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Artigos

Adriano Sampaio
O Espectro Invisível das Pesquisas
Foto: Acervo pessoal

O Espectro Invisível das Pesquisas

Os fantasmas metodológicos que distorcem a intenção de voto

Multimídia

Bruno Monteiro diz que fechamento do TCA expôs "vácuo" de grandes teatros em Salvador

Bruno Monteiro diz que fechamento do TCA expôs "vácuo" de grandes teatros em Salvador
O secretário estadual de Cultura da Bahia, Bruno Monteiro, afirmou que o período em que o Teatro Castro Alves (TCA) permaneceu fechado para reforma evidenciou a carência de grandes espaços para espetáculos em Salvador. Em entrevista ao Projeto Prisma, ele classificou o equipamento como o principal complexo cultural das regiões Norte e Nordeste.

Entrevistas

Após retorno à AL-BA, Luciano Ribeiro descarta disputa pela reeleição e diz estar focado na campanha de ACM Neto

Após retorno à AL-BA, Luciano Ribeiro descarta disputa pela reeleição e diz estar focado na campanha de ACM Neto
Foto: Divulgação / Agência AL-BA
De volta à Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) desde janeiro, após assumir a vaga aberta com a morte do deputado Alan Sanches, Luciano Ribeiro (União) concedeu entrevista ao Bahia Notícias na última semana e falou sobre a produtividade do Legislativo para 2026, ano que será marcado pela disputa eleitoral, e o cenário político para a corrida ao governo da Bahia. O deputado também tratou da formação da chapa de oposição e afirmou que, neste momento, descarta disputar a reeleição. Desde o seu retorno, Luciano passou a ocupar a vice-liderança da oposição e a vice-presidência da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa.

gaeco

Justiça determina bloqueio de bens de líder do tráfico do subúrbio ferroviário de Salvador a pedido do MPBA e da PC
Foto: Reprodução

Um dos principais líderes de facção criminosa teve seus bens bloqueados pela Justiça a pedido do Ministério Público do Estado da Bahia e da Polícia Civil da Bahia. O bloqueio foi resultado de atuação conjunta entre o MP-BA, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), e a Polícia Civil da Bahia.

 

O investigado, que possuía atuação no subúrbio ferroviário em Salvador, foi denunciado pelo Gaeco do MPBA pelos crimes de tráfico de drogas e posse ilegal de arma de fogo de uso restrito. Segundo os promotores de Justiça, os bens bloqueados pela Justiça possuem vínculo com a dinâmica criminosa apurada.

 

Na decisão, proferida pelo 1º Juízo da 2ª Vara do Tribunal do Júri de Salvador, foi determinada a indisponibilidade de imóveis vinculados ao investigado, o bloqueio de ativos financeiros até o limite de R$ 10 milhões e o sequestro de sete veículos registrados em seu nome, dos quais três já foram apreendidos pela Justiça. 

 

A decisão também ratificou a apreensão de cerca de R$ 135 mil, valor encontrado durante as investigações conduzidas pela Polícia Civil, por meio do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (Coordenação de Operações e Inteligência (COI) e da 3ª Delegacia de Homicídios da Baía de Todos os Santos - 3.a BTS.

 

De acordo com informações dos promotores de Justiça do Gaeco, as investigações tiveram início durante a apuração de um homicídio ocorrido em Salvador, em 2019. O investigado foi preso em 12 de dezembro de 2025, no município de Lauro de Freitas, quando foram apreendidos R$ 135.303 em espécie e um veículo de luxo blindado, avaliado em aproximadamente R$ 160 mil. 

 

Posteriormente, durante o cumprimento de mandado de busca e apreensão em um imóvel vinculado ao investigado, no Município de Camaçari, equipes do Gaeco do MPBA e do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) localizaram cerca de 50kg de drogas, três fuzis, munições de uso restrito, além de prensa hidráulica, balança de precisão, insumos e materiais utilizados no preparo e fracionamento de entorpecentes.

Versão Brasileira: Operação do MP-BA e da PF desarticula grupo suspeito de fraudes bancárias e lavagem de dinheiro
Foto: Divulgação / MP-BA

Um mandado de prisão e três de busca e apreensão estão sendo cumpridos na manhã desta quinta-feira (16), em operação deflagrada pelo Ministério Público do Estado da Bahia, por meio do Grupo Especial de Combate às Organizações Criminosas e Investigações Criminais (Gaeco), e a Polícia Federal.

 

A operação “Versão Brasileira” desarticulou uma associação criminosa especializada em fraudes contra a Caixa Econômica Federal, realizadas por meio da utilização de documentos falsos para abertura de contas bancárias, contratação fraudulenta de empréstimos e posterior ocultação dos valores obtidos ilicitamente.

 

O mandado de prisão foi cumprido contra um homem já custodiado no Conjunto Penal de Feira de Santana e os de busca e apreensão nas residências de tês investigados em Salvador. 

 

Os mandados foram expedidos pela 17ª Vara Federal Criminal da Seção Judiciária da Bahia. Durante as investigações, que tiveram o apoio da Centralizadora Nacional de Inteligência de Segurança (Cesed) da Caixa Econômica Federal, foi constatado que o grupo criminoso utilizava identidades de terceiros para abrir contas bancárias em agências da Caixa Econômica Federal, obtendo empréstimos consignados fraudulentos em nome das vítimas.

 

Em seguida, os recursos eram rapidamente movimentados por meio de transferências eletrônicas, contas de passagem e operações de câmbio, com o propósito de dificultar o rastreamento da origem dos valores. Ainda segundo as investigações, até o momento, pelo menos cinco contas bancárias foram abertas com documentos falsificados, utilizadas para a obtenção fraudulenta dos empréstimos, causando prejuízo superior a R$ 424 mil.


As investigações também revelaram a conversão de parte desses recursos em moeda estrangeira por intermédio de corretoras de câmbio, constituindo indícios adicionais de lavagem de dinheiro e de crimes contra o sistema financeiro nacional. Por meio de análises bancárias, perícias biométricas e exames de comparação facial, a Polícia Federal identificou integrantes do grupo responsáveis pela utilização das identidades falsas, pela movimentação das contas fraudadas e pela realização de operações financeiras destinadas à ocultação dos recursos ilícitos.


O nome “Versão Brasileira” faz referência ao método empregado pelos investigados, que se apropriavam das identidades de pessoas reais e produziam uma espécie de “versão paralela” dessas vítimas, utilizando documentos adulterados, imagens e dados verdadeiros para criar personagens fictícios destinados à prática das fraudes financeiras.

 

A expressão também remete ao processo de falsificação de identidades que permitia aos criminosos atuar perante instituições financeiras como se fossem os legítimos titulares dos documentos utilizados. Os investigados poderão responder, na medida de suas responsabilidades, pelos crimes de estelionato contra instituição financeira, associação criminosa, lavagem de dinheiro e crimes contra o sistema financeiro nacional.

Alvo de operação do MP-BA, Luciano Sandes rebate acusações e afirma ser inocente
Foto: Valter Pontes / Secom PMS

O ex-secretário municipal de Articulação Comunitária e Prefeituras-Bairro, Luciano Sandes, se pronunciou pela primeira vez após ser alvo da operação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público da Bahia (MP-BA). Em nota enviada ao Bahia Notícias nesta terça-feira (14), ele negou ter cometido irregularidades e afirmou confiar que as investigações comprovarão sua inocência.

 

No comunicado, Sandes disse ter recebido "com surpresa" a operação realizada na segunda-feira (13), mas declarou manter "serenidade" durante a apuração. Segundo ele, ao final do processo, "todos os fatos serão esclarecidos" e sua inocência será demonstrada.

 

O ex-gestor também informou que solicitou espontaneamente sua exoneração do cargo para dedicar-se integralmente à própria defesa. Em nota divulgada na segunda-feira (13), a Prefeitura de Salvador informou que cumpriria a determinação judicial de afastamento cautelar do então secretário, expedida no âmbito da investigação do MP-BA. O prefeito Bruno Reis (União), anunciou nesta terça que Claudia Cavalcanti assumirá o cargo.

 

A operação do Gaeco investiga um suposto esquema de fraudes em licitações, superfaturamento de contratos, corrupção, peculato e lavagem de dinheiro envolvendo contratos públicos. Segundo o órgão, a organização teria causado um prejuízo estimado em R$ 38,3 milhões aos cofres públicos. Além de Sandes, também foram alvos das medidas cautelares o vereador licenciado George Gordinho da Favela (PP) e o empresário Lázaro de Carvalho Nunes.

 

LEIA A NOTA COMPLETA:

Em razão das notícias veiculadas por meios de comunicação a respeito de investigação conduzida pelo Ministério Público do Estado da Bahia, Luciano Ricardo Gomes Sandes vem a público esclarecer os fatos abaixo consignados.

De início, informa que recebeu com surpresa a operação realizada na data de ontem (13/07/2026), que o incluiu como um dos alvos. Apesar disso, mantém serenidade e a confiança de que, ao final das apurações, todos os fatos serão esclarecidos e que sua inocência restará demonstrada.

Luciano Sandes esclarece, ainda, que, na data de hoje (14/07/2026), solicitou espontaneamente à Prefeitura de Salvador a sua exoneração do cargo de Secretário Municipal de Articulação Comunitária e Prefeituras-Bairro, a fim de se dedicar integralmente à sua defesa, de forma a demonstrar a inveridicidade da narrativa ministerial.

Sua vida pública foi pautada pela mais absoluta honestidade e estrita legalidade, com a certeza de que jamais participou de qualquer ato ilícito.

Prédios de luxo e "laranjas": confira curiosidades da operação que investiga esquema de corrupção em Salvador
Foto: Reprodução / Instagram @condominiohemisphere360

A operação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público da Bahia (MP-BA), que mira o empresário Lázaro de Carvalho Nunes, o secretário Luciano Sandes e o vereador licenciado George Gordinho da Favela (PP), revelou detalhes que vão além das investigações sobre um suposto esquema de corrupção responsável pelo desvio de R$ 38,3 milhões. Entre eles, estão imóveis em condomínios de alto padrão, empresas instaladas em um dos centros empresariais mais luxuosos de Salvador e a estrutura que, segundo o MP, teria sido usada para ocultar os verdadeiros responsáveis pelo grupo.

 

Um dos pontos que chama atenção é a concentração de empresas ligadas ao caso no Salvador Shopping, na Avenida Tancredo Neves. Salas comerciais no centro empresarial eram utilizadas por diferentes empresas citadas na investigação, entre elas G3 Polaris, MP2 Construções, LN Distribuidora e WLSP Logística.

 

Outro endereço que aparece nos autos é o Condomínio Hemisphere 360, em Pituaçu, um dos empreendimentos residenciais mais valorizados da orla de Salvador. Além disso, mandados de busca foram cumpridos em imóveis localizados em bairros considerados nobres, como Barra, Pituba e Stella Maris.

 

GRUPO USAVA "LARANJAS"

 

O Ministério Público da Bahia (MP-BA) também aponta que os supostos líderes do esquema utilizariam terceiros para figurar formalmente como responsáveis por empresas ligadas ao grupo.  Outro aspecto destacado na decisão envolve servidores públicos. 

 

Conforme os autos, um fiscal de contratos é suspeito de receber R$ 118,5 mil para atestar a execução de serviços que, segundo a investigação, não teriam sido realizados. A apuração também cita a presidente de uma comissão de licitação, que teria recebido depósitos bancários relacionados aos operadores do esquema.

 

Ao todo, a Justiça autorizou buscas em 20 endereços, incluindo residências, empresas e salas comerciais. Os mandados permitiram a apreensão de documentos físicos, computadores, celulares, dispositivos de armazenamento e valores em dinheiro acima de R$ 10 mil, além do acesso a mensagens e registros eletrônicos considerados relevantes para o andamento das investigações.

De fraude a propina: entenda o esquema milionário que atingiu empresário, vereador e secretário Sandes de Salvador
Fotos: Ronne Oliveira / Bahia Notícias / Ascom da Polícia Civil

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público da Bahia deflagrou, nesta segunda-feira (13), uma operação para desarticular um suposto esquema de fraudes em licitações, superfaturamento de contratos e pagamento de vantagens indevidas (propina) na Prefeitura de Salvador. Entre os alvos estão o empresário Lázaro de Carvalho Nunes, apontado como líder do núcleo empresarial investigado, o secretário municipal Luciano Sandes e o vereador e pré-candidato por uma cadeira na AL-BA (Assembleia Legislativa da Bahia) George Gordinho da Favela (PP).

 

Segundo a decisão da 3ª Vara das Garantias, obtida pelo Bahia Notícias (BN), a organização criminosa teria atuado por cerca de dez anos dentro da administração municipal, principalmente na Secretaria Municipal de Manutenção (Seman) e na Companhia de Desenvolvimento Urbano de Salvador (Desal).

 

A decisão determinada pela juíza Martha Carneiro Terrin e Souza defende o bloqueio de bens dos investigados até o limite de R$ 38.321.127,95, valor estimado como prejuízo aos cofres públicos. A magistrada também determinou o afastamento cautelar de Luciano Sandes do cargo público e a suspensão do mandato do vereador George Carlos Reis Pereira. Questionada pela equipe BN após o portal revelar o caso, a prefeitura de Salvador confirmou o afastamento do então ex-secretário Luciano Sandes. 

 

O ESQUEMA MILIONÁRIO 
Segundo o Ministério Público, a organização criminosa atuava de forma estruturada há aproximadamente dez anos e era dividida em três núcleos: empresarial, operacional e de agentes públicos. O núcleo empresarial seria liderado por Lázaro Nunes, apontado como controlador de fato de um conglomerado formado pelas empresas G3 Polaris Serviços, MP2 Construções, LN Distribuidora, Podium Distribuidora e WLSP Logística.

 

Conforme a investigação, essas empresas eram utilizadas de forma alternada para simular concorrência em licitações municipais e garantir contratos públicos ao mesmo grupo econômico. 

 

Ainda de acordo com o MP, Luciano Sandes exerceria papel central no núcleo de agentes públicos ao facilitar o ingresso e a permanência das empresas investigadas em contratos da administração municipal, influenciando a liberação de pagamentos e a aprovação de aditivos contratuais.

 

Já o vereador George Gordinho da Favela é apontado como o responsável por articular os interesses do grupo empresarial dentro da Secretaria Municipal de Manutenção (SEMAN), mantendo influência política sobre a pasta mesmo durante o exercício do mandato parlamentar.

 

A investigação também aponta uma série de irregularidades em contratos públicos. Um dos principais casos envolve o Pregão Eletrônico n.º 25/2018, da SEMAN. Segundo o Ministério Público, o contrato firmado inicialmente em R$ 8,9 milhões foi elevado para R$ 15,2 milhões por meio de aditivos, um aumento superior a 60% que, conforme os investigadores, não teria justificativa técnica suficiente.

 

Outro contrato sob investigação é o Pregão nº 01/2020, da Companhia de Desenvolvimento Urbano de Salvador (Desal), destinado ao fornecimento de grama sintética. Conforme a apuração, o valor do contrato passou de R$ 434 mil para mais de R$ 1,4 milhão.

 

Além das supostas fraudes em licitações, o Ministério Público afirma ter identificado indícios de pagamento de vantagens indevidas a servidores públicos. Entre os casos citados na decisão judicial está o do fiscal de contrato José Nazareno Gonçalves, que, segundo a investigação, teria recebido R$ 118,5 mil em transferências relacionadas ao esquema.

 

Embora o Ministério Público tenha requerido a prisão preventiva de seis investigados, entre eles Lázaro de Carvalho Nunes, Luciano Sandes e George Gordinho da Favela, a juíza Martha Carneiro Terrin e Souza entendeu que a adoção de medidas cautelares seria suficiente neste momento da investigação.

 

Além do afastamento dos agentes públicos, a Justiça autorizou o cumprimento de mandados de busca e apreensão em 20 endereços ligados aos investigados, incluindo residências e sedes de empresas localizadas no Edifício CEO Salvador Shopping e em Porto Seco Pirajá. Também foi determinado o bloqueio de bens, a proibição de contato entre os investigados e o acesso ao conteúdo de celulares, computadores e serviços de armazenamento em nuvem apreendidos durante a operação.

 

Após o cumprimento dos mandados, o processo deixou de tramitar sob sigilo. As defesas de Lázaro de Carvalho Nunes e de Caroline Xavier da Cruz já solicitaram habilitação para acessar integralmente os autos. Em nota encaminhada anteriormente ao Bahia Notícias, a defesa do vereador George Gordinho da Favela afirmou que demonstrará a legalidade de sua atuação e colaborará com a Justiça.

 

A investigação também cita Caroline Xavier da Cruz, esposa de Lázaro de Carvalho Nunes, como integrante do grupo investigado. Segundo o MP-BA, ela figura formalmente como responsável por empresas ligadas ao conglomerado e mantém uma centena de registros de Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAEs), abrangendo segmentos variados.

 

Vale destacar que o BN checou o CNPJ da empresa e o nome do quadro societário tem o mesmo sobrenome do investigado. Para os investigadores, essa ampla gama de atividades permitiria ao grupo disputar contratos em diferentes áreas da administração municipal, ampliando sua capacidade de participar de licitações promovidas por órgãos e secretarias da Prefeitura de Salvador.

 

A reportagem também procurou o secretário Luciano Sandes via e-mail e contato direto, contudo não houve retorno. A empresa G3 Polaris também foi procurada via e-mail, mas não obteve retorno até a publicação desta matéria. O espaço permanece aberto para manifestações.

Além de vereador, Luciano Sandes e empresário da G3 foram alvos da Gaeco; saiba detalhes
Fotos: Reprodução / Redes Sociais / Ascom da PC-BA

A ação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) também atingiu outros alvos, incluindo o secretário municipal Luciano Sandes, o vereador e pré-candidato a deputado estadual George Gordinho da Favela (PP), e um empresário cujo primeiro nome é "Lázaro", que está associado à empresa G3 Polaris, em Salvador, durante a operação de busca e apreensão que ocorreu nesta segunda-feira (13).

 

De acordo com informações obtidas pela equipe do Bahia Notícias (BN), a ação mirou endereços ligados a Luciano Sandes, titular da Secretaria de Articulação Comunitária e Prefeituras-Bairro de Salvador (SACPB), e ao parlamentar em exercício na capital baiana.

 

LIGAÇÃO EMPRESARIAL 
Além dos agentes públicos, a casa Lázaro foi alvo dos mandados de busca e apreensão coordenados pelos agentes do GAECO. A relação empresarial da G3 na capital baiana, com atividades ligadas aos ramos de serviços de guinchos e sonorização. O BN procurou as partes para se manifestar, mas não houve retorno. O espaço do portal segue aberto.

Gaeco realiza busca e apreensão contra empresário e o vereador Gordinho da Favela em Salvador
Fotos: Reprodução / Redes Sociais / Ascom da PC-BA

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) realizou, nesta segunda-feira (13), uma operação de busca e apreensão em endereços ligados a um empresário, a um alvo na secretaria municipal de Salvador e ao vereador George Gordinho da Favela (PP), afastado para pré-candidatura a deputado estadual, substituído por Thiago Queiroz (PP) na Câmara de Salvador. De acordo com informações obtidas pelo Bahia Notícias, as medidas judiciais miraram o proprietário da empresa G3 Polaris.

 

De acordo com informações obtidas pela equipe de reportagem, as medidas judiciais miraram o proprietário da empresa G3 Polar. Também foram alvos das buscas e apreensões coordenadas pelos agentes do GAECO, vinculado ao Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA).

 

A defesa do vereador de Salvador e pré-candidato à reeleição informou que o parlamentar ainda não teve acesso aos autos da investigação que motivou a operação deflagrada pelo Ministério Público da Bahia. A nota destaca que, ao longo de sua trajetória pública, o vereador sempre "atuou com responsabilidade, honestidade e respeito ao patrimônio público" e reafirma o compromisso com o mandato.

 

Confira a nota na íntegra:

"Venho a público manifestar-me acerca da operação deflagrada pelo Ministério Público do Estado da Bahia, realizada em 13 de julho de 2026, conforme divulgado pelos meios de comunicação. Esclareço que, até o presente momento, não tive acesso aos autos da investigação, razão pela qual desconheço os elementos que fundamentam a apuração. Coloco-me à inteira disposição do Ministério Público e das demais autoridades para prestar todos os esclarecimentos necessários, sempre que regularmente solicitado, colaborando com as investigações, com respeito às instituições e absoluta confiança no devido processo legal.

 

Reafirmo minha plena convicção de que todos os fatos serão devidamente esclarecidos por meio do meu depoimento às autoridades competentes e da atuação da minha defesa técnica, oportunidade em que será demonstrada a legalidade de todas as minhas condutas. Ao longo da minha trajetória pública, sempre atuei com responsabilidade, honestidade, respeito ao patrimônio público e compromisso com a população.

 

Reitero meu compromisso com o mandato que me foi confiado por 11.120 soteropolitanos e confio plenamente na Justiça e nas instituições brasileiras, certo de que a apuração será conduzida com isenção, técnica e respeito às garantias constitucionais, demonstrando a minha inocência.

Salvador (BA), 13 de julho de 2026". 

Confira a nota publicada pelo pré-candidato abaixo:

 

(Nota em atualização).

PF e Gaeco cumprem mandados no Extremo Sul baiano contra grupo investigado por levar cocaína para Europa

Seis mandados de prisão preventiva e seis de busca e apreensão são cumpridos em Porto Seguro e Eunápolis, na Costa do Descobrimento; além de Canhanduba, em Santa Catarina, nesta sexta-feira (10). As ações fazem parte da Operação Vaza Maré, deflagrada pela Polícia Federal (PF) em conjunto com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público Federal (Gaeco/MPF).

 

O objetivo é desarticular uma organização criminosa investigada por tráfico internacional de drogas e organização criminosa. Agentes da Polícia Militar da Bahia (PM-BA) e da Companhia Independente de Polícia de Proteção Ambiental (Cippa) participam das ações.

 

De acordo com as investigações, o grupo criminoso utilizava rotas marítimas para enviar carregamentos de cocaína à Europa, principalmente por meio de veleiros e de cargas contaminadas em contêineres.

 

VELEIRO APREENDIDO

A investigação teve origem na apreensão de mais de duas toneladas de cocaína transportadas em um veleiro interceptado em 2021, durante uma tentativa de envio da droga para o exterior. Segundo a PF, os investigados são apontados como responsáveis por funções operacionais e logísticas da organização criminosa.

 

A decisão judicial que ordenou as prisões também determinou o bloqueio de contas bancárias e de outros ativos financeiros vinculados aos alvos da operação. A PF informou ainda que, durante as investigações, foram utilizados mecanismos de cooperação jurídica internacional para o avanço das apurações.

 

Ainda segundo a PF, todo o material apreendido durante o cumprimento dos mandados será encaminhado para perícia e analisado no curso da investigação, com o objetivo de subsidiar a continuidade da persecução penal.

MP-BA denuncia 21 integrantes de organização vinculada ao tráfico de drogas e lavagem de dinheiro
Foto: Flávia Vieira/ Ascom SSP

O Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA) formalizou, nesta terça-feira (7), uma denúncia contra 21 pessoas vinculadas a um grupo investigado por tráfico de drogas, organização criminosa e lavagem de capitais com atuação no sul da Bahia. A investigação conduzida pela Operação Salitre aponta estrutura hierarquizada com atuação em Canavieiras, Una, Uruçuca e Itabuna. 

 

Segundo informações da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO) de Ilhéus, que conduziu a operação, o grupo criminoso possuía estrutura organizada, divisão de funções e atuação contínua entre os anos de 2023 e 2026. Todos os denunciados estão presos. 

 

De acordo com a denúncia, a organização possuía núcleos distintos, responsáveis pela liderança e gerenciamento das atividades criminosas, pela execução operacional do tráfico e pela movimentação financeira dos recursos ilícitos.

 

As investigações identificaram um sistema estruturado para distribuição de entorpecentes, controle territorial, arrecadação de valores, transporte de drogas e lavagem de capitais por meio de contas bancárias de terceiros, depósitos fracionados e transações financeiras incompatíveis com a renda declarada dos investigados. 

 

As provas reunidas permitiram identificar a estrutura da organização criminosa, as funções exercidas por cada denunciado e o fluxo financeiro utilizado para ocultar recursos provenientes do tráfico de drogas.

Justiça condena servidores acusados de introduzir materiais ilícitos em presídio de Feira de Santana
Foto: Divulgação / Seap - BA

Dois anos após início da Operação Sísifo, que investigava grupo criminoso responsável pela entrada de materiais ilícitos no Conjunto Penal de Feira de Santana, a 2ª Vara Criminal da Comarca de Feira de Santana condenou, nesta segunda-feira (7), 12 pessoas por atuação em um esquema de corrupção passiva, tráfico de drogas e lavagem de dinheiro no sistema prisional de Feira de Santana. 

 

O Bahia Notícias teve acesso a decisão e os detalhes da denúncia do Ministério Público da Bahia (MP-BA). Na sentença, que considera as informações apuradas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), são considerados três núcleos de atuação entre os réus, sendo eles: um grupo de policiais penais e servidores, núcleo atuação externa e o núcleo de presos. 

 

No caso do núcleo de servidores e policiais penais, a investigação aponta que eles atuariam como intermediários no favorecimento da entrada de materiais ilícitos, que configura crime de prevaricação imprópria, que deu início a Operação Sísifo, em 2024. No núcleo externo, a investigação aponta uma atuação voltada para a lavagem de dinheiro proveniente dos esquemas de organizações criminosas e no núcleo de presos, estão os líderes das facções criminosas condenados por oferecer vantagens indevidas aos agentes para garantir a entrada de materiais ilícitos no presídio. 

 

LEIA TAMBÉM: 

 

NÚCLEO DE SERVIDORES PENAIS
Entre o grupo de policiais penais, Valmir Pereira de Jesus era o principal responsável por negociar com as facções e coordenar as atividades dos demais agentes foi condenado a 27 anos e 11 meses de prisão pelos crimes de prevaricação imprópria, tráfico de drogas, corrupção passiva e organização criminosa, além da perda do cargo público. Yure Pinheiro Costa  (“Cowboy”) e Gildo de Lima Almeida foram descritos com o braço operacional do esquema, introduzindo celulares e facilitando a entrega de drogas para os internos, sendo condenados a 22 anos e 2 meses de prisão. 

 

Outros policiais, como Vitor Cerqueira de Oliveira e Isaías Gregório de Miranda Filho ("Barba Azul"), receberam penas de 18 anos e 2 meses, enquanto Ednilson Santana Mota ("Motinha") foi sentenciado a 14 anos e 2 meses. Os agentes Valter Ferreira de Almeida e Leandro Calazans Amaral ("Santa Bárbara") foram condenados a 8 anos e 5 meses, e a técnica de enfermagem e policial Rosana Souza de Oliveira, que utilizava o setor de saúde para esconder celulares em caixas de medicamentos, recebeu uma pena de 6 anos e 1 mês.

 

NÚCLEO EXTERNO 
No grupo de atuação externa, duas pessoas foram condenadas por crimes de lavagem de dinheiro e apoio aos demais crimes. Luana Priscilla de Jesus Moitinho também era agente penal, mas atuava como professora da rede municipal de ensino. Ela manteve um relacionamento de cinco anos, a partir de 2017, com Valmir Pereira de Jesus, acusado de liderar o esquema envolvendo os servidores. Condenada por lavagem de dinheiro, o Ministério Público compreendeu que a conta de Luana foi utilizada para o escoamento e ocultação de grandes vultos financeiros, incluindo depósitos em espécie de R$ 53 mil, sem lastro. 

 

O segundo condenado é Emerson Carmo dos Santos, que é eletricista e comerciante. A investigação do Gaeco o aponta como o "braço financeiro" externo do esquema. O material da denúncia aponta que ele utilizava suas contas pessoais e a conta de sua empresa para ocultar e circular recursos ilícitos do grupo, obtendo um percentual de 3% sobre os valores movimentados como remuneração pelo serviço. 

 

NÚCLEO INTERNO
No núcleo interno, Genivaldo Reis dos Santos (“Moá”) foi condenado a 3 anos e 10 meses por corrupção ativa por articular o  pagamento das propinas para os agentes. Outros internos investigados, como Nestor Sales e David Aparecido Pinheiro da Silva, tiveram a punibilidade extinta devido ao falecimento ao decorrer do processo. 

MP-BA deflagra operação para investigar suposto desvio de recursos da saúde em Eunápolis
Foto: MPBA

O Ministério Público da Bahia (MP-BA) deflagrou, na manhã desta quinta-feira (2), a Operação Parasita para apurar um suposto esquema de desvio de recursos públicos destinados à gestão do Hospital Geral de Eunápolis (HGE), em Eunápolis,  no extremo sul do estado. Durante a ação, foram cumpridos mandados de busca e apreensão autorizados pela Vara Criminal da Comarca de Eunápolis.

 

Segundo o MP-BA, a investigação apura a atuação de uma suposta associação criminosa suspeita de fraudar contratos, emitir notas fiscais com valores superfaturados, desviar verbas públicas e ocultar a origem dos recursos obtidos de forma ilícita.

 

Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos notebooks, celulares, um tablet e documentos que serão analisados no decorrer das investigações. De acordo com o órgão, o material poderá contribuir para a identificação de outros possíveis envolvidos.

 

A operação é conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco Sul) e pela 3ª Promotoria de Justiça de Eunápolis.

 

Segundo os promotores responsáveis pelo caso, as medidas cautelares tiveram como objetivo preservar provas e garantir o andamento das investigações. O procedimento segue sob sigilo judicial e novas diligências poderão ser realizadas a partir da análise do material apreendido.

 

O nome Operação Parasita, conforme o MP-BA, faz referência ao suposto modo de atuação do grupo investigado, que teria se apropriado indevidamente de recursos destinados à saúde pública em benefício de interesses particulares.

Operação do Gaeco em SP prende ex-estagiário do MP, chefe de investigadores e ex-policial civil por suspeita de serem infiltrados do PCC 
Foto: Divulgação

A Operação Infiltrados do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) prendeu, nesta terça-feira (9), um chefe de investigadores da Polícia Civil, um ex-policial civil e um ex-estagiário do próprio MP suspeitos de serem infiltrados do Primeiro Comando da Capital (PCC). A ação investiga o envolvimento dos suspeitos em um plano para matar um promotor do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco). 

 

Eles também estariam envolvidos em um esquema de extorsão de investigados. Além dos três mandados de prisão temporária, há dez de busca e apreensão nas cidades de Campinas e Cardoso, no interior de São Paulo, incluindo contra um policial penal.

 

Por envolverem suspeitos integrantes da Polícia Civil e da Polícia Penal, além do 1º BAEP, participam da operação as Corregedorias da Polícia Civil e da Polícia Penal, e a Comissão de Prerrogativas da OAB, especificamente para as buscas em escritório de advocacia.

 

O chefe de investigadores preso atuava na Delegacia de Investigação sobre entorpecentes (Dise) de Campinas na época de duas operações para apurar os planos de atentado contra um promotor e também um esquema de lavagem de dinheiro ligado a dois traficantes. 

 

O ex-estagiário, que hoje é advogado, trabalhava em uma promotoria criminal do MP de Campinas e o ex-policial civil preso o teria ajudado.

 

A operação é um desdobramento de duas operações deflagradas no ano passado: a Operação Pronta Resposta, deflagrada em 22 de agosto, que teve por objeto a apuração da atuação de organização criminosa ligada ao PCC que, dentre outros crimes, estaria planejando um atentado contra a vida do promotor de justiça do Gaeco Amauri Silveira Filho; e Operação Off White, deflagrada em 30 de outubro de 2025, que tinha como alvo um um esquema de lavagem de dinheiro ligado a dois dos traficantes mais procurados do Brasil.

 

INVESTIGAÇÃO
Nos últimos meses, as investigações do Gaeco indicaram que, uma semana antes da deflagração da operação Pronta Resposta, um dos principais acusados, responsável direto pela execução do plano para matar o promotor de justiça do Gaeco, se reuniu com o chefe dos investigadores da Dise de Campinas.

 

No material apreendido, foram localizados vídeos que mostram o encontro realizado entre os investigados, justamente às vésperas da deflagração da operação que viria a frustrar o suposto atentado contra o membro do Ministério Público. O Gaeco apura as informações privilegiadas e sensíveis que teriam sido repassadas ao criminoso pelo investigador de polícia.

 

Em outro foco investigativo também decorrente das Operações Pronta Resposta e Off White, o Gaeco descobriu que um dos principais membros da organização criminosa estava sendo vítima de extorsão, praticada por agente que se valia de informações privilegiadas.

 

Utilizando os bancos de dados e sistemas de pesquisa e contando com o auxílio de outros agentes públicos, o então estagiário teria conseguido identificar criminosos de alto poder econômico e extorquido dinheiro em troca de suposta proteção nas investigações.

 

Dentre esses outros agentes públicos, estaria um policial penal e um ex-policial civil, já expulso da Polícia Civil anos atrás pela prática do crime de extorsão mediante sequestro. Também foram colhidos elementos que apontam que os atos de extorsão teriam sido praticados com o uso de internet de um escritório de advocacia.

Operação Ruptura é deflagrada contra organização criminosa de tráfico de drogas no extremo sul do estado
Foto:

Cinco pessoas foram presas durante a Operação Ruptura, deflagrada na manhã desta quarta-feira (3), contra organização criminosa responsável por crimes de homicídio e tráfico de drogas no município de Itabela, no extremo sul do estado. 

 

A ação, do Ministério Público da Bahia, por meio da unidade sul do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco Sul), ocorreu em parceria com as Polícias Civil e Militar cumpriram os mandados de prisão e mais 16 de busca e apreensão na cidade. 

 

Intitulada 'Ruptura', a operação integra uma articulação do Grupo Nacional de Combate às Organizações Criminosas (GNCOC), do Ministério Público brasileiro, que tem como finalidade combater facções em todo o país.

 


Foto: Divulgação / SSP-BA

Operação do MP-BA mira ex-vereadora e funcionários públicos de Salvador por desvio de dinheiro
Foto ilustrativa: Gaeco / MP-BA

Uma operação realizada pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), teve como alvo uma ex-vereadora e dois funcionários públicos da Prefeitura de Salvador, nesta terça-feira (26), durante uma investigação sobre um esquema de desvio de dinheiro público.

 

Informações preliminares apontam que a operação cumpriu mandados de buscas e apreensão no Edifício Thomé de Souza, na Av. Antônio Carlos Magalhães, onde estão localizadas algumas secretarias municipais, a exemplo da Casa Civil e Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedur). 

Vereador do Norte baiano é alvo de operação contra fornecimento de armas para facção criminosa
Foto: Reprodução / PA4

Um vereador de Paulo Afonso, no Norte baiano, é alvo de uma operação deflagrada nesta segunda-feira (18). O nome dele não foi divulgado. No entanto, o legislador investigado é apontado como Deivide Henrique (Avante).

 

Intitulada de “Senhor das Armas”, a ação resultou na apreensão de três armas de fogo, uma carabina de pressão, 137 munições, 11 aparelhos celulares e um veículo. além do vereador, os outros alvos são um homem que já havia sido preso e outros dois investigados com extensa ficha criminal.

 

Foto: Divulgação / MP-BA

 

As ações foram realizadas por equipes do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco Norte), da 18ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior de Paulo Afonso e do Departamento de Polícia do Interior. Os mandados foram cumpridos em quatro endereços localizados em Salvador.

 

De acordo com as investigações conduzidas pelo Gaeco, os suspeitos seriam responsáveis pelo fornecimento de armas e munições para integrantes de uma facção criminosa que atua na região, além de policiais militares. Entre os armamentos investigados estão armas de grosso calibre, incluindo armamento calibre 50.

 

A operação é feita em conjunto pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA) e pela Polícia Civil.

MP-BA cumpre mandado em ação contra braço do PCC no Extremo Sul baiano
Foto: Divulgação / MP-BA

O Ministério Público do Estado (MP-BA) deflagrou na manhã desta terça-feira (28) uma operação contra o tráfico de drogas em Itabela, na Costa do Descobrimento. Denominada de K9, a operação mira uma organização criminosa, que seria o braço do PCC na região. K9 seria o nome do principal alvo da investigação.

 

Foto: Divulgação / MP-BA

 

Segundo o MP-BA, o grupo teria atuação interestadual, com divisão de funções, logística de transporte e armazenamento de entorpecentes, além de movimentações financeiras voltadas à ocultação de valores ilícitos.

 

Em Itabela, as ações ocorreram em uma casa no distrito de Monte Pascoal. Segundo o Radar News, parceiro do Bahia Notícias, ninguém foi encontrado no imóvel.  

 

Ao todo são cumpridos dez mandados de prisão e 47 de busca e apreensão nos estados de Minas Gerais, Pará, Bahia, Pernambuco e Piauí.

 

 A ação foi realizada por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas da região Sul (Gaeco Sul), em conjunto com a Polícia Civil, e integra uma operação de alcance nacional coordenada pelo Gaeco do Ministério Público de Minas Gerais, com apoio das polícias Civil e Militar daquele estado.

 

Como parte das medidas, também foi solicitado o bloqueio de contas bancárias de investigados e de empresas suspeitas de serem utilizadas para lavagem de dinheiro proveniente do tráfico.

 

Os investigados poderão responder por crimes como homicídio, tráfico de drogas, associação para o tráfico, organização criminosa e lavagem de capitais.

Operação descobre cemitério clandestino em Itabela; corpos seriam de vítimas de “tribunal do crime”
Foto: Reprodução / Radar News

Uma área usada para a ocultação de corpos foi descoberta em Itabela, na Costa do Descobrimento, nesta quarta-feira (28). A identificação do local ocorreu durante uma ação conjunta da Polícia Civil e do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), do Ministério Público da Bahia, com apoio de policiais militares.

 

Segundo o Radar News, parceiro do Bahia Notícias, o ponto identificado fica em uma área de mata fechada no povoado de São João do Monte. Durante as diligências, as equipes localizaram ao menos três ossadas humanas. Os restos mortais foram recolhidos pelo Departamento de Polícia Técnica (DPT) para identificação das vítimas.

 

De acordo com o delegado Manuel Veira, titular da Delegacia Territorial de Eunápolis, há indícios de que os corpos sejam de pessoas que estavam desaparecidas no município.

 

Levantamentos preliminares indicam que cerca de dez pessoas podem ter sido enterradas clandestinamente no local, após execuções atribuídas a grupos criminosos, em práticas conhecidas como “tribunal do crime”.

 

A descoberta é resultado de desdobramentos de investigações iniciadas após uma operação policial realizada no dia 20 de janeiro, também em Itabela. Na ocasião, um delegado foi baleado, dois suspeitos morreram e houve apreensão de drogas, armas e outros materiais ilícitos. 

Operação Apito Final no extremo sul da Bahia cumpre mandados contra organização criminosa investigada por tráfico de drogas

O Ministério Público da Bahia (MP-BA), em atuação conjunta com a Polícia Federal, a Secretaria Estadual de Segurança Pública e a Polícia Militar, deflagrou nesta terça-feira (27) a "Operação Apito Final". Foram cumpridos nove mandados de busca e apreensão em endereços nos municípios de Eunápolis, Ubaitaba e Porto Seguro, incluindo os distritos de Arraial D'Ajuda e Trancoso, no extremo sul do estado.

 

Os alvos são investigados por sua suposta integração a uma organização criminosa. Durante as ações, foram apreendidos documentos e dispositivos eletrônicos que, segundo o MP, são considerados fundamentais para o aprofundamento das investigações e para a "completa elucidação dos fatos, além da responsabilização dos envolvidos".

 

De acordo com informações do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), as investigações apontam para um grupo com divisão de tarefas. A principal atividade investigada é o tráfico de drogas, envolvendo desde a coordenação das atividades ilícitas e a movimentação de recursos financeiros até a logística operacional. O grupo também utilizaria meios para dificultar a identificação de seus integrantes, como comunicações clandestinas e o uso de terceiros.

 

O Gaeco informou ainda que, durante as investigações, foram identificados indícios de cooptação de agentes públicos, com "possível fornecimento de informações privilegiadas", além de "interferências indevidas em estruturas institucionais para favorecer os interesses do grupo criminoso". As investigações seguem em andamento e novas diligências poderão ser realizadas conforme seu avanço. (Atualizado às 07h45 para corrigir informação divulgada pelo MP-BA)

Operação Indulgência: MP formaliza denúncia contra integrantes de organização envolvida em invasões de terras em Porto Seguro
Foto: Divulgação

O Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA) formalizou, nesta terça-feira (9), a denúncia contra sete pessoas apontadas como integrantes de uma organização criminosa responsável por invasões e pela comercialização ilegal de terrenos no município de Porto Seguro, no Extremo Sul do estado. Entre os denunciados estão quatro suspeitos presos no dia 11 de novembro, durante a Operação Indulgência, deflagrada pelo MP por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas e Investigações Criminais (Gaeco Sul). 

 

Na denúncia, o Ministério Público requer que a Justiça determine o bloqueio de ativos financeiros, sequestro de imóveis, bloqueio de veículos e eventual apreensão de embarcações e aeronaves, para assegurar futura reparação dos danos morais coletivos e o confisco dos valores provenientes da atividade criminosa.

 

Informações obtidas por meio da investigação do Gaeco apontam que o grupo criminoso, autodenominado “MPA – Mercado do Povo Atitude”, atua de forma organizada e violenta, utilizando ameaças e armas de grosso calibre para expulsar proprietários de suas terras e comercializar ilegalmente os lotes invadidos. O grupo atuava terrenos destinados a projetos sociais, como os da Apae e da Associação Carima, além de imóveis pertencentes a famílias de baixa renda. 

 

Os denunciados são investigados pelos crimes de esbulho possessório qualificado, que é o crime de invasão de imóvel alheio caracterizado por violência e grave ameaça; estelionato ou desmembramento ilegal do solo qualificado; organização criminosa armada; e crime de financiamento do tráfico de drogas.

Extremo Sul da Bahia vira alvo de megaoperação após apreensão de 1,6 tonelada de cocaína enviada à Europa
Foto: Divulgação / Polícia Federal

A Polícia Federal, em parceria com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público Federal, deflagrou nesta quarta-feira (10) a Operação Anansi, voltada ao enfrentamento do tráfico internacional de drogas e da lavagem de capitais ligados a organizações criminosas atuantes no Extremo Sul da Bahia.

 

A ação cumpre 22 mandados de busca e apreensão e 10 mandados de prisão preventiva, além de outras medidas cautelares, o que inclui o bloqueio de valores em contas bancárias que podem chegar a R$ 50 milhões.

 

Segundo as investigações, o grupo criminoso seria especializado no envio de cocaína para a Europa, utilizando embarcações pesqueiras. A região do Extremo Sul da Bahia funcionaria como ponto estratégico e recorrente de apoio logístico para essas operações.

 

Em dezembro de 2024, as autoridades identificaram e apreenderam, na área de Cabo Verde, uma embarcação pesqueira proveniente do Sul da Bahia transportando cerca de 1,6 tonelada de cocaína. A partir dessa apreensão, as investigações avançaram na identificação dos responsáveis pelo esquema.

 

De acordo com os investigadores, alguns pescadores e empresários do setor de embarcações pesqueiras passaram a atuar como operadores do tráfico internacional, empregando o conhecimento técnico sobre navegação e rotas marítimas para viabilizar as atividades ilícitas.

 

A operação contou com apoio direto da Europol e cooperação jurídica internacional com Cabo Verde e países europeus, como Portugal, Espanha e França. Durante as diligências, foram apreendidos veículos, celulares e outros bens, que devem ser analisados para rastreamento patrimonial e consolidação das provas.

 

A PF e o Gaeco seguem nas investigações com o objetivo de identificar outros envolvidos no esquema usado para lavar recursos provenientes do tráfico internacional de drogas.

MP faz busca em escritório da Refit em Camaçari em megaoperação contra fraude fiscal de R$ 26 bilhões
Foto: Divulgação / MP-BA

Um escritório da Refit situado em Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador (RMS), foi o local onde foi cumprido um mandado de busca e apreensão no âmbito da megaoperação Poço de Lobato, deflagrada em quatro estados.

 

Dona da antiga refinaria de Manguinhos, no Rio de Janeiro, a Refit tem no comando o advogado e empresário Ricardo Magro e é tida como a maior devedora de impostos do país. Segundo a Folha, Ricardo Magro vive em Miami, nos Estados Unidos. 

 

Foto: Divulgação / MP-BA

 

Segundo o Ministério Público da Bahia (MP-BA), o escritório é ligado ao grupo empresarial investigado por causar um prejuízo estimado em R$ 26 bilhões aos cofres públicos de São Paulo e da União.

 

A ação foi conduzida pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas) e faz parte da operação coordenada pelo Ministério Público de São Paulo, que mira empresários, sócios, diretores e colaboradores suspeitos de integrar uma organização criminosa estruturada para fraudar tributos.

 

De acordo com as investigações, o grupo montou uma rede sofisticada de empresas e fundos de investimento para sustentar operações de blindagem patrimonial, ocultação de bens e lavagem de capitais. A estrutura incluía fundos usados para dificultar o rastreamento de ativos, empresas criadas para ocultar operações e receitas e estratégias de alavancagem financeira que camuflavam movimentações ilícitas.

 

Ainda segundo o MP-BA, o grupo é investigado por crimes como fraude fiscal estruturada, lavagem de dinheiro, falsidade ideológica e delitos contra a ordem econômica.

 

A operação é realizada pelo Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos de São Paulo (Cira/SP) em parceria com Receita Federal, Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) e órgãos estaduais e forças de segurança. (Atualizado às 12h17)

MP-BA faz nova denúncia contra Binho Galinha após prática reiterada de crimes
Foto: Reprodução / Redes sociais

O Ministério Público estadual (MP-BA) ingressou com uma nova denúncia contra o deputado estadual Kléber Cristian Escolano de Almeida, conhecido como Binho Galinha, e outros 12 suspeitos acusados de integrar uma organização criminosa que atua há mais de uma década em Feira de Santana e municípios vizinhos. O documento, protocolado nesta quinta-feira (30), reforça a atuação do parlamentar, preso há cerca de 25 dias, como o líder do grupo criminoso.

 

 A denúncia prevê que uma nova imputação contra os suspeitos, em face de novos fatos revelados pelas operações "El Patrón" e "Hybris", deflagradas pela Polícia Federal e Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado). O MP-BA detalha que os fatos estão tipificados nos mesmos crimes pelos quais o deputado já foi incriminado anteriormente, por práticas delitivas reiteradas mesmo após a prineira denúncia.

 

No entanto, “não se configura dupla imputação, uma vez que se trata de fatos distintos, ainda que relacionados à mesma tipificação penal, desde que haja continuidade delitiva após o marco interruptivo representado pelo recebimento da primeira denúncia”, justifica a promotoria. O documento, obtido com exclusividade pelo Bahia Notícias, reforça a manutenção da operação da organização criminosa (ORCRIM) mesmo após o início das operações. Os dados foram compartilhados a partir de uma ação conjunta com outras instituições, a exemplo da Polícia Federal, e da quebra de sigilos bancários. 

 

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Entre os crimes citados estão: organização criminosa armada, lavagem de capitais, exploração clandestina de jogos de azar, agiotagem, extorsão majorada, receptação qualificada, e embaraço à investigação. O MP requer, na denúncia, que, caso haja condenação dos acusados, sejam aplicadas medidas de reparação por danos morais coletivos às vítimas; perdimento de bens; perda do cargo público a quatro dos denunciados que são policiais militares; e interdição de função pública aos acusados cabíveis, a exemplo do deputado Binho Galinha. 

 

HISTÓRICO DA ORCRIM
A peça judicial traz o histórico de ascensão de Kleber a posição de gestão da organização criminosa, remontando ao ano de 2013, após o falecimento do antigo líder, Oldair José Da Silva Mascarenhas, conhecido como “Dainho”. A Orcrim, que nasceu das operações vinculadas a bancas de jogo do bicho em Feira de Santana, se expandiu para atuar com empréstimos ilegais e agiotagem, além da receptação qualificada de produtos ilegais por meio de uma empresa de ferro-velho local, também utilizada para a lavagem de dinheiro das atividades do grupo. 

 

“As investigações revelaram que o grupo criminoso em questão possui uma estrutura robusta e amplamente ramificada, composta por um número expressivo de integrantes distribuídos em diferentes núcleos operacionais, todos coordenados e geridos pelo líder KLEBER CRISTIAN”, detalha a denúncia. 

 

Com as atualizações sobre a robustez da organização, a promotoria entendeu que o grupo continuou em plena atividade mesmo após a deflagração das primeiras fases da “El Patron”, sob a liderança de Binho Galinha, “com o objetivo de manter em funcionamento seus negócios ilícitos e seu padrão de vida luxuoso”, por meio de “interpostas pessoas (laranjas)” diz o documento. 

 

“Verificou-se, inclusive, que o denunciado KLÉBER CRISTIAN ESCOLANO DE ALMEIDA continuou exercendo a liderança da súcia, promovendo operações financeiras ilícitas por meio de interpostas pessoas (laranjas), adquirindo veículos de alto valor e mantendo a gestão dos negócios espúrios, em flagrante desrespeito às medidas cautelares anteriormente impostas”, destaca o documento. 

 

Além do descumprimento das cautelares, a denúncia do Ministério Público reforça que os crimes de organização criminosa possuem um novo agravante, de emprego de arma de fogo (Art. 2º, § 2º da Lei nº 12.850/2013), com a existência de um “Núcleo Armado”. A denúncia destaca que “restou comprovado que a organização criminosa faz uso de arma de fogo para a consecução de seus objetivos ilícitos”, como apreensões nas residências das vítimas.

 

NOVOS INTEGRANTES
O documento detalha, por meio de relatos obtidos por mensagens de texto e arquivos, a atuação de treze pessoas nos novos fatos revelados. Dez destas, foram denunciadas pela primeira vez, enquanto outros três já estavam sendo investigados na denúncia anterior.

 

Entre os denunciados nesta e na última denúncia da promotoria estão Binho Galinha como líder e coordenador da organização; Mayana Cerqueira da Silva, “MAYANA”, esposa de Kléber, apontada como membro da “alta cúpula” e dirigente operacional e administrativa do grupo; e João Guilherme, filho de Binho Galinha, também apontado como participante operacional.

 

Jorge Vinícius de Souza Santana, “PIANO”, considerado o principal operador financeiro do grupo conforme denúncia anterior do MP, é citado mas não é formalmente indiciado na nova peça. Confira a lista dos novos integrantes da ORCRIM reconhecidos e denunciados pelo Ministério Público:

 

1. CRISTIANO DE OLIVEIRA MACHADO: Organização criminosa e lavagem de capitais. 
Cristiano foi apontado como componente do núcleo financeiro da ORCRIM e "Laranja". Segundo as investigações, “MACHADO” atuaria como “longa manus” de MAYANA, operando em nome da acusada na gestão e pulverização de recursos financeiros da organização após o bloqueio das contas.

 

2.  ALLAN SILVA E SILVA (Policial Militar): Organização criminosa. 
Policial Militar da ativa, “SILVA” foi denunciado como componente do Núcleo Armado do grupo criminoso, sendo responsável pela segurança pessoal de “BINHO GALINHA” e sua família. O MP afirma que o Núcleo executou “papel central na segurança pessoal do líder da organização e de sua família, bem como na execução de ordens ilícitas que envolvem o uso da força, mediante violência e intimidação.”

 

3. WILDSON NUNES DE OLIVEIRA (Policial Militar): Organização criminosa.
Também componente do Núcleo Armado, “NUNES” é um policial militar da ativa que, segundo o documento, atuava a serviço do grupo como miliciano. Além de prestar segurança, o agente público realiza cobranças ilegais mediante violência sob ordem da “alta cúpula”.

 

4. THIAGO ALMEIDA SANTOS (Policial Militar): Organização criminosa.
Registrado com o vulgo "NARIGA", o policial militar também atuava como miliciano do Núcleo Armado da ORCRIM. 

 

5. ANDRÉ SANTOS DA SILVA (Policial Militar): Organização criminosa e Embaraço à Investigação
Com as alcunhas "DEL" ou "PORCÃO", a denúncia afirma que o policial militar André Santos fazia, principalmente, parte do Núcleo Armado do grupo, atuando como miliciano. No entanto, além das ações de forma, manteve vínculos financeiros com uma das empresas da ORCRIM (TEND TUDO).

 

Além de organização criminosa, foi denunciado por “Embaraço à Investigação” após, segundo o documento, resetar conteúdos possivelmente comprometedores do celular na data da Operação El Patrón, em dezembro de 2023 e janeiro de 2024.

 

6. GEISIEL PEREIRA DOS SANTOS: Organização criminosa
A promotoria destaca Geisel como parte do Núcleo Armado, envolvido na execução de ordens ilícitas que envolvem o uso da força e violência. O denunciado também recebia transferências de PIANO.

 

7. MULLER SANTOS SOUZA: Organização Criminosa e Agiotagem
“MÜLLER” foi denunciado como responsável pela operação financeira e contabilidade do esquema de agiotagem, o chamado Núcleo de Agiotagem. A investigação detalha que o suspeito lidaria diretamente com as vítimas e exigindo títulos de crédito como garantia. O documento aponta que “MÜLLER” operaria em parceria com o núcleo armado.

 

8. ANAILSON DE ALMEIDA SILVA: Organização Criminosa e Agiotagem
Acusado de fazer parte do Núcleo de Agiotagem, atuante nas negociações de empréstimos e prestação de contas (especialmente de cheques).

 

9. ALAN NASCIMENTO DE JESUS: Organização Criminosa e Agiotagem
Denunciado por atuação direta no Núcleo de Agiotagem.

 

10. BRUNO BORGES FRANÇA: Lavagem de capitais e Extorsão 
“BORGES” foi citado pelo Ministério Público como operador de Agiotagem e Jogos de Azar, na banca PARATODOS. Foi denunciado formalmente por Lavagem de Capitais, por ocultar a propriedade de um veículo utilizando um “laranja”, e Extorsão, por constranger vítimas de agiotagem. 

Ação do MP-BA contra empresário acusado de manipular resultados de jogos teve início com denúncia do Londrina
Foto: Rafael Martins/Londrina EC.

O Londrina Esporte Clube se manifestou oficialmente nesta sexta-feira (12) após a deflagração de uma operação do Ministério Público da Bahia (MP-BA). Por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas e Investigações Criminais (Gaeco), foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão em endereços residenciais de um empresário em Salvador, investigado por tentativa de aliciamento de jogadores do clube paranaense.

 

As investigações tiveram início após o Londrina relatar a tentativa de manipulação de resultados à Confederação Brasileira de Futebol (CBF). A denúncia foi encaminhada à Delegacia de Polícia Federal de Londrina, que, por sua vez, repassou o caso ao Gaeco. O procedimento apura crimes que atentam contra a integridade esportiva e a incerteza do resultado, previstos nos artigos 198, 199 e 200 da Lei Geral do Esporte (Lei nº 14.597/2023).

 

Em comunicado emitido nas redes sociais, o Londrina relatou que três atletas do elenco foram abordados por um indivíduo que ofereceu dinheiro para que recebessem cartões amarelos durante o duelo contra o Maringá, válido pela Série C do Campeonato Brasileiro, no dia 26 de abril. Os jogadores, no entanto, recusaram a proposta e imediatamente procuraram a diretoria para relatar o caso.

 

"Expressamos nosso profundo respeito e admiração pelos atletas que, além de recusarem a proposta ilícita, tiveram a coragem de procurar a diretoria para denunciar a atitude maliciosa", afirmou o clube.

 

 

 

O clube também informou que a diretoria já acionou a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) por meio da Federação Paranaense de Futebol (FPF) para comunicar o ocorrido e solicitar providências. Os atletas também prestaram depoimento ao Ministério Público, o que culminou na operação desta sexta-feira.

 

A "Pequena Londres", carinhosamente chamada pela torcida, é administrada pela Squadra Sports, plataforma multiclubes comandada pelo ex-presidente do Bahia, Guilherme Bellintani, que também controla o Ypiranga (BA), o Calinense (SP), o VF4 Futebol Clube (PB) e o Conquista (BA).

‘Operação Tricoderma’ é deflagrada contra esquema de desvio de recursos público em Santaluz
Foto: Divulgação / MP-BA

O Ministério Público da Bahia (MP-BA) deflagrou a "Operação Tricoderma", nesta quinta-feira (14), para investigar um suposto esquema de desvio de recursos públicos por meio de contratações irregulares no município de Santaluz, na região sisaleira. Foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão em endereços de Salvador, com cinco mandados, Lauro de Freitas com um e Santaluz com dois.

 

A ação, conduzida pela Procuradoria-Geral de Justiça Adjunta para Assuntos Jurídicos e pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas), contou com apoio da Polícia Civil. Segundo as investigações, empresas e um escritório de advocacia teriam sido contratados sem licitação entre 2022 e 2024 para prestar assessoria jurídica e técnico-administrativa, em casos com sobreposição de objetos contratuais e conflito de interesses.

 

Os valores dos contratos ultrapassam R$ 600 mil, e há indícios de que os serviços não foram entregues. As apurações também revelaram vínculos familiares e societários entre os contratados e agentes da gestão municipal.

 

O nome da operação faz referência ao agente de biocontrole "trichoderma", usado no combate à "podridão do tronco", praga que atinge o sisal, principal cultivo da região. A doença deixa as folhas amarelas e o tronco vermelho, simbolizando a corrupção investigada.

 

As investigações apuram crimes de fraude em licitação, desvio de recursos públicos e crimes de responsabilidade. Nenhum dos envolvidos foi citado nominalmente até o momento.

PF deflagra desdobramento da El Patrón; policiais são alvo de nova fase de operação que tem deputado no centro de apuração
Foto: Divulgação / Polícia Federal

A Polícia Federal (PF), o Ministério Público Estadual (Gaeco), a Força Correcional Integrada Force/Coger/SSP/BA e a Corregedoria da Polícia Militar da Bahia deflagraram, nesta quarta-feira (28), a Operação Fallen.

 

 

A ação é um desdobramento da Operação El Patrón, deflagrada pela primeira vez no dia 7 de dezembro de 2023 cujo alvo principal é o deputado estadual Binho Galinha (PRD).

 

Foto: Reprodução / Redes Sociais

 

Segundo a PF, nesta fase são cumpridos quatro  mandados de busca e apreensão contra policiais militares acusados de integrar a organização criminosa, suspeita de agir em lavagem de dinheiro oriundo de jogo do bicho, além de agiotagem, extorsão, receptação qualificada, entre outros crimes. O grupo opera em Feira de Santana e cidades vizinhas.

 

A PF diz ainda que o nome “Fallen”, em português “caído”, é em alusão à participação de policiais no grupo criminoso, “indicando assim a degradação moral e a perda de valores éticos desses profissionais”.  

 

A operação El Patrón já efetuou 10 mandados de prisão preventiva, 33 mandados de busca e apreensão, bloqueio de mais de R$ 200 milhões das contas bancárias dos investigados e o sequestro de 26 propriedades urbanas e rurais, além da suspensão de atividades econômicas de seis empresas.

 

Ainda segundo a PF, a investigação segue em curso para apuração de outros envolvidos e fatos conexos. Em caso de condenação, os investigados podem pegar penas que, somadas, passem de 26 anos de reclusão.

Comparsa de ex-número 2 do PCC é preso em operação no Sudoeste baiano
Foto: Divulgação / MP-BA

Uma operação contra lavagem de dinheiro da facção PCC foi deflagrada na manhã desta quinta-feira (14) em Vitória da Conquista, no Sudoeste baiano. Na ação, foi preso um homem acusado de ser um dos principais comparsas de Valdeci Alves dos Santos, apontado como cabeça do esquema de lavagem e um dos chefes do PCC.

 

Além do mandado de prisão preventiva, a Operação Argento, como foi denominada, cumpre seis mandados de busca e apreensão em Vitória da Conquista e Urandi, também no Sudoeste. Segundo o Ministério Público da Bahia (MP-BA), a Argento é um desdobramento da Operação Plata, realizada em fevereiro de 2023.

 

Foto: Divulgação / MP-BA

 

À época foi desvendado parte da estrutura do grupo, resultando em prisões e condenações de vários membros da facção criminosa. Na operação desta quarta, a Justiça ainda determinou o bloqueio de mais de R$ 2 bilhões em bens e valores vinculados ao PCC, em uma tentativa de desestabilizar a estrutura financeira da organização criminosa, alcançando a indisponibilidade de bens de 101 suspeitos.

 

Segundo o Ministério Público do Rio Grande do Norte (MP-RN), que atua também no caso, antes da operação, foram analisadas 468 contas bancárias nas quais foram movimentados R$ 1,6 bilhão entre 2014 e 2024.

 

Segundo as investigações, o grupo lavava os recursos por meio de empresas de fachada, compra e venda de imóveis de luxo e com aquisição de cavalos de raça.

MP-BA investiga policiais militares por execuções sumárias em diversas cidades da Bahia
Foto: Divulgação / MP-BA

Em ação deflagrada pelo Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA), agentes do Grupo de Atuação Especializado em Combate às Organizações Criminosas (GAECO) realizaram buscas e apreensões contra sete policiais militares investigados por execuções sumárias, na manhã desta quinta-feira (17), nos municípios de Feira de Santana, Candeias, São Sebastião do Passé e Capim Grosso.

 

 

Foram realizadas buscas nas residências dos sete policiais e em seus armários funcionais, localizados na 10ª e 91ª Companhias Independentes da Polícia Militar (CIPM), às quais estão vinculados. Foram apreendidos celulares, armas e munições nas quatro cidades.

 

Imagens das apreensões realizadas pelos agentes | Foto: Divulgação / MP-BA

 

A ação faz parte da Operação Lamaçal, que teve como alvos sete policiais militares investigados por execuções sumárias e fraude processual. As investigações correm sob sigilo. A ação partiu do MP-BA em conjunto com a Secretaria de Segurança Pública (SSP).

 

A operação policial teve como objetivo principal a coleta de novas provas para elucidar as mortes de Alan de Aquino Silva e Juracy Gonçalves Junior. Ambos os crimes ocorreram em 2020, em locais distintos da cidade de São Sebastião do Passé: o primeiro, em janeiro, no "campo de futebol alegre"; e o segundo, em maio, no "Bar da Lama".

 

As investigações conduzidas pelo Ministério Público da Bahia (MPBA) apontaram fortes indícios de que as vítimas foram executadas sumariamente por policiais militares. Contrariando os registros policiais, que alegavam mortes em confronto, as evidências sugerem que os agentes alteraram as cenas dos crimes para simular uma resistência armada.

 

A Operação foi realizada de forma integrada com os Grupos de Atuação Especial Operacional de Segurança Pública (GEOSP) e de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas e Investigações Criminais (GAECO), do MPBA, da Força Correcional Especial Integrada da Corregedoria Geral (FORCE) e da Corregedoria da Polícia Militar, sob a coordenação da SSP.

Chefe de organização criminosa é preso pelo MPBA em Caetité
Foto: Reprodução / ASCOM

O chefe de uma organização criminosa, César Paulo de Morais Ribeiro, foi preso por agentes do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas e Investigações Criminais (GAECO) na manhã desta terça-feira (24), após ser denunciado pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA) pelo homicídio ocorrido em 6 de março deste ano, às margens da rodovia BR-122, no município de Caetité.

 

A prisão aconteceu em meio à Operação Holofote, deflagrada pelo Ministério Público do Estado da Bahia, por meio de seu sistema de videomonitoramento. Ele foi denunciado pelo assassinato de Weliton Pereira.

 

As investigações apontam que Weliton Pereira foi morto por integrantes da organização que César lidera, surpreendido pelos próprios comparsas e alvejado com diversos disparos de arma de fogo. O crime teria sido cometido por motivo torpe, em razão de “vingança” por dívidas com a facção criminosa.

 

Agentes realizando busca e apreensão na propriedade | Foto: Divulgação / Ascom 

 

Foram apreendidos documentos, celulares, armas, munições e computadores. Os mandados foram expedidos pela Vara Criminal da Comarca de Caetité e foram cumpridos nos endereços residenciais e comerciais do acusado, entre eles o de uma fábrica de postes, localizada no município de Brumado, de propriedade do denunciado.

 

Segundo o GAECO, o denunciado já foi condenado pela prática de outro homicídio qualificado, com pena de 13 anos e sete dias, a qual está sendo cumprida em regime aberto desde junho de 2023. Ele é uma das principais lideranças de uma organização criminosa de tráfico de drogas e teria “encomendado” a execução da vítima, também integrante do grupo criminoso.

 


A operação contou com o apoio do GAECO, em conjunto com o Centro Integrado de Comunicações de Vitória da Conquista (CICOM). Também foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão, sendo cinco deles em Brumado e um em Vitória da Conquista.
 

Operação prende no Sudoeste baiano acusado de crime de pedofilia nas redes sociais
Foto: Divulgação / MP-BA

Um homem foi preso em flagrante em Jequié, no Médio Rio de Contas, Sudoeste baiano, nesta quarta-feira (18) acusado de pedofilia praticado nas redes sociais. Segundo o Ministério Público da Bahia (MP-BA), também foram cumpridos mandados de busca e a apreensão em que foram apreendidos aparelhos eletrônicos com imagens e fotos pornográficas envolvendo crianças.

 

O fato decorre da “Operação Prima Blindagem”, que investiga a prática criminosa contra crianças entre 10 e 12 anos na Bahia e em Minas Gerais, por meio do MP mineiro como apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas e Investigações Criminais (Gaeco) e da Polícia Civil baiana. O MP-BA informou também que segue na apuração para identificação das vítimas, com adoção das medidas de proteção cabíveis para as mesmas.

 

Foto: Divulgação / MP-BA

 

Ainda segundo o parquet baiano, faz-se alerta para necessidade de pais e responsáveis estarem atentos a sinais de alteração de comportamento e humor de crianças e adolescentes. Fazer o acompanhamento das interações sociais deles também, com o acionamento das autoridades e da rede de proteção, em caso de identificação de práticas suspeitas de violência infantojuvenil, inclusive em ambientes virtuais.

 

As denúncias podem ser feitas pelo Disque 100, do Ministério dos Direitos Humanos; pelo Disque 127 e atendimento.mpba.mp.br, do MP-BA. De forma presencial, o cidadão pode acionar as delegacias de polícia e sedes das promotorias de Justiça.

Operação prende 3 acusados em morte de comerciante de gás de cozinha na região de Feira
Foto: Divulgação / MP-BA

Três pessoas foram presas na manhã desta terça-feira (10) durante a “Operação Agno”. O trio é acusado pelo homicídio de Agnelo Vilela Oliveira, conhecido como Agno, no dia 3 de julho do ano passado em Santo Estêvão, no Portal do Sertão. Agno foi morto com tiro na cabeça, sem chance de defesa, enquanto trabalhava no comércio da família.

 

A operação desta terça foi deflagrada pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA) e pela Secretaria de Segurança Pública (SSP). Outras três pessoas, entre elas dois policiais civis, foram acusadas por extorsão mediante sequestro contra a mesma vítima praticado quase dois meses antes, em 6 de maio de 2023. Os policiais foram afastados das funções pela Justiça a pedido do MP-BA. As denúncias tramitam sob sigilo.

 

Foto: Divulgação / MP-BA

 

Segundo as investigações do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do MP-BA, os seis integram organização criminosa que quer dominar o mercado, eliminando a concorrência no comércio de água e de gás de cozinha (GLP) na região.

 

Ainda conforme o MP-BA, quanto ao crime de extorsão mediante sequestro, as apurações apontam que a vítima foi levada por policiais civis e mantida em cárcere nas dependências da delegacia de Santo Estevão até o pagamento da quantia de R$ 2 mil.

 

As prisões desta terça ocorreram em Salvador, Simões Filho e Salinas das Margaridas. Quatro mandados de busca e apreensão também foram cumpridos em Feira de Santana,  Santo Estêvão e Salinas, onde foram apreendidos celulares, documentos, armas e munição.

 

As ordens judiciais foram expedidas pela Vara Criminal da Comarca de Santo Estêvão.

Alvo de mandado cumprido em Feira na El Patrón operava dinheiro de organização criminosa
Foto: Reprodução / PF

O operador financeiro do grupo investigado na operação El Patrón foi alvo do mandado de busca e apreensão cumprido nesta sexta-feira (9) em Feira de Santana. Apuração do Bahia Notícias confirmou que o operador gerenciava jogo do bicho e servia de canal para lavagem de dinheiro. A operação tem como alvo o deputado estadual Binho Galinha (PRD).

 

O mandado cumprido nesta sexta é oriundo da segunda denúncia oferecida pelo Gaeco [Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas e Investigações Criminais] do Ministério Público do do Estado (MP-BA). O nome do operador não foi informado.

 

Durante a diligência, foram apreendidos documentos e objetos que poderão fornecer provas adicionais sobre a posse ilegal de armas de fogo e o envolvimento dos acusados nas atividades ilícitas do grupo criminoso.

 

A denúncia tem como base um inquérito da Polícia Federal, que investiga a prática de crimes como lavagem de dinheiro, extorsão e contravenção de jogo do bicho, atribuídos a um grupo criminoso atuante em Feira de Santana e municípios vizinhos, que usava armamento bélico. 

Operação da PF que tem deputado como alvo cumpre mandado em Feira de Santana
Foto: Divulgação / Polícia Federal

Um mandado de busca e apreensão foi cumprido na manhã desta sexta-feira (9) em Feira de Santana no âmbito da Operação El Patrón. Policiais federais apreenderam documentos e objetos que podem fornecer provas adicionais sobre os crimes investigados.

 

 

A El Patrón foi deflagrada pela primeira vez em 7 de dezembro do ano passado e tem como principal alvo o deputado estadual Binho Galinha (PRD), acusado de chefiar uma organização criminosa, acusada de lavagem de dinheiro via jogo do bicho, agiotagem, extorsão, receptação qualificada, entre outras infrações penais, na região de Feira de Santana.

 

O mandado cumprido nesta sexta foi autorizado pela 1ª Vara Criminal de Feira de Santana. Além da Polícia Federal (PF), a operação contou com agentes do Ministério Público do Estado da Bahia, por meio do seu Gaeco, a Força Correicional Especial Integrada (Force) da SSP/BA e a Receita Federal, em Feira de Santana.

 

Antes da operação desta sexta, o último desdobramento da El Patrón ocorreu no dia 29 de junho passado. A então Operação Hybris 3 cumpriu um mandado de busca e apreensão também em Feira de Santana.

 

Um dia antes, o Supremo Tribunal Federal (STF) negou um pedido de prisão domiciliar de Mayana Cerqueira da Silva, esposa de Binho Galinha. Mayana segue presa desde o dia 9 de abril em outro desdobramento da Operação El Patrón. Ela é a única detida durante as investigações.

Operação Fogo Amigo: Capitão da PM é preso novamente após recurso do MP
Foto: Divulgação

Um capitão da PM foi preso na manhã deste sábado (27), como desdobramento da “Operação Fogo Amigo”, que investiga uma organização criminosa especializada na venda de armas e munições ilegais para facções de Alagoas, Bahia e Pernambuco. Ele havia sido solto na semana passada, após autorização da justiça. 

 

A prisão foi realizada pelo Ministério Público, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas e Investigações Criminais (Gaeco), e pelas Polícias Federal e Militar,  cumprindo determinação da Justiça que decretou novamente a prisão preventiva do oficial. O policial havia sido libertado após a defesa conseguir a revogação de sua prisão preventiva, mas uma liminar suspendeu essa decisão e restabeleceu sua detenção, a pedido do Gaeco.

 

A Justiça, ao analisar o recurso, entendeu que as circunstâncias que levaram à prisão preventiva inicial não haviam mudado, justificando assim a necessidade de mantê-lo detido para garantir a ordem pública. O capitão foi denunciado em 7 de junho de 2024, pelos crimes de organização criminosa armada e comercialização ilegal de armas de fogo, inclusive de uso restrito. As investigações revelaram um sofisticado esquema de mercado clandestino, no qual o policial e outros membros da quadrilha obtinham munições ilegalmente, adquirindo armas de fogo "frias" e vendendo-as através de intermediários. Esse modus operandi permitia que facções criminosas na Bahia fossem abastecidas com armas e munições.

 

Durante a "Operação Fogo Amigo", que levou à prisão do PM, foram apreendidas uma arma de fogo registrada em nome de terceiro, uma grande quantidade de munições de diversos calibres e documentos de transporte de mercadorias, evidenciando seu envolvimento no comércio ilegal. Registros financeiros mostraram que o policial transferiu R$ 87.330,00 para outro membro da organização criminosa em 35 transações, comprovando sua participação ativa na quadrilha.

 

FOGO AMIGO 

No dia 21 de maio de 2024, a operação cumpriu 20 mandados de prisão preventiva e 33 de busca e apreensão contra agentes de segurança pública, CACs (caçadores, atiradores e colecionadores), empresários e lojas de comercialização de armas de fogo, munições e acessórios, que, segundo as investigações, formam a organização criminosa e estão envolvidos no esquema criminoso. 

 

Foram cumpridos mandados nos municípios de Juazeiro, Salvador e Santo Antônio de Jesus. E determinado o sequestro de bens e bloqueio de valores de até R$ 10 milhões dos investigados, além da suspensão da atividade econômica de três lojas que comercializavam material bélico de forma irregular.

 

A ‘Fogo Amigo’ foi deflagrada pelo Ministério Público estadual, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas do Norte (Gaeco Norte), e pela Polícia Federal, com apoio do Gaeco pernambucano, equipes da Cipe Caatinga e Bepi da PM de Pernambuco;Polícia Civil da Bahia, por meio da Coordenação de Operações e Recursos Especiais (Core); das Corregedorias-Gerais da Polícia Militar da Bahia e Pernambuco; e do Exército brasileiro. 

Seis são alvos de operação que investiga propinas de R$ 16,5 mi para concessão de licenças ambientais do Inema
Foto: MP-BA

Ao todo seis pessoas, entre servidores e ex-funcionários do Instituto de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), foram alvos na manhã desta sexta-feira (19) de mandados de busca e apreensão da Operação Ceres, que investiga um esquema de propina no órgão para a concessão de licenças ambientais. Os alvos de hoje são investigados por crimes de corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro e associação criminosa.

 

De acordo com as investigações, o esquema de pagamento de propinas chega ao total de quase R$ 16,5 milhões, e eram cobradas para viabilizar ilegalmente a concessão de licenças ambientais e autorizações de supressão de vegetação, entre os anos de 2019 e 2023. 

 

A força-tarefa foi deflagrada pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA), por meio do Grupo de Atuação de Combate às Organizações Criminosas e Investigações Criminais (Gaeco) e da Promotoria de Justiça de Proteção da Moralidade Administrativa, com o apoio da Polícia Rodoviária Federal (PRF), da Companhia Independente de Policiamento Especializado da Região Sudoeste da Polícia (Cipe Sudoeste) e do Comando de Policiamento Regional do Extremo Sul da Bahia, da Polícia Militar.

 

 

 

As investigações apontam que o pagamento de propinas foi realizado, na maior parte, por fazendeiros ou empresas relacionadas a empreendimentos rurais do oeste do estado, via depósitos bancários nas contas de um dos investigados. 

 

Foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão em endereços residenciais nos municípios de Salvador, Camaçari, Guanambi e Riacho de Santana e em uma empresa, na cidade de Lauro de Freitas. A pedido do MP, a 1ª Vara Criminal Especializada da capital também determinou a suspensão das funções de um técnico do Inema e o sequestro de bens dos investigados. 

 

O material apreendido (documentos, celulares, computadores, jóias) será submetido à conferência e análise pelos promotores de Justiça e, posteriormente, encaminhado aos órgãos competentes para adoção das medidas cabíveis. Na mitologia romana, Ceres é a deusa da agricultura e da fecundidade da terra.

Operação localiza na Bahia operador de esquema que movimentou R$ 90 milhões em fraudes bancárias no país

Um homem foi preso nesta quarta-feira (10) em Feira de Santana acusado de ser um dos principais operadores de um esquema que movimentou cerca de R$ 90 milhões em fraudes bancárias em todo país. Segundo o Ministério Público do Estado (MP-BA), a prisão ocorreu durante cumprimento do mandado de busca e apreensão na residência do investigado em Feira de Santana.

 

 

A ação faz parte da “Operação Mão Fantasma”, deflagrada pelo Ministério Público de Santa Catarina, com ações em sete estados. O objetivo é desarticular três organizações criminosas de âmbito nacional especializadas em fraudes bancárias, especialmente na prática dos golpes conhecidos como "mão fantasma/acesso remoto" e "falsa central de atendimento".  

 

Ainda segundo o MP-BA, a investigação começou no final de 2022, após boletins de ocorrência de subtração de valores de contas bancárias. Para cometer os crimes, os investigados usavam aplicativos de gerenciamento remoto para controlar os celulares das vítimas e realizar transferências ilícitas de valores.

 

A “Operação Mão Fantasma” cumpre mandado em seis estados. Ao todo, são 34 mandados de prisão preventiva e 73 mandados de busca e apreensão em Santa Catarina, São Paulo, Paraná, Rio de Janeiro, Bahia, Paraíba e Ceará.

Liderança de facção que comandava tráfico na RMS de dentro da prisão é alvo de operação
Foto: Divulgação / MP-BA

O Ministério Público da Bahia (MP-BA) deflagrou no final da tarde desta terça-feira (4), a “Operação Torre”, que realizou buscas em oito celas do Conjunto Penal Masculino em Salvador. 


A operação investiga um dos principais líderes do tráfico de drogas que atua na Região Metropolitana de Salvador (RMS) e teve o objetivo de desarticular o esquema de comunicação e o plano de expansão da organização criminosa dentro do sistema penitenciário. O investigado estaria se comunicando por aparelho celular com internos de outras unidades, apesar de preso no conjunto penal. Um celular foi apreendido na cela dele. 


De acordo com investigações do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) do MP baiano, a organização criminosa liderada pelo investigado atua na exploração do tráfico interestadual de drogas e armas, lavagem e ocultação de bens adquiridos nas ações delitivas e na prática de homicídios na RMS. Possui ainda  “claro propósito de estender seu território de atuação dentro dos presídios mediante violência e coação”.


A operação foi realizada pelo Gaeco, com apoio da Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização (Seap), por meio do Grupo de Segurança Institucional (GSI) e do Grupamento Especializado em Operações Prisionais (Geop); do Grupo de Atuação Especial de Execução Penal (Gaep) do MP e da direção do Conjunto Penal Masculino.

MP já apurou mais de 300 denúncias contra estabelecimentos por preços abusivos durante tragédia no RS
Foto: MP-RS

Um total de 315 denúncias sobre a comercialização de produtos com preços abusivos já foram apuradas pela força-tarefa do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Rio Grande do Sul (MP-RS), desde o dia 4 de maio. Os estabelecimentos denunciados estão localizados em Porto Alegre, Gravataí, Viamão, Cachoeirinha, Canoas e Alvorada, na Região Metropolitana. 

 

Até o momento, o MP-RS confirma que 65 pontos comerciais foram autuados, a maioria das autuações ocorreu em mercados e postos de gasolina. Em um dos postos, dois funcionários foram presos. A força-tarefa também fiscalizou farmácias, empresas de caminhão pipa e revendas de gás e água. Em algumas, o galão de 20 litros estava sendo vendido a R$ 80.

 

As reclamações chegaram por meio do canal criado pela instituição – o email [email protected] – para que os consumidores pudessem relatar casos de aumentos ocorridos depois das enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul. No total, o MP-RS já recebeu 680 denúncias de todo o estado.

 

Para o promotor de Justiça Alcindo Luz Bastos da Silva Filho, os números refletem a decisão acertada do Ministério Público de criar um e-mail exclusivo para esse tipo de denúncia. “Percebemos que o consumidor precisa ter um canal rápido para denunciar quando se depara com um produto comercializado acima do preço, ainda mais nesse momento de crise”, diz o promotor.

 

Também integram a força-tarefa criada pelo MPRS, o coordenador do Centro de Apoio Operacional do Consumidor e da Ordem Econômica, André Marchesan, o promotor de Justiça Marcos Centeno, servidores da instituição, além de integrantes do PROCON Estadual, PROCONs municipais e Delegacia do Consumidor da Polícia Civil (DECON).

Três PMs são presos em operação que apura homicídio com tortura no Norte baiano
Foto: Divulgação / MP-BA

Três policiais militares foram presos na manhã desta quinta-feira (16) durante a operação “Sub Lege”. Os mandados de prisão temporária e outros cinco de busca e apreensão foram cumpridos em de Jacobina e Pindobaçu, no Norte do estado, em residências dos PMs e na sede do 5º Pelotão de Pindobaçu.

 

 

Segundo o Ministério Público do Estado (MP-BA), os policiais são investigados pelo homicídio de Robson da Silva Santos, ocorrido no dia 7 de abril passado. Com os policiais, os agentes apreenderam armas (pistolas, revólver e espingarda), carregadores de pistola, cartuchos e porções de maconha. Conforme a apuração, Robson foi assassinado a tiros em Pindobaçu, sem oferecer resistência, após ser retirado debaixo de uma cama.

 

Foto: Divulgação / MP-BA

 

O crime teria características de execução sumária, inclusive com emprego de tortura. A apuração também apontou que a vítima já estava sem sinais vitais ao ser levada ao hospital e apresentava múltiplas lesões compatíveis com ação violenta e disparos a curta distância.

 

O MP-BA disse ainda que as apurações contrariam a versão dos policiais, um capitão e dois soldados, de que a vítima teria resistido à ação policial, o que justificou o uso de força. Os PMs também são investigados por fraude processual. Os mandados de prisão e busca foram expedidos pela Vara Criminal da Comarca de Pindobaçu.

 

A Sub Lege foi deflagrada por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas do Norte (Gaeco Norte). Participam das ações equipes da Secretaria de Segurança Pública (SSP-BA), por meio do Departamento do Interior (Depin) da Polícia Civil e da Força Correicional Especial Integrada (Force); e da Corregedoria-Geral da Polícia Militar (Correg).

 

Os três PMs serão encaminhados para a Coordenação de Custódia Provisória, sediada no Batalhão de Choque, em Lauro de Freitas; e para o 12° Batalhão, em Camaçari, ambas cidades na Região Metropolitana de Salvador (RMS).

Saiba quem é o lobista alvo de mandado em operação desdobramento da Faroeste
Foto: MP-BA

A Operação Mascavado, deflagrada nesta terça-feira (30) pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA) e pela Polícia Federal, cumpriu mandado de busca e apreensão contra Anderson Campos Gama, apontado como lobista dentro do esquema criminoso desvendado pela Operação Faroeste. A identidade foi confirmada em informação repassada ao Bahia Notícias. 

 

Segundo investigação do MP-BA, Anderson atuava como lobista para o desembargador do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), Ivanilton Santos da Silva. As investigações indicam que o lobista fazia a negociação para a venda das sentenças favoráveis aos clientes. O acusado já teria aparecido em outros momentos das apurações, porém só agora ele foi identificado e localizado pelo MP-BA e pela PF.

 

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A operação de hoje parte de elementos trazidos pelas investigações da Faroeste, que desvendou suposto esquema de venda de decisões judiciais na Bahia, quanto à relação entre o lobista, a ex-servidora do tribunal, Ione Cristina Sampaio Righi, e o desembargador aposentado, investigado pela operação. 

Ex-servidora alvo de desdobramento da Faroeste assessorava desembargador e tinha ligação com delator
Foto: MP-BA

Um dos alvos do mandado de busca e apreensão cumpridos no âmbito da Operação Mascavado, desdobramento da Operação Faroeste, deflagrada nesta terça-feira (30), a ex-servidora do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) atuava como assessora do desembargador Ivanilton Santos da Silva - aposentado desde 2022. 

 

Segundo informações obtidas pelo Bahia Notícias, Ione Cristina Sampaio Righi também tinha proximidade com o advogado Júlio César Cavalcanti Ferreira, delator da Faroeste. A delação de Ferreira acarretou no afastamento do desembargador Ivanilton Santos da Silva e do juiz João Batista Alcântara Filho em dezembro de 2020. Ela foi exonerada do cargo comissionado em 23 de dezembro daquele ano.  

 

A ação de hoje, como confirma o Ministério Público da Bahia (MP-BA), parte de elementos trazidos pelas investigações da ‘Faroeste’, que desvendou suposto esquema de venda de decisões judiciais na Bahia, quanto à relação entre o lobista, a ex-servidora e o ex-desembargador do TJ-BA, investigado pela operação. As investigações indicam que o lobista fazia a negociação para a venda das sentenças favoráveis aos clientes. Já a ex-servidora aparece como beneficiária do comércio ilegal. Ela teria ameaçado denunciar o esquema criminoso caso deixasse de receber parte da propina.

 

Os dois mandados de busca e apreensão foram cumpridos Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) e pela Polícia Federal, por meio da Delegacia de Combate à Corrupção, Desvio de Recursos Públicos e Crimes Financeiros (Delecor).

Desembargador aposentado há dois anos do TJ-BA está ligado aos alvos da operação deflagrada nesta terça

O ex-desembargador do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), Ivanilton Santos da Silva, está ligado aos novos envolvidos alvos da Operação  Mascavado, desdobramento da Operação Faroeste, deflagrada na manhã desta terça-feira (30) em Salvador.

 

O Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) e a Polícia Federal, por meio da Delegacia de Combate à Corrupção, Desvio de Recursos Públicos e Crimes Financeiros (Delecor), cumpriram dois mandados de busca e apreensão nas residências de um homem apontado como lobista dentro do esquema criminoso desvendado pela Faroeste e de uma ex-servidora pública do Poder Judiciário baiano.

 

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Ivanilton Santos da Silva foi afastado do cargo de desembargador em dezembro de 2020 e retornou ao TJ-BA em março de 2022, após determinação do ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Og Fernandes. Na época, o ministro relator destacou não haver notícias nos autos de que a investigação contra o desembargador teria evoluído. Dois meses depois, em maio, ele se aposentou. 

Mandados de busca são cumpridos nesta terça-feira em endereços de novos envolvidos em esquema desvendado pela Faroeste
Fotos: MP-BA

O Ministério Público da Bahia (MP-BA) deflagrou a Operação Mascavado nesta terça-feira (30) em Salvador e cumpre dois mandados de busca e apreensão nas residências de um homem apontado como lobista dentro do esquema criminoso desvendado pela Operação Faroeste e de uma ex-servidora pública do Poder Judiciário baiano.

 

Os mandados foram expedidos pela Vara dos Feitos Relativos a Delitos Praticados por Organização Criminosa da Comarca de Salvador  (Vorcrim). Segundo o MP-BA, os dois alvos são investigados por crimes de lavagem de dinheiro e associação criminosa. 

 

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O Ministério Público destaca que a ação de hoje parte de elementos trazidos pelas investigações da ‘Faroeste’, que desvendou suposto esquema de venda de decisões judiciais na Bahia, quanto à relação entre o lobista, a ex-servidora e um ex-desembargador do Tribunal de Justiça (TJ-BA), investigado pela operação. As investigações indicam que o lobista fazia a negociação para a venda das sentenças favoráveis aos clientes. Já a ex-servidora aparece como beneficiária do comércio ilegal. Ela teria ameaçado denunciar o esquema criminoso caso deixasse de receber parte da propina.

 

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A ação é realizada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) e pela Polícia Federal, por meio da Delegacia de Combate à Corrupção, Desvio de Recursos Públicos e Crimes Financeiros (Delecor).

Saiba quais advogados foram alvos de operação do Gaeco por fraude e apropriação indébita
Foto: MP-BA

A Operação Data Venia deflagrada nesta quarta-feira (24) pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA) teve como alvos dois escritórios de advocacia e seus sócios, que atuam em Salvador. Eles são acusados de atuar por meio de um esquema conhecido como advocacia predatória, que consiste no ajuizamento em massa de ações com pedido semelhantes em face de uma pessoa ou de um grupo específico. 

 

Informações repassadas ao Bahia Notícias indicam que os advogados João Luiz Lima de Oliveira Junior, Antonio Leonardo Souza Rosa, Pedro Francisco Solino e Leonardo Rodrigues Pimentel foram alvos dos mandados de busca e apreensão cumpridos pelo Grupo de Combate às Organizações Criminosas e Investigações Criminais (Gaeco).

 

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João Luiz e Pedro Francisco são sócios no escritório Solino & Oliveira Advogados Associados, já Antonio Leonardo e Leonardo são sócios no Pimentel & Rosa Advocacia e Consultoria. Os advogados possuem registro ativo e regular na OAB Bahia. 

 

O MP-BA confirma o cumprimento de seis mandados de busca e apreensão na capital, expedidos pela 1ª Vara Criminal Especializada, contra quatro advogados e seus respectivos escritórios, que atuavam de forma independente e autônoma. Os mandados foram cumpridos nos bairros do Horto Florestal, Caminho das Árvores, Graça e Comércio. Atualizada às 12h06

Gaeco cumpre mandados em escritórios de advocacia de Salvador por uso de documentos falsos e apropriação indébita
Foto: MP-BA

Deflagrada na manhã desta quarta-feira (24) pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA), a Operação Data Venia investiga dois escritórios de advocacia e seus sócios acusados de atuar em Salvador por meio de um esquema conhecido como advocacia predatória, que consiste no ajuizamento em massa de ações com pedido semelhantes em face de uma pessoa ou de um grupo específico. 

 

Segundo o MP-BA, foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão na capital, expedidos pela 1ª Vara Criminal Especializada, contra quatro advogados e seus respectivos escritórios, que atuavam de forma independente e autônoma. 

 

Também foi determinada a suspensão do exercício da atividade de advocacia dos investigados e a indisponibilidade de ativos na ordem de R$ 309.151,00 de dois escritórios de advocacia e de seus sócios. A operação apreendeu 10 mil dólares em espécie, documentos e celulares. 

 

Intitulada 'Data Venia', a operação, deflagrada pelo Grupo de Combate às Organizações Criminosas e Investigações Criminais (Gaeco), resulta de procedimento investigatório criminal que apura a prática dos crimes de uso e falsificação de documento particular e apropriação indébita, previstos nos artigos 298, 304 e 168 do Código Penal Brasileiro. Oito promotores de Justiça participaram da operação, com o apoio da Polícia Civil, por meio da Coordenação de Operações e Recursos Especiais (Core) e de seis advogados indicados pela OAB/BA. Os mandados foram cumpridos nos bairros do Horto Florestal, Caminho das Árvores, Graça e Comércio.

 

 

De acordo com levantamento realizado pelo Centro de Inteligência da Justiça Estadual da Bahia (CIJEBA) do Tribunal de Justiça, foram ajuizadas milhares de ações judiciais, sobretudo perante as Varas do Juizado Especial de Defesa do Consumidor, em face de uma mesma instituição bancária, com uso de documentos adulterados.

 

Apenas um dos escritórios ajuizou, ao menos, 2.653 ações contra um único banco, entre os anos de 2020 e 2022, utilizando-se de falsificação e uso de documentos falsos. Durante as investigações, apurou-se que diversas ações judiciais foram propostas sem o completo conhecimento das partes, ou em favor de parte autora já falecida, como se ainda estivesse viva.

Três PMs são presos acusados de integrar grupo de extermínio no Nordeste baiano
Foto: Divulgação / MP-BA

Três policiais militares foram presos na manhã desta quarta-feira (17) acusados de integrarem um grupo de extermínio. As prisões ocorrem no âmbito da Operação Tépis, deflagrada nos municípios de Feira de Santana, Euclides da Cunha, Ribeira do Pombal, Candeal, Cícero Dantas e Cipó.

 

Foto: Divulgação / MP-BA

 

Além dos mandados de prisão temporária, foram cumpridos ainda dez mandados de busca e apreensão em endereços residenciais, comerciais e em unidades policiais localizadas em Ribeira do Pombal e Cipó. A operação ainda apreendeu armas, entre metralhadoras e espingardas,  munição, drogas, além de placas de carros, celulares e documentos.

 

Foto: Divulgação / MP-BA

 

Segundo o MP-BA, os investigados estariam forjando autos de resistência para encobrir execuções de suspeitos de práticas criminosas, principalmente de tráfico de drogas. O nome da operação faz referência a Tépis de Ática, apontado como o primeiro ator da história. As investigações continuam para identificar outros envolvidos, além de delimitar a responsabilidade criminal de cada um dos investigados. O material apreendido será analisado pelo Gaeco, pela Force e pela perícia técnica da Polícia.

 

Foto: Divulgação / MP-BA

 

Além do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas e Investigações Criminais (Gaeco) do MP-BA, participam da operação equipes da Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), por meio da Força Correcional Especial Integrada (Force) da Corregedoria Geral da SSP, e da Corregedoria da Polícia Militar (Correg). Os mandados de prisão e busca e apreensão foram expedidos pela Vara Criminal de Cícero Dantas.

Soldado é alvo de mandado de prisão acusado de matar gerente de mercado no Recôncavo baiano
Foto: Divulgação / Gaeco (MP-BA)

Um soldado da Polícia Militar foi alvo de um mandado de prisão preventiva na manhã desta quarta-feira (27). Diego Kollucha Santos Vasconcelos é acusado pela morte da gerente de mercado Juliana de Jesus Ribeiro. O crime ocorreu no dia 25 de maio de 2023, em Saubara, no Recôncavo.

 

Juliana de Jesus Ribeiro foi morta a tiros / Foto: Reprodução / G1 

 

A operação intitulada “Sangue Frio” foi deflagrada pelo Ministério Público do Estado (MP-BA), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), e pela Secretaria de Segurança Pública, por meio da Força Correicional Especial Integrada da Corregedoria Geral (Force).

 

O PM alvo da operação já está preso no Batalhão de Choque da corporação. Em outubro do ano passado, o soldado foi preso durante a Operação Salobro, que investigou a participação de PMs em milícias na região de Santo Estêvão, no Portal do Sertão. Ainda segundo o MP-BA, o policial teria executado a gerente de mercado “sem lhe dar qualquer chance de defesa”, uma vez que a vítima já estava rendida e costas para o soldado.

 

Foto: Divulgação / Gaeco (MP-BA)

 

Imagens de câmeras de segurança teriam registrado a cena. O MP-BA também afirmou que laudos policiais apontaram que Juliana Ribeiro foi atingida diversas vezes à queima roupa na cabeça, face, tórax, abdômen e braços. Os mandados foram expedidos pela Vara Criminal de Santo Amaro.

 

“As evidências e provas do inquérito policial demonstram que o denunciado planejou, premeditou e executou a ação que culminou na morte de Juliana de Jesus Ribeiro", afirma o Gaeco na denúncia. Trezes dias antes da execução, o denunciado foi flagrado observando a rotina da vítima, percorrendo o mesmo percurso e realizando as mesmas ações que foram feitas na data do homicídio.

 

A investigação apontou que, por volta das 19h30 do dia do crime, Diogo Kollucha e um comparsa, ainda não identificado, renderam a vítima quando ela saía do trabalho, em técnicas semelhantes as de abordagem policial, obrigando-lhe a por as mãos na cabeça e a ficar de costas para eles.

 

Ainda conforme a denúncia, o soldado alterou as placas do veículo utilizado no crime com a finalidade de dificultar a investigação.

PMs acusados de execuções no interior baiano são alvo de operação do MP
Foto: Divulgação / MP-BA

Dois policiais militares acusados de cinco homicídios em Euclides da Cunha, no Nordeste baiano, são alvos da Operação Sertões. A ação foi deflagrada na manhã desta quinta-feira (1°) pelo Ministério Público do Estado (MP-BA), por meio dos Grupos de Atuação Especial Operacional de Segurança Pública (Geosp) e de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).

 

Ao todo, seis mandados de busca e apreensão são cumpridos em Euclides da Cunha e Ribeira do Pombal, na mesma região. Foram apreendidos estojos e armas de fogo, armas brancas, documentos e celulares. Segundo o MP-BA, um homem que não exerce função pública também é alvo da operação.

 

Foto: Divulgação / MP-BA

 

Os homicídios atribuídos aos policiais ocorreram nos dias 22 de junho de 2019, 30 de dezembro de 2021 , 27 de julho de 2023, além de duas mortes no 21 de junho de 2019, com características de execuções sumárias. Todo o material apreendido vai ser analisado pelos promotores de Justiça.

 

Os mandados foram autorizados pela Vara Criminal da Comarca de Euclides da Cunha. Auxiliaram na operação agentes do 5º Batalhão da Polícia Militar de Euclides da Cunha e da Companhia Independente de Policiamento Especializado (Cipe Nordeste) de Ribeira do Pombal.

 

Também foi alvo da operação um homem que não exerce função pública. 

MP investiga mais de 60 policiais de 16 cidades baianas por envolvimento com milícia
Foto: Divulgação / MP-BA

Em pouco mais de três anos, 67 policiais foram alvos do Grupo Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) do Ministério Público da Bahia (MP-BA) em operações por integrar milícias ou grupos de extermínio. 

 

Segundo levantamento feito pelo O Globo junto ao MP-BA, as quadrilhas de agentes de segurança estão espalhadas por 16 cidades de Norte a Sul do estado, do interior à Região Metropolitana de Salvador, e dominam desde grandes municípios a pequenos povoados em áreas rurais. São elas: Acajutiba, Água Fria, Barreiras, Camaçari, Cansanção, Feira de Santana, Inahmpube, Itabuna, Juazeiro, Lamarão, Paulo Afonso, Piatã, Santaluz, Santa Maria da Vitória, Santo Estevão e Valente. 

 

O cenário é alarmante. Conforme a apuração, o número de policiais acusados de integrar milícias explodiu em 2023: foram 23 agentes alvos em sete operações diferentes – número maior do que a soma dos dois anos anteriores. 

 

O aumento coincide com a escalada de mortes em operações da polícia baiana nos últimos anos. Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública confirmam que de 2019 a 2022, homicídios decorrentes de ações policiais passaram de 773 para 1.464 na Bahia. 

 

CASOS

Em abril de 2021, o mototaxista Alex Cirino foi interceptado em um sinal de trânsito na cidade de Paulo Afonso. Suspeitos que ocupavam uma Amarok, autores da abordagem, desceram do veículo e colocaram Cirino à força na caminhonete (lembre aqui).

 

Para o MP-BA, o mototaxista foi sequestrado e morto por uma milícia formada por PMs do batalhão da cidade. Ele era a principal testemunha de acusação de um processo contra a quadrilha. Atualmente, um capitão e um soldado respondem pelo assassinato e pela ocultação de cadáver do mototaxista. Outros 14 policiais do batalhão da cidade respondem por crimes relacionados à atuação da milícia.

 

No caso de Paulo Afonso, a investigação revelou também que homicídios cometidos em operações do batalhão local eram, na verdade, ações de extermínio da milícia (saiba mais).

 

Em agosto do ano passado, a Justiça determinou que quatro policiais militares e um policial civil fossem afastados por integrarem uma quadrilha suspeita de mais de uma dezena de homicídios nos municípios de Santaluz, Valente e Cansanção. 

 

No começo do mês de dezembro, o Gaeco e a Polícia Federal deflagraram operação contra uma das milícias mais antigas do estado, que atua há quase 20 anos em Feira de Santana. A investigação aponta que o chefe do grupo é o deputado estadual Binho Galinha. Três PMs foram presos, acusados de serem o braço armado do político.

 

Outras investigações mostram que empresas de segurança são usadas como fachada para a ação de milícias de policiais no estado. A exemplo de Piatã, onde o grupo paramilitar local passou a assaltar comerciantes para forçá-los a contratar os serviços de segurança particular da empresa do chefe da milícia, um sargento da PM. Quem não paga ao grupo, tem seu comércio roubado. 

 

Já em Santa Maria da Vitória, um investigador da Polícia Civil é réu sob a acusação de formar uma milícia com funcionários de sua firma de vigilância. Conforme investigação, em junho de 2022, o investigador Marcelo Gonçalo Dantas e seus capangas passaram a ameaçar moradores de uma comunidade tradicional e um mês depois, mais de dez homens armados e com rostos cobertos com toucas entraram na região dando tiros para o alto e atearam fogo nas casas, onde havia até idosos.

 

Ao O Globo, a Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA) destacou que o órgão criado pelo governo para investigar policiais realizou, em 2023, 19 operações, em que 108 pessoas foram alvos de mandados de prisão ou de busca e apreensão.

Agente de presídio de segurança máxima na Bahia é preso em operação; suspeito facilitava entrada de celulares
Foto: Divulgação / MP-BA

Um agente penitenciário do presídio de segurança máxima em Serrinha, na região sisaleira, foi preso em flagrante nesta quinta-feira (21). O fato ocorreu durante operação liderada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Estado (MP-BA). Quatro mandados de busca e apreensão foram cumpridos na casa do agente e em celas do presídio.

 

Foto: Divulgação / MP-BA

 

Na residência do funcionário do presídio foram encontrados celulares, arma de droga. Nas investigações, o MP-BA identificou que o suspeito negociava regularmente com os detentos a entrada dos aparelhos telefônicos e carregadores, além de passar informações sensíveis aos internos, inclusive sobre a rotina de fiscalizações.

 

A apuração também aponta indícios de que o agente penitenciário fazia transação ilegal de aras para a facção criminosa local comandada por um dos presos.

 

Os alvos da operação são investigados por crimes de favorecimento e corrupção passiva, no caso do agente, corrupção ativa, quanto aos detentos, e todos por associação criminosa e lavagem de dinheiro.

 

Foto: Divulgação / MP-BA

 

Atuam em apoio ao Gaeco, o Grupo Especial de Execução Penal (Gaep) e a 1ª Promotoria de Justiça de Serrinha. , cumpriu quatro mandados de busca e apreensão nas residências do agente e em celas da unidade prisional. 

Presidente da Ampeb elogia o Gaeco e afirma que as forças de segurança estão trabalhando de forma integrada para conter a violência no Estado
Foto: Camila São José / Bahia Notícias

Durante a abertura do XXV Congresso Nacional do Ministério Público, com o tema “Ministério Público e Resolutividade na Era das Tecnologias 5.0”, nesta quarta-feira (8), no Centro de Convenções de Salvador, o presidente da Associação do Ministério Público da Bahia (Ampeb), Marcelo Miranda, afirmou que a Bahia vem sendo “paquerada” há algum tempo para sediar um evento deste porte. Ele classificou como “coragem” o desafio de trazer para a capital baiana um evento como este, que atraiu personalidades e representantes de diversas entidades de todo o Brasil.  

 

“Desde 2007, aqui não tinha [um evento] desta importância. Neste momento de pós-pandemia, no momento onde o Ministério Público busca se reinventar, busca descobrir novos caminhos no âmbito tecnológico, especialmente, para que a gente se aproxime cada vez mais da comunidade”, destacou. 

 

Em entrevista ao Bahia Notícias, o promotor de justiça também falou sobre o Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas e Investigações Criminais (Gaeco) que, na visão dele, tem tido papel fundamental no combate à violência no Estado.  

 

“Na verdade, as forças de segurança e o Ministério Público também têm uma participação forte nisso, cada qual tem o seu papel, e o papel do Ministério Público é colaborar com as investigações. Investigações mais sensíveis, que acontecem, são feitas pelo Ministério Público de uma forma silenciosa, de uma forma discreta, mas de uma forma muito eficiente. E o Gaeco é modelo no Brasil de forma de investigação, de ações criminosas praticadas especialmente por organizações criminosas onde temos também lavagem de dinheiro, tudo isso é feito de uma forma muito eficiente pelo Ministério Público, especialmente pelo Gaeco, aqui na Bahia e em todo o Brasil”, frisou. 

 

Ainda de acordo com o presidente da Ampeb, o cenário da segurança pública na Bahia, embora seja “muito difícil, só não está pior porque as forças de segurança estão unidas”. Para Marcelo Miranda, quando você tem “a Polícia Militar muito próxima da Polícia Civil, do Ministério Público e do judiciário, todos trabalhando e dando o seu melhor para o controle da segurança pública, que não é um problema local, é um problema de âmbito nacional e que vira e mexe, eles [os criminosos] estão se movimentando pelos estados, aqui na Bahia estão encontrando resistência e, por conta disso, algumas críticas surgem, mas o trabalho investigativo, que é o mais importante, não só aquele trabalho de confronto, está sendo feito aqui com bastante precisão, com muita relevância pelo Gaeco em especial”, pontuou. 

 

RESOLUÇÃO DO CNJ

 

Sobre a resolução aprovada, no mês passado, pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que equipara direitos e deveres, a exemplo de auxílios pagos, além dos salários, de juízes e integrantes do Ministério Público, Marcelo Miranda explicou que tanto essa resolução do CNJ, quanto a resolução que existe em paralelo no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) apenas explicita o que está dito, de forma clara, na Constituição. “No que couber à magistratura, cabe também ao Ministério Público. Então, todos têm que trabalhar com a sua independência, com a sua seriedade e todos têm as suas prerrogativas e garantias também bem definidas e bem claras”, finalizou.  

Curtas do Poder

Ilustração de uma cobra verde vestindo um elegante terno azul, gravata escura e língua para fora
Essa semana foi difícil separar quem é fã de quem é hater. Mas pra quem estiver com ódio, pode fazer que nem a música e deitar na BR... Aliás, você sabe que a polêmica envolvendo Victor do Jornal foi boa quando ela vem com trilha sonora. O evento do Molusco deixou claro quem manda na Comunicação do grupo, e também quem dá as cartas com o próprio Molusco. Por isso, nem o Cacique se fez de rogado. Mas às vezes é preciso vestir o personagem - ou pelo menos a dentadura. Saiba mais!

Pérolas do Dia

João Roma

João Roma
Foto: Eduarda Pinto / Bahia Notícias

"Claro que existem preferências. Neto tem uma relação com Caiado, que era do União Brasil. Caiado apoia Neto, Zema apoia Neto, Flávio Bolsonaro apoia ACM Neto. Mesmo os que não estão na Bahia veem que a Bahia precisa mudar de rumo". 

 

Disse o ex-ministro da Cidadania no governo Bolsonaro e pré-candidato ao Senado João Roma (PL) ao afirmar que à exceção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), todos os pré-candidatos ao Planalto em 2026 devem apoiar o ex-prefeito de Salvador e pré-candidato da oposição ao Governo da Bahia, ACM Neto (União).

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Vota BN: Projeto Prisma entrevista o pré-candidato ao Senado Federal João Roma (PL) nesta segunda

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A entrevista integra a série especial "Vota BN", dedicada a sabatinar os principais nomes na disputa pelo Senado e pelo governo do Estado nas eleições de 2026.

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