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Um dos destaques da vitória por 3 a 0 sobre o Haiti, nesta sexta-feira (19), Vinícius Júnior deixou o campo com motivos de sobra para comemorar. Além de marcar um gol e participar diretamente da construção do resultado, o atacante falou sobre o principal objetivo da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026: recolocar o país no topo do futebol mundial.
Em entrevista coletiva concedida à imprensa no Lincoln Financial Field, após a partida, o camisa 7 destacou a importância pessoal de conquistar o Mundial com a camisa da Seleção e afirmou que pretende seguir evoluindo ao longo da competição.
"Ganhar a Copa pelo Brasil significa muito pra mim. Espero poder seguir nesse nível e evoluindo para levar o Brasil ao lugar onde ele nunca deveria ter saído", declarou o camisa 7.
O atacante também comentou a lesão sofrida por Raphinha ainda no primeiro tempo. Vinícius demonstrou preocupação com o companheiro e ressaltou a importância do jogador para o grupo comandado por Carlo Ancelotti.
"Acho que foi a posterior. Muito triste pelo Rafa [Raphinha]. Sofrer lesão é sempre complicado, ainda mais com o Rafa sendo um jogador muito importante para nós. Ele sofreu muito com lesões nessa temporada e esperamos que não seja nada grave e ele siga na Copa com a gente", lamentou.
Durante o confronto, Vinícius atuou em uma função diferente da habitual, mais centralizado no ataque. Segundo ele, a mudança foi um pedido direto de Ancelotti, responsável por ajustar a equipe após a saída de Raphinha.
"Depende muito do jogo e depende muito do adversário. Hoje joguei numa posição diferente, onde o mister pediu para eu jogar por dentro, entre os dois zagueiros. A verdade é que eu não jogo muito por ali, mas sempre que o mister me pede e fala que tenho que jogar por ali eu marco gols. Tenho que escutar muito mais vezes ele. Seguramente ele vai falar para mim no vestiário que entende muito de futebol", contou Vini.
Sobre o desempenho coletivo, o atacante avaliou que a equipe mostrou evolução em relação ao empate da estreia diante do Marrocos e destacou o ganho de confiança para a sequência do torneio.
"Sem dúvida a vitória de hoje nos dá confiança para seguir evoluindo dentro da competição e tranquilidade para a próxima partida. O primeiro jogo foi um pouco diferente pelo peso da estreia. Hoje todo mundo estava mais leve. O campo estava melhor e também nos ajudou a fazer o nosso futebol", avaliou.
Vinícius também reservou elogios a Neymar, que segue em recuperação física e ainda busca condições para retornar aos gramados durante o Mundial. O atacante afirmou que a presença do camisa 10 no grupo tem papel importante nos bastidores da Seleção.
"O Ney é um jogador muito importante pra nós. Esperamos que ele possa jogar o próximo jogo. Estamos felizes com a evolução dele, e ele estar no grupo é algo muito importante pra nós. É o meu ídolo, que me deu muito suporte. Espero que possa nos ajudar no decorrer da Copa", concluiu.
Vinícius Jr chegou a três participações em gols nesta Copa do Mundo. Contando com a partida de estreia, contra Marrocos, o camisa 7 soma dois gols e uma assistência concedida.
A vitória por 3 a 0 sobre o Haiti deixou Carlo Ancelotti satisfeito com a resposta da Seleção Brasileira após a atuação contestada na estreia da Copa do Mundo de 2026. Em entrevista coletiva após a partida, o treinador destacou a evolução coletiva da equipe, elogiou a atuação de Matheus Cunha e afirmou que, apesar da classificação encaminhada ao Mata-Mata, o foco segue totalmente voltado para o duelo contra a Escócia.
Autor de dois gols na Filadélfia, Matheus Cunha foi um dos principais assuntos da entrevista. Segundo Ancelotti, a posição ocupada pelo atacante foi pensada especificamente para explorar fragilidades do sistema defensivo haitiano.
"Acho que, para esse jogo, a posição do Matheus [Cunha] era uma boa posição para criar problemas na defesa [do Haiti]. Infiltrou muito bem, entrou na posição dele. Pode ser uma posição, mas, como falei ontem, não quero uma identidade clara. Pode ser que, no próximo jogo, possamos mudar", argumentou.
O treinador também explicou os ajustes promovidos após a saída de Raphinha ainda na primeira etapa. A solução encontrada foi aproximar Vinícius Júnior da faixa central do ataque, enquanto Douglas Santos passou a ter maior protagonismo pelo lado esquerdo.
"Colocamos o Vinícius mais por dentro, deixando o jogo por fora com Douglas Santos, que fez muito bem. Vini é perigoso não só no um contra um, mas também atacando a profundidade. Assim, marcou um gol e deu uma assistência", explicou.
Ancelotti avaliou que a equipe apresentou avanços importantes em relação ao empate contra o Marrocos, especialmente na organização defensiva e na redução dos erros com a bola.
"Era o que esperava desse jogo. Melhorar a qualidade, com menos erros, mais efetividade na frente e mais controle atrás. Acho que, a nível defensivo, foi um bom jogo."
Apesar do placar confortável, o Brasil encontrou mais dificuldades na etapa final, quando o Haiti passou a frequentar mais o campo ofensivo. O italiano atribuiu o cenário às mudanças promovidas pelo adversário e admitiu que a Seleção poderia ter mantido uma intensidade maior.
"Chegaram bastante porque mudaram um pouco o sistema. Tivemos oportunidades no contra-ataque. Poderíamos jogar melhor, com mais intensidade, mas é um momento dentro da Copa do Mundo em que se tem que pensar nos outros jogos", analisou.
Líder do Grupo C após a segunda rodada, o Brasil depende apenas de um empate contra a Escócia para garantir vaga na próxima fase. Ainda assim, Ancelotti descartou qualquer pensamento antecipado sobre o mata-mata e ressaltou a importância de terminar a chave na primeira colocação.
"Não pensamos no mata-mata. Pensamos em jogar bem contra a Escócia e ganhar o jogo. Se possível, chegar na primeira posição do grupo pode ser importante para o futuro", ressaltou o italiano.
O comandante brasileiro também elogiou o trabalho psicológico realizado com o elenco durante a competição. De acordo com ele, a equipe demonstrou maior tranquilidade em campo e conseguiu controlar melhor a partida. Vale lembrar que a atual psicóloga da equipe é Marisa Santiago. Ela trabalhou no Bahia durante um ano e cinco meses, saindo em 2025 para prestar serviços à Seleção Canarinho.
"Ela está trabalhando muito bem conosco. É verdade que hoje a equipe estava mais tranquila e focada no jogo", destacou.
Ao comentar o nível da Seleção em comparação com as principais potências do futebol mundial, Ancelotti reconheceu a força de equipes como a França, mas reforçou a confiança na capacidade competitiva do Brasil.
"Todos os jogos são difíceis. O ranking fala e é óbvio que a França é mais forte que o Haiti, isso é normal. Em todos os jogos, o que pensamos na CBF é que podemos competir com todas as equipes, incluindo a França", concluiu.
Carlo Ancelotti voltará à beira do gramado na próxima quarta-feira (24), quando comandará a Seleção Brasileira diante da Escócia, às 19h (horário de Brasília), no Hard Rock Stadium, em Miami. Após a vitória sobre o Haiti, o Brasil precisa apenas de um empate para garantir a classificação à próxima fase da Copa do Mundo.
Depois de uma estreia abaixo das expectativas diante do Marrocos, a Seleção Brasileira deu a resposta que o torcedor esperava. Na noite desta sexta-feira (19), o time comandado por Carlo Ancelotti venceu o Haiti por 3 a 0, no Lincoln Financial Field, na Filadélfia, e assumiu a liderança do Grupo C da Copa do Mundo de 2026.
O grande nome da partida foi Matheus Cunha. O atacante marcou duas vezes e teve atuação decisiva para conduzir o Brasil ao primeiro triunfo no Mundial. Vinícius Júnior também balançou as redes e anotou seu segundo gol na competição, completando o placar da equipe brasileira.
A vitória recoloca o Brasil em posição confortável na chave após o empate por 1 a 1 com o Marrocos na rodada de abertura. Com quatro pontos conquistados, a Seleção chega à última rodada dependendo apenas de um empate para garantir presença na fase eliminatória da Copa. Além da pontuação, o resultado também colocou os brasileiros na ponta da classificação do Grupo C graças ao saldo de gols. Marrocos aparece na segunda colocação, enquanto a Escócia ocupa o terceiro lugar na disputa por uma vaga no mata-mata.
Agora, a delegação brasileira deixa a Filadélfia e retorna a Morristown, em Nova Jersey, onde dará sequência à preparação para o último compromisso da fase de grupos. O adversário será a Escócia, em confronto marcado para a próxima quarta-feira (24), no Hard Rock Stadium, em Miami, às 19h (horário de Brasília).
O JOGO
A Seleção Brasileira começou demonstrando uma atitude diferente em relação à partida de estreia e foi quem dominou as ações nos primeiros onze minutos de jogo. Em uma boa troca de passes, Bruno Guimarães descolou um belo lançamento para Raphinha, que bateu colocado no canto direito do goleiro Placide. No entanto, o árbitro assinalou impedimento.
GOOOOOOOLLL DO BRASIL!!!
Enfim, saiu o gol brasileiro. Após Raphinha desperdiçar uma grande chance em posição de impedimento, Matheus Cunha abriu o placar. Aos 23 minutos, Bruno Guimarães enfiou a bola para Vinícius Júnior na entrada da área. Vini driblou o marcador e finalizou forte para a defesa de Placide, que deu rebote nos pés de Cunha. Livre, o camisa 9 apenas empurrou para o fundo das redes e colocou o Brasil em vantagem.
Rafinha desperdiça mais uma chance
Pelo meio, Lucas Paquetá encontrou Raphinha livre, cara a cara com o goleiro haitiano, em um ótimo lançamento. O camisa 11 teve espaço para finalizar, mas bateu fraco, facilitando a defesa de Placide aos 29 minutos.
CUNHA MARCA O SEGUNDO PARA O BRASIL!
Aos 35 minutos, Lucas Paquetá roubou a bola de Casimir até ela chegar nos pés de Vinícius Jr. O camisa 7 arrancou pelo meio e enfiou para Matheus Cunha passar por trás do marcador e chutar forte no ângulo direito do goleiro do Haiti.
VINÍCIUS JÚNIOR FAZ O TERCEIRO!
Na saída de bola do Brasil, Marquinhos avançou pela direita e acionou Lucas Paquetá pelo meio. O camisa 20 girou e fez um belo lançamento pelo alto para Vinicius Júnior, que arrancou em velocidade, invadiu a área e finalizou rasteiro para marcar o terceiro gol da Seleção aos 47 minutos.

Vinícius Jr., Matheus Cunha e Lucas Paquetá foram os grandes destaques da Seleção Brasileira na primeira etapa | Foto: x / @fabrizioromano
SEGUNDO TEMPO
A Seleção do Haiti voltou para a etapa final com maior posse de bola, mas sem conseguir transformar o domínio territorial em chances claras de perigo. Ainda assim, foi o Brasil quem assustou primeiro. Aos 12 minutos, Douglas Santos lançou Vinicius Júnior em profundidade. O camisa 10 avançou pela esquerda e rolou para Rayan dentro da área, mas o atacante não conseguiu alcançar a bola e desperdiçou uma boa oportunidade para ampliar o placar.
SALVA, ALISSON!
Alisson evitou o que seria o primeiro gol do Haiti na partida. Aos 17, em cobrança de escanteio de Bellegarde, Adé subiu mais alto que a defesa brasileira e cabeceou com força em direção ao gol. Atento, o goleiro brasileiro fez grande defesa ao espalmar a bola, e Marquinhos apareceu na sequência para afastar o perigo e evitar o gol haitiano.
MARTINELLI MANDA NA TRAVE, MAS NÃO VALE!
Pelo meio, Bruno Guimarães enfiou a bola para Vinicius Júnior dentro da área. Com categoria, o camisa 10 ajeitou de calcanhar para Martinelli, que apareceu livre e soltou uma bomba no travessão do gol haitiano. Apesar do belo lance e do quase golaço brasileiro, o árbitro assinalou impedimento na jogada aos 22 minutos.
Douglas Santos quase marca o quarto
Aos 30 minutos, Endrick encontrou Rayan livre pelo meio. O atacante acionou Douglas Santos pela esquerda, que avançou com liberdade e teve espaço para finalizar. No entanto, o camisa 16 bateu com força e mandou a bola por cima do gol do Haiti, desperdiçando uma boa oportunidade para ampliar o placar.
GOL DE ENDRICK, MAS NÃO VALEU!
Rayan arrancou pelo meio e encontrou um belo passe para Endrick. O atacante saiu cara a cara com o goleiro e finalizou por baixo de Placide, balançando as redes. No entanto, o assistente assinalou impedimento no lance, e o gol foi anulado aos 32.
Ederson perde mais uma chance para o Brasil
Aos 45 minutos, Danilo Santos encontrou Martinelli livre pela esquerda. O atacante fez um bom cruzamento para a área, mas Éderson chegou desequilibrado na disputa e finalizou em cima da defesa haitiana, desperdiçando mais uma oportunidade para o Brasil ampliar o placar.
Alisson defende mais uma
Etienne tocou para Simon, que arriscou de fora da área. Alisson voou para espalmar a bola e mandar para escanteio, evitando o gol haitiano aos 47 minutos.
FICHA TÉCNICA
Brasil 3 x 0 Haiti
Copa do Mundo de 2026
Local: Lincol Financial Field, Filadélfia, Estados Unidos
Data: 19/06/2026 (sexta-feira)
Horário: 21h30 (de Brasília)
Árbitro principal: Alejandro Hernandez (Espanha)
Assistentes: Jose Henrique Naranjo (Espanha) e Diego Sanchez (Espanha)
VAR: Carlos del Cerro Grande (Espanha)
Onde assistir: TV Globo, Globoplay, SBT e CazéTV
Cartões amarelos: Douglas Santos (Brasil) / Pierrot, Arcus e Jean Jacques (Haiti)
Gols: Matheus Cunha [2], Vinícius Jr. (Brasil) /
Brasil: Alisson; Danilo, Marquinhos, Gabriel Magalhães e Douglas Santos; Casemiro e Bruno Guimarães (Éderson Santos); Lucas Paquetá (Gabriel Martinelli), Raphinha (Rayan), Vinícius Júnior (Danilo Santos) e Matheus Cunha (Endrick). Técnico: Carlo Ancelotti.
Haiti: Placide; Arcus (Simon), Adé, Duverne, Delcroix e Expérience; Jean Jacques, Bellegarde (Etienne Jr.) e Casimir (Deedson); Providence (Joseph) e Pierrot (Isidor). Técnico: Sébastien Migné
O meio-campista Lucaneta, do Feira Futebol Clube, utilizou as redes sociais para atualizar seu estado de saúde após passar mal durante a final da Liga X1 Podpah, disputada neste fim de semana. O influenciador e atleta revelou que foi diagnosticado com um Acidente Vascular Cerebral (AVC) transitório após deixar a quadra e ser encaminhado ao hospital. Veja o momento em que foi socorrido:
Lucaneta fala sobre o que aconteceu, melhoras para o LUCANETA!#ligax1 #podpah #lucaneta #viral #fyp pic.twitter.com/57l9JiaMPP
— CortesKings (@CortesKings) June 6, 2026
Lucaneta participou da decisão contra o influenciador Juninho Manella e acabou derrotado por 2 a 1. O jogador já havia desfalcado o Feira anteriormente para cumprir um compromisso firmado antes de sua chegada ao clube, justamente para a disputa de um torneio de X1.
Em vídeo publicado no último domingo (7), o atleta explicou os sintomas que sentiu ainda durante a partida e relatou que chegou a ser orientado pela equipe médica a abandonar o confronto.
"Ontem durante a partida comecei a passar muito mal. Via o ginásio girar, estava enxergando duplicado. Teve uma hora que a equipe médica mediu meus batimentos e minha pressão estava 22 por 11, algo que não é normal. Eles falaram que eu tinha que parar naquele momento, mas eu não quis parar. Quis honrar a final que todo mundo estava esperando", afirmou.
Segundo Lucaneta, o quadro se agravou nos minutos finais da decisão.
"No final do jogo, meu braço e minha mão começaram a formigar. Minha cara do lado esquerdo começou a paralisar. Vi que talvez fosse meu limite e pedi para desistir da partida", contou.
O jogador revelou que foi levado diretamente para uma unidade hospitalar após o encerramento do evento, onde realizou exames e recebeu o diagnóstico inicial.
"O médico disse que tive um AVC transitório. É uma interrupção temporária do fluxo sanguíneo para o cérebro. É algo muito grave. Ao contrário do que algumas pessoas estão falando, não tem nada a ver com a minha parte física. É outra situação que aconteceu", explicou.
Lucaneta também rebateu comentários feitos nas redes sociais sobre o episódio e afirmou que correu risco de vida durante o ocorrido.
"Quase morri de verdade. Eu batalhei muito para chegar nesse momento. Não seria agora que iria desistir. Cheguei no meu limite e não desisti", declarou.
Ainda de acordo com o atleta, os médicos impediram seu retorno imediato à Bahia após a partida. O planejamento era voltar para integrar a preparação do Feira para o próximo compromisso da temporada, onde disputaria o duelo entre Feira e SSA FC, vencida pelos feirenses neste fim de semana. No entanto, ele seguirá em observação e realizará novos exames nos próximos dias.
Aos 26 anos, Lucaneta disputa sua primeira temporada no futebol profissional. Conhecido nacionalmente pelos vídeos de desafios de X1 e conteúdos produzidos para as redes sociais, o influenciador soma três partidas oficiais pelo Feira Futebol Clube, todas saindo do banco de reservas. Antes da experiência no futebol de campo, teve passagens pelo futsal de América Mineiro e Santo André.
A relação entre futebol e cobrança de pensão alimentícia ganhou novo capítulo na Argentina. O governo do país anunciou na última semana que pessoas registradas como devedoras de pensão passarão a ser proibidas de entrar em estádios. A medida foi oficializada por meio de um acordo entre o Ministério da Segurança Nacional e a prefeitura de Buenos Aires, com ampliação do programa "Tribuna Segura", sistema usado no controle de acesso a eventos esportivos.
A decisão argentina transforma o estádio em mais um espaço de restrição para quem descumpre obrigações alimentícias. Segundo o governo, cerca de 13 mil pessoas devem ser incorporadas à base de dados do sistema. Além de Buenos Aires, também serão integrados registros de províncias como Mendoza, Tucumán, Salta, Neuquén e Río Negro.
O acordo foi assinado pela ministra da Segurança Nacional, Alejandra Monteoliva, pelo ministro da Segurança da cidade de Buenos Aires, Horacio Giménez, e pelo ministro da Justiça local, Gabino Tapia. A proposta prevê o compartilhamento de informações entre órgãos públicos para impedir o acesso de inadimplentes aos estádios.
Na prática, a proibição será aplicada a pessoas inscritas no registro oficial de devedores de pensão alimentícia da capital argentina, conforme a Lei nº 269 da cidade de Buenos Aires, além dos cadastros provinciais que forem integrados ao sistema.
O "Tribuna Segura" já era utilizado para impedir a entrada de torcedores envolvidos em episódios de violência, pessoas com antecedentes criminais e indivíduos procurados pela Justiça. Com a nova regra, o programa passa a alcançar também o descumprimento de obrigações familiares.
Em nota, o Ministério da Segurança afirmou que a iniciativa “introduz uma ferramenta concreta para incentivar o cumprimento de obrigações legais fundamentais” e reforça o compromisso do Estado argentino com a proteção de direitos considerados essenciais.
A medida adotada na Argentina tem relação com mecanismos já utilizados no Brasil em decisões judiciais específicas. Embora a prisão civil, de 30 a 90 dias, seja a medida mais conhecida em casos de não pagamento de pensão alimentícia, a Justiça também pode adotar medidas atípicas para forçar o cumprimento da obrigação.
Em Salvador, um torcedor do Bahia que já havia sido preso duas vezes por não pagar pensão ficou impedido de acompanhar jogos do clube até quitar a dívida. O caso foi relatado pela advogada civilista Nathasha Gonçalves Nunes Cadorna, especialista em Direito das Famílias, em entrevista ao JusPod, podcast jurídico do Bahia Notícias.
Segundo a advogada, o defensor da ex-companheira do torcedor entrou novamente com uma ação de cobrança após as prisões. Ciente da ligação do devedor com o Bahia, o juiz acolheu uma medida atípica e determinou que ele comparecesse à delegacia quatro horas antes das partidas do Tricolor, permanecendo no local até o fim dos jogos.
"Ele começou a pagar", contou Nathasha Cadorna.
A advogada explicou que medidas desse tipo podem ser utilizadas quando os meios tradicionais de cobrança não surtem efeito.
"Existem várias técnicas, pode apreender passaporte, bloquear cartão de crédito, inserir o nome da pessoa no Serasa, [apreender] carteira de motorista. O que você pensar e for de criatividade que atinja aquela pessoa pode fazer. São as medidas atípicas", explicou.
Segundo ela, essas alternativas não são a primeira etapa do processo. Antes, a parte que cobra a pensão precisa tentar receber pelos caminhos tradicionais. Somente diante da ineficácia dessas medidas é que podem ser solicitadas providências específicas, de acordo com o perfil do devedor.
“Aí na ineficiência das típicas, eu vou chamando as outras e aí o advogado que pense a melhor técnica a ser utilizada. O objetivo é a satisfação do crédito, não é prender”, pontuou a advogada.
No Brasil, a prisão civil por dívida de pensão alimentícia é a única prisão por dívida permitida. A medida, porém, tem caráter coercitivo, e não punitivo: o objetivo é pressionar o devedor a cumprir a obrigação alimentar.
Em ofício enviado nesta semana à Confederação Brasileira de Futebol (CBF), o deputado federal Hélio Lopes, do PL do Rio de Janeiro, defendeu a convocação do atacante Neymar para disputar a Copa do Mundo 2026. O ofício, de três páginas, reforça que o pedido não tem intenção de interferir na decisão do técnico da Seleção Brasileira, Carlo Ancelotti.
“Neymar não é apenas um jogador. O atacante é o maior artilheiro da história da Seleção Brasileira e um símbolo de talento, criatividade, superação e esperança para milhões de torcedores”, afirma o deputado do PL.
Hélio Lopes reitera, no documento, que a autonomia da comissão técnica deve ser “integralmente respeitada”. O pedido do parlamentar, aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), ocorre em meio ao debate sobre a presença de Neymar na Copa, tema que voltou a mobilizar ex-jogadores, torcedores e aliados políticos do atleta.
“O presente documento representa apenas a manifestação legítima de milhões de brasileiros apaixonados pelo futebol e pela história da nossa Seleção”, diz o ofício enviado à CBF.
Na defesa da convocação do atacante do Santos, o deputado postou ainda em suas redes sociais, neste domingo, um vídeo gravado por Neymar em que ele dança ao som de uma música que diz: “Vamos colocar de novo o Bolsonaro na presidência”. Na legenda da postagem, Hélio Lopes questiona: “Será que é por isso?”, associando a não convocação com a proximidade do jogador a Bolsonaro.
O suspense sobre a presença ou não de Neymar na Seleção Brasileira seguirá até o próximo dia 18 deste mês, quando será divulgada a convocação final para a Copa do Mundo 2026. O técnico Carlo Ancelotti divulgará os 26 nomes em evento no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro, às 17h, com transmissão da CBF TV.
Poucos dias depois de se apresentar para uma multidão na Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, Shakira voltou a se conectar com o universo da Copa do Mundo. Nesta quinta-feira (7), a cantora colombiana anunciou "Dai Dai", nova música oficial do Mundial de 2026, em parceria com o nigeriano Burna Boy.
A artista divulgou nas redes sociais uma prévia do videoclipe, gravado no Estádio do Maracanã, um dos palcos mais simbólicos do futebol mundial. A faixa será lançada oficialmente na próxima quinta-feira (14). Segundo a imprensa internacional, a canção faz parte da trilha oficial da Copa do Mundo da FIFA 2026. Assista:
From Maracaná Stadium, here is “Dai Dai,” the @FIFAWorldCup Official Song 2026. Coming 5/14. We’re ready! ?????? @burnaboy pic.twitter.com/UcfpO0s7jN
— Shakira (@shakira) May 7, 2026
"Do Estádio Maracaná, aqui está “Dai Dai”, a Música Oficial 2026. Estamos prontos!", escreveu Shakira nas redes sociais.
A nova música traz à tona a relação da cantora com a história sonora das Copas. Shakira já emplacou um dos maiores sucessos ligados ao torneio, “Waka Waka (This Time for Africa)”, lançada em 2010, na edição disputada na África do Sul. A faixa foi inspirada na canção camaronesa “Zangalewa”, de 1986, e se tornou uma das músicas mais lembradas da competição.
Em março, a Fifa já havia iniciado a divulgação do álbum oficial da Copa de 2026 com "Lighter", parceria entre Jelly Roll, dos Estados Unidos, Carín León, do México, e o produtor canadense Cirkut. A entidade afirmou que a faixa abriu o projeto musical do Mundial, pensado para representar a diversidade cultural dos países-sede: Estados Unidos, México e Canadá.
A Copa do Mundo de 2026 será disputada entre 11 de junho e 19 de julho. A abertura será no México, enquanto a final acontecerá nos Estados Unidos. A Seleção Brasileira estreia no dia 13 de junho.
Relembre músicas oficiais das Copas do Mundo:
- 1962 — “El Rock del Mundial” — Los Ramblers
- 1966 — “World Cup Willie (Where in this World are We Going)” — Lonnie Donegan
- 1970 — “Futbol México 70” — Los Hermanos Zavala
- 1974 — “Futbol” — Maryla Rodowicz
- 1978 — “Anthem” — Buenos Aires Municipal Symphony
- 1982 — “Musical 82” — Plácido Domingo
- 1986 — “Hot Hot Hot” — Arrow
- 1990 — “Un’estate italiana” — Edoardo Bennato e Gianna Nannini
- 1994 — “Gloryland” — Daryl Hall and Sounds of Blackness
- 1998 — “La Cour des Grands (Do You Mind If I Play)” — Youssou N’Dour e Axelle Red; “La Copa de la Vida (The Cup of Life)” — Ricky Martin; “Together Now” — Jean Michel Jarre e Tetsuya Komuro
- 2002 — “Anthem” — Vangelis; “Boom” — Anastacia; “Let’s Get Together Now” — coral da Coreia e do Japão
- 2006 — “Zeit Dass Sich Was Dreht (Celebrate The Day)” — Herbert Grönemeyer e Amadou & Mariam; “The Time of Our Lives” — Il Divo e Toni Braxton
- 2010 — “Sign of a Victory” — R. Kelly e Soweto; “Waka Waka” — Shakira e Freshlyground; “As Máscaras (South Africa ’10 to Brasil ’14)” — Claudia Leitte e Lira
- 2014 — “We Are One” — Pitbull, Jennifer Lopez e Claudia Leitte; “Dar um Jeito (We Will Find a Way)” — Carlos Santana, Wyclef Jean, Avicii e Alexandre Pires; “Tatu Bom de Bola” — Arlindo Cruz; “La, La, La” — Shakira e Carlinhos Brown
- 2018 — “Live It Up” — Nicky Jam, Will Smith e Era Istrefi; “One World” — RedOne, Adelina e Now United
- 2022 — “Hayya Hayya (Better Together)” — Trinidad Cardona, Davido e AISHA; “Dreamers” — Jungkook, do BTS
- 2026 — “Lighter” — Jelly Roll, Carín León e Cirkut; “Dai Dai” — Shakira e Burna Boy
A ausência de Neymar no álbum oficial da Copa do Mundo de 2026 lançado pela Panini nesta semana virou um dos principais assuntos entre colecionadores. Mesmo sendo um dos principais nomes do futebol brasileiro na última década, o atacante não foi incluído na publicação.
A explicação está nos critérios adotados pela editora. Segundo o CEO da Panini Brasil, Raul Vallecillo, em entrevista ao Estadão, a escolha dos jogadores é feita com base no histórico recente de convocações para a Seleção. Nesse cenário, Neymar não aparece por estar fora das listas desde outubro de 2023, quando sofreu uma lesão.
Desde a chegada de Carlo Ancelotti ao comando da Seleção Brasileira, em maio de 2025, o atacante não foi chamado em nenhuma das convocações realizadas. Esse fator foi determinante para sua exclusão do álbum.
A definição dos nomes ocorre antes da lista oficial para a Copa do Mundo, que ainda será divulgada. Mesmo assim, a Panini utiliza como base o ciclo recente da seleção, priorizando atletas que vêm sendo presença constante.
O álbum desta edição é o maior já produzido, impulsionado pela ampliação do torneio para 48 seleções, e conta com 980 figurinhas.
O deputado estadual Roberto Carlos (PV), presidente da Juazeirense, comemorou um momento histórico para o clube: a inédita classificação para a segunda fase da Copa do Nordeste. A conquista veio em grande estilo, marcada por um golaço de bicicleta do atacante Adriano Pardal, que levantou a torcida e entrou para a memória do Cancão de Fogo.
A jogada decisiva simbolizou a entrega e a qualidade do elenco, que vem construindo uma campanha sólida na competição. Para Roberto Carlos, o lance representa a essência da equipe dentro de campo. “Foi um golaço inesquecível. Adriano Pardal mostrou muita qualidade e coragem naquele lance. É o tipo de jogada que traduz o espírito da nossa equipe, que luta, acredita e faz história”, destacou.
O presidente também ressaltou a importância do momento vivido pela Juazeirense, que é o time que mais participou da Copa do Nordeste e, agora, alcança pela primeira vez essa fase do torneio. “Estamos vivendo um capítulo histórico. Essa classificação tem um significado enorme para todos nós. É fruto de muito trabalho, dedicação e da união de todos que fazem parte desse projeto”, afirmou.
A partida foi realizada no Estádio Carneirão, em Alagoinhas, cedido pela Prefeitura Municipal, em um gesto de parceria que contribuiu para a realização do confronto. Com a classificação garantida, a Juazeirense segue embalada e agora se prepara para enfrentar o ABC do Rio Grande do Norte nas quartas de final, mantendo vivo o sonho de ir ainda mais longe na competição.
A Justiça da Argentina decidiu nesta semana encaminhar a julgamento um caso envolvendo duas irmãs de Diego Maradona, seu ex-advogado e outros três acusados por “administração fraudulenta” da marca do ex-jogador.
Segundo decisão judicial, divulgada pela Agence France-Presse, os réus são acusados de “fraudar os interesses dos legítimos herdeiros”, os cinco filhos de Maradona. Entre os denunciados estão o advogado Matías Morla e suas assistentes, além das irmãs Rita Maradona e Claudia Norma.
A acusação sustenta que Morla e seus colaboradores lucraram com a exploração da marca “Diego Maradona” após a morte do ex-jogador, em 2020, sem repassar os direitos aos herdeiros. De acordo com a investigação, a empresa Sattvica S.A., criada em 2015 para administrar os direitos comerciais, teve suas ações transferidas às irmãs entre 2022 e 2023.
"Morla, zombando do sistema judiciário, explorou-as em benefício próprio até o final de 2021 e depois as transferiu para as irmãs, que continuaram a explorá-las até 29 de dezembro do ano passado", afirmou o advogado Félix Linfante, representante de uma das filhas, Jana Maradona.
Uma avaliação oficial citada no processo estima o valor das marcas em cerca de 100 milhões de dólares. O tribunal determinou, de forma cautelar, a suspensão da exploração comercial por parte dos acusados.
O caso teve início em 2021, após denúncia das filhas Dalma e Gianinna Maradona por suposta apropriação indevida de contratos ligados ao nome do ex-jogador.
JULGAMENTO DA MORTE DE MARADONA
O avanço do processo ocorre enquanto segue em curso outro julgamento relacionado à morte de Maradona, nos tribunais de San Isidro, na região de Buenos Aires.
A ação analisa a responsabilidade de sete profissionais de saúde que integravam a equipe médica do ex-jogador no momento de sua morte, em novembro de 2020, aos 60 anos, após parada cardiorrespiratória e edema pulmonar.
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O julgamento reúne mais de 100 testemunhas e deve se estender até a segunda quinzena de julho. Um oitavo réu será julgado separadamente.
Em votação simbólica, foi aprovado pela Câmara dos Deputados, na noite desta terça-feira (28), o projeto de autoria do governo federal que regulamenta direitos e deveres da União e da Federação Internacional de Futebol (Fifa) em relação à Copa do Mundo de Futebol Feminino, que será realizada em 2027 no Brasil. O projeto segue agora para o Senado.
A Copa do Mundo Feminina de 2027 será disputada entre 24 de junho e 25 de julho. Oito estádios brasileiros receberão jogos da competição: Maracanã (Rio de Janeiro), Arena Fonte Nova (Salvador), Arena Itaquera (São Paulo), Mineirão (Belo Horizonte), Estádio Nacional (Brasília), Arena Castelão (Fortaleza), Estádio Beira-Rio (Porto Alegre), Arena Pernambuco (Recife).
O Mundial sediado pelo Brasil será a décima edição do torneio. Antes de chegar à Austrália e à Nova Zelândia, em 2023, a competição já havia sido sediada por China, Suécia, Estados Unidos, Alemanha, Canadá e França.
Na Câmara, o projeto foi relatado pela deputada Gleisi Hoffmann (PT-PR). Segundo o texto, será permitida a propaganda de bebidas alcoólicas nas transmissões dos eventos oficiais do torneio (jogos, treinos, sorteio, etc.) e em emissoras de rádio e TV fora do horário restrito das 22 horas de um dia às 6 horas do dia seguinte.
Quanto à venda de bebida alcoólica nos estádios onde serão realizadas as partidas, o projeto permite a comercialização. Entretanto, a proteção aos direitos comerciais e de marketing não implica autorização, dispensa ou flexibilização de normas sanitárias.
O projeto também disciplina uma regra para a liberação de imagens a outras emissoras não autorizadas a transmitir integralmente as partidas, cerimônias de abertura e encerramento ou sorteio da competição. Essas imagens liberadas após o fim do evento oficial, classificadas como flagrantes, poderão ser usadas apenas para fins jornalísticos com uso nas 24 horas após o evento, proibida sua associação a qualquer forma de patrocínio, promoção, publicidade ou marketing.
O texto elaborado pela deputada Gleisi Hoffmann estabelece regras de exclusividade para a Fifa e seus parceiros econômicos para a realização da Copa no Brasil, envolvendo a titularidade de todos os direitos de exploração comercial relacionados às imagens, sons, símbolos, marcas, slogans, marketing e demais propriedades intelectuais de todos os eventos relacionados à Copa, desde as partidas oficiais até treinos, festas, entrevistas, etc.
Uma das novidades em relação às normas da Copa de 2014 é o resguardo dos direitos do governo federal pelo uso de seus próprios slogans, mascotes, denominações, campanhas, personagens, símbolos oficiais e outros existentes ou criados especificamente para uso em publicidade institucional.
O texto permite ainda ao Ministério do Esporte pagar um prêmio de R$ 500 mil a cada jogadora da seleção brasileira de futebol feminino participante do Torneio Experimental Fifa realizado na China em 1988.
Nesse torneio, o Brasil ficou na terceira colocação e participaram, a convite, 12 seleções das confederações de futebol para avaliar o potencial econômico e de inserção no calendário de um torneio mundial da Fifa em caráter permanente. A relatora incluiu como beneficiárias da premiação as jogadoras participantes da 1º Copa do Mundo Fifa de Futebol Feminino, igualmente realizada na China em 1991. Com isso, o total de jogadoras que podem receber as premiações passa de 18 para 30.
A estimativa inicial de impacto orçamentário do governo é de R$ 9 milhões. Caso alguma jogadora já tenha falecido, os sucessores indicados pela Justiça poderão receber o prêmio proporcionalmente à sua cota-parte na sucessão da herança.
A premiação não tem data definida para pagamento, mas a vigência desse trecho do projeto ocorrerá a partir de 24 de junho, um ano antes do início da Copa.
O ex-meio-campista Dimitri Payet é alvo de um processo judicial no Brasil após a reabertura de uma ação movida por sua ex-companheira, Larissa Ferrari, que o acusa de violência física, psicológica e sexual durante o relacionamento. As informações são do jornal francês L'Équipe.
A denunciante acusa o ex-jogador, que atuou pelo Vasco da Gama entre 2023 e 2025, de “violência física, psicológica e sexual” durante o relacionamento, que teria ocorrido entre agosto de 2024 e março de 2025.
"Durante o sexo, começou a me castigar, me bater e pisotear minha cara", relatou Larissa Ferrari em depoimento apresentado às autoridades. Segundo ela, houve episódios recorrentes de comportamentos descritos como "humilhantes e violentos".
Em outro trecho, a denunciante detalhou os impactos emocionais da relação: "Não tinha outra escolha, nem dignidade. Apenas uma imposição brutal e repugnante por parte de um homem que se achava no direito divino de me possuir, abusar de mim e descartar-me."
O processo havia sido arquivado inicialmente, mas foi reaberto com base em alegações de danos morais. De acordo com as autoridades, o caso envolve “atitudes e comentários degradantes, bem como atos de humilhação e manipulação”. A defesa da denunciante afirma que há documentos, imagens e conversas anexadas ao processo.
Por outro lado, Payet nega as acusações. O ex-atleta reconhece o relacionamento, mas sustenta que os episódios ocorreram de forma consensual. Segundo sua versão, as práticas descritas eram “não convencionais”, mas teriam partido da própria denunciante.
O caso segue em análise na Justiça brasileira, que deverá decidir sobre o andamento da ação.
Em manifestação, Larissa Ferrari afirmou continuar lidando com as consequências do relacionamento. "Todos os dias suporto a vergonha e a humilhação. Espero que o Dimitri seja condenado. Quero que isto sirva de exemplo para todos aqueles que se calam perante os abusos."
Um dos principais jogadores da seleção espanhola, o meio-campista Rodri, do Manchester City, fez duras críticas ao calendário do futebol europeu e deixou seu futuro no esporte em aberto. O jogador, de 29 anos, lidou com diversas lesões recentemente e afirmou que não jogará até os 32 se a carga de partidas não diminuir.
“Quando terminou a Eurocopa que ganhamos, eu estava extremamente desgastado por ter chegado às fases finais de tudo durante cinco ou seis anos consecutivos. Mais do que fisicamente, mentalmente eu não sabia como lidar com isso nos anos seguintes por conta da exaustão. Ou eu paro, ou não chego aos 32 anos... É preciso saber dosar o ritmo, porque o corpo tem um limite e todos nós temos um prazo de validade”, disse em entrevista ao programa Premier Corner, do Dazn.
Meses após o título europeu com a Espanha em 2024, Rodri sofreu uma grave lesão no joelho que o afastou dos gramados por oito meses. O tempo, segundo ele, foi fundamental para se recuperar do desgaste sofrido nas temporadas anteriores.
Nas cinco temporadas anteriores à lesão no joelho, Rodri atuou em 305 jogos pelo Manchester City e pela seleção da Espanha, com uma média impressionante de 61 partidas por ano. Desde então, ele tem convivido com novos problemas físicos; o mais recente, uma lesão na coxa, afastou o atleta por quase dois meses entre novembro e dezembro de 2025.
A venda de ingressos para a estreia dos Estados Unidos na Copa do Mundo de 2026, contra o Paraguai, segue abaixo do esperado, especialmente em comparação com outras partidas realizadas em Los Angeles.
De acordo com um documento interno distribuído aos organizadores locais, até o dia 10 de abril haviam sido vendidos 40.934 bilhetes para o confronto marcado para 12 de junho, no SoFi Stadium. O número é inferior ao registrado para o duelo entre Irã e Nova Zelândia, no mesmo estádio, que já soma 50.661 ingressos comercializados.
A capacidade oficial do SoFi Stadium para o Mundial será de 69.650 lugares. No entanto, não há confirmação se os números incluem entradas de hospitalidade ou categorias especiais, já que a FIFA e o comitê organizador local não comentaram os dados.
Os preços elevados aparecem como principal fator para a procura abaixo das expectativas. Quando colocados à venda, em outubro, os ingressos para Estados Unidos x Paraguai figuravam entre os mais caros do torneio, atrás apenas da final e de uma semifinal. As entradas de categorias 1 e 2, com valores de 2.300 e 1.650 euros, respectivamente, permaneceram disponíveis ao longo das etapas de venda.
Diferentemente da maioria das partidas, que tiveram aumento nos preços diante da alta demanda, os valores para este confronto foram mantidos, sendo o único jogo envolvendo seleções anfitriãs que não sofreu reajuste nos últimos meses.
Apesar do cenário pontual, o presidente da FIFA, Gianni Infantino, afirmou recentemente que cerca de 5 milhões dos 6,7 milhões de ingressos totais já foram vendidos para o torneio. Segundo ele, parte das entradas foi retida estrategicamente para fases posteriores de comercialização.
O narrador Galvão Bueno deu mais uma declaração sobre o estado de saúde de Luis Roberto, que se afastou das transmissões após ser diagnosticado com uma neoplasia na região cervical. Em entrevista à Quem, divulgada nesta sexta-feira (17), Galvão afirmou que tem mantido contato com o colega e pediu apoio do público.
"Tenho falado com ele. O Luis Roberto é um amigo querido há 30 anos. Ele herdou o meu lugar por mérito total dele. O que eu peço é que Deus o abençoe e ilumine os caminhos da recuperação dele, que ele volte o mais breve possível. Peço para que todo mundo faça uma prece ou um momento de pensamento positivo pelo Luis Roberto", disse.
Luis Roberto anunciou no início de abril que precisaria se afastar das atividades profissionais para iniciar o tratamento. O diagnóstico foi identificado em exames de rotina, e o narrador destacou que a condição tem possibilidade de cura.
"Está tudo sob controle, estou muito bem, cercado por uma equipe médica espetacular aqui em São Paulo, por um hospital nota 10. Tenho um diagnóstico, um diagnóstico na hora certa, tem cura, tem tratamento. Eu vou à luta", afirmou.
Com quase quatro décadas de atuação na TV Globo, Luis Roberto estava cotado para narrar sua sétima Copa do Mundo consecutiva. No entanto, ficará fora da cobertura para priorizar o tratamento.
"Claro que é um momento difícil. Profissionalmente, a gente tinha um projeto que ia culminar com a Copa do Mundo. Mas a Copa agora é estar vivo, é poder seguir a vida ao lado das pessoas que estão do meu lado e que não soltaram a minha mão", declarou.
Nesta semana, o narrador atualizou o público sobre o início do tratamento.
"Tratamento. Dia 01. Vencemos. Bora pro dia 02. Sigo agradecendo por essa avalanche de carinho", escreveu em publicação nas redes sociais.
O narrador esportivo Luis Roberto iniciou o tratamento contra uma neoplasia na região cervical e compartilhou, na madrugada desta quinta-feira (16), um registro da ida ao hospital. Pelas redes sociais, o profissional atualizou o público sobre o primeiro dia do processo.
"Tratamento. Dia 01. Vencemos. Bora pro dia 02. Sigo agradecendo por essa avalanche de carinho", escreveu.
O diagnóstico foi identificado em exames de rotina. Ainda em fase de avaliação médica, o narrador ficará afastado das transmissões esportivas nas próximas semanas, incluindo a cobertura da Copa do Mundo.
Em comunicado anterior, Luis Roberto destacou confiança no tratamento e o suporte recebido durante o processo.
"Depois do susto, está tudo sob controle. Tenho ao meu lado o que a ciência tem de melhor. Melhores médicos, hospitais. Tenho uma família amorosa seguindo ao meu lado. Em quase 40 anos na Globo, aprendi que essa casa jamais desampara os seus. Estou plenamente amparado por todo nosso time. Ficar ausente por esse período que engloba a Copa é um desafio enorme, mas o maior de todos é vencer esta etapa. Esse é o meu foco. Com fé em Deus e na ciência, em breve estaremos de volta à vida normal. Obrigado a todos por tanto carinho e apoio", declarou.
A última transmissão do narrador na TV Globo foi a vitória do Flamengo por 3 a 1 sobre o Santos Futebol Clube, no último domingo (5), no Maracanã.
Aos 64 anos, Luis Roberto construiu carreira no rádio paulista antes de chegar à televisão, tornando-se narrador da Globo em 1998.
A neoplasia é caracterizada pelo crescimento anormal de células no organismo, podendo formar tumores benignos ou malignos, com potencial de evolução para câncer.
O jovem Lamine Yamal voltou a colocar o nome de Neymar em evidência ao defender a presença do brasileiro na Copa do Mundo de 2026. Em entrevista concedida na última segunda-feira (13), antes do duelo decisivo pela Liga dos Campeões, o atacante do FC Barcelona exaltou o ídolo e destacou sua importância para o futebol.
"Já o vi jogar muitas vezes. O Neymar é um jogador que marcou toda a minha infância. É o meu ídolo, e ficarei eternamente grato a ele. É um jogador pelo qual vale a pena pagar o ingresso. Quero agradecer-lhe por tudo o que deu ao futebol. Espero que ele possa estar na Copa do Mundo", disse.
A declaração acontece em meio ao debate sobre a convocação da Seleção Brasileira para o Mundial de 2026, que será realizado nos Estados Unidos, Canadá e México. O técnico Carlo Ancelotti já indicou que pode contar com o atacante, mesmo após ausência nas últimas listas.
Além de comentar sobre Neymar, Yamal também chamou atenção ao revelar a inspiração para o confronto decisivo contra o Atlético de Madrid pelas quartas de final da Liga dos Campeões.
O jogador explicou a troca da foto de perfil nas redes sociais por uma imagem de LeBron James, fazendo referência à histórica virada do Cleveland Cavaliers nas finais da NBA de 2016.
"Ele é um dos modelos que podem me inspirar para o jogo de amanhã. Espero jogar tão bem quanto ele. Temos muitos veteranos, jogadores jovens… Não sou o único", contou.
Mesmo com apenas 18 anos, Yamal vive temporada de destaque. O atacante acumula 22 gols e 18 assistências em 43 partidas já disputadas.
"Desde criança assumi muitas responsabilidades, então estou acostumado. Não vejo isso como um problema. É uma virtude", concluiu.
Após derrota por 2 a 0 no jogo de ida, o Barcelona precisa de uma vitória expressiva fora de casa para avançar na competição.
A Justiça do Paraguai determinou a prisão preventiva da empresária Dalia López, acusada de envolvimento no caso que levou à detenção de Ronaldinho Gaúcho em 2020. A decisão foi tomada na última segunda-feira (13), após a suspeita ser capturada na capital Assunção.
Dalia estava foragida há cerca de seis anos e foi presa no último dia 2. Desde então, permanecia sob custódia policial até a audiência que definiu sua situação. O juiz Francisco Acevedo considerou haver risco de fuga e determinou que ela seja encaminhada para um presídio na cidade de Emboscada, a cerca de 35 km da capital paraguaia.
A empresária é investigada por associação criminosa e pela suposta participação no fornecimento de documentos falsificados utilizados por Ronaldinho e por seu irmão, Roberto de Assis Moreira, durante viagem ao Paraguai.
O caso ocorreu quando o ex-jogador desembarcou no país para participar de um evento beneficente. Na ocasião, ele foi detido após apresentar passaporte e documento de identidade considerados falsos pelas autoridades locais.
Ronaldinho permaneceu cerca de um mês em uma unidade do Grupo Especializado da Polícia, em Assunção, antes de obter liberdade mediante pagamento de fiança no valor de US$ 1,6 milhão (aproximadamente R$ 8 milhões à época). Em seguida, ele e o irmão cumpriram prisão domiciliar em um hotel da capital.
As investigações sobre o caso envolveram diversas pessoas. Até o momento, 18 indivíduos já foram indiciados por ligação com o esquema.
Um encontro casual na academia revelou detalhes sobre a situação do atacante Lucas Braga, ex-Vitória. De acordo com o jornalista Fábio Sormani, o jogador está em fase de recuperação após ser diagnosticado com uma alteração cardiológica e já vislumbra o retorno ao futebol.

Encontro de Fábio Sormani e Lucas Braga | Foto: Reprodução/Redes sociais
Em publicação nas redes sociais, Sormani compartilhou uma foto ao lado do atleta e relatou a conversa. Segundo ele, Lucas Braga afirmou que está em tratamento e que pretende voltar a atuar no segundo semestre.
O atacante não possui mais vínculo com o Vitória. A rescisão contratual foi oficializada em 20 de fevereiro, com registro no Boletim Informativo Diário (BID) da CBF.
Sem espaço no elenco comandado por Jair Ventura e alvo de críticas pelo desempenho na temporada 2025, o jogador chegou a ser negociado por empréstimo com o Fortaleza, que disputa a Série B do Campeonato Brasileiro. No entanto, a transferência não foi concluída após a reprovação nos exames médicos, que identificaram o problema cardíaco.
O narrador Luís Roberto usou as redes sociais na noite desta quarta-feira (8) para se pronunciar após o diagnóstico de uma neoplasia na região cervical. O profissional destacou que agora existe uma mudança de prioridade diante do momento vivido.
"Claro que é um momento difícil, profissionalmente a gente tinha um projeto que ia culminar com a Copa do Mundo, mas a Copa agora é estar vivo", afirmou.
Aos 64 anos, o narrador iniciou o tratamento em São Paulo e ressaltou o impacto positivo das mensagens de apoio recebidas nos últimos dias. Segundo ele, o carinho do público, colegas e amigos tem sido fundamental para enfrentar o processo.
"Estou passando por aqui primeiramente para agradecer. É uma avalanche de amor que estou recebendo nesses últimos dois dias. É uma coisa que me encanta", disse.
Luís Roberto também demonstrou confiança na recuperação, destacando o diagnóstico precoce e a estrutura médica disponível.
"Tenho um diagnóstico na hora certa, tem cura, tem tratamento. Eu vou à luta. O desafio agora é seguir firme, é voltar logo ao cotidiano. Fé em Deus, fé na ciência, que a gente vai vencer essa."
Por conta do tratamento, o narrador não participará da cobertura da Copa do Mundo de 2026, que será disputada entre junho e julho, nos Estados Unidos, México e Canadá.
A TV Globo informou que dará total suporte ao profissional e ainda avalia como reorganizar sua equipe de narradores para o período. Ao encerrar a mensagem, Luís Roberto pediu que o público siga enviando apoio: "Continuo contando com vocês", concluiu.
QUEM NARRA A COPA?
Informaçõa do jornalista Gabriel Vaquer, da Folha de São Paulo, dão conta de que a Globo estuda um revezamento entre os narradores.
Dois dos cotados para o posto seriam Gustavo Villani e Everaldo Marques. Caso isso ocorra, eles se revezariam in loco, tendo em vista que estão inseridos na lista de profissionais que viajarão para cobrir a Copa do Mundo de 2026.
O narrador Galvão Bueno se manifestou publicamente na última terça-feira (7) após o diagnóstico de Luis Roberto, que foi afastado das transmissões da Copa do Mundo por conta de uma neoplasia na região cervical. Em publicação nas redes sociais, Galvão desejou força e pronta recuperação ao colega de profissão.
Meu querido Luis Roberto!! A vida nos traz momentos difíceis!! Mas tenho certeza que vc terá mais uma grande vitória!! Que Deus te abençoe e ilumine os caminhos de sua recuperação!! ???????? Estarei aqui, sempre ao seu lado!! Ao lado de um grande ser humano, grande profissional e amigo…
— Galvão Bueno (@galvaobueno) April 7, 2026
A mensagem ocorre após a TV Globo confirmar, na mesma terça, que Luis Roberto não participará da cobertura do Mundial. O narrador está em fase final de avaliação para definição do tratamento médico e precisará se afastar temporariamente das atividades.
Luis Roberto era o nome escolhido para assumir o protagonismo nas transmissões da emissora após a saída de Galvão Bueno, o que faria desta a sua primeira Copa do Mundo como narrador principal. Galvão seguirá narrando os jogos do Brasil, agora pelo SBT.
A relação entre os dois narradores é construída ao longo de décadas na TV Globo. Luis Roberto integrou a equipe esportiva da emissora enquanto Galvão consolidava sua trajetória como principal voz das transmissões de futebol no país. Ao longo dos anos, dividiram coberturas, eventos e bastidores.
A última narração de Luis Roberto aconteceu no último domingo (5), na vitória do Flamengo por 3 a 1 sobre o Santos, no Maracanã. O profissional, de 64 anos, soma quase quatro décadas de atuação na Globo.
O QUE É A NEOPLASIA?
A neoplasia, conforme definição médica, é caracterizada pelo crescimento anormal de células no organismo, podendo resultar na formação de tumores benignos ou malignos.
COMUNICADO
Em declaração, Luis Roberto falou sobre o momento e destacou confiança no tratamento.
"Depois do susto, está tudo sob controle. Tenho ao meu lado o que a ciência tem de melhor. Melhores médicos, hospitais. Tenho uma família amorosa seguindo ao meu lado. Em quase 40 anos na Globo, aprendi que essa casa jamais desampara os seus. Estou plenamente amparado por todo nosso time. Ficar ausente por esse período que engloba a Copa é um desafio enorme, mas o maior de todos é vencer esta etapa. Esse é o meu foco. Com fé em Deus e na ciência, em breve estaremos de volta à vida normal. Obrigado a todos por tanto carinho e apoio", declarou Luis Roberto.
Seguindo o calendário de amistosos pré-copa, Brasil e França se enfrentam hoje (26), às 17h, no Gillett Stadium, em um verdadeiro clássico mundial.
A disputa segue equilibrada e as odds no site da Casa de Apostas confirmam. Não há favorito claro, apesar da França aparecer com uma leve vantagem no mercado 1x2:
- Brasil 3,02
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Conhecido pelas análises polêmicas e bem-humoradas, Lucas Oliveira, criador do "VAR com Lucas", falou sobre o processo criativo para produzir os vídeos que viralizam nas redes. Em entrevista ao podcast BN na Bola, o influenciador afirmou que não utiliza roteiros para as gravações e que desenvolve seu vocabulário por meio do estudo da arbitragem.
“Eu costumo assistir a muitos vídeos de arbitragem, acompanho comentaristas e escuto até os áudios da cabine do VAR. Querendo ou não, na hora da reação as palavras vêm. Por exemplo, eu costumo falar ‘o movimento natural da inércia’, uma coisa não tem nada a ver com a outra, mas é como eu uso. ‘Movimento natural’ eu já vi alguém falar, ‘movimento da inércia’ outro”, explicou.
Lucas ainda complementou dizendo que a espontaneidade é o segredo do seu conteúdo. “Tudo é feito na hora em que eu começo a gravar. Não roteirizo, não penso no que vou falar em cada lance. As pessoas comentam que meus vídeos são diferentes por serem espontâneos. É tudo feito na hora e dá certo”, finalizou.
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Em entrevista ao podcast BN na Bola nesta terça-feira (24), o influenciador Lucas Oliveira, criador do perfil “O VAR com Lucas”, foi questionado sobre seu time do coração. Nascido e criado no bairro de São Tomé de Paripe, em Salvador, o analista ainda não havia anunciado publicamente para qual clube baiano torce, Bahia ou Vitória.
Lucas chegou a afirmar que o público o aponta como torcedor do Esquadrão, mas que não existem evidências. “Eu costumo postar reações dos jogos do Bahia, mas sempre falo sem clubismo. Algumas pessoas dizem que eu torço para o Bahia, mas não têm provas disso. Ninguém consegue ter provas nítidas”, afirmou.
Apesar das explicações iniciais, o influenciador se revelou tricolor. “Eu tenho carinho pelo Bahia, sem resenha agora. Torço pelo clube, mas quando estou analisando os lances, não existe clubismo”.
Segundo Lucas, a escolha do time não impacta na boa relação com os rivais. “Tenho seguidores que torcem para vários times, como o Vitória, que é rival do Bahia. Converso com pessoas no meu Instagram que torcem para clubes rivais, mas, graças a Deus, a galera entende, é super de boa e entra na zoeira comigo”.
Exemplificando a situação, ele comentou que estão implicando com ele após a goleada sofrida pelo Esquadrão para o Remo, no último domingo (22), quando o Bahia perdeu por 4 a 1 em partida válida pela 8ª rodada do Campeonato Brasileiro. “A galera chegou no meu Instagram me zoando, e eu digo: ‘O que é que eu tenho a ver com isso? Estou aqui para analisar o lance, por que vocês estão me zoando?’. E o pessoal fala que sabe que eu torço pelo time, e eu me defendo falando que não tem como provar”, finalizou.
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O influenciador Lucas Oliveira, criador do perfil “O Var com Lucas”, relembrou o início da trajetória como criador de conteúdo sobre futebol em entrevista ao podcast BN na Bola nesta terça-feira (24). Conhecido pelas análises contraditórias e bem-humoradas de lances polêmicos, ele contou que sempre amou o esporte, mas enfrentou dificuldades no começo da carreira.
“Eu sempre gostei de acompanhar futebol. Quando olhava as postagens de resultados de jogos, sempre tinha comentários reclamando ou elogiando a arbitragem. Foi a partir daí que resolvi criar conteúdos polêmicos, envolvendo lances de falta e pênalti, mas sempre falando do meu jeito”, disse.
Ao explicar as estratégias para crescer nas redes, Lucas revelou que prioriza lances duvidosos, muitas vezes com opiniões que iam contra a maioria. “Eu trazia lances polêmicos e a galera entrava no vídeo pensando que eu ia concordar com o que ela acreditava estar vendo; quando eu falava o contrário, ela se sentia na obrigação de comentar discordando de mim. Isso começou a viralizar no TikTok e depois as pessoas pediram para eu estar no Instagram também”, explicou.
O influenciador, que é soteropolitano nascido e criado no bairro de São Tomé de Paripe, falou sobre a rotina das primeiras postagens. “Eu trabalhava como fotógrafo, essa era minha fonte de renda. Quando resolvi criar minha conta no TikTok, que foi onde comecei, eu mostrava o lance, explicava o que tinha acontecido e dava meu veredito: se tinha sido falta ou se era para cartão. No início era difícil porque as pessoas não entendiam o contexto e falavam que eu não entendia nada, que estava perdendo tempo e devia sair da internet. Agora é o contrário: quando acontece alguma polêmica, o pessoal já vem no perfil me cobrando análise. Hoje trabalho 100% com a internet”, afirmou.
Ao resumir o início, Lucas destacou a “dedicação e consistência”. “Gravo os conteúdos na minha casa. Com o dinheiro que juntei da fotografia, comprei um computador e comecei a aprender a editar os vídeos que pensava em produzir. Tudo foi dedicação. Não foi fácil porque as pessoas não entendiam, mas eu continuava postando diariamente. É um assunto que está sempre em alta; a maioria das pessoas que entram na rede social se deparam com o futebol”, concluiu.
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O episódio #93 do BN na Bola recebe, na noite desta terça-feira (24), às 19h, o criador de conteúdo baiano Lucas Oliveira. Ele é o nome por trás do popular quadro "O VAR com Lucas", responsável por diversos vídeos virais nas redes sociais.
Aos apresentadores Hugo Araújo e Thiago Tolentino, Lucas vai contar como começou sua trajetória na criação de conteúdo esportivo, trazer resenhas exclusivas do mundo da bola, projetos e detalhar os próximos planos de sua carreira como influenciador.
Para não perder nada, basta se inscrever no canal, deixar o seu like e ativar o sininho para receber o alerta de início da live. A transmissão ocorrerá ao vivo, às 19h, no canal do YouTube do Bahia Notícias.
O futebol canadense servirá de base para um experimento que pode alterar a dinâmica de marcação de gols no esporte mundial. A partir de abril de 2026, a Canadian Premier League (CPL) passará a testar uma modificação na regra do impedimento. A proposta, idealizada por Arsène Wenger, chefe de desenvolvimento global de futebol da Fifa, estabelece que um atleta só estará em posição irregular se todo o seu corpo estiver totalmente à frente do último defensor no momento do passe.
A mudança inverte a lógica atual, na qual qualquer parte do corpo que possa marcar um gol — como o ombro ou a ponta do pé — serve como referência para invalidar a jogada. Com a nova diretriz, se uma fração mínima do atacante estiver na mesma linha do defensor, o lance será considerado legal. Wenger, que ocupa o cargo na federação internacional desde 2019, defende a aplicação da chamada regra da "luz do dia" para beneficiar o setor ofensivo e reduzir a dependência de marcações milimétricas por parte da tecnologia.

Foto: Divulgação / Fifa
A implementação dos testes ocorre após um período de debates entre os órgãos que gerem as normas da modalidade. A International Football Association Board (IFAB), responsável pelas regras do futebol, e a Uefa manifestaram ressalvas quanto à alteração, classificando a proposta como controversa. Apesar das divergências entre as entidades europeias e o conselho legislativo, a Fifa obteve a autorização necessária para iniciar a fase de avaliação prática em território canadense.
O objetivo central da federação é aumentar o número de gols marcados e evitar interrupções constantes para traçagem de linhas em jogadas de dúvida mínima. Wenger acredita que o futebol não deve ficar à mercê das linhas traçadas pela tecnologia e busca devolver a vantagem ao atacante nas disputas de velocidade com a última linha defensiva. A escolha da liga do Canadá permite observar o impacto da mudança em um ambiente profissional controlado antes de uma possível expansão para outros centros.
O período de testes na CPL fornecerá dados estatísticos e análises de vídeo sobre o tempo de bola rolando e a média de gols por partida. Caso os resultados apresentem benefícios ao espetáculo e à fluidez do jogo, a regra poderá ser discutida para entrar em vigor em competições de maior escala nos próximos anos. Até o encerramento do experimento no Canadá, as demais ligas nacionais e torneios continentais seguem operando sob a norma vigente de impedimento.
A Fifa monitorará o comportamento dos árbitros e dos auxiliares de vídeo durante o processo para verificar se a nova interpretação reduz as polêmicas de arbitragem ou se cria novos desafios táticos para os sistemas de marcação. O Conselho Técnico da IFAB aguardará o relatório final da temporada canadense para emitir um parecer sobre a viabilidade de uma reforma global no livro de regras do futebol.
A polêmica no Estádio da Luz ganhou um novo capítulo nesta sexta-feira (20). O Benfica confirmou que está investigando dois torcedores que foram flagrados em vídeo imitando macacos em direção ao atacante Vinícius Júnior, do Real Madrid. As imagens, que viralizaram nas redes sociais, mostram a dupla com camisas do clube português fazendo gestos racistas durante o confronto da última terça-feira pela Champions League.
A punição para os envolvidos pode ser severa caso o vínculo com o clube seja comprovado. Em declaração à agência de notícias AFP, um representante do time de Lisboa foi direto sobre as consequências.
"Se forem sócios do clube, o procedimento pode levar à sua expulsão", indicou o porta-voz do Benfica.
As provas contra os torcedores ganharam força após o ex-jogador da seleção inglesa, Rio Ferdinand, compartilhar o vídeo em sua conta na rede social X (antigo Twitter). Na gravação, é possível ver claramente os dois homens gesticulando de forma preconceituosa enquanto o brasileiro estava em campo.
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— Rio Ferdinand (@rioferdy5) February 18, 2026
O episódio aumentou a pressão sobre o Benfica, que até então focava sua defesa apenas no gramado, onde outra acusação de racismo já havia interrompido a partida.
VINI JR X PRESTIANNI
A partida, que terminou com vitória espanhola por 1 a 0, já estava sob os holofotes devido a uma confusão entre Vinícius Júnior e o jovem argentino Gianluca Prestianni, de 20 anos.
Vini marcou e comemorou com sua tradicional dança diante da torcida rival. Após uma discussão generalizada, o brasileiro relatou ao árbitro que foi chamado de "macaco" por Prestianni. O jogador argentino não foi punido na hora porque tapou a boca com a camisa enquanto falava, impedindo a leitura labial.
Enquanto o Real Madrid informou ter entregue à UEFA "todas as provas disponíveis" sobre o caso, o Benfica saiu em defesa de seu atleta. Em nota, o clube português afirmou que Prestianni é "vítima" de uma "campanha de difamação". O jogador também usou o Instagram para negar qualquer insulto racial.
Agora, a UEFA conduz uma investigação oficial por "comportamento discriminatório".
O técnico do Bayern de Munique, Vincent Kompany, trouxe um tom firme ao debate sobre o racismo no futebol europeu. Em coletiva realizada nesta sexta-feira (20), o treinador belga comentou os incidentes do jogo entre Benfica e Real Madrid, defendendo a veracidade da denúncia de Vinicius Jr. e criticando duramente a reação de José Mourinho, comandante da equipe portuguesa.
Kompany, que é um dos raros treinadores negros no topo do futebol mundial, usou sua experiência para validar o sentimento do atacante brasileiro, que acusou o argentino Prestianni de injúria racial durante o duelo da Champions League.
"Reação que não pode ser fingida", disse.
Para Kompany, a forma como Vini Jr. se comportou no Estádio da Luz é a maior prova de que algo grave aconteceu. Ele refutou a ideia de que o brasileiro estaria tentando levar vantagem em uma confusão de jogo.
"Quando você analisa a jogada e como o Vini reagiu, essa reação não pode ser fingida. Dá para ver que foi uma reação emocional. Não vejo nenhum benefício para ele em ir até o árbitro e assumir toda a culpa. Naquele momento, ele achou que era a coisa certa a fazer", analisou o técnico do Bayern.
O ponto mais agudo da fala de Kompany foi direcionado a José Mourinho. Após a partida, o técnico do Benfica minimizou o caso ao criticar a comemoração de Vini Jr. e usar a figura de Eusébio, maior ídolo negro do clube português, como uma espécie de "escudo" contra acusações de racismo.
Kompany classificou a atitude como uma falha de liderança e questionou o uso histórico do ídolo do passado para silenciar uma vítima do presente:
"Para mim, o que aconteceu depois é ainda pior. José Mourinho basicamente atacou o caráter de Vini ao mencionar o tipo de comemoração dele para desmerecer o que ele estava fazendo naquele momento. Foi um erro enorme em termos de liderança. Ele disse que o Benfica não pode ser racista porque o seu maior jogador de todos os tempos foi Eusébio. Ele sabe o que os jogadores negros tiveram que passar na década de 1960? Ele estava lá viajando com Eusébio para todos os jogos fora de casa para ver o que ele sofreu? Usar o nome dele hoje para discutir com o Vini", disparou o belga.
Em 2021, Kompany viveu o problema na pele. Ele foi alvo de racismo quando treinava o Anderlecht. Sua presença como técnico do Bayern é uma exceção: um levantamento recente apontou que apenas quatro dos 96 clubes das principais ligas da Europa têm treinadores negros.
ENTENDA O EPISÓDIO EM LISBOA
A polêmica começou logo após Vini Jr. marcar o gol da vitória do Real Madrid (1 a 0). O brasileiro comemorou próximo a uma torcida organizada do Benfica, o que gerou revolta dos jogadores locais e um cartão amarelo para o atacante.
No entanto, o clima piorou quando o jogo estava parado para o recomeço. Vini Jr. denunciou ter sido chamado de "macaco" pelo jogador Prestianni. O árbitro François Letexier acionou o protocolo da UEFA, paralisando o confronto por 10 minutos sob forte tensão e objetos arremessados no gramado.
O Real Madrid deu um passo oficial nesta quinta-feira (19) para cobrar punições após o atacante Vinícius Jr. ser alvo de ofensas racistas em Portugal. O clube enviou à UEFA todas as imagens e evidências que possui sobre os ataques sofridos pelo brasileiro durante a vitória contra o Benfica, em Lisboa, pela Champions League. O time espanhol exige rigor na investigação do episódio, que envolve tanto a torcida quanto um jogador adversário.
— Out Of Context Football (@nocontextfooty) February 17, 2026
A denúncia aponta que o atacante teria sido insultado por Prestianni, do Benfica, logo após marcar o gol da vitória. O caso fez com que o árbitro francês François Letexier interrompesse a partida por dez minutos, seguindo o protocolo de combate ao preconceito da entidade europeia.
Em comunicado oficial, o Real Madrid reforçou que não aceitará o que chamou de "episódios inaceitáveis" e agradeceu a onda de solidariedade que o camisa 7 recebeu de diversas partes do mundo.
"O Real Madrid CF anuncia que hoje forneceu à UEFA todas as provas disponíveis relativas aos incidentes ocorridos na última terça-feira, 17 de fevereiro, durante o jogo da Liga dos Campeões que a nossa equipe disputou em Lisboa contra o Benfica.
Nosso clube cooperou ativamente com a investigação aberta pela UEFA após os episódios inaceitáveis de racismo ocorridos durante aquela partida.
O Real Madrid agradece o apoio unânime, o carinho e o afeto que o nosso jogador Vinicius Jr. tem recebido de todos os setores do futebol mundial.
O Real Madrid continuará trabalhando, em colaboração com todas as instituições, para erradicar o racismo, a violência e o ódio no esporte e na sociedade."
ENTENDA O CASO
Tudo começou no segundo tempo, quando Vini Jr. fez o gol e comemorou perto da torcida portuguesa. O gesto deu início a um empurra-empurra entre os jogadores e o brasileiro acabou levando cartão amarelo. No meio do tumulto, o atacante relatou ter ouvido as ofensas e avisou imediatamente à arbitragem.
Enquanto o jogo estava parado, astros como Kylian Mbappé e Tchouaméni cercaram o colega em sinal de apoio. Até o técnico do Benfica, José Mourinho, foi visto conversando com Vinícius durante a paralisação.
Mesmo com o jogo reiniciado, a pressão continuou. Sempre que Vinícius Jr. ou Mbappé tocavam na bola, eram vaiados pela torcida do Benfica, que chegou a arremessar objetos no gramado. Agora, o futuro do caso depende do relatório do árbitro e da análise das provas enviadas pelo Real Madrid, que podem resultar em multas pesadas ou interdição de setores do estádio em Lisboa.
Para quem ainda está organizando os afazeres deste sábado (14), seja para ficar em casa ou cair na folia, o Bahia Notícias selecionou os principais jogos de futebol para você acompanhar. Além do Baianão, estão ocorrendo os campeonatos Espanhol (La Liga), Italiano (Serie A) e Alemão (Bundesliga).
CONFIRA A SELEÇÃO DE JOGOS
Campeonato Baiano
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Bahia x Jacuipense: Arena Fonte Nova, às 16h. Transmissão: TVE (TV e YouTube).
Brasileirão Feminino A1
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Fluminense x Vitória: Luso-Brasileiro (RJ), às 15h. Transmissão: CBF TV (YouTube).
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Bahia x Cruzeiro: Pituaçu, às 18h. Transmissão: NSports (YouTube).
Campeonato Carioca
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Vasco x Volta Redonda: às 21h30. Transmissão: SporTV e Premiere.
Campeonato Mineiro
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Atlético-MG x Itabirito: às 19h. Transmissão: Premiere e SportyNet (YouTube).
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URT x Cruzeiro: às 19h. Transmissão: SporTV, Premiere e GE (YouTube).
Copa da Inglaterra (FA Cup)
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Manchester City x Salford City: às 12h. Transmissão: Disney+.
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Aston Villa x Newcastle: às 14h45. Transmissão: Disney+.
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Liverpool x Brighton: às 17h. Transmissão: Disney+.
Campeonato Espanhol (La Liga)
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Real Madrid x Real Sociedad: às 17h. Transmissão: Disney+.
Campeonato Alemão (Bundesliga)
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Werder Bremen x Bayern de Munique: às 11h30. Transmissão: Canal GOAT (YouTube) e OneFootball.
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Bayer Leverkusen x St. Pauli: às 11h30. Transmissão: CazéTV (YouTube) e OneFootball.
Campeonato Italiano (Serie A)
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Como x Fiorentina: às 11h. Transmissão: Disney+.
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Lazio x Atalanta: às 14h. Transmissão: Disney+.
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Internazionale x Juventus: às 16h45. Transmissão: Disney+.
Campeonato Francês
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Olympique de Marselha x Strasbourg: às 13h. Transmissão: CazéTV (YouTube).
No futebol, o doping é definido como o uso de substâncias ou métodos proibidos com o objetivo de melhorar artificialmente o desempenho esportivo ou acelerar processos de recuperação física. A prática, além de violar regras esportivas, representa riscos à saúde dos atletas e compromete a integridade das competições. É nesse contexto que, no Dia do Jogo Limpo e de Combate ao Doping nos Esportes, celebrado em 15 de janeiro, última quinta-feira, o futebol brasileiro apareceu como uma das modalidades mais monitoradas do país em termos de controle antidopagem.
Embora casos pontuais ganhem grande repercussão pública, os dados disponíveis indicam que a incidência de doping no futebol nacional é historicamente baixa, resultado de um sistema que combina fiscalização frequente, educação preventiva e alinhamento às normas internacionais. O cenário é resultado de uma política estruturante do esporte de alto rendimento, com regras padronizadas internacionalmente e sistemas nacionais responsáveis por fiscalização, prevenção e punição.
O Bahia Notícias busca compreender as regras e métodos utilizados pelas agências nacionais e internacionais de controle ao doping no Brasil e os impactos dessas ações na dinâmica interna dos clubes de futebol e seus atletas. Nesta reportagem, o BN conversou com representantes dos dois principais clubes do estado, Esporte Clube Bahia e Esporte Clube Vitória, para compreender como o cenário se estrutura no cenário estadual e nacional entre clubes da Série A.
CONTROLE DE DOPAGEM
No Brasil, o controle antidopagem no futebol segue as diretrizes do Código Mundial Antidopagem, elaborado pela Agência Mundial Antidoping (WADA), e é coordenado pela Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem (ABCD). O sistema funciona a partir da realização de testes em competição, geralmente após partidas oficiais, e fora de competição, sem aviso prévio, ao longo da temporada. As amostras coletadas, em sua maioria de urina e, em alguns casos, de sangue, são analisadas em laboratórios credenciados internacionalmente, e os resultados seguem um fluxo rígido de confidencialidade e julgamento.
Os dados mais amplos já consolidados sobre o futebol brasileiro indicam que o esporte está entre os mais monitorados do país. Em um período de quase dez anos, foram realizados mais de quarenta mil testes antidoping em competições nacionais, com pouco mais de uma centena de resultados positivos confirmados. Em termos práticos, isso significa que menos de três atletas em cada mil testados apresentaram algum tipo de infração, uma taxa considerada baixa em comparação com outros contextos esportivos.
As substâncias mais frequentemente detectadas nesse intervalo foram estimulantes, corticóides e diuréticos, muitas vezes associados a uso terapêutico inadequado ou falhas de orientação médica, e não necessariamente a esquemas sofisticados de dopagem.
Dentro dessa engrenagem, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) exerce papel central na operacionalização do sistema. A CBF mantém uma comissão permanente de controle de dopagem, responsável por viabilizar a coleta de amostras nas competições que organiza, como Campeonatos Brasileiros, Copa do Brasil e torneios de base. Embora a ABCD seja a autoridade máxima em termos regulatórios e de gestão de resultados, é a CBF quem atua diretamente no cotidiano das competições, garantindo que os procedimentos sejam cumpridos de acordo com os padrões internacionais. A entidade também participa de ações educativas e de alinhamento com clubes, reforçando protocolos médicos e de prevenção.
DA FARMÁCIA AO CAMPO
Esse cenário nacional se reflete diretamente na realidade dos principais clubes do futebol baiano, Bahia e Vitória, que historicamente disputam competições de alcance nacional e, por isso, estão inseridos no grupo de equipes mais monitoradas do país. Atletas desses clubes estão sujeitos a controles frequentes, tanto em jogos quanto fora deles, seguindo o mesmo padrão aplicado aos grandes centros do futebol brasileiro.
No caso do Esporte Clube Bahia, o combate ao doping é tratado como um processo contínuo de prevenção e educação interna. Em conversa com o Bahia Notícias, o clube destaca que a política antidopagem passa principalmente pelo controle rigoroso de suplementos e medicamentos utilizados pelos atletas. “O controle de doping aqui no Bahia está pautado no controle da suplementação nutricional dos atletas. Ou seja, todos os suplementos passam por uma rigorosa análise das empresas e pedimos todos os certificados de lisura, de acordo com a WADA (Associação Mundial do Doping)”, informou a assessoria de comunicação do clube.
Segundo o Bahia, o acompanhamento não se restringe a suplementos esportivos. “Todo medicamento, desde pomada até qualquer coisa que forem tomar, os atletas têm que avisar para a medicina e nutrição que eles estão tomando algo diferente para a gente poder fazer uma análise. E quando eles decidem fazer algo que a gente não concorda, eles têm que assinar um termo falando que eles são responsáveis por aquele processo”, afirmou o clube. A estratégia busca reduzir riscos de dopagem involuntária, situação comum em casos envolvendo medicamentos de uso cotidiano que contêm substâncias proibidas.
O clube também aponta a educação como eixo fundamental da política antidopagem. “Além disso, promovemos palestras educacionais para os atletas, para que eles entendam a importância de todo”, completou a assessoria, ao destacar ações internas voltadas à conscientização e à responsabilidade individual dos jogadores.
Embora não haja dados públicos que detalhem o número de testes ou eventuais resultados específicos por clube, o enquadramento institucional de Bahia e Vitória indica que ambos operam sob um grau elevado de vigilância, compatível com equipes que disputam as principais competições do país. Assim como ocorre em outros clubes tradicionais, o foco do controle antidopagem não está apenas na punição, mas na construção de rotinas médicas, nutricionais e educativas que reduzam a margem de erro.
No caso do Esporte Clube Vitória, o BN conversou com o médico ortopedista Rodrigo Alves, um dos responsáveis pelo setor médico do clube. Em entrevista, o especialista em medicina do esporte destacou que o Departamento Médico atua ativamente junto aos atletas em ações de conscientização.
“Ao iniciar a temporada ou na pré temporada, nós sempre fazemos uma uma palestra sobre o doping, sobre as orientações do que é doping, quais são as substâncias que se incluem nos medicamentos e nas substâncias que a WADA restringe”, conta.
Ele explica que a aproximação com os jogadores ocorre até mesmo em formato extra-clube. “Nós conscientizamos os atletas a sempre que utilizarem ou forem indicados [a utilização de] alguma substância ou medicação, eles contactem sempre o DM antes. Todos têm nossos números, mesmo que não estejam no clube, seja viajando, nas férias, eles sempre enviam, nos perguntam, se é autorizado [o medicamento ou substância] ou não”.
Esse cuidado com a saúde e fiscalização de substâncias não se restringe aos futebolistas veteranos no time. Alves conta que a gestão do DM presta a mesma atenção com os atletas novatos ou recém-admitidos no clube.
Segundo ele, “todo atleta que realiza admissão no Esporte Clube Vitória, nós fazemos a avaliação pré-participação, em que nela consta a medicação que utiliza, as doenças que eles tenham ou doenças pregressas que necessitem da utilização de algumas medicações que a gente precise fazer a solicitação a CBF”. Ele explica que as medicações específicas necessárias são solicitadas à ABCD, que realiza a liberação das substâncias em casos excepcionais.
Tendo atuado na base do Vitória durante dois anos, Rodrigo Alves comenta ainda sobre a abordagem junto aos atletas juvenis, que são amplamente expostos a substâncias irregulares, especialmente no que diz respeito a hormônios de crescimento e ganho de peso e massa muscular.
“A gente desaconselha desde a infância [o uso de substâncias]. É dever nosso conscientizar e educar os atletas mais novos que não utilizem. A gente desaconselha firmemente a utilização de hormônios, principalmente hormônios do crescimento. Sempre a gente orienta sobre o doping, sobre o malefício que ele pode ser causado ao organismo do próprio atleta”, garante. O responsável do Departamento Médico também explica que o tratamento segue exatamente os mesmos padrões da equipe profissional.
“Na base também a gente faz palestras, a gente orienta. E no DM, as medicações que constam são as mesmas da base e do profissional. Então, não entra medicação que seja proibida”, sucinta.
Rodrigo fez um alerta ao explicar as reações indesejadas que a aplicação de hormônios pode causar no corpo do atleta. De acordo com ele, o corpo pode dar uma resposta negativa e ‘pedir’ que a glândula específica pare ou diminua a produção do hormônio.
“Nosso corpo funciona, em melhor estado, quando está em total equilíbrio. Se você utiliza uma substância de forma artificial e se utiliza de hormônios, o corpo vai entender que o local inicial em que aquele hormônio foi produzido tem que ser desestimulado, digamos assim. Então há uma resposta negativa, uma retroalimentação negativa para aquela glândula parar de produzir aquele hormônio ou reduzir a produção”, explicou.
O profissional ainda acrescentou que a consequência desse desequilíbrio hormonal ainda pode trazer sérios problemas de desestruturação do sistema endócrino do atleta. “Então você pode desestruturar e desregular todo o sistema endócrino do corpo humano. Isso pode causar sérios problemas na saúde do atleta. A curto prazo, a médio prazo ou até a longo prazo”, finalizou.
A seriedade utilizada para lidar com o tema nos clubes baianos demonstra que, no futebol brasileiro, o combate ao doping se consolidou como um sistema permanente, sustentado por fiscalização constante e por um esforço crescente de prevenção.
Em clubes de grande expressão regional, como Bahia e Vitória, essa política se traduz em protocolos internos cada vez mais rígidos, alinhados às exigências nacionais e internacionais. Em um esporte marcado por alta exposição e intensa cobrança por resultados, o jogo limpo deixou de ser apenas um discurso e passou a integrar, de forma definitiva, a gestão do futebol profissional.
A Polícia Civil prendeu nesta terça-feira (13) dois suspeitos apontados como autores do ataque a tiros que ocorreu em um torneio de futebol amador no município de Itamaraju. Dois jovem foram baleados e um deles não resistiu.
Segundo informações do Radar News, parceiro do Bahia Notícias, o ato teria sido motivado por vingança pessoal após desavenças envolvendo uma mulher.Os suspeitos foram presos no município de Prado.
Kauan Santos Soares, de 19 anos, morreu no local. O episódio aconteceu no domingo (11) e teria sido planejado.
A Justiça turca determinou, nesta sexta-feira (5), a detenção de 46 pessoas em uma operação que investiga apostas ilegais em partidas de futebol no país. Entre os 29 jogadores citados pela Promotoria de Istambul, dois nomes de grandes clubes chamam atenção: Metehan Baltaci, do Galatasaray, e Mert Hakan Yanda?, do Fenerbahçe.
De acordo com o comunicado oficial, Baltaci é um dos 27 atletas suspeitos de apostar em jogos do próprio time, prática considerada grave pelas autoridades turcas e pelas entidades esportivas. Os demais jogadores investigados não tiveram seus nomes divulgados.
Já Yanda?, meio-campista do Fenerbahçe, é suspeito de apostar em diversas partidas por meio de um intermediário, segundo a Promotoria. O caso repercutiu entre torcedores dos dois clubes, que vivem uma das maiores rivalidades do futebol europeu.
A operação também mira dirigentes: os presidentes de dois clubes da terceira divisão tiveram prisão decretada sob a acusação de tentar influenciar o resultado de uma partida na temporada 2023–2024. No total, 35 dos 46 procurados já foram detidos.
A investigação amplia a crise que atinge o futebol turco. No início de novembro, seis árbitros e o presidente do Eyüpspor, da primeira divisão, foram presos. A Federação Turca de Futebol suspendeu cerca de 150 árbitros envolvidos em apostas e puniu 25 jogadores da elite, além de cerca de mil atletas das divisões inferiores, com suspensões de até 12 meses.
A bola está rolando para o 1º Campeonato Estadual dos Povos Indígenas da Bahia, que reúne 78 equipes — 56 masculinas e 22 femininas — formadas por atletas de diferentes etnias, com idades entre 15 e 40 anos. As partidas acontecem até 7 de novembro, em diversas regiões do estado, incluindo Porto Seguro, Olivença (Ilhéus), Banzaê, Paulo Afonso, Pau Brasil e Barreiras.
A competição é dividida em três etapas. A primeira fase vai até 25 de outubro, com jogos em rodízio simples, organizados por etnia e região. Na segunda, entre 4 e 26 de outubro, as campeãs de cada grupo garantem vaga na etapa decisiva. A grande final está marcada para os dias 4 a 6 de novembro, no Estádio de Pituaçu, em Salvador.
O evento é realizado pelo Governo do Estado, por meio da Superintendência dos Desportos do Estado da Bahia (Sudesb), da Sepromi e da Secretaria de Educação, em parceria com o Mupoiba e a Federação Baiana de Desporto de Participação, responsável pela execução do projeto. O investimento chega a R$ 700 mil.
Para Vicente Neto, diretor-geral da Sudesb, o torneio vai além do futebol e "contribui com o aperfeiçoamento técnico dos atletas, mas também promove integração, diversidade cultural e troca entre diferentes etnias."
Já Patrícia Pataxó, superintendente de Políticas para Povos Indígenas, destaca o simbolismo do campeonato: "Cada jogo é resistência e visibilidade. É esporte, mas também reafirmação da identidade e fortalecimento cultural, elevando a autoestima da juventude indígena.”
AGENDA DE JOGOS
- 04 e 05/10 – 1ª fase (Olivença/Ilhéus – Sul)
- 04 e 05/10 – 2ª fase (Porto Seguro – Extremo Sul)
- 11/10 – 1ª fase (Banzaê e Paulo Afonso – Norte)
- 12/10 – 2ª fase (Pau Brasil – Sul)
- 18/10 – 2ª fase (Banzaê e Paulo Afonso – Norte)
- 25 e 26/10 – classificatórias finais (Barreiras – Oeste)
- 04 a 06/11 – fase final (Salvador – Pituaçu)
O ex-atacante Rodrigo Pimpão, conhecido pelos gols na campanha do Botafogo na Libertadores de 2017, voltou a competir, mas desta vez em uma modalidade diferente. Aos 37 anos, ele participou da 5ª Etapa do Campeonato Paranaense de Tênis de Mesa, na categoria Absoluto F, e avançou até a 16ª fase entre 120 inscritos.
O esporte não é novidade na vida do ex-jogador. Pimpão iniciou no tênis de mesa ainda criança, montando uma mesa improvisada na garagem de casa. Aos 10 anos, chegou a liderar o ranking de Santa Catarina e, em 1997, foi quinto colocado no Campeonato Brasileiro disputado em Fortaleza.
Segundo ele, o retorno às competições também tem relação com a formação do filho Davi, de 12 anos. “O esporte individual, como o tênis de mesa, é fundamental para que o atleta aprenda a assumir a responsabilidade por seus erros e vitórias”, afirmou.
Pimpão encerrou a carreira profissional no futebol em 2023, mas chegou a atuar pelo Trieste, equipe da Suburbana de Curitiba, sendo decisivo no título conquistado naquele ano. Na final contra o Novo Mundo, marcou um dos gols na vitória por 3 a 2 no tempo normal, antes da decisão nos pênaltis.
Agora, o ex-atacante planeja manter o ritmo de treinos e buscar espaço em torneios nacionais de tênis de mesa.
O atacante ucraniano Mykhailo Mudryk, afastado dos gramados desde 2024 por suspensão por doping, pode estar perto de mudar de carreira. De acordo com o jornal português A Bola, o jogador do Chelsea iniciou treinamentos no atletismo e tem como objetivo disputar os Jogos Olímpicos de Los Angeles, em 2028.
Reconhecido pela velocidade quando atuava no futebol, Mudryk, de 24 anos, vem sendo acompanhado por ex-atletas olímpicos em sua preparação. Segundo a publicação, o desempenho físico do ucraniano chamou atenção de técnicos da modalidade, que avaliam seu potencial para representar a seleção nacional.
Apesar da mudança de rumo, o caminho até os Jogos Olímpicos exige que o atleta cumpra os índices estabelecidos pela World Athletics e, antes disso, supere as seletivas nacionais previstas para 2027.
Contratado pelo Chelsea em 2022 após se destacar no Shakhtar Donetsk, Mudryk custou 70 milhões de euros fixos mais 30 milhões em variáveis e disputou 73 partidas pelo clube inglês, com dez gols marcados. No entanto, nunca correspondeu às expectativas em campo.
Sua trajetória foi interrompida em abril de 2025, quando testou positivo em exame antidoping, resultando na suspensão aplicada pela Football Association. Desde então, não joga profissionalmente.
Para milhares de pessoas, esportes como corrida de rua, natação e crossfit são vistos como aliados da saúde física e mental. No entanto, quando a busca por desempenho se transforma em obsessão, a prática pode trazer riscos. Nos bastidores do esporte amador, cresce um problema silencioso: a pressão por resultados e sua relação com o possível desenvolvimento de doenças mentais.
No contexto do Setembro Amarelo, mês de prevenção ao suicídio e de atenção à saúde mental, o Bahia Notícias realizará uma série de matérias com enfoque na temática, levando em consideração atletas que lidam as dificuldades enfrentadas nas categorias de base do futebol brasileiro.
A fase inicial de um jovem jogador nas instalações dos clubes do país são popularmente chamadas de “funil estreito”. A situação é justificada com os dados do artigo “Jogadores de Futebol no Brasil”, publicado pela Revista Brasileira de Ciências do Esporte, que a probabilidade de uma criança se tornar profissional nos gramados é de apenas 1,5%.
Foto: Reprodução / Instagram
O Bahia Notícias conversou com o atleta amador Aristides Neto sobre a realidade vivida nas categorias de base do futebol do país e o engenheiro afirmou que a cobrança entre os mini-jogadores é um fator prejudicial.
“Sempre vai ter pressão durante a categoria de base. Eu sempre fui um cara que me cobrei muito, então, eu sempre me cobrava, queria melhorar, queria correr mais, queria estar mais magro, queria ser o melhor, queria fazer muitos gols, então sempre me cobrava. Além disso, a família também te cobra muito, é doloroso você ter que responder sobre algo que não está dando certo. Já deixei de ir em reunião de família para não ter que tocar nesse assunto, amigos também perguntando e questionando. Não era fácil não”, completou.
Neto, como é chamado, passou por categorias de base de diversos clubes, incluindo equipes de Brasil e Espanha. Durante seu relato, o corredor de 30 anos afirmou que já vestiu as camisas de Vitória, Bahia, Avaí, Flamengo, dentre outros elencos.
Foto: Arquivo pessoal
Apesar das oportunidades conquistadas durante a juventude, por conta de lesões e problemas de saúde, as chances de Aristides foram se esvaindo e o atleta foi se entregando a desanimação.
“Minhas duas últimas experiências foram bem difíceis para mim. Uma eu estava em Minas Gerais, no Nova Lima. Eu tinha acabado de chegar, estava bem, treinando bem. No meu primeiro jogo eu me machuquei, partida contra o Cruzeiro Sub-20. Tive um estiramento na coxa, e lembro que fiquei dois meses parado em tratamento lá. Aí quando eu volto aos treinos me machuquei novamente no mesmo lugar. Tive que fazer um tratamento mais profundo, que durou mais quatro meses, ou seja, fiquei lá em Minas Gerais só tratando esse problema físico. Depois que o time foi desclassificado do Campeonato Mineiro, eles demitiram todo mundo, incluindo eu”, continuou.
“Eu fui para o Bragantino em São Paulo fazer um teste. Cheguei lá super bem, duas semanas treinando bem, muito bem. Após um tempo, peguei amidalite e a minha garganta fechou, fiquei sem conseguir respirar, tomei medicamento lá, tomei injeção e treinava mesmo assim. Mas, por conta da dificuldade, meu rendimento nos treinos caíram e fui dispensado. Tive que fazer cirurgia e, após essas situações, desanimei bastante”, concluiu Neto.
Depois de superar a fase do futebol, Aristides revelou que enfocou o esforço em outro esporte: o Triatlon. A modalidade gira em torno da realização de três esportes em sequência, a natação, o ciclismo e a corrida. Ao assistir crescer a paixão, Neto participou de uma Maratona e um Ironman.

Foto: Reprodução / Instagram
Durante a conversa, o engenheiro citou a dificuldade de lidar com a frustração e a decepção de sua carreira não ter chegado onde almejava. Além disso, Aristides completou com um relato sobre os desafios que enfrentou ao desistir do esporte.
“Entre os 22 e os 25 anos, foi bem difícil para minha saúde mental. Eu não conseguia assistir nenhuma partida de futebol que eu chorava. Comecei a beber muito. Sempre via minha mãe chorando, meus amigos por mim então, foi muito doloroso. Mas depois disso eu segui meu caminho, segui minha vida.”
A realidade de Neto abrange a experiência de diversos outros ex-atletas que tentaram se profissionalizar no futebol e, ao não alcançar o objetivo, sofreram situações psicológicas.
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Foto: Reprodução / Instagram
O Bahia Notícias entrou em contato com a psicóloga esportiva Joanna Koehne para questionar a importância de uma ajuda profissional nesse contexto dos atletas amadores e de base. Durante a conversa, a pós-graduanda em Psicologia no Esporte pela PUC-RS destacou a humanização do atleta como ponto importante para o tratamento.
“Atletas são também seres humanos além de atletas. O sofrimento não vai estar só ligado muitas vezes ao esporte, tem questões pessoais, familiares e mais coisas que estão ali envolvidas também. Então, muitas vezes a pessoa acha que ao procurar um psicólogo do esporte vai falar só sobre o esporte. E não, porque ele não é só o esporte. Então, quando procurar é quando você sentir que realmente está difícil de lidar. Ou também é aconselhável procurar para evitar que fique difícil de lidar. A psicologia está não só como um meio para ajudar a lidar com os sintomas, as dificuldades, mas também um meio para ajudar a prevenir que isso não te afete. Pensando no esporte, que isso não afete seu rendimento, não afete o seu desempenho. É interessante que você como ser humano tenha esse tipo de acompanhamento, você como indivíduo”, disse a profissional.
De acordo com Joanna, que é formada em Psicologia pela Universidade Federal da Bahia, dentre os atletas baianos, a maior parte das queixas envolvendo o âmbito do esporte envolvem o alcance de objetivos que, posteriormente, não acontecem; ansiedade para competições; e como lidar com a não-validação de clubes ao seu bom rendimento.

Foto: Arquivo Pessoal
Koehne revelou que, com seus pacientes, tenta reforçar a importância de “se divertir durante o processo” para seus pacientes.
“A psicologia esportiva serve como um complemento de uma rede de apoio. Um suporte que deixa as coisas mais leves. É importante que você esteja se divertindo no processo. No processo de treino, de competição e tudo mais, porque é isso que importa, não ser um peso, ser algo que você está fazendo ali também pelo prazer", comentou
A psicóloga também reforçou como a psicologia ajuda no processo de "entender o momento para criar e almejar outro objetivo" e a importância de "estabelecer meios para lidar, ganhar e progredir".
"A psicologia é muito importante para ajudar em entender que é o momento de desistir desse objetivo para criar e almejar outro objetivo. Psicologia tem um importante auxílio aí, nessa mudança de caminhos e principalmente, de evitar esse lado negativo. São coisas que a gente às vezes não controla, pressão, lesão, frustração e tudo mais. Pensar que mesmo com essas dificuldades você consiga estabelecer meios para lidar, ganhar e progredir”, explicou.
As inscrições para o seminário “Racismo no Futebol – O Combate à Discriminação nos Estádios” estão abertas. A conferência ocorre nesta sexta-feira (22), das 8h às 18h, no auditório do Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA), em Salvador. O evento gratuito é promovido em parceria com o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e tem o objetivo de ampliar o debate institucional sobre o tema. O ex-goleiro Aranha, vítima de um caso de racismo que ganhou repercussão, é um dos painelistas.
Em 2014, quando defendia o Santos, foi insultado por torcedores do Grêmio durante partida da Copa do Brasil em Porto Alegre, o que levou à eliminação do clube gaúcho da competição.
Também participarão do encontro o presidente do STJD, Luís Otávio Teixeira; o ministro do TST e conselheiro do CNJ, Caputo Bastos; o presidente do Bahia, Emerson Ferretti; o ex-presidente do clube e atual mandatário do Ypiranga, Guilherme Bellintani; o presidente do Conselho Deliberativo do Vitória, Nilton Almeida; além da ex-zagueira Viola e da árbitra assistente FIFA Daniella Coutinho Pinto.
A programação inclui quatro painéis temáticos: Sistema Judicial no Enfrentamento ao Racismo; A Justiça Desportiva no Combate à Discriminação; Sociedade Civil, Clubes de Futebol e Árbitros no Enfrentamento ao Racismo; e Vítimas de Discriminação, Combate à Homofobia e Justiça Restaurativa.

Programação do seminário | Foto: Divulgação/TJBA
O presidente da Comissão Permanente de Igualdade, Combate à Discriminação e Promoção dos Direitos Humanos (CIDIS/TJBA), desembargador Lidivaldo Reaiche, destacou a relevância do seminário.
“Nós preparamos um evento significativo, com a participação de dirigentes esportivos, de integrantes dos tribunais de justiça esportiva, jogadores de futebol que foram discriminados, integrantes do corpo de arbitragem e profissionais do direito. O evento se propõe a colher propostas, sugestões e projetos inovadores. Virão palestrantes e participantes de todo o Brasil, e nós vamos discutir tudo que se refere à discriminação nas praças esportivas”, afirmou.
Segundo dados do Observatório da Discriminação Racial no Futebol, entre 2014 e 2023 foram registrados 364 incidentes no país. As regiões Sul (36%) e Sudeste (32%) concentraram 68% dos casos, enquanto o Nordeste registrou 16%, o Centro-Oeste 9% e o Norte 6%.
O apito inicial não foi no gramado, mas sim nas telonas. Entre 6 e 10 de agosto, Salvador recebeu a primeira edição do FutFestBol – Festival de Cinema de Futebol da Bahia, evento que transformou a paixão pelo esporte em narrativa cinematográfica. As exibições ocorreram na Sala Walter da Silveira, no subsolo da Biblioteca Central do Estado, nos Barris, com entrada gratuita.

Foto: Divulgação
Ao todo, 25 produções — entre longas, médias e curtas — formaram a programação, reunindo obras premiadas e inéditas, produzidas por baianos ou sobre o futebol da Bahia. Pioneiro no Nordeste, o festival nasceu do desejo do cineasta e idealizador Lucas Semente de unir “as duas paixões populares do país” e criar um espaço fixo para o gênero no calendário cultural do estado.
"Essas paixões também são minhas, tanto o futebol quanto o audiovisual. Comecei a pesquisar sobre festivais de cinema de futebol e, rapidamente, descobri o Cinefoot, que nasceu no Rio de Janeiro. Olhei para a Bahia e para seu contexto histórico pulsante no esporte e pensei que uma proposta como essa teria musculatura suficiente. É isso que me motiva", afirmou Semente.
Segundo ele, o impacto vai além da exibição. "O maior efeito desse projeto será a formação de plateia, na difusão e promoção de filmes de um segmento que sofre com poucos espaços de circulação no Brasil. A chegada do FutFestBol é positiva e promissora, pois os produtores terão mais um espaço calendarizado, assim como o Cinefoot, para celebrar a cultura do futebol na tela de cinema."
A programação incluiu atividades paralelas. No dia 6, uma "resenha pré-festival" reuniu cineastas e produtores no Velho Espanha Bar e Cultura para debater os desafios de filmar futebol na Bahia. No dia 7, houve oficina de narração esportiva com Rainan Peralva, narrador da TV Bahia, para estudantes do Colégio Estadual Senhor do Bonfim. Já no dia 9, uma sessão especial com audiodescrição e Libras exibiu produções como Futebol Além dos Sentidos e Som das Redes, que retrataram a trajetória de atletas com deficiência, como Selmi Nascimento, heptacampeão brasileiro e tricampeão mundial de futebol de cegos.
A primeira sessão de exibições, no dia 8, apresentou Bahêa, Minha Vida, de Marcio Cavalcanti, recordista de bilheteria entre filmes de futebol no estado. A noite também celebrou os 15 anos do Cinefoot — primeiro festival do gênero na América Latina — e homenageou o cartunista, diretor e ilustrador Caó Cruz Alves, pioneiro da filmografia de futebol na Bahia.
Entre os destaques, esteve o documentário “NÊGO: Um Nome na História”, dirigido pelo jornalista Matheus Caldas, ex-repórter do Bahia Notícias e atualmente na TV Aratu. A produção, de acordo com a sinopse, "mergulha na trajetória centenária do Esporte Clube Vitória, narrada a partir do canto símbolo das arquibancadas rubro-negras, e resgata memórias, glórias e dores de uma torcida que nunca abandonou o clube."
Segundo Caldas, a ideia surgiu ainda na faculdade, em 2018, quando decidiu fazer do tema seu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC).
"Sentia falta de um projeto audiovisual contando a história do Vitória. Foi um processo muito trabalhoso, sem orçamento, com entrevistas apenas em Salvador e muito apoio voluntário, mas acabou dando certo", contou.
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Foto: Marina Silva / FutFestBol
Ele lembra que o memorial — espécie de monografia que acompanha o TCC — acabou ficando em segundo plano. "Investi tanto no documentário que tirei oito no memorial. Mas o filme repercutiu muito na faculdade, mais até que outros TCCs", revelou.
Mesmo após sete anos sem projetos semelhantes, o jornalista diz que a obra reacendeu seu lado criativo. "Sempre faço aquele brainstorm na cabeça. Já pensei em escrever livro, fazer outros documentários... Sempre senti falta de profundidade sobre o Vitória. Há sete anos, se você buscasse no Google os dez maiores artilheiros, acharia que era Neto Baiano, mas não era. Hoje já se encontra uma lista mais fidedigna."
Para ele, o impacto foi imediato e se renova com a retomada do documentário. "Muita gente me abordou para dizer como foi bacana conhecer a história do clube e reviver memórias com familiares. Espero que incentive outros a produzir materiais que mantenham viva a memória do Vitória e do futebol baiano. O Vitória não nasceu hoje, tem 126 anos de história. Quero dar minha pequena contribuição para que essa galera estude e saiba o que foi feito até chegarmos aqui", concluiu. Confira abaixo a produção completa:
O festival também premiou outras produções baianas. Veja lista:
MÉDIA-METRAGEM
- 1º lugar: Ser Bahêa é Mil Grau, direção de Junior Ribeiro
- 2º lugar: União da Diva, direção de Elton Freitas
- 3º lugar: Negô: Um Nome na História, direção de Matheus Caldas
CURTA-METRAGEM
- 1º lugar: Futebol Além Dos Sentidos, direção de Luciana Queiroz
- 2º lugar: Fonte Nova, direção de Matheus Vianna
- 3º lugar: Donas do Baba – Torcedoras, direção de Thaís Bichara e Rodrigo Luna
"O FutFestBol parabeniza todos os diretores, equipes e participantes que fizeram da primeira edição um sucesso. Agradecemos a todos os amantes do cinema e do futebol por fazerem parte dessa história", declarou a organização.
O encerramento, no dia 10, contou com a exibição do longa O Último Jogo, de Roberto Studart, ficção que transforma uma partida entre vilarejos rivais em questão de vida ou morte. A noite ainda homenageou a produtora Sylvia Abreu, figura-chave na história do cinema de futebol na Bahia.
O FutFestBol – Festival de Cinema de Futebol da Bahia é realizado pela Sementes Audiovisuais, com apoio institucional da Fundação Cultural do Estado da Bahia (Funceb) e apoio financeiro do Governo do Estado, Ministério da Cultura e Lei Paulo Gustavo.
O Chelsea anunciou oficialmente, na tarde desta terça-feira (5), por meio de suas redes sociais, a contratação de Estevão, ex-Palmeiras. O jovem atacante demonstrou felicidade ao ser apresentado pelos Blues e afirmou estar em um dos maiores clubes do mundo.
“Estou muito feliz, é muito gratificante estar aqui, em um dos maiores clubes do mundo”, disse o jogador de 18 anos.
No elenco do time de Londres, o brasileiro vai encontrar outros dois conterrâneos. O volante Andrey Santos, que chegou em janeiro de 2023, e João Pedro (ex-Fluminense), que foi contratado no mês passado, durante a Copa do Mundo de Clubes, sendo importante para a conquista da taça.
O Chelsea demonstrou interesse na contratação de Estêvão desde que o jovem estava nas categorias de base do Palmeiras, com a contratação sendo confirmada em junho do ano passado. No entanto, para ingressar ao elenco do time inglês, o atleta precisava completar 18 anos, algo que aconteceu no dia 24 de abril de 2025.
Na última competição disputada pelo Alviverde Paulista, a Copa do Mundo de Clubes, Estêvão cruzou o caminho do Chelsea. Nas quartas de final, os ingleses venceram o Palmeiras por 2 a 1, com o gol do time brasileiro sendo do próprio atacante de 18 anos, aplicando o movimento contrário da famosa “lei do ex”.
É bastante comum ver nas histórias em quadrinhos grandes super-heróis deixando momentaneamente as suas cidades de lado para trilharem aventuras em outros locais, ou até mesmo universos e realidades diferentes. No caso do Superman, é natural vê-lo saindo de Metrópolis para ajudar o Batman em Gotham City, o Flash em Central City, ou até mesmo versões dele mesmo em outros universos — como em All-Star Superman #6, criada por Grant Morrison e Frank Quitely em 2007, onde foi responsável por defender as três dimensões espaciais com a dimensão do tempo em um único conceito de universo quadrimensional.
Partindo desse contexto, não seria absurdo se surpreender com a vinda de um dos heróis mais famosos dos quadrinhos a Salvador, na Bahia. E desta vez, nem o Homem de Aço escapou dos gramados.
O Esporte Clube Bahia e a Puma, em colaboração com a Warner Bros. Discovery Global Consumer Products, apresentaram na última terça-feira (8) um uniforme especial inspirado no Superman, personagem icônico da DC Comics. A peça será utilizada oficialmente no próximo dia 12 de julho, quando o Tricolor enfrenta o Atlético-MG pela 13ª rodada do Brasileirão.
A ação promove o novo filme “Superman”, estrelado por David Corensweth e dirigido por James Gunn, novo co-CEO da DC Studios, que dará o pontapé inicial ao novo universo cinematográfico da DC Comics, reformulado após a fusão entre Warner Bros. e Discovery — um novo direcionamento à principal concorrente da Marvel Studios, da Disney.
Partindo dessa linha narrativa, ao longo dos anos, clubes de futebol vestiram a “capa” do marketing cinematográfico e lançaram uniformes inspirados em grandes produções do cinema. De heróis e vilões a projetos de peso da sétima arte, as camisas ganharam o escudo do entretenimento e transformaram os jogadores em protagonistas dentro e fora de campo. O Bahia Notícias preparou uma lista com alguns exemplos. Confira:
ATLÉTICO DE MADRID (2004/05)
Em 2004, o Atlético de Madrid se tornou pioneiro em unir futebol e cinema. Naquele ano, o clube espanhol fechou um acordo com a Columbia Pictures, possibilitando que o estúdio utilizasse o espaço de patrocínio nas camisas da equipe para divulgar seus lançamentos cinematográficos. O contrato foi firmado por US$ 6,2 milhões e teve forte influência do então presidente do clube, Enrique Cerezo, que também é produtor de cinema.
A parceria trouxe dinamismo à identidade visual do uniforme, com a troca frequente da estampa de patrocínio a cada nova estreia nos cinemas. Entre as produções promovidas estavam grandes sucessos como Triplo X, Resident Evil, Hellboy e O Código Da Vinci. Ao todo, 16 filmes diferentes estamparam as camisas colchoneras ao longo da temporada.
A ação mais emblemática ocorreu durante a disputa da Copa Intertoto, quando o Atlético surpreendeu ao entrar em campo com uma camisa ilustrada pelo símbolo do Homem-Aranha, do filme "Homem-Aranha 2". O a marca apareceu "sobrevoando" a parte frontal do uniforme, rompendo com as tradicionais listras verticais vermelhas e brancas do clube.

Fotos: Divulgação
JUVENTUDE (2005)
Em 2005, o Esporte Clube Juventude protagonizou uma ação incomum no futebol brasileiro ao transformar seu uniforme em vitrine para grandes lançamentos do cinema. O clube de Caxias do Sul fechou um contrato de patrocínio com a Twentieth Century Fox Home Entertainment e a Videolar, então responsável pela fabricação e distribuição de DVDs e fitas cassetes no Brasil.
Avaliado em cerca de R$ 1 milhão, o acordo previa que o Juventude utilizasse o espaço de patrocínio master em sua camisa para promover os principais títulos do catálogo da Fox. Entre os filmes divulgados estavam sucessos como Garfield 2, Sr. e Sra. Smith, Titanic, A Pantera Cor-de-Rosa e Robôs.

Foto: Divulgação
RAYO VALLECANO (2012)
Em 2012, o Rayo Vallecano, clube tradicional da Espanha, entrou em campo com um uniforme inusitado. Por meio de uma parceria com a Marvel, o time madrilenho estampou em sua camisa os filmes Homem de Ferro e Os Vingadores, promovendo personagens icônicos como Thor, Hulk, Viúva Negra e Capitão América — todos parte do universo cinematográfico da Disney.
A ação publicitária teve seu ápice na 36ª rodada da La Liga, quando o Rayo enfrentou o Barça vestindo a camisa dos Vingadores. Apesar da goleada sofrida por 7 a 0 — Messi (duas vezes), Alexis Sánchez, Keita, Pedro (duas vezes) e Thiago marcaram para o time catalão — a partida entrou para a história pelo simbolismo da peça, já que pode se dizer que nem com a ajuda dos heróis mais poderosos da terra, os Franjirrojos foram capazes de vencer o imbatível Barcelona treinado por Pep Guardiola e comandado por Lionel Messi em seu auge.

Foto: Divulgação
SAMPDORIA (2014)
Em 2014, a Sampdoria inovou no marketing esportivo ao fechar uma parceria pontual com a Dimension Films. O acordo visava promover o filme Sin City – A Dama Fatal, sequência do aclamado longa baseado nos quadrinhos de Frank Miller.
Como parte da ação, o logotipo do filme foi estampado no espaço de patrocínio master da camisa do clube italiano durante três partidas do Campeonato Italiano.

Foto: Divulgação/Sampdoria
ÍBIS (2021)
Em 2021, o Íbis Sport Club, conhecido popularmente como “o pior time do mundo”, anunciou uma parceria com a Warner Bros para divulgar o filme O Esquadrão Suicida. O longa estampou a camisa do clube pernambucano em uma campanha promocional.
Na ocasião, o Íbis publicou um vídeo em suas redes sociais mostrando o trailer do filme, com a participação de Mauro Shampoo — ex-jogador e cabeleireiro do clube — representando o time. O teaser começa com a frase “Os piores vilões do mundo”, seguida por “Para o horrivelmente belo futebol do Íbis Sport Club”. Logo após, os jogadores surgem em campo vestindo o novo uniforme, que traz o nome do filme estampado nas costas.

Foto: Divulgação/Íbis Sport Club
INTERNAZIONALE (2023)
Na temporada 2023/24, a Inter de Milão elevou o patamar das parcerias entre futebol e cinema. Patrocinada pela plataforma Paramount+, a equipe italiana utilizou camisas temáticas para promover franquias cinematográficas da Paramount Pictures. Entre os destaques estiveram os uniformes inspirados em Tartarugas Ninja: Caos Mutante e Transformers: O Despertar das Feras, que foram usados tanto em partidas da Série A quanto em competições europeias.

Foto: Divulgação/Internazionale
Sucesso dos anos 2000, a cantora Kelly Key se aventura em uma nova posição e carreira. A artista é presidente do clube de futebol angolano Kiala FC, voltado à formação de jovens atletas.
Em suas redes sociais, Kelly Key comemorou a vitória do time nas categorias Sub-17 e Sub-19, das séries B1 do Campeonato Provincial 2025.
“Celebramos sonhos que ganham forma dentro de campo, vidas que se transformam pelo poder do esporte, e a força de um clube que nasceu do amor, da coragem e da nossa união como casal”, escreveu a artista.
O time, Kiala FC, foi fundado pela cantora e o marido, o empresário angolano Mico Freitas, em 2024, e ocupa um importante papel social para a comunidade, funcionando com treinamento esportivo, apoio educacional e desenvolvimento pessoal.
Em suas redes sociais, a cantora comentou sobre ser a única mulher em um cargo de presidência de time de futebol na África. “Ser a única mulher na presidência de um clube de futebol em Angola e, talvez, em toda a África, não é sobre vaidade. É sobre visão! É sobre ocupar um lugar onde disseram que não era para mim”, contou.
“Essa vitória não é só minha. É de todas as mulheres que sonham com espaços que ainda parecem inalcançáveis. E é dos meninos que crescem aprendendo a respeitar mulheres que lideram”, continuou.
“Que essa vitória inspire cada mulher a acreditar que é possível ocupar todos os espaços. E que todo jovem atleta sinta que seu talento e sua história importam”, completou a artista.
Kelly Key ganhou destaque no cenário musical brasileiro nos anos 2000 por ser dona de sucessos como “Baba Baby”, “Cachorrinho”, “Adoleta” e “Sou a Barbie Girl”. Casada com Mico Freitas há 21 anos, a cantora mora desde 2022 na Angola, na África.
O treinador do Porto, Martín Anselmi, protagonizou um momento de tensão durante a entrevista coletiva que antecedeu a estreia da equipe portuguesa na Copa do Mundo de Clubes, em confronto contra o Palmeiras. Veja o momento abaixo:
Anselmi mandou um estouro ao jornalista brasileiro. pic.twitter.com/3OiL76u2cn
— B24 (@B24PT) June 14, 2025
A coletiva transcorria normalmente até o jornalista brasileiro Fernando de Barros fazer duas perguntas ao técnico: a primeira sobre as expectativas do clube na competição e a segunda a respeito da opinião de Anselmi sobre o adversário brasileiro. Enquanto a primeira questão foi respondida sem problemas, a segunda gerou incômodo por parte do treinador.
"Até poderia te responder sobre o Palmeiras, mas como não olhaste para mim durante toda a resposta [à pergunta anterior], prefiro passar à seguinte", disse Anselmi, visivelmente contrariado.
As equipes se enfrentam às 19h deste domingo (15), no MetLife Stadium, em Nova Jersey, em partida válida pela primeira rodada do Grupo A.
A Casa de Apostas Arena Fonte Nova aderiu à campanha Junho Lilás, que tem como objetivo conscientizar a população sobre a importância do teste do pezinho. O estádio estará iluminado na cor lilás na próxima sexta-feira (06), como parte da iniciativa realizada em parceria com a Apae Salvador — reconhecida como Serviço de Referência em Triagem Neonatal na Bahia.
O exame é essencial para identificar doenças raras e genéticas nos primeiros dias de vida do bebê, permitindo o diagnóstico precoce e o início do tratamento adequado. A coleta de sangue é rápida e deve ser feita entre o 3º e o 5º dia de vida.
A campanha visa ampliar o conhecimento da sociedade sobre o exame, que é gratuito e obrigatório pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Ele permite detectar doenças como fenilcetonúria, hipotireoidismo congênito, doença falciforme e outras hemoglobinopatias, fibrose cística, hiperplasia adrenal congênita, deficiência de biotinidase, toxoplasmose e aminoacidopatias.
"A Casa de Apostas Arena Fonte Nova tem compromisso com causas que impactam positivamente a vida das pessoas. Iluminar nosso estádio de lilás é uma forma simbólica e importante de apoiar a conscientização sobre o teste do pezinho — um exame simples que pode salvar vidas e garantir um futuro mais saudável para milhares de bebês", destacou Alexandre Gonzaga, presidente da Arena.
O presidente da Apae Salvador, Derval Evangelista, ressalta a importância do apoio da Casa de Apostas Arena Fonte Nova à campanha. "O apoio de instituições como a Arena Fonte Nova é essencial para ampliarmos a visibilidade do Junho Lilás. Nosso objetivo é que todas as famílias entendam a importância do teste do pezinho, que pode mudar o destino de um bebê por meio do diagnóstico precoce de doenças graves e muitas vezes silenciosas", salientou Evangelista.
Se desejar, posso também preparar uma versão mais curta para redes sociais ou um release para imprensa.
O Real Madrid foi eleito, mais uma vez, o clube de futebol mais valioso do mundo, segundo o ranking anual divulgado pela Forbes na última sexta-feira (31). Esta é a quarta vez consecutiva e a nona nas últimas 12 edições que o clube merengue lidera a prestigiosa lista.
Avaliado em impressionantes US$ 6,75 bilhões, o Real Madrid ficou à frente do Manchester United, segundo colocado, com US$ 6,6 bilhões. A publicação destaca que o clube espanhol teve um aumento de 2% em valor em relação ao ano anterior.
Destaques do relatório
A Forbes ressaltou que o Real Madrid alcançou US$ 1,13 bilhão em receita na temporada 2023/24, tornando-se o primeiro time de futebol da história a ultrapassar a marca de US$ 1 bilhão em arrecadação anual.
Entre os fatores que reforçaram o valor do clube, a publicação destacou:
- A conquista da Liga dos Campeões 2023/24, ampliando ainda mais o prestígio internacional do clube;
- O forte apelo global da marca Real Madrid;
- A importância das alianças comerciais estratégicas;
- E a expectativa de crescimento da receita com a conclusão das reformas no Estádio Santiago Bernabéu, que promete gerar novas oportunidades com jogos, eventos e hospitalidade
Veja abaixo o top 5:

O bom filho a casa torna. Na tarde desta quinta-feira (29), o Rosário Central anunciou oficialmente, por meios das redes sociais, a contratação de Ángel Di María, que 18 anos depois, retorna ao clube que o revelou para o mundo. O atacante volta para o clube argentino após a disputa do Super Mundial de Clubes, entre junho e julho, pelo Benfica.
Ex-companheiro de Di María no Rosário e atual presidente do clube, Gonzalo Belloso foi responsável pela condução da negociação com o craque argentino. A ideia do mandatário e do próprio jogador era um acerto no segundo semestre de 2024, mas ameaças fizeram a transferência perder força naquele momento.
“Houve uma ameaça no bairro dos meus pais que foi noticiada em todos os lugares e, simultaneamente, houve outra ameaça na imobiliária da minha irmã que ninguém ficou sabendo porque ela e meu cunhado se assustaram e não denunciaram. Era uma caixa com uma cabeça de porco com uma bala de revólver na parte da frente e uma mensagem que dizia que se eu voltasse ao Rosario Central, a próxima cabeça seria da minha filha, Pia”.
“Depois, mais uma ameaça no posto de gasolina com tiros, que aconteceu há pouco tempo. Poderiam ter matado qualquer funcionário ou pessoa que estivesse ali, uma loucura. Creio que foram muitas coisas que fizeram eu tomar esta decisão. Não são apenas 'cartinhas', houve tiros e coisas graves”, declarou Di María ao conceder entrevista ao canal Rosario3.
Em um vídeo publicado nas redes sociais, o Rosário Central anunciou a contratação do meia-atacante de 37 anos. Depois de uma carreira repleta de passagens de grandes clubes como Real Madrid, Manchester United, Paris Saint-Germain, Juventus e Benfica, o tricampeão mundial com a Argentina em 2022 volta para casa.
“Bem-vindo, Ángel, estávamos te esperando”, afirmou o clube de Rosário no anúncio.
Antes de ingressar no futebol europeu, Di María foi revelado pelas categorias de base do Rosário Central e rapidamente subiu para o profissional. Entre os anos de 2006 e 2007, ele disputou 39 partidas e marcou seis gols com a camisa amarela e azul.
Confira o anúncio oficial publicado nas redes sociais do Rosário Central:
A Fifa divulgou na manhã desta quinta-feira (28) a nova versão do seu Código Disciplinar, que passa a ter regras mais rígidas no combate ao racismo no futebol. O documento, aprovado durante a reunião do Conselho da entidade neste mês, traz mudanças significativas nas punições e amplia os poderes dos árbitros e participantes em campo.
Pela nova redação do Artigo 15, qualquer atleta, membro da comissão técnica ou participante do evento pode comunicar ao árbitro um ato de racismo. A partir da denúncia, o juiz deve aplicar o protocolo de três etapas, já adotado desde 2023: paralisar o jogo, suspender temporariamente e, em caso de reincidência, encerrar a partida.
Além de interromper as partidas, a Fifa endureceu as penalidades financeiras. Clubes e federações podem ser multados em no mínimo 20 mil francos suíços (cerca de R$ 137 mil). A punição máxima pode chegar a 5 milhões de francos suíços (aproximadamente R$ 34 milhões) — valor que excede o teto estabelecido para outros tipos de sanções, que é de 1 milhão de francos suíços (R$ 6,8 milhões).
O Código também prevê medidas mais severas em casos de reincidência, que podem incluir:
- Elaboração de um plano de prevenção obrigatório,
- Realização de partidas sem público,
- Dedução de pontos,
- Expulsão de competições,
- Rebaixamento de divisão.
As federações nacionais têm até o dia 31 de dezembro para incorporar as novas regras aos seus próprios regulamentos. Caso isso não aconteça, a Fifa poderá intervir diretamente nessas entidades e até recorrer ao CAS (Corte Arbitral do Esporte) caso entenda que as decisões locais não estejam alinhadas ao combate efetivo contra o racismo.
Durante o Congresso da Fifa, realizado em Assunção, no Paraguai, o presidente da entidade, Gianni Infantino, reforçou que o combate ao racismo é uma das prioridades da federação. Segundo ele, a Fifa tem atuado, inclusive, fora do campo, para garantir que a luta contra a discriminação se torne uma questão de justiça criminal.
“Racismo não é só um problema para atacar no futebol, racismo é simplesmente um crime. E por isso estamos trabalhando com diferentes governos e com a ONU para ter certeza de que a luta contra o racismo esteja inserida na legislação criminal de cada país do mundo”, afirmou Infantino.
Uma descoberta arqueológica no interior da Escócia promete reescrever a história sobre as origens do futebol, desafiando uma narrativa secular que sempre creditou à Inglaterra o título de “berço do futebol”. De acordo com informações do New York Times, veículadas nesta quinta-feira (22), um grupo de pesquisadores liderado pelo historiador escocês Ged O’Brien, identificou aquele que pode ser o campo de futebol mais antigo do mundo, na cidade de Anwoth, em Kirkcudbrightshire.
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Foto: Google Street View
A revelação foi feita após o estudo de uma antiga fazenda do século XVII, chamada Mossrobin. No local, arqueólogos encontraram uma formação de 14 pedras alinhadas, cortando uma área plana de 85 metros de comprimento por 45 de largura, muito próxima às dimensões de um campo de futebol moderno.
De acordo com O’Brien, fundador do Museu Escocês do Futebol, a descoberta tem potencial para revolucionar os estudos sobre as origens do esporte.
“Nossa descoberta tem implicações sérias para os historiadores do esporte. Eles terão que reescrever tudo o que pensam saber sobre as origens do chamado jogo bonito”, afirmou ao veículo.
O ponto de partida da pesquisa foi uma carta do reverendo Samuel Rutherford, pastor na antiga igreja de Anwoth entre 1627 e 1638. No documento, Rutherford lamentava que fiéis estivessem jogando “foot-ball” aos domingos na Fazenda Mossrobin, contrariando os preceitos religiosos da época.
"Como ministro de Anwoth, Rutherford era dedicado a garantir que os moradores frequentassem os cultos. Qualquer tempo gasto em lazer era tempo não dedicado ao serviço de Deus", explicou O’Brien.
Diante disso, o religioso ordenou a construção de uma barreira de pedras no meio do campo, numa tentativa de impedir a prática.
"Era basicamente uma versão primitiva da placa ‘Proibido Jogar Bola’, feita para dificultar o jogo", acrescentou.
A investigação no terreno, hoje usado como pastagem, contou com o trabalho da organização Archaeology Scotland. Kieran Manchip, coordenador do projeto, explicou que as trincheiras abertas revelaram que as pedras foram colocadas soltas, sem encaixe no solo, o que descarta qualquer função agrícola, de demarcação ou contenção de animais.
“Essas pequenas intervenções mostraram que as pedras estavam colocadas de maneira solta sobre uma superfície de solo mais antiga, e não em fendas escavadas”, afirmou.
Testes no solo indicam que a estrutura data de aproximadamente 400 anos, coincidindo com o período em que Rutherford expressou sua desaprovação aos jogos no local.
“As tradições e os relatos sobre a interação de Rutherford com os jogadores de futebol e a comunidade local em Mossrobin estão de acordo com o que é visível na paisagem. Não temos nenhum motivo para duvidar da validade dessas tradições e da história de partidas regulares e organizadas de futebol ocorrendo ali”, completou Manchip.
A descoberta, no entanto, reacendeu uma rivalidade histórica. Especialistas ingleses rejeitam a ideia de que a Escócia seja o berço do futebol moderno.
Steve Wood, curador da instituição inglesa Sheffield Home of Football, questiona as conclusões. “Não há como saber que tipo de foot-ball era jogado em Mossrobin. Se Ged esclarecer melhor o que pode ou não ter ocorrido em termos de um jogo com bola, e depois explicar que esse jogo não tem ligação conhecida com o futebol moderno, então provavelmente chegaremos mais perto de um consenso sobre o real significado histórico daquele campo”, disse Wood.
O’Brien, por sua vez, não recua em sua defesa da tese. "Como as partidas eram realizadas todos os domingos, o jogo não podia ser muito violento, já que os participantes tinham que trabalhar na segunda-feira. Sem trabalho? Você passava fome", explicou.
Ele também criticou o que considera uma postura chauvinista da Inglaterra em relação à história do esporte. "Se você quer manipular uma nação inteira para acreditar que seu povo é pobre demais, pequeno demais e burro demais, é preciso que essas pessoas não saibam nada sobre as grandes coisas que seus antepassados realizaram", afirmou.
“O jogo jogado em Mossrobin foi o avô do futebol moderno. E era escocês”, cravou O’Brien.
A narrativa tradicional defende que o futebol moderno surgiu na Inglaterra, quando, em 1863, a Football Association (FA) publicou o primeiro conjunto formal de regras, colocando ordem no caótico mob football, jogo medieval extremamente violento que reunia centenas de pessoas brigando por uma bexiga de porco inflada.
O’Brien contesta: — "infelizmente, essa narrativa é totalmente infundada. A verdade é que, por séculos, o futebol foi jogado em todas as cidades e vilarejos da Escócia. Não o mob football, mas o futebol de verdade", defende.
Tramita na Câmara dos Deputados o Projeto de Lei nº 1702/2025, que propõe a criação do Dia Nacional de Combate à LGBTfobia no Futebol, a ser celebrado anualmente em 13 de novembro, data que marca a fundação do Coletivo de Torcidas Canarinhos LGBTQ+. A proposta é de autoria da deputada Alice Portugal (PCdoB-BA), com o apoio direto do próprio coletivo.
O projeto tem como objetivos principais conscientizar a sociedade sobre os impactos da LGBTfobia no futebol, promover ações educativas e estimular a inclusão no ambiente esportivo. A parlamentar defende a iniciativa como um passo fundamental para a construção de um esporte mais plural e respeitoso.
“Trabalharei com toda energia para que essa matéria tão necessária seja aprovada o quanto antes no Congresso Nacional. A proposta determina ainda que o Ministério do Esporte e o Ministério dos Direitos Humanos incluam o combate à LGBTfobia no futebol nos planos nacionais de políticas esportivas e de promoção da cidadania LGBTQ+”, afirmou Alice Portugal.
Entre os pontos centrais do texto, o PL propõe campanhas permanentes de conscientização nos estádios e meios de comunicação; capacitação de árbitros, dirigentes, atletas, comissões técnicas, torcidas e demais agentes do futebol para prevenir e coibir discriminação; inclusão de normas explícitas contra LGBTfobia nos códigos de conduta de clubes das Séries A a D do Brasileirão, Copa do Brasil e torneios estaduais e regionais; criação de comissões de ética e ouvidorias para atendimento a vítimas de discriminação e aplicação de sanções aos responsáveis por atos LGBTfóbicos.
A justificativa do projeto destaca que o futebol, apesar de seu papel sociocultural, ainda é um espaço marcado por preconceitos. A proposta busca transformar os estádios em ambientes seguros e inclusivos para torcedores e profissionais LGBTQ+.
“Este projeto de lei não se limita a uma data simbólica. Ele propõe ações concretas de prevenção, repressão qualificada e reconhecimento de iniciativas inclusivas”, destaca o texto.
O PL também está em consonância com a Lei Geral do Esporte e com orientações da FIFA e CBF no combate à discriminação.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
João Roma
"A lei não pode ter lado político".
Disse o presidente estadual do PL na Bahia e pré-candidato ao Senado Federal pelo estado, João Roma, utilizou as redes sociais nesta sexta-feira (19) para comentar a operação de busca e apreensão realizada pela Polícia Federal (PF), com autorização do Supremo Tribunal Federal (STF), que teve como um dos alvos o senador Jaques Wagner (PT), líder do governo no Senado.