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jogo de cartas
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) criticou a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que o condenou pelo crime de coação no curso do processo. Em entrevista concedida ao portal Metrópoles na noite desta terça-feira (16), o político alegou ter tido seu direito de defesa cerceado, classificou o julgamento como um "jogo de cartas marcadas" e sinalizou que não pretende apresentar recursos contra a decisão.
"Recorrer de quê? Não estou sabendo", diz o ex-parlamentar ao ser questionado sobre os próximos passos de sua defesa técnica. Durante a manifestação, Eduardo direcionou críticas ao ministro Alexandre de Moraes, um dos integrantes da Corte. "Se a gente tem uma Constituição, ela tem que ser respeitada. "O Alexandre de Moraes pode até não gostar dela, mas ele tem que respeitar", alega.
O ex-deputado sustentou ainda que o processo judicial possui nulidades graves desde a sua origem. "É um jogo de cartas marcadas feito para me condenar, onde há desrespeito ao processo legal e fui impossibilitado de me defender. Qualquer advogado, autoridade ou juiz internacional que olhar para as primeiras páginas desse processo vai ver que é totalmente nulo", completa.
O Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA) ajuizou, no último dia 6, ação civil pública contra a empresa Buró de Jogos do Brasil Editora Ltda, acusada de comercializar um jogo de cartas que incita atos de violência, discriminação de raça, gênero e sexo. Segundo a promotora de Justiça Joseane Suzart, o jogo perpetua condutas criminosas, promove a desarmonia entre os cidadãos e estimula ainda a autolesão e a desordem.
Na ação, a promotora de Justiça solicita à Justiça que determine, liminarmente, à empresa a alteração de 21 cartas do jogo, identificadas como prejudiciais à saúde, segurança e dignidade dos consumidores. Além disso, que cumpra estritamente o Código de Proteção e Defesa do Consumidor (CDC), não dando espaço a práticas abusivas e respeitando direitos básicos dos destinatários finais garantindo, ainda, a efetiva prevenção e reparação dos danos patrimoniais e morais, individuais e coletivos.
O jogo contém 100 cartas, dentre elas algumas como: “De um dia para o outro, a internet do mundo acaba. Quem é o primeiro a se matar?”; “Um de nós não acredita em igualdade de gênero. Quem?”; “Estamos na prisão. Quem é o primeiro a se prostituir em troca de proteção?”. O anúncio do produto informa que se trata de um jogo baseado em “humor ácido”, mas, para Joseane Suzart, “ele expõe os consumidores a risco de segurança, bem como incentiva a práticas delituosas”.
“É evidente que a empresa, de maneira irresponsável, promove a propagação de condutas ilegais, as quais afrontam, indiscutivelmente, o ordenamento jurídico brasileiro”, frisa a promotora de Justiça, registrando que é “impossível” tratar o jogo como “meramente um jogo de cartas inofensivo”. O MP tentou formalizar Termo de Ajustamento de Conduta com a Buró de Jogos, mas a empresa não concordou em assinar o acordo proposto.
No universo vibrante e multifacetado de Salvador, um novo projeto está ganhando destaque: o Salcity Card Game. Desenvolvido por Victor Marinho, também conhecido como Jimmy, junto com os sócios Pablo e Marciana, o trabalho chega com uma interpretação única da capital baiana, combinando suas ricas heranças culturais com elementos contemporâneos da cidade.
O projeto é a primeira fase de uma obra híbrida, que promete ganhar novas formatações, misturando literatura, arte visual e tecnologia, gerando uma interpretação simbólica da cidade real. "As cartas são releituras da cidade ou de palavras, dos nomes dos bairros como 'Sete Portas', 'Dois Leões', 'Águas de Meninos', 'Plataforma'... Qualquer um desses termos que remetem e criam, a partir das suas próprias palavras, um outro universo, uma outra composição, a gente adequa ao universo do jogo. Ou então expressões populares, de uso recorrente na língua como 'Migué', 'Lá ele', 'Barril'", explicou Jimmy sobre o processo criativo ao BN Hall.


O projeto vem sendo elaborado desde abril de 2022 e, a partir de dezembro, foi compartilhado nas redes sociais. Atualmente, o jogo conta com 300 cartas, que compõem o baralho virtual, dividido em cinco partes - Salitre, Quentura, Pirambeira, Zuada e Concreto -, cada uma com 60. As ilustrações das cartas são geradas através de inteligência artificial. "A gente escreve textos descrevendo cenários e cenas para que a IA interprete aqueles textos e tente gerar aquelas imagens", contou Jimmy.
O jogo, que atualmente se mantém no âmbito virtual, em breve dará um salto para o mundo físico. As cartas ganharão vida em um baralho tangível, proporcionando uma experiência tátil e interativa que promete expandir ainda mais a conexão entre os jogadores. O plano de financiamento dessa expansão pode ser encontrado no perfil no Instagram do projeto @filmeiro.
Com o financiamento, o jogo deverá ter uma tiragem inicial de 5000 cópias, incluindo também outros materiais, como cartazes, adesivos e postais, que serão disponibilizados como recompensa para aqueles que apoiarem o projeto. O valor obtido ajudará a custear as etapas de desenho, revisão e testes do jogo, de editoração, de manutenção da página, além da fabricação e da estrutura administrativa e logística.


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Tânia Scofield
"Na verdade, o que a gente encontra hoje na rua de Salvador é uma faixa de veículo assim, bem acima do necessário. Esse acima do necessário permite inclusive que um carro ultrapasse, porque às vezes tem 3 metros e meio, 3 metros, às vezes 4 metros".
Disse a presidente da Fundação Mário Leal Ferreira (FMLF), Tânia Scofield, durante entrevista nesta terça-feira (8) ao programa Bahia Notícias no Ar, ao comentar a preocupação de parte dos motoristas com a redução do espaço para os carros nas obras de requalificação da Avenida Lafayette Coutinho, popularmente como Avenida Contorno é uma "percepção um pouco equivocada".