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Grupos de motoristas por aplicativos e motoboys anunciaram que farão uma “grande manifestação” em Salvador nesta segunda-feira (29). Detalhes não foram passados, mas, conforme informações obtidas pelo Bahia Notícias, o protesto será novamente contra a alta dos combustível e a intenção não será fechar uma avenida na capital baiana, como foi feito na situação anterior, na Avenida Paralela.
De acordo com o colunista do Acelera Bahia, Maurício Rosa, o organizador da manifestação fará o protesto na sede de “algum órgão do governo”, o qual não foi especificado. Segundo ele, a organização está evitando divulgar o local para conter “gente infiltrada querendo fazer política”.
“Acabei de receber a informação do pessoal da administração, eles vão fazer a manifestação amanhã. Eles vão direto para algum órgão do governo que ainda não me falou qual e vão protestar lá. A população não vai ser afetada”, disse Maurício.
A manifestação é organizada pelo grupo “Ratos da Pista”, que possui motoristas por aplicativo e motoboys como integrantes. Em publicação nas redes sociais, a organização se manifestou contra a alta dos preços dos combustíveis, reforçou o desejo da ausência de políticos no ato e afirmou que a ideia é fazer um “grande protesto”, pois “a paciência acabou”.
“Não dá para aceitar o combustível nesse valor, não dá para aceitar o povo sendo explorado enquanto quem manda finge que tá tudo bem. A paciência acabou! Estamos organizando uma grande manifestação e dessa vez é para mostrar que o povo não é fraco, não é omisso e não vai mais ficar calado. (...) Quando o povo se organiza de verdade, sempre aparece político querendo interferir, aparecer ou atrapalhar. Dessa vez NÃO! O movimento é do povo para o povo e ninguém vai sequestrar isso . (...) Político que encostar, vai tomar ovada”, afirmou.
Atualmente, o Ratos da Pista possui cerca de 4.600 membros, sendo aproximadamente 4.200 motoristas de aplicativo e 400 motoboys.
DIÁLOGO NA AL-BA
Na semana passada, durante manifestação no Centro Administrativo na Bahia (CAB) e na Avenida Paralela, um grupo de deputados estaduais se reuniu com os motoboys e motociclistas por aplicativo em frente à sede da Assembleia Legislativa (AL-BA), para discutir as demandas da categoria.
Em diálogo com os trabalhadores, Hilton Coelho afirmou que a manifestação é “legítima”. O deputado afirmou que a manifestação é composta por pessoas que buscam sustentar a família, reconheceu as dificuldades com o aumento no preço dos combustíveis e alegou que quem teria a possibilidade de conter a alta nos valores seria o governo do estado em parceria com a gestão de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
“Vocês não estão aqui por acaso, vocês estão aqui por sobrevivência. A reivindicação de vocês é totalmente legítima. Vocês estão vendo a situação do mundo, é possível que a gente tenha uma piora desse quadro, então, se não tiver mobilização social, só vai cair no ombro do pequeno. Eu não tenho problema nenhum em ficar aqui ouvindo vocês e ver como a gente ajuda. [...] Quem tem poder de resolver essa situação é o governo estadual em parceria com o governo federal”, afirmou Hilton.
O líder do governo da AL-BA, Rosemberg Pinto, informou aos manifestantes que o governo do estado já estaria em movimentação para uma composição com a gestão de Lula para conter o avanço nos valores. A intenção seria uma redução nos impostos sobre os combustíveis para minimizar os impactos da guerra no Oriente Médio.
Moradores de Salvador têm relatado o aumento da presença de adesivos com a identificação “Ratos da Pista” em veículos utilizados por motoristas de aplicativo que trabalham na capital baiana. A expansão da visibilidade do grupo tem despertado dúvidas sobre sua origem, organização e objetivos.
Diante do sucesso, o Bahia Notícias buscou informações sobre o movimento. De acordo com informações divulgadas pelo próprio coletivo, o “Ratos da Pista” foi criado em 2025 e está em processo de formalização para se tornar uma organização não governamental (ONG). A iniciativa surgiu a partir de um grupo inicial de motoristas de aplicativo e, ao longo do tempo, passou a incorporar novos integrantes.
A reportagem também conversou com Alex Fagundes, um dos fundadores que detalhou que a origem do grupo está associada à articulação entre motoristas para apoio mútuo e busca por benefícios.
“O grupo não tem nem um ano do ainda, foi criado por amigos, seis amigos. Era só resenha entre esses seis amigos mesmos, são todos motoristas por aplicativo. E a gente foi adicionando um amigo, outro amigo, um amigo, outro amigo, e o grupo ficou com mais ou menos 60 pessoas. Quando atingiu esse número, um dos membros do grupo abriu um lava jato. E a a gente se juntou para para ajudar ele, para todo mundo lavar o carro, para poder incentivar no negócio novo dele. A partir daí surgiu o start de uma ideia: ‘poxa, se a gente tem uma coisa que é número, a gente pode oferecer o nosso número em troca de algum benefício”, afirmou.

Foto: Bahia Notícias
Ainda de acordo com o fundador, a partir desse movimento inicial, o grupo passou a buscar parcerias com estabelecimentos e prestadores de serviço, oferecendo volume de clientes em troca de descontos. “Chegamos em uma borracharia dizendo que tinha 60 pessoas, para fazer uma parceria e dar desconto para gente, e a gente sempre vai fazer os serviços com você. Comprar pneu, qualquer serviço que seja. E começou a fazer parcerias e foi entrando gente no grupo”, disse.
Atualmente, o Ratos da Pista afirma reunir cerca de 4.600 integrantes, sendo aproximadamente 4.200 motoristas de aplicativo e 400 motoboys. Com a ampliação, o grupo passou a oferecer uma rede de benefícios aos participantes, incluindo serviços nas áreas automotiva, jurídica, psicológica e educacional.
“No início o grupo não era aberto, era pra ser entre amigos, não para qualquer motorista. O grupo foi ficando grande e a gente foi fechando várias parcerias e conseguimos alguns benefícios. Hoje nós temos uma lista com mais de 50 parceiros e em todos os ramos. Tem escola em tempo integral, tem psicoterapia, tem assistência jurídica gratuita. Então se um membro hoje que foi bloqueado no aplicativo a gente faz o desbloqueio da conta gratuitamente para ele”, relatou Fagundes, que é conhecido entre os amigos e colegas como Jotinha.
Entre parcerias mencionadas, está a oferta de serviços de saúde com valores reduzidos. “A gente tem uma parceria grande com a Fundação José Silveira, tem um cartão de benefício que o membro pode ser atendido com uma consulta, por exemplo, que é R$ 80, o membro é atendido e paga somente R$ 40. Buscamos o benefício próprio”, disse.
Além disso, outros atrativos para adesão são parcerias que oferecem descontos e benefícios em diferentes serviços, incluindo alimentação, guinchos e borracharias, serviços automotivos, lava jato, seguros, estética automotiva, além de consultoria jurídica e atendimento psicológico.

Foto: Bahia Notícias
TAXAS E MANUTENÇÃO
O financiamento das atividades, segundo o fundador, ocorre por meio de ações internas. “Sobre taxas de manutenção, o grupo hoje se sustenta através do próprio grupo. Fazemos ações que geram caixa e consegue reverter esse caixa para os próprios membros", disse Alex.
"Por exemplo, no Carnaval, a gente ofereceu durante todos os dias de Carnaval um ponto de apoio com energético, fruta, biscoito, café, bala e um ponto de limpeza do carro com aspirador, produtos de limpeza gratuitamente para todos os membros sem eles pagarem nada. Com que dinheiro eu fiz isso? Com o dinheiro que a gente vende o adesivo, com o dinheiro que a gente vende a camisa. O custo de camisa é R$ 50, a gente vende a R$ 60, os R$ 10, que seria o lucro, a gente reverte para o próprio grupo. E paga se quiser. Se não quiser pagar, não paga nada também”, explicou.
SEDE PRÓPRIA E CRITÉRIOS DE FILIAÇÃO
A proposta de criação de uma sede própria foi discutida pelo grupo, mas, conforme Fagundes, o plano foi revisto em função do alto custo, estimado em R$ 20 mil. Ele afirma que a partir de agora o grupo deve buscar um espaço para alugar e adotar como sede.
Ainda durante a entrevista, ele afirmou que a adesão ao grupo não exige critérios além da comprovação de atuação nas plataformas de transporte por aplicativo, a exemplo da Uber, 99 e InDrive. Fagundes explica que os adesivos do grupo não tem número e os veículos são identificados pelas próprias placas. Dessa forma, cada condutor "fica responsabilizado pelos seus atos".
Já sobre o nome, a explicação é sobre a simbologia adotada pelos próprios motoristas de que os ratos são adaptáveis a qualquer lugar.
Um grupo de deputados estaduais se reuniu com os motoboys e motociclistas por aplicativo em frente à sede da Assembleia Legislativa (AL-BA), no Centro Administrativo da Bahia (CAB), em Salvador, para discutir as demandas da categoria. Os trabalhadores realizam uma manifestação na tarde desta terça-feira (24) contra o aumento dos combustíveis, chegando a paralisar a Avenida Paralela.
Conforme o influenciador e motorista por aplicativo Cláudio Sena, conhecido como “Claudião”, os parlamentares desceram dos gabinetes para dialogar após um Batalhão de Choque da Polícia Militar ser acionado para ficar de prontidão em frente à AL-BA. O grupo de deputados é composto por Hilton Coelho (PSOL), Rosemberg (PT), Fátima Nunes (PT) e Marcelino Galo (PT).
“A Assembleia Legislativa acionou o Batalhão de Choque para montar de prontidão aqui. Os trabalhadores se sentiram intimidados. Polícia de Choque para conter os trabalhadores que estão aqui na manifestação contra o aumento dos combustíveis”, disse o influenciador.
Durante o diálogo com os deputados, um manifestante informou que um outro protesto deve ser realizado na região do Aeroporto de Salvador. Segundo ele, a manifestação foi realizada de frente para a AL-BA para pedir o apoio dos parlamentares.
“Vamos continuar fazendo e a próxima parada será no aeroporto. Estamos aqui pedindo o apoio de vocês [deputados], que podem chegar aonde nós não podemos chegar”, declarou o manifestante.
Em diálogo com os trabalhadores, Hilton Coelho afirmou que a manifestação é “legítima”. O deputado afirmou que a manifestação é composta por pessoas que buscam sustentar a família, reconheceu as dificuldades com o aumento no preço dos combustíveis e alegou que quem teria a possibilidade de conter a alta nos valores seria o governo do estado em parceria com a gestão de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
“Vocês não estão aqui por acaso, vocês estão aqui por sobrevivência. A reivindicação de vocês é totalmente legítima. Vocês estão vendo a situação do mundo, é possível que a gente tenha uma piora desse quadro, então, se não tiver mobilização social, só vai cair no ombro do pequeno. Eu não tenho problema nenhum em ficar aqui ouvindo vocês e ver como a gente ajuda. [...] Quem tem poder de resolver essa situação é o governo estadual em parceria com o governo federal”, afirmou Hilton.
O líder do governo da AL-BA, Rosemberg Pinto, informou aos manifestantes que o governo do estado já estaria em movimentação para uma composição com a gestão de Lula para conter o avanço nos valores. A intenção seria uma redução nos impostos sobre os combustíveis para minimizar os impactos da guerra no Oriente Médio.
Veja os momentos:
O deputado federal pela Bahia, Leo Prates, afirma que seu trabalho no Partido Democrático Trabalhista (PDT) permitiu uma maior aproximação com os movimentos sociais, especialmente trabalhistas. Em entrevista ao Projeto Prisma, nesta segunda-feira (2), o parlamentar, que liderou a Comissão de Trabalho na Câmara dos Deputados no último ano, avaliou o andamento de duas das principais pautas temáticas do Congresso este ano: a regulamentação dos motoristas por aplicativos e o fim da escala de trabalho 6x1.
Questionado sobre a relação do seu partido com as pautas, por meio do legado com Leonel Brizola, fundador da agremiação que formou o partido, Leo Prates destacou que "eu não me apropriei [dos temas], acontece que no PDT eu pude mostrar toda a minha essência porque é um partido com movimentos muito embilicados e que facilitou muito esse trabalho", afirmou.
"Então, eu pude realmente reforçar a minha relação com os movimentos sociais”, destacou. Como ex-líder da comissão temática na Câmara, o pedetista ajudou na avaliação dos projetos relacionados às pautas trabalhistas.
Sobre a relação com os motoristas de aplicativo, ele cita que possui uma forte relação com representantes da categoria e hoje compõe a liderança da Comissão Especial sobre Regulamentação dos Trabalhadores por App (PLP 152/25).
“Nós criamos um movimento muito forte com relação aos motoristas de aplicativo e não é por tanto que, sem eu pedir, eu fui aclamado por tantos companheiros e companheiras, destaco o colega Daniel Agrobom, do PL de Goiás, que me convidou para ser o primeiro vice-presidente da comissão dos aplicativos, por essa ligação, por entender bem como funciona o sistema, e com esses debates a gente pode crescer", contextualiza. Ao BN, Prates cita que um projeto de lei, decorrente dos debates da comissão, deve ser apresentado até o final de abril.
Ele ressalta, no entanto, que apesar de luta pela regulamentação, o projeto deve respeitar o desejo dos trabalhadores da categoria. "Lembrando que, apesar de ser uma pessoa que defende uma carteira de trabalho, defende a CLT, no caso dos motoristas por aplicativo. eles desejam ser autônomos. E a gente, que tem uma formação de defesa do trabalhismo, precisamos entender que o trabalhismo tem se modificado ao longo do tempo e eu acho que a legislação vai agradar muito", compreende.
No que tange a escala 6x1, o deputado explica que o “leque enorme de projetos”, promove um debate complexo sobre o tema, que deve ser ainda mais aprofundado com a criação de uma comissão especial.
"O presidente Hugo Motta ficou de estabelecer a comissão especial, a comissão é um instrumento importante de debates”, afirma. “Um desses PLs, eu sou o redator, da deputada Daiana Santos, do PCdoB do Rio Grande do Sul", completa.
Ele, que acompanhou o debate de perto no último ano, destaca que, na Comissão do Trabalho, a busca foi pelo equilíbrio, com a participação da deputada Erika Hilton e o deputado Luís Gastão - um dando a visão trabalhista, que é a deputada Erika, e outro dando a visão de representação empresarial.
No entanto, Leo Prates revela que, pessoalmente, não acredita que a escala 4x3, sugerida em parte dos projetos, seja possível. "Eu acho que a escala 4x3 é a escala sonhada mas não é a escala possível agora, dizendo com muita clareza. A escala possível, na minha visão, é a 5X2, nós estamos estabelecendo como teto 40 horas semanais, a média do brasil é 39 horas, nós também possibilitamos uma transição para a escala, que no meu entendimento é bom para o empresariado e bom para o trabalhador", aponta.
Ele cita a possibilidade de garantir uma transição acordada entre trabalhadores e empresários: "A possibilidade de, por convenção coletiva, você estabelecer na CLT um máximo de 10 horas de trabalho diário, podendo limitar a quatro dias de trabalho."
Leo Prates diz ainda que "é uma escolha, que cada um faz, mas colocamos que isso tem que ser negociado com sindicatos, em convenção coletiva". "Então, no nosso relatório, a gente abriu essa possibilidade, que eu acho que é uma transição consensuada e boa para todas", finaliza.
Confira o trecho:
O Departamento de Polícia Metropolitana (Depom), por meio da 18ª Delegacia Territorial (DT/Camaçari) e das equipes do Departamento de Investigação e Repressão ao Narcotráfico (Denarc) da Região Metropolitana, deflagrou na manhã desta sexta-feira (10) a Operação Rota Segura, no município de Camaçari. Mandados de prisão e de busca e apreensão estão sendo cumpridos com o objetivo de desarticular um grupo criminoso responsável por uma série de assaltos contra motoristas de aplicativo na região.
As investigações, conduzidas pela DT, revelaram o modus operandi dos criminosos, que utilizavam aplicativos de transporte para solicitar corridas e, ao embarcarem, anunciavam o assalto. Durante a ação, os motoristas eram coagidos sob grave ameaça a realizar transferências bancárias, enquanto seus celulares e veículos eram subtraídos.
Fruto de três meses de apurações, a ação conta com a participação de 15 policiais. A Polícia Civil reafirma seu compromisso com a segurança pública, atuando para proteger motoristas de aplicativo e devolver a tranquilidade às ruas da Região Metropolitana de Salvador.
O protesto de motoristas por aplicativo iniciado no final da manhã desta segunda-feira (6), chegou, por volta das 13h30, ao prédio onde fica a sede da Uber em Salvador, na Avenida Tancredo Neves. Por conta do ato, o trânsito está congestionado na região.

Foto: Max Haack/ Ag. Haack
O motivo da manifestação foi a morte de um colega durante uma corrida na madrugada do último sábado (4). O profissional foi identificado como Marcos Luís Silva Alves, de 29 anos, vítima de latrocínio [roubo seguido de morte]. O crime ocorreu na madrugada deste sábado (4). O motorista teria aceitado uma corrida no bairro do Imbuí para levar dois homens à região do Shopping Paralela.
Os profissionais cobram mais segurança da plataforma, tanto para os motoristas quanto para os passageiros.
O transporte durante os circuitos do Carnaval de Salvador foi duramente criticado, tanto por parte dos quase 11 milhões de foliões que se aventuraram na folia deste ano, como também por entidades que representam taxistas, mototaxistas e motoristas de aplicativo procuradas pelo Bahia Notícias. Dentre as críticas, chamou a atenção a disposição e condição dos pontos voltados às categorias, montados pela Secretaria de Mobilidade de Salvador (Semob) em diversas áreas do Carnaval. Ao todo, em áreas do circuito, foram 16 pontos voltados para taxistas e oito para mototaxistas.
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O presidente da Associação Geral do Taxistas (AGT), Denis Paim, afirmou que a categoria já previa que haveria problemas e que houve reuniões com a Semob antes da folia. “Antes de iniciar o Carnaval, nós tivemos duas reuniões com a Semob. Já prevíamos que seriam um dos piores carnavais para a categoria. Nós ficávamos presos num gradil totalmente desproporcional antes de pegar os passageiros”, afirmou o sindicalista, destacando que os únicos pontos voltados aos taxistas que funcionaram adequadamente foram da Avenida Centenário, na Barra, e na Avenida Oceânica, em Ondina.
Também houve diversas denúncias sobre taxistas rodando com o taxímetro desligado e cobrando valores por fora da corrida. Sobre isso, o presidente da AGT destacou ter conhecimento da situação, mas que entende que são casos isolados. Ele também pontuou que, até o momento, 15 taxistas foram notificados por conta de práticas irregulares neste ano.
“Nós sabemos que infelizmente existem alguns taxistas que fazem isso, mas entendo isso como um fato isolado. [...] Então, a Associação Geral dos Taxistas jamais vai aceitar. Somos totalmente contra essas ações. Tenham certeza que esses taxistas que fazem isso, não são profissionais que estão no dia a dia. Muitos desses taxistas [que rodam com taxímetro desligado] são auxiliares que às vezes quando chega ao final de tempo de ano, final de carnaval, o permissionário toma o veículo deles. Só para vocês terem ideia, esse ano foram 15 taxistas notificados, e no ano anterior foram 360 taxistas notificados por essas ações. Então, isso quer dizer que a categoria está evoluindo, ela está entendendo, mas eu peço também que o passageiro nos ajude a coibir isso”, afirmou Denis Paim.
TRANSPORTE CLANDESTINO
De acordo com a Secretaria Municipal de Mobilidade (Semob), em todos os dias de festa, mais de 2,1 milhões de pessoas utilizaram o transporte coletivo por ônibus, táxis, mototáxis e ascensores. Porém, também houve reclamações sobre ilegalidade no transporte. O Bahia Notícias recebeu diversas denúncias de motoristas clandestinos, e até condutores se passando por taxistas e mototaxistas.
A fiscalização e regulamentação de taxistas e mototaxistas é de responsabilidade da própria Semob, como destaca o presidente do Sindmoto (Sindicato dos Motociclistas, Motoboys e Mototaxistas do Estado da Bahia), Marcelo Barbosa. Na opinião dele, os transportes por aplicativo são o que fomentam essa prática do transporte clandestino.
“A questão dos não regulamentados é de responsabilidade da Semob. Ao invés de punir o trabalhador, tinha que aplicar uma multa pesada nos aplicativos. Porque eles estão fazendo com que os trabalhadores exerçam uma atividade irregular. Sabemos que existe uma lei e ela deve ser cumprida. Fica a cargo do município regulamentar atividades de mototaxistas. Então, essas plataformas não cumprem a lei e ainda fazem algo grave, que é abrir seu aplicativo para uma atividade não regulamentada e sem curso de qualificação”, disse o presidente do Sindmoto.
Questionada sobre a fiscalização de taxistas transportando passageiros com o taxímetro desligado, a Semob informou, por meio de nota, que a prática não é permitida, e, caso a situação seja flagrada, o motorista pode ser autuado. Sobre a fiscalização de transporte clandestino e a condição e sinalização dos pontos destinados às categorias, a pasta reforçou que “equipes da Semob atuaram durante todos os dias de Carnaval nos pontos destinados a táxi e mototáxi para coibir irregularidades e orientar os usuários do serviço. Além disso, todos os pontos implantados especialmente para a folia estavam devidamente sinalizados”, dizia a nota da Semob.
MOTORISTAS POR APLICATIVO
O diretor do Sindicato dos Motoristas por Aplicativo da Bahia (Simmacter), Lucas Silva, também pontuou à nossa reportagem que, durante o carnaval, tomou conhecimento de algumas denúncias com relação a pessoas se passando por motoristas de aplicativo e alguns motoristas, de fato, fazendo corridas por fora.
“Sempre orientamos que tem que se fazer da forma correta. O passageiro tem que fazer a sua corrida pelo aplicativo, seja ele Uber, 99 ou InDrive. Temos diversos problemas com relação à empresa como motorista por aplicativo. Mas, contudo, nós temos que andar da forma correta, da forma que a lei exige. Tivemos algumas denúncias com relação a isso. Então a orientação para o passageiro é sempre fazer a corrida pelo aplicativo. Com relação aos motoristas também sempre orientamos. Porque é uma via de mão dupla. [...] Então, para que haja segurança de ambos os lados e para que haja uma corrida da forma correta, sempre orientamos que a corrida tem que ser pelo aplicativo”, declarou o diretor do sindicato que representa os motoristas por aplicativo.
O Bahia Notícias procurou a Uber e a 99Pop para saber se as plataformas atuam no combate a essas práticas. Por meio de nota, a 99 respondeu que é responsável pelo serviço de intermediação que ocorre dentro do app e ressaltou que, de acordo com a Lei Federal nº 13.640, que regulamenta a prestação do serviço de transporte individual privado no Brasil, a contratação deve ser solicitada exclusivamente por usuários previamente cadastrados em aplicativos ou outras plataformas de comunicação em rede.
A 99 ainda pontuou “ser proibido pela legislação, usuários que adotem a prática de fazer corridas fora do app não contarão com as funcionalidades de segurança que a companhia oferece”. “A empresa esclarece ainda que motoristas e motociclistas parceiros são profissionais autônomos com liberdade para definir sua jornada de trabalho. No entanto, os Termos de Uso da 99 prevêem que, em casos de cancelamentos constantes ou atos discriminatórios, o condutor está sujeito a restrições. A plataforma reitera a importância do passageiro não aceitar nenhum tipo de cobrança além da que está sendo mostrada pelo aplicativo”, dizia a nota.
Já a Uber, também por meio de nota, esclareceu que “as viagens clandestinas não seguem nenhuma norma de fiscalização e são consideradas ilegais pela Lei 13.640/2018. Além de não regulamentadas, ainda há incertezas sobre a regularidade da habilitação do condutor e documentação do veículo, além de falta de transparência nos valores cobrados, o que pode resultar em prejuízos ao passageiro, já que muitos motoristas clandestinos usam rotas alternativas para evitar a fiscalização”.
Barracas que eram utilizadas como ponto de apoio para motoristas de aplicativo na entrada do Aeroporto de Salvador, foram retiradas por agentes da Secretaria Municipal de Ordem Pública (Semop) e da Guarda Civil Municipal (GCM), na noite de terça-feira (25).
Segundo o órgão municipal, os equipamentos estavam abandonados na área em que ficam estacionados os carros utilizados pelos profissionais. “A atividade faz parte da série de ações do órgão, que visa melhorar o ordenamento na Cidade, retirando das vias públicas tudo aquilo que venha a comprometer a segurança das pessoas”, disse a Semop em nota.
O órgão ainda informou que na localidade estão instalados outros ambulantes, ainda não licenciados. De acordo com a pasta, todos já foram listados e informados da necessidade de procurar o setor de licenciamento para buscar regularizar as suas atividades.
Motoristas por aplicativo ficaram revoltados com a retirada das barracas e prometem realizar manifestação na região do aeroporto nesta quarta-feira (26).
O vereador Átila do Congo (Patriota) utilizou as redes sociais para criticar a ação da Prefeitura de Salvador. O parlamentar afirma que a ação aconteceu sem diálogo por parte da Semop e afeta diretamente os profissionais que rodam com o veículo, além dos ambulantes que tem o espaço como fonte de renda.
“É uma perseguição com os pais e mães de família como sempre, mas nosso gabinete vai tomar todas as providências sobre o caso para reestabelecer o apoio aos motoristas no local. É preciso ter sensibilidade para realocar o povo que vai ficar desesperado sem estrutura para trabalhar”.
Os defensores públicos que compõem a banca da cabeleireira Amanda Franco da Silva Santos - nome social da travesti - alegaram transfobia dentro do processo contra a acusada de estar envolvida nos assassinatos de quatro motoristas por aplicativo em Salvador no ano de 2019. Segundo a defesa, ao chamar o único sobrevivente da chacina, Nivaldo Santos Vieira, para identificar Amanda, a polícia apresentou 8 fotos, sendo 7 homens com roupas masculinas e apenas uma pessoa com roupas femininas.
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“Como se coloca a foto de sete homens e de uma travesti e questiona quem é a travesti? Isso é reconhecimento? Isso é apontar o dedo para quem é culpado. Somente a foto de Amanda foi apresentada às testemunhas, ao Nivaldo e ao Daniel”, alegou a defesa.
A defesa afirma que a conduta para o reconhecimento de Amanda se repetiu por diversas vezes de maneira transfóbica, já que na maioria das ocasiões apenas a acusada aparecia vestida com roupas femininas nas fotos.
Os defensores também afirmaram que Amanda não era a única trans na cena do suposto crime. Ela também estaria acompanhada de uma pessoa conhecida como Dominique e uma terceira mulher trans não identificada.
A DÍVIDA DE MURILO E A ENTREGA À POLÍCIA
A defesa de Amanda afirmou que a acusada, desde sempre, alegou que o seu marido, Murilo, teria uma dívida de R$ 5,5 mil reais com um traficante de drogas, identificado como Jeferson. Segundo os advogados, a cabeleireira disse que, caso não pagasse os débitos, acabaria sendo morta.
“Amanda foi coagida, induzida e não tinha escolha ao que Jeferson determinava. Todos que ali estavam sabiam que se opusessem morreriam. Morreria Murilo, morreria você (Amanda) do jeito cruel que Jeferson sabia fazer”.
Os defensores disseram que Amanda teria assumido a participação de outros delitos, da chamada de dois motoristas, mas "teve coragem, espontaneamente, de procurar a polícia e se entregar, enquanto os verdadeiros algozes dos motoristas do Uber fugiram”. Em relação ao assassinato dos motoristas, a defesa de Amanda afirma que a ré sempre negou qualquer envolvimento.
“O senhor Nivaldo não viu em nenhum momento a Amanda atirar em alguém. Tem alguma prova nos autos dizendo que Amanda deu um tiro em alguém? São apenas deduções. Quem praticou os homicídios contra os 4 motoristas de Uber e o homicídio tentado foi o Jeferson”.
Para a defesa, se ela tivesse a frieza, a liberdade de escolha e a vontade de participar de “crimes tão cruéis” não teria se entregado à polícia. Os advogados afirmam que Amanda se entregou e passou informações, com a promessa de conseguir a proteção pelo programa Pró-Vida.
Segundo a defensoria, se não fosse a apresentação espontânea de Amanda, o delegado já teria encerrado o inquérito porque “os algozes” das vítimas já estavam mortos.
A defesa encerrou afirmando que Amanda não é autora dos quatro homicídios, nem da tentativa de homicídio. Ela teria cometido apenas crime patrimonial (roubo). Além disso, os defensores pediram absolvição de Amanda quanto ao crime de aliciamento de menores, ligado a Estênio - que a acusada nega ter ciência de que se tratava de um menor de idade.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Angelo Coronel
"Quem chega não senta na janela".
Disse o senador Angelo Coronel, recém-chegado ao Republicanos após deixar o PSD e a base governista para integrar a chapa majoritária de oposição ao lado de ACM Neto (União) ao comentar especulações sobre uma possível mudança no comando da sigla na Bahia.