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Artigos

Adriano Sampaio
E se o maior erro das previsões eleitorais não estiver nas pesquisas, mas na forma como interpretamos o eleitor indeciso?

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Modelo proprietário desenvolvido pela Duplamente Inteligência de Mercado desafia a distribuição proporcional dos votos e propõe uma nova leitura das trajetórias eleitorais brasileiras

Multimídia

Mansur diz que candidatura feminina no PSOL deve ser decidida pelas mulheres

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O candidato ao Governo da Bahia pelo PSOL, Ronaldo Mansur, afirmou que a legenda tem ampliado a participação feminina nas disputas majoritárias, mas é necessário que "as mulheres decidam" disputar um lugar na majoritária. A declaração ocorreu durante entrevista à série especial “Vota BN”, do Projeto Prisma, do Bahia Notícias, com Fernando Duarte. Para ele, a escolha precisa partir das próprias integrantes do partido.

Entrevistas

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra
Nesta segunda-feira (10), a ministra da Igualdade Racial, Rachel Barros, esteve em Salvador para participar do Colóquio Internacional Cultura, Relações Exteriores, Desenvolvimento e Reparação. O evento, que acontece nas cidades de Salvador e Cachoeira, integra as celebrações pelos 25 anos de fundação do FENEBA e desdobra as discussões iniciadas no 9º Congresso Panafricano, sediado em Lomé, no Togo.

impacto ambiental

Mineração para Todos: Qual é o impacto ambiental da exploração de terras raras? Entenda por que Bahia pode ser “privilegiada”
Área de extração de terras raras em MG| Foto: Divulgação/Meteoric Resources

Uma das principais preocupações da população quando se fala de mineração é o impacto ambiental. A imagem de enormes “buracos” em terrenos, e o receio em relação aos resíduos e aos riscos de contaminação do solo permeiam o imaginário coletivo. Por isso, o debate sobre os grandes depósitos de terras raras na Bahia acendem um alerta em quem acompanha o assunto. Mas algumas características específicas dos depósitos baianos podem minimizar as consequências. Ao menos é o que garantem os especialistas ouvidos no primeiro episódio do projeto especial “Mineração para Todos: Do solo à palma da sua mão”.

 

De acordo com o diretor técnico da Companhia Baiana de Pesquisa Mineral (CBPM), Williame Cocentino, cada mina tem uma maneira diferente de instalação, mas os projetos esperados para a Bahia devem ter um menor impacto ambiental do que os associados a outros tipos de solos. "Geralmente, os depósitos associados à argila iônica são os que têm o menor impacto. [...] Posteriormente, você nem vai perceber que aquilo ali foi uma mina. Quando você pensa em uma mina, você vê aquele 'buraco'. [Mas nesse processo] Você não tem essa alteração de paisagem para esse tipo de depósito que a gente está trabalhando", adiantou.

 

Além disso, um outro ponto favorece algumas áreas mapeadas no estado: o acompanhamento próximo da companhia, que é vinculada ao governo da Bahia. O diretor explica que , apesar de a fiscalização das áreas de exploração mineral ser uma atribuição da Agência Nacional de Mineração, a CBPM tem um “compromisso maior” nas áreas da Bahia, com maior rigor nos contratos: “Quando a CBPM está associada, você tem uma camada a mais de segurança para a população”.

 

“É só você olhar as minas que estão em atividade associadas à CPBM - que não são todas da Bahia -, e em que a relação com as comunidades é a melhor possível, existem diversos projetos sociais apoiados, todas as licenças são requeridas de maneira correta e sem nenhum tipo de atalho. É um carimbo de maior segurança para a população", garantiu Williame.

 

“FILÉ MIGNON” DAS RESERVAS
O presidente da CBPM, Henrique Carballal, compartilhou durante a gravação que a instituição tem focado no que eles apelidaram de "filé mignon" dessas reservas, que são os depósitos com as melhores condições de extração e que não oferecem nenhum risco de radioatividade.

 

"É muito comum as terras raras estarem associadas a minerais portadores de urânio. Então é um cuidado que a gente tem. Mas não é uma condição 'sine qua non'. Ou mesmo quando ela está associada ao urânio, nem sempre é uma quantidade que vai trazer algum risco para a população. [...] Nas áreas que a CBPM tem esse trabalho, a concentração de urânio, os valores associados a urânio e tório - que é um outro elemento radioativo - são mais baixos. Então traz um risco menor, não teria uma condição de licenciamento mais rígido, e seria mais seguro de desenvolver um projeto", detalhou Williame. 

 

Apesar da palavra “radioatividade” ser mais um gatilho para quem se preocupa com as consequências de um projeto como este, o consultor e especialista em terras raras, Antônio Vitor, tranquiliza com uma comparação que exemplifica os níveis de exposição nesse caso: "Um caminhão de banana indo para a Ceasa tem mais urânio do que as terras raras da CBPM".

 

"Não existe nada que não tenha nenhum impacto ambiental. Todavia, não é o impacto que se imagina quando você pesquisa 'terras raras na China'. Aquilo é uma refinaria de terras raras, o que é completamente distinto da extração in situ", reforçou o consultor, trazendo uma previsão do que poderia acontecer na Bahia, como no depósito que é encontrado no Piemonte de Jequié. "Por exemplo, Poções, que é um agreste, quase um sertão, e fizer uma extração de terras raras com lixiviação in situ, quando vier a próxima chuva, vai fertilizar aquela terra muito mais do que antes e trazer um benefício para aquela região, porque o solo vai ficar rico em ureia”, avalia.

 

Antônio Vitor complementou ainda sobre uma dúvida comum quando se fala de terras raras: a possibilidade de reciclar esses elementos de produtos descartados, como os próprios celulares. "Reciclar ainda é muito mais caro do que produzir, por uma questão de escala. Reciclar depende de uma cadeia de retornar esses elementos, uma série de pessoas nesse processo, o envolvimento de milhões de pessoas, talvez bilhões no mundo. Então reciclar é muito mais complexo e mais caro", justificou. Ainda assim, o consultor compartilhou que já há iniciativas em alguns lugares do mundo que trabalham com a perspectiva de reciclagem dos elementos de terras raras e também de outros elementos associados à produção de eletrônicos.


MINERAÇÃO PARA TODOS
Na última segunda-feira (8), o Bahia Notícias lançou o projeto especial “Mineração para Todos: Do solo à palma da sua mão”, patrocinado pela Companhia Baiana de Pesquisa Mineral (CBPM), com o objetivo de traduzir a importância da pesquisa e da indústria mineral para o desenvolvimento do estado e para a atração de novos investimentos e de pesquisas científicas. A proposta é detalhar como a extração mineral tem um impacto real na vida da população, e desmistificar informações que muitas vezes cercam o tema.

 

Os episódios, gravados em formato de podcast, vão levantar o debate com especialistas sobre o cenário da Bahia e a posição estratégica do estado neste mercado. O primeiro deles tem o tema “Terras raras não são terras nem raras”, e está disponível no canal do Youtube do Bahia Notícias.

 

Para o bate-papo, o Bahia Notícias recebeu o presidente da CBPM, Henrique Carballal; o diretor técnico da companhia, Williame Cocentino; e o consultor especialista em terras raras, Antonio Vitor. Ao longo da conversa, os convidados explicam o que são terras raras, seu uso na indústria - e como elas chegam à rotina das pessoas -, além do que essa extração representa em relação a impactos ambientais, sociais e econômicos.

Curtas do Poder

Ilustração de uma cobra verde vestindo um elegante terno azul, gravata escura e língua para fora
Do jeito que as coisas vão, não sei se o Soberano chega inteiro em outubro. Mas não foi o único que levou bola nas costas também. Tiveram que recorrer até ao passado pra lembrar da conexão entre o Pernambucano e o Capitão, por exemplo. Enquanto isso, o passado deixa outros tristes. Não é, Ferragamo? Mas o futuro também tira o sono de alguns. Alice no País das Maravilhas, por exemplo, já tem seu plano B. Saiba mais!

Pérolas do Dia

André Viana

André Viana
Foto: Antena 1 Salvador

"Quando você tem o monitoramento nos parlatórios, onde não é possível efetuar essa difusão de tratativas, determinações por parte da liderança para o mundo aqui fora, você traz o isolamento para o crime e nos ajuda por demais no enfrentamento à criminalidade". 


Disse o delegado-geral da Polícia Civil da Bahia (PC-BA), André Viana ao defender a ampliação do monitoramento nos parlatórios dos presídios de segurança máxima do estado. Em entrevista ao programa Bahia Notícias no Ar, da rádio Antena 1 Salvador, nesta sexta-feira (18), o delegado afirmou que a medida ajudaria a bloquear a comunicação entre detentos e integrantes de organizações criminosas do lado de fora das unidades prisionais.

Podcast

Vota BN: Projeto Prisma entrevista o candidato ao governo da Bahia Ronaldo Mansur (PSOL) nesta segunda

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A sabatina faz parte da série especial "Vota BN", dedicada a sabatinar as principais lideranças políticas na disputa pelo Executivo estadual e pelo Senado nas eleições de 2026. O programa é transmitido ao vivo a partir das 16h no YouTube do Bahia Notícias.

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