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O pastor Silas Malafaia criticou, nesta quinta-feira (7), declarações feitas pela pastora Helena Raquel durante um congresso evangélico em Camboriú. Em vídeo publicado nas redes sociais, Malafaia reagiu às falas da religiosa sobre violência doméstica e abuso sexual dentro de igrejas evangélicas. Segundo ele, houve tentativa de “denegrir” a imagem dos pastores e das instituições religiosas.
“Vem com essa conversa de que na Igreja Evangélica as mulheres sofrem violência mais do que lá fora. Falácia, safadeza para nos denegrir diante da opinião pública”, afirmou o pastor.
A declaração foi motivada por uma pregação feita por Helena durante o Congresso Internacional de Missões dos Gideões, realizado no último domingo (3). Na ocasião, ela afirmou que vítimas de violência em ambientes religiosos muitas vezes são orientadas a não denunciar os agressores.
“A maior parte das pessoas que são vítimas, em igrejas evangélicas, de violência doméstica ou de violência sexual, elas são orientadas a não denunciar o culpado”, declarou a pastora durante o evento.
O líder religioso disse concordar que crimes devem ser denunciados, mas criticou o que chamou de generalização sobre a atuação das igrejas evangélicas. “Não estou criticando a mensagem da pastora. Concordo, tem que denunciar o pecado. Agora, tentar generalizar, como se a igreja evangélica cobrisse homens espancadores de mulher, aí não”, declarou.
O pastor também questionou pesquisas citadas sobre violência doméstica entre mulheres evangélicas e acusou a primeira-dama Rosângela da Silva de apoiar a pauta com motivação política.
CONFIRA:
O candidato a prefeito em Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador (RMS), Luiz Caetano (PT), afirmou que deputados não deveriam se intrometer em assuntos de religião. A questão foi motivo de desentendimento durante sessão da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) na tarde desta terça-feira (22).
Segundo o deputado Junior Muniz (PT), igrejas evangélicas de Salvador estariam atuando para impedir a votação de apoiadores de Caetano, em Camaçari, o que foi rebatido pelos colegas Samuel Jr (Republicanos) e Jurailton Santos (Republicanos), que apoiam o candidato Flávio Matos (União).
Durante entrevista nesta quarta-feira (23) ao Bahia Notícias no Ar da Antena 1, 100,1, Luiz Caetano declarou que seria um equívoco tentar influenciar a votação de evangélicos.
“Eu acho que os deputados deveriam esquecer esse assunto de estar bulindo com religião. A igreja não é nem do pastor, nem de deputado. Quem manda na igreja é Deus, é Jesus, em religião não se bole. Lá em Camaçari tem diversas igrejas e pastores que me apoiam e tem diversos pastores que apoiam o lado de lá. O problema é querer usar a igreja para apoiar esse ou outro candidato. Se essa ocupação aconteceu é um equívoco”, declarou.
Autor de "República das Milícias: Dos esquadrões da morte à era Bolsonaro" e "A Guerra: a ascensão do PCC e o mundo do crime no Brasil", o jornalista e pesquisador Bruno Paes Manso está preparando um novo livro, desta vez sobre a trajetória da igreja evangélica no Brasil.
De acordo com informações da coluna de Mônica Bergamo, na Folha de S. Paulo, a publicação tem previsão de lançamento para o ano de 2023, pela editora Todavia.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Luiz Inácio Lula da Silva
"Não se meta nas eleições do Brasil".
Disse o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao defender o sistema eleitoral brasileiro e mandar um recado direto ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Lula cobrou a cooperação jurídica internacional para a extradição de cidadãos brasileiros investigados que se encontram em território norte-americano.