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Após visita à Prefeitura de Mumbai, grupo internacional conhece estrutura da BSE

Por Bahia Notícias, da Índia

Após visita à Prefeitura de Mumbai, grupo internacional conhece estrutura da BSE
Fotos: Bahia Notícias

Após conhecer a estrutura administrativa da Prefeitura de Mumbai, o grupo internacional de jornalistas que participou da 18ª Cúpula do BRICS, a convite do governo da Índia, visitou, nesta terça-feira (15), a sede da BSE, antiga Bolsa de Valores de Bombaim. A comitiva também conheceu os mecanismos de negociação, segurança e participação de investidores estrangeiros no mercado indiano.

 

Durante a visita, o grupo conheceu a estrutura operacional da instituição e acompanhou uma apresentação do diretor-executivo e CEO da BSE, Sundararaman Ramamurthy. Ele explicou o funcionamento do mercado de capitais indiano, os sistemas de negociação e o papel da bolsa no financiamento das empresas e no desenvolvimento econômico do país.

 

Fundada em 1875, a BSE é considerada a primeira bolsa de valores da Ásia. De acordo com os números apresentados, atualmente, as companhias negociadas na instituição somam aproximadamente US$ 5 trilhões em valor de mercado. A bolsa possui mais de 255 milhões de investidores registrados, demonstrando a dimensão alcançada pelo mercado financeiro indiano.

 

Segundo os dados apresentados, no primeiro trimestre do ano fiscal de 2027, iniciado em abril de 2026, a média diária movimentada no mercado à vista de ações chegou a cerca de 99,5 bilhões de rúpias — aproximadamente R$ 6 bilhões. No segmento de derivativos, o valor médio diário dos prêmios negociados alcançou 296 bilhões de rúpias.

 

SEGURANÇA E PROTEÇÃO DOS INVESTIDORES 
Por ser uma infraestrutura fundamental para o sistema financeiro indiano, a BSE mantém mecanismos permanentes de monitoramento e segurança digital. A estrutura inclui centro de operações de cibersegurança, controle de acesso, proteção de dados, avaliação de vulnerabilidades, testes de invasão e acompanhamento contínuo das redes e dos sistemas.

 

As medidas seguem as normas da Securities and Exchange Board of India (Sebi), órgão responsável pela regulamentação e fiscalização do mercado de capitais do país. A bolsa também utiliza sistemas de supervisão das negociações para identificar movimentos atípicos, manipulação de preços e outras práticas capazes de comprometer a integridade do mercado.

 

 

ACESSO AO CAPITAL INTERNACIONAL
O mercado indiano está aberto à participação estrangeira por meio dos investidores de portfólio estrangeiros, conhecidos como FPIs. Esses investidores precisam cumprir regras de registro, identificação, custódia e controle estabelecidas pela Sebi.

 

O grupo BSE também controla a India International Exchange, instalada no centro financeiro internacional de GIFT City. A plataforma foi criada para ampliar a integração da Índia com o mercado global e facilitar operações envolvendo investidores, empresas e intermediários internacionais.

 

A abertura ocorre, portanto, dentro de um modelo regulado, que busca combinar a entrada de capital estrangeiro com regras de transparência, identificação dos investidores e proteção do sistema financeiro.

 

O empresário Ricardo Luzbel, sócio-fundador do Bahia Notícias e do BP Money e vice-presidente da Associação Comercial da Bahia (ACB), integra a comitiva convidada pelo governo indiano. A visita à BSE ocorreu após a participação do grupo na Cúpula do BRICS, realizada em Nova Délhi, e faz parte da agenda destinada a apresentar aos jornalistas internacionais o desenvolvimento econômico, financeiro e tecnológico da Índia.