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A noite da última quinta-feira (2) foi marcada por cenas de caos e desespero em Tel Aviv, após uma ofensiva com mísseis lançados pelo Irã contra o território israelense, conforme imagens ao vivo veiculadas pela Fox News.
Com o soar das sirenes de alerta e as detonações ocorrendo em pontos próximos, motoristas e passageiros abandonaram seus veículos no meio das pistas, gerando uma paralisação total do tráfego.
Veja vídeo:
???? Pânico absoluto em Tel Aviv, segundo a Fox News.
— Vox Liberdade ? (@VoxLiberdade) April 2, 2026
Imagens ao vivo mostram rodovias completamente paralisadas devido aos ataques de mísseis iranianos.
Motoristas são obrigados a abandonar seus veículos e se esconder desesperadamente sob pontes. pic.twitter.com/6BmDMxeunD
O conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã também afetou a agenda de shows da cantora colombiana Shakira. A artista teve duas apresentações adiadas devido a situação no Oriente Médio.
As apresentações ocorreriam em Doha, no Catar, e Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos. O show em Doha ocorreria no próximo dia 1º de abril. Um festival em Abu Dhabi, que também teria apresentação de Jonas Brothers, chegou a ser adiado para novembro.
O conflito no Oriente Médio escalou após ataques dos EUA e Israel contra o Irã, no dia 28 de fevereiro. Desde então, outros países da região foram afetados, em especial aqueles com bases norte-americanas.
Israel realizou, nesta sexta-feira (20), uma nova série de ataques contra o Irã, em meio à escalada de tensões no Oriente Médio. A ofensiva ocorre um dia após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pedir a interrupção dos ataques envolvendo instalações energéticas iranianas.
Em resposta, o Irã lançou diversos mísseis em direção a Israel, segundo informou as Forças de Defesa do país. Sirenes de alerta foram acionadas e explosões causadas por interceptações da defesa aérea foram registradas em Tel Aviv.
Também na manhã de hoje, Bahrein, Kuwait e Emirados Árabes Unidos relataram ataques com mísseis. Os episódios ocorrem após uma série de bombardeios iranianos contra instalações energéticas na região ao longo da semana, o que tem impactado os mercados globais.
Durante discurso na solenidade de abertura, nesta quinta-feira (19), da Caravana Federativa, em São Paulo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva que não vai permitir que haja aumento de preços de alimentos no país por conta da guerra no Oriente Médio envolvendo os Estados Unidos, Israel e Irã.
“A gente não vai permitir que a guerra do Irã traga prejuízo para o povo brasileiro. A gente não vai permitir que o alface, que o feijão, que a carne suba por conta da guerra do Irã”, afirmou o presidente.
Lula também fez críticas a reajustes considerados abusivos no preço dos combustíveis. O presidente afirmou no evento que o governo chegou a estudar medidas para conter os preços, incluindo propostas de subsídio às importações, mas que, ainda assim, houve aumento nas bombas nos últimos dias, segundo ele, por práticas abusivas do mercado.
“Nesse País tem bandido que quer ganhar dinheiro até com o enterro da mãe, até com o sofrimento dos pobres”, afirmou. Ele acrescentou que o governo mobilizou órgãos como Polícia Federal, Receita Federal e Procons para investigar aumentos considerados indevidos.
O presidente explicou que mesmo que existam agentes econômicos que tentem lucrar com a guerra ao elevar valores sem necessidade, o governo não aceitará repasse automático desses custos ao consumidor, sobretudo aos caminhoneiros. Lula disse ainda que pediu aos governadores que zerem ou reduzam o ICMS sobre o diesel.
Em troca desse corte de impostos, o governo federal se dispõe a compensar metade da perda de arrecadação. A medida, segundo o presidente Lula, busca evitar impacto direto no transporte e, por consequência, nos alimentos.
A Caravana Federativa, realizada nesta quinta em São Paulo, é um evento que reúne representantes de mais de 30 ministérios e busca aproximar o governo federal de estados e municípios. A Caravana oferece serviços, orientação técnica e anúncios de investimentos em áreas como saúde, habitação e infraestrutura.
Durante o evento, o presidente Lula sancionou dois projetos que destinam R$ 500 milhões à agricultura familiar e estabelecem R$ 3,1 bilhões em incentivos fiscais à indústria química de Cubatão. Um dos projetos sancionados é o PL 2213/2025, de autoria do senador Jaques Wagner (PT-BA).
O projeto do senador baiano autoriza o uso de recursos do Fundo Garantidor de Operações para operações do Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar). O montante autorizado será de R$ 500 milhões.
O outro projeto sancionado é o PLP 14/2026, apresentado pelo deputado federal Carlos Zarattini (PT-SP), que institui um regime provisório de tributação para a indústria química até 2027. O projeto propõe novas regras que reduzem impostos sobre a nafta petroquímica – usada na produção de plásticos e resinas - além de gás natural, amônia e outros insumos do setor.
Um ataque israelense atingiu um centro de saúde no sul do Líbano e matou pelo menos 12 profissionais da área neste sábado (14). A informação foi divulgada pelo Ministério da Saúde libanês.
Segundo a pasta, o bombardeio ocorreu na cidade de Borj Qalaouiye e atingiu um centro de atenção primária. Entre as vítimas estão médicos, enfermeiros e paramédicos. Até o momento, Israel não comentou o ataque.
Em nota, o ministério afirmou que “lamenta a morte dos profissionais de saúde em Burj Qalawiya, vítimas de um ataque aéreo israelense que teve como alvo o centro de saúde primária da cidade”.
Na sexta-feira (13), o órgão informou que 773 pessoas já morreram desde que Israel ampliou a ofensiva para o território libanês. O número de feridos chegou a 1.933.
Entre as vítimas, o total de crianças mortas subiu de 98 para 103, enquanto o número de crianças feridas passou de 304 para 326.
O Irã anunciou que já definiu o sucessor do líder supremo Ali Khamenei, morto em um bombardeio realizado por Estados Unidos e Israel no dia 28 de fevereiro, durante a ofensiva militar contra o país. O nome do novo líder, porém, ainda não foi divulgado oficialmente pela imprensa iraniana.
Após a informação sobre a escolha do sucessor, autoridades militares de Israel afirmaram que irão perseguir “qualquer sucessor de Khamenei” e pessoas envolvidas no processo de indicação do novo líder.
A escolha foi feita pela Assembleia de Peritos do Irã, órgão responsável por eleger o líder supremo da República Islâmica. A informação foi confirmada pelo membro do conselho Ahmad Alamolhoda, que afirmou que a votação já ocorreu.
Segundo Alamolhoda, o anúncio público depende agora do chefe do secretariado da assembleia, Hosseini Bushehri, responsável por oficializar a decisão.
A Assembleia de Peritos é formada por cerca de 88 clérigos xiitas eleitos por voto popular e tem a atribuição constitucional de escolher e supervisionar o líder supremo do país desde a Revolução Islâmica do Irã de 1979.
Nos últimos dias, o conflito também atingiu diretamente estruturas políticas do regime iraniano. Um prédio ligado à Assembleia de Peritos na cidade de Qom foi alvo de ataque israelense, segundo relatos da imprensa e de agências estatais iranianas.
Khamenei, que liderava o país desde 1989, morreu após ataques coordenados contra alvos estratégicos em Teerã, marcando uma nova fase da crise entre Irã, Israel e Estados Unidos.
VÍDEO: Seleção Feminina do Irã protesta em silêncio durante hino nacional em estreia na Taça da Ásia
As jogadoras da Seleção Feminina do Irã adotaram uma postura de protesto silencioso na abertura de sua participação na Taça da Ásia. Durante a execução do hino nacional antes da partida contra a Coreia do Sul, realizada no Estádio Cbus Super, as atletas permaneceram alinhadas sem proferir a letra da composição "Mehr-e Khavaran". O gesto ocorreu dentro do contexto de instabilidade na região do Oriente Médio, dias após o registro de ataques militares dos Estados Unidos e de Israel contra o território iraniano. Assista ao vídeo, repercutido nesta quarta-feira (4):
Las jugadoras de la Selección de Irán se NEGARON A CANTAR el himno de la República Islámica en su debut en la Copa Asiática Femenina.
— Ariel Di Doménico????????? (@ArielDiDomenico) March 4, 2026
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pic.twitter.com/1ubmXlealb
A transmissão oficial do evento capturou o momento em que a treinadora Marziyeh Jafari observava a cerimônia protocolar da linha lateral. Nas arquibancadas instaladas na Austrália, torcedores iranianos acompanharam o ato com cânticos próprios e a exibição de bandeiras com cores e símbolos variados, incluindo modelos utilizados antes do período da Revolução Islâmica de 1979. O comportamento das jogadoras repercutiu entre as delegações presentes no torneio continental.
Dentro das quatro linhas, a Seleção Iraniana foi superada pela Coreia do Sul pelo placar de 3 a 0. Os gols da vitória sul-coreana foram anotados por Choe Yu-ri, Kim Hye-ri e Ko Yoo-jin. Após o encerramento do confronto, a técnica Marziyeh Jafari evitou abordar temas políticos ou o falecimento do Líder Supremo, aiatolá Ali Khamenei, concentrando suas declarações exclusivamente no rendimento de sua equipe e nas próximas etapas da disputa.
A treinadora ressaltou a qualidade das adversárias, que foram finalistas na edição anterior da competição.
"No geral, foi um bom jogo. A Coreia do Sul jogou muito bem e, em última análise, dou-lhes os parabéns. Espero que possamos recuperar no próximo jogo", afirmou Jafari.
Sobre a pressão externa e os acontecimentos em seu país de origem, a comandante reiterou a postura de isolar o grupo dos fatos extracampo.
"Precisamos nos concentrar no torneio", limitou-se a declarar durante o atendimento aos jornalistas.
A atitude das iranianas gerou manifestações de apoio por parte de outras competidoras da Taça da Ásia. A atacante da Austrália, Amy Sayer, expressou compreensão sobre o momento atravessado pelas colegas de profissão.
"O nosso coração está com elas e com as suas famílias. É uma situação difícil, e é muito corajoso da parte delas estarem aqui e jogarem", comentou a jogadora australiana.
Sayer acrescentou uma análise sobre a resistência das adversárias: "Elas fizeram uma exibição forte, mesmo com o clima político e as dificuldades que possam estar a atravessar."
O calendário da competição impõe um intervalo curto de preparação para o próximo desafio do Irã. A equipe terá dois dias de descanso antes de voltar a campo para enfrentar a Austrália, dona da casa, novamente na Gold Coast.
Durante uma visita à fábrica de medicamentos Bionovis, na cidade de Valinhos, no interior de São Paulo, nesta terça-feira (3), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva falou sobre a guerra no Oriente Médio que envolve Estados Unidos, Israel e Irã. O presidente disse ter ficado feliz de visitar uma empresa dedicada à criação de medicamentos que salvam vidas, enquanto países se atacam com mísseis e causam mortes e destruição.
“A gente salva vida, sobretudo nesse instante em que se ligar na televisão agora está falando de morte, se ligar na televisão à noite está falando de guerra, se ligar na televisão de manhã está falando de morte, de drone, de mísseis, de invasão”, afirmou Lula.
“Aqui, nós estamos falando de salvar vidas. Isso aqui é um drone de remédio para o povo brasileiro. Isso aqui é nosso míssil. Não míssil pra matar, mas míssil pra salvar”, completou o presidente.
Lula estava acompanhado na visita do vice-presidente Geraldo Alckmin, do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e da ministra do Planejamento, Simone Tebet. A empresa de biotecnologia visitada por Lula e sua comitiva atua no desenvolvimento e produção de medicamentos biológicos de alta complexidade.
O governo federal já havia emitido um comunicado oficial sobre a guerra no Oriente Médio, mas essa foi a primeira vez que o presidente Lula falou sobre o conflito. Na nota divulgada no último sábado (28), o governo condenou os ataques militares realizados pelos Estados Unidos e por Israel contra alvos no Irã e manifestou “grave preocupação” com a escalada militar no Oriente Médio.
Na visita de Lula à fábrica da Bionovis, o ministro Fernando Haddad falou rapidamente com a imprensa, e negou que tenha decidido se irá se candidatar ao governo de São Paulo. Longe dos microfones, ele afirmou que ainda não teve uma conversa definitiva com o presidente Lula sobre o assunto.
O ministro da Fazenda, disse que pode se reunir nesta semana com Lula para definir sobre uma possível candidatura. Segundo ele, esta reunião pode acontecer nesta semana, a depender da agenda do presidente.
O Exército israelense atacou o prédio da Assembleia dos Peritos do Irã nesta terça-feira (3). O órgão é responsável por escolher o próximo líder supremo do país e estava sediando negociações na manhã de hoje.
Agências de notícias do Irã noticiaram o bombardeio no edifício, que ficou parcialmente destruído. A rede de TV estatal iraniana Press TV divulgou imagens da ofensiva no território iraniano.
O bombardeio faz parte dos ataques no quarto dia da guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã, e seria uma estratégia israelense de atacar pontos onde lideranças iranianas estão reunidas.
De acordo com a mídia estatal do Irã, o prédio foi evacuado antes do ataque, o que teria evitado vítimas entre os participantes da votação. Ainda não há informações sobre o número de feridos.
Segundo informações do CNN, os Estados Unidos e Israel teriam dividido os alvos durante as incursões. Enquanto os israelenses focam em atingir lideranças do Irã, os estadunidenses concentram seus ataques em áreas militares.
A Federação Internacional do Automobilismo (FIA) emitiu um comunicado oficial nesta segunda-feira (2) sobre a escalada de tensões no Oriente Médio. A entidade acompanha os efeitos dos ataques realizados pelos Estados Unidos e Israel contra o Irã, iniciados no último sábado, que somam 555 mortes no terceiro dia de confrontos.
O cenário de instabilidade ocorre na semana de abertura da temporada 2026 da Fórmula 1, marcada para o dia 8 de março, e afeta o planejamento do Mundial de Endurance (WEC), previsto para começar no dia 28.
O presidente da FIA, Mohammed ben Sulayem, manifestou preocupação com a segurança de profissionais e civis na região. Leia a nota abaixo na íntegra:
"Como presidente da FIA, meus pensamentos estão com todos os afetados pelos recentes acontecimentos no Oriente Médio. Estamos profundamente entristecidos com a perda de vidas e nos solidarizamos com as famílias e comunidades impactadas. Neste momento de incerteza, esperamos por calma, segurança e um rápido retorno à estabilidade. O diálogo e a proteção dos civis devem permanecer como prioridades. Estamos em contato próximo com nossos Clubes-membros, promotores dos campeonatos, equipes e colegas no local enquanto monitoramos os desdobramentos com cuidado e responsabilidade. A segurança e o bem-estar guiarão nossas decisões enquanto avaliamos os próximos eventos programados na região para o Campeonato Mundial de Endurance da FIA e o Campeonato Mundial de Fórmula 1 da FIA. Nossa organização é construída sobre unidade e propósito compartilhado. Essa unidade importa agora mais do que nunca."
A crise atingiu os centros de conexão aérea no Catar e nos Emirados Árabes Unidos, utilizados como rota para a Oceania e Ásia. Relatos apontam que mil profissionais da Fórmula 1 enfrentam dificuldades de deslocamento após retaliações iranianas em Doha, Dubai e Abu Dhabi. O aeroporto de Abu Dhabi registrou uma morte e sete feridos após um ataque de drones, enquanto um míssil atingiu uma base da Marinha dos Estados Unidos situada a 30 quilômetros do Circuito de Sakhir, no Bahrein. O episódio provocou o cancelamento de testes de pneus que seriam realizados pelas equipes McLaren e Mercedes.
Apesar da proximidade das provas no Bahrein e na Arábia Saudita, agendadas para os dias 12 e 19 de abril, a organização da Fórmula 1 mantém as etapas no calendário. De acordo com informações do jornal inglês The Guardian, a logística para o Grande Prêmio da Austrália foi preservada porque os 22 carros e os equipamentos das equipes foram enviados para Melbourne logo após o encerramento da pré-temporada, em fevereiro. O material já se encontra no Circuito Albert Park para a corrida de abertura deste fim de semana.
Os organizadores da etapa australiana confirmaram a realização do evento, mas a categoria trabalha com estratégias de reserva caso a segurança no Golfo Pérsico piore nas próximas semanas. A imprensa britânica indica que a Fórmula 1 possui planos de contingência para alterar rotas ou datas se houver necessidade de proteger o pessoal envolvido nas operações. O monitoramento da FIA e das autoridades locais continuará de forma ininterrupta até a normalização das condições de voo e trânsito na região.
Após a prova na Austrália, o mundial segue para o Bahrein em 12 de abril e para a Arábia Saudita no dia 19. A FIA ressalta que a prioridade das decisões será o bem-estar dos integrantes do campeonato, enquanto as equipes aguardam definições sobre as escalas de voo para os próximos destinos do calendário de 2026.
A ex-BBB Ariadna Arantes relatou momentos de tensão vividos nos úiltimos dias devido ao conflito entre Irã x EUA e Israel, iniciado no sábado (28) com o ataque a mísseis.
Em vídeo, Ariadna tranquilizou os seguidores e confirmou que estava bem apesar do susto com o bombardeio. A ex-BBB também explicou o motivo de não ter deixado Dubai ainda.
"Quero dizer que estou bem. Tem um monte de gente mandando mensagem: 'Por que você não vai embora? Corre daí! Gente, não dá, o espaço aéreo está fechado. Vários voos da América do Sul, que vinham para Dubai, voltaram. E eu não tenho previsão de quando vou embora", contou.
Outra brasileira que relatou o terror em Dubai foi a cantora Simone Mendes. Segundo a baiana, o hotel onde ela estava hospedada foi atingido por um míssil um dia após ela deixar o local.
SOBRE OS ATAQUES
De acordo com informações da organização humanitária Crescente Vermelho, que atua em países muçulmanos, o ataque coordenado dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã deixou 555 mortos e, ao menos, 747 feridos.
Toda situação teve início no sábado (28), e até o momento, 131 cidades já foram atacadas durante a guerra.
Em resposta ao ataque dos EUA e Israel, o Irã disparou mísseis e atacou bases americanas no Oriente Médio, em países como Catar, Emirados Árabes, Kuwait e Bahrein.
Segundo o governo americano, os danos às bases militares dos EUA no Oriente Médio, após a retaliação iraniana, foram “mínimos”;
A guia licenciada em Israel, Ruth Laredo relatou o atual cenário encontrado no país em decorrência da guerra que acontece contra o Irã. Em entrevista à rádio Antena 1 Salvador, nesta segunda-feira (2), a assessora personalizada de viagem no país, desmentiu a alegação de que os ataques entre os países não teriam atingido civis.
A brasileira citou ao programa Bahia Notícias no Ar, um ataque em um abrigo antibomba, que abrigava famílias e crianças.
“Circulou a informação que não existiam ataques contra civis. Isso é uma fake news absurda. Ontem ocorreu um ataque em abrigo antibomba, onde tinha sua maioria de crianças, famílias, e mães com carrinhos de bebês. Até agora foram nove pessoas que morreram lá, e tem mais seis desaparecidas nos escombros”, disse
Ruth contou ainda sobre o caso de um míssil grande que caiu na estrada perto de Jerusalém. Segundo ela, não houve vítimas porque a população está bem orientada sobre como reagir a este tipo de ataque.
“Em Jerusalém ontem, na entrada para Jerusalém, caiu também um míssil de comprimento de mais de 3 metros no meio da estrada. A orientação é que quando tocar o sinal, a pessoa que estiver na estrada, tem que sair do carro, se afastar alguns metros e botar a mão na cabeça. Não houve vítimas nesse de ontem de Jerusalém, mas é porque nós somos muito bem orientados ao que fazer”, afirmou.
De acordo com Laredo, a razão pela qual não há mais vítimas, neste contexto de guerra, é devido à capacidade de defesa de Israel, como o Iron Dome e um novo sistema utilizado pela população.
“Não teve vítimas nesse de ontem de Jerusalém, não é porque o Irã está atacando somente ataques para bases militares. E sim porque temos uma capacidade muito grande de nos defendermos. Uma orientação para a população do que fazer, de como não sair, do que se sair, o que fazer. Tem avisos que antecipam. Quando esse aviso se antecipa, é porque eles [as autoridades] estão vendo que saiu uma rajada de mísseis para Israel[...] Temos vários fatores que ajudam a preservar a vida humana”, completou.
A empresária baiana Jamille Knop, residente em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, relatou a situação vivenciada na cidade após a escalada de tensão no Oriente Médio, desencadeada pelo conflito envolvendo ataques de Israel e dos Estados Unidos ao Irã.
??Empresária baiana que mora em Dubai relata rotina e orientações do governo contra fake news após ataques no Oriente Médio
— Bahia Notícias (@BahiaNoticias) March 2, 2026
????Youtube/ Bahia Notícias no Ar
Confira?? pic.twitter.com/aFmejw9Zvi
Em entrevista ao Bahia Notícias no Ar, na Antena 1 Salvador, nesta segunda-feira (2), ela afirmou que autoridades locais têm reforçado orientações para que moradores e veículos de comunicação utilizem apenas informações oficiais, diante da circulação de conteúdos falsos nas redes sociais.
De acordo com Jamille, não há registro de ataques diretos à cidade de Dubai até o momento. “É importante frisar que não existe um ataque à cidade de Dubai. Existe um ataque à base militar americana que fica situada aqui no país. Na verdade eles têm duas bases, uma menor aqui dentro da cidade e uma maior fora da cidade. E esses ataques estão sendo direcionados a essa base militar, não existe até o momento um ataque à cidade de Dubai. O nosso governo está interceptando esses mísseis, quase a totalidade foi interceptada. E na hora da interceptação destroços caem, e a maioria deles caem no mar, mas pode acontecer de cair na cidade, e foi o que aconteceu”, afirmou.
A empresária relatou ainda a queda de destroços em diferentes pontos do país. “Existiu um hotel, um que de fato caiu um destroço lá, ainda existe um diálogo, a gente não tem certeza se foi um drone, mas pelos canais oficiais — que é o que a gente está tentando seguir aqui, evitar fake news — foi um destroço que caiu no Fairmont e incendiou a parte da frente. Importante salientar que não é um míssil, destruiu um pedaço da entrada do hotel. Foi controlado e houveram quatro feridos e nenhuma morte. Houve uma morte em Abu Dhabi por conta de um destroço. Houve ainda mais um no Burj Al Arab”, relatou.
Jamille também mencionou a disseminação de vídeos e informações falsas sobre supostos bombardeios em pontos turísticos da cidade. Um dos casos mencionados por ela foi a da cantora Simone Mendes, que chegou a afirmar que o hotel em que estava hospedada em Dubai teria sido atingido por um míssil.
“Eu vi coisas horríveis na internet, vídeos criados por IA do prédio inteiro pegando fogo, vídeos falsos. E eu posso dizer porque passei na frente. Eu vi histórias de artistas muito grandes, cantoras dizendo que estavam no Atlantis The Palm e que ele foi bombardeado e tudo isso é mentira. E é bem ruim, principalmente para a gente que está aqui, de ficar vendo esse tipo de boato”, disse.
ORIENTAÇÕES LOCAIS
Ainda conforme o relato, o governo dos Emirados Árabes Unidos tem adotado medidas de comunicação direta com a população e reforçado o combate à desinformação.
“Os Emirados Árabes Unidos não é um país preparado para guerra, sempre se manteve neutro nesse processo. Não tem bunkers. E não sei se existe um sistema de alerta, mas até esse momento nada disso foi utilizado. O que existe é um sentimento de confiança e segurança da população nos líderes e os canais oficiais. Aqui o que estamos vendo é um trabalho muito grande do governo em pedir à imprensa o cuidado com fake news. Existe uma multa e prisão para quem divulga fake news para controlar a narrativa e evitar pânico”, afirmou.
Segundo ela, moradores recebem notificações oficiais diretamente nos celulares com orientações de segurança. “Existe um canal direto que recebemos alerta no celular e esses alertas são dizendo para manter a calma, que existe um perigo, mas que a situação está sob controle. O ambiente aéreo é muito controlado e existem camadas de proteção”, concluiu.
Um dia a menos na viagem de Simone Mendes fez com que a artista baiana escapasse de um grande desastre ao lado da família em Dubai.
Por meio das redes sociais, a cantora relatou que o hotel onde estava hospedada em Dubai foi atingido por um míssil em meio aos ataques entre os EUA e Israel e Irã.
Simone Mendes relata que hotel onde estava hospedada em Dubai foi atingido por míssel:
— QG do POP (@QGdoPOP) February 28, 2026
“Um míssil tingiu o Jumeirah Palm, que é onde nós estávamos. Mas graças ao bom Deus, a gente pegou o voo ontem, antes de tudo isso acontecer, antes de fechar os aeroportos”. pic.twitter.com/3okDInFgPu
"Acabamos de chegar aqui em São Paulo. E aí, depois que a gente pousou, nós ficamos sabendo que o Irã está tendo guerra nos Emirados contra os Estados Unidos. Um dos mísseis que lançaram, atingiu um dos hotéis em Dubai. E o hotel é um dos que a gente estava."
Simone conta que a família embarcou de volta para o Brasil horas antes de tudo acontecer. A artista ainda agradeceu a Deus por não ter passado pela situação.
"Mas, graças ao bom Deus, a gente pegou o voo ontem, antes de tudo isso acontecer, antes de fecharem os aeroportos, e chegamos em paz. Então, nessas horas, a gente vê que a boa mão de Deus está sobre nossas vidas. Muito obrigado, meu Deus."
A artista ainda comentou sobre o pânico e o aperto no peito ao pensar nas pessoas que conheceu durante a viagem e que ainda estão por lá. "As pessoas que a gente conheceu lá, que ficaram lá, enfim… É desesperador. Que negócio, meu Deus do céu".
SOBRE OS ATAQUES
De acordo com informações da organização humanitária Crescente Vermelho, que atua em países muçulmanos, o ataque coordenado dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã deixou 555 mortos e, ao menos, 747 feridos.
Toda situação teve início no sábado (28), e até o momento, 131 cidades já foram atacadas durante a guerra.
Em resposta ao ataque dos EUA e Israel, o Irã disparou mísseis e atacou bases americanas no Oriente Médio, em países como Catar, Emirados Árabes, Kuwait e Bahrein.
Segundo o governo americano, os danos às bases militares dos EUA no Oriente Médio, após a retaliação iraniana, foram “mínimos”.
Explosões e sirenes foram ouvidas em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, enquanto moradores e visitantes receberam um alerta emergencial nos celulares orientando medidas de segurança diante de possível ameaça de mísseis.
A mensagem enviada às pessoas na cidade informava: "Devido à situação atual, existe a possibilidade de ameaças de mísseis. Procure abrigo imediato no edifício seguro mais próximo e mantenha-se afastado de janelas, portas e áreas abertas. Aguarde novas instruções".

Em Dubai, jornalistas relataram ter ouvido “várias explosões altas”. Já em Doha, no Catar, funcionários da CNN informaram ter visto mísseis iluminando o céu noturno e compartilharam vídeos nos quais explosões distantes podem ser ouvidas.
Os registros ocorrem após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar que o país iniciou “grandes operações de combate” no Irã. Em vídeo publicado na rede Truth Social, com cerca de oito minutos de duração, Trump afirmou que os Estados Unidos pretendem aniquilar as forças armadas iranianas e destruir o programa nuclear do país.
No pronunciamento, o presidente norte-americano acusou o Irã de rejeitar “todas as oportunidades de renunciar às suas ambições nucleares” e declarou que os Estados Unidos “não aguentam mais”. Israel também anunciou ataques contra o Irã.
Um registro que circula na internet mostra o momento exato em que um míssil iraniano atinge uma base da Marinha dos EUA no Bahrein, em ataque que aconteceu neste sábado (28).
A ação é em retaliação ao ataque dos EUA com Israel ao Irã, que teve início nas primeiras horas do dia.
Bases militares dos Estados Unidos no Golfo, incluindo Emirados Árabes Unidos, Bahrein, Catar, Jordânia e Kuwait, estão sendo atacadas pela Guarda Revolucionária Iraniana.
Abu Dhabi sob ataque! Mísseis balísticos lançados pela Força Aeroespacial da Guarda Revolucionária do Irã (IRGC) atingiram um alvo em Abu Dhabi, a capital dos Emirados. Detalhes sobre o impacto e os danos ainda não estão claros. https://t.co/mBhMuVM8LH pic.twitter.com/8mDwbJK0fT
— Área Militar (@areamilitarof) February 28, 2026
Os EUA possuem 19 bases militares no Oriente Médio, além de outras instalações que o Exército norte-americano pode utilizar com base em alianças firmadas com países da região.
De acordo com informações da agência Fars, uma pessoa morreu em Abu Dhabi após os Emirados Árabes Unidos interceptarem mísseis iranianos.
SOBRE OS ATAQUES
Os Estados Unidos, em conjunto com Israel, realizaram neste sábado (28) um devastador ataque contra o Irã na chamada "Operação Fúria Épica".
Explosões foram ouvidas no leste e no oeste de Teerã, segundo a mídia iraniana. A agência Tasnim publicou imagens de uma densa fumaça na capital do país, e o aeroporto Mehrabad teria sido atingido.
As Forças de Defesa de Israel (FDI) e o governo do Irã confirmaram uma escalada de ataques diretos entre os dois países, e após uma ofensiva conjunta realizada pelos Estados Unidos e Israel em território iraniano, Teerã iniciou o lançamento de mísseis contra alvos israelenses.
O governo brasileiro manifestou, neste sábado (28), grave preocupação e condenação em relação às operações militares conduzidas pelos Estados Unidos e por Israel contra alvos no Irã.
Em nota oficial, o Ministério das Relações Exteriores reiterou a posição histórica do país em defesa do diálogo diplomático, classificando-o como o único caminho viável para a paz na região.
De acordo com o comunicado, o Itamaraty fez um apelo direto para que todos os atores exerçam máxima contenção e respeitem rigorosamente o Direito Internacional, e fez recomendações a brasileiros próximos às regiões atingidas.
"Recomenda-se aos brasileiros que estejam atentos às orientações de segurança das autoridades locais nos países onde morem ou se encontrem. O Embaixador do Brasil em Teerã está em contato direto com a comunidade brasileira, a fim de transmitir atualizações sobre a situação e orientações de segurança."
SOBRE OS ATAQUES
Os Estados Unidos, em conjunto com Israel, realizaram neste sábado (28) um devastador ataque contra o Irã na chamada "Operação Fúria Épica".
Explosões foram ouvidas no leste e no oeste de Teerã, segundo a mídia iraniana. A agência Tasnim publicou imagens de uma densa fumaça na capital do país, e o aeroporto Mehrabad teria sido atingido.
As Forças de Defesa de Israel (FDI) e o governo do Irã confirmaram uma escalada de ataques diretos entre os dois países, e após uma ofensiva conjunta realizada pelos Estados Unidos e Israel em território iraniano, Teerã iniciou o lançamento de mísseis contra alvos israelenses.
De acordo com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, a operação teve caráter preventivo.
As Forças de Defesa de Israel (FDI) e o governo do Irã confirmaram uma escalada de ataques diretos entre os dois países. Após uma ofensiva conjunta realizada pelos Estados Unidos e Israel em território iraniano, Teerã iniciou o lançamento de mísseis contra alvos israelenses.
De acordo com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, a operação teve caráter preventivo. Trump confirmou a ação em vídeo publicado na rede Truth Social:
"Há pouco, os militares dos Estados Unidos iniciaram grandes operações de combate no Irã. O nosso objetivo é defender o povo americano eliminando ameaças do regime iraniano."
O ministro Israel Katz reforçou a posição: "O Estado de Israel lançou um ataque preventivo contra o Irã para eliminar ameaças."
A agência estatal iraniana Tasnim relatou explosões no leste e oeste de Teerã, com registro de fumaça densa na capital e danos no aeroporto de Mehrabad.
Em resposta, a Guarda Revolucionária do Irã lançou uma onda de mísseis e drones. O espaço aéreo iraniano foi fechado. Em Israel, as sirenes de alerta foram ativadas em diversas regiões. Em comunicado oficial, as FDI informaram:
"Sirenes foram acionadas em diversas áreas do país após a identificação de mísseis lançados do Irã em direção a Israel. Neste momento, a Força Aérea Israelense está operando para interceptar e atacar ameaças."
O uso de força militar ocorre no período em que estava prevista a quarta rodada de negociações entre americanos e iranianos sobre o programa nuclear de Teerã. O governo dos EUA defende o desmantelamento total do programa como condição para acordos diplomáticos.
O Ministério das Relações Exteriores (MRE) do Brasil condenou, por meio de nota, as medidas aprovadas pelo governo de Israel que facilitam a compra de terras palestinas na Cisjordânia por cidadãos israelenses.
O governo brasileiro afirma que as medidas favorecem a expansão dos assentamentos ilegais e contribuem para ampliar a ingerência de Israel sobre o território palestino ocupado.
“O governo brasileiro deplora as medidas aprovadas em 8 de fevereiro pelo gabinete de segurança de Israel, que facilitam a aquisição de imóveis por cidadãos israelenses na Cisjordânia, Estado da Palestina, por meio da alteração de regras de registro de terras, e conferem novas atribuições administrativas e de fiscalização a agências do governo israelense”, diz nota do Itamaraty.
O governo brasileiro alega que a decisão representa uma “flagrante violação do direito internacional” e contraria parecer da Corte Internacional de Justiça (CIJ), que considerou ilegal a presença de Israel na Cisjordânia ocupada, “tendo aquele país a obrigação de cessar, imediatamente, novas atividades em assentamentos e de evacuar todos os moradores”.
A Autoridade Palestina e o grupo extremista Hamas condenaram a medida e pediram ações da comunidade internacional contra o governo israelense.
Na nota, o governo ainda pede que Israel não tome ações equivalentes a anexação do território palestino ocupado “e que ameacem a viabilidade da implementação da solução de dois Estados e a possibilidade de paz justa e sustentável no Oriente Médio”.
O armador da NBA Stephen Curry realizou investimentos em empresas de tecnologia fundadas e administradas por ex-integrantes das Forças de Defesa de Israel (IDF), por meio de sua gestora de venture capital, a Penny Jar Capital. As operações ocorreram em parceria com fundos de investimento israelenses e norte-americanos com histórico de aportes no setor de tecnologia de segurança em Israel.
Em 2024, a Penny Jar Capital participou de uma rodada de US$30 milhões na Zafran Security, startup de cibersegurança liderada por Sanaz Yashar. De acordo com informações públicas sobre sua trajetória, Yashar atuou por cerca de 15 anos na Unidade 8200, divisão da inteligência militar israelense especializada em interceptação e operações cibernéticas. Críticos do governo israelense associam a atuação dessa unidade a operações militares em Gaza, incluindo o bombardeio de 2014 e ações durante a Marcha do Retorno, entre 2018 e 2019.
A Zafran também tem como co-fundadores Ben Seri e Snir Havdala, ambos com passagens por unidades de inteligência das IDF. Havdala serviu na Unidade 8200, enquanto Seri integrou a Unidade 81, voltada ao desenvolvimento de capacidades cibernéticas. Os três fundadores receberam condecorações por suas atividades no serviço militar israelense.
O investimento contou ainda com a participação da Sequoia Capital, principal investidora da Zafran, além da Menlo Ventures e da empresa israelense Cyberstarts. Um dos sócios da Sequoia, Shaun Maguire, é conhecido por seu posicionamento público favorável a Israel; críticos o acusam de declarações racistas e de ativismo político pró-Israel. A Sequoia mantém participação em dezenas de startups israelenses fundadas por ex-integrantes das IDF.
A Menlo Ventures, outra co-investidora, possui um portfólio relevante em empresas israelenses. Em viagem a Israel no ano passado, o sócio Mark Siegal afirmou que “o ecossistema tecnológico israelense é fundamental para a sobrevivência de Israel” e que considera “quase um dever, como judeu, garantir que esse ecossistema continue a prosperar”.
Já a Cyberstarts foi fundada por Gili Raanan, veterano da Unidade 8200 com cerca de 15 anos de serviço. Raanan recebeu o Prêmio Presidencial de Defesa, uma das principais honrarias concedidas a ex-integrantes das IDF, por sua atuação no desenvolvimento de infraestrutura tecnológica do país.
Curry, frequentemente citado como defensor de pautas de justiça social, não comentou publicamente sobre os investimentos nem sobre as críticas que relacionam empresas de cibersegurança israelenses à atuação militar do país.
Cerca de 11 palestinos, incluindo três jornalistas e dois adolescentes, morreram em uma série de ataques de forças israelenses na Faixa de Gaza, nesta quarta-feira (21). A informação foi confirmada pelo Ministério da Saúde palestino.
De acordo com O GLOBO, Munir al-Bursh, diretor-geral do ministério, informou ao jornal Al Jazeera que os jornalistas foram mortos quando o veículo em que estavam foi atingido por um ataque aéreo israelense. Eles trabalhavam para o Comitê Egípcio de Ajuda a Gaza, responsável por supervisionar as ações de socorro do Egito no território. Segundo a reportagem, os profissionais documentavam a situação de um acampamento de deslocados.
As vítimas foram identificadas como Anas Ghunaim, Abdul Ra’ouf Shaath e Mohammad Qeshta. Conforme relatos, Shaa colaborava regularmente com a Agence France-Presse. No entanto, no momento do ataque ele não estava em missão oficial da agência.
Autoridades de defesa do país disseram identificar “elementos que operam um drone afiliado ao Hamas” na área do ataque que matou os jornalistas. O argumento foi contestado pela imprensa local e pelo Sindicato de jornalistas palestinos.
As Forças de Defesa de Israel (FDI) anunciaram o desmantelamento de uma vasta e complexa rede de túneis pertencente ao grupo terrorista Hamas sob a cidade de Beit Hanoun, no norte da Faixa de Gaza.
A descoberta foi feita nos últimos dias e anunciada na quinta-feira (20).
De acordo com um comunicado das FDI, a cidade de Beit Hanoun foi identificada, com base em novas informações de inteligência, como um "núcleo central do terrorismo do Hamas".
Forças israelenses descobriram um enorme túnel do Hamas, com mais de 7 km, 80 salas e 25 m de profundidade, onde mantiveram o corpo do tenente Hadar Goldin. O túnel passava por baixo de áreas civis e instalações como escolas e clÃnicas. pic.twitter.com/4aOiJ3emyC
— Julio Schneider ???????????????? (@juliovschneider) November 21, 2025
As forças israelenses relataram ter descoberto um sistema subterrâneo que se estendia por toda a cidade, com a rede de túneis construída "sob residências civis".
Na superfície, milhares de estruturas teriam sido identificadas e neutralizadas, incluindo: depósitos de armas; posições de disparo; e centros de comando terroristas.
A FDI destacou a descoberta de "terroristas armados dentro de uma escola primária" e, diretamente abaixo dela, um poço de acesso a um túnel subterrâneo. Segundo as Forças de Defesa de Israel, esta infraestrutura terrorista em Beit Hanoun foi completamente "neutralizada".
"Ao longo da guerra, a verdadeira face do Hamas tem sido exposta repetidamente — terrorismo por trás de uma população civil", acrescentaram as Forças de Defesa de Israel.
O governo de Israel aprovou o acordo assinado com o grupo terrorista Hamas para encerra a guerra na Faixa de Gaza. O acordo sugerido pelos Estados Unidos pode colocar um fim no conflito após dois anos e dois dias, a partir desta quinta-feira (9). Em Gaza, Hamas afirmou ter recebido garantias dos Estados Unidos e dos mediadores Turquia, Qatar e Egito de que o conflito oficialmente acabou.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse que o país está prestes a conseguir o retorno dos reféns ainda em poder do Hamas. "Lutamos por dois anos para atingir nossos objetivos de guerra", afirmou o premiê, em inglês, em reunião de gabinete ao lado de Steve Witkoff e Jared Kushner, enviados do presidente Donald Trump que participaram da reunião. "Um desses objetivos era a volta dos reféns, todos eles, vivos e mortos. E estamos prestes a atingir esse objetivo."
Com a aprovação do acordo, um cessar-fogo no território palestino entrou imediatamente em vigor. Nesta quinta, relatos de bombardeios israelenses contra Gaza foram registrados pelas agências de notícias e por palestinos no território, mas a expectativa é de que Exército de Israel inicie sua retirada de Gaza nas primeiras 24 horas após o anúncio, possibilitando que o Hamas reúna todos os reféns.
De 48 horas a 72 horas depois do anúncio, provavelmente entre sábado e domingo, todos os sequestrados ainda vivos devem ser libertos pelo Hamas. Não há clareza se os corpos dos reféns mortos também serão recuperados. Segundo informações da Folha de S. Paulo, a facção e Tel Aviv precisam ainda negociar a lista de prisioneiros palestinos que serão libertados por Israel —o Hamas diz que todas as mulheres e crianças presas serão soltas.
O Exército israelense afirmou, em comunicado, que já iniciou "preparações operacionais" para a primeira fase do acordo. O chefe do Estado-Maior, Eyal Zamir, instruiu as tropas a permanecerem em suas posições enquanto o pacto era discutido. A segunda fase, ainda a ser debatida a partir das diretrizes do plano anunciado por Trump, prevê o recuo para uma segunda linha de retirada ainda dentro de Gaza apenas após o estabelecimento de uma força internacional transitória de estabilização do território palestino.
Com o acordo eventualmente concluído, Israel ainda manterá uma zona-tampão por todo o perímetro de Gaza. Ou seja, na prática, a previsão é de que Tel Aviv mantenha o controle da fronteira de Gaza com o Egito, ainda que o plano do presidente americano proponha a entrada de ajuda humanitária no território palestino sem interferências.
Outro ponto ainda sem resolução, e que ameaça derrubar o acordo em próximas fases, é o desarmamento do Hamas. O grupo disse que não aceitará entregar suas armas e por isso, especialistas israelenses ouvidos pela Folha apontam que Tel Aviv pode ter que aceitar um desarmamento parcial, assim como o Hamas terá que aceitar uma retirada parcial de tropas israelenses de Gaza.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que Israel e o Hamas aprovaram a primeira fase do acordo de paz proposto por Washington para o conflito em curso na Faixa de Gaza. Em pronunciamento na noite desta quarta (8), o presidente americano diz que o entendimento prevê a libertação de todos os reféns israelenses pelo grupo terrorista e a retirada das tropas de Tel Aviv para uma linha previamente acordada.
"Estou muito orgulhoso em anunciar que Israel e o Hamas assinaram a primeira fase do nosso plano de paz", escreveu Trump na rede social Truth Social. "Isso significa que todos os reféns serão libertados em breve, e que Israel retirará suas tropas até uma linha combinada como primeiros passos em direção a uma paz forte, duradoura e permanente".
Após o anúncio, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, reagiu ao anúncio. "Com a ajuda de Deus, traremos todos para casa", disse em uma breve declaração. O Hamas também publicou um comunicado em que confirma o acordo e apela a Trump e outros Estados para que garantam que Tel Aviv cumpra os termos negociados. As informações são da Folha de S. Paulo.
Em seu anúncio, Trump ainda agradeceu "aos mediadores do Qatar, Egito e Turquia", que trabalharam "para que este evento histórico e sem precedentes acontecesse". Mais cedo nesta quarta, o Hamas havia entregado uma lista de reféns e prisioneiros palestinos que poderiam ser trocados em uma permuta e disse estar otimista quanto às conversas em Sharm el-Sheikh, no Egito, para uma trégua.
A expectativa nesta quarta girava em torno dos pontos de discórdia: Israel exige que o Hamas entregue as armas para encerrar a guerra. Nos próximos dias, autoridades das outras partes envolvidas nas conversas devem começar a chegar à cidade turística egípcia.
O senador Jaques Wagner (PT-BA) afirmou, nesta terça-feira (7), que o Hamas “deve ser exterminado”, durante sessão solene do Senado em homenagem às vítimas dos ataques de 7 de outubro de 2023, em Israel. A declaração foi proferida no plenário durante o ato em memória das vítimas; o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), não compareceu à solenidade.
Em seu discurso, Wagner, que é judeu, qualificou os ataques de 2023 como “covardes” e ressaltou a importância de não confundir o Estado de Israel com as opções políticas de seu governo. “O Hamas tem que ser exterminado, mas o governo de Israel, não. Hoje é um, amanhã será outro”, declarou o senador.
Wagner também criticou a condução do governo de Benjamin Netanyahu e defendeu que o valor da vida humana não pode ser hierarquizado por crença religiosa. Segundo o parlamentar, parte da população israelense também discorda das escolhas da atual liderança do país.
Ao final, o senador defendeu o diálogo e a busca por um cessar-fogo, afirmando que “o acordo de paz só existe quando as partes beligerantes concordam em encontrá-la”. (Atualizado às 16h14 para adicionar que o senador Jaques Wagner é judeu)
A delegação diplomática brasileira deixou o plenário da Organização das Nações Unidas (ONU) nesta sexta-feira (26), durante discurso do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu. Em seu discurso na Assembleia, foi boicotado por diversas delegações e vaiado durante a apresentação.
O grupo brasileiro compareceu ao plenário com lenços típicos palestinos, o Keffiiyeh, mas deixou a sessão no momento em que o líder israelense subiu no púlpito. Outras delegações também deixaram o plenário, como Coreia do Sul, Líbano, Austrália, Venezuela, Sri Lanka, Tunísia e Senegal. As comitivas diplomáticas de países diretamente atacados por Israel, como as delegações diplomáticas da Turquia, Arábia Saudita, Irã e Qatar fizeram o mesmo.

Foto: Reprodução/Felippe Coaglio/g1
No local, Netanyahu foi aplaudido e vaiado por alguns presentes. Ao Uol, o assessor especial da presidência, Celso Amorim, afirmou que o protesto foi uma mensagem a Israel. “Sempre lembrando que isso não tem relação com o povo judeu, que tanto admiramos", ressaltou. "E nem com o Estado de Israel, cuja existência não discutimos. Isso tem uma relação com o respeito à população palestina", completa Amorim.
Em sua fala, Netanyahu se opôs ao reconhecimento do Estado da Palestina, tema que Lula defendeu na abertura da Assembleia. O Brasil já reconhece o Estado da Palestina desde 2010. O protesto contra o discurso do Estado de Israel também não ocorreram apenas na sede das Nações Unidas. Em frente ao prédio, as avenidas de Nova York foram tomadas por protestantes a favor da Palestina. As informações são do Uol e g1.
Durante discurso na abertura da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), nesta terça-feira (23), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) efetuou uma série de críticas aos ataques de Israel na Faixa de Gaza.
Em sua declaração, o líder brasileiro se referiu e afirmou que não há justificativas para o que chamou de “genocidio” no local.
“Nada justifica o genocídio em curso em Gaza. [...] Quero expressar minha admiração aos judeus que dentro e fora de Israel se opõem a essa punição coletiva. O povo palestino corre o risco de desaparecer. Só sobreviverá como estado independente integrado à comunidade internacional. Essa é a solução defendida por mais de 150 membros da ONU e afirmada ontem aqui, neste mesmo plenário, mas obstruída por um único veto”, afirmou.
“É lamentável que o presidente tenha sido impedido de ocupar a bancada da Palestina neste momento histórico.”
Lula ainda comentou e tratou sobre crises climáticas. Segundo ele, a COP30, que vai ocorrer em Belém, servirá como um momento para que os chefes das nações realizem seriedade de compromisso com o planeta. Ele ainda alfinetou o uso de bombas e armas nucleares para o combate de problemas climáticos.
“Bombas e armas nucleares não vão nos proteger da crise climática. O ano de 2024 foi o mais quente já registrado. A COP30, em Belém, será a COP da verdade. Será o momento de os líderes mundiais provarem a seriedade de seu compromisso com o planeta. Sem ter o quadro completo das Contribuições Nacionalmente Determinadas (as NDCs), caminharemos de olhos vendados para o abismo”, disse Lula.
“O Brasil se comprometeu a reduzir entre 59% e 67% suas emissões, abrangendo todos os gases de efeito estufa e todos os setores da economia. Nações em desenvolvimento enfrentam a mudança do clima ao mesmo tempo em que lutam contra outros desafios. Enquanto isso, países ricos usufruem de padrão de vida obtido às custas de duzentos anos de emissões. Exigir maior ambição e maior acesso a recursos e tecnologias não é uma questão de caridade, mas de justiça”, complementou.
A ação de Israel na Faixa de Gaza é um “genocídio”, os atos terroristas realizados pelo Hamas são “inaceitáveis” e é preciso que a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) se mobilize para estabelecer a paz na região, concluindo pela criação do Estado da Palestina.
Essas foram algumas das declarações dadas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ao participar, nesta segunda-feira (22), de uma conferência na sede da ONU, em Nova York, para a busca de uma solução de dois Estados, que visa a coexistência pacífica entre um Estado palestino e o Estado israelense.
Na sua fala durante a conferência, o presidente Lula afirmou que a única palavra que poderia descrever o que ocorre atualmente na Faixa de Gaza é “genocídio”.
“Como apontou a Comissão de Inquérito sobre os Territórios Palestinos Ocupados [grupo da ONU], não há palavra mais apropriada para descrever o que está ocorrendo em Gaza do que genocídio”, criticou Lula.
O presidente brasileiro também condenou o que chamou de “atos terroristas” liderados pelo grupo Hamas contra Israel, fazendo referência aos ataques ocorridos em 7 de outubro de 2023, que deram início ao conflito que dura até os dias atuais.
“Os atos terroristas cometidos pelo Hamas são inaceitáveis. O Brasil foi enfático ao condená-los. Mas o direito de defesa não autoriza a matança indiscriminada de civis”, acrescentou o brasileiro.
Lula reforçou que apesar do ataque do Hamas, o direito à defesa de Israel não autoriza a “matança indiscriminada de civis”.
“O que está acontecendo em Gaza não é só o extermínio do povo palestino, mas tentativa de aniquilamento do seu sonho de nação”, comentou.
O evento em prol da Palestina ocorre em paralelo à assembleia-geral, que terá sua abertura na manhã desta terça (23), com discurso inaugural feito pelo presidente Lula. A 2ª sessão da Confederação Internacional de Alto Nível para Resolução Pacífica da Questão Palestina e a Implementação da Solução de Dois Estados foi convocada pela França e Arábia Saudita.
Na sua declaração, Lula voltou a defender a criação do Estado da Palestina e criticou novamente o Conselho de Segurança da ONU.
“Tanto Israel, quanto a Palestina têm o direito de existir. Trabalhar para efetivar o Estado palestino é corrigir uma assimetria que compromete o diálogo e obstrui a paz. Saudamos os países que reconheceram a Palestina, como o Brasil fez em 2010. Já somos a imensa maioria dos 193 membros da ONU”, destacou.
“Diante da omissão do Conselho de Segurança, a Assembleia Geral precisa exercer sua responsabilidade”, completou Lula.
O exército de Israel realizou, nesta terça-feira (9), um bombardeio contra a sede do escritório político do Hamas em Doha, no Catar. Em comunicado, as Forças de Defesa de Israel classificaram a ofensiva como um ataque “preciso”, direcionado à liderança da organização.
VÍDEO: Israel ataca Catar com bombardeio aéreo e diz que alvo foi escritório do Hamas em Doha
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Segundo o Exército, os alvos “lideraram as atividades terroristas do Hamas por anos e são diretamente responsáveis pelo massacre de 7 de outubro e pela gestão da guerra contra Israel”.
Imagens registradas após a ação mostram uma coluna de fumaça sobre a capital e pessoas correndo nas proximidades do local atingido.
Israel e Itália se enfrentaram pela sexta rodada das Eliminatórias Europeias da Copa do Mundo 2026 e protagonizaram um jogo de nove gols na tarde desta segunda-feira (8). Em Debrecen, na Hungria, Sandro Tonali marcou nos acréscimos e deu a vitória por 5 a 4 aos italianos.
No Nagyerdei Stadion, apenas 16 minutos foram suficientes para que o placar fosse aberto. Manuel Locatelli desviou contra o próprio patrimônio e Israel passou a frente. Ainda no primeiro tempo, Moise Kean empatou para a Itália.
Na segunda etapa, Dor Peretz balançou as redes e deixou 2 a 1 para os israelitas, mas dois minutos depois, Moise Kean deixou tudo igual novamente. Aos 13’, Matteo Politano colocou a Itália na frente por 3 a 2. Aos 36’, Giacomo Raspadori ampliou para 4 a 2, mas nada estava acabado, porque um novo gol contra, desta vez de Alessandro Bastoni, colocou Israel de volta ao jogo.
Dor Peretz deixou o placar em 4 a 4 aos 44 minutos do segundo tempo, mas Andrea Cambiaso cruzou para Sandro Tonali nos acréscimos e o camisa 8 colocou a Itália na frente pela segunda vez na partida. 5 a 4 para a equipe comandada por Gennaro Gattuso.
Com o resultado, a Itália passou a assumir a segunda colocação do Grupo I com nove pontos somados. Com os mesmos nove pontos conquistados, Israel fica na terceira posição, mas com um jogo a mais que os italianos.
A emissora síria de televisão, Al Jazeera, registrou ao vivo o bombardeio israelense que atingiu o prédio do Ministério da Defesa da Síria nesta quarta-feira (16), na capital Damasco. A explosão no local, que fica próximo ao Palácio Presidencial sírio, atingiu o centro do prédio e deixou destroços e uma grande nuvem de fumaça no local.
? TVs registram ataque aéreo israelense ao Ministério da Defesa da Síria
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Imagens da programação ao vivo mostram o momento em que os repórteres e uma âncora se protegem dos ataques. De acordo com o Ministério da Saúde sírio, os bombardeios aéreos israelenses em Damasco deixaram pelo menos três mortos e 34 feridos. As informações são do g1.
A ofensiva de Israel faz parte de uma nova frente dos conflitos no Oriente Médio. As Forças Armadas de Israel afirmam que é uma resposta a combates que soldados sírios têm travado com drusos, minoria étnica que vive em regiões tanto de Israel quanto da Síria.
Os militares israelenses disseram que "atingiram o portão de entrada do complexo do quartel-general militar do regime sírio" em Damasco e que continuavam "a monitorar os acontecimentos e as ações tomadas contra os civis drusos no sul da Síria".
O Ministério da Defesa da Síria pediu aos moradores da cidade que permanecessem em casa. Alguns moradores que a Reuters conseguiu contatar por telefone disseram que estavam escondidos em casa com medo, sem eletricidade.
Segundo a mídia estatal síria, TV Elekhbariya, os ataques também atingiram Sweida, cidade no oeste da Síria de maioria drusa onde soldados têm atacado a população local.
As tropas do governo sírio foram enviadas para a região de Sweida na segunda-feira (14) para acabar com os combates entre combatentes drusos e homens armados beduínos, mas acabaram entrando em conflito com as próprias milícias drusas.
Pelo menos 27 palestinos morreram neste domingo (13) em novos ataques aéreos de Israel contra a Faixa de Gaza, informou a Defesa Civil local. O território enfrenta mais de 21 meses de conflito, desde o início da guerra em outubro de 2023.
De acordo com o porta-voz da corporação, Mahmud Basal, as investidas atingiram diferentes áreas da Cidade de Gaza, provocando a morte de civis, entre eles mulheres e crianças.
Um dos bombardeios atingiu uma casa próxima ao campo de refugiados de Nuseirat, no sul da Cidade de Gaza, deixando dez mortos e vários feridos. Outro ataque teve como alvo um ponto de distribuição de água em uma zona onde estão concentrados deslocados, também em Nuseirat, resultando na morte de seis pessoas.
Ainda segundo Basal, três civis morreram no sul da Faixa de Gaza, após bombardeio da Força Aérea israelense contra uma tenda improvisada que servia de abrigo em Al-Mawasi.
O exército de Israel não se pronunciou oficialmente sobre as ações deste domingo até o momento.
Um integrante do alto escalão do governo de Israel afirmou neste sábado (5), sob condição de anonimato, que “nenhuma decisão” foi tomada até o momento em relação à proposta de cessar-fogo aceita na véspera pelo Hamas. O plano, mediado pelos Estados Unidos, com apoio de Egito e Catar, prevê uma trégua de 60 dias nos ataques à Faixa de Gaza.
A expectativa é que o gabinete de segurança de Israel se reúna em breve para deliberar sobre o acordo. A decisão acontece na véspera da viagem do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu a Washington, onde ele deve se encontrar com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na segunda-feira (7).
Na sexta (4), o grupo Hamas anunciou que aceita o esboço apresentado pelos mediadores internacionais. Segundo uma fonte palestina envolvida nas negociações, o plano prevê uma trégua de dois meses, durante a qual o Hamas libertaria metade dos reféns israelenses ainda vivos, em troca da libertação de presos palestinos atualmente detidos em Israel.
Também nesta sexta, o Hamas disse estar pronto para “começar imediatamente” a discutir os detalhes da implementação do cessar-fogo. A Jihad Islâmica, aliada do Hamas em Gaza, declarou apoio às tratativas, mas pediu garantias quanto ao cumprimento do plano.
Em declaração à imprensa, o presidente Donald Trump afirmou não estar ciente da resposta formal do Hamas, mas mostrou otimismo: “Precisamos acabar com isso. É necessário que algo seja feito por Gaza”, disse.
A jornalista Eliane Cantanhêde, da GloboNews, pediu desculpas neste fim de semana após uma declaração polêmica feita durante a edição de sexta-feira (20) do programa Em Pauta, ao comentar os ataques realizados pelo Irã contra Israel. A fala gerou forte repercussão negativa nas redes sociais e críticas por suposta insensibilidade diante da gravidade do conflito.
Durante o comentário, Cantanhêde afirmou: “Tem uma mortezinha aqui, outra ali. Uns 23 feridos aqui, 40 ali. Feridos! Eu não consigo entender por que o Irã atinge o alvo e não mata ninguém.” O tom e a escolha de palavras foram criticados por internautas, que consideraram a fala insensível e, em alguns casos, antissemita. Houve quem apontasse que a jornalista minimizou o valor de vidas humanas ao questionar o número de vítimas.
No sábado (21), Eliane publicou um esclarecimento nas redes sociais, dizendo que sua intenção era apenas compreender os sistemas de defesa dos países envolvidos. Mais tarde, reconheceu o erro e pediu desculpas. “Depois de rever a gravação da pergunta que fiz na sexta-feira, reconheço que me expressei mal e dei margem a conclusões equivocadas, que não representam meu pensamento, pelo que peço desculpas. A intenção foi fazer uma pergunta técnica sobre armamentos e sistemas de defesa”, escreveu.
Depois de rever a gravação da pergunta que fiz na sexta-feira, reconheço que me expressei mal e dei margem a conclusões equivocadas, que não representam meu pensamento, pelo que peço desculpas. A intenção foi fazer uma pergunta técnica sobre armamentos e sistemas de defesa.
— Eliane Cantanhêde (@ECantanhede) June 22, 2025
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou neste sábado (21) que o país realizou ataques contra três instalações nucleares iranianas. Os ataques acontecem em meio à escalada do conflito entre Irã e Israel, que já enfrentam uma semana de intensos combates aéreos.
— Donald J. Trump (@realDonaldTrump) June 21, 2025
"Concluímos com muito sucesso nosso ataque aos três locais nucleares no Irã, incluindo Fordow, Natanz e Esfahan", declarou Trump em uma publicação na rede Truth Social.
De acordo com o presidente norte-americano, Fordow, considerado o principal alvo, foi atingido por uma carga completa de bombas. Ele afirmou ainda que as aeronaves dos EUA já deixaram o espaço aéreo iraniano e retornam em segurança.
“Fordow não existe mais. Este é um momento histórico para os Estados Unidos, Israel e o mundo. O Irã agora precisa aceitar o fim desta guerra”, acrescentou.
Trump também parabenizou os militares norte-americanos e declarou: “Não há outro exército no mundo que poderia ter feito isso. Agora é hora de paz!”.
Até o momento, o governo do Irã não se pronunciou oficialmente sobre os ataques. Israel havia iniciado uma operação militar com o objetivo de neutralizar alvos nucleares no Irã, o que motivou uma reação iraniana com mísseis lançados contra cidades israelenses como Tel Aviv, Haifa e Jerusalém.
O ataque norte-americano marca uma nova etapa no conflito e reforça o apoio dos EUA a Israel.
Os influenciadores brasileiros Beto Martinne e Murilo Lorran deixaram Tel Aviv, capital de Israel, após passar dias confinados em um hotel devido a conflitos entre Israel e Irã. A dupla estava no país para participar da tradicional Parada LGBTQIAPN+, uma das maiores do Oriente Médio.
Os influenciadores, conhecidos por dublagens e perfomances de coreografias em lugares públicos, utilizaram suas redes sociais para atualizar os seguidores.
“Oi gente, desculpa o sumiço, as coisas por aqui estão bem caóticas e estamos tomando o máximo de cuidado. Estamos bem, nos protegendo, sempre em alerta. Nunca imaginei que fosse vivenciar isso… viemos para absorver as vivências da comunidade LGBTQIAPN+ e isso tudo aconteceu”, escreveu Beto Martinne, em seu perfil no X.
ENTENDA O CONFLITO
Na última sexta-feira (13), Israel lançou a operação Rising Lion, que realizou bombardeios contra instalações militares no Irã. Em resposta, Irã disparou mais de 150 mísseis e drones contra cidades israelenses, incluindo a capital Tel Aviv.
A jornalista Danuza Mattiazzi, repórter da GloboNews, abandonou a tela durante um ao vivo para a emissora direto de Tel Aviv, após receber um alerta para deixar o terraço e se esconder no bunker devido a um ataque aéreo.
No ao vivo, Danuza explicou aos apresentadores do estúdio quais medidas tomaria e continuou com o ao vivo, porém, fora da tela.
Jornalista se abriga em bunker durante ataque em Israel; correspondente relata momentos de tensão durante bombardeio de mísseis iranianos.
— GloboNews (@GloboNews) June 15, 2025
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“Estão ouvindo a sirene. Essa é a sirene que teremos de correr para o safe room. Vou deixar celular ligado e vou conectar com vocês. Tocou meu alarme também. Conecto pelo WhatsApp. Cinco minutos”, relatou.
A câmera em que Danuza aparecia continuou posicionada no terraço e mostrou o ataque.
Um dia antes da situação transmitida ao vivo pela GloboNews, Danuza falou sobre a rotina em Tel Aviv em meio à guerra entre Israel e Irã e falou sobre o desabastecimento dos mercados e de itens considerados essenciais na culinária do Oriente Médio.
“Temos aqui sempre muitas prateleiras cheias de homus, muitos pacotes e marcas e hoje essa parte do supermercado, pelo menos aqui ao lado, que é um grande supermercado, estava vazia [...] também pepino, que é outra coisa muito útil, outro alimento muito utilizado aqui na culinária do Oriente Médio [...] Tomates também, tomate-cereja, esses alimentos que você sabe, que são tradicionais, como o nosso feijão e arroz."
O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz um duro alerta ao líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, diante da escalada nos ataques entre os dois países. Em comunicado neste sábado (14), Katz afirmou que, se os disparos iranianos contra civis israelenses persistirem, Teerã, capital do Irã, "vai queimar".
“O ditador iraniano está tomando os cidadãos iranianos como reféns, criando uma realidade na qual eles, e especialmente os moradores de Teerã, pagarão um alto preço pelos danos flagrantes infligidos aos cidadãos israelenses. Se Khamenei continuar disparando mísseis contra a retaguarda israelense, Teerã vai queimar”, declarou o ministro em comunicado oficial.
A ameaça ocorre em meio ao aumento das tensões na região. Segundo a Magen David Adom, agência de resposta a emergências de Israel, o número de mortos após os últimos ataques do Irã subiu para três. Duas pessoas morreram e outras 19 ficaram feridas quando mísseis atingiram casas em Rishon Lezion, ao sul de Tel Aviv.
Segundo a CNN, uma terceira vítima foi confirmada após ser atingida por um fragmento de arma em Ramat Gan, a leste da capital israelense. A polícia local informou que a mulher morreu ainda no local.
Diante do cenário, o chefe das Forças de Defesa de Israel (IDF) declarou que os militares devem retomar os ataques a alvos em Teerã. O conflito representa uma das maiores escaladas diretas entre os dois países, em um contexto já tenso após meses de guerra na Faixa de Gaza.
O Irã, por sua vez, afirma que seus ataques são uma resposta a ações anteriores de Israel. O governo iraniano ainda não comentou oficialmente as declarações de Katz.
A Embaixada de Israel em Brasília e o Consulado-Geral israelense em São Paulo foram fechados para o público nesta sexta-feira (13), sem data para a reabertura. O fechamento das representações ocorre após Israel atacar o Irã na madrugada desta sexta-feira (13), e não há informações oficiais sobre a suspensão dos serviços. As informações são da Agência Brasil.
Em outros países, como na Alemanha, embaixadas israelenses também foram fechadas. Após o ataque desta sexta, Israel alega que o país persa estaria construindo bombas atômicas com potencial de serem usadas contra os israelenses. O Irã nega o desenvolvimento de armas nucleares e sustenta que usa tecnologia atômica apenas para fins pacíficos, como a produção de energia.
O chefe supremo da República do Irã, o Aiatolá Ali Khamenei, prometeu responder aos ataques de Israel que vitimaram altos comandantes militares e cientistas do país, e também danificarem instalações nucleares e fábricas de mísseis.
Em nota à imprensa, o governo brasileiro condenou a ofensiva aérea israelense contra o Irã no que chamou de “clara violação à soberania desse país e ao direito internacional”. O Ministério das Relações Exteriores disse ainda que acompanha a situação com forte preocupação.
Já a Embaixada do Brasil em Tel Aviv emitiu um alerta consular com orientações à comunidade brasileira em Israel, baseada nas diretrizes do Comando de Segurança Interna (Home Front Command). São elas:
O aplicativo desenvolvido e mantido pelas Forças de Defesa de Israel fornece, em tempo real, alertas, instruções e informações para salvar vidas. Os avisos podem ser personalizados, de acordo com a localização e áreas de interesse do usuário, como a própria casa e de parentes, escola dos filhos e local de trabalho.
Em comunicado divulgado pelo Ministério das Relações Exteriores nesta sexta-feira (13), o governo Lula condenou os ataques aéreos realizados pelas forças militares de Israel contra alvos no Irã. Logo no começo do dia, Israel utilizou 200 caças em seu ataque, lançando mais de 330 “munições diversas” e atingindo mais de 100 alvos em todo o Irã.
Na nota à imprensa, o Itamaraty afirma que o ataque realizado por Israel viola a soberania iraniana e o direito internacional.
“O governo brasileiro expressa firme condenação e acompanha com forte preocupação a ofensiva aérea israelense lançada na última madrugada contra o Irã, em clara violação à soberania desse país e ao direito internacional. Os ataques ameaçam mergulhar toda a região em conflito de ampla dimensão, com elevado risco para a paz, a segurança e a economia mundial”, afirma o Itamaraty.
No final do seu comunicado, o Ministério das Relações Exteriores fez um apelo para que “todas as partes envolvidas” adotem postura de “máxima contenção”, além de pedir o “fim imediato das hostilidades”.
Diversos militares iranianos de alto escalão foram mortos nos ataques. Entre eles, está o General Hossein Salami, o poderoso comandante-chefe da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã; o Major-General Mohammad Bagheri, o oficial militar de mais alta patente do Irã; e o ex-chefe de segurança nacional do Irã, Ali Shamkhani.
Em resposta aos ataques, o governo do Irã disparou mais de 100 drones em direção ao território israelense. As Forças de Defesa de Israel afirmaram que atuaram para interceptar os drones.
Logo após os ataques, a missão permanente do Irã junto às Nações Unidas solicitou uma reunião emergencial do Conselho de Segurança da ONU para discutir a ofensiva israelense. Após a solicitação do Irã receber apoio de China e Rússia, o Conselho de Segurança decidiu se reunir em caráter de urgência na tarde desta sexta.
As Forças de Defesa de Israel realizaram um ataque contra o Irã na madrugada desta sexta-feira (13), noite de quinta-feira (12) no horário de Brasília.
O bombardeio teve como alvo instalações ligadas ao programa nuclear iraniano, incluindo a usina de Natanz, apontada como um dos principais centros de enriquecimento de urânio do país.
Em pronunciamento divulgado logo após o início da ofensiva, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou que a operação visa conter “a ameaça iraniana à própria sobrevivência de Israel”. Segundo ele, a ação militar terá continuidade. “Os ataques continuarão por quantos dias forem necessários”, declarou o premiê.
A televisão estatal iraniana noticiou que o comandante da Guarda Revolucionária, Hossein Salami, e o chefe das Forças Armadas, Mohammad Bagheri, morreram durante os ataques. A emissora informou ainda que dois cientistas nucleares também foram mortos.
Horas após o bombardeio, o governo israelense relatou o lançamento de mais de 100 drones pelo Irã contra seu território. Autoridades de segurança orientaram a população a buscar abrigo e evitar áreas abertas.
Teerã prometeu responder aos ataques.
Em discurso no plenário da Câmara, na sessão desta quarta-feira (11), o deputado federal Valmir Assunção (PT-BA), fez um apelo ao governo federal: que rompa relações diplomáticas com o governo de Israel.
Além do rompimento com a administração do primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, o deputado baiano pediu ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva que articule com outros países para que tomem esse mesmo caminho.
“Já tem um ano e meio o massacre na Faixa de Gaza: mais de 67 mil pessoas assassinadas! É preciso que o governo brasileiro rompa relações com o governo de Israel. Nós não podemos, de forma nenhuma, o mundo não pode ficar assistindo a massacres, a assassinatos de crianças, de mulheres indefesas”, afirmou o deputado.
Segundo afirmou Valmir Assunção, o que se assiste na Faixa de Gaza não seria uma guerra, mas puramente um massacre contra o povo palestino, “que tem direito ao seu território”.
“É preciso dar um basta ao massacre contra o povo palestino! Não podemos observar calados o massacre de toda uma população”, reiterou o deputado do PT da Bahia.
Em entrevista coletiva durante sua viagem à França, o presidente Lula fez declarações na mesma linha do deputado Valmir Assunção. Lula disse que a guerra na Faixa de Gaza é desproporcional, já que é um “exército altamente profissionalizado matando mulher e criança”.
“Nós também criticamos o Hamas quando fez a invasão a Tel Aviv [capital do país]. Agora, o que ninguém responde é como a inteligência de Israel permitiu que alguém de asa delta invadisse Tel Aviv. Sinceramente, tem coisas que meus anos de escolaridade não me permitem compreender”, afirmou.
O presidente Lula disse ainda que fica pasmo com o silêncio do mundo em relação ao que acontece na Faixa de Gaza.
“Parece que não existe mais humanismo nas pessoas. ‘Ah, palestino pode morrer’. Palestino não é ser inferior, palestino é gente como nós. Ele tem o direito de ter o terreno dele”, disse Lula.
O ativista brasileiro Thiago Ávila, preso durante uma interceptação de Israel a uma embarcação humanitária rumo a Gaza, está preso em uma solitária na prisão de Givon, na cidade de Ramla. A informação foi divulgada nesta quarta-feira (11), pela jornalista Giovanna Vial, do Opera Mundi.
Segundo informações cedidas ao jornal pela defesa de Thiago, ele foi transferido para uma cela solitária “escura, pequena, sem ventilação e sem acesso a ninguém”. Desde a segunda-feira (9), o brasileiro tem realizado uma greve de fome.
A defesa afirmou que as autoridades israelenses proferiram ameaças de deixá-lo na cela solitária por uma semana, ainda que sua ordem de deportação tenha sido emitida nesta quarta-feira (11/06). Segundo a defesa do brasileiro, o procedimento adotado pelos israelenses é ilegal.
O Thiago Ávila foi interceptado e detido por agentes israelenses em águas internacionais no mar Mediterrâneo junto aos demais 11 ativistas da Flotilha da Liberdade na madrugada de segunda-feira. O grupo utilizava o veleiro Madleen para levar suprimentos aos palestinos famintos em Gaza, sem passar pelo território israelense.
A esposa de Thiago, Lara Souza, deu uma declaração a reportagem alegando que ‘’Thiago é um preso político, detido ilegalmente por Israel em águas internacionais. Ainda que tivessem passado o limite de águas internacionais, eles (os ativistas) estariam em águas palestinas. A prisão é ilegal de toda forma”, denunciou.
Além do convite à deportação por parte do governo israelense, os ativistas receberam uma sanção de que estão proibidos de entrar em Israel por 100 anos. ‘’Na prática, isso significa que estão impedidos de entrar na Palestina, já que Israel comanda ilegalmente os territórios palestinos’’, afirma.
A influenciadora digital Camila Loures contou, através de suas redes sociais, que teve seu voo para Tel Aviv, em Israel, cancelado após um míssil atingir proximidades de aeroporto israelense. Segundo a youtuber, viajar para Israel aos 30 anos é um desejo antigo.
Segundo a influenciadora, a viagem até a capital israelense seria realizado com conexão em Madrid, mas a viagem foi adiada após os voos serem cancelados na região.
“Na verdade nosso voo é do Brasil para Madrid e de Madrid para Tel Aviv. O que foi cancelado foi o de Madrid para Tel Aviv. Até mais informações, não podemos ir daqui para Madrid. Os dois trechos tem que estar liberados para nós sairmos do Brasil”, explicou Loures.
O voô de Camila Loures para Israel foi adiado pois o aeroporto quase foi atingido por um MÍSSIL. pic.twitter.com/x8F6vHp0Ze
— acervo camila loures (@acervocloures) May 4, 2025
Ao ser questionada por um seguidor sobre o motivo da influenciadora querer viajar ao país atualmente, Loures contou que sempre teve vontade de viajar para Israel aos 30 anos.
“Sempre foi um sonho meu ir para Israel aos 30 anos e aí quando existiu a oportunidade dessa viagem, eu vi que já não tava em guerra mais, aí eu falei: ‘ah, eu vou’”, explicou.
Ugh her mind pic.twitter.com/TWIISfdeKg
— convenhamos (@vegetacil) May 5, 2025
Desde 2023, as forças israelenses estão em conflito com o Hamas e a região da Faixa de Gaza. Apesar de uma trégua realizada em janeiro deste ano, os ataques contra a região da Palestina retornaram em março e o governo de Israel aprovou, nesta segunda-feira (5), um plano de ocupação total da região por tempo indeterminado, segundo a agência de notícias Associated Press.
O cineasta palestino Hamdan Ballal, vencedor do Oscar 2025 de Melhor Documentário, foi liberado após ser sequestrado pelo exército israelense em uma ambulância na última segunda-feira (24). O caso foi divulgado pelo israelense Yuval Abraham, colega de Ballal, através das redes sociais.
Segundo Abraham, o co-diretor de ‘Sem Chão’, documentário que retrata a destruição de Masafer Yatta por soldados israelenses na Cisjordânia ocupada, outros ativistas testemunharam as agressões sofridas por Ballal.
“Depois de passar a noite algemado e ser espancado em uma base militar, Hamdan Ballal agora está livre e prestes a voltar para casa com uma família”, informou Abraham. Em custódia dos Soldados das Forças de Defesa de Israel (IDF), Ballal e outras duas pessoas teriam sido espancados por soldados e deixados do lado de fora, em baixa temperatura, durante a noite.
O ministério das Relações Exteriores pediu que Israel reverta a decisão de bloquear a entrada de bens, remédios e ajuda internacional no território, condenando a suspensão de ajuda humanitária e classificando a atitude como uma ameaça de cessar-fogo. “O governo brasileiro deplora a decisão israelense de suspender a entrada de ajuda humanitária em Gaza, que exacerba a precária situação humanitária e fragiliza o cessar-fogo em vigor, destacou o Itamaraty.
O governo brasileiro relembrou que ação de Israel é uma violação grave de direitos humanitários.
“Ao exortar à imediata reversão da medida, o Brasil recorda que Israel tem obrigação – conforme reconhecido pela Corte Internacional de Justiça em suas medidas provisórias de 2024 – de garantir a prestação de serviços básicos essenciais e assistência humanitária à população de Gaza, sem impedimentos. A obstrução deliberada e o uso político da ajuda humanitária constituem grave violação do direito internacional humanitário.”, diz em comunicado.
No último domingo (2), o governo de Israel suspendeu a entrada humanitária e de outros bens na Faixa de Gaza.
Em mais uma série de entrevistas para algumas rádios, na manhã desta quinta-feira (6), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) elevou o tom de suas críticas ao mandatário norte-americano Donald Trump, principalmente em relação à intenção de retirar os palestinos da Faixa de Gaza e assumir o controle daquela região. Lula disse que Trump parece fazer questão de “dizer uma anomalia todo dia”.
“Um dia ele quer ocupar o canal do Panamá, outro dia quer anexar a Groenlândia ou o Canadá. Depois, trata o povo palestino como se não fosse ninguém. Ele tem meu respeito para governar os Estados Unidos, mas ele não foi eleito para governar o mundo. Essa é a relação que eu espero que a gente construa”, disse o presidente.
Nesta quinta, Donald Trump, voltou a defender que o território palestino passe para o controle de seu governo ao final da guerra entre Israel e o grupo Hamas. Trump declarou que o seu plano é de assumir o território da Faixa da Gaza, após o reassentamento do povo palestino “em comunidades muito mais seguras e bonitas, com casas novas e modernas” na região do Oriente Médio.
O presidente do Estados Unidos disse ainda que vai transformar a Faixa de Gaza "em um dos maiores desenvolvimentos do tipo na Terra", e garantiu que não usará soldados norte-americanos na operação.
Na entrevista nesta manhã, o presidente Lula classificou a situação na Faixa de Gaza como genocídio e defendeu um posicionamento mais “humanista” na política internacional, especialmente em relação à Palestina.
“O que tem que se fazer na Palestina é cuidar dela como se fosse qualquer outro povo”, declarou Lula, que disse ainda que os Estados Unidos sempre se apresentaram como um símbolo de democracia, mas desde a eleição de Donald Trump, os discursos e ações de governo passaram a destoar desse ideal.
Depois da fala do presidente norte-americano, o ministro da Defesa de Israel ordenou ao exército do seu país que prepare um plano para permitir a “saída voluntária” dos moradores de Gaza. O ministro Israel Katz comemorou o anúncio de Trump de que pretende controlar a Faixa de Gaza e transformar aquele território na “Riviera do Oriente Médio”. Katz disse que o governo israelense vai assegurar opções de saída dos palestinos por meio de passagens terrestres, assim como arranjos especiais para saída por ar e mar.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que Elon Musk, o homem mais rico do mundo, está sendo “falsamente manchado”, em meio às diversas acusações que vem sofrendo de que teria reproduzido um gesto nazista na última segunda-feira (20), após a segunda posse de Donald Trump como presidente dos EUA.
Em um comício que comemorava a posse do republicano, Musk estendeu o braço direito ao próprio peito e depois o estendeu na direção do público, gerando polêmicas devido às semelhanças do gesto com a saudação nazista utilizada por líderes fascistas na Alemanha e na Itália durante a Segunda Guerra Mundial.
Musk rejeitou imediatamente as críticas, afirmando na rede social da qual é dono, o X, antigo Twitter que “o ataque ‘todos são Hitler’ é cansativo”. Em meio a esta controvérsia, nesta quinta-feira, Netanyahu saiu em defesa do fundador da montadora de carros Tesla e da empresa de exploração espacial SpaceX.
“Elon é um grande amigo de Israel. Ele visitou Israel depois do massacre de 7 de outubro, no qual os terroristas do Hamas cometeram a pior atrocidade contra o povo judeu desde o Holocausto. Ele vem, desde então, repetida e fortemente apoiado o direito de Israel de se defender contra os terroristas genocidas e regimes que buscam aniquilar o único estado judeu”, afirmou Netanyahu.
Em entrevista ao Bahia Notícias no Ar na Antena 1 (100.1 FM), nesta manhã de terça-feira (21), a chef baiana Katia Waxman, que mora em Israel há 38 anos, contou sobre os israelenses sequestrados na Faixa de Gaza e acerca de seu trabalho humanitário no país, que passou por uma guerra com o Hamas, grupo terrorista palestino, que se prolongou por 15 meses e, no último domingo (19), foi firmado um acordo de cessar-fogo.
“Recebemos três dos 99 sequestrados, que foram colocados em túneis debaixo do solo na Faixa de Gaza, destes acredito que entre 37 e 40 estão mortos. A religião judaica diz que quando você salva uma alma acaba salvando um universo. Israel tem cerca de seis mil terroristas presos em seus domínios, eu trocaria todos eles pelos nossos sequestrados. Os três reféns que recebemos são soldados, que eram observadores, 12 foram pegos e seis estão vivos”, disse.
Ela explicou como se dedica a causa da paz intensamente. “Moro em uma barraca de lona, que tem uma estrutura grande, em frente ao parlamento. Toda semana estou com um megafone pedindo a libertação dos sequestrados para os parlamentares e pedindo o fim dessa guerra”.
“Posso dizer que a maior parte da população de Israel quer paz, mas temos um primeiro ministro medroso, covarde, mentiroso, bem ao estilo de Donald Trump. Além disso, queremos uma nova eleição, o direito de escolher nossos políticos, gente que não tenha as mãos sujas de sangue”, acrescentou.
Katia contou sobre o seu trabalho na agricultura para ajudar tanto os soldados israelenses como o povo de Gaza.
“Toda sexta, há um ano e meio, eu vou até a Faixa de Gaza e trabalho na plantação de uma fazenda, porque é necessário alimentar o exército. Eu sou tratorista, planto, colho, faço um pouco de tudo. Somos cinco mulheres nessa fazenda. Nós fornecemos caminhões de comida para os palestinos de gaza, entretanto o Hamas intercepta essa doação e vende para os próprios conterrâneos”, esclareceu.
Tedros Adhanom, diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS) escapou de um bombardeio de Israel ao Aeroporto Internacional de Sanaa, capital do Iêmen, nesta quinta-feira (26). Segundo o governo iemenita, duas pessoas morreram e onze ficaram feridas no ataque.
O caso foi confirmado pelo próprio Adhanom, que afirmou que o bombardeio ocorreu a poucos metros do saguão em que estava, poucos instantes antes do horário previsto para o embarque. O diretor estava no país para uma missão da organização e estava embarcando para Genebra, na Suíça, lar da sede da instituição.
“Um dos tripulantes do nosso avião ficou ferido”, informou o diretor. “A torre de controle de tráfego aéreo, a sala de embarque – a poucos metros de onde estávamos – e a pista, foram danificadas”, continuou. Ainda segundo o diretor-geral, nem ele, nem ninguém de sua delegação se feriu durante o ataque.
CONFLITO NA REGIÃO
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que o ataque foi direcionado a alvos Houthis que estavam no aeroporto. Israel também atacou portos da capital iemenita e uma estação de energia da cidade.
O grupo terrorista dos Houthis, financiado pelo Irã, foi fundado e atual no Iêmen. Dese o começo da guerra em Gaza, os Houthis têm lançado mísseis em direção a Israel, em especial no sul do país, em apoio ao Hamas.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Elmar Nascimento
"O que menos estarei focado é em punir alguém, e sim em prevenir".
Disse o deputado federal Elmar Nascimento (União) ao indicar que as emendas impositivas garantiram autonomia e independência ao Congresso Nacional, durante a sabatina para a vaga de ministro do Tribunal de Contas da União (TCU).