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Um grupo realizou um protesto nesta terça-feira (12) em Feira de Santana contra a condenação de um homem por estupor de vulnerável. A manifestação ocorreu em frente ao Fórum Filinto Bastos e reuniu familiares, amigos e apoiadores do homem que foi condenado a 15 anos e 7 meses em regime fechado.
Segundo o Acorda Cidade, parceiro do Bahia Notícias, o homem foi preso no último dia 6 de maio no distrito de Bonfim de Feira, durante a Operação Caminhos Seguros.
Contra ele havia um mandado de prisão em aberto relacionado a um susposto estupro de uma adolescente ocorrido em 2014, quando a vítima tinha 13 anos. Atualmente, ela tem 25 anos e um filho de 11 anos com o condenado.
Durante a manifestação, familiares contestaram a condenação e afirmaram que o homem é inocente. Ao Acorda Cidade, a irmã dele, Rosária da Silva Santos, declarou que o relacionamento ocorreu de forma consensual e que o condenado desconhecia a idade da adolescente na época dos fatos.
“Não foi estupro. Estamos fazendo essa manifestação porque ele é um rapaz trabalhador. Quando a polícia chegou para prendê-lo, ele estava se preparando para ir trabalhar. A gente considera injusta essa condenação”, afirmou. Segundo Rosária, a família da adolescente registrou a denúncia após tomar conhecimento do relacionamento. Ela também afirmou que o irmão compareceu às convocações judiciais durante o andamento do processo.
Amigos do condenado também participaram do ato. Maria Antônia, conhecida como Binha, relatou ter acompanhado a prisão e afirmou que ele não reagiu à abordagem policial. Ainda de acordo com Binha, o homem permaneceu vivendo em Bonfim de Feira durante todo o período de tramitação do processo.
Outra participante da manifestação, Maria Roseli, bisavó de um dos filhos do condenado, também declarou apoio ao homem e questionou a condenação.
As audiências de instrução referentes à Operação El Patrón serão retomadas nesta sexta-feira (28) no fórum Desembargador Filinto Bastos, em Feira de Santana. A operação tem como principal alvo o deputado estadual Binho Galinha (PRD) que segue preso no Complexo da Mata Escura, na capital baiana.
Segundo a TV Subaé, a sessão está prevista para começar a partir das 8h30 desta sexta. A retomada da audiência ocorre após a suspensão dos trabalhos devido à ausência de uma testemunha de defesa, no caso o deputado federal João Carlos Bacelar, o Jonga Bacelar (PL). O depoimento de Bacelar deve ocorrer na próxima segunda-feira (1°).
Em junho passado, uma apuração do BN já indicava que Jonga Bacelar seria arrolado como testemunha de defesa. Outro deputado também seria indicado, caso de Adolfo Menezes (PSD), ex-presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), que chegou a dizer que os deputados estavam sendo "reféns" de Binho Galinha pelo temor do avanço das investigações na Comissão de ética da Casa.
Outra testemunha é o tenente-coronel José Hildon Brandão Lobão, afastado do cargo de coordenador do Departamento de Polícia Comunitária e Direitos Humanos da Polícia Militar após a Operação Hybris, um desdobramento da El Patron.
Inicialmente, 80 testemunhas foram intimadas no processo, três de acusação e 77 de defesa. As de acusação – no caso três delegados – já foram ouvidas. Atualmente, o processo segue com as oitivas das testemunhas de defesa. A
Operação El Patrón foi deflagrada no início de dezembro de 2023. Kléber Cristian Escolano de Almeida, o “Binho Galinha”, é apontado como pivô de uma organização criminosa que atua como milícia, prática de receptação, contravenção do jogo do bicho, extorsão, agiotagem, lavagem de capitais e outros delitos na região de Feira de Santana.
Neste mês, Binho Galinha voltou a ser réu após a Vara Criminal e Crimes Contra a Criança e o Adolescente da Comarca de Feira de Santana acatar uma denúncia do Ministério Público da Bahia (MP-BA). A acusação é de que o legislador chefia uma milícia com mais dez anos de atuação na região de Feira de Santana.
O MP-BA afirma que a esposa do parlamentar, Mayana Cerqueira da Silva, teria “persistido” em atividade na organização criminosa, mesmo enquanto cumpria prisão domiciliar.
Conforme apuração do BN, Mayana atuava por meio de “laranjas” para manter ativo o fluxo financeiro da organização criminosa, junto com um operador do grupo, identificado como Cristiano de Oliveira Machado.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Luiz Inácio Lula da Silva
"Eu fiquei triste, porque ele não foi derrotado por incompetência jurídica, porque ele é um dos melhores advogados desse país, ele foi derrotado por uma questão simplesmente política. E o que vai acontecer? Eu vou mandar o Messias outra vez. Por respeito à função presidencial, sou eu que indico".
Disse o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao confirmar que vai enviar ao Senado o nome do advogado-geral da União, Jorge Messias, para a vaga do Supremo Tribunal Federal (STF). O AGU teve sua primeira indicação rejeitada no Senado no último dia 29 de abril.