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falta de materiais
Em torno de 180 estudantes de odontologia da Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs) realizaram uma manifestação na reitoria nesta quinta-feira (04) para protestar contra a falta de materiais e equipamentos essenciais nas clínicas da instituição.
Segundo os estudantes, a falta de suprimentos se deve a processos de licitação, que estão paralisados na Secretaria de Administração do Estado (Saeb). O presidente do Diretório Acadêmico de Odontologia, Wenderson Santana conta que a situação é crítica.
“Esse problema é crônico. É recorrente que tem afetado a gente. O maior problema disso tudo é porque o perfil do curso é um perfil socioeconomicamente vulnerável e depende da verba que é destinada e das licitações que são aceitas, que são formalizadas junto à universidade para que os processos aconteçam para aquisição de material”, explica Wenderson Santana.
Wenderson ressaltou ao Acorda Cidade, parceiro do Bahia Notícias, que o curso de odontologia da Uefs, sendo eminentemente prático, depende de uma variedade de materiais para os procedimentos, que vão desde restaurações a cirurgias complexas.
Imagem dos estudantes segurando cartazes na reitoria | Foto: Paulo José / Acorda Cidade
Em resposta, a reitora Amali Mussi e a vice-reitora Rita Brêda Mascarenhas se reuniram com o diretório estudantil e informaram que estão em andamento processos de compra emergencial para garantir a continuidade das atividades do curso.
A manifestação, que reuniu mais de 50% dos estudantes do curso, encerrou-se no final da manhã, mas a mobilização deve continuar nas redes sociais. A reitora também solicitou a colaboração do governador Jerônimo Rodrigues para resolver os entraves burocráticos com a Saeb, que impõe valores baixos nas licitações, dificultando a adesão de fornecedores.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Ana Paula Matos
"Você tem um governo do estado que está dizendo que todas as cidades, todos os prefeitos não estão cuidando da saúde? De quem é o problema? Ou tem algo errado aí?"
Disse a vice-prefeita de Salvador e ex-secretária de Saúde, Ana Paula Matos ao rebater as críticas feitas pela oposição sobre a falta de leitos nos hospitais públicos da capital baiana e a falta de hospitais com “demanda aberta”, aqueles que atendem casos de urgência e emergência mediante necessidade.