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Um recente estudo sobre o desenvolvimento cerebral de adolescentes, que avaliou crianças antes e depois dos bloqueios impostos pela pandemia, concluiu que o cérebro das meninas envelheceu mais rápido que o esperado, por causa do isolamento social.
O estudo, da Universidade de Washington, avaliou o afinamento cortical, um processo que começa no final da infância ou início da adolescência, quando o cérebro começa a podar sinapses redundantes e reduzir sua camada externa.
O afinamento do córtex cerebral não é considerado ruim. O processo é uma reformulação que ocorre no cérebro à medida que ele amadurece. No entanto, o desenvolvimento é acelerado por condições estressantes, e o afinamento acelerado está correlacionado com depressão e ansiedade.
As imagens do cérebro, obtidas no período de flexibilização dos bloqueios, mostraram que meninos e meninas haviam tido um rápido afinamento cortical. Todavia, o efeito foi mais notável nas meninas cujo afinamento acelerou em média 4,2 anos além do esperado. Já o afinamento nos cérebros dos meninos havia acelerado 1,4 anos além do esperado.
“Uma menina que começou aos 11 anos e retornou ao laboratório aos 14 agora tem um cérebro que parece o de uma pessoa de 18 anos”, apontou Patricia K. Kuhl.
Para o diretor do Instituto de Desenvolvimento Humano da Universidade da Califórnia, Ronald E. Dahl, o desenvolvimento “não é necessariamente uma indicação de um problema” e pode ser apenas “um sinal de mudança maturacional”.
O governo federal revogou a controversa portaria de 4 de março, que afetava os projetos culturais de cidades como Salvador, nas quais vigoram medidas restritivas para conter a pandemia do novo coronavírus (saiba mais aqui e aqui). A decisão foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta sexta-feira (16) (veja).
A nova portaria atualiza os “critérios de priorização da análise de propostas culturais recebidas pela Secretaria Nacional de Fomento e Incentivo à Cultura, da Secretaria Especial de Cultura do Ministério do Turismo, em razão dos efeitos da pandemia da Covid-19”.
Segundo o texto, a Secretaria Nacional de Fomento e Incentivo à Cultura (Sefic), a Secretaria Especial de Cultura (Secult) e o Ministério do Turismo passam a priorizar a análise de projetos “que não envolvam aglomeração presencial de pessoas, tais como de eventos virtuais, de edição de livros, e de obras de restauro do patrimônio histórico, museus e preservação do acervo”.
A portaria estabelece ainda que as propostas serão analisadas por ordem de recebimento no Sistema de Apoio às Leis de Incentivo à Cultura (Salic) e homologadas, por meio de publicação no DOU, somente após concluída a fase de admissibilidade.
Já os projetos culturais que possam envolver aglomeração devem ser analisados na sequência, “desde que estejam acompanhadas de termo de compromisso assinado pelo proponente conferindo adequação da execução da proposta às medidas restritivas e sanitárias vigentes, editadas pelas autoridades competentes, decorrentes da pandemia da pandemia da Covid-19”.
Após o governo Bolsonaro publicar uma portaria que suspende a análise de projetos culturais financiados por recursos da Lei de Incentivo à Cultura - antiga Lei Rouanet - em cidades e estados que estejam em lockdown (saiba mais), o PDT recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar reverter a medida.
De acordo com informações da coluna de Ancelmo Gois, no jornal O Globo, o presidente nacional do partido, Carlos Lupi, e o vice-presidente da sigla, Ciro Gomes, entraram com uma ação, nesta terça-feira (9), no Supremo.
"A portaria é injusta. Pois, pela lei , todos têm que ser beneficiados", explicou Carlos Lupi, à publicação. Para o setor cultural, a medida do governo federal é vista como um boicote às medidas restritivas, sempre criticadas pelo presidente Jair Bolsonaro.
No setor cultural, a medida é vista como mais uma sinalização do governo federal para boicotar as medidas restritivas, que sofrem resistência pessoal de Jair Bolsonaro. O secretário que assina a medida se posiciona contrário a medidas de restrição, assim como o presidente da República.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Luiz Inácio Lula da Silva
"Eu fiquei triste, porque ele não foi derrotado por incompetência jurídica, porque ele é um dos melhores advogados desse país, ele foi derrotado por uma questão simplesmente política. E o que vai acontecer? Eu vou mandar o Messias outra vez. Por respeito à função presidencial, sou eu que indico".
Disse o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao confirmar que vai enviar ao Senado o nome do advogado-geral da União, Jorge Messias, para a vaga do Supremo Tribunal Federal (STF). O AGU teve sua primeira indicação rejeitada no Senado no último dia 29 de abril.