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Em entrevista na GloboNews nesta quinta-feira (14), o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) negou que haja qualquer irregularidade em sua relação com o empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Durante a entrevista, o pré-candidato a presidente comparou a repercussão das conversas dele com o dono do Banco Master a investimentos feitos por Vorcaro em outros projetos, além de questionar o tratamento dado ao episódio.
"Quando o Daniel Vorcaro, o banco dele, colocou R$ 160 milhões na Globo entre 2025 e 2026, era dinheiro sujo? É dinheiro sujo?”, questionou o senador aos jornalistas da GloboNews que o entrevistavam.
Flávio Bolsonaro disse que o dinheiro investido pelo Master na Globo teria sido destinado ao programa do Luciano Huck. O senador perguntou se os jornalistas sabiam da origem do dinheiro do Banco Master.
“Vocês sabiam da origem desse dinheiro? Eu acho que não, que vocês agiram de boa-fé, como eu agi de boa-fé”, argumentou o candidato do PL.
Segundo o senador, o empresário teria investido esperando retorno financeiro e não em razão de qualquer benefício político.
“Ele não estava fazendo favor. Eu era senador de oposição. Eu não tinha absolutamente nada para oferecer em troca”, disse.
A entrevista ocorreu um dia após o site The Intercept Brasil divulgar mensagens e áudios em que Flávio Bolsonaro aparece cobrando Daniel Vorcaro por pagamentos em atraso relacionados ao financiamento do filme.
Em entrevista à GloboNews nesta quinta-feira (14), o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) negou que valores captados junto ao banqueiro Daniel Vorcaro tivessem sido utilizados para custear despesas do seu irmão, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, que reside nos Estados Unidos.
O pré-candidato repetiu explicação dada nas redes sociais no dia anterior sobre suas conversas com o dono do Banco Master, reveladas pelo site The Intercept. Flávio colocou que ele apenas estava buscando recursos para financiar a produção do filme “Dark Horse”, baseado na trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.
“Minha participação foi buscar investidores para colocar de pé um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, meu pai, uma pessoa que está passando por uma grande perseguição e foi vítima de uma farsa por meio de uma corte, e é meu sonho fazer com que a história de vida dele, que é emocionante, seja uma homenagem em forma de filme”, disse o senador, reforçando que todos os recursos foram destinados exclusivamente ao filme.
A Polícia Federal iniciou uma nova linha de investigação para apurar se o dinheiro solicitado pelo senador Flávio Bolsonaro ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro serviu para bancar despesas de Eduardo Bolsonaro nos EUA. A PF quer identificar se o montante negociado com Vorcaro de fato foi destinado para o filme ou se a produção serviu para camuflar o repasse das verbas.
Isso porque cerca de US$ 2 milhões teriam sido transferidos para um fundo sediado no Texas denominado Havengate Development Fund LP, que tem como um dos responsáveis legais Paulo Calixto, advogado de Eduardo.
Na entrevista, Flávio Bolsonaro explicou que o fundo criado para financiar o filme teve utilização específica. Segundo ele, todos os recursos captados e enviados ao fundo foram utilizados “integralmente” para fazer o filme.
O pré-candidato ainda justificou a aproximação com investidores privados para o projeto cinematográfico. “Fui buscar investimento privado para um filme em homenagem ao meu próprio pai”, declarou.
Questionado sobre sua relação com Daniel Vorcaro, Flávio Bolsonaro negou ter relação próxima com o banqueiro, além das tratativas relacionadas ao filme. “Eu não tenho nenhum contato com Daniel Vorcaro, a não ser para tratar de filme. As conversas mostram isso”, afirmou.
Outro questionamento foi feito pela emissora sobre o tom informal das mensagens trocadas com Vorcaro, o senador do PL do Rio de Janeiro disse que expressões como “irmão” e “mermão” fazem parte do vocabulário popular carioca e não indicam proximidade pessoal.
“Irmão, mermão, é uma expressão que a gente usa para cumprimentar, até para pedir um coco na praia. É igual guri no Rio Grande do Sul, piá no Paraná, mano em São Paulo. Não tem por que querer empurrar goela abaixo uma intimidade que não tenho”, concluiu o senador.
O presidente nacional do Progressistas (PP), senador Ciro Nogueira, do estado do Piauí, recebeu manifestações de apoio de parlamentares e dirigentes da sigla após ser alvo de operação da Polícia Federal. A investigação apura conexões com o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.
Para outras lideranças do partido ouvidas pela CNN Brasil, não existe, no momento, movimentação para o afastamento do senador do comando da legenda. Apesar do respaldo interno, o tema será debatido na reunião da executiva nacional do Progressistas, marcada para a próxima quarta-feira (20).
O encontro, que já estava agendado para discutir questões administrativas e articulação política, servirá de palco para conversas reservadas sobre os impactos do caso. Caciques do PP indicam que a tendência majoritária é a manutenção do apoio político a Nogueira, sob a justificativa de que, até o momento, os elementos apresentados não demandam pressão interna por mudanças na liderança.
A avaliação na cúpula é de que um eventual afastamento deveria partir de uma iniciativa do próprio senador. A operação também gerou repercussões na federação composta por PP e União Brasil. Dirigentes do Progressistas admitem que houve questionamentos e críticas por parte de integrantes do União, mas afirmam que o desgaste inicial foi mitigado após diálogos entre as presidências das duas siglas.
Em vídeo publicado nas redes sociais nesta terça-feira (12), Ciro Nogueira classificou as acusações como "absurdas" e negou o recebimento de qualquer valor ilícito. O parlamentar defendeu a lisura de suas ações e pediu isenção nas investigações e no julgamento em sua tentativa de reeleição. Veja sua declaração abaixo:
O presidente nacional do partido Progressistas e senador piauiense Ciro Nogueira se pronunciou após ser alvo de uma operação da Polícia Federal (PF) que apura suposto envolvimento do parlamentar com o Banco Master, instituição ligada a um esquema de fraudes. Agentes planejavam a prisão de Felipe Cançado Vorcaro, primo de Daniel Vorcaro, dono da instituição financeira.
A quinta fase da operação Compliance Zero tem o objetivo aprofundar a investigação sobre "um esquema de corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes contra o Sistema Financeiro Nacional”.
Em resposta às investigações, o senador nega as acusações e associa a operação a perseguição política e bom desempenho nas pesquisas eleitorais. “Tentam parar de todas as formas quem lidera as pesquisas de intenção de votos. Isso aconteceu comigo em 2018, faltando 15 dias para a eleição”, diz o texto publicado em seu perfil no Instagram.
“Esses acontecimentos me dão mais energia para lutar por mais recursos para o nosso povo do Piauí e não deixar que os maus governem sobre os bons”, disse Ciro em suas redes.
Endereços ligados ao senador em Brasília e no Piauí foram alvo de mandados de busca e apreensão. Na decisão do ministro André Mendonça que autorizou a operação, a instituição aponta conduta do senador em favor de Vorcaro, “em troca do recebimento de vantagens econômicas indevidas”. Apesar disso, líderes não condenaram o senador, e falam em aguardar as investigações.
Com o feriado do Dia de Tiradentes, nesta terça-feira (21), a semana promete ser mais curta e esvaziada em Brasília, mas ainda assim muitos temas estarão em discussão nos próximos. O destaque é a votação do projeto que busca alterar a jornada de trabalho 6x1, marcada para a próxima quarta (22).
A proposta no momento está na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), mas o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), já fala em criar ainda nesta semana a comissão especial que vai analisar o mérito do projeto. Apesar da resistência da oposição, que considera o projeto eleitoreiro, tanto Motta quanto o Palácio do Planalto tentam acelerar a análise das PECs que tratam do assunto.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva começa a semana em giro por países da Europa iniciada há alguns dias, e quando retornar ao Brasil, pretende se reunir com a equipe econômica para fechar um pacote de socorro aos endividados. Já no Judiciário, o destaque é o julgamento sobre a manutenção da prisão ou não do ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, por seu envolvimento em ilícitos relacionados ao Banco Master.
Confira abaixo a agenda da semana em Brasília.
PODER EXECUTIVO
O presidente Lula iniciou a semana no giro que faz por alguns países europeus, acompanhado de 15 ministros e empresários brasileiros. Nesta segunda (20), Lula está na Alemanha, onde já participou da Feira Industrial de Hannover, e conheceu o stand brasileiro.
Acompanhado da sua comitiva, o presidente Lula também participou da abertura da 42ª edição do Encontro Econômico Brasil-Alemanha. Já o ministro da Fazenda, Dario Durigan, se reuniu com os ministros alemães Lars Klingbeil (Finanças) e Reem Alabali-Radovan (Cooperação Econômica e Desenvolvimento).
Na parte da tarde, Lula visitará as instalações da fábrica da Volkswagen, na cidade alemã de Wolfsburg. No final do dia o presidente Lula segue para Portugal.
Na terça (21), Lula irá se reunir com o presidente português, António José Seguro (Partido Socialista, centro-esquerda). Será o primeiro encontro oficial entre os líderes.
O presidente também tem na sua agenda um encontro com o primeiro-ministro de Portugal, Luís Montenegro, no Palácio de São Bento. Ao final de seus compromissos, o presidente Lula embarca para o Brasil no mesmo dia.
De volta ao Brasil, na quinta (23), o presidente Lula participará de uma feira sobre riqueza alimentar brasileira promovida pela Embrapa, em Planaltina (DF). Já na sexta (24), é possível que Lula compareça ao 8º Congresso Nacional do PT, que será realizado em Brasília.
PODER LEGISLATIVO
O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), convocou apenas uma sessão deliberativa nesta semana, na próxima quarta (22). Na pauta, projetos que tiveram consenso entre os líderes partidários.
Devem ser votados na sessão de quarta os seguintes projetos:
- PL 466/2015 - Sobre a adoção de medidas que assegurem a circulação segura de animais silvestres no território nacional, com a redução de acidentes envolvendo pessoas e animais nas estradas, rodovias e ferrovias brasileiras.
- PL 2780/2024 - Institui a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos (PNMCE), o Comitê de Minerais Críticos e Estratégicos (CMCE), vinculado ao Conselho Nacional de Política Mineral, e dá outras providências.
- PL 539/2024 - Altera a Lei nº 7.565, de 19 de dezembro de 1986, que institui o Código Brasileiro de Aeronáutica, para estabelecer hipóteses de autorização da realização de serviços aéreos de transporte doméstico por empresas sul-americanas na Amazônia Legal
- PL 533/2024 - Institui a Política Nacional “Mais Cultura nas Escolas”
- PL 3025/2023 - Estabelece normas de controle de origem, compra, venda e transporte de ouro no território nacional e altera a Lei nº 7.766, de 11 de maio de 1989.
- PRC 80/2025 - Altera o Regimento Interno da Câmara dos Deputados, para permitir que os membros efetivos da Mesa Diretora possam fazer parte de Liderança e de comissões permanentes e temporárias.
O destaque da semana na Câmara é a votação, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), de dois projetos que tratam das mudanças na jornada de trabalho 6x1. O relator, deputado Paulo Azi (União-BA), apresentou parecer favorável a duas propostas que caminham juntas para redução da carga semanal de 44 para 40 horas, a PEC 8/2025 e a PEC 221/2019.
O presidente da CCJ, Leur Lomanto (União-BA), marcou a votação do relatório para a sessão da próxima quarta (22). Caso seja aprovado o projeto, o presidente Hugo Motta pretende instalar no mesmo dia a comissão especial que vai analisar a proposta, com a escolha do presidente do colegiado e do relator.
No Senado, o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), marcou sessão deliberativa no plenário apenas para a quarta (22). A pauta de votação ainda não foi distribuída.
Na sexta, tanto na Câmara quanto no Senado, serão realizadas sessões solenes para comemoração do aniversário de Brasília. Neste dia 21 de abril, a capital da República completa 66 anos de fundação.
PODER JUDICIÁRIO
No Supremo Tribunal Federal (STF), a semana começa com a continuidade do julgamento, em plenário virtual, da ação que pede a condenação do ex-deputado Eduardo Bolsonaro por difamação contra a deputada Tabata Amaral (PSB-SP). Apenas o ministro Alexandre de Moraes votou, pedindo a prisão do ex-deputado por um ano.
Eduardo Bolsonaro está sendo julgado por ter, em uma publicação na rede X, acusado Tabata Amaral de elaborar um projeto de lei para beneficiar o empresário Jorge Paulo Lemann, um dos financiadores de sua campanha. O projeto em questão propõe a distribuição de absorventes em espaços públicos.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) defendeu a condenação de Eduardo Bolsonaro em parecer enviado ao STF. A manifestação foi assinada pela vice-procuradora-geral da República, Ana Borges.
Outro destaque da semana é julgamento, também no plenário virtual, sobre a decisão do ministro André Mendonça que decretou as prisões preventivas do ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa e do advogado Daniel Lopes Monteiro. O julgamento começa na quarta (22) e os integrantes do colegiado terão até sexta (24) para apresentar os votos.
Os ministros Gilmar Mendes (presidente), Dias Toffoli, Luiz Fux e Nunes Marques podem apenas seguir ou não o relator, sem publicizar um voto próprio, cenário mais comum nesse tipo de análise. No momento, a maior expectativa é sobre como os ministros Dias Toffoli e Gilmar Mendes se portarão quanto às prisões.
No plenário física, o presidente do STF, ministro Edson Fachin, programou para a sessão da próxima quarta (22) o julgamento conjunto das ADPFs 1005, 1006 e 1097, nas quais a Corte analisará a regulamentação, pelo Poder Executivo federal, da Lei do Superendividamento (Lei 14.181/2021). O decreto presidencial questionado fixa o valor estimado para cobrir despesas básicas e que não poderá ser utilizado para pagamento de dívidas.
As ações são relatadas pelo ministro André Mendonça. Membros do Ministério Público e da Defensoria Pública acionaram o STF contra decreto presidencial que fixou em 25% do salário mínimo atual o conceito de mínimo existencial, valor estimado para que uma pessoa possa pagar suas despesas e que não poderá ser utilizado para pagamento de dívidas.
De acordo com o Decreto 11.150/2022, só pessoas que teriam, ao final do mês, menos de R$ 303,05 (correspondente a 25% do salário mínimo atual, de R$ 1.212) estariam superendividados. Segundo as ADPs, o valor é incompatível com a dignidade humana, pois impede a fruição de uma vida digna e dos direitos sociais correlatos a ela, além de vulnerar a proteção ao consumidor.
Também está na pauta da sessão do dia 22 a análise do referendo de liminares concedidas pelo ministro Flávio Dino (relator) na ADPF 1196. As decisões estabeleceram um teto para a cobrança de serviços funerários e de cemitérios no município de São Paulo, além de medidas para sua divulgação e fiscalização.
Na ação são discutidas leis municipais que autorizaram a concessão à iniciativa privada da exploração de cemitérios e crematórios públicos, além dos serviços funerários. O julgamento foi suspenso em maio do ano passado por pedido de vista do ministro Luiz Fux.
Já para a sessão da próxima quinta (23), o presidente do STF programou o julgamento da RE 966177, no qual o Tribunal discutirá se o artigo 50 da Lei de Contravenções Penais (Decreto-Lei 3.688/1941), que proíbe a exploração de jogos de azar no país, foi recepcionado pela Constituição de 1988. No caso concreto, o Ministério Público do Rio Grande do Sul questiona decisão da Justiça estadual que considerou que os fundamentos que embasaram a proibição não se harmonizam com os princípios constitucionais vigentes.
Deputados federais como Lindbergh Farias (RJ), Paulo Pimenta (RS) e Gleisi Hoffmann (PR), além do presidente do PT, Edinho Silva, reproduziram vídeo editado pelo PT que acusa o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) de ter sido beneficiado pelo então presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, na obtenção de um financiamento bancário para compra de uma mansão em Brasília no valor de cerca de R$ 6 milhões.
Paulo Henrique Costa foi preso pela Polícia Federal nesta quinta-feira (16) por envolvimento nas fraudes cometidas em conluio com o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, no período em que esteve à frente da presidência do banco público do Distrito Federal. Costa foi enviado no mesmo dia para a Penitenciária da Papuda.
Na legenda da postagem, o PT escreveu a seguinte chamada: "Banco Master e Flávio Bolsonaro: um negócio de família". O vídeo, que na conta do PT tem mais de 300 mil visualizações, vem sendo reproduzido em outras plataformas por políticos e influenciadores de esquerda.
No vídeo, são relembradas reportagens de diversos veículos de imprensa na época em que Flávio comprou a mansão, em 2021. As reportagens citadas no vídeo afirmaram que o senador pagou R$ 2,87 milhões à vista pelo imóvel.
Os R$ 3,1 milhões restantes foram financiados em 360 meses pelo BRB, presidido na época por Paulo Henrique Costa, com taxa de juros nominal de 3,65% ao ano. O valor era abaixo da inflação, que ficou em 4,52% em 2020.
A compra, naquela ocasião, causou polêmica, porque o valor da casa tinha valor quase quatro vezes o valor do patrimônio declarado por Flávio Bolsonaro na sua eleição para o Senado, em 2018. O vídeo faz uma relação de possível favorecimento ao senador pelo presidente do BRB, já que o financiamento da casa teve juros de 3,65%, quando a taxa de balcão praticada pelo BRB para outros financiamentos seria de 4,85%.
Em 2022, como resposta a uma ação popular movida pela deputada Erika Kokay (PT-DF), o senador Flávio Bolsonaro no Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJ-DFT), o senador Flávio Bolsonaro afirmou que a compra da mansão estaria relacionada à sua renda como advogado. O parlamentar justificou que sua carreira na advocacia o ajudou a juntar o montante necessário para financiar o imóvel.
Além da renda como advogado, o hoje pré-candidato a presidente também informou que atua como empresário e empreendedor, e sua esposa, Fernanda Bolsonaro, atua na odontologia “há bastante tempo”.
“Cabe dizer ainda que o banco que concedeu o financiamento, assim como todas as instituições financeiras no Brasil, segue um rigoroso complience e está sujeito a regras regulatórias e de fiscalização que impedem qualquer irregularidade”, disse também o senador em nota à imprensa em 2022 sobre a compra da mansão.
O ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, foi preso pela Polícia Federal nesta quinta-feira (16), em Brasília, durante nova fase da Operação Compliance Zero. Um advogado também foi detido na ação.
A investigação teve início na gestão de Paulo Henrique Costa à frente do banco, período em que o BRB adquiriu ativos do Banco Master, instituição ligada a Daniel Vorcaro.
Esta é a quarta fase da operação, que apura um esquema de lavagem de dinheiro voltado ao pagamento de vantagens indevidas a agentes públicos.
Ao todo, policiais federais cumprem dois mandados de prisão preventiva e sete mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF), no Distrito Federal e em São Paulo.
Os investigados podem responder por crimes de corrupção, lavagem de dinheiro, crimes financeiros e organização criminosa.
Um Relatório de Inteligência Financeira (RIF) sobre transações do Banco Master, enviado à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado no Senado em março, aponta a existência de operações que incluem uso de dinheiro em espécie, garantias com valores inflados em empréstimos e destinação de recursos a empreendimentos associados ao empresário baiano Nelson Tanure, investigado pela Polícia Federal (PF) no caso.
O documento foi elaborado pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), órgão do governo federal responsável por atuar na prevenção e detecção de crimes de lavagem de dinheiro. A legislação determina que instituições financeiras comuniquem operações de grande porte ou que apresentem indícios de irregularidades.
As informações foram publicadas nesta sexta-feira (10) pela Folha de S. Paulo. Segundo a reportagem, o relatório, que abrange o período de 2022 a 2025, parte das operações analisadas envolve movimentações financeiras em espécie acima dos limites estabelecidos em normas. Segundo investigadores ouvidos pelo jornal, a menção a operações em espécie refere-se ao uso de dinheiro vivo em algum momento das transações.
A defesa do ex-banqueiro Daniel Vorcaro foi procurada, mas não respondeu aos questionamentos. Já a defesa de Nelson Tanure afirmou que o empresário não possui relação societária com o Banco Master. “Foi apenas cliente nos últimos anos”, declarou.
Um dos casos citados no relatório envolve a empresa BTG Empreendimentos, Locações e Serviços, sediada em Campo Grande e atuante nos setores de terraplanagem e aluguel de máquinas. A operação, realizada em setembro de 2024, somou R$ 468,8 milhões e, conforme o RIF, envolveu, em algum momento, recursos em espécie.
A modelo e influenciadora Martha Graeff, ex-noiva do banqueiro Daniel Vorcaro, publicou um vídeo em suas redes sociais sobre o esquema de fraudes na empresa de seu antigo parceiro, o banco Master. Ela afirmou nesta quarta-feira (8) que não tinha conhecimento das atividades ilíticas do namorado à época.
Martha alegou ter descoberto as ações durante as divulgações do escândalo na imprensa. Ela ainda criticou a exposição de sua vida pessoal e os ataques que recebeu após o vazamento da troca de mensagens entre ela e Vorcaro.
"Fui linchada, vulgarizada e sofri uma violência sem precedentes. Isso que aconteceu comigo poderia ter acontecido com qualquer outra mulher", disse Martha em parte do vídeo.
A modelo ainda sustentou que não ganhou bens do ex-namorado. "Meu patrimônio hoje é idêntico, exatamente igual ao de dois anos atrás. Eu não ganhei mansão, não ganhei carro, não ganhei barco, isso tudo é mentira", disparou Graeff sobre as especulações de que ela teria recebido imóveis e bens de alto valor fruto das supostas atividades ilícitas do marido.
Jaques Wagner (PT), líder do governo no Senado, negou a existência de irregularidades no contrato firmado entre a empresa de sua nora e o Banco Master, liquidado em novembro do ano passado. Em entrevista ao jornal Bahia no Ar nesta quinta-feira (19), o senador ainda defendeu cautela no tratamento desse tema e afirmou não ter relação com os acordos comerciais de familiares.
“O assunto está todo explicado. É uma empresa de dois sócios: um rapaz e a moça, que é casada com filho de Fátima [Mendonça], e portanto, eles chamam de minha nora. Não tenho nada a explicar, porque, na verdade, não tem nada a ver com isso. Mas eles já explicaram tudo”, afirmou.
Bonnie de Bonilha, uma das sócias do empreendimento, é casada com Eduardo Sodré, enteado de Wagner e secretário de Meio Ambiente da Bahia. A empresa BK Financeira firmou contratos com a instituição comandada por Daniel Vorcaro em 2021 e foi contratada para prospectar operações de crédito consignado para o Master.
Segundo Wagner, a defesa da empresa já protocolou uma petição junto ao ministro André Mendonça, oferecendo sigilo fiscal e sigilo bancário, caso necessário para as investigações.
O parlamentar reforçou a necessidade de cuidado com as alegações e associações feitas durante a apuração do esquema de fraude, que envolve diversas figuras conhecidas.
“Ano de eleição também é ano de especulação. Essa questão do Master virou um grande escândalo nacional, só que a gente precisa separar o joio do trigo. Tem muita trambicagem feita”, ponderou o senador.
Wagner ainda afirmou que os envolvidos no esquema de fraude envolvendo a instituição financeira devem ser responsabilizados. “Eu sou do tipo que família é família, política é política e negócio é negócio. Então eu estou muito tranquilo pra dizer que apure-se tudo. Quem tiver culpa no cartório, que pague”, completou o senador.
O novo advogado de Daniel Vorcaro, José Luis Oliveira Lima, teve, na última terça-feira (17), uma reunião com o ministro André Mendonça, relator do caso Master no Supremo Tribunal Federal. O advogado tratou da possibilidade de delação do banqueiro. Além de buscar o ministro, o defensor também procurou a Polícia Federal (PF) para informar sobre o interesse do banqueiro em firmar um acordo de delação premiada.
De acordo com o Uol, “Juca”, como o defensor é conhecido, tem histórico em acordos de colaboração premiada, como o do ex-presidente da OAS, Léo Pinheiro, no âmbito da Operação Lava Jato. O empresário firmou delação que implicou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Já a apuração da TV Globo afirma que o advogado também teria afirmado à PF que Vorcaro não pretende poupar ninguém, e se compromete a entregar todas as informações.
Procurado, o advogado de Vorcaro afirmou que não vai comentar o caso neste momento. Segundo ele, a decisão se deve à "sensibilidade do caso".
Na semana passada, Pierpaolo Bottini e Roberto Podval deixaram a defesa de Vorcaro. A possibilidade de um acordo de delação entre Vorcaro e a Polícia Federal, neste momento, é considerada maior.
A Prefeitura de Salvador concedeu exclusividade ao Banco Master para oferecer operações de “crédito no cartão rotativo” a servidores públicos municipais por meio de um decreto editado em 2021, durante o primeiro mandato do prefeito Bruno Reis (União).
A informação foi publicada nesta sexta-feira (13), pela jornalista Mariana Barbosa, no site UOL.
Bruno Reis foi vice-prefeito de Salvador entre 2017 e 2020 na gestão de ACM Neto (União), e um de seus principais aliados políticos. O decreto autorizou o modelo de crédito consignado vinculado ao cartão rotativo com exclusividade ao banco.
Dados do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), revelados pelo jornal O Globo, indicam que o ex-prefeito de Salvador ACM Neto recebeu R$ 3,77 milhões do Banco Master e da gestora Reag. Os valores foram pagos à empresa A&M Consultoria, ligada ao ex-prefeito.
Em nota, a consultoria afirmou que os serviços foram prestados após ACM Neto deixar o cargo público. Segundo o comunicado, os trabalhos foram “relacionados à análise da agenda político-econômica nacional” e foram “materializados em diversas reuniões com o corpo técnico e jurídico dos contratantes”.
De acordo com as informações divulgadas, os pagamentos do Banco Master e da Reag ocorreram entre 15 de junho de 2023 e 3 de maio de 2024, por meio de 52 transferências. O montante corresponde a cerca de 60% da receita recebida pela consultoria no período.
Ainda durante o período em que ACM Neto ocupava a prefeitura, a empresa Consiglog obteve exclusividade na gestão da margem consignável da folha de pagamento municipal. A empresa atualmente pertence a João Carlos Mansur, fundador da gestora Reag, e também é associada ao empresário baiano Augusto Lima, apontado como ex-sócio do Banco Master.
Além disso, segundo informações obtidas pelo BN, para administrar a relação do consignado existia um sistema também pertencente a Augusto Lima.
Na Bahia, operações envolvendo empresas ligadas ao sistema de crédito consignado também ocorrem na esfera estadual. Tanto a Credcesta quanto a Consiglog operam com exclusividade junto ao governo do estado, administrado há anos por gestões do Partido dos Trabalhadores (PT).
O DECRETO
O decreto municipal nº 33.502, publicado em 4 de fevereiro de 2021, reservou 10% da margem consignável dos servidores públicos de Salvador ao Credcesta em uma modalidade classificada como “linha de crédito rotativo”.
De acordo com a norma, a categoria foi criada no âmbito da legislação estadual e municipal. O formato não aparece no decreto federal que regulamenta as consignações em folha de pagamento, que prevê três modalidades: crédito consignado tradicional, cartão consignado e cartão benefício.
A chamada “linha de crédito rotativo” prevê que o cliente utilize o rotativo do cartão, modalidade em que passam a incidir juros, além de encargos por atraso e multa. Procurada, a Prefeitura de Salvador informou, por meio de nota, que o modelo adotado também é utilizado por outras instituições públicas.
Ainda na nota, a gestão municipal afirmou que "não há qualquer irregularidade nos atos citados, visto que tiveram o crivo de órgãos de controle, e que seguiu todas as normas que tratam do assunto”.
O cunhado de Daniel Vorcaro, Fabiano Zettel, e a ex namorada do banqueiro, Martha Graeff, devem depor na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A convocação, aprovada nesta quinta-feira (12), ajuda a investigar a ligação dos dois com empresas e operações financeiras ligadas ao Banco Master.
Também foram convocados dois dirigentes do Master: Ângelo Antônio Ribeiro da Silva, diretor do banco, e Luiz Antônio Bull, diretor de Riscos, Compliance, Recursos Humanos, Operações e Tecnologia.
O cunhado do banqueiro foi preso pela Polícia Federal (PF) na Operação Compliance Zero. Pastor da Igreja Batista da Lagoinha, Zettel teria participado de um grupo suspeito de movimentar grandes quantias através de títulos de crédito considerados fraudulentos.
A igreja informou que o religioso foi afastado das atividades em novembro de 2025, após o início das investigações relacionadas ao Banco Master.
Já a ex-namorada de Vorcaro, Martha Graeff, vai prestar esclarecimentos sobre vínculos com empresas ou operações financeiras ligadas à instituição. A comissão pretende avaliar o envolvimento de pessoas da vida pessoal do empresário.
Roberto Campos Neto, ex-presidente do Banco Central, também aparece na lista de convocações Ele presidiu a entidade durante os anos em que parte das supostas fraudes teriam ocorrido e pode esclarecer sobre falhas no sistema financeiro.
O pré-candidato ao governo do estado, ACM Neto (União), se pronunciou nesta quarta-feira (11) após a divulgação de pagamentos do banco Master/ Reag feitos a uma empresa dele. O ex-prefeito de Salvador afirmou que vai acionar o Supremo Tribunal Federal e a Procuradoria-Geral da República para pedir a apuração do que classificou como vazamento criminoso de dados sigilosos.
? Após divulgação de pagamento do Master a ACM Neto, ex-prefeito aciona STF e afirma que foram “manipulados”
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Segundo Neto, o requerimento será protocolado ainda nesta quarta-feira e também coloca o próprio ex-prefeito à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos.
“Ainda no dia de hoje, estamos dando entrada junto ao Supremo Tribunal Federal e à Procuradoria-Geral da República, com um requerimento, solicitando que se apure o vazamento criminoso de dados sigilosos, um vazamento manipulado que foi amplamente noticiado na imprensa. Neste mesmo requerimento, eu vou me colocar inteiramente à disposição desses dois órgãos para prestar qualquer tipo de esclarecimento”, afirmou.
Na declaração, Neto levantou a hipótese de motivação política por trás da divulgação das informações. “É claro que esse vazamento que aconteceu faz com que a gente se pergunte se não tem política por trás disso. Nós sabemos que a gente está na boca de uma eleição, e é muito estranho isso acontecer”, disse.
O presidente do União Brasil alega que passou a dedicar parte do tempo à atividade empresarial no final de 2022, quando não possuía nenhum cargo público. Dentre as atividades, está a empresa de consultoria que atendia as empresas Master e Reag.
O ex-prefeito afirmou que os contratos foram realizados de forma regular e que seguirá atuando politicamente apesar do episódio.
A modelo russa Maryia Lubimova se pronunciou nas redes sociais após vazamento de conversas entre ela e Daniel Vorcaro, banqueiro preso em operação na última semana. Ele salvou o número da influenciadora como “My Future Wife”, minha futura esposa, em português.
?? Modelo chamada de "futura esposa" por Vorcaro se pronuncia sobre o caso
— Bahia Notícias (@BahiaNoticias) March 9, 2026
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Conversas entre os dois foram encontradas em um celular apreendido pela Polícia Federal (PF) durante a primeira fase da operação contra o banqueiro, em novembro de 2025, segundo o portal Metrópoles. As mensagens são de novembro e dezembro de 2023, período após a visita da russa a São Paulo.
Após a repercussão das notícias sobre a relação com Vorcaro, Maryia se manifestou nas redes sociais e afirmou que nunca teve envolvimento com os negócios ou assuntos financeiros do empresário. Ela também afirmou que nunca foi amante do banqueiro e que os diálogos aconteceram anos antes, em 2023.
“É importante para mim dizer isso honestamente: nunca me envolvi nos negócios ou assuntos financeiros de ninguém. Meu relacionamento com essa pessoa foi puramente pessoal… foi uma história entre um homem e uma mulher, não algo ligado a dinheiro ou interesses. É doloroso para mim ver meu nome associado a eventos com os quais não tenho nada a ver”, escreveu.
Maryia Lubimova tem mais de 50 mil seguidores nas redes sociais. Ela vive em Bali, na Indonésia, e publica conteúdos sobre viagens e moda. Segundo as mensagens, Vorcaro entrou em contato com a modelo em 2 de novembro de 2023, perguntando se ela havia se divertido em São Paulo e se tinha conseguido fazer compras na cidade. Na época, Maryia acompanhava o Grande Prêmio do Brasil de Fórmula 1, realizado em 5 de novembro daquele ano.
O cunhado do banqueiro Daniel Vorcaro, pastor Fabiano Zettel, foi o maior doador de campanha, entre pessoas físicas, do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em 2022. O pastor foi preso nesta quarta-feira (4) em São Paulo na terceira fase da Operação Compliance Zero.
Zettel repassou R$ 3 milhões para a campanha de Bolsonaro. Já para Tarcísio, a doação foi de R$ 2 milhões. Em resposta, a assessoria do republicano alegou que a campanha contou com mais de 600 doadores e negou vínculo com o empresário.
Além de Tarcísio e Bolsonaro, Zettel doou R$ 10 mil para a campanha de Lucas de Vasconcelos Gonzales, candidato a deputado federal por Minas Gerais pelo partido Novo, que perdeu as eleições.
A defesa de Zettel informou em nota ao portal Metrópoles que, após tomar conhecimento da deflagração da 3ª Fase da Operação Complience Zero, “seu cliente se apresentou à Polícia Federal” e está “à inteira disposição das autoridades”.
Clientes do Will Bank devem receber antecipadamente o pagamento de até R$ 1 mil, anunciou o Fundo Garantidor de Créditos (FGC). A medida será feita diretamente pelo aplicativo da instituição bancária e pode beneficiar cerca de 6 milhões de pessoas.
O FGC é uma entidade privada sem fins lucrativos que protege depositantes e investidores, devolvendo até R$ 250 mil por CPF/CNPJ e por instituição financeira em caso de falência ou intervenção do banco.
O valor a ser antecipado corresponde a aproximadamente R$ 200 milhões e beneficiará correntistas principalmente de baixa renda, o público-alvo da instituição. Além da antecipação, há R$ 25 milhões de saldos em contas de pagamento, que também serão liberados no aplicativo do Will Bank.
A instituição, que integrava o conglomerado do Banco Master, teve a liquidação decretada pelo Banco Central (BC) em janeiro. Como a consolidação da lista completa de credores ainda não foi finalizada, o Fundo Garantidor de Créditos decidiu antecipar o pagamento para clientes com valores de até R$ 1 mil cobertos pela garantia.
Quem tem valores acima de R$ 1 mil ou investiu por meio de plataformas de investimentos deverá aguardar e pedir o ressarcimento pelo aplicativo do próprio FGC, após a conclusão da lista dos credores.
O FGC também atualizou o balanço da liberação dos recursos das liquidações do Banco Master, da Master Investimento e do Letsbank. Até o momento, foram pagos R$ 37 bilhões em garantias a credores do conglomerado ao qual o Will Bank pertencia, o equivalente a 91% do total previsto. Ainda há cerca de 9% de investidores que não iniciaram o pedido de ressarcimento
Dias Toffoli determinou nesta quinta-feira (12) que a Polícia Federal (PF) envie os dados de todos os celulares apreendidos e periciados na investigação. A medida do ministro, relator do caso Master, acontece depois da entrega da perícia dos celulares de Daniel Vorcaro, dono da instituição financeira.
Segundo a coluna de Julia Dualibi no G1, a decisão define que a PF deve encaminhar, na íntegra, o conteúdo de todos os aparelhos e mídias apreendidas, os laudos periciais, incluindo dados telemáticos, informáticos e telefônicos. Segundo as investigações, o nome de Toffoli foi citado em mensagens contidas no aparelho.
Ao enviar o documento ao Supremo, a PF citou a possibilidade de suspeição, ato em que um juiz desiste de conduzir uma investigação por entender que há algum impedimento que ponha em jogo a sua imparcialidade. O ministro negou qualquer relação com o empresário.
Um vídeo mostra o momento em que o homem começa a recolher notas de dinheiro jogada pela janela foi divulgado pela Polícia Federal nesta quarta-feira (11). As notas foram jogadas por um suspeito de envolvimento no esquema envolvendo a RioPrevidência e o banco Master.
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— Bahia Notícias (@BahiaNoticias) February 11, 2026
Confira ?? pic.twitter.com/M81hxf6ooD
O episódio aconteceu no âmbito da 3ª fase da Operação Barco de Papel.
Mais uma fase da operação que investiga crimes contra o sistema financeiro envolvendo o Banco Master e a RioPrevidência foi deflagrada nesta quarta-feira (11). O objetivo da terceira fase é localizar e recuperar os bens, valores e objetos retirados do apartamento do principal alvo da operação deflagrada em 23 de janeiro.
A Operação Barco de Papel cumpriu dois mandados de busca e apreensão em endereços vinculados aos investigados nos municípios de Balneário Camboriú/SC e Itapema/SC.
A polícia analisa irregularidades na aquisição de letras financeiras emitidas pelo Banco Master, recentemente liquidado pelo Banco Central. A RioPrevidência teria investido aproximadamente R$ 970 milhões na instituição financeira.
Os mandados foram expedidos pela 6ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, com base em indícios de obstrução de investigações e ocultação de provas.
Assim que a equipe chegou para realizar as buscas no imóvel localizado em Balneário Camboriú, um dos ocupantes do apartamento chegou a jogar uma mala contendo dinheiro em espécie da janela do apartamento. Além do montante recuperado, os policiais apreenderam dois veículos de luxo e dois smartphones.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta quinta-feira (29), que o empresário e dono do liquidado Banco Master, Daniel Vorcaro, enganou investidores.
“Tem muita gente que foi envolvida de boa-fé. Imaginava que ali tratava-se de um grande empresário, um banqueiro emergente. O cara levou muita gente no bico. Quem agiu de má-fé tem de responder”, disse o chefe da equipe econômica em entrevista ao programa Acorda, Metrópoles.
Na ocasião, Haddad descreveu a iniciativa do Banco Central de abrir um procedimento para verificar irregularidades na atuação no caso Master como um bom exemplo a ser seguido.
Em meio à crise de confiança no Supremo Tribunal Federal (STF) após envolvimento de ministros com pessoas ligadas ao banco Master, o ministro defendeu o atual presidente da instituição, Edson Fachin.
“Nós não podemos temer o autossaneamento de uma instituição, em nenhuma hipótese. Eu acredito que a instituição está nas mãos de uma pessoa correta, que é o Fachin”, afirmou.
Banco Master teria contratado Guido Mantega por R$ 1 milhão ao mês após articulação de Jaques Wagner
O Banco Master contratou o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega para atuar como assessor, por indicação do líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA). A remuneração acertada teria sido de R$ 1 milhão por mês, segundo apuração da coluna de Andreza Matais, do portal Metrópoles.
A contratação ocorre em contraste com declarações recentes do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Durante evento em Maceió (AL), na sexta-feira (23), Lula fez duras críticas ao Master — sem citar o banco nominalmente — ao acusar o controlador da instituição, Daniel Vorcaro, de promover um “golpe de mais de R$ 40 bilhões” e cobrar “falta de vergonha na cara” de quem o defende. O discurso destoou das ligações mantidas anteriormente entre integrantes do núcleo petista e o grupo financeiro.
Mantega só chegou ao Master após a intervenção direta de Jaques Wagner. Antes disso, o governo havia recuado da indicação do ex-ministro para o Conselho de Administração da Vale, após questionamentos do mercado. Apesar de privatizada, a mineradora ainda sofre influência do governo federal por meio de concessões públicas e de investimentos realizados por fundos de pensão de estatais. Interlocutores do mercado chegaram a classificar a indicação de Mantega como uma interferência indevida do presidente Lula na empresa.
No Banco Master, a principal missão de Mantega era facilitar a venda da instituição controlada por Vorcaro ao BRB. Ele prestou serviços de consultoria até poucas semanas antes de o Banco Central decretar a liquidação do Master, em novembro do ano passado. Os valores pagos ao ex-ministro teriam alcançado ao menos R$ 11 milhões.
Dentro do banco, a relação política mais próxima de Jaques Wagner era com Augusto Lima, sócio de Vorcaro e ex-CEO da instituição. Lima também mantém amizade com o ministro da Casa Civil, Rui Costa, e esteve presente no palanque do evento em que Lula fez as críticas ao banco, reforçando os vínculos entre os envolvidos.
Em meio a essas articulações, Mantega esteve ao menos quatro vezes no Palácio do Planalto em 2024, sempre recebido pelo chefe de gabinete de Lula, Marcola. As visitas ocorreram nos dias 22 de janeiro, 1º de abril, 29 de outubro e 4 de dezembro, no 3º andar do prédio. As agendas oficiais registraram apenas a expressão “encaminhamento de pauta”, sem detalhamento.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, autorizou, nesta quarta-feira (14), a realização de novas diligências da Polícia Federal na residência do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. A decisão atende a um novo pedido da PF, após o magistrado reconsiderar parcialmente um indeferimento anterior.
No despacho, Toffoli afirmou que mudou de entendimento diante de novos argumentos apresentados pela Procuradoria-Geral da República (PGR) e pela Polícia Federal. Segundo o ministro, surgiram indícios da prática de novos ilícitos supostamente cometidos pelo investigado, o que justificaria a ampliação das medidas.
“Diante da evidência da prática de novos ilícitos, supostamente cometidos pelo investigado”, conforme apontado pela Polícia Federal, “mostra-se necessária a colheita de elementos probatórios complementares”, destacou o magistrado.
Toffoli afirmou ainda que, “diante das ponderações da Autoridade Policial e da Procuradoria-Geral da República, reconsidero, em parte, a decisão combatida para deferir novas diligências na residência do investigado Daniel Bueno Vorcaro”.
As novas buscas têm como objetivo reunir provas adicionais no âmbito das investigações em andamento conduzidas pela Polícia Federal.
Além de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, a Polícia Federal (PF) faz buscas em endereços ligados ao empresário baiano Nelson Tanure e a João Carlos Mansur nesta quarta-feira (14). Ambos são alvos da segunda fase da operação Compliance Zero.
Agentes da PF cumprem, por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), 42 mandados de busca e apreensão nos estados de São Paulo, Bahia, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro. Os bens e valores bloqueados superam R$ 5,7 bilhões.
Conhecido por investir e comandar projetos de reestruturação de empresas em crise, Tanure atua em setores diversos da economia. Dentre seus investimentos, estão desde empresas de mídia a área de infraestrutura e até empresas de petróleo.
Já Mansur tem passagens por grandes empresas, como PwC, Monsanto, Trump Realty Brazil e Wtorre, além de ser fundador da Reag Investimentos, criada em 2012.
Mesmo solicitando a inspeção em documentos no Banco Central, o ministro do TCU Jonathan de Jesus sinalizou que não deve suspender a liquidação do banco Master.
Segundo especialistas do mercado financeiro, a inspeção pode acabar dando munição ao dono da instituição, Daniel Vorcaro, para pedir indenização e descongelamento de seus bens na Justiça.
Para eles, Jonathan de Jesus indicou em seu despacho levar em contza que a liquidação pode ser irreversível, mas destacando a autonomia regulatória do BC no setor financeiro. Mesmo assim, o ministro determinou a análise dos documentos para se assegurar de todos os procedimentos adotados.
O Banco Central decidiu entrar com recurso para questionar a decisão monocrática do ministro Jonathan de Jesus de determinar a inspeção e foi apoiado pelo setor financeiro. Até a análise do recurso, os técnicos do tribunal não poderão acessar os documentos da liquidação dentro do Banco Central.
O empresário Daniel Vorcaro teria ações na Venezuela e já teria investido cerca de US$ 150 milhões em poços de extração de petróleo nos últimos anos. Desde 2024, ele menciona a investidores e aliados seu envolvimento com a exploração petrolífera venezuelana. Agora, com a instabilidade na região após a captura de Maduro, o investimento de Vorcaro pode sofrer desvalorizações.
Apesar de deter algumas das maiores reservas de petróleo do mundo, o país latinoamericano enfrenta também sérios embargos internacionais, hiperinflação, instabilidade jurídica e incertezas políticas constantes.
Dono do banco Master, que está em processo de liquidação judicial, Vorcaro é conhecido por investimentos arriscados em setores como financeiro, imobiliário, de saúde e varejo. Atualmente, a previsão de especialistas é de que o setor petrolífero venezuelano deve ser impactado e linhas de negociação com o mercado árabe possam ser iniciadas.
O Banco Central (BC) contestou a decisão do Tribunal de Contas da União (TCU) de inspecionar o órgão para investigar a liquidação do Banco Master. A instituição entrou com recurso para contestar a decisão monocrática do ministro Jhonatan de Jesus, relator do caso.
A inspeção foi autorizada pelo presidente do TCU, ministro Vital do Rêgo e tem o objetivo de avaliar as provas que levaram à decisão de liquidar o Master. O recurso apresentado pelo BC argumenta que decisões desta natureza devem ser tomadas de forma coletiva, através das Câmaras do tribunal, e não de maneira individual.
O Banco Central solicita que a proposta de inspeção seja submetida à Primeira Câmara do TCU. Dentre as decisões do órgão, estão julgamentos de contas, imputação de débitos e multas, análise de atos de admissão e aposentadoria, e fiscalização de obras e contratos.
Ontem (5), entidades do setor financeiro divulgaram uma carta em defesa da independência do Banco Central e afirmaram depositar plena confiança nas decisões técnicas da instituição monetária. Entre as organizações que assinaram o manifesto, estão a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), a Associação Brasileira de Bancos (ABBC), a Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs).
A Associação Nacional dos Auditores do Banco Central também se manifestou, e destacou que a ação cria um precedente que fragiliza os fundamentos da supervisão bancária e afeta a confiança na estabilidade do sistema financeiro.
O ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Jhonatan e Jesus deve acatar uma recomendação da área técnica da Corte e autorizar a realização de uma inspeção no Banco Central (BC). A apuração terá como foco os procedimentos adotados pelo órgão regulador em relação ao Banco Master.
O encaminhamento ocorre após técnicos do TCU apontarem falhas na documentação enviada pelo Banco Central. A nota técnica de 18 páginas remetida ao tribunal no último dia 29 não trouxe os documentos referentes à fiscalização realizada no Master. Conforme revelou o colunista Lauro Jardim, o BC alegou que esses materiais só poderiam ser analisados presencialmente, em um “local seguro”, na sede da instituição.
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O documento foi assinado por Ailton de Aquino, diretor de Fiscalização, e Renato Gomes, diretor de Reorganização do Sistema Financeiro. No texto, os dirigentes detalham as medidas adotadas até a liquidação extrajudicial do banco, ocorrida em 18 de novembro, além de apontarem novas irregularidades identificadas durante o processo de fiscalização.
A manifestação do Banco Central foi apresentada em resposta a um pedido feito pelo ministro Jhonatan e Jesus em 18 de dezembro. Na ocasião, ele solicitou os fundamentos que embasaram a decisão de liquidar extrajudicialmente o banco controlado pelo empresário Daniel Vorcaro.
O Ministério Público Federal (MPF) pediu à desembargadora federal Solange Salgado da Silva a reconsideração da decisão que revogou a prisão do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, e de outros quatro executivos ligados à instituição financeira, na sexta-feira (28).
O procurador regional da República, Felício de Araújo Pontes Júnior, solicitou o restabelecimento da prisão dos cinco investigados na Operação Compliance Zero, que apura uma suposta fraude bilionária em carteiras de crédito negociadas pelo Banco Master. Os sócios da instituição haviam permanecido presos por 12 dias.
No pedido apresentado no sábado (29/11), o procurador apontou “altíssima probabilidade de fuga e de violação da ordem pública, além de possível destruição de provas, ocultação de recursos e bens ainda não apreendidos”.
Apontado pela Polícia Federal, o grupo nega qualquer tentativa de fuga.
Após revogar a prisão preventiva, a desembargadora determinou o cumprimento de medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica.
Segundo o procurador, porém, as medidas não seriam suficientes no caso concreto, porque os investigados teriam acesso “a sofisticados meios logísticos, financeiros e tecnológicos”.
“Os elementos dos autos revelam que a continuidade delitiva pode ser facilmente mantida por meios telemáticos e por intermédio de terceiros, apesar de quaisquer restrições formais; que a fuga do país pode ser executada em curtíssimo lapso temporal, à margem dos canais migratórios oficiais; e que a destruição de provas e a combinação de versões podem ser realizadas por meio de uma rede de laranjas, empregados, consultores e demais colaboradores que não se encontram submetidos a qualquer monitoramento”, afirmou o representante do MPF.
No último sábado (17), a Piscina Olímpica da Bahia, localizada na Avenida Bonocô, foi palco do Campeonato Baiano Máster de Inverno de Natação. A competição recebeu 220 atletas e registrou uma impressionante quebra de 36 recordes.
O grande destaque da competição foi o nadador José Luiz Sanches Jr., representante do Yacht Clube da Bahia (YCB), que conquistou os recordes Sul-Americano e Brasileiro na prova dos 50 metros livres, na categoria 40+. Sanches Jr. demonstrou um desempenho singular, deixando sua marca na história do esporte.
Além do recorde estabelecido por José Luiz Sanches Jr., outros 34 recordes foram quebrados por atletas com 25 anos ou mais, no âmbito estadual. As conquistas tornam o evento um marco significativo para as competições baianas da categoria Máster.
Esta etapa do Campeonato Baiano contou a realização de 16 provas, que se estenderam por aproximadamente 5 horas. Para tornar a tarde de competições ainda mais animada, o evento teve uma apresentação temática especial de São João, além da distribuição de diversos brindes para os participantes.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Luiz Inácio Lula da Silva
"Eu fiquei triste, porque ele não foi derrotado por incompetência jurídica, porque ele é um dos melhores advogados desse país, ele foi derrotado por uma questão simplesmente política. E o que vai acontecer? Eu vou mandar o Messias outra vez. Por respeito à função presidencial, sou eu que indico".
Disse o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao confirmar que vai enviar ao Senado o nome do advogado-geral da União, Jorge Messias, para a vaga do Supremo Tribunal Federal (STF). O AGU teve sua primeira indicação rejeitada no Senado no último dia 29 de abril.