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Artigos

Adriano Sampaio
O Espectro Invisível das Pesquisas
Foto: Acervo pessoal

O Espectro Invisível das Pesquisas

Os fantasmas metodológicos que distorcem a intenção de voto

Multimídia

Bruno Monteiro diz que fechamento do TCA expôs "vácuo" de grandes teatros em Salvador

Bruno Monteiro diz que fechamento do TCA expôs "vácuo" de grandes teatros em Salvador
O secretário estadual de Cultura da Bahia, Bruno Monteiro, afirmou que o período em que o Teatro Castro Alves (TCA) permaneceu fechado para reforma evidenciou a carência de grandes espaços para espetáculos em Salvador. Em entrevista ao Projeto Prisma, ele classificou o equipamento como o principal complexo cultural das regiões Norte e Nordeste.

Entrevistas

Após retorno à AL-BA, Luciano Ribeiro descarta disputa pela reeleição e diz estar focado na campanha de ACM Neto

Após retorno à AL-BA, Luciano Ribeiro descarta disputa pela reeleição e diz estar focado na campanha de ACM Neto
Foto: Divulgação / Agência AL-BA
De volta à Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) desde janeiro, após assumir a vaga aberta com a morte do deputado Alan Sanches, Luciano Ribeiro (União) concedeu entrevista ao Bahia Notícias na última semana e falou sobre a produtividade do Legislativo para 2026, ano que será marcado pela disputa eleitoral, e o cenário político para a corrida ao governo da Bahia. O deputado também tratou da formação da chapa de oposição e afirmou que, neste momento, descarta disputar a reeleição. Desde o seu retorno, Luciano passou a ocupar a vice-liderança da oposição e a vice-presidência da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa.

marcos rezende

Historiador explica razão para ausência de manifestações políticas no Dia de Iemanjá e associa a “desinteresse da elite”
Foto: Bahia Notícias

O caráter predominantemente vinculado ao Candomblé e o histórico desinteresse das elites soteropolitanas explicam por que o Dia de Iemanjá, celebrado no bairro do Rio Vermelho, ainda resiste às intensas manifestações político-partidárias que marcam outras datas do calendário baiano. Diferente da Lavagem do Bonfim (15 de janeiro) ou da Independência do Brasil na Bahia (2 de Julho), o 2 de fevereiro preserva uma essência religiosa que o distancia das articulações de palanque. Em entrevista ao podcast Projeto Prisma, do Bahia Notícias, nesta segunda-feira (2), o historiador Marcos Rezende detalhou que essa ausência política tem raízes na origem da festa, que nasceu como um culto de base e demorou a ser "abraçado" pelas classes dominantes de Salvador.

 

Para Rezende, a Lavagem do Bonfim possui uma simbiose natural com a política devido à sua forte ligação com a Igreja Católica, instituição que historicamente caminha lado a lado com as instâncias de poder. Em contrapartida, o Dia de Iemanjá é descrito como a única grande festa popular de Salvador com características intrínsecas ao Candomblé, o que limitou a interferência externa por décadas. 

 

“Quando a gente pensa na Lavagem do Bonfim, é uma festa que tinha uma característica das pessoas do Candomblé, então é o casal perfeito. De repente, como é uma perspectiva mais católica, e tem aquela coisa na igreja e desde todo sempre a igreja e a política caminham de mãos dadas. Eu acho que como ela [Dia de Iemanjá] é a única festa que tem uma característica de Candomblé, sua ‘contaminação’ foi menor. Primeiro porque há 100 anos o pessoal estava cuidando da festa católica, não tava cuidando dessa festa. Os pescadores da Colônia do Rio Vermelho até inicialmente botaram essa data, que é o dia de Nossa Senhora das Candeias, como uma data que eles iam para a igreja e depois iam colocar os presentes”, disse o historiador.

 

Outro fator determinante apontado pelo historiador foi o preconceito da elite baiana, que durante muito tempo classificou os festejos de Iemanjá como uma manifestação menor ou de pouca relevância social. Esse desinteresse inicial permitiu que a festa se desenvolvesse sem a carga de "abertura de calendário político" que define o Bonfim ou o tom cívico de libertação do 2 de Julho. Contudo, Marcos Rezende observou que esse isolamento está diminuindo; atualmente, já existe um movimento crescente de políticos que alugam casas no Rio Vermelho para promover feijoadas e encontros, sinalizando que a participação política começa a cercar a celebração da Rainha do Mar.

 

“A elite baiana começou a dizer que era uma coisa menor, menos importante. Acho que por isso, acabou ganhando essas características de não ter uma participação muito grande dos políticos, que estavam preocupados com coisas ‘maiores’ naquela época. Em que pese hoje, uma série de festas já está acontecendo, com alguns políticos locando algumas casas no Rio Vermelho par fazer feijoada e encontros. Já está acontecendo esse movimento também. Mas inicialmente não tinha tanta importância política para as elites da cidade da cidade. Se a gente pensar na Lavagem tem importância, abertura de calendário. Se pensar no 2 de Julho aquela coisa da Bahia que consegue transformar o Brasil e o liberta das libertações de Portugal”, explicou Rezende.

Livro de cientista social baiano é indicado em duas categorias no Prêmio Press Awards
Foto: Divulgação
O livro "Mulheres de Axé", do cientista social baiano Marcos Rezende, foi indicado nas categorias “Literatura” e “Cinema & Vídeo”, no Prêmio Press Awards. A obra, que conta a história de mais de 200 ialorixás baianas, foi lançada em Nova York, Estados Unidos, no mês de novembro, junto com um documentário homônimo. Criado em 1997, pelo jornalista e produtor Carlos Borges, o Brazilian International Press Awards tem como objetivo homenagear as personalidades, instituições e iniciativas comprometidas com a promoção artística e cultural, que dão imagem positiva ao Brasil pelo mundo. Os indicados serão eleitos em votação popular no site do evento.

Curtas do Poder

Ilustração de uma cobra verde vestindo um elegante terno azul, gravata escura e língua para fora
Essa semana foi difícil separar quem é fã de quem é hater. Mas pra quem estiver com ódio, pode fazer que nem a música e deitar na BR... Aliás, você sabe que a polêmica envolvendo Victor do Jornal foi boa quando ela vem com trilha sonora. O evento do Molusco deixou claro quem manda na Comunicação do grupo, e também quem dá as cartas com o próprio Molusco. Por isso, nem o Cacique se fez de rogado. Mas às vezes é preciso vestir o personagem - ou pelo menos a dentadura. Saiba mais!

Pérolas do Dia

João Roma

João Roma
Foto: Eduarda Pinto / Bahia Notícias

"Claro que existem preferências. Neto tem uma relação com Caiado, que era do União Brasil. Caiado apoia Neto, Zema apoia Neto, Flávio Bolsonaro apoia ACM Neto. Mesmo os que não estão na Bahia veem que a Bahia precisa mudar de rumo". 

 

Disse o ex-ministro da Cidadania no governo Bolsonaro e pré-candidato ao Senado João Roma (PL) ao afirmar que à exceção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), todos os pré-candidatos ao Planalto em 2026 devem apoiar o ex-prefeito de Salvador e pré-candidato da oposição ao Governo da Bahia, ACM Neto (União).

Podcast

Vota BN: Projeto Prisma entrevista o pré-candidato ao Senado Federal João Roma (PL) nesta segunda

Vota BN: Projeto Prisma entrevista o pré-candidato ao Senado Federal João Roma (PL) nesta segunda
Foto: Projeto Prisma
A entrevista integra a série especial "Vota BN", dedicada a sabatinar os principais nomes na disputa pelo Senado e pelo governo do Estado nas eleições de 2026.

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