conhecidos estão Mother India, Mughal-e-Azam, Sholay, Lagaan, 3 Idiots, Dangal, Pathaan e Jawan.
A comparação com Los Angeles é inevitável. Bollywood produz, em média, cerca de 200 a 250 filmes em língua hindi por ano. Quando são considerados também os demais polos cinematográficos e idiomas regionais, a Índia ultrapassa 1.900 lançamentos anuais, superando os Estados Unidos em quantidade de produções.
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Fotos: Bahia Notícias
A força dessa indústria também aparece na geração de trabalho e renda. Segundo estudo da Motion Picture Association em parceria com a Deloitte, o setor indiano de filmes, televisão e plataformas de vídeo sustentou aproximadamente 2,64 milhões de empregos diretos, indiretos e induzidos em 2024. São profissionais de atuação, direção, fotografia, figurino e efeitos visuais, além de trabalhadores ligados a transporte, alimentação, hotelaria, construção de cenários, segurança e publicidade.
Em faturamento, entretanto, Hollywood continua à frente. A bilheteria de toda a Índia alcançou aproximadamente $13,4 mil crore em 2025, o equivalente a cerca de US$ 1,48 bilhão. O cinema hindi respondeu por aproximadamente $5,5 mil crore, perto de US$ 610 milhões. No mesmo período, as salas dos Estados Unidos e do Canadá movimentaram aproximadamente US$ 8,7 bilhões.
A visita permitiu aos profissionais de imprensa conhecer uma indústria que vai muito além do entretenimento. O cinema indiano movimenta a economia, cria oportunidades de trabalho e funciona como uma poderosa vitrine da música, da moda, dos costumes e da diversidade cultural do país.
Após conhecer a estrutura administrativa da Prefeitura de Mumbai, o grupo internacional de jornalistas que participou da 18ª Cúpula do BRICS, a convite do governo da Índia, visitou, nesta terça-feira (15), a sede da BSE, antiga Bolsa de Valores de Bombaim. A comitiva também conheceu os mecanismos de negociação, segurança e participação de investidores estrangeiros no mercado indiano.
Durante a visita, o grupo conheceu a estrutura operacional da instituição e acompanhou uma apresentação do diretor-executivo e CEO da BSE, Sundararaman Ramamurthy. Ele explicou o funcionamento do mercado de capitais indiano, os sistemas de negociação e o papel da bolsa no financiamento das empresas e no desenvolvimento econômico do país.
Fundada em 1875, a BSE é considerada a primeira bolsa de valores da Ásia. De acordo com os números apresentados, atualmente, as companhias negociadas na instituição somam aproximadamente US$ 5 trilhões em valor de mercado. A bolsa possui mais de 255 milhões de investidores registrados, demonstrando a dimensão alcançada pelo mercado financeiro indiano.
Segundo os dados apresentados, no primeiro trimestre do ano fiscal de 2027, iniciado em abril de 2026, a média diária movimentada no mercado à vista de ações chegou a cerca de 99,5 bilhões de rúpias — aproximadamente R$ 6 bilhões. No segmento de derivativos, o valor médio diário dos prêmios negociados alcançou 296 bilhões de rúpias.
SEGURANÇA E PROTEÇÃO DOS INVESTIDORES
Por ser uma infraestrutura fundamental para o sistema financeiro indiano, a BSE mantém mecanismos permanentes de monitoramento e segurança digital. A estrutura inclui centro de operações de cibersegurança, controle de acesso, proteção de dados, avaliação de vulnerabilidades, testes de invasão e acompanhamento contínuo das redes e dos sistemas.
As medidas seguem as normas da Securities and Exchange Board of India (Sebi), órgão responsável pela regulamentação e fiscalização do mercado de capitais do país. A bolsa também utiliza sistemas de supervisão das negociações para identificar movimentos atípicos, manipulação de preços e outras práticas capazes de comprometer a integridade do mercado.

ACESSO AO CAPITAL INTERNACIONAL
O mercado indiano está aberto à participação estrangeira por meio dos investidores de portfólio estrangeiros, conhecidos como FPIs. Esses investidores precisam cumprir regras de registro, identificação, custódia e controle estabelecidas pela Sebi.
O grupo BSE também controla a India International Exchange, instalada no centro financeiro internacional de GIFT City. A plataforma foi criada para ampliar a integração da Índia com o mercado global e facilitar operações envolvendo investidores, empresas e intermediários internacionais.
A abertura ocorre, portanto, dentro de um modelo regulado, que busca combinar a entrada de capital estrangeiro com regras de transparência, identificação dos investidores e proteção do sistema financeiro.
O empresário Ricardo Luzbel, sócio-fundador do Bahia Notícias e do BP Money e vice-presidente da Associação Comercial da Bahia (ACB), integra a comitiva convidada pelo governo indiano. A visita à BSE ocorreu após a participação do grupo na Cúpula do BRICS, realizada em Nova Délhi, e faz parte da agenda destinada a apresentar aos jornalistas internacionais o desenvolvimento econômico, financeiro e tecnológico da Índia.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Valdemar Costa Neto
"Não gostei".
Disse o presidente nacional do Partido Liberal, Valdemar Costa Neto ao comentar a carta divulgada por Flávio Bolsonaro (PL), candidato derrotado à Presidência nesta quarta-feira (28). No pronunciamento, Flávio afirma que pretende liderar a oposição brasileira do exterior.
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