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Considerada a cidade mais negra fora da África, Salvador recebeu a nota 38,84 no ranking de Igualdade Racial do Índice de Desenvolvimento Sustentável das Cidades – Brasil (IDCS). O estudo, que avalia o cumprimento das metas da Agenda 2030 no Brasil, dá notas entre zero a 100, sendo que 100 um desempenho máximo, aos mais de 5 mil municípios do país em 18 critérios, chamados de ODSs (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável). Considerando as notas das 27 capitais brasileiras, incluindo o Distrito Federal, a capital baiana ficou em 3° lugar no ranking do indicador de Igualdade Racial.
As notas o Índice, por sua vez, variam em cinco categorias de desempenho: “muito alto” (verde escuro) com notas entre 80 a 100; “alto” (verde claro) com notas entre 60 e 79,99; “médio” (amarelo) com notas de 50 a 59,99; “baixo” (laranja) de 40 a 49,99; e “muito baixo” (vermelho) de 0 a 39,99. No que diz respeito as capitais brasileiras, 26 delas, incluindo Salvador, foram categorizadas como nível “muito baixo” de desenvolvimento.
Quem escapou desta categoria a conquistou a nota mais alta do ranking foi a capital paulista. São Paulo recebeu a nota 45,8, chegando a categoria de “baixo” desenvolvimento em Igualdade Racial. Acima da capital baiana ainda ficou Palmas, capital do Tocantins, com a nota 39,85. Do outro lado do ranking, as piores notas na categoria de Igualdade Racial ficaram com Recife (PE), com avaliação 18,7; Natal (RN), com a nota 18,39; e Maceió (AL), na lanterna, com a nota 12,64.
Criado pelo governo brasileiro em 2023, o 18° ODS, “Igualdade Racial”, considera ações para combate a discriminação étnico-racial contra pessoas negras e indígenas em diversos âmbitos. Segundo o IDCS, foram analisadas 10 métricas como “Diferença nas taxas de homicídios entre PPI (pessoas pretas, pardas e indígenas) e BA (pessoas brancas e asiáticas)” e “Percentual de vereadores e vereadoras entre PPI e BA”.
CONFIRA O RANKING GERAL:
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Gráfico elaborado por Eduarda Pinto / Bahia Notícias
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Pérolas do Dia
Júlio Pinheiro
“Eu acho que na democracia cabe a representação de qualquer forma, desde que ela seja validada pelas urnas. Eu entendo que a rede social é um instrumento, ela não pode ser a base política, porque a base política ela precisa expressar anseios da sociedade que sejam calcados em coisas concretas, certo?".
Disse o deputado estadual eleito Júlio Pinheiro (PT), ao comentar em entrevista ao Bahia Notícias no Ar, na Antena 1 Salvador (100.1) nesta segunda-feira (21), sobre a popularização da modalidade de “políticos influencers”, aqueles parlamentares que se elegem com forte apelo das redes sociais e conteúdos virais. Segundo o ex-prefeito de Amargosa, “na democracia cabe a representação de qualquer forma”, mas é necessário avaliar o conteúdo produzido e incentivado pelos candidatos nas redes sociais.