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O programa BN na Bola, da Rádio Salvador FM 92,3, desta quarta-feira (15) entrevistou os comandantes do FSA, cujo projeto é formar atletas das divisões de base. Segundo o gestor Jaderson Barbosa, a aposta da associação para revelar jovens jogadores de qualidade é investir paralelamente na capacitação dos treinadores.
"O atleta do FSA tem uma identidade na formação. É uma identidade do aspecto criativo, da tomada de decisão, não é do engessamento. Fizeram muito entendimento errado dessa periodização tática e que as pessoas às vezes julgam que é uma coisa ruim, que engessa o atleta. Na verdade, quem faz mau uso é que não consegue desenvolver a tática, porque a tomada de decisão e o processo criativo são da cognição, do pensamento do atleta. Então, as atividades são direcionadas para essa formação pode potencializar o atleta ao invés de atrapalhar, mas se for mal conduzida pode engessar e mutilar a formação da criança. Assim como também um conteúdo não dado, como acontece em alguns lugares onde as pessoas não estão se qualificando, também vai mutilar e prejudicar. Você pode ter jovens mal formados por pessoas que estudam e por pessoas que não estão estudando o futebol", explicou. "Não tem como formar atletas de qualidade se não tiver profissionais de qualidade. Então, a gente investe em paralelo na formação dos treinadores", destacou.
Ainda segundo Barbosa, o FSA começou em 2015 a partir de um grupo de amigos, que inclui o ex-jogador Jorge Wagner, que começou a carreira no Bahia, passou pelo Vitória e brilhou em grandes clubes do Brasil como Corinthians, Cruzeiro, São Paulo, entre outros. O projeto iniciou como uma associação sem fins lucrativos, mas cresceu e está finalizando o processo para se tornar um clube de futebol, já até com Sociedade Anônima do Futebol (SAF) constituída, e filiada à Federação Bahiana de Futebol (FBF). A ideia é estrear em competições baianas das categorias de base e um dia montar um time profissional.
"Sou professor da UEFS e a gente tem um grupo de pesquisa de extensão e desenvolvemos atividades com estudantes também, e acabamos entendendo o que o futebol estava pedindo no mercado em termos de perfil de atleta, do entendimento de jogo, mas também de conduta. Estabelecemos essas atividades, um currículo de formação que envolvia aspectos técnicos e táticos, mas também de conduta. Esses atletas começaram a ir para o mercado, começaram a aparecer e serem aprovados nos grandes clubes do futebol brasileiro. O que nos deu, a nível de Brasil, uma visibilidade muito grande. Todos os coordenadores dos grandes clubes conhecem o FSA hoje", comentou Jader.
De acordo com o gestor, o FSA tem jovens atletas nas divisões de base do Fluminense, Flamengo, São Paulo, Internacional, Cruzeiro, Palmeiras. Além disso, uma de suas crias ganhou o mundo, como é o caso do meio-campista Jonathan Santos, de 21 anos, que atua no Al Ain, dos Emirados Árabes, após passagem pelo Tricolor das Laranjeiras.
Mas não são só os atletas que despertam interesse dos grandes clubes brasileiros. Treinadores, analistas de desempenho também são pinçados para integrar os staffs.
"Vou dar um exemplo, o Bahia tem cinco profissionais contratados diretamente do FSA, o Vitória tem quatro. O treinador do sub-17 do Cruzeiro-RJ saiu do FSA e agora é o treinador principal, que acabou de ser contratado pelo Atlético-MG. Mas ele tinha saído do FSA para o Bahia, com Marcelo Vilhena, depois foi contratado pelo Atlético-MG, que foi Fernando Oliveira, que era de Itaberaba e era do FSA, chegou com 18 anos e aos 22 e 23 estava no Bahia. É um menino prodígio para mim, fora do campo. Um fenômeno. Inclusive, no sub-17 do Cruzeiro hoje. Gabriel Eloy, que foi analista de desempenho do Bahia e do Vitória profissional, está no Avaí e saiu também do Futcom, que é o nosso grupo de pesquisa, e do FSA. Reinaldo, que é treinador do sub-15 do Bahia hoje, o preparador físico Guto, do sub-15, Dudu, do sub-20. A analista de desempenho do Corinthians é Lizandra, que saiu do FSA, foi para o Fluminense e depois foi contratada pelo Corinthians feminino", falou Jader Barbosa.
Após acatar um pedido da Agência Nacional do Cinema (Ancine), que recorreu a uma decisão da 11ª Vara Federal do Rio de Janeiro, o desembargador Reis Friede, do TRF-2, suspendeu o prazo máximo de 120 dias para a análise de 229 projetos pendentes.
De acordo com informações da coluna de Lauro Jardim, no jornal O Globo, a determinação do prazo se deu no âmbito de uma ação aberta pelo MPF contra a Ancine, o então presidente, Alex Braga, e o os diretores Vinicius Clay e Edilásio Barra, além do procurador da agência, Fabrício Tanure. Todos eles foram acusados de improbidade administrativa por causa da paralisação na liberação de recursos do Fundo Setorial do Audiovisual (saiba mais).
Ainda segundo a publicação, no recurso, a agência alegou que "inexistiria qualquer paralisação na análise dos projetos" que justificasse a intervenção do Judiciário nas questões administrativas e informou que teria se comprometido a fazer as análises pendentes em 165 dias.
Para o desembargador Friede, a definição do prazo deve ser tomada pela própria Ancine, levando em conta a capacidade interna da agência, e não sob provocação da Justiça. Ele considerou ainda que o órgão não teve “postura omissiva ou inerte” e que, ao contrário, "tem adotado postura ativa, implementando um conjunto de medidas administrativas a fim de otimizar a aplicação de recursos públicos".
"No caso em exame, não há qualquer evidência de paralisação do setor audiovisual, nem de que a demora na análise dos projetos seja injustificada ou decorrente de eventual desídia do Administrador", diz a sentença.
Segundo a coluna, a decisão sobre o tempo de análise dos projetos será julgada pelo colegiado do tribunal, mas as análises seguirão em curso dentro da Ancine.
Após realizar um levantamento interno, a Agência Nacional do Cinema (Ancine) apontou possíveis conflitos de interesse entre produtoras e o Fundo Setorial do Audiovisual (FSA), entre os anos de 2018 e 2020.
De acordo com informações da coluna de Mônica Bergamo, na Folha de S. Paulo, neste “pente fino” ficou comprovado que nove entre as dez empresas que mais receberam recursos do FSA tiveram ou ainda mantêm relação profissional com membros do comitê gestor do FSA ou ex-dirigentes e profissionais que atuam junto à Ancine.
Ainda segundo a coluna, as dez produtoras que mais captaram concentram 11% dos recursos do fundo, equivalente a cerca de R$ 165 milhões. Se consideradas as 20 primeiras do ranking a porcentagem sobe para 18% (R$ 258 milhões). Para o levantamento a Ancine listou 977 produtoras que obtiveram recursos nesses três anos.
Depois do estudo, ainda nesta semana a diretoria da agência pretende votar um plano de integridade voltado para produtores e servidores, com o objetivo de evitar irregularidades e condutas questionáveis. De acordo com a publicação, a ideia é elaborar um manual para deixar claros os critérios para gerenciamento de riscos na aprovação e acompanhamento de projetos que buscam investimento público.
A Justiça Federal negou o pedido do Ministério Público Federal (MPF) para que a Agência Nacional do Cinema (Ancine) fosse obrigada a concluir os processos administrativos de editais de 2016, 2017 e 2018 em até 90 dias.
Segundo o jornalista Lauro Jardim, colunista em O Globo, uma ação movida contra a Ancine pelo procurador Sérgio Suiama aponta que 782 projetos lançados com recursos do do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA) estão parados.
Contudo, a decisão judicial do juiz Vigdor Teitel, da 11º Vara Federal do Rio de Janeiro, considerou a explicação da agência de que há um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) sendo elaborado e que outros trâmites ainda devem serem cumpridos.
O MPF também pediu que o presidente da Ancine, os diretores e o procurador do órgão sejam condenador por improbidade administrativa. Diante da solicitação, o juiz Teitel requisitou ao procurador que forneça mais informações no prazo de 15 dias.
A Justiça Federal do Rio de Janeiro determinou que o presidente da Agência Nacional do Cinema (Ancine), Alex Braga, tenha R$ 500 descontados por dia do seu salário caso descumpra uma decisão judicial expedida pela 10ª Vara Federal.
O titular da agência foi processado pela Mantra Produções Audiovisuais por ter desrespeitado o prazo legal de 45 dias para analisar e contratar um projeto que está esperando recursos do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA).
Segundo o blog de Lauro Jardim em O Globo, o juiz Alberto Nogueira deu 30 dias para que a Ancine regularize a pendência.
Se o prazo se encerre e o projeto não seja analisado, o valor começará a ser descontado do salário de Braga.
Regina Duarte, que há cerca de duas semanas foi dispensada pelo presidente Jair Bolsonaro da Secretaria Especial da Cultura, mas não teve sua exoneração efetivada (clique aqui), participará de uma reunião com setor audiovisual.
De acordo com informações da coluna de Mônica Bergamo, na Folha de S. Paulo, ela e o ministro do Turismo, Marcelo Álvaro, articulam uma data na próxima semana, para o encontro com o comitê gestor do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA), órgão responsável por definir as diretrizes e o plano anual de investimentos do FSA.
O secretário do Audiovisual, Ricardo Rihan, decidiu cancelar o 2º Encontro de Acessibilidade Audiovisual do Mercosul. Programado há cerca de um ano, o evento seria realizado nesta sexta-feira (25), na Cinemateca Brasileira, em São Paulo.
Segundo informações da coluna de Mônica Bergamo, na Folha de S. Paulo, o cancelamento ocorreu no último dia 8. Desde então, nem Rihan, nem o Ministério da Cidadania, pasta à qual a secretaria e subordinada, esclareceram o motivo.
A publicação indica também que o secretário informou a pessoas da área que a portaria do ministro Osmar Terra com a nomeação dos membros do comitê gestor do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA) deve ser publicada dentro dos próximos dias no Diário Oficial da União (DOU).
Responsável por definir as diretrizes e o plano anual de investimento do FSA, o comitê está sem definição desde que o governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL) tomou posse no início do ano. Diante desse quadro, representantes do setor montaram uma lista tríplice na primeira reunião do ano do Conselho Superior do Cinema, ocorrida na semana passada.
Com a ideia de que a principal dificuldade enfrentada pelo Fundo Setorial do Audiovisual (FSA) está no repasse dos recursos e não na arrecadação, o FSA vai passar por mudanças que visam o equilíbrio entre as linhas de financiamento, a desburocratização e a execução integral dos valores obtidos. "De um total de R$ 7,7 bilhões arrecadados, R$ 3,8 bilhões foram para o fundo, mas apenas R$ 1,2 bilhão efetivamente chegou ao mercado", explica o ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão. A declaração foi feita durante debate no 1º Fórum Mostra-Folha, nesta quinta-feira (26).
Segundo informações da Folha de S. Paulo, o ministro afirmou que o fundo possui R$ 829 milhões – montante que deve ser distribuído entre as linhas de financiamento. Além disso, Leitão pontuou que a maior concentração de dinheiro vai para o setor de produção, o que acaba por desfalcar outras áreas. "A visão que se teve até agora de infraestrutura foi a ampliação de parque exibidor. Não vamos atingir o potencial da indústria se não tivermos um boom na produção e pós-produção, o que significa mais estúdios, equipamentos e serviços", afirmou o ministro, defendendo a necessidade de se investir em infraestrutura.
Quanto à criticada burocracia do fundo, que hoje possui 16 linhas de financiamento, ele destacou que esse número precisa diminuir. Outra alteração defendida por Leitão se refere ao modelo de escolha dos processos. "Posso afirmar com convicção que dessa maneira não se desenvolve uma indústria audiovisual", criticou. A pasta defende que processos automáticos, pautados em avaliações prévias, são mais eficientes que as seleções feita atualmente.
O ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, anunciou, nesta segunda-feira (7), o investimento do Ministério da Cultura (MinC) e da Agência Nacional do Cinema (Ancine) no valor de R$ 94 milhões, para produtoras e programadoras de conteúdo de televisão nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. O anúncio do investimento, que acontecerá por meio do Fundo Setorial Audiovisual (FSA), foi feito no “I Seminário Descentralização da Produção Audiovisual no Centro-Oeste, Norte e Nordeste”, que aconteceu durante o 27º Cine Ceará, em Fortaleza (CE). "O objetivo é promover o desenvolvimento regional e assegurar os recursos previstos em lei para essas regiões", afirmou o ministro. "É preciso descentralizar o fomento e as políticas para dar conta de toda a diversidade do nosso país. A atividade de criação de propriedade intelectual está presente em todo o Brasil, não há razão para haver concentração", acrescentou, explicando que embora a Lei 11 473/2006 destine 30% dos recursos do FSA a produtoras brasileiras estabelecidas nesta regiões, o percentual não é cumprido. Outros R$ 6 milhões estão previstos para a região Sul e os estados de Minas Gerais e Espírito Santo e o total de R$ 100 milhões será alocado ainda neste semestre na linha de investimento Prodav 02, da Ancine.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Léo Kret
"Estou aqui ó, com meu pai, com minha mãe, na minha casa. Dizendo que eu estou presa. Meu nome apenas foi mencionado numa investigação com um contrato que eu nem assino".
Disse a ex-vereadora de Salvador e cantora Léo Kret ao se pronunciar após ter se tornado alvo de busca e apreensão durante uma operação do Ministério Público, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).