Advogado denuncia pré-blitz em Salvador, prática dos 'atravessadores' para evitar multa e apreensão de carro
Por Redação
O advogado Bruno Sobral usou as redes sociais para denunciar uma prática que vem preocupando condutores nas ruas de Salvador, a pré-blitz.
De acordo com o especialista em Direito de Trânsito, a prática antiga consiste em pessoas que se apresentam para motoristas metros antes de uma blitz e cobram um determinado valor para que o carro escape da fiscalização.
"Se a polícia alegar que não sabe e que não está vendo isto que ocorre em TODOS os finais de semana em suas operações "na cara dela" seria muita desfaçatez, para não usar termo ainda pior", desabafou.
Em 2025, o assunto foi pauta no Bahia Notícias. A reportagem detalhou o modus operandi dos “coiotes de blitz”, ou também, “atravessadores de blitz”.
Ao aceitar a prática, o motorista que bebeu paga um valor para que o atravessador passe com o carro na blitz e que ele não seja notificado na ação. Entre os pontos mais frequentados pelos coiotes estão a Avenida Mário Leal Ferreira (Bonocô), sentido Iguatemi.
O valor cobrado pela "ajuda" chega a custar R$ 300 para passar pela blitz sem risco de ser multado, ainda que esteja fora dos requisitos para conduzir um veículo.
Na época, o Detran-BA apontou ao BN que não há, na legislação, uma proibição do ato. Mas que a prática não deve ser aceita tendo em vista dos perigos que podem ocorrer.
