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A política de ingressos da Copa do Mundo de 2026 entrou na mira das autoridades dos Estados Unidos. Os estados de Nova York e Nova Jersey anunciaram, nesta quarta-feira, a abertura de uma investigação para apurar se a Fifa explorou torcedores com preços considerados “impossivelmente altos” para partidas do Mundial. A informação foi divulgada pela AFP nesta quarta-feira (27).
Promotores dos dois estados informaram que irão analisar as práticas adotadas pela entidade na venda de ingressos para o torneio, que será disputado nos Estados Unidos, México e Canadá a partir do próximo mês.
A investigação também vai apurar se torcedores foram induzidos ao erro durante o processo de compra, especialmente em relação à localização dos assentos adquiridos.
"Reportagens recentes indicam que os torcedores podem ter sido induzidos ao erro sobre a localização dos assentos que compraram e que as declarações públicas da Fifa, assim como o processo de venda de ingressos, podem ter contribuído para os aumentos exorbitantes de preços", afirmaram os procuradores-gerais em comunicado.
A discussão sobre os valores cobrados pela Fifa ganhou força nos últimos meses, especialmente por causa dos preços de jogos de maior apelo, incluindo partidas da fase final. A entidade é criticada por supostamente praticar valores acima do esperado para um evento global de grande alcance popular.
A Fifa, por outro lado, tem defendido sua política comercial. O presidente da entidade, Gianni Infantino, afirmou que os preços refletem uma demanda “demencial” pelos ingressos da Copa.
Em dezembro, a entidade criou uma categoria de entradas a US$ 60, cerca de R$ 300, voltada a clubes oficiais de torcedores. No entanto, segundo a Football Supporters Europe (FSE), essa cota estava praticamente esgotada antes mesmo da abertura das vendas ao público geral.
A investigação ocorre em dois estados diretamente ligados ao torneio. Nova Jersey receberá jogos no MetLife Stadium, palco também da final da Copa do Mundo de 2026. Já Nova York integra a região metropolitana associada à sede da decisão.
A Copa do Mundo de 2026 será a maior da história, com 48 seleções e 104 partidas. O torneio começa em junho e terá jogos distribuídos entre cidades dos três países-sede.
A Seleção Brasileira inicia nesta quarta-feira (27) a preparação para o amistoso contra o Panamá, último compromisso em solo nacional antes da viagem para os Estados Unidos, onde o grupo ficará concentrado durante a Copa do Mundo de 2026. A partida será disputada no domingo (31), às 18h30, no Maracanã.
O duelo servirá como despedida do Brasil diante da torcida brasileira antes do Mundial. Depois do jogo no Rio de Janeiro, a equipe comandada por Carlo Ancelotti ainda fará mais um amistoso preparatório, contra o Egito, em Cleveland, já em território norte-americano.
Contra o Panamá, a Seleção Brasileira carrega um retrospecto amplamente favorável. As duas equipes se enfrentaram cinco vezes na história, com quatro vitórias do Brasil e um empate. A Amarelinha nunca foi derrotada pelo adversário.
Ao todo, o Brasil marcou 17 gols nos confrontos, média de 3,4 por partida, e sofreu apenas um, média de 0,2 gol por jogo.
RETROSPECTO
O primeiro encontro aconteceu em 1952, pelo Campeonato Panamericano. Na ocasião, o Brasil venceu por 5 a 0, com gols de Baltazar, Julinho Botelho, Rodrigues Tatu e Pinga.
Quase cinco décadas depois, em 2001, as seleções voltaram a se enfrentar em amistoso internacional. O Brasil repetiu o placar de 5 a 0, com gols de Euller, Alex, Juninho Paulista, Edílson e Roberto Carlos.
Em 2014, durante a preparação para a Copa do Mundo no Brasil, a Seleção venceu novamente por goleada. Neymar, Hulk, Willian e Daniel Alves marcaram no triunfo por 4 a 0.
Dois anos depois, em 2016, o único confronto com mando panamenho terminou com nova vitória brasileira. Jonas e Gabriel Barbosa fizeram os gols do 2 a 0.
O jogo mais recente entre as seleções aconteceu em 2019. Na ocasião, Brasil e Panamá empataram por 1 a 1. Lucas Paquetá marcou para a Seleção Brasileira, enquanto Adolfo Machado deixou tudo igual para os panamenhos.
CAMINHO ATÉ A COPA
Depois dos amistosos contra Panamá e Egito, o Brasil volta as atenções para a estreia na Copa do Mundo. A Seleção está no Grupo C e fará o primeiro jogo no dia 13 de junho, contra Marrocos, no MetLife Stadium, nos Estados Unidos.
Na sequência da fase de grupos, a equipe brasileira enfrenta o Haiti, no Lincoln Financial Field, e encerra a primeira fase contra a Escócia, no Hard Rock Stadium.
A polêmica sobre o preço dos ingressos da Copa do Mundo de 2026 ganhou novo capítulo com uma defesa pública de Gianni Infantino na última quinta-feira (7), durante participação na Conferência Global do Instituto Milken, em Beverly Hills.
O presidente da Fifa voltou a justificar a política de valores adotada pela entidade em meio à repercussão de entradas milionárias anunciadas para partidas do torneio, especialmente para a final no MetLife Stadium, nos Estados Unidos.
Em abril, quatro ingressos localizados atrás do gol para a decisão chegaram a ser anunciados por cerca de 2,3 milhões de dólares cada em plataforma de revenda. A situação ampliou as críticas de torcedores sobre a acessibilidade ao Mundial, que será disputado entre Estados Unidos, México e Canadá.
"Se alguém comprar um ingresso por US$ 2 milhões, eu mesmo levarei um cachorro-quente e uma Coca-Cola para garantir que essa pessoa tenha uma ótima experiência", ironizou o italiano.
Infantino afirmou que a Fifa precisa levar em conta o funcionamento do mercado norte-americano, onde a revenda de ingressos é permitida em boa parte dos eventos esportivos e culturais.
"Nos Estados Unidos, a revenda de ingressos é permitida. Se vendermos barato demais, os ingressos acabam revendidos por preços ainda maiores", afirmou.
Segundo o dirigente, aproximadamente 25% dos ingressos da fase de grupos poderão ser comprados por menos de US$ 300, valor equivalente a cerca de R$ 1,7 mil. Para Infantino, os preços oficiais da entidade estão em linha com grandes eventos esportivos realizados nos Estados Unidos.
"Isso é comparável ao preço de jogos universitários aqui nos Estados Unidos. E estamos falando de uma Copa do Mundo", acrescentou.
A discussão também chegou ao Canadá. A Fifa alterou sua plataforma oficial para impedir que ingressos de partidas em Toronto sejam revendidos acima do valor original, em cumprimento a uma nova legislação aprovada na província de Ontário. Com a mudança, entradas para jogos na cidade canadense só poderão ser revendidas pelo preço de face na plataforma da entidade.
A restrição vale para Toronto, mas não se aplica automaticamente às demais sedes da Copa do Mundo. Nos outros locais, a possibilidade de revenda acima do valor original dependerá das leis vigentes em cada jurisdição.
A Copa do Mundo de 2026 será realizada entre 11 de junho e 19 de julho, com final marcada para o MetLife Stadium, em Nova Jersey. O torneio será o primeiro com 48 seleções e terá 104 partidas.
Torcedores que pretendem acompanhar partidas da Copa do Mundo FIFA de 2026 no MetLife Stadium, nos Estados Unidos, terão que pagar uma tarifa significativamente mais alta para utilizar o transporte ferroviário entre Nova York e East Rutherford, em Nova Jersey.
De acordo com as informações divulgadas pelo comitê organizador local e a agência de transportes, a passagem especial de ida e volta custará US$ 150 — valor cerca de 12 vezes superior à tarifa normalmente cobrada no trajeto regular até o complexo esportivo.
A medida foi anunciada como forma de custear a operação extraordinária necessária para atender à demanda durante o torneio. Segundo a direção da New Jersey Transit, o esquema especial de mobilidade deverá gerar um gasto aproximado de US$ 48 milhões.
O presidente da agência, Kris Kolluri, afirmou que a cobrança diferenciada busca evitar que passageiros do sistema público arquem com despesas relacionadas ao evento esportivo.Segundo ele, a proposta é transferir o custo adicional diretamente aos torcedores que utilizarão o serviço durante os jogos.
"Ninguém entre as pessoas com quem conversei considera justo que os usuários honestos e sensatos de Nova Jersey arquem com esse custo por anos. São os torcedores que comparecem ao jogo que deveriam assumir esse ônus",contou.
Para cada partida realizada no estádio, serão disponibilizados cerca de 40 mil bilhetes ferroviários exclusivos para deslocamento até a arena, localizada a aproximadamente 30 quilômetros de Manhattan. O tempo médio da viagem é estimado em cerca de 30 minutos.
Além do transporte por trilhos, a organização também anunciou uma alternativa complementar por ônibus fretados. Nesse caso, as passagens de ida e volta custarão US$ 80.
Ao todo, o MetLife Stadium deve receber oito partidas da Copa do Mundo, incluindo a final marcada para 19 de julho de 2026. A arena tem capacidade para aproximadamente 78 mil espectadores.
A governadora de Nova Jersey, Mikie Sherrill, fez duras críticas à FIFA após o anúncio de aumento expressivo nas tarifas de trem durante a Copa do Mundo FIFA 2026. Segundo informações do jornal The Athletic, o trajeto entre a Penn Station, em Nova York, e o MetLife Stadium poderá ultrapassar US$ 100 (cerca de R$ 500) ida e volta em dias de jogos.
Atualmente, o mesmo percurso custa cerca de US$ 12,90 (R$ 65), o que representa uma elevação de aproximadamente 775% no valor da tarifa.
Diante do cenário, Sherrill afirmou que a entidade máxima do futebol não contribui financeiramente para os custos logísticos do evento, mesmo com receitas bilionárias.
"Herdamos um acordo em que a Fifa não contribui com um único dólar para o transporte durante a Copa do Mundo. Com isso, a New Jersey Transit fica com uma conta de US$ 48 milhões para transportar com segurança 40.000 torcedores. A Fifa está faturando US$ 11 bilhões com esta Copa do Mundo e cobrando até US$ 10 mil dólares por um único ingresso para a final", declarou.
A governadora também criticou o impacto da medida para a população local e afirmou que pretende evitar que os custos sejam repassados aos usuários do sistema.
"Não vou deixar os passageiros de Nova Jersey com essa conta pelos próximos anos. Isso não é justo. A Fifa deveria pagar pelas viagens, mas se não o fizer, não vou deixar que os passageiros de Nova Jersey sejam lesados", completou.
Além das críticas, Sherrill defendeu que a FIFA participe do financiamento do transporte público durante o torneio, considerando o volume de torcedores esperado e a pressão sobre a infraestrutura local.
O MetLife Stadium, localizado em Nova Jersey, será um dos principais palcos da Copa do Mundo, incluindo jogos decisivos, o que deve intensificar a demanda por transporte entre o estado e Nova York durante o período do torneio.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Luiz Inácio Lula da Silva
"Eu fiquei triste, porque ele não foi derrotado por incompetência jurídica, porque ele é um dos melhores advogados desse país, ele foi derrotado por uma questão simplesmente política. E o que vai acontecer? Eu vou mandar o Messias outra vez. Por respeito à função presidencial, sou eu que indico".
Disse o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao confirmar que vai enviar ao Senado o nome do advogado-geral da União, Jorge Messias, para a vaga do Supremo Tribunal Federal (STF). O AGU teve sua primeira indicação rejeitada no Senado no último dia 29 de abril.