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lesbicas
A Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) autorizou a inserção do nome de duas mães na certidão de nascimento de uma criança gerada por inseminação artificial com sêmen de doador (heteróloga). O casal de lésbicas, que possui união estável desde 2018, ingressou com ação na Justiça após não conseguir registrar a filha com o nome das duas.
De acordo com o processo, elas fizeram inseminação artificial caseira heteróloga, ou seja, com a utilização de sêmen doado por uma terceira pessoa e injetado em uma delas.
O recurso chegou ao STJ depois que o juízo e o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) não reconhecerem a dupla maternidade, sob o fundamento de que o método adotado pelo casal não tem regulamentação no ordenamento jurídico brasileiro e contraria o previsto em resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM) e em provimento do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
A relatora, ministra Nancy Andrighi, afirmou que a Constituição Federal reconhece que o planejamento familiar é de livre decisão do casal e impõem ao Estado a obrigação de proporcionar o exercício desse direito, sendo vedado qualquer tipo de coerção das instituições públicas ou privadas.
Para a ministra, a falta de disciplina legal para o registro de criança gerada por inseminação heteróloga caseira, no âmbito de uma união homoafetiva, não pode impedir a proteção do Estado aos direitos da criança e do adolescente – assegurados expressamente em lei. "Deve o melhor interesse da criança nortear a interpretação do texto legal", enfatizou.
Nancy Andrighi reconheceu que os custos elevados das técnicas de reprodução assistida em clínica podem tornar inviável a realização do sonho de várias famílias, e o Poder Judiciário não pode ratificar essa desigualdade social.
"Negar o reconhecimento da filiação gerada de forma caseira seria negar o reconhecimento de famílias que não possuem condições financeiras de arcar com os altos custos dos procedimentos médicos", completou.
Por fim, a ministra concluiu que a interpretação da matéria à luz dos princípios que norteiam o livre planejamento familiar e o melhor interesse da criança indica que a inseminação artificial caseira é protegida pelo ordenamento jurídico brasileiro.
O grupo conservador norte-americano “One Million Moms” (Um Milhão de Mães, em português) decidiu boicotar a animação “Toy Story 4” por causa de uma cena que sugere o relacionamento entre duas mulheres.
No filme, quando a nova dona de Woody é deixada na escola para o primeiro dia de aula aparecem ao fundo duas personagens, que deixam uma outra garota e em seguida dão as mãos.
Para o grupo, a cena é inadequada por conter uma referência, ainda que de forma velada, à comunidade LGBTQ+. "A cena é sutil. Mas é óbvio que se a criança tem duas mães, elas estão juntas", disse Monica Cole, diretora do One Million Moms, parte da American Family Association (AFA), nas redes sociais.
Ela afirma ainda que a cena é “perigosa” e acusa o filme de promover o “estilo de vida” LGBTQ+. “A cena foi incluída e intencionalmente não anunciada antes do lançamento do filme, na esperança de que fosse mantida em silêncio para expor o maior número de crianças possível", diz Cole. "Claro que algumas crianças podem não pegar essa referência, mas foi extremamente desnecessário", completa.
Segundo a líder do movimento, o filme é o "último lugar onde os pais esperam que seus filhos sejam confrontados com conteúdo relacionado à orientação sexual" e que "questões desse tipo estão sendo introduzidas cedo demais. É extremamente comum, mas desnecessário".
A petição do “One Million Moms” que propõe o boicote recebeu mais de 12 mil assinaturas.
‘Azul é a cor mais quente’ é considerado ‘impróprio’ e tem dificuldades para virar blu-ray no Brasil
Pela primeira vez, a cantora Ana Carolina exibe cenas entre um casal lésbico em clipe. A artista acaba de lançar o vídeo de sua música de trabalho mais recente, “Problemas”. O clipe, que dura em torno de 4 minutos, mostra, em preto e branco, um casal de mulheres apaixonadas, que sofre por causa do amor. As duas aparecem em uma cama se tocando e se beijando.
No início do mês, Ana Carolina inaugurou a exposição de quadros “Ensaio de Cores”. A casa terá todo o dinheiro da venda revertida para ONG’s de prevenção a diabetes, doença que a cantora descobriu portar, quando tinha16 anos.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Léo Kret
"Estou aqui ó, com meu pai, com minha mãe, na minha casa. Dizendo que eu estou presa. Meu nome apenas foi mencionado numa investigação com um contrato que eu nem assino".
Disse a ex-vereadora de Salvador e cantora Léo Kret ao se pronunciar após ter se tornado alvo de busca e apreensão durante uma operação do Ministério Público, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).