Artigos
Eleições 2026 e Violência Política de Gênero
Multimídia
Duda Sanches critica segurança do estado e dispara sobre violência: "a Bahia já virou o Rio de Janeiro"
Entrevistas
Após retorno à AL-BA, Luciano Ribeiro descarta disputa pela reeleição e diz estar focado na campanha de ACM Neto
festa literaria internacional de cachoeira
Emiliano José, escritor e imortal da Academia de Letras da Bahia, lançou recentemente um livro intitulado "As comadres estão chegando", obra dedicada a jornalistas veteranas do estado, e seu lançamento ocorreu no segundo dia da 11ª Festa Literária Internacional de Cachoeira (Flica).
As protagonistas desta obra são Jaciara Santos, Mônica Bichara, Joana D’Arck e Isabel Santos. Segundo Emiliano José, essas mulheres possuem "trajetórias de muito compromisso e seriedade no exercício da profissão e que foram rompendo as barreiras de uma profissão que outrora fora predominantemente masculina".
A obra "As comadres estão chegando" teve sua origem nas publicações iniciais de Emiliano José no Facebook, onde ele desenvolveu a série "Memórias do Jornalismo de Emiliano". Essa série já havia dado origem a outros livros, como "Balança mas não cai", "O violeiro e a filha D’Oxum" e "Os comunistas estão chegando". Este último serviu de inspiração para o título do livro atual, que destaca o papel fundamental das seis jornalistas na profissão e na sociedade baiana.
As protagonistas do livro também tiveram a oportunidade de falar ao público durante o lançamento. Joana D'Arck enfatizou a importância da seriedade e responsabilidade no exercício da profissão, bem como a luta conjunta das mulheres nas redações para romper barreiras. “Mas estivemos juntas também nos protestos, greves e manifestações nas ruas para defender nossos direitos”, frisou ela.
Isabel Santos ressaltou a importância da votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 206/12, que está em análise na Câmara dos Deputados, para o retorno da obrigatoriedade do diploma de jornalismo no Brasil. Segundo ela, o diploma é resultado de estudos na universidade, onde os profissionais aprendem sobre ética e adquirem os conhecimentos necessários para exercer a profissão com responsabilidade.
Jaciara Santos também abordou os desafios enfrentados pelas mulheres nas redações de jornais, onde conquistaram espaços importantes em um ambiente predominantemente masculino. “Não fomos as primeiras profissionais a chegar nas redações, mas sem dúvida conquistamos espaços importantes num ambiente predominantemente masculino, e também enfrentamos os desafios da tecnologia e da vinda das redes sociais. E continuamos na ativa”, destacou.
A tradicional Festa Literária Internacional de Cachoeira (Flica) realiza uma edição especial voltada para a geração Z, nos dias 13 e 14 de novembro, com transmissão pela internet.
A iniciativa, que recebeu o nome de FlicaTok, visa aproveitar a força do ambiente online entre o público nascido entre 1996 e 2010 para promover a literatura. Para isto, o evento terá bate-papos com dez BookTokers - jovens influenciadores digitais que falam sobre literatura no TikTok - conhecidos da geração Z.
Amanda Quesia, Adriel Bispo (saiba mais), Jonas Gabriel, Mariana Vitória, Morgana Lobo, Patrick Torres, Pedro Rhuas, Roger Ferreira, Ruane Jesus e Tiago Valente participam desta edição. Os convidados também criarão conteúdos em suas contas do TikTok para falar sobre o evento.
Apesar de virtual, a FlicaTok terá suas ações em Cachoeira, com transmissão pela internet. “Todos bate-papos serão realizados em locais de destaque da cidade, mas também reunimos um time de artistas locais que vão apresentar poesias, performances e músicas entre um diálogo e outro. A essência do Recôncavo Baiano estará impressa a partir dos seus largos, praças, igrejas e dos criadores de conteúdo da região”, explica o sócio da produtora Cali e coordenador geral da Flica , Jomar Lima.
O Cine-Theatro, a Igreja da Ajuda e a Praça da Aclamação são alguns dos locais de onde a Flicatok será transmitida.
SERVIÇO
O QUÊ: Flica 2021 - Edição especial FlicaTok
QUANDO: 13 e 14 de novembro de 2021, a partir das 14h
ONDE: Redes sociais da Flica – canal do Youtube, Instagram e Facebook
VALOR: Grátis
A Festa Literária Internacional de Cachoeira (Flica) chega à sua sétima edição entre os dias 5 e 8 de outubro, com uma programação que inclui atividades como debates literários, lançamento de livros, exposições, apresentações artísticas, contações de histórias e saraus. A data, além de parte da programação, foi anunciada nesta terça-feira (18), em um evento com a presença de Rui Costa. “Mesmo com essa revolução tecnológica que estamos vivendo, acredito que as coisas não se excluem e vemos isso com o sucesso da Flica. A era digital não exclui a era do papel. O livro impresso continua tendo o carinho das pessoas. Mas o que importa mesmo, independente de ser impresso ou digital, é o conteúdo, a criação, a arte. É a viagem que cada um de nós faz ao ler um livro”, comentou ele, anunciando as ações do Governo do Bahia, que é patrocinador da Flica, como o projeto "Educar para Transformar", da Secretaria do Turismo do Estado; as atividades culturais de estímulo à leitura, promovidas pela Secretaria de Cultura do Estado, através da Fundação Pedro Calmon (FPC) e da Fundação Cultural do Estado (Funceb); ações da Secretaria de Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre) relacionadas à economia solidária; além de iniciativa da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi), com a sala Milton Santos, com a divulgação de autores negros. Com curadoria de Tom Correia, o evento este ano homenageará o poeta e escritor Ruy Espinheira Filho, autor de mais de 20 livros e vencedor de prêmios importantes como o Jabuti, o Nacional de Poesia Cruz e Sousa, Nestlé, Ribeiro Couto, da União Brasileira de Escritores, de Poesia da Academia Brasileira de Letras, Portugal Telecom e o Rio de Literatura. Para esta edição da Flica, já foram confirmados nomes como Maria Valéria Rezende, Franklin Carvalho, Ricardo Lísias e Daniela Galdino, além dos mediadores Milena Britto, Wesley Correia e Mônica Menezes. Entre as mesas que já foram idealizadas estão “Memória, obsessões e outras matérias-primas da ficção”, “Intervenções, agitações e desvarios” e “A poesia em suas infinitas estações”.
A Festa Literária Internacional de Cachoeira (Flica), que este ano realiza sua 7ª edição, tem um novo curador. O escritor e jornalista Tom Correia assume a função antes ocupada por Emmanuel Mirdad, um dos idealizadores do evento. Autor de quatro livros individuais de contos e com participação em várias coletâneas, Tom Correia iniciou sua trajetória ao vencer o Prêmio Braskem de Literatura com “Memorial dos medíocres”. Sua relação com a Flica surgiu já na primeira edição, em 2013, tendo sido um dos convidados. No ano seguinte ele mediou uma mesa composta pela escritora baiana Mariana Paiva e o português Gonçalo M. Tavares. “Ter feito parte da festa como público, autor convidado e mediador, além de grande aprendizado me proporcionou uma visão mais ampla da dinâmica da festa. Acredito que isso pode ser um fator importante no momento de compor as mesas desta edição”, avalia o novo curador da Flica, que já atuou nesta função do “Jorge +100: a Bahia de Jorge Amado nos dias de hoje”, evento literário que reuniu autores nacionais e locais para debater a literatura contemporânea em Salvador.
Mesa 2 – 19h
Pondé, que além de assinar colunas na TV e em revistas, é autor de dois best-sellers: "Contra um mundo melhor"(2010) e o “Guia Politicamente Incorreto da Filosofia”(2012). Além destes assina também, “O homem insuficiente: Comentários de Psicologia Pascaliana” (2001), “Conhecimento na desgraça: Ensaio da Epistemologia Pascaliana”(2004), “Crítica e profecia: filosofia da religião em Dostoiévski” (2003), “Do pensamento no deserto: Ensaio de Filosofia, Telogia e Literatura” (2009) e “O Catolicismo Hoje” (2011).
O QUÊ: Festa Literária Internacional de Cachoeira – Flica 2013
Já foram confirmadas na terceira edição da Flica as presenças da jornalista biógrafa Regina Echeverria, o escritor Laurentino Gomes e o inglês Lars Iyer, autor da trilogia Spurious, Dogma e Exodus.
Serviço
Foto: Divulgação/ Vinicius Xavier
Único livro de Uzodinma Iweala traduzido para o português, “Feras de Lugar Nenhum”, recebeu algumas críticas negativas por uma suposta generalização da África. Questionado sobre esse assunto pelo mediador Rosel Soares, Iweala disse que não se importa mais com a crítica. “Há pessoas para as quais eu mando meu trabalho e dizem que está ótimo. Outras, que está péssimo. Tem horas que isso não importa. Sobre essa crítica, eu não sei como se criou isso, já que é um recorte bem específico sobre Aids na Nigéria, no país de onde venho. A Aids na Nigéria e na África do Sul, por exemplo, são bem diferentes. Talvez a pessoa que fez a crítica nem leu o livro, mas isso também não interessa”, afirmou.
Habilidosos com as palavras e sonoridades, os escritores contaram como estão atentos à língua em seus trabalhos literários. “Como escritores, tentamos usar uma palavra do modo de que não tenha outra palavra para ficar no lugar. Você usa palavras para ficar sem palavras. É um pouco paradoxal, mas esse é o sentimento que tenho. Quando termino de escrever, não tenho mais o que dizer”, sintetizou Iweala. Para ilustrar, Agualusa - que se interessa, sobretudo, pela língua portuguesa -, contou como sua obra “Milagário Pessoal” abusa destes recursos ao ter como tema central os neologismos. O autor também disse que o livro "Teoria Geral do Esquecimento” será lançado no Brasil, na próxima semana.
Foto: Divulgação/ Vinicius Xavier
Foto: Marília Moreira/ Bahia Notícias
Foto: Marília Moreira/ Bahia Notícias
Durante o debate, muitas poesias foram recitadas pelos três presentes e fortemente aplaudidas pela plateia que lotou o espaço.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
ACM Neto
"Para eles, pesquisa certa só é a que traz boas notícias".
Disse o pré-candidato ao governo ACM Neto ao avaliar o cenário político da Bahia e defendeu cautela na interpretação de pesquisas de opinião. A declaração aconteceu no lançamento do programa “Sua voz é a nossa voz”, em que o ex-prefeito pretende dialogar com municípios baianos.