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Artigos

Adriano Sampaio
Cartografia da Erosão Eleitoral
Foto: Acervo pessoal

Cartografia da Erosão Eleitoral

Em uma janela eleitoral curta, a erosão não depende apenas do conteúdo de uma narrativa. Ela emerge da interação entre alcance, repetição, credibilidade percebida, congruência identitária, carga moral, capacidade de correção e propensão à abstenção ou mudança de escolha.

Multimídia

“A política tem que voltar a conquistar as pessoas”, pede Grizenti sobre abstenção e votos nulos

“A política tem que voltar a conquistar as pessoas”, pede Grizenti sobre abstenção e votos nulos
Em entrevista concedida ao podcast Projeto Prisma, do portal Bahia Notícias, nesta segunda-feira (5), o cientista político Eduardo Grizenti avaliou o índice de abstenções e de votos brancos e nulos no primeiro turno das Eleições 2026, realizado neste domingo (4). Durante o programa, Grizenti argumentou que o debate sobre a obrigatoriedade do voto não é a questão central para explicar a ausência dos eleitores nas urnas.

Entrevistas

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra
Nesta segunda-feira (10), a ministra da Igualdade Racial, Rachel Barros, esteve em Salvador para participar do Colóquio Internacional Cultura, Relações Exteriores, Desenvolvimento e Reparação. O evento, que acontece nas cidades de Salvador e Cachoeira, integra as celebrações pelos 25 anos de fundação do FENEBA e desdobra as discussões iniciadas no 9º Congresso Panafricano, sediado em Lomé, no Togo.

fancy africa

“Podemos sempre abrir possibilidades”: Estilista quilombola Dih Morais estreia na passarela da Fancy Africa em Moçambique
Fotos: @puzzlepictures_moz/@raelsilver_rs

O estilista quilombola Dih Morais estreou, na última quarta-feira (24), na passarela da Fancy Africa, em Moçambique, com a coleção “Quilombo Barro Preto”. O desfile contou com performance ao vivo da cantora africana Delta Acacio Cumbane e reuniu modelos locais, nomes da África do Sul e a modelo baiana Leticia Nascimento.

 

Para viabilizar sua participação, Dih Morais buscou apoio financeiro por meio de uma campanha virtual. Os custos da viagem e da produção foram estimados em R$ 30 mil.“Não tive nenhuma ajuda, governamental ou de empresas, só foi possível porque a minha rede de amigos/seguidores viu que seria possível”, esclareceu Dih em entrevista ao BN Hall.

 

Durante a conversa, ele também expõe a falta de apoio e negação do acesso dos pretos as oportunidades, deixando claro que não realizou a coleção sozinho. “Quando conquistamos algo, também são conquistas coletivas, quando eu desfilei, eu levei à passarela meninos e meninas quilombolas, pretos, periféricos, mulheres pretas e o fazer manual de cada uma delas”, afirmou o estilista”, celebrou.

 

Dih destacou ainda o significado da estreia no continente africano. “Estar em África em um evento desse e ser o primeiro é fazer lembrar que podemos sempre abrir possibilidades para que outros conquistem e entendam que é possível sonhar. Mas, sobretudo, nunca esquecer de quem somos e viemos. A minha vinda à África também é sobre retorno e reconexão”, concluiu.

 

PROCESSO CRIATIVO
Dih foi até sua cidade natal de Jequié, na Bahia, visitar o Quilombo onde nasceu e viveu, para coordenar a equipe de artesãs que produziu os looks desta coleção. Dih optou pelas mãos pretas locais para fomentar também a economia do Quilombo Barro Preto, onde parte de sua família ainda reside. Sua avó e ancestral viva, a Mainha, é a grande homenageada.

 

Dos materiais de sua coleção, a cabaça, que Dih foi pioneiro em trazer às passarelas em 2022 e tornou tendência, remete à herança africana diaspória e ancestralidade; o algodão em crochê e franjas enaltece a artesania e a manualidade; a palha da costa evoca a religião de matriz africana e sua resiliência e resistência; por fim, o linho alude à escolha dos escravizados que, ao comprarem sua liberdade, vestiam-se desse tecido nobre para indicar seu novo status social. 

 

A paleta de cores busca estar o mais próximo dos tons naturais e terrosos, crus e marrons, com poucos momentos de explosão de cores, em vermelho e preto. Algumas peças trazem uma estampa em couro exclusiva, desenhada por Dih Morais, que trará nesta coleção ainda de sua autoria as icônicas bolsas de cabaça, que transitam entre a moda e a decoração, tendo desfilado já em muitas passarelas pelo Brasil e Milão, Itália.

 

 

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Consultora baiana conduz masterclass sobre moda decolonial em Moçambique
Foto: Divulgação

A baiana Tainara Ferreira participa como palestrante da 5ª edição do Fancy Africa, evento dedicado à moda, cultura e empoderamento no continente africano. O encontro, que começou nesta segunda-feira (22) e segue até domingo (27), em Maputo, capital de Moçambique, reúne profissionais de diversos países em torno de diálogos sobre identidade, criação e ancestralidade.

 

Neste primeiro dia, ela conduz a masterclass "Descolonizando o Olhar através da Moda", com propostas de reflexão sobre os impactos do eurocentrismo nas estéticas contemporâneas e o papel da moda afrocentrada na reconstrução de imaginários sociais.

 

“Estar em Moçambique tem um significado profundo para mim, enquanto mulher baiana e negra. A Bahia é um território marcado pela forte presença africana, e muito do que somos vem dos povos, como os moçambicanos, que atravessaram o Atlântico enquanto escravizados e deixaram marcas na nossa cultura, na nossa fé, na nossa forma de vestir e de existir”, declarou.

 

Segundo ela, a masterclass parte do olhar afrolatino-americano como ponto de partida para pensar a moda não apenas como linguagem visual, mas como instrumento de memória e afirmação cultural. “Trazer para o Fancy Africa uma reflexão sobre moda é reconhecer a importância da população negra como criadora de tendências e de narrativas de resistência. A moda, quando vista por esse olhar decolonial, deixa de ser apenas estética e passa a ser memória, identidade e política. É um reencontro com nossas raízes e, ao mesmo tempo, uma afirmação do nosso futuro coletivo”, completou.

 

Natural de Salvador, Tainara é consultora em relações étnico-raciais e de gênero, com atuação voltada para o letramento racial e a decolonialidade. Além disso, é fundadora da Deiyi Desconstruir, empresa que desenvolve projetos de diversidade inclusiva, já representou o Brasil como embaixadora no Africa Fashion Week, em Londres, e é coautora do livro “O Futuro das Novas Masculinidades”, publicado pela Editora BOC.

 

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Escola Àbámodá participa de evento de moda e economia criativa em Moçambique
Foto: Janderson Meneses

A Escola Àbámodá, fundada em Cachoeira, no Recôncavo Baiano, marcará presença de 22 a 25 deste mês no Fancy África, evento de moda e economia criativa que acontece em Maputo, Moçambique, com o tema “Ubuntu – Eu sou porque nós somos”. A participação acontece por meio da presença da diretora e idealizadora da escola, Luísa Mahin, que integra a programação do evento em diversas atividades formativas e apresenta uma mostra da primeira coleção autoral do projeto.

 

Com apenas um ano de atuação, a Àbámodá utiliza uma metodologia focada na cultura, educação, empreendedorismo e identidade étnico-territorial. À frente do projeto, Luísa Mahin agrega sua experiência de mais de 22 anos em gestão de projetos sociais, culturais e de moda para representar a escola no evento internacional.

 

“Cachoeira está entre as nove cidades do país em que a maioria da população se autodeclara negra, ou seja, somos um território predominantemente negro, afrodescendente, que está atravessando o Atlântico numa conexão que une moda, tecnologias ancestrais e transformação social”, destacou Mahin.

 

Durante a programação do Fancy África, a diretora ministra uma masterclass com o tema “Moda e Transformação Social” e a Oficina Criativa “Diversidade, Inovação e Empreendedorismo na Moda”, além de integrar a mesa-redonda “A Moda como Embaixadora da Identidade: Qual o Papel da Cultura Local na Economia Criativa?”. A Àbámodá encerra sua participação no evento com o desfile da coleção “Cabaça do Mundo”, um manifesto coletivo que traz como abordagem o sagrado feminino e o empoderamento da mulher.

 

O intercâmbio entre a Àbámodá e o Fancy África acontece desde julho deste ano, quando a escola recebeu o estilista King Levi em sua sede para a apresentação da coleção “XIGUBO – A Força Estética da Resistência Afro”, por meio do projeto África 360º e do Fancy África Brasil.

 

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Coleção “Quilombo Barro Preto”, do designer baiano Dih Morais, será apresentada em evento internacional 
Fotos: Reprodução / Instagram

Nascido no município baiano de Jequié, o designer Dih Morais foi convidado para apresentar a coleção “Quilombo Barro Preto”, no evento internacional “Fancy Africa”, que será realizado entre os dias 22 e 27 de setembro, em Maputo, Moçambique. O conjunto das peças foi intitulado em homenagem ao local de nascimento do artista e assinado pelo mesmo. Esta será a primeira vez em que a curadoria do evento incluirá marcas brasileiras. 

 

A coleção faz referência à trajetória pessoal do estilista, entre a ligação com a religiosidade africana herdada e as origens quilombolas. O tema desta edição do “Fancy Africa” é “Ubuntu”, conceito ligado à coletividade e ancestralidade.

 

Para que a participação aconteça, Dih Morais busca apoio financeiro. Os custos da viagem e produção são equivalentes a R$ 30 mil. Com esse foco, a campanha virtual já arrecadou mais da metade do valor.

 

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Curtas do Poder

Ilustração de uma cobra verde vestindo um elegante terno azul, gravata escura e língua para fora
Procura-se urgentemente uma marca de pijama que dê patrocínio, ou pelo menos faça um preço mais camarada, depois das eleições desse ano. A sensação que ficou é ninguém ganhou e ninguém perdeu, mas todo mundo perdeu. Pro lado do Cacique, o grupo saiu "triste-alegre". Triste com a iminente derrota do Molusco, e alegre com o novo banho que deu no Soberano - sobretudo aqui em Salvador. Já o lado do Soberano o clima é de enterro. Um monte de gente sem mandato pra acomodar, uma conta enorme pra pagar, e a PF no cangote. Teremos que esperar...

Pérolas do Dia

Ivana Bastos

Ivana Bastos
Foto: Victor Hernandes / Bahia Notícias

"Os próximos passos são ganhar as eleições presidenciais [...] e também a presidência da Assembleia Legislativa da Bahia, a recondução a esse mandato de presidente da Assembleia". 


Disse a presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), deputada estadual reeleita Ivana Bastos (PSD), que concedeu uma entrevista coletiva na manhã desta quinta-feira (8) para fazer um balanço do processo eleitoral. 

Podcast

Projeto Prisma recebe o cientista político do INCT.DD Eduardo Grizenti nesta segunda

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O pesquisador trará um panorama detalhado do mapa eleitoral desenhado pelas urnas, o peso das redes sociais na definição dos votos nas disputas majoritárias e proporcionais, além dos cenários e tendências políticos para a Bahia e o Brasil nos próximos anos.

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