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Artigos

Bruna Santana
Eleições 2026 e Violência Política de Gênero

Eleições 2026 e Violência Política de Gênero

Este texto nasce de uma inquietação — e também de um dever moral e cívico de falar sobre um tema urgente: a violência política de gênero, antes mesmo do início oficial da campanha eleitoral de 2026.

Multimídia

Duda Sanches critica segurança do estado e dispara sobre violência: "a Bahia já virou o Rio de Janeiro"

Duda Sanches critica segurança do estado e dispara sobre violência: "a Bahia já virou o Rio de Janeiro"
O parlamentar Duda Sanches apontou o desgaste decorrente das duas décadas de administração do Partido dos Trabalhadores (PT) no estado e lamentou a queda nos indicadores de qualidade de vida da população. Em entrevista concedida ao Projeto Prisma, podcast do Bahia Notícias, nesta segunda-feira (18), ele direcionou críticas à gestão do governo estadual nas áreas de segurança pública e saúde.

Entrevistas

Após retorno à AL-BA, Luciano Ribeiro descarta disputa pela reeleição e diz estar focado na campanha de ACM Neto

Após retorno à AL-BA, Luciano Ribeiro descarta disputa pela reeleição e diz estar focado na campanha de ACM Neto
Foto: Divulgação / Agência AL-BA
De volta à Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) desde janeiro, após assumir a vaga aberta com a morte do deputado Alan Sanches, Luciano Ribeiro (União) concedeu entrevista ao Bahia Notícias na última semana e falou sobre a produtividade do Legislativo para 2026, ano que será marcado pela disputa eleitoral, e o cenário político para a corrida ao governo da Bahia. O deputado também tratou da formação da chapa de oposição e afirmou que, neste momento, descarta disputar a reeleição. Desde o seu retorno, Luciano passou a ocupar a vice-liderança da oposição e a vice-presidência da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa.

festa literaria internacional de cachoeira

Imortal da Academia de Letras da Bahia, Emiliano José lança livro dedicado a jornalistas veteranas do estado
Foto: Divulgação

Emiliano José, escritor e imortal da Academia de Letras da Bahia, lançou recentemente um livro intitulado "As comadres estão chegando", obra dedicada a jornalistas veteranas do estado, e seu lançamento ocorreu no segundo dia da 11ª Festa Literária Internacional de Cachoeira (Flica).

 

As protagonistas desta obra são Jaciara Santos, Mônica Bichara, Joana D’Arck e Isabel Santos. Segundo Emiliano José, essas mulheres possuem "trajetórias de muito compromisso e seriedade no exercício da profissão e que foram rompendo as barreiras de uma profissão que outrora fora predominantemente masculina".

 

A obra "As comadres estão chegando" teve sua origem nas publicações iniciais de Emiliano José no Facebook, onde ele desenvolveu a série "Memórias do Jornalismo de Emiliano". Essa série já havia dado origem a outros livros, como "Balança mas não cai", "O violeiro e a filha D’Oxum" e "Os comunistas estão chegando". Este último serviu de inspiração para o título do livro atual, que destaca o papel fundamental das seis jornalistas na profissão e na sociedade baiana.

 

As protagonistas do livro também tiveram a oportunidade de falar ao público durante o lançamento. Joana D'Arck enfatizou a importância da seriedade e responsabilidade no exercício da profissão, bem como a luta conjunta das mulheres nas redações para romper barreiras. “Mas estivemos juntas também nos protestos, greves e manifestações nas ruas para defender nossos direitos”, frisou ela.

 

Isabel Santos ressaltou a importância da votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 206/12, que está em análise na Câmara dos Deputados, para o retorno da obrigatoriedade do diploma de jornalismo no Brasil. Segundo ela, o diploma é resultado de estudos na universidade, onde os profissionais aprendem sobre ética e adquirem os conhecimentos necessários para exercer a profissão com responsabilidade.

 

Jaciara Santos também abordou os desafios enfrentados pelas mulheres nas redações de jornais, onde conquistaram espaços importantes em um ambiente predominantemente masculino. “Não fomos as primeiras profissionais a chegar nas redações, mas sem dúvida conquistamos espaços importantes num ambiente predominantemente masculino, e também enfrentamos os desafios da tecnologia e da vinda das redes sociais. E continuamos na ativa”, destacou.

FlicaTok: Festa Literária de Cachoeira faz edição virtual voltada para a geração Z
Adriel Bispo é um dos convidados | Foto: Reprodução / Instagram

A tradicional Festa Literária Internacional de Cachoeira (Flica) realiza uma edição especial voltada para a geração Z, nos dias 13 e 14 de novembro, com transmissão pela internet. 

 

A iniciativa, que recebeu o nome de FlicaTok, visa aproveitar a força do ambiente online entre o público nascido entre 1996 e 2010 para promover a literatura. Para isto, o evento terá bate-papos com dez BookTokers - jovens influenciadores digitais que falam sobre literatura no TikTok - conhecidos da geração Z.

 

Amanda Quesia, Adriel Bispo (saiba mais), Jonas Gabriel, Mariana Vitória, Morgana Lobo, Patrick Torres, Pedro Rhuas, Roger Ferreira, Ruane Jesus e Tiago Valente participam desta edição. Os convidados também criarão conteúdos em suas contas do TikTok para falar sobre o evento. 

 

Apesar de virtual, a FlicaTok terá suas ações em Cachoeira, com transmissão pela internet. “Todos bate-papos serão realizados em locais de destaque da cidade, mas também reunimos um time de artistas locais que vão apresentar poesias, performances e músicas entre um diálogo e outro. A essência do Recôncavo Baiano estará impressa a partir dos seus largos, praças, igrejas e dos criadores de conteúdo da região”, explica o sócio da produtora Cali e coordenador geral da Flica , Jomar Lima. 

 

O Cine-Theatro, a Igreja da Ajuda e a Praça da Aclamação são alguns dos locais de onde a Flicatok será transmitida.  

 

SERVIÇO 
O QUÊ:
Flica 2021 - Edição especial FlicaTok 
QUANDO: 13 e 14 de novembro de 2021, a partir das 14h 
ONDE: Redes sociais da Flica – canal do Youtube, Instagram e Facebook 
VALOR: Grátis

Flica 2017 terá homenagem a Ruy Espinheira Filho; evento será em outubro em Cachoeira
Foto: Divulgação

A Festa Literária Internacional de Cachoeira (Flica) chega à sua sétima edição entre os dias 5 e 8 de outubro, com uma programação que inclui atividades como debates literários, lançamento de livros, exposições, apresentações artísticas, contações de histórias e saraus. A data, além de parte da programação, foi anunciada nesta terça-feira (18), em um evento com a presença de Rui Costa. “Mesmo com essa revolução tecnológica que estamos vivendo, acredito que as coisas não se excluem e vemos isso com o sucesso da Flica. A era digital não exclui a era do papel. O livro impresso continua tendo o carinho das pessoas. Mas o que importa mesmo, independente de ser impresso ou digital, é o conteúdo, a criação, a arte. É a viagem que cada um de nós faz ao ler um livro”, comentou ele, anunciando as ações do Governo do Bahia, que é patrocinador da Flica, como o projeto "Educar para Transformar", da Secretaria do Turismo do Estado; as atividades culturais de estímulo à leitura, promovidas pela Secretaria de Cultura do Estado, através da Fundação Pedro Calmon (FPC) e da Fundação Cultural do Estado (Funceb); ações da Secretaria de Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre) relacionadas à economia solidária; além de iniciativa da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi), com a sala Milton Santos, com a divulgação de autores negros. Com curadoria de Tom Correia, o evento este ano homenageará o poeta e escritor Ruy Espinheira Filho, autor de mais de 20 livros e vencedor de prêmios importantes como o Jabuti, o Nacional de Poesia Cruz e Sousa, Nestlé, Ribeiro Couto, da União Brasileira de Escritores, de Poesia da Academia Brasileira de Letras, Portugal Telecom e o Rio de Literatura. Para esta edição da Flica, já foram confirmados nomes como Maria Valéria Rezende, Franklin Carvalho, Ricardo Lísias e Daniela Galdino, além dos mediadores Milena Britto, Wesley Correia e Mônica Menezes. Entre as mesas que já foram idealizadas estão “Memória, obsessões e outras matérias-primas da ficção”, “Intervenções, agitações e desvarios” e “A poesia em suas infinitas estações”.

Escritor e jornalista Tom Correia é novo curador da Festa Literária Internacional de Cachoeira
Foto: Rosana Souza

A Festa Literária Internacional de Cachoeira (Flica), que este ano realiza sua 7ª edição, tem um novo curador. O escritor e jornalista Tom Correia assume a função antes ocupada por Emmanuel Mirdad, um dos idealizadores do evento. Autor de quatro livros individuais de contos e com participação em várias coletâneas, Tom Correia iniciou sua trajetória ao vencer o Prêmio Braskem de Literatura com “Memorial dos medíocres”. Sua relação com a Flica surgiu já na primeira edição, em 2013, tendo sido um dos convidados. No ano seguinte ele mediou uma mesa composta pela escritora baiana Mariana Paiva e o português Gonçalo M. Tavares. “Ter feito parte da festa como público, autor convidado e mediador, além de grande aprendizado me proporcionou uma visão mais ampla da dinâmica da festa. Acredito que isso pode ser um fator importante no momento de compor as mesas desta edição”, avalia o novo curador da Flica, que já atuou nesta função do “Jorge +100: a Bahia de Jorge Amado nos dias de hoje”, evento literário que reuniu autores nacionais e locais para debater a literatura contemporânea em Salvador.

Com autores locais, nacionais e internacionais, Flica divulga programação de sua 6ª edição
Ana Maria Machado será homenageada | Foto: Bruno Veiga
A programação da 6ª edição da Festa Literária Internacional de Cachoeira (Flica), realizada entre 13 e 16 de outubro, na histórica cidade do Recôncavo baiano, foi divulgada nesta quinta-feira (29). O evento contará com autores locais, nacionais e internacionais, com destaque para a carioca Mary Del Priore, que abrirá a Flica às 15h, com a mesa temática “Histórias da Gente Brasileira”, mesmo nome de seu mais recente livro, lançado pela editora LeYa. Esta será a primeira vez que uma mesa é dedicada exclusivamente a uma obra. A mediação será do Secretário de Cultura do Estado da Bahia, Jorge Portugal. Participam do evento ainda nomes como Ana Maria Machado (homenageada desta edição da Flica), Mônica Menezes, Eduardo Spohr, Scarlet Rose, Miltom Hatoum, João Filho, Juan Gabriel Vásquez (Colômbia), Antonio Prata, Ana Martins Marques, Ângela Vilma, Conceição Evaristo, Alex Simões, Kabengele Munanga (Congo), Goli Guerreiro,
 
Programação Flica 2016
Quinta 13/10
Mesa 1 – 15h
“Histórias da gente brasileira”
Mary Del Priore
Mediação: Jorge Portugal

Mesa 2 – 19h
A confirmar
 
Sexta 14/10
Mesa 3 – 10h
“Do Éden à Finlândia”
Eduardo Spohr e Scarlet Rose
Mediação: Suzane Lima Costa
 
Mesa 4 – 15h
“A voz do autor”
Miltom Hatoum e João Filho
Mediação: Mirella Márcia
 
Mesa 5 – 19h
“O mar, um mapa, a audácia”
Ana Maria Machado conversa com Mônica Menezes
 
Sábado 15/10
Mesa 6 – 10h
“Histórias de humor sutil, micromundos familiares e fratura generalizada”
Juan Gabriel Vásquez (Colômbia) e Antonio Prata
Mediação: Zulu Araújo
 
Mesa 7 – 14h
“Exílios interiores”
Ana Martins Marques e Ângela Vilma
Mediação: Mônica Menezes
 
Mesa 8 – 17h
“As águas dos contrassonetos e os olhos da vândala insubmissão”
Conceição Evaristo e Alex Simões
Mediação: Lívia Natália
 
Mesa 9 – 20h
“Entre cidades atlânticas”
Kabengele Munanga (Congo) e Goli Guerreiro
Mediação: Zulu Araújo
 
Domingo 16/10
Mesa 10 – 10h
Caruru dos 7 Poetas na Flica
Quinta edição da Flica é lançada nesta sexta em Salvador
Foto: Manu Dias/GOVBA
A quinta edição da Festa Literária Internacional de Cachoeira (Flica), que reúne escritores consagrados nacionais e internacionais na cidade do Recôncavo Baiano, foi lançada oficialmente nesta sexta-feira (18), na Caixa Cultural, em Salvador. O evento de lançamento segue até o sábado (19), com mesas literárias compostas pelos autores Cristóvão Tezza, Ronaldo Correia de Brito, Sônia Rodrigues, Victor Mascarenhas, Fabrício Carpinejar, Miriam de Sales, Ana Maria Gonçalves, Daniel Thame e Laurentino Gomes. Durante o lançamento da festa literária, o governador Rui Costa destacou a presença do Governo do Estado na Flica através de ações de cultura, turismo e principalmente de educação, como parte das propostas do programa Educar para Transformar. "Eu não separo educação de arte e cultura. A literatura estimula a meninada a estudar mais, a conhecer o mundo das letras e um evento como esse na Bahia, além de ser bom para o turismo, para a economia, é maravilhoso para fazer com que os jovens possam sonhar". Após lançamento, a Flica acontece de 14 a 18 de outubro, em Cachoeira, com debates com escritores e diversas atividades culturais.
Flica 2014 anuncia homenageados e parte da programação
Mãe Stella e João Ubaldo serão homenageados
A Festa Literária Internacional de Cachoeira (Flica), que acontece de 29 de outubro a 02 de novembro, anunciou parte da grade de sua quarta edição. Pela primeira vez, o evento contará com um autor homenageado, que este ano será a mais nova imortal da Academia Baiana de Letras, Mãe Stella de Oxossi. O escritor João Ubaldo Ribeiro, morto este mês, também será lembrado, com uma mesa especial que leva o nome “Viva João Ubaldo”. A programação prevê ainda 12 mesas com escritores nacionais e internacionais, ainda não divulgados. A organização do evento informou somente a participação do historiador Jaime Sodré em mesa com o tema "Rastros de antigos laços" e outra com Florisvaldo Matos e Roberval Pereyr, sobre “Nobreza dos versos”. A programação e os autores que estarão presentes no evento serão divulgados gradativamente, através do site oficial do evento.
Famoso por 'O Filho Eterno', Cristóvão Tezza confirma participação na abertura da Flica
O romance mais famoso de Cristovão Tezza, "O filho eterno" (2007), foi traduzido em seis línguas e levou os prêmios Jabuti de melhor romance, Bravo! de melhor obra, Portugal-Telecom de Literatura em Língua Portuguesa (1° lugar) e Prêmio São Paulo de Literatura, melhor livro do ano. Para falar dessa e de outras aclamadas obras, o autor catarinense estará na abertura da terceira edição da Festa Literária Internacional de Cachoeira (Flica), na quarta-feira (23), às 19h, na mesa “Enfrascar o Cotidiano”. Na festa, ele apresenta o mais novo livro, “Um operário em férias”, uma coletânea de crônicas, que foi lançada em maio (2013). Além de Tezza, estão confirmadas várias atrações nacionais e internacionais para o evento, que acontece de 23 a 27 de outubro, em Cachoeira. Confira Resenha BN sobre monólogo criado a partir do texto "O filho eterno" e encenado pelo ator capixaba Charles Fricks aqui.
Autor angolano Pepetela é confirmado no encerramento da Flica 2013
O escritor angolano Pepetela, autor dos romances “Mayombe” e “A Geração da Utopia”, é a mais nova atração confirmada da Festa Literária Internacional de Cachoeira (Flica). O autor africano participará da mesa de encerramento “Ndongo, Ngola, Angola, Bahia”, no dia 27 de outubro (domingo). 
 
Em 1997, Pepetela conquistou o Prêmio Camões, um dos mais renomados e desejados pelos escritores da língua portuguesa, pela totalidade de sua produção. Antes, já recebeu o Prémio Nacional de Literatura de Angola pela obra “Mayombe” – escrito durante a participação de Pepetela na guerra de libertação de Angola, e retrata cotidiano dos guerrilheiros do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA) em luta contra as tropas portuguesas. Este reconhecimento o consagra como um nome significativo da literatura contemporânea do idioma português.
 
A Flica acontece entre os dias 23 e 27 de outubro, no Conjunto do Carmo, em Cachoeira, e confirmou nomes como os internacionais KierrasKass, Sylvia Day, e Jean Claude, e nacionais como Laurentino Gomes, autor do best-seller “1808 - Como uma rainha louca, um príncipe medroso e uma corte corrupta enganaram Napoleão e mudaram a História de Portugal e do Brasil” e Regina Echeverria, biografa de Elis Regina, Cazuza, Gonzaguinha, Gonzagão e José Sarney. O evento literário contará com a presença de autores baianos como Elieser Cesar, Karina Rabinovitz, Állex Leila, Tom Correia e a historiadora Maria Hilda Baqueiro Paraíso.

Luiz Felipe Pondé é confirmado na Flica

Luiz Felipe Pondé é confirmado na Flica
Foto: Divulgação/ Walter Craveiro
Grande nome da filosofia e da literatura nacional, Luiz Felipe Pondé confirmou presença na Festa Literária Internacional de Cachoeira (Flica). A participação do filósofo acontece no dia 26 de outubro (sábado), dentro da mesa "As imposições do amor ao indivíduo", que terá a mediação de Rosel Soares. No mesmo dia, em mesas diferentes, participam do evento nomes como Joca Reiners Terron, Tom Correia e Maria Hilda Baqueiro Paraíso.

Pondé, que além de assinar colunas na TV e em revistas, é autor de dois best-sellers:  "Contra um mundo melhor"(2010) e o “Guia Politicamente Incorreto da Filosofia”(2012). Além destes assina também, “O homem insuficiente: Comentários de Psicologia Pascaliana” (2001), “Conhecimento na desgraça: Ensaio da Epistemologia Pascaliana”(2004), “Crítica e profecia: filosofia da religião em Dostoiévski” (2003), “Do pensamento no deserto: Ensaio de Filosofia, Telogia e Literatura” (2009) e “O Catolicismo Hoje” (2011).
 
A Flica 2013 acontece entre os dias 23 e 27 de outubro, na cidade histórica do Recôncavo Baiano. Esta é a terceira edição do evento, que contará com nomes locais, nacionais e internacionais. A festa será gratuita e terá shows musicais, praça de alimentação e pela primeira vez uma programação voltada para o público infantil. Também já tem confirmado nomes como os internacionais Kierras Kass, Sylvia Day, e Jean Claude, e nacionais como Laurentino Gomes, autor do best-seller “1808 - Como uma rainha louca, um príncipe medroso e uma corte corrupta enganaram Napoleão e mudaram a História de Portugal e do Brasil” e Regina Echeverria, biografa de Elis Regina, Cazuza, Gonzaguinha, Gonzagão e José Sarney. O evento literário contará com a presença de autores baianos como Elieser Cesar, Karina Rabinovitz, Állex Leila, Tom Correia e a historiadora Maria Hilda Baqueiro Paraíso.
 
Serviço
O QUÊ:
Festa Literária Internacional de Cachoeira – Flica 2013
ONDE: Conjunto do Carmo – Cachoeira
QUANDO: 23 a 27 de outubro (quarta a domingo)
QUANTO: Gratuito
Escritora Alléx Leilla é primeira baiana confirmada na Flica 2013
A escritora Alléx Leilla é a primeira baiana a confirmar presença na Festa Literária Internacional de Cachoeira, a Flica 2013. Leilla irá integrar a mesa “Letras Engajadas”, que terá mediação de Jorge Portugal. 
 
Nascida em Bom Jesus da Lapa, na Bahia, Alessandra Leila Borges Gomes, conhecida como Állex Leilla publicou seu primeiro livro em 1997. Em 1999, publicou “Obscuros” (contos), pela Editora Oiti. Em 2001, lançou “Henrique” (romance), pela editora Domínio Público. O romance “Primavera nos ossos” foi lançado em 2010. Em 2012, participou da antologia “50 versões de amor e prazer”, organizada por Rinaldo de Fernandes e publicada pela Geração Editorial. Recentemente teve o conto “Não se esqueça de pisar firme no coração do mundo” (ainda inédito em português) selecionado para a antologia Wir Sind Bereit: Junge Prosa aus Brasilien, com tradução de Marlen Eckl e publicação da editora alemã Lettrétage, a ser lançada na Feira de Frankfurt, em outubro de 2013.

Já foram confirmadas na terceira edição da Flica as presenças da jornalista biógrafa Regina Echeverria, o escritor Laurentino Gomes e o inglês Lars Iyer, autor da trilogia Spurious, Dogma e Exodus.

Serviço
O QUÊ: Festa Literária Internacional de Cachoeira – Flica 2013
ONDE: Conjunto do Carmo – Cachoeira
QUANDO: 23 a 27 de outubro (quarta a domingo)
QUANTO: Gratuito

Terceira edição da Flica acontece em outubro

Terceira edição da Flica acontece em outubro
A terceira edição da Festa Literária Internacional de Cachoeira (FLICA) acontecerá entre os dias 23 e 27 de outubro de 2013, conforme divulgado pela organização. O evento, que tem curadoria de Aurélio Schommer, vice-presidente do Conselho de Cultura da Bahia, e do escritor Emmanuel Mirdad, apresenta uma programação gratuita composta por mesas de debate, shows musicais e, pela primeira vez, atividades totalmente voltadas ao público infantil.
 
Na última edição, realizada de 17 a 21 de outubro de 2012, o evento contou com as participações de autores internacionais de países como USA, Espanha, Togo, Nigéria e Angola, além de autores nacionais como Xico Sá e Márcia Tiburi. 
Flica: 'É necessário conhecer a África que produz conhecimento', diz Iweala
Foto: Marília Moreira/ Bahia Notícias
Última mesa internacional da Festa Literária Internacional de Cachoeira (Flica), “Territórios Interiores” reuniu, na noite deste sábado (20), às 19h, o escritor angolano José Eduardo Agualusa e o norte-americano Uzodinma Iweala. Grandes viajantes, ambos os autores mantém o hábito de conhecer gente – inclusive, “gente” é uma das palavras que mais Iweala gosta no português do Brasil – e de navegar por terras interiores. 
 
Na conversa mais esperada da Flica, mediada por Rosel Soares, Iweala disse estar encantado com a cidade de Cachoeira, ter encontrado muita gente boa no Brasil e garantiu que irá aprender português até o final do ano que vem. Mantendo o tom familiar, Agualusa, que assina o texto da contracapa das versões portuguesa e brasileira do livro “Feras de Lugar Nenhum”, de Iwela, disse se sentir muito honrado em dividir a mesa com o colega. “Os dois livros que Iwela está desenvolvendo – um já em fase de escrita, outro só no pensamento – já me parecem muito interessantes”, adiantou Agualusa. 

Foto: Divulgação/ Vinicius Xavier

Único livro de Uzodinma Iweala traduzido para o português, “Feras de Lugar Nenhum”, recebeu algumas críticas negativas por uma suposta generalização da África. Questionado sobre esse assunto pelo mediador Rosel Soares, Iweala disse que não se importa mais com a crítica. “Há pessoas para as quais eu mando meu trabalho e dizem que está ótimo. Outras, que está péssimo. Tem horas que isso não importa. Sobre essa crítica, eu não sei como se criou isso, já que é um recorte bem específico sobre Aids na Nigéria, no país de onde venho. A Aids na Nigéria e na África do Sul, por exemplo, são bem diferentes. Talvez a pessoa que fez a crítica nem leu o livro, mas isso também não interessa”, afirmou.  
 
Os autores deram opiniões diferentes sobre como as viagens alteram a forma deles verem o mundo e fazerem literatura. “Há muitas discussões interessantes sobre ser um andarilho, estar em lugares diferentes de onde você nasceu. Se movimentar , estar fora de seu país, é ter uma ideia de como é estar no mundo”, disse Iweala.  Agualusa, por sua vez, apesar de sempre estar em trânsito, afirma que nunca abandona suas bases de entendimento do mundo. “Eu acho que a gente nunca deixa o nosso lugar. Estou convencido disso! Nós nunca saímos do entendimento do nosso território. É sobre essa base que estamos a ver o outro, a ver o mundo”, afirmou.

Habilidosos com as palavras e sonoridades, os escritores contaram como estão atentos à língua em seus trabalhos literários. “Como escritores, tentamos usar uma palavra do modo de que não tenha outra palavra para ficar no lugar. Você usa palavras para ficar sem palavras. É um pouco paradoxal, mas esse é o sentimento que tenho. Quando termino de escrever, não tenho mais o que dizer”, sintetizou Iweala. Para ilustrar, Agualusa - que se interessa, sobretudo, pela língua portuguesa -, contou como sua obra “Milagário Pessoal” abusa destes recursos ao ter como tema central os neologismos. O autor também disse que o livro "Teoria Geral do Esquecimento” será lançado no Brasil, na próxima semana.
 
Com tantas viagens no currículo, temas como cultura global, guerras, fronteiras e estereótipos não deixaram de vir à tona durante a conversa. “Eu e meus irmãos nos sentimos cidadãos do mundo. A gente passou por muitos lugares, encontrou educação, oportunidades de trabalho. Isso é cultura global, uma coisa que às vezes é ruim, mas pode ser muito boa. Eu sempre tenho de me movimentar”, explicou Uzodinma Iweala. 

Foto: Divulgação/ Vinicius Xavier
 
Ainda sobre a questão das guerras e fronteiras, Iweala afirmou espantado que não entende a glorificação que a guerra tem. “Estou lendo agora ‘Guerra e Paz’ e eu tenho pensado muito, não só por conta desse livro, sobre esse assunto. Eu ainda não entendo essa glorificação da guerra. A gente demora muito pra construir as coisas e leva muito pouco para destruir tudo isso”. E continuou: “Eu acho que a guerra é uma coisa fascinante para quem não conhece a guerra. Eu lembro a expectativa dos meus colegas de faculdade quando ia começar a guerra do Iraque. Creio que essa fascinação seja derivada do modo como os EUA viviam, de uma forma muito pacífica. O que é assustador, com relação ao Oriente Médio, é que as pessoas começam a ficar motivadas de novo e esquecem do quão destrutivo isso é.”, afirmou. Para Agualusa, as guerras sempre estiveram presentes em sua vida e ela é responsável por levar alguns temas para a literatura. “Vale a pena pensar utopias. Eu tenho muitos escritos sobre polícia de fronteiras como uma forma de exorcizar isso”, disse Agualusa. A mesa terminou com uma convocação aos brasileiros de conhecer a África além dos estereótipos. “Tem muito estereótipos e mitos sobre a África. É necessário conhecer a África que produz conhecimento e produz pensamentos revolucionários também”, concluiu Iweala.
Flica: 'Eu não acho que meu pai via o mundo pelo buraco da fechadura', diz filha de Nelson Rodrigues
Foto: Marília Moreira/ Bahia Notícias
Terceira mesa da tarde deste sábado (20) da Festa Literária Internacional de Cachoeira (Flica), “Nelson Rodrigues e a Sensualidade Canalha” reuniu a escritora e jornalista Sonia Rodrigues, filha do dramaturgo; Adriana Facina, professora e pesquisadora da Universidade Federal Fluminense (UFF) e o editor Rosel Soares. Mediando a mesa, Rosel Soares começou a conversa com o questionamento “Quem tem medo de Nelson Rodrigues?”. Primeira a responder, Adriana foi categórica. “Quem tem segredos a revelar tem medo de Nelson Rodrigues”, afirmou.  Para Sonia, quem mais sofria era o seu próprio pai. “Quem mais tinha medo de Nelson Rodrigues era ele próprio. Ver as pessoas é uma coisa assustadora. Quanto mais eu vejo as pessoas, mais eu sinto medo”, disse. E discordou de uma clássica frase, atribuída a Clarice Lispector, de que Nelson Rodrigues via o mundo através do buraco da fechadura. “Eu não acho que Nelson via o mundo pelo buraco da fechadura não, eu discordo da Clarice Lispector. Acho que meu pai via por um buraco gigante”.
 
A novela “Avenida Brasil”, que terminou nesta sexta (19), foi citada em diversos momentos da conversa. “Tem muito de Nelson Rodrigues na novela. A diferença é que Nelson Rodrigues fez ‘Avenida Brasil’ há 60 anos”, disse Sonia, que também selecionou a cena mais rodriguiana da novela. “Uma das melhores cenas de ‘Avenida Brasil’ é quando Carminha diz a Monalisa ‘você nunca amou o Tufão!’”. 
 
Feitas para o teatro, as obras de Nelson Rodrigues figuraram diversas vezes na televisão e nos cinemas. “Eu acho que ‘A vida como ela é’ para televisão não forçou as pessoas a lerem Nelson Rodrigues. É uma boa adaptação, mas é muito Daniel Filho. Acho que a televisão pesa a mão para a sexualidade. Em Nelson Rodrigues, a sensualidade é uma coisa mais implícita. Não sei se TV precisa desse apelo, mas acho que o Daniel Filho precisa”, alfinetou Sonia.
 
Na conversa, Sonia Rodrigues falou ainda sobre o que move sua literatura e sua pesquisa sbre o pai. “O que rende boa literatura não é o rancor, mas a vingança. Quando eu conto essas histórias do meu pai eu estou me vingando não de meu pai, mas de todas as circunstâncias pelas quais ele passou e contou. A literatura é um ato de vingança boa”, afirmou.
 
Questionadas sobre se o “anjo pornográfico” mereceria que seu time de coração, o Fluminense, se torne campeão brasileiro em 2013, Adriana respondeu: “Apesar de eu ser flamenguista, seria uma homenagem válida. Nada mais justo que os deuses do futebol homenageiem Nelson Rodrigues com a vitória do Fluminense em 2013”, desejou. Caso estivesse vivo, Nelson Rodrigues completaria cem anos em 2012.
Flica: Antonio Cicero e Ruy Espinheira Filho elogiam a preguiça e a poesia em bate-papo
Foto: Marília Moreira/ Bahia Notícias
Quinta mesa da programação oficial da Festa Literária Internacional de Cachoeira (Flica), "Versos com Nexo" reuniu os poetas Ruy Espinheira Filho e Antonio Cicero na manhã desta sexta-feira (19), no Conjunto do Carmo. Em uma das melhores mesas da programação até o momento, literatura e poesia inspiraram e transpiraram durante todo o tempo. 
 
A discussão, mediada pelo ator Jackson Costa, contou com intensa participação do público. Dentre os temas abordados, a formação do poeta, o papel da escola e da família na educação literária, as diferenças entre compor poesia e compor música, a importância da internet para a produção e divulgação de poesias e, claro, o questionamento sobre se é preciso que um verso tenha nexo para gostar dele.
 

Foto: Marília Moreira/ Bahia Notícias
 
Natural de Salvador, professor, jornalista e poeta, Ruy Espinheira Filho foi muito contundente em suas afirmações sobre a qualidade da poesia,  o despreparo dos professores de literatura,  a necessidade de se ter poesia em qualquer manifestação artística e sobre a crítica – e os críticos. “Os críticos de literatura fazem medicina legal. Eles dividem o corpo em partes para explicar como funciona, mas eu não quero saber disso. Eu quero saber como funciona o corpo inteiro”, alfinetou. Em sua fala provocativa e cheia de aforismos, explicou o que considera uma poesia ruim. “Uma poesia é ruim quando o leitor não se vê nela. O que o leitor vê é a si mesmo, a sua própria sensibilidade poética. Essa questão [da qualidade da poesia] é individual. Uma mesma pessoa lendo dez vezes um mesmo texto lê todas as vezes de uma forma diferente”, afirmou. E continuou: “Os adultos ‘burrificam’ as pessoas. Os professores não sabem porque também não leem e chegam a indicar Machado de Assis, em sua fase mais madura, para adolescentes de 13 anos. Só depois é que este adolescente vai descobrir. É preciso uma literatura preparatória para chegar às pessoas aos poucos”, avaliou. 
 

Foto: Marília Moreira/ Bahia Notícias
 
O poeta e ensaísta Antonio Cicero participou do diálogo, exaltou a importância do ócio criativo para a literatura e respondeu o que diferencia a prosa da poesia. “Poesia não tem antônimo na língua portuguesa nem em nenhuma língua que eu conheço. A prosa se opõe ao verso, e não à poesia. A gente deve usar as palavras de outra maneira”, explicou. O autor também disse não acreditar na concepção de muitos escritores de que, na criação, 1% é inspiração e 99% é transpiração.  “Essa é uma concepção falsa. É preciso estar inspirado para criar e, para fugir do lugar comum, é necessário recorrer à estrutura. As regras obrigam a trabalhar mais e, nesse trabalho, você descobre novas possibilidades de criação. Para mim, não há essa contrariedade entre inspiração e trabalho”, esclareceu. Antonio Cicero lembrou Drummond e afirmou que a criação se dá também durante o sono. “A luta prossegue nas ruas do sonho”, independência.

Durante o debate, muitas poesias foram recitadas pelos três presentes e fortemente aplaudidas pela plateia que lotou o espaço. 
Segunda edição da Festa Literária Internacional de Cachoeira tem datas confirmadas
Foto: Divulgação/ Vinícius Xavier
Depois de sediar a primeira edição do Jazz Festival, a cidade de Cachoeira, no recôncavo baiano, se prepara para sediar a segunda edição da Festa Literária Internacional de Cachoeira (Flica). Entre os dias 17 e 21 de outubro, o Conjunto do Carmo irá receber os maiores nomes da literatura brasileira para uma vasta programação que inclui mesas temáticas, shows musicais e manifestações culturais. Entre a lista dos autores esperados para a edição de 2012, nomes nacionais como o da humorista carioca Maria Paula, o gaúcho Tabajara Ruas e do também carioca Antônio Cícero, e dos baianos Ordep Serra, Armando Avena, João José Reis e Ruy Espinheira. Entre os internacionais, está o escritor angolano José Eduardo Agualusa, o espanhol Javier Morro, autor da última biografia de D. Pedro I, de Kangn Alem (Tongo) que traz em sua obra uma releitura sobre a Diáspora, e a romancista portuguesa Inês Pedrosa.Os centenários de Jorge Amado e Nelson Rodrigues ganham homenagens com mesas especiais. A programação completa estará disponível a partir do dia 10 de setembro no site oficial do evento.
 
Na primeira edição da festa cerca de 10 mil pessoas participaram de 16 mesas literárias nacionais e internacionais. “Este ano além da programação musical e literária, que abordará questões sócio- históricas e culturais, teremos a Livraria Oficial, onde o público poderá ter um encontro direto com os autores”, adianta Emanuel Mirdad, um dos organizadores da Flica.

Curtas do Poder

Ilustração de uma cobra verde vestindo um elegante terno azul, gravata escura e língua para fora
O bicho tá solto na política baiana. E tem até tigre pronto pra virar papagaio. Por via das dúvidas, Cunha vestiu logo suas asas. Mas quem tá de ovo virado é o Potro. Ainda mais depois que tentaram passar por cima do rebento do Cavalo. Enquanto isso, tem gente apelando pros santos pra ver se as coisas na campanha vão pra frente. Saiba mais!

Pérolas do Dia

ACM Neto

ACM Neto
Foto: Maurício Leiro / Bahia Notícias

"Para eles, pesquisa certa só é a que traz boas notícias".

 

Disse o pré-candidato ao governo ACM Neto ao avaliar o cenário político da Bahia e defendeu cautela na interpretação de pesquisas de opinião. A declaração aconteceu no lançamento do programa “Sua voz é a nossa voz”, em que o ex-prefeito pretende dialogar com municípios baianos.

Podcast

Deputado Robinson Almeida é o entrevistado do Projeto Prisma desta semana

Deputado Robinson Almeida é o entrevistado do Projeto Prisma desta semana
Foto: Projeto Prisma
O deputado estadual Robinson Almeida (PT) é o entrevistado do Projeto Prisma desta segunda-feira (25). O podcast é transmitido ao vivo a partir das 16h no YouTube do Bahia Notícias.

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