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Prefeita de Conceição do Jacuípe demite funcionários da prefeitura que votaram no PT após derrota de Flávio

Por Redação

Prefeita de Conceição do Jacuípe demite funcionários da prefeitura que votaram no PT após derrota de Flávio

A prefeita Tânia Yoshida (PSD) estaria sendo acusada de assediar eleitoralmente funcionários comissionados e demitir colegas que não votaram no senador Flávio Bolsonaro (PL) no pleito ocorrido neste domingo (25). Documentos recebidos pelo BN apontam que a gestora de Conceição de Jacuípe, município do Portal do Sertão Baiano, teria demitido ao menos um integrante do corpo da prefeitura por desavenças ideológico-partidárias.

 

Procurada pelo BN, uma ex-funcionária que preferiu não se identificar afirmou que a confusão começou durante o aniversário da cidade, quando vereadores de oposição da prefeita questionaram os atrasos no pagamento de salários para parlamentares do município. O momento foi encabeçado pela vereadora Juliene Vieira (PV), que saudou o ex-governador petista Rui Costa e bateu boca com parlamentares opositores.

 

Após o episódio, a prefeita chamou uma série de funcionários para conversar em particular, induzindo-os a votar em Flávio Bolsonaro no segundo turno, já que, para a edil, "seria o melhor para o Conceição do jacuípe e para sua chapa". Tânia foi uma das prefeitas de partidos da coligação governista a declarar apoio ao ex-prefeito ACM Neto (UNIÂO) no primeiro turno das eleições de 2026.

 

A funcionária demitida não hesitou em declarar apoio a Lula à prefeita, que encarou a desavença ideológica como uma afronta e afirmou que ela estaria demitida. A exoneração só veio na semana seguinte, oficializada no Diário Oficial do Município nesta segunda-feira (26). A vítima ainda contou que estaria sendo cobrada e exposta por radialistas da região a toda a cidade e retratada como traidora. 

 

"Falaremos também dos Judas de Tânia, os funcionários que se recusaram a votar e ajudar a nossa prefeita e se aliaram à corja da vereadora Juliene Vieira", afirmou um radialista atuante no município em um áudio ao qual o Bn teve acesso.

 

Coagir funcionários da prefeitura a votar em determinado político é considerado crime eleitoral, sendo aplicáveis multas de até 4 anos, perda de mandato e aplicação de multa. Já a demissão por desavença política é passível de um processo trabalhista, com restituição ao cargo e pagamento em dobro de salários e reflexos do período em que ele ficou afastado, além de danos morais.

 

O Bahia Notícias procurou a gestão de Tânia Yoshida para ouvir o seu lado sobre o caso, mas, até o fechamento desta matéria, não obteve retorno. O espaço segue em aberto.