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Os primeiros boletins de urna da votação de brasileiros no exterior nas Eleições 2026 mostram resultados opostos em Israel e nos Territórios Palestinos. Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ficou à frente entre os eleitores que votaram em Ramallah, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) liderou em Israel.
Na seção de Ramallah, Lula recebeu 1.078 votos, equivalentes a 93,2% dos votos contabilizados para os candidatos, enquanto Flávio Bolsonaro somou 46. O cenário foi inverso em Israel. Nas cinco urnas de Tel Aviv já divulgadas, Flávio Bolsonaro recebeu 523 votos, ou 74,3%, contra 92 votos, ou 13,1%, de Lula.
A diferença entre os dois locais também foi registrada nas eleições de 2022. Naquele primeiro turno, Lula recebeu 84,8% dos votos entre brasileiros que votaram na Palestina, enquanto Jair Bolsonaro teve 7,4%. Em Israel, Jair Bolsonaro ficou à frente com 46%, contra 39,4% de Lula.
Os números divulgados ao longo deste domingo são obtidos a partir dos boletins das seções eleitorais encerradas no exterior. A totalização oficial dos resultados da eleição presidencial pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) começa somente às 17h, pelo horário de Brasília.
Segundo o TSE, 918.876 brasileiros estão aptos a votar fora do país. No exterior, os eleitores participam apenas da eleição para presidente e vice-presidente da República.
Um ataque aéreo israelense atingiu um prédio residencial na Faixa de Gaza, resultando na morte de pelo menos cinco pessoas na madrugada deste sábado (03). O bombardeio ocorreu em um edifício de apartamentos na região oeste da Cidade de Gaza, conforme informações de autoridades locais.
Profissionais de saúde do Hospital al-Shifa e da Defesa Civil confirmaram as mortes e o resgate de ao menos seis feridos. O impacto da explosão destruiu um apartamento e comprometeu a estrutura dos andares inferiores do prédio, causando um incêndio que durou cerca de uma hora antes de ser controlado pelos bombeiros.
Entre as vítimas estão uma mulher cristã e sua filha, segundo equipes médicas. O ataque ocorreu em um contexto de crescente tensão, enquanto um acordo de cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos no ano passado enfrenta dificuldades de implementação.
Israel intensificou os ataques contra o Hamas nas últimas semanas, alegando que o grupo está se rearmando e violando o cessar-fogo de outubro. O Hamas, por sua vez, nega essas acusações e critica Israel por minar o acordo de paz, enquanto autoridades de saúde em Gaza relatam que pelo menos 1,4 mil palestinos foram mortos por disparos israelenses desde o cessar-fogo.
Autoridades israelenses afirmaram nesta quarta-feira que o incidente envolvendo o piloto e o copiloto de um voo da companhia aérea Flydubai, que fazia a rota Dubai-Tel Aviv com 150 passageiros a bordo e precisou ser desviado para a Arábia Saudita após emitir um sinal de alerta, está sendo investigado como um possível ato terrorista, após relatos de uma disputa pelo controle do avião. Caças das Forças Aéreas israelense e saudita decolaram para a região, por suspeita de que a aeronave tivesse sido sequestrada.
O caso ainda está sob investigação e os detalhes estão sendo apurados, mas relatos de passageiros que estavam no voo apontam que o copiloto teria esfaqueado o piloto e tentado assumir o controle da aeronave. Imagens gravadas no interior do voo mostram passageiros e tripulantes tentando estancar o sangramento do comandante, e um suspeito amarrado, também ferido. De acordo com autoridades sauditas no aeroporto de Tabuk, no noroeste saudita, ambos foram socorridos após o pouso.
Confira:
?? Ministro de Israel diz que houve tentativa de ataque terrorista em voo desviado à Arábia Saudita
— Bahia Notícias (@BahiaNoticias) September 30, 2026
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"Houve uma tentativa de sequestro, dominamos os terroristas, precisamos de ajuda" disse em um vídeo gravado dentro da aeronave um passageiro, ainda com sangue no rosto, em vídeo checado pelo jornal israelense Times of Israel.
Outra passageira, ouvida pelo Canal 12 de Israel, afirmou que o marido ajudou a "neutralizar o terrorista", detalhando que um membro da tripulação que estava na cabine de comando "tentou derrubar o avião".
"Alguém gritou 'esfaqueamento'. Meu marido entendeu imediatamente o que estava acontecendo, correu para a parte da frente do avião e, junto com outros israelenses, neutralizou o terrorista" disse.
A Flydubai confirmou "um incidente" durante o voo comercial entre Dubai e Tel Aviv, que teria como destino final o Aeroporto Internacional Ben Gurion. A aeronave sofreu uma perda brusca de altitude, caindo de 34 mil pés para 16 mil pés — uma queda de cerca de 5,5 mil metros — em aproximadamente dois minutos. Pouco depois, dois sinais de emergência foram transmitidos: primeiro o código 7700, usado para indicar uma emergência geral, e minutos depois o código 7500, que indica "interferência ilegal".
As Forças Armadas, o Mossad, o Shin Bet e o Ministério dos Transportes israelense estão envolvidos nas investigações sobre o caso, segundo a imprensa do Estado judeu. A ministra dos Transportes Miri Regev pediu a suspensão de todos os voos da Flydubai para o país, demandando que a autoridade de aviação civil do país investigasse se os Emirados Árabes Unidos estão cumprindo um acordo que estipula que todos os membros da tripulação de voos operados entre os países tenham passaportes de países que mantêm relações diplomáticas com Israel. A exigência veio após uma informação preliminar indicar que o copiloto seria nacional de Omã.
Setores do espectro político israelense reagiram de formas distintas ao caso. O ministro da Segurança Interna e líder da extrema direita israelense, Itamar Ben Gvir, chamou os passageiros de "heroicos", e se referiu ao caso no avião como uma justificativa para que Israel elevasse a doutrina de segurança "a um novo patamar", intensificando campanhas militares em toda a região.
"Não podemos parar e devemos continuar até alcançar a vitória total no Irã, no Líbano, em Gaza e na Judeia e Samaria [nome bíblico da Cisjordânia" disse Ben Gvir. A crença ingênua de que nossos inimigos prezam pela vida e merecem clemência recebeu mais uma prova em contrário nesta manhã. O terrorismo é um mal com o qual não se deve fazer acordo algum, a não ser derrotá-lo e eliminá-lo da face da Terra.
Parceiro da ala mais extremista do Gabinete do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, o ministro das Finanças Bezalel Smotrich afirmou que quem tenta derrubar um avião e assassinar 180 israelenses "deve pagar como se os tivesse assassinado". Setores de oposição ao governo reagiram com mais cautela. O ex-general Benny Gantz, líder do partido Azul e Branco, afirmou que ainda era cedo para se conhecer "a sequência dos eventos", em uma declaração nesta manhã", ao mesmo tempo em que elogiou a "agilidade e a coragem" dos passageiros diante do perigo.
As Forças de Defesa de Israel (IDF) informaram neste domingo (27) que mataram Muhammad Hamad Muhammad Gabain, apontado pelas forças israelenses como comandante na ala militar do grupo Hamas.
Segundo o IDF, ele foi identificado por meio de inteligência operacional e vigilância.
De acordo com a nota publicada pelas forças israelenses, Gabain foi cúmplice na retenção de reféns mantidos em cativeiro pelo grupo na Faixa de Gaza, tendo participado da manutenção em cativeiro de 9 reféns.
O comunicado afirma ainda que, recentemente, ele teria realizado ataques contra tropas das FDI e civis israelenses e atuado para restaurar capacidades do Hamas, o que configuraria uma violação do cessar-fogo em vigor entre as partes.
Confira momento:
??Forças de Israel confirmam morte de comandante do Hamas envolvido com reféns em Gaza
— Bahia Notícias (@BahiaNoticias) September 28, 2026
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) classificou como “genocídio” a atuação do governo do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, na Faixa de Gaza. A declaração foi feita nesta terça-feira (22), durante o discurso de abertura da 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York.
Ao abordar o conflito no Oriente Médio, Lula afirmou que os efeitos da ofensiva militar israelense sobre a população palestina serão sentidos por gerações. Segundo o presidente brasileiro, mulheres e crianças estão entre as principais vítimas da guerra.
“Gerações de palestinos carregarão a dor e o trauma de um genocídio praticado pelo governo Netanyahu contra mulheres e crianças em Gaza”, declarou.
Lula também mencionou os ataques do Hamas e afirmou que a população civil de Israel foi afetada pelo conflito. O presidente condenou os atos terroristas cometidos pelo grupo e associou a violência à intolerância e ao radicalismo.
Durante o discurso, Lula ainda criticou medidas contra o Tribunal Penal Internacional (TPI) e seus integrantes. Para o presidente, iniciativas desse tipo podem contribuir para a impunidade em casos de violações de direitos humanos.
O presidente brasileiro também voltou a defender a criação de dois Estados, com Israel e Palestina coexistindo em paz. Na avaliação de Lula, a expansão dos assentamentos israelenses na Cisjordânia dificulta a implementação dessa solução.
“Os assentamentos ilegais na Cisjordânia tornam cada vez menos viável a solução de dois Estados, essencial para que israelenses e palestinos possam viver em paz”, afirmou.
Lula acrescentou que ameaças à existência de povos e Estados não contribuem para a estabilidade no Oriente Médio.
Com direito a algumas críticas ao Conselho de Segurança por sua incapacidade de colocar fim aos conflitos e guerras atuais, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) discursou na abertura da 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). Lula falou de sua indignação diante de um cenário internacional conturbado, e disse que a ONU está falhando em evitar as guerras, mortes e destruição.
“A ONU está falhando em uma das suas missões mais elevadas, a de livrar o mundo, a humanidade, do flagelo da guerra. Sua credibilidade nunca esteve tão baixa. Sua capacidade de proteger os mais vulneráveis, os que não têm exército, nem arsenais, nunca foi tão pequena”, afirmou.
Na sequência, Lula declarou que “somos todos reféns do imobilismo de um Conselho de Segurança que não cumpre o seu papel” e classificou o atual cenário como o mais grave desde sua primeira participação na Assembleia, em 2003.
Segundo Lula, o Brasil "não cabe no quintal de ninguém" e precisa de parceiros com agenda positiva, que fomente o desenvolvimento.
Diferenças ideológicas não devem ser obstáculo para maior integração entre vizinhos. A democracia está novamente em xeque. Voltamos a presenciar a ingerência externa em processos eleitorais", prosseguiu.
Em sua fala, o presidente Lula também qualificou de “genocídio”, a atuação do primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, ao citar o conflito na Faixa de Gaza.
“Gerações de palestinos carregarão a dor e o trauma deixados pelo genocídio praticado pelo governo Netanyahu contra mulheres e crianças em Gaza”, declarou. Na mesma passagem, condenou os ataques cometidos pelo Hamas contra Israel: “Civis israelenses pagaram o preço do radicalismo e da intolerância dos atos terroristas do Hamas”, disse Lula.
Ainda sobre a situação do Oriente Médio, o presidente brasileiro lembrou do esforço feito por Yasser Arafat e Yitzhak Rabin para negociar uma solução para o conflito entre israelenses e palestinos.
“Yasser Arafat e Rabin foram estadistas. Desafiaram o passado para projetar um futuro de paz. Foram derrotados pelo ódio”, afirmou o presidente Lula durante o discurso na Assembleia Geral.
Na sequência, Lula voltou a defender a solução de dois Estados e criticou a expansão dos assentamentos israelenses na Cisjordânia. “Os assentamentos ilegais na Cisjordânia tornam cada vez menos viável a solução de dois Estados, essencial para que Israel e o Estado da Palestina possam viver em paz”, afirmou.
Uma nova leva de ataques israelenses na Faixa de Gaza matou ao menos 6 pessoas neste domingo (12), enquanto mediadores buscavam um novo acordo de cessar-fogo mediado pelos americanos. Entre as vítimas, foi identificada uma menina de 9 anos, morta a tiros por soldados israelenses que atacavam um acampamento de refugiados na região leste do território.
Segundo informações da CNN, além do tiroteio, tropas israelenses também bombardearam uma siderúrgica da região, matando, até então, outras 4 pessoas que circulavam no local. As forças de Israel afirmam ter atacado militantes do Hamas que produziam armamentos nesta fábrica, o que o grupo caracterizou como um exemplo de violação do tratado de cessar-fogo da facção islâmica.
Ainda neste domingo, outro ataque de Israel a um acampamento de refugiados matou ao menos mais uma pessoa e feriu diversas outras em Gaza, incluindo crianças. O governo ainda não se pronunciou oficialmente sobre o ocorrido.
O cessar-fogo entre Israel e Hamas entrou em vigor desde outubro de 2025 passa por altos e baixos, com frequentes ataques ao território palestino por parte dos israelenses. A rixa histórica atingiu seu ápice nos ataques de 7 de outubro de 2023 a Israel, que contabilizou 1.600 mortos na ofensiva do grupo terrorista. Cálculos apontam que, desde o início do conflito, cerca de 75 mil palestinos foram mortos em ataques israelenses subsequentes do 7 de outubro.
O jornalista libanês, Hadi Abdel Moneim Hoteit, ficou ferido após ser atingido por estilhaços durante um ataque de drone israelense na cidade de Kfar Tebnit, no sul do Líbano. O caso foi registrado em vídeo pelo próprio repórter, nesta segunda-feira (15).
Informações da Agência Nacional de Notícias do Líbano (NNA), o ataque ocorreu poucas horas após o anúncio de um acordo de paz entre Estados Unidos e Irã, divulgado neste domingo (14). Um dos termos prevê, entre outros pontos, um cessar-fogo no território libanês – uma das exigências apresentadas por Teerã nas negociações.
De acordo com a NNA, um drone israelense atingiu um veículo na mesma cidade, matando o motorista. As imagens divulgadas pela imprensa local mostram o momento da explosão e o jornalista sendo ferido pelos estilhaços. No Brasil, o registro foi divulgado pelo jornal Metrópoles.
Hoteit foi socorrido e encaminhado ao Hospital Najdeh Shaabia, na cidade de Nabatieh. Segundo a agência estatal, ele passou por cirurgia na perna em decorrência dos ferimentos. As Forças de Defesa de Israel (IDF) não se pronunciaram sobre a ocorrência.
O amistoso pré-Copa do Mundo entre Irlanda e Catar, realizado nesta quinta-feira (28), precisou ser paralisado após intensos protestos da torcida irlandesa. O gramado do Aviva Stadium, em Dublin, foi alvo de dezenas de bolas de tênis com adesivos da Palestina, além de faixas erguidas nas arquibancadas contra a seleção de Israel. Os torcedores da casa exigem o cancelamento da partida contra a equipe israelense, marcada para setembro deste ano, pela Liga das Nações.
Somente no primeiro tempo, o confronto precisou ser interrompido duas vezes. A equipe de segurança do estádio teve que intervir rapidamente para retirar os objetos do campo e conter os manifestantes. Veja o momento abaixo:
?? Torcida da Irlanda interrompe jogo contra o Catar em protesto contra duelo diante de Israel
— Bahia Notícias (@BahiaNoticias) May 28, 2026
????Reprodução/ @sergioferis
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O duelo contestado entre Israel e Irlanda está agendado para o dia 27 de setembro, às 15h45 (horário de Brasília), válido pela segunda rodada do Grupo B3 da Liga B. O confronto terá mando de campo israelense, mas deve acontecer em território neutro devido aos conflitos na região, repetindo o protocolo adotado durante as Eliminatórias para o Mundial.
O tema polêmico já vinha movimentando os bastidores da seleção irlandesa. Em pronunciamento oficial durante a coletiva que antecedeu o amistoso desta quinta, o lateral e capitão da equipe, Séamus Coleman, comentou a situação e cobrou um posicionamento das autoridades esportivas.
“Minha opinião é muito clara. Não deveria caber a nós, jogadores, responder perguntas sobre o cancelamento do duelo contra os israelenses. Isso deveria ser resolvido pelas esferas acima de nós. Eu sou pai, marido, tenho um coração e sei a diferença entre o certo e o errado. Se eu perguntasse a você [jornalista], obviamente teria a mesma opinião sobre o que está acontecendo. É horrível e extremamente triste. É uma posição muito difícil para os atletas ", desabafou Coleman.
Enquanto a Irlanda não se classificou para a Copa do Mundo de 2026 nas Eliminatórias Europeias, o Catar utiliza a partida como preparação para o torneio. A seleção comandada por Julen Lopetegui integra o Grupo B do Mundial (ao lado de Bósnia, Canadá e Suíça) e fará sua estreia contra os suíços no dia 13 de junho, às 16h.
O cantor Israel, da dupla com Rodolffo, sofreu um acidente na BR-153, em Goiânia, na madrugada desta segunda-feira (25), após atropelar um cavalo que estava solto na pista.
Segundo a assessoria da dupla, o artista retornava de um compromisso profissional para casa quando um veículo que seguia à frente mudou de faixa repentinamente. Em seguida, o cantor encontrou o animal na pista e não conseguiu desviar nem frear a tempo.
De acordo com a assessoria, Israel não ficou ferido e não precisou de atendimento médico.

A Polícia Rodoviária Federal informou que o acidente aconteceu na altura do km 494 da rodovia e confirmou que houve apenas danos materiais no veículo.
O cavalo morreu no local em decorrência do impacto.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, nesta terça-feira (5), que a prisão do ativista brasileiro Thiago Ávila, detido por forças israelenses, é injustificável e deve ser condenada internacionalmente.
Ávila foi preso no último dia 30 de abril enquanto participava da Flotilha Global Sumud, interceptada em águas internacionais durante missão com destino à Faixa de Gaza.
Para Lula, a ação representa uma violação grave. “A detenção dos ativistas da flotilha em águas internacionais já havia representado uma séria afronta ao direito internacional”, declarou.
O presidente brasileiro também defendeu a soltura imediata dos envolvidos e garantias de segurança. “Por isso, nosso governo, juntamente com o da Espanha, exige que eles recebam plena garantia de segurança e sejam imediatamente soltos”, afirmou.
CONFIRA O COMUNICADO:
Manter a prisão do cidadão brasileiro Thiago Ávila, integrante da flotilha “Global Sumud”, é uma ação injustificável do governo de Israel, causa grande preocupação e deve ser condenada por todos. A detenção dos ativistas da flotilha em águas internacionais já havia representado…
— Lula (@LulaOficial) May 5, 2026
Além do brasileiro, o ativista espanhol Saif Abu Keshek também foi detido. Os ativistas integravam um grupo internacional que tentava romper o bloqueio à Faixa de Gaza por meio da entrega de ajuda humanitária. A flotilha havia partido de Barcelona no dia 12 de abril.
A prisão preventiva de Ávila e Abu Keshek, que seria encerrada nesta semana, foi prorrogada novamente e deve seguir até o próximo domingo (10).
Um menino brasileiro de 11 anos, a mãe dele e o pai, de nacionalidade libanesa, morreram após ataques israelenses no sul do Líbano. A informação foi confirmada nesta segunda-feira (27) pelo Ministério das Relações Exteriores do Brasil. O irmão do menino, que também é brasileiro, encontra-se hospitalizado.
Segundo o governo brasileiro, a família estava em casa, no distrito de Bint Jbeil, quando foi atingida por bombardeios realizados pelas Forças de Defesa de Israel no domingo (26). Um outro filho do casal foi socorrido e levado para um hospital.
Em nota oficial, o Itamaraty afirmou ter recebido a notícia “com consternação e pesar” e classificou a ação como mais um episódio de “reiteradas e inaceitáveis violações ao cessar-fogo” em vigor na região.
Os ataques ocorreram apesar da trégua firmada com o Hezbollah ter sido prorrogada até a segunda quinzena de maio. De acordo com o governo brasileiro, a ofensiva deixou dezenas de civis mortos, incluindo mulheres e crianças.
“Ao expressar sinceras condolências aos familiares das vítimas, o Brasil reitera sua mais veemente condenação a todos os ataques perpetrados durante a vigência do cessar-fogo, tanto por parte das forças israelenses quanto do Hezbollah”, destacou o ministério.
O Brasil também voltou a defender a retirada imediata das tropas israelenses do território libanês e a ampliação do cessar-fogo na região, de forma a garantir a soberania do país.
A embaixada brasileira em Beirute acompanha o caso e presta assistência aos familiares das vítimas. Segundo o Exército israelense, as operações foram motivadas por supostas violações da trégua por parte do Hezbollah, o que, segundo Tel Aviv, justificaria ações militares mesmo durante o período de cessar-fogo.
A noite da última quinta-feira (2) foi marcada por cenas de caos e desespero em Tel Aviv, após uma ofensiva com mísseis lançados pelo Irã contra o território israelense, conforme imagens ao vivo veiculadas pela Fox News.
Com o soar das sirenes de alerta e as detonações ocorrendo em pontos próximos, motoristas e passageiros abandonaram seus veículos no meio das pistas, gerando uma paralisação total do tráfego.
Veja vídeo:
???? Pânico absoluto em Tel Aviv, segundo a Fox News.
— Vox Liberdade ? (@VoxLiberdade) April 2, 2026
Imagens ao vivo mostram rodovias completamente paralisadas devido aos ataques de mísseis iranianos.
Motoristas são obrigados a abandonar seus veículos e se esconder desesperadamente sob pontes. pic.twitter.com/6BmDMxeunD
O conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã também afetou a agenda de shows da cantora colombiana Shakira. A artista teve duas apresentações adiadas devido a situação no Oriente Médio.
As apresentações ocorreriam em Doha, no Catar, e Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos. O show em Doha ocorreria no próximo dia 1º de abril. Um festival em Abu Dhabi, que também teria apresentação de Jonas Brothers, chegou a ser adiado para novembro.
O conflito no Oriente Médio escalou após ataques dos EUA e Israel contra o Irã, no dia 28 de fevereiro. Desde então, outros países da região foram afetados, em especial aqueles com bases norte-americanas.
Israel realizou, nesta sexta-feira (20), uma nova série de ataques contra o Irã, em meio à escalada de tensões no Oriente Médio. A ofensiva ocorre um dia após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pedir a interrupção dos ataques envolvendo instalações energéticas iranianas.
Em resposta, o Irã lançou diversos mísseis em direção a Israel, segundo informou as Forças de Defesa do país. Sirenes de alerta foram acionadas e explosões causadas por interceptações da defesa aérea foram registradas em Tel Aviv.
Também na manhã de hoje, Bahrein, Kuwait e Emirados Árabes Unidos relataram ataques com mísseis. Os episódios ocorrem após uma série de bombardeios iranianos contra instalações energéticas na região ao longo da semana, o que tem impactado os mercados globais.
Durante discurso na solenidade de abertura, nesta quinta-feira (19), da Caravana Federativa, em São Paulo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva que não vai permitir que haja aumento de preços de alimentos no país por conta da guerra no Oriente Médio envolvendo os Estados Unidos, Israel e Irã.
“A gente não vai permitir que a guerra do Irã traga prejuízo para o povo brasileiro. A gente não vai permitir que o alface, que o feijão, que a carne suba por conta da guerra do Irã”, afirmou o presidente.
Lula também fez críticas a reajustes considerados abusivos no preço dos combustíveis. O presidente afirmou no evento que o governo chegou a estudar medidas para conter os preços, incluindo propostas de subsídio às importações, mas que, ainda assim, houve aumento nas bombas nos últimos dias, segundo ele, por práticas abusivas do mercado.
“Nesse País tem bandido que quer ganhar dinheiro até com o enterro da mãe, até com o sofrimento dos pobres”, afirmou. Ele acrescentou que o governo mobilizou órgãos como Polícia Federal, Receita Federal e Procons para investigar aumentos considerados indevidos.
O presidente explicou que mesmo que existam agentes econômicos que tentem lucrar com a guerra ao elevar valores sem necessidade, o governo não aceitará repasse automático desses custos ao consumidor, sobretudo aos caminhoneiros. Lula disse ainda que pediu aos governadores que zerem ou reduzam o ICMS sobre o diesel.
Em troca desse corte de impostos, o governo federal se dispõe a compensar metade da perda de arrecadação. A medida, segundo o presidente Lula, busca evitar impacto direto no transporte e, por consequência, nos alimentos.
A Caravana Federativa, realizada nesta quinta em São Paulo, é um evento que reúne representantes de mais de 30 ministérios e busca aproximar o governo federal de estados e municípios. A Caravana oferece serviços, orientação técnica e anúncios de investimentos em áreas como saúde, habitação e infraestrutura.
Durante o evento, o presidente Lula sancionou dois projetos que destinam R$ 500 milhões à agricultura familiar e estabelecem R$ 3,1 bilhões em incentivos fiscais à indústria química de Cubatão. Um dos projetos sancionados é o PL 2213/2025, de autoria do senador Jaques Wagner (PT-BA).
O projeto do senador baiano autoriza o uso de recursos do Fundo Garantidor de Operações para operações do Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar). O montante autorizado será de R$ 500 milhões.
O outro projeto sancionado é o PLP 14/2026, apresentado pelo deputado federal Carlos Zarattini (PT-SP), que institui um regime provisório de tributação para a indústria química até 2027. O projeto propõe novas regras que reduzem impostos sobre a nafta petroquímica – usada na produção de plásticos e resinas - além de gás natural, amônia e outros insumos do setor.
Um ataque israelense atingiu um centro de saúde no sul do Líbano e matou pelo menos 12 profissionais da área neste sábado (14). A informação foi divulgada pelo Ministério da Saúde libanês.
Segundo a pasta, o bombardeio ocorreu na cidade de Borj Qalaouiye e atingiu um centro de atenção primária. Entre as vítimas estão médicos, enfermeiros e paramédicos. Até o momento, Israel não comentou o ataque.
Em nota, o ministério afirmou que “lamenta a morte dos profissionais de saúde em Burj Qalawiya, vítimas de um ataque aéreo israelense que teve como alvo o centro de saúde primária da cidade”.
Na sexta-feira (13), o órgão informou que 773 pessoas já morreram desde que Israel ampliou a ofensiva para o território libanês. O número de feridos chegou a 1.933.
Entre as vítimas, o total de crianças mortas subiu de 98 para 103, enquanto o número de crianças feridas passou de 304 para 326.
O Irã anunciou que já definiu o sucessor do líder supremo Ali Khamenei, morto em um bombardeio realizado por Estados Unidos e Israel no dia 28 de fevereiro, durante a ofensiva militar contra o país. O nome do novo líder, porém, ainda não foi divulgado oficialmente pela imprensa iraniana.
Após a informação sobre a escolha do sucessor, autoridades militares de Israel afirmaram que irão perseguir “qualquer sucessor de Khamenei” e pessoas envolvidas no processo de indicação do novo líder.
A escolha foi feita pela Assembleia de Peritos do Irã, órgão responsável por eleger o líder supremo da República Islâmica. A informação foi confirmada pelo membro do conselho Ahmad Alamolhoda, que afirmou que a votação já ocorreu.
Segundo Alamolhoda, o anúncio público depende agora do chefe do secretariado da assembleia, Hosseini Bushehri, responsável por oficializar a decisão.
A Assembleia de Peritos é formada por cerca de 88 clérigos xiitas eleitos por voto popular e tem a atribuição constitucional de escolher e supervisionar o líder supremo do país desde a Revolução Islâmica do Irã de 1979.
Nos últimos dias, o conflito também atingiu diretamente estruturas políticas do regime iraniano. Um prédio ligado à Assembleia de Peritos na cidade de Qom foi alvo de ataque israelense, segundo relatos da imprensa e de agências estatais iranianas.
Khamenei, que liderava o país desde 1989, morreu após ataques coordenados contra alvos estratégicos em Teerã, marcando uma nova fase da crise entre Irã, Israel e Estados Unidos.
VÍDEO: Seleção Feminina do Irã protesta em silêncio durante hino nacional em estreia na Taça da Ásia
As jogadoras da Seleção Feminina do Irã adotaram uma postura de protesto silencioso na abertura de sua participação na Taça da Ásia. Durante a execução do hino nacional antes da partida contra a Coreia do Sul, realizada no Estádio Cbus Super, as atletas permaneceram alinhadas sem proferir a letra da composição "Mehr-e Khavaran". O gesto ocorreu dentro do contexto de instabilidade na região do Oriente Médio, dias após o registro de ataques militares dos Estados Unidos e de Israel contra o território iraniano. Assista ao vídeo, repercutido nesta quarta-feira (4):
Las jugadoras de la Selección de Irán se NEGARON A CANTAR el himno de la República Islámica en su debut en la Copa Asiática Femenina.
— Ariel Di Doménico????????? (@ArielDiDomenico) March 4, 2026
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A transmissão oficial do evento capturou o momento em que a treinadora Marziyeh Jafari observava a cerimônia protocolar da linha lateral. Nas arquibancadas instaladas na Austrália, torcedores iranianos acompanharam o ato com cânticos próprios e a exibição de bandeiras com cores e símbolos variados, incluindo modelos utilizados antes do período da Revolução Islâmica de 1979. O comportamento das jogadoras repercutiu entre as delegações presentes no torneio continental.
Dentro das quatro linhas, a Seleção Iraniana foi superada pela Coreia do Sul pelo placar de 3 a 0. Os gols da vitória sul-coreana foram anotados por Choe Yu-ri, Kim Hye-ri e Ko Yoo-jin. Após o encerramento do confronto, a técnica Marziyeh Jafari evitou abordar temas políticos ou o falecimento do Líder Supremo, aiatolá Ali Khamenei, concentrando suas declarações exclusivamente no rendimento de sua equipe e nas próximas etapas da disputa.
A treinadora ressaltou a qualidade das adversárias, que foram finalistas na edição anterior da competição.
"No geral, foi um bom jogo. A Coreia do Sul jogou muito bem e, em última análise, dou-lhes os parabéns. Espero que possamos recuperar no próximo jogo", afirmou Jafari.
Sobre a pressão externa e os acontecimentos em seu país de origem, a comandante reiterou a postura de isolar o grupo dos fatos extracampo.
"Precisamos nos concentrar no torneio", limitou-se a declarar durante o atendimento aos jornalistas.
A atitude das iranianas gerou manifestações de apoio por parte de outras competidoras da Taça da Ásia. A atacante da Austrália, Amy Sayer, expressou compreensão sobre o momento atravessado pelas colegas de profissão.
"O nosso coração está com elas e com as suas famílias. É uma situação difícil, e é muito corajoso da parte delas estarem aqui e jogarem", comentou a jogadora australiana.
Sayer acrescentou uma análise sobre a resistência das adversárias: "Elas fizeram uma exibição forte, mesmo com o clima político e as dificuldades que possam estar a atravessar."
O calendário da competição impõe um intervalo curto de preparação para o próximo desafio do Irã. A equipe terá dois dias de descanso antes de voltar a campo para enfrentar a Austrália, dona da casa, novamente na Gold Coast.
Durante uma visita à fábrica de medicamentos Bionovis, na cidade de Valinhos, no interior de São Paulo, nesta terça-feira (3), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva falou sobre a guerra no Oriente Médio que envolve Estados Unidos, Israel e Irã. O presidente disse ter ficado feliz de visitar uma empresa dedicada à criação de medicamentos que salvam vidas, enquanto países se atacam com mísseis e causam mortes e destruição.
“A gente salva vida, sobretudo nesse instante em que se ligar na televisão agora está falando de morte, se ligar na televisão à noite está falando de guerra, se ligar na televisão de manhã está falando de morte, de drone, de mísseis, de invasão”, afirmou Lula.
“Aqui, nós estamos falando de salvar vidas. Isso aqui é um drone de remédio para o povo brasileiro. Isso aqui é nosso míssil. Não míssil pra matar, mas míssil pra salvar”, completou o presidente.
Lula estava acompanhado na visita do vice-presidente Geraldo Alckmin, do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e da ministra do Planejamento, Simone Tebet. A empresa de biotecnologia visitada por Lula e sua comitiva atua no desenvolvimento e produção de medicamentos biológicos de alta complexidade.
O governo federal já havia emitido um comunicado oficial sobre a guerra no Oriente Médio, mas essa foi a primeira vez que o presidente Lula falou sobre o conflito. Na nota divulgada no último sábado (28), o governo condenou os ataques militares realizados pelos Estados Unidos e por Israel contra alvos no Irã e manifestou “grave preocupação” com a escalada militar no Oriente Médio.
Na visita de Lula à fábrica da Bionovis, o ministro Fernando Haddad falou rapidamente com a imprensa, e negou que tenha decidido se irá se candidatar ao governo de São Paulo. Longe dos microfones, ele afirmou que ainda não teve uma conversa definitiva com o presidente Lula sobre o assunto.
O ministro da Fazenda, disse que pode se reunir nesta semana com Lula para definir sobre uma possível candidatura. Segundo ele, esta reunião pode acontecer nesta semana, a depender da agenda do presidente.
O Exército israelense atacou o prédio da Assembleia dos Peritos do Irã nesta terça-feira (3). O órgão é responsável por escolher o próximo líder supremo do país e estava sediando negociações na manhã de hoje.
Agências de notícias do Irã noticiaram o bombardeio no edifício, que ficou parcialmente destruído. A rede de TV estatal iraniana Press TV divulgou imagens da ofensiva no território iraniano.
O bombardeio faz parte dos ataques no quarto dia da guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã, e seria uma estratégia israelense de atacar pontos onde lideranças iranianas estão reunidas.
De acordo com a mídia estatal do Irã, o prédio foi evacuado antes do ataque, o que teria evitado vítimas entre os participantes da votação. Ainda não há informações sobre o número de feridos.
Segundo informações do CNN, os Estados Unidos e Israel teriam dividido os alvos durante as incursões. Enquanto os israelenses focam em atingir lideranças do Irã, os estadunidenses concentram seus ataques em áreas militares.
A Federação Internacional do Automobilismo (FIA) emitiu um comunicado oficial nesta segunda-feira (2) sobre a escalada de tensões no Oriente Médio. A entidade acompanha os efeitos dos ataques realizados pelos Estados Unidos e Israel contra o Irã, iniciados no último sábado, que somam 555 mortes no terceiro dia de confrontos.
O cenário de instabilidade ocorre na semana de abertura da temporada 2026 da Fórmula 1, marcada para o dia 8 de março, e afeta o planejamento do Mundial de Endurance (WEC), previsto para começar no dia 28.
O presidente da FIA, Mohammed ben Sulayem, manifestou preocupação com a segurança de profissionais e civis na região. Leia a nota abaixo na íntegra:
"Como presidente da FIA, meus pensamentos estão com todos os afetados pelos recentes acontecimentos no Oriente Médio. Estamos profundamente entristecidos com a perda de vidas e nos solidarizamos com as famílias e comunidades impactadas. Neste momento de incerteza, esperamos por calma, segurança e um rápido retorno à estabilidade. O diálogo e a proteção dos civis devem permanecer como prioridades. Estamos em contato próximo com nossos Clubes-membros, promotores dos campeonatos, equipes e colegas no local enquanto monitoramos os desdobramentos com cuidado e responsabilidade. A segurança e o bem-estar guiarão nossas decisões enquanto avaliamos os próximos eventos programados na região para o Campeonato Mundial de Endurance da FIA e o Campeonato Mundial de Fórmula 1 da FIA. Nossa organização é construída sobre unidade e propósito compartilhado. Essa unidade importa agora mais do que nunca."
A crise atingiu os centros de conexão aérea no Catar e nos Emirados Árabes Unidos, utilizados como rota para a Oceania e Ásia. Relatos apontam que mil profissionais da Fórmula 1 enfrentam dificuldades de deslocamento após retaliações iranianas em Doha, Dubai e Abu Dhabi. O aeroporto de Abu Dhabi registrou uma morte e sete feridos após um ataque de drones, enquanto um míssil atingiu uma base da Marinha dos Estados Unidos situada a 30 quilômetros do Circuito de Sakhir, no Bahrein. O episódio provocou o cancelamento de testes de pneus que seriam realizados pelas equipes McLaren e Mercedes.
Apesar da proximidade das provas no Bahrein e na Arábia Saudita, agendadas para os dias 12 e 19 de abril, a organização da Fórmula 1 mantém as etapas no calendário. De acordo com informações do jornal inglês The Guardian, a logística para o Grande Prêmio da Austrália foi preservada porque os 22 carros e os equipamentos das equipes foram enviados para Melbourne logo após o encerramento da pré-temporada, em fevereiro. O material já se encontra no Circuito Albert Park para a corrida de abertura deste fim de semana.
Os organizadores da etapa australiana confirmaram a realização do evento, mas a categoria trabalha com estratégias de reserva caso a segurança no Golfo Pérsico piore nas próximas semanas. A imprensa britânica indica que a Fórmula 1 possui planos de contingência para alterar rotas ou datas se houver necessidade de proteger o pessoal envolvido nas operações. O monitoramento da FIA e das autoridades locais continuará de forma ininterrupta até a normalização das condições de voo e trânsito na região.
Após a prova na Austrália, o mundial segue para o Bahrein em 12 de abril e para a Arábia Saudita no dia 19. A FIA ressalta que a prioridade das decisões será o bem-estar dos integrantes do campeonato, enquanto as equipes aguardam definições sobre as escalas de voo para os próximos destinos do calendário de 2026.
A ex-BBB Ariadna Arantes relatou momentos de tensão vividos nos úiltimos dias devido ao conflito entre Irã x EUA e Israel, iniciado no sábado (28) com o ataque a mísseis.
Em vídeo, Ariadna tranquilizou os seguidores e confirmou que estava bem apesar do susto com o bombardeio. A ex-BBB também explicou o motivo de não ter deixado Dubai ainda.
"Quero dizer que estou bem. Tem um monte de gente mandando mensagem: 'Por que você não vai embora? Corre daí! Gente, não dá, o espaço aéreo está fechado. Vários voos da América do Sul, que vinham para Dubai, voltaram. E eu não tenho previsão de quando vou embora", contou.
Outra brasileira que relatou o terror em Dubai foi a cantora Simone Mendes. Segundo a baiana, o hotel onde ela estava hospedada foi atingido por um míssil um dia após ela deixar o local.
SOBRE OS ATAQUES
De acordo com informações da organização humanitária Crescente Vermelho, que atua em países muçulmanos, o ataque coordenado dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã deixou 555 mortos e, ao menos, 747 feridos.
Toda situação teve início no sábado (28), e até o momento, 131 cidades já foram atacadas durante a guerra.
Em resposta ao ataque dos EUA e Israel, o Irã disparou mísseis e atacou bases americanas no Oriente Médio, em países como Catar, Emirados Árabes, Kuwait e Bahrein.
Segundo o governo americano, os danos às bases militares dos EUA no Oriente Médio, após a retaliação iraniana, foram “mínimos”;
A guia licenciada em Israel, Ruth Laredo relatou o atual cenário encontrado no país em decorrência da guerra que acontece contra o Irã. Em entrevista à rádio Antena 1 Salvador, nesta segunda-feira (2), a assessora personalizada de viagem no país, desmentiu a alegação de que os ataques entre os países não teriam atingido civis.
A brasileira citou ao programa Bahia Notícias no Ar, um ataque em um abrigo antibomba, que abrigava famílias e crianças.
“Circulou a informação que não existiam ataques contra civis. Isso é uma fake news absurda. Ontem ocorreu um ataque em abrigo antibomba, onde tinha sua maioria de crianças, famílias, e mães com carrinhos de bebês. Até agora foram nove pessoas que morreram lá, e tem mais seis desaparecidas nos escombros”, disse
Ruth contou ainda sobre o caso de um míssil grande que caiu na estrada perto de Jerusalém. Segundo ela, não houve vítimas porque a população está bem orientada sobre como reagir a este tipo de ataque.
“Em Jerusalém ontem, na entrada para Jerusalém, caiu também um míssil de comprimento de mais de 3 metros no meio da estrada. A orientação é que quando tocar o sinal, a pessoa que estiver na estrada, tem que sair do carro, se afastar alguns metros e botar a mão na cabeça. Não houve vítimas nesse de ontem de Jerusalém, mas é porque nós somos muito bem orientados ao que fazer”, afirmou.
De acordo com Laredo, a razão pela qual não há mais vítimas, neste contexto de guerra, é devido à capacidade de defesa de Israel, como o Iron Dome e um novo sistema utilizado pela população.
“Não teve vítimas nesse de ontem de Jerusalém, não é porque o Irã está atacando somente ataques para bases militares. E sim porque temos uma capacidade muito grande de nos defendermos. Uma orientação para a população do que fazer, de como não sair, do que se sair, o que fazer. Tem avisos que antecipam. Quando esse aviso se antecipa, é porque eles [as autoridades] estão vendo que saiu uma rajada de mísseis para Israel[...] Temos vários fatores que ajudam a preservar a vida humana”, completou.
A empresária baiana Jamille Knop, residente em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, relatou a situação vivenciada na cidade após a escalada de tensão no Oriente Médio, desencadeada pelo conflito envolvendo ataques de Israel e dos Estados Unidos ao Irã.
??Empresária baiana que mora em Dubai relata rotina e orientações do governo contra fake news após ataques no Oriente Médio
— Bahia Notícias (@BahiaNoticias) March 2, 2026
????Youtube/ Bahia Notícias no Ar
Confira?? pic.twitter.com/aFmejw9Zvi
Em entrevista ao Bahia Notícias no Ar, na Antena 1 Salvador, nesta segunda-feira (2), ela afirmou que autoridades locais têm reforçado orientações para que moradores e veículos de comunicação utilizem apenas informações oficiais, diante da circulação de conteúdos falsos nas redes sociais.
De acordo com Jamille, não há registro de ataques diretos à cidade de Dubai até o momento. “É importante frisar que não existe um ataque à cidade de Dubai. Existe um ataque à base militar americana que fica situada aqui no país. Na verdade eles têm duas bases, uma menor aqui dentro da cidade e uma maior fora da cidade. E esses ataques estão sendo direcionados a essa base militar, não existe até o momento um ataque à cidade de Dubai. O nosso governo está interceptando esses mísseis, quase a totalidade foi interceptada. E na hora da interceptação destroços caem, e a maioria deles caem no mar, mas pode acontecer de cair na cidade, e foi o que aconteceu”, afirmou.
A empresária relatou ainda a queda de destroços em diferentes pontos do país. “Existiu um hotel, um que de fato caiu um destroço lá, ainda existe um diálogo, a gente não tem certeza se foi um drone, mas pelos canais oficiais — que é o que a gente está tentando seguir aqui, evitar fake news — foi um destroço que caiu no Fairmont e incendiou a parte da frente. Importante salientar que não é um míssil, destruiu um pedaço da entrada do hotel. Foi controlado e houveram quatro feridos e nenhuma morte. Houve uma morte em Abu Dhabi por conta de um destroço. Houve ainda mais um no Burj Al Arab”, relatou.
Jamille também mencionou a disseminação de vídeos e informações falsas sobre supostos bombardeios em pontos turísticos da cidade. Um dos casos mencionados por ela foi a da cantora Simone Mendes, que chegou a afirmar que o hotel em que estava hospedada em Dubai teria sido atingido por um míssil.
“Eu vi coisas horríveis na internet, vídeos criados por IA do prédio inteiro pegando fogo, vídeos falsos. E eu posso dizer porque passei na frente. Eu vi histórias de artistas muito grandes, cantoras dizendo que estavam no Atlantis The Palm e que ele foi bombardeado e tudo isso é mentira. E é bem ruim, principalmente para a gente que está aqui, de ficar vendo esse tipo de boato”, disse.
ORIENTAÇÕES LOCAIS
Ainda conforme o relato, o governo dos Emirados Árabes Unidos tem adotado medidas de comunicação direta com a população e reforçado o combate à desinformação.
“Os Emirados Árabes Unidos não é um país preparado para guerra, sempre se manteve neutro nesse processo. Não tem bunkers. E não sei se existe um sistema de alerta, mas até esse momento nada disso foi utilizado. O que existe é um sentimento de confiança e segurança da população nos líderes e os canais oficiais. Aqui o que estamos vendo é um trabalho muito grande do governo em pedir à imprensa o cuidado com fake news. Existe uma multa e prisão para quem divulga fake news para controlar a narrativa e evitar pânico”, afirmou.
Segundo ela, moradores recebem notificações oficiais diretamente nos celulares com orientações de segurança. “Existe um canal direto que recebemos alerta no celular e esses alertas são dizendo para manter a calma, que existe um perigo, mas que a situação está sob controle. O ambiente aéreo é muito controlado e existem camadas de proteção”, concluiu.
Um dia a menos na viagem de Simone Mendes fez com que a artista baiana escapasse de um grande desastre ao lado da família em Dubai.
Por meio das redes sociais, a cantora relatou que o hotel onde estava hospedada em Dubai foi atingido por um míssil em meio aos ataques entre os EUA e Israel e Irã.
Simone Mendes relata que hotel onde estava hospedada em Dubai foi atingido por míssel:
— QG do POP (@QGdoPOP) February 28, 2026
“Um míssil tingiu o Jumeirah Palm, que é onde nós estávamos. Mas graças ao bom Deus, a gente pegou o voo ontem, antes de tudo isso acontecer, antes de fechar os aeroportos”. pic.twitter.com/3okDInFgPu
"Acabamos de chegar aqui em São Paulo. E aí, depois que a gente pousou, nós ficamos sabendo que o Irã está tendo guerra nos Emirados contra os Estados Unidos. Um dos mísseis que lançaram, atingiu um dos hotéis em Dubai. E o hotel é um dos que a gente estava."
Simone conta que a família embarcou de volta para o Brasil horas antes de tudo acontecer. A artista ainda agradeceu a Deus por não ter passado pela situação.
"Mas, graças ao bom Deus, a gente pegou o voo ontem, antes de tudo isso acontecer, antes de fecharem os aeroportos, e chegamos em paz. Então, nessas horas, a gente vê que a boa mão de Deus está sobre nossas vidas. Muito obrigado, meu Deus."
A artista ainda comentou sobre o pânico e o aperto no peito ao pensar nas pessoas que conheceu durante a viagem e que ainda estão por lá. "As pessoas que a gente conheceu lá, que ficaram lá, enfim… É desesperador. Que negócio, meu Deus do céu".
SOBRE OS ATAQUES
De acordo com informações da organização humanitária Crescente Vermelho, que atua em países muçulmanos, o ataque coordenado dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã deixou 555 mortos e, ao menos, 747 feridos.
Toda situação teve início no sábado (28), e até o momento, 131 cidades já foram atacadas durante a guerra.
Em resposta ao ataque dos EUA e Israel, o Irã disparou mísseis e atacou bases americanas no Oriente Médio, em países como Catar, Emirados Árabes, Kuwait e Bahrein.
Segundo o governo americano, os danos às bases militares dos EUA no Oriente Médio, após a retaliação iraniana, foram “mínimos”.
Explosões e sirenes foram ouvidas em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, enquanto moradores e visitantes receberam um alerta emergencial nos celulares orientando medidas de segurança diante de possível ameaça de mísseis.
A mensagem enviada às pessoas na cidade informava: "Devido à situação atual, existe a possibilidade de ameaças de mísseis. Procure abrigo imediato no edifício seguro mais próximo e mantenha-se afastado de janelas, portas e áreas abertas. Aguarde novas instruções".

Em Dubai, jornalistas relataram ter ouvido “várias explosões altas”. Já em Doha, no Catar, funcionários da CNN informaram ter visto mísseis iluminando o céu noturno e compartilharam vídeos nos quais explosões distantes podem ser ouvidas.
Os registros ocorrem após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar que o país iniciou “grandes operações de combate” no Irã. Em vídeo publicado na rede Truth Social, com cerca de oito minutos de duração, Trump afirmou que os Estados Unidos pretendem aniquilar as forças armadas iranianas e destruir o programa nuclear do país.
No pronunciamento, o presidente norte-americano acusou o Irã de rejeitar “todas as oportunidades de renunciar às suas ambições nucleares” e declarou que os Estados Unidos “não aguentam mais”. Israel também anunciou ataques contra o Irã.
Um registro que circula na internet mostra o momento exato em que um míssil iraniano atinge uma base da Marinha dos EUA no Bahrein, em ataque que aconteceu neste sábado (28).
A ação é em retaliação ao ataque dos EUA com Israel ao Irã, que teve início nas primeiras horas do dia.
Bases militares dos Estados Unidos no Golfo, incluindo Emirados Árabes Unidos, Bahrein, Catar, Jordânia e Kuwait, estão sendo atacadas pela Guarda Revolucionária Iraniana.
Abu Dhabi sob ataque! Mísseis balísticos lançados pela Força Aeroespacial da Guarda Revolucionária do Irã (IRGC) atingiram um alvo em Abu Dhabi, a capital dos Emirados. Detalhes sobre o impacto e os danos ainda não estão claros. https://t.co/mBhMuVM8LH pic.twitter.com/8mDwbJK0fT
— Área Militar (@areamilitarof) February 28, 2026
Os EUA possuem 19 bases militares no Oriente Médio, além de outras instalações que o Exército norte-americano pode utilizar com base em alianças firmadas com países da região.
De acordo com informações da agência Fars, uma pessoa morreu em Abu Dhabi após os Emirados Árabes Unidos interceptarem mísseis iranianos.
SOBRE OS ATAQUES
Os Estados Unidos, em conjunto com Israel, realizaram neste sábado (28) um devastador ataque contra o Irã na chamada "Operação Fúria Épica".
Explosões foram ouvidas no leste e no oeste de Teerã, segundo a mídia iraniana. A agência Tasnim publicou imagens de uma densa fumaça na capital do país, e o aeroporto Mehrabad teria sido atingido.
As Forças de Defesa de Israel (FDI) e o governo do Irã confirmaram uma escalada de ataques diretos entre os dois países, e após uma ofensiva conjunta realizada pelos Estados Unidos e Israel em território iraniano, Teerã iniciou o lançamento de mísseis contra alvos israelenses.
O governo brasileiro manifestou, neste sábado (28), grave preocupação e condenação em relação às operações militares conduzidas pelos Estados Unidos e por Israel contra alvos no Irã.
Em nota oficial, o Ministério das Relações Exteriores reiterou a posição histórica do país em defesa do diálogo diplomático, classificando-o como o único caminho viável para a paz na região.
De acordo com o comunicado, o Itamaraty fez um apelo direto para que todos os atores exerçam máxima contenção e respeitem rigorosamente o Direito Internacional, e fez recomendações a brasileiros próximos às regiões atingidas.
"Recomenda-se aos brasileiros que estejam atentos às orientações de segurança das autoridades locais nos países onde morem ou se encontrem. O Embaixador do Brasil em Teerã está em contato direto com a comunidade brasileira, a fim de transmitir atualizações sobre a situação e orientações de segurança."
SOBRE OS ATAQUES
Os Estados Unidos, em conjunto com Israel, realizaram neste sábado (28) um devastador ataque contra o Irã na chamada "Operação Fúria Épica".
Explosões foram ouvidas no leste e no oeste de Teerã, segundo a mídia iraniana. A agência Tasnim publicou imagens de uma densa fumaça na capital do país, e o aeroporto Mehrabad teria sido atingido.
As Forças de Defesa de Israel (FDI) e o governo do Irã confirmaram uma escalada de ataques diretos entre os dois países, e após uma ofensiva conjunta realizada pelos Estados Unidos e Israel em território iraniano, Teerã iniciou o lançamento de mísseis contra alvos israelenses.
De acordo com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, a operação teve caráter preventivo.
As Forças de Defesa de Israel (FDI) e o governo do Irã confirmaram uma escalada de ataques diretos entre os dois países. Após uma ofensiva conjunta realizada pelos Estados Unidos e Israel em território iraniano, Teerã iniciou o lançamento de mísseis contra alvos israelenses.
De acordo com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, a operação teve caráter preventivo. Trump confirmou a ação em vídeo publicado na rede Truth Social:
"Há pouco, os militares dos Estados Unidos iniciaram grandes operações de combate no Irã. O nosso objetivo é defender o povo americano eliminando ameaças do regime iraniano."
O ministro Israel Katz reforçou a posição: "O Estado de Israel lançou um ataque preventivo contra o Irã para eliminar ameaças."
A agência estatal iraniana Tasnim relatou explosões no leste e oeste de Teerã, com registro de fumaça densa na capital e danos no aeroporto de Mehrabad.
Em resposta, a Guarda Revolucionária do Irã lançou uma onda de mísseis e drones. O espaço aéreo iraniano foi fechado. Em Israel, as sirenes de alerta foram ativadas em diversas regiões. Em comunicado oficial, as FDI informaram:
"Sirenes foram acionadas em diversas áreas do país após a identificação de mísseis lançados do Irã em direção a Israel. Neste momento, a Força Aérea Israelense está operando para interceptar e atacar ameaças."
O uso de força militar ocorre no período em que estava prevista a quarta rodada de negociações entre americanos e iranianos sobre o programa nuclear de Teerã. O governo dos EUA defende o desmantelamento total do programa como condição para acordos diplomáticos.
O Ministério das Relações Exteriores (MRE) do Brasil condenou, por meio de nota, as medidas aprovadas pelo governo de Israel que facilitam a compra de terras palestinas na Cisjordânia por cidadãos israelenses.
O governo brasileiro afirma que as medidas favorecem a expansão dos assentamentos ilegais e contribuem para ampliar a ingerência de Israel sobre o território palestino ocupado.
“O governo brasileiro deplora as medidas aprovadas em 8 de fevereiro pelo gabinete de segurança de Israel, que facilitam a aquisição de imóveis por cidadãos israelenses na Cisjordânia, Estado da Palestina, por meio da alteração de regras de registro de terras, e conferem novas atribuições administrativas e de fiscalização a agências do governo israelense”, diz nota do Itamaraty.
O governo brasileiro alega que a decisão representa uma “flagrante violação do direito internacional” e contraria parecer da Corte Internacional de Justiça (CIJ), que considerou ilegal a presença de Israel na Cisjordânia ocupada, “tendo aquele país a obrigação de cessar, imediatamente, novas atividades em assentamentos e de evacuar todos os moradores”.
A Autoridade Palestina e o grupo extremista Hamas condenaram a medida e pediram ações da comunidade internacional contra o governo israelense.
Na nota, o governo ainda pede que Israel não tome ações equivalentes a anexação do território palestino ocupado “e que ameacem a viabilidade da implementação da solução de dois Estados e a possibilidade de paz justa e sustentável no Oriente Médio”.
O armador da NBA Stephen Curry realizou investimentos em empresas de tecnologia fundadas e administradas por ex-integrantes das Forças de Defesa de Israel (IDF), por meio de sua gestora de venture capital, a Penny Jar Capital. As operações ocorreram em parceria com fundos de investimento israelenses e norte-americanos com histórico de aportes no setor de tecnologia de segurança em Israel.
Em 2024, a Penny Jar Capital participou de uma rodada de US$30 milhões na Zafran Security, startup de cibersegurança liderada por Sanaz Yashar. De acordo com informações públicas sobre sua trajetória, Yashar atuou por cerca de 15 anos na Unidade 8200, divisão da inteligência militar israelense especializada em interceptação e operações cibernéticas. Críticos do governo israelense associam a atuação dessa unidade a operações militares em Gaza, incluindo o bombardeio de 2014 e ações durante a Marcha do Retorno, entre 2018 e 2019.
A Zafran também tem como co-fundadores Ben Seri e Snir Havdala, ambos com passagens por unidades de inteligência das IDF. Havdala serviu na Unidade 8200, enquanto Seri integrou a Unidade 81, voltada ao desenvolvimento de capacidades cibernéticas. Os três fundadores receberam condecorações por suas atividades no serviço militar israelense.
O investimento contou ainda com a participação da Sequoia Capital, principal investidora da Zafran, além da Menlo Ventures e da empresa israelense Cyberstarts. Um dos sócios da Sequoia, Shaun Maguire, é conhecido por seu posicionamento público favorável a Israel; críticos o acusam de declarações racistas e de ativismo político pró-Israel. A Sequoia mantém participação em dezenas de startups israelenses fundadas por ex-integrantes das IDF.
A Menlo Ventures, outra co-investidora, possui um portfólio relevante em empresas israelenses. Em viagem a Israel no ano passado, o sócio Mark Siegal afirmou que “o ecossistema tecnológico israelense é fundamental para a sobrevivência de Israel” e que considera “quase um dever, como judeu, garantir que esse ecossistema continue a prosperar”.
Já a Cyberstarts foi fundada por Gili Raanan, veterano da Unidade 8200 com cerca de 15 anos de serviço. Raanan recebeu o Prêmio Presidencial de Defesa, uma das principais honrarias concedidas a ex-integrantes das IDF, por sua atuação no desenvolvimento de infraestrutura tecnológica do país.
Curry, frequentemente citado como defensor de pautas de justiça social, não comentou publicamente sobre os investimentos nem sobre as críticas que relacionam empresas de cibersegurança israelenses à atuação militar do país.
Cerca de 11 palestinos, incluindo três jornalistas e dois adolescentes, morreram em uma série de ataques de forças israelenses na Faixa de Gaza, nesta quarta-feira (21). A informação foi confirmada pelo Ministério da Saúde palestino.
De acordo com O GLOBO, Munir al-Bursh, diretor-geral do ministério, informou ao jornal Al Jazeera que os jornalistas foram mortos quando o veículo em que estavam foi atingido por um ataque aéreo israelense. Eles trabalhavam para o Comitê Egípcio de Ajuda a Gaza, responsável por supervisionar as ações de socorro do Egito no território. Segundo a reportagem, os profissionais documentavam a situação de um acampamento de deslocados.
As vítimas foram identificadas como Anas Ghunaim, Abdul Ra’ouf Shaath e Mohammad Qeshta. Conforme relatos, Shaa colaborava regularmente com a Agence France-Presse. No entanto, no momento do ataque ele não estava em missão oficial da agência.
Autoridades de defesa do país disseram identificar “elementos que operam um drone afiliado ao Hamas” na área do ataque que matou os jornalistas. O argumento foi contestado pela imprensa local e pelo Sindicato de jornalistas palestinos.
As Forças de Defesa de Israel (FDI) anunciaram o desmantelamento de uma vasta e complexa rede de túneis pertencente ao grupo terrorista Hamas sob a cidade de Beit Hanoun, no norte da Faixa de Gaza.
A descoberta foi feita nos últimos dias e anunciada na quinta-feira (20).
De acordo com um comunicado das FDI, a cidade de Beit Hanoun foi identificada, com base em novas informações de inteligência, como um "núcleo central do terrorismo do Hamas".
Forças israelenses descobriram um enorme túnel do Hamas, com mais de 7 km, 80 salas e 25 m de profundidade, onde mantiveram o corpo do tenente Hadar Goldin. O túnel passava por baixo de áreas civis e instalações como escolas e clÃnicas. pic.twitter.com/4aOiJ3emyC
— Julio Schneider ???????????????? (@juliovschneider) November 21, 2025
As forças israelenses relataram ter descoberto um sistema subterrâneo que se estendia por toda a cidade, com a rede de túneis construída "sob residências civis".
Na superfície, milhares de estruturas teriam sido identificadas e neutralizadas, incluindo: depósitos de armas; posições de disparo; e centros de comando terroristas.
A FDI destacou a descoberta de "terroristas armados dentro de uma escola primária" e, diretamente abaixo dela, um poço de acesso a um túnel subterrâneo. Segundo as Forças de Defesa de Israel, esta infraestrutura terrorista em Beit Hanoun foi completamente "neutralizada".
"Ao longo da guerra, a verdadeira face do Hamas tem sido exposta repetidamente — terrorismo por trás de uma população civil", acrescentaram as Forças de Defesa de Israel.
O governo de Israel aprovou o acordo assinado com o grupo terrorista Hamas para encerra a guerra na Faixa de Gaza. O acordo sugerido pelos Estados Unidos pode colocar um fim no conflito após dois anos e dois dias, a partir desta quinta-feira (9). Em Gaza, Hamas afirmou ter recebido garantias dos Estados Unidos e dos mediadores Turquia, Qatar e Egito de que o conflito oficialmente acabou.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse que o país está prestes a conseguir o retorno dos reféns ainda em poder do Hamas. "Lutamos por dois anos para atingir nossos objetivos de guerra", afirmou o premiê, em inglês, em reunião de gabinete ao lado de Steve Witkoff e Jared Kushner, enviados do presidente Donald Trump que participaram da reunião. "Um desses objetivos era a volta dos reféns, todos eles, vivos e mortos. E estamos prestes a atingir esse objetivo."
Com a aprovação do acordo, um cessar-fogo no território palestino entrou imediatamente em vigor. Nesta quinta, relatos de bombardeios israelenses contra Gaza foram registrados pelas agências de notícias e por palestinos no território, mas a expectativa é de que Exército de Israel inicie sua retirada de Gaza nas primeiras 24 horas após o anúncio, possibilitando que o Hamas reúna todos os reféns.
De 48 horas a 72 horas depois do anúncio, provavelmente entre sábado e domingo, todos os sequestrados ainda vivos devem ser libertos pelo Hamas. Não há clareza se os corpos dos reféns mortos também serão recuperados. Segundo informações da Folha de S. Paulo, a facção e Tel Aviv precisam ainda negociar a lista de prisioneiros palestinos que serão libertados por Israel —o Hamas diz que todas as mulheres e crianças presas serão soltas.
O Exército israelense afirmou, em comunicado, que já iniciou "preparações operacionais" para a primeira fase do acordo. O chefe do Estado-Maior, Eyal Zamir, instruiu as tropas a permanecerem em suas posições enquanto o pacto era discutido. A segunda fase, ainda a ser debatida a partir das diretrizes do plano anunciado por Trump, prevê o recuo para uma segunda linha de retirada ainda dentro de Gaza apenas após o estabelecimento de uma força internacional transitória de estabilização do território palestino.
Com o acordo eventualmente concluído, Israel ainda manterá uma zona-tampão por todo o perímetro de Gaza. Ou seja, na prática, a previsão é de que Tel Aviv mantenha o controle da fronteira de Gaza com o Egito, ainda que o plano do presidente americano proponha a entrada de ajuda humanitária no território palestino sem interferências.
Outro ponto ainda sem resolução, e que ameaça derrubar o acordo em próximas fases, é o desarmamento do Hamas. O grupo disse que não aceitará entregar suas armas e por isso, especialistas israelenses ouvidos pela Folha apontam que Tel Aviv pode ter que aceitar um desarmamento parcial, assim como o Hamas terá que aceitar uma retirada parcial de tropas israelenses de Gaza.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que Israel e o Hamas aprovaram a primeira fase do acordo de paz proposto por Washington para o conflito em curso na Faixa de Gaza. Em pronunciamento na noite desta quarta (8), o presidente americano diz que o entendimento prevê a libertação de todos os reféns israelenses pelo grupo terrorista e a retirada das tropas de Tel Aviv para uma linha previamente acordada.
"Estou muito orgulhoso em anunciar que Israel e o Hamas assinaram a primeira fase do nosso plano de paz", escreveu Trump na rede social Truth Social. "Isso significa que todos os reféns serão libertados em breve, e que Israel retirará suas tropas até uma linha combinada como primeiros passos em direção a uma paz forte, duradoura e permanente".
Após o anúncio, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, reagiu ao anúncio. "Com a ajuda de Deus, traremos todos para casa", disse em uma breve declaração. O Hamas também publicou um comunicado em que confirma o acordo e apela a Trump e outros Estados para que garantam que Tel Aviv cumpra os termos negociados. As informações são da Folha de S. Paulo.
Em seu anúncio, Trump ainda agradeceu "aos mediadores do Qatar, Egito e Turquia", que trabalharam "para que este evento histórico e sem precedentes acontecesse". Mais cedo nesta quarta, o Hamas havia entregado uma lista de reféns e prisioneiros palestinos que poderiam ser trocados em uma permuta e disse estar otimista quanto às conversas em Sharm el-Sheikh, no Egito, para uma trégua.
A expectativa nesta quarta girava em torno dos pontos de discórdia: Israel exige que o Hamas entregue as armas para encerrar a guerra. Nos próximos dias, autoridades das outras partes envolvidas nas conversas devem começar a chegar à cidade turística egípcia.
O senador Jaques Wagner (PT-BA) afirmou, nesta terça-feira (7), que o Hamas “deve ser exterminado”, durante sessão solene do Senado em homenagem às vítimas dos ataques de 7 de outubro de 2023, em Israel. A declaração foi proferida no plenário durante o ato em memória das vítimas; o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), não compareceu à solenidade.
Em seu discurso, Wagner, que é judeu, qualificou os ataques de 2023 como “covardes” e ressaltou a importância de não confundir o Estado de Israel com as opções políticas de seu governo. “O Hamas tem que ser exterminado, mas o governo de Israel, não. Hoje é um, amanhã será outro”, declarou o senador.
Wagner também criticou a condução do governo de Benjamin Netanyahu e defendeu que o valor da vida humana não pode ser hierarquizado por crença religiosa. Segundo o parlamentar, parte da população israelense também discorda das escolhas da atual liderança do país.
Ao final, o senador defendeu o diálogo e a busca por um cessar-fogo, afirmando que “o acordo de paz só existe quando as partes beligerantes concordam em encontrá-la”. (Atualizado às 16h14 para adicionar que o senador Jaques Wagner é judeu)
A delegação diplomática brasileira deixou o plenário da Organização das Nações Unidas (ONU) nesta sexta-feira (26), durante discurso do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu. Em seu discurso na Assembleia, foi boicotado por diversas delegações e vaiado durante a apresentação.
O grupo brasileiro compareceu ao plenário com lenços típicos palestinos, o Keffiiyeh, mas deixou a sessão no momento em que o líder israelense subiu no púlpito. Outras delegações também deixaram o plenário, como Coreia do Sul, Líbano, Austrália, Venezuela, Sri Lanka, Tunísia e Senegal. As comitivas diplomáticas de países diretamente atacados por Israel, como as delegações diplomáticas da Turquia, Arábia Saudita, Irã e Qatar fizeram o mesmo.

Foto: Reprodução/Felippe Coaglio/g1
No local, Netanyahu foi aplaudido e vaiado por alguns presentes. Ao Uol, o assessor especial da presidência, Celso Amorim, afirmou que o protesto foi uma mensagem a Israel. “Sempre lembrando que isso não tem relação com o povo judeu, que tanto admiramos", ressaltou. "E nem com o Estado de Israel, cuja existência não discutimos. Isso tem uma relação com o respeito à população palestina", completa Amorim.
Em sua fala, Netanyahu se opôs ao reconhecimento do Estado da Palestina, tema que Lula defendeu na abertura da Assembleia. O Brasil já reconhece o Estado da Palestina desde 2010. O protesto contra o discurso do Estado de Israel também não ocorreram apenas na sede das Nações Unidas. Em frente ao prédio, as avenidas de Nova York foram tomadas por protestantes a favor da Palestina. As informações são do Uol e g1.
Durante discurso na abertura da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), nesta terça-feira (23), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) efetuou uma série de críticas aos ataques de Israel na Faixa de Gaza.
Em sua declaração, o líder brasileiro se referiu e afirmou que não há justificativas para o que chamou de “genocidio” no local.
“Nada justifica o genocídio em curso em Gaza. [...] Quero expressar minha admiração aos judeus que dentro e fora de Israel se opõem a essa punição coletiva. O povo palestino corre o risco de desaparecer. Só sobreviverá como estado independente integrado à comunidade internacional. Essa é a solução defendida por mais de 150 membros da ONU e afirmada ontem aqui, neste mesmo plenário, mas obstruída por um único veto”, afirmou.
“É lamentável que o presidente tenha sido impedido de ocupar a bancada da Palestina neste momento histórico.”
Lula ainda comentou e tratou sobre crises climáticas. Segundo ele, a COP30, que vai ocorrer em Belém, servirá como um momento para que os chefes das nações realizem seriedade de compromisso com o planeta. Ele ainda alfinetou o uso de bombas e armas nucleares para o combate de problemas climáticos.
“Bombas e armas nucleares não vão nos proteger da crise climática. O ano de 2024 foi o mais quente já registrado. A COP30, em Belém, será a COP da verdade. Será o momento de os líderes mundiais provarem a seriedade de seu compromisso com o planeta. Sem ter o quadro completo das Contribuições Nacionalmente Determinadas (as NDCs), caminharemos de olhos vendados para o abismo”, disse Lula.
“O Brasil se comprometeu a reduzir entre 59% e 67% suas emissões, abrangendo todos os gases de efeito estufa e todos os setores da economia. Nações em desenvolvimento enfrentam a mudança do clima ao mesmo tempo em que lutam contra outros desafios. Enquanto isso, países ricos usufruem de padrão de vida obtido às custas de duzentos anos de emissões. Exigir maior ambição e maior acesso a recursos e tecnologias não é uma questão de caridade, mas de justiça”, complementou.
A ação de Israel na Faixa de Gaza é um “genocídio”, os atos terroristas realizados pelo Hamas são “inaceitáveis” e é preciso que a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) se mobilize para estabelecer a paz na região, concluindo pela criação do Estado da Palestina.
Essas foram algumas das declarações dadas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ao participar, nesta segunda-feira (22), de uma conferência na sede da ONU, em Nova York, para a busca de uma solução de dois Estados, que visa a coexistência pacífica entre um Estado palestino e o Estado israelense.
Na sua fala durante a conferência, o presidente Lula afirmou que a única palavra que poderia descrever o que ocorre atualmente na Faixa de Gaza é “genocídio”.
“Como apontou a Comissão de Inquérito sobre os Territórios Palestinos Ocupados [grupo da ONU], não há palavra mais apropriada para descrever o que está ocorrendo em Gaza do que genocídio”, criticou Lula.
O presidente brasileiro também condenou o que chamou de “atos terroristas” liderados pelo grupo Hamas contra Israel, fazendo referência aos ataques ocorridos em 7 de outubro de 2023, que deram início ao conflito que dura até os dias atuais.
“Os atos terroristas cometidos pelo Hamas são inaceitáveis. O Brasil foi enfático ao condená-los. Mas o direito de defesa não autoriza a matança indiscriminada de civis”, acrescentou o brasileiro.
Lula reforçou que apesar do ataque do Hamas, o direito à defesa de Israel não autoriza a “matança indiscriminada de civis”.
“O que está acontecendo em Gaza não é só o extermínio do povo palestino, mas tentativa de aniquilamento do seu sonho de nação”, comentou.
O evento em prol da Palestina ocorre em paralelo à assembleia-geral, que terá sua abertura na manhã desta terça (23), com discurso inaugural feito pelo presidente Lula. A 2ª sessão da Confederação Internacional de Alto Nível para Resolução Pacífica da Questão Palestina e a Implementação da Solução de Dois Estados foi convocada pela França e Arábia Saudita.
Na sua declaração, Lula voltou a defender a criação do Estado da Palestina e criticou novamente o Conselho de Segurança da ONU.
“Tanto Israel, quanto a Palestina têm o direito de existir. Trabalhar para efetivar o Estado palestino é corrigir uma assimetria que compromete o diálogo e obstrui a paz. Saudamos os países que reconheceram a Palestina, como o Brasil fez em 2010. Já somos a imensa maioria dos 193 membros da ONU”, destacou.
“Diante da omissão do Conselho de Segurança, a Assembleia Geral precisa exercer sua responsabilidade”, completou Lula.
O exército de Israel realizou, nesta terça-feira (9), um bombardeio contra a sede do escritório político do Hamas em Doha, no Catar. Em comunicado, as Forças de Defesa de Israel classificaram a ofensiva como um ataque “preciso”, direcionado à liderança da organização.
VÍDEO: Israel ataca Catar com bombardeio aéreo e diz que alvo foi escritório do Hamas em Doha
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Segundo o Exército, os alvos “lideraram as atividades terroristas do Hamas por anos e são diretamente responsáveis pelo massacre de 7 de outubro e pela gestão da guerra contra Israel”.
Imagens registradas após a ação mostram uma coluna de fumaça sobre a capital e pessoas correndo nas proximidades do local atingido.
Israel e Itália se enfrentaram pela sexta rodada das Eliminatórias Europeias da Copa do Mundo 2026 e protagonizaram um jogo de nove gols na tarde desta segunda-feira (8). Em Debrecen, na Hungria, Sandro Tonali marcou nos acréscimos e deu a vitória por 5 a 4 aos italianos.
No Nagyerdei Stadion, apenas 16 minutos foram suficientes para que o placar fosse aberto. Manuel Locatelli desviou contra o próprio patrimônio e Israel passou a frente. Ainda no primeiro tempo, Moise Kean empatou para a Itália.
Na segunda etapa, Dor Peretz balançou as redes e deixou 2 a 1 para os israelitas, mas dois minutos depois, Moise Kean deixou tudo igual novamente. Aos 13’, Matteo Politano colocou a Itália na frente por 3 a 2. Aos 36’, Giacomo Raspadori ampliou para 4 a 2, mas nada estava acabado, porque um novo gol contra, desta vez de Alessandro Bastoni, colocou Israel de volta ao jogo.
Dor Peretz deixou o placar em 4 a 4 aos 44 minutos do segundo tempo, mas Andrea Cambiaso cruzou para Sandro Tonali nos acréscimos e o camisa 8 colocou a Itália na frente pela segunda vez na partida. 5 a 4 para a equipe comandada por Gennaro Gattuso.
Com o resultado, a Itália passou a assumir a segunda colocação do Grupo I com nove pontos somados. Com os mesmos nove pontos conquistados, Israel fica na terceira posição, mas com um jogo a mais que os italianos.
A emissora síria de televisão, Al Jazeera, registrou ao vivo o bombardeio israelense que atingiu o prédio do Ministério da Defesa da Síria nesta quarta-feira (16), na capital Damasco. A explosão no local, que fica próximo ao Palácio Presidencial sírio, atingiu o centro do prédio e deixou destroços e uma grande nuvem de fumaça no local.
? TVs registram ataque aéreo israelense ao Ministério da Defesa da Síria
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Imagens da programação ao vivo mostram o momento em que os repórteres e uma âncora se protegem dos ataques. De acordo com o Ministério da Saúde sírio, os bombardeios aéreos israelenses em Damasco deixaram pelo menos três mortos e 34 feridos. As informações são do g1.
A ofensiva de Israel faz parte de uma nova frente dos conflitos no Oriente Médio. As Forças Armadas de Israel afirmam que é uma resposta a combates que soldados sírios têm travado com drusos, minoria étnica que vive em regiões tanto de Israel quanto da Síria.
Os militares israelenses disseram que "atingiram o portão de entrada do complexo do quartel-general militar do regime sírio" em Damasco e que continuavam "a monitorar os acontecimentos e as ações tomadas contra os civis drusos no sul da Síria".
O Ministério da Defesa da Síria pediu aos moradores da cidade que permanecessem em casa. Alguns moradores que a Reuters conseguiu contatar por telefone disseram que estavam escondidos em casa com medo, sem eletricidade.
Segundo a mídia estatal síria, TV Elekhbariya, os ataques também atingiram Sweida, cidade no oeste da Síria de maioria drusa onde soldados têm atacado a população local.
As tropas do governo sírio foram enviadas para a região de Sweida na segunda-feira (14) para acabar com os combates entre combatentes drusos e homens armados beduínos, mas acabaram entrando em conflito com as próprias milícias drusas.
Pelo menos 27 palestinos morreram neste domingo (13) em novos ataques aéreos de Israel contra a Faixa de Gaza, informou a Defesa Civil local. O território enfrenta mais de 21 meses de conflito, desde o início da guerra em outubro de 2023.
De acordo com o porta-voz da corporação, Mahmud Basal, as investidas atingiram diferentes áreas da Cidade de Gaza, provocando a morte de civis, entre eles mulheres e crianças.
Um dos bombardeios atingiu uma casa próxima ao campo de refugiados de Nuseirat, no sul da Cidade de Gaza, deixando dez mortos e vários feridos. Outro ataque teve como alvo um ponto de distribuição de água em uma zona onde estão concentrados deslocados, também em Nuseirat, resultando na morte de seis pessoas.
Ainda segundo Basal, três civis morreram no sul da Faixa de Gaza, após bombardeio da Força Aérea israelense contra uma tenda improvisada que servia de abrigo em Al-Mawasi.
O exército de Israel não se pronunciou oficialmente sobre as ações deste domingo até o momento.
Um integrante do alto escalão do governo de Israel afirmou neste sábado (5), sob condição de anonimato, que “nenhuma decisão” foi tomada até o momento em relação à proposta de cessar-fogo aceita na véspera pelo Hamas. O plano, mediado pelos Estados Unidos, com apoio de Egito e Catar, prevê uma trégua de 60 dias nos ataques à Faixa de Gaza.
A expectativa é que o gabinete de segurança de Israel se reúna em breve para deliberar sobre o acordo. A decisão acontece na véspera da viagem do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu a Washington, onde ele deve se encontrar com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na segunda-feira (7).
Na sexta (4), o grupo Hamas anunciou que aceita o esboço apresentado pelos mediadores internacionais. Segundo uma fonte palestina envolvida nas negociações, o plano prevê uma trégua de dois meses, durante a qual o Hamas libertaria metade dos reféns israelenses ainda vivos, em troca da libertação de presos palestinos atualmente detidos em Israel.
Também nesta sexta, o Hamas disse estar pronto para “começar imediatamente” a discutir os detalhes da implementação do cessar-fogo. A Jihad Islâmica, aliada do Hamas em Gaza, declarou apoio às tratativas, mas pediu garantias quanto ao cumprimento do plano.
Em declaração à imprensa, o presidente Donald Trump afirmou não estar ciente da resposta formal do Hamas, mas mostrou otimismo: “Precisamos acabar com isso. É necessário que algo seja feito por Gaza”, disse.
A jornalista Eliane Cantanhêde, da GloboNews, pediu desculpas neste fim de semana após uma declaração polêmica feita durante a edição de sexta-feira (20) do programa Em Pauta, ao comentar os ataques realizados pelo Irã contra Israel. A fala gerou forte repercussão negativa nas redes sociais e críticas por suposta insensibilidade diante da gravidade do conflito.
Durante o comentário, Cantanhêde afirmou: “Tem uma mortezinha aqui, outra ali. Uns 23 feridos aqui, 40 ali. Feridos! Eu não consigo entender por que o Irã atinge o alvo e não mata ninguém.” O tom e a escolha de palavras foram criticados por internautas, que consideraram a fala insensível e, em alguns casos, antissemita. Houve quem apontasse que a jornalista minimizou o valor de vidas humanas ao questionar o número de vítimas.
No sábado (21), Eliane publicou um esclarecimento nas redes sociais, dizendo que sua intenção era apenas compreender os sistemas de defesa dos países envolvidos. Mais tarde, reconheceu o erro e pediu desculpas. “Depois de rever a gravação da pergunta que fiz na sexta-feira, reconheço que me expressei mal e dei margem a conclusões equivocadas, que não representam meu pensamento, pelo que peço desculpas. A intenção foi fazer uma pergunta técnica sobre armamentos e sistemas de defesa”, escreveu.
Depois de rever a gravação da pergunta que fiz na sexta-feira, reconheço que me expressei mal e dei margem a conclusões equivocadas, que não representam meu pensamento, pelo que peço desculpas. A intenção foi fazer uma pergunta técnica sobre armamentos e sistemas de defesa.
— Eliane Cantanhêde (@ECantanhede) June 22, 2025
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou neste sábado (21) que o país realizou ataques contra três instalações nucleares iranianas. Os ataques acontecem em meio à escalada do conflito entre Irã e Israel, que já enfrentam uma semana de intensos combates aéreos.
— Donald J. Trump (@realDonaldTrump) June 21, 2025
"Concluímos com muito sucesso nosso ataque aos três locais nucleares no Irã, incluindo Fordow, Natanz e Esfahan", declarou Trump em uma publicação na rede Truth Social.
De acordo com o presidente norte-americano, Fordow, considerado o principal alvo, foi atingido por uma carga completa de bombas. Ele afirmou ainda que as aeronaves dos EUA já deixaram o espaço aéreo iraniano e retornam em segurança.
“Fordow não existe mais. Este é um momento histórico para os Estados Unidos, Israel e o mundo. O Irã agora precisa aceitar o fim desta guerra”, acrescentou.
Trump também parabenizou os militares norte-americanos e declarou: “Não há outro exército no mundo que poderia ter feito isso. Agora é hora de paz!”.
Até o momento, o governo do Irã não se pronunciou oficialmente sobre os ataques. Israel havia iniciado uma operação militar com o objetivo de neutralizar alvos nucleares no Irã, o que motivou uma reação iraniana com mísseis lançados contra cidades israelenses como Tel Aviv, Haifa e Jerusalém.
O ataque norte-americano marca uma nova etapa no conflito e reforça o apoio dos EUA a Israel.
Os influenciadores brasileiros Beto Martinne e Murilo Lorran deixaram Tel Aviv, capital de Israel, após passar dias confinados em um hotel devido a conflitos entre Israel e Irã. A dupla estava no país para participar da tradicional Parada LGBTQIAPN+, uma das maiores do Oriente Médio.
Os influenciadores, conhecidos por dublagens e perfomances de coreografias em lugares públicos, utilizaram suas redes sociais para atualizar os seguidores.
“Oi gente, desculpa o sumiço, as coisas por aqui estão bem caóticas e estamos tomando o máximo de cuidado. Estamos bem, nos protegendo, sempre em alerta. Nunca imaginei que fosse vivenciar isso… viemos para absorver as vivências da comunidade LGBTQIAPN+ e isso tudo aconteceu”, escreveu Beto Martinne, em seu perfil no X.
ENTENDA O CONFLITO
Na última sexta-feira (13), Israel lançou a operação Rising Lion, que realizou bombardeios contra instalações militares no Irã. Em resposta, Irã disparou mais de 150 mísseis e drones contra cidades israelenses, incluindo a capital Tel Aviv.
A jornalista Danuza Mattiazzi, repórter da GloboNews, abandonou a tela durante um ao vivo para a emissora direto de Tel Aviv, após receber um alerta para deixar o terraço e se esconder no bunker devido a um ataque aéreo.
No ao vivo, Danuza explicou aos apresentadores do estúdio quais medidas tomaria e continuou com o ao vivo, porém, fora da tela.
Jornalista se abriga em bunker durante ataque em Israel; correspondente relata momentos de tensão durante bombardeio de mísseis iranianos.
— GloboNews (@GloboNews) June 15, 2025
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“Estão ouvindo a sirene. Essa é a sirene que teremos de correr para o safe room. Vou deixar celular ligado e vou conectar com vocês. Tocou meu alarme também. Conecto pelo WhatsApp. Cinco minutos”, relatou.
A câmera em que Danuza aparecia continuou posicionada no terraço e mostrou o ataque.
Um dia antes da situação transmitida ao vivo pela GloboNews, Danuza falou sobre a rotina em Tel Aviv em meio à guerra entre Israel e Irã e falou sobre o desabastecimento dos mercados e de itens considerados essenciais na culinária do Oriente Médio.
“Temos aqui sempre muitas prateleiras cheias de homus, muitos pacotes e marcas e hoje essa parte do supermercado, pelo menos aqui ao lado, que é um grande supermercado, estava vazia [...] também pepino, que é outra coisa muito útil, outro alimento muito utilizado aqui na culinária do Oriente Médio [...] Tomates também, tomate-cereja, esses alimentos que você sabe, que são tradicionais, como o nosso feijão e arroz."
O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz um duro alerta ao líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, diante da escalada nos ataques entre os dois países. Em comunicado neste sábado (14), Katz afirmou que, se os disparos iranianos contra civis israelenses persistirem, Teerã, capital do Irã, "vai queimar".
“O ditador iraniano está tomando os cidadãos iranianos como reféns, criando uma realidade na qual eles, e especialmente os moradores de Teerã, pagarão um alto preço pelos danos flagrantes infligidos aos cidadãos israelenses. Se Khamenei continuar disparando mísseis contra a retaguarda israelense, Teerã vai queimar”, declarou o ministro em comunicado oficial.
A ameaça ocorre em meio ao aumento das tensões na região. Segundo a Magen David Adom, agência de resposta a emergências de Israel, o número de mortos após os últimos ataques do Irã subiu para três. Duas pessoas morreram e outras 19 ficaram feridas quando mísseis atingiram casas em Rishon Lezion, ao sul de Tel Aviv.
Segundo a CNN, uma terceira vítima foi confirmada após ser atingida por um fragmento de arma em Ramat Gan, a leste da capital israelense. A polícia local informou que a mulher morreu ainda no local.
Diante do cenário, o chefe das Forças de Defesa de Israel (IDF) declarou que os militares devem retomar os ataques a alvos em Teerã. O conflito representa uma das maiores escaladas diretas entre os dois países, em um contexto já tenso após meses de guerra na Faixa de Gaza.
O Irã, por sua vez, afirma que seus ataques são uma resposta a ações anteriores de Israel. O governo iraniano ainda não comentou oficialmente as declarações de Katz.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Rosemberg Pinto
“O governador não ligou para nenhum partido para falar sobre esse tema. O governador respeita as posições das diversas instituições. AL-BA, Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), Defensoria Pública, ele sempre foi muito respeitoso por conta de definições internas. O governador, na reunião ontem, pediu: ‘Qualquer tipo de divergência que tiver em qualquer local, deixa terminar o segundo turno para focar nisso".
Disse o líder do governo na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), deputado estadual Rosemberg Pinto, negou os rumores de que o governador Jerônimo Rodrigues (PT) teria determinado o fim dos acordos entre partidos da base governista em torno da candidatura da deputada Ivana Bastos (PSD) à Presidência da Casa.