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O brasileiro Rafael Câmara afirmou que tem boas chances de participar de uma sessão de treino livre da Fórmula 1 durante o Grande Prêmio de São Paulo, marcado para novembro. O piloto de 21 anos, confirmado pela Haas para a temporada de 2027, espera ter a oportunidade de guiar um carro da categoria diante da torcida brasileira antes de estrear oficialmente no grid.
A possibilidade foi comentada pelo pernambucano durante uma entrevista coletiva realizada na última quinta-feira (15). Apesar da expectativa, Câmara ressaltou que a decisão depende da equipe e ainda não está confirmada.
“É claro que isso não sou eu que decido, mas acho que tem boas chances. Como falei no começo do ano, esse ano eu teria a possibilidade de fazer um treino livre, então é esperar para ver o que vai acontecer e eu espero que tenha”, afirmou.
ESTREIA NA F1 EM 2027
Câmara foi anunciado pela Haas na última quarta-feira (14) e disputará a temporada de 2027 ao lado do britânico Oliver Bearman. O brasileiro assinou um contrato plurianual com a equipe norte-americana e será o próximo representante do país no grid da principal categoria do automobilismo mundial.
Integrante da Academia de Jovens Pilotos da Ferrari desde 2021, o pernambucano construiu sua trajetória nas categorias de base até chegar à Fórmula 2. Em 2025, conquistou o título da Fórmula 3, com quatro vitórias e cinco pole positions.
Antes da confirmação na Haas, Câmara já havia pilotado carros da Ferrari em duas oportunidades neste ano. O brasileiro guiou o SF-25, modelo utilizado pela escuderia italiana em 2025, e destacou que a experiência ajudou a compreender as diferenças entre um carro de Fórmula 1 e um de Fórmula 2.
A participação em Interlagos também é uma possibilidade porque as equipes precisam cumprir sessões de treinos livres com pilotos novatos ao longo da temporada. O GP de São Paulo de 2026 será realizado entre os dias 6 e 8 de novembro, no Autódromo de Interlagos.
O pernambucano Rafael Câmara será o primeiro piloto nordestino a disputar uma corrida na história da Fórmula 1. Aos 21 anos, o brasileiro foi anunciado pela Haas nesta quinta-feira (15) como novo integrante da equipe a partir da temporada de 2027. O piloto assinou um contrato multianual e ocupará a vaga do francês Esteban Ocon.
A chegada de Câmara à principal categoria do automobilismo mundial também marcará o retorno do Brasil ao grid com dois representantes após 11 temporadas. A última vez que o país teve dois pilotos simultaneamente na F1 foi em 2016, quando Felipe Massa defendia a Williams e Felipe Nasr corria pela Sauber. Em 2027, Rafael dividirá a pista com Gabriel Bortoleto, que estreou na categoria em 2025 e atualmente compete pela Audi.
Natural de Recife, o pernambucano será o 34º brasileiro a disputar uma corrida de Fórmula 1. Sua estreia também representará um marco para o Nordeste, já que os pilotos brasileiros que passaram pela categoria nasceram, em sua maioria, nas regiões Sudeste e Sul ou fora do país.
Em entrevista à TV Globo, Câmara celebrou a oportunidade e destacou o apoio da família durante sua trajetória no automobilismo.
“Estou muito feliz por ter alcançado o sonho. Claro que não vai acabar por aqui, mas muito contente por realizar uma parte e estar na Fórmula 1. Foram muitos anos nessa caminhada com meus pais, principalmente. Muito sacrifício, muita dedicação. Estou muito contente por eles também, por tudo que eles fizeram para fazer isso dar certo”, afirmou.
Ayao Komatsu, chefe da Haas, e Rafael Câmara | Foto: Divulgação
TRAJETÓRIA ATÉ A F1
Antes de chegar à categoria principal, Rafael Câmara construiu sua trajetória nas divisões de base do automobilismo. Em 2025, o brasileiro conquistou o título da Fórmula 3, resultado que lhe garantiu os pontos necessários para obter a superlicença, documento obrigatório para competir na Fórmula 1.
Atualmente, o pernambucano disputa a Fórmula 2 e está na briga pelo título da temporada contra o búlgaro Nikola Tsolov e o irlandês Alexander Dunne.
Na Haas, Câmara terá como companheiro o britânico Oliver Bearman. Os dois integram a Academia de Jovens Pilotos da Ferrari, escuderia que teve papel importante no desenvolvimento do brasileiro e em sua preparação para chegar à F1.
Ao longo desta temporada, Rafael participou de testes com carros da Ferrari em circuitos como Barcelona, Budapeste, Mugello e Ímola. O desempenho e a evolução apresentados durante as atividades contribuíram para sua avaliação dentro da estrutura da equipe italiana.
BRASILEIROS NA F1
Ao longo dos 78 anos de história da Fórmula 1, o Sudeste concentra a maior parte dos brasileiros que já passaram pela categoria, com 22 pilotos, sendo 18 paulistas, dois cariocas e dois mineiros. A região Sul aparece na sequência, com cinco representantes, quatro do Paraná e um de Santa Catarina. Já o Norte e o Centro-Oeste tiveram um piloto cada: o amazonense Antônio Pizzonia e o brasiliense Felipe Nasr, respectivamente.
A lista inclui ainda quatro pilotos nascidos no exterior que competiram representando o Brasil: Gino Bianco, nascido em Milão, na Itália; Nano da Silva Ramos, em Paris, na França; Nelsinho Piquet, em Heidelberg, na Alemanha; e Pietro Fittipaldi, em Miami, nos Estados Unidos.
A Fórmula 1 anunciou de forma oficial nesta terça-feira (13) o projeto de retorno ao continente africano após mais de três décadas. Ruanda fechou um acordo de dez anos para receber uma etapa da categoria, com estreia prevista para 2030 ou 2031, a depender do andamento das obras do circuito.
A corrida será realizada em um autódromo permanente na região de Bugesera, a cerca de 40 quilômetros de Kigali, capital ruandesa. O local fica próximo ao futuro Aeroporto Internacional de Bugesera, que também está em construção.
A última prova da Fórmula 1 em solo africano aconteceu em 1993, com o Grande Prêmio da África do Sul, disputado no circuito de Kyalami. Na ocasião, o francês Alain Prost venceu pela Williams.
Além da África do Sul, o Marrocos também recebeu uma etapa do Mundial, em 1958. Desde então, o continente ficou fora do calendário da principal categoria do automobilismo mundial.
O projeto prevê uma pista com estrutura para receber a Fórmula 1. O traçado foi desenvolvido pelo ex-piloto Alexander Wurz em parceria com a empresa do engenheiro Hermann Tilke, responsável pelo desenho de diversos circuitos utilizados pela categoria.
A data exata da estreia ainda não foi definida. A realização da prova dependerá da conclusão das obras e da preparação da estrutura necessária para receber equipes, pilotos e torcedores.
O retorno ao continente atende a uma antiga reivindicação de Lewis Hamilton. O heptacampeão mundial já havia defendido publicamente a realização de uma corrida na África e afirmou, em diferentes ocasiões, que trabalhava nos bastidores para tornar o projeto possível.
O universo dos super-heróis chegou às pistas da Fórmula 1. A Williams apresentou um carro com pintura especial inspirada em "Vingadores: Doutor Destino", novo filme da Marvel Studios, durante a New York Comic Con 2026, realizada nos Estados Unidos, na última quinta-feira (8). A personalização faz parte de uma colaboração entre a escuderia britânica e a editora responsável pelos personagens.
O modelo, produzido especialmente para exposição, recebeu uma identidade visual que remete ao Doutor Destino, vilão central do próximo filme dos Vingadores. A pintura combina tons metálicos de verde e prata, associados à armadura do personagem, e integra uma série de ações promocionais desenvolvidas pelas duas marcas.
Além do carro, a Williams levou ao evento macacões de corrida com elementos inspirados nos super-heróis. Os visitantes também poderão conhecer uma exposição dedicada à parceria, que reúne materiais relacionados aos pilotos Alexander Albon e Carlos Sainz.
A colaboração começou em abril deste ano, quando a Williams e a Marvel lançaram uma história em quadrinhos especial protagonizada pelos dois pilotos. Na publicação, Albon e Sainz enfrentam justamente o Doutor Destino, aproximando o automobilismo do universo dos personagens da editora.
Para a New York Comic Con, também foi preparada uma edição limitada de 2 mil exemplares da publicação, com capa exclusiva para a convenção. A programação inclui ainda a exposição de equipamentos utilizados pelos pilotos e atividades interativas para os fãs.
A apresentação acontece durante a divulgação de "Vingadores: Doutor Destino", produção que terá Robert Downey Jr. no papel do vilão. O ator ficou conhecido por interpretar Tony Stark, o Homem de Ferro, ao longo dos primeiros filmes do Universo Cinematográfico Marvel.
Apesar da aparência de um carro de competição, o modelo personalizado foi anunciado pela Williams como veículo de exposição. Até o momento, não há confirmação de que a pintura temática será utilizada pelos pilotos em uma etapa oficial do Mundial de Fórmula 1.
Max Verstappen voltou ao lugar mais alto do pódio neste domingo (4). O piloto da Red Bull venceu o GP do Bahrein disputado no Circuito Internacional de Sepang, na Malásia, e conquistou sua primeira vitória na temporada 2026 da Fórmula 1. A prova foi marcada por forte chuva, atraso superior a 1h30 e diferentes estratégias de pneus. Reuters
Largando da pole position, Verstappen perdeu a liderança logo na primeira curva. Kimi Antonelli assumiu a ponta, enquanto George Russell também ultrapassou o holandês. Com pneus intermediários, porém, o tetracampeão iniciou a recuperação e superou os dois pilotos da Mercedes ao longo das primeiras voltas.
A entrada do Safety Car após uma rodada de Valtteri Bottas abriu espaço para a troca dos intermediários pelos pneus slicks. Verstappen aproveitou o reinício para atacar Antonelli e reassumiu a liderança, posição que sustentou até a bandeirada.
Antonelli terminou na 2ª colocação, a 2s307 do vencedor, e ampliou sua vantagem na liderança do Mundial. Lewis Hamilton completou o pódio em 3º após uma corrida de recuperação. O britânico chegou a cair para o 18º lugar depois de apostar em pneus slicks quando a pista ainda apresentava condições difíceis.
Charles Leclerc fechou a prova em 4º, seguido por Isack Hadjar, Oscar Piastri, Liam Lawson e Fernando Alonso. Lando Norris ficou em 9º, enquanto Arvid Lindblad completou a zona de pontuação.
George Russell abandonou quando ocupava a 3ª posição, a cinco voltas do final, após um problema na unidade de potência da Mercedes. Com o resultado, Antonelli abriu 84 pontos de vantagem sobre o companheiro na classificação do campeonato.
O brasileiro Gabriel Bortoleto terminou em 18º com a Audi. O piloto se envolveu em uma colisão com Carlos Sainz durante a prova e recebeu uma punição de 10 segundos.
Apesar do nome oficial de GP do Bahrein, a etapa foi realizada em Sepang. A Fórmula 1 e a FIA transferiram a corrida para a Malásia após o evento originalmente previsto para o Bahrein não poder ser realizado. O circuito malaio voltou a receber uma prova da categoria pela primeira vez desde 2017.
Gabriel Bortoleto se irritou com Lewis Hamilton durante o segundo treino livre para o Grande Prêmio do Bahrein, realizado na madrugada desta sexta-feira (2), no Circuito de Sepang, na Malásia. O brasileiro reclamou pelo rádio após ter sua volta prejudicada pelo piloto da Ferrari.
"Mas que p... esse cara está fazendo, cara? Ele me vê chegando e continua me bloqueando", disparou Bortoleto durante a sessão.
O episódio aconteceu quando o brasileiro se aproximava de Hamilton na pista. O piloto da Ferrari acabou sendo chamado pelos comissários da Federação Internacional de Automobilismo (FIA) para prestar esclarecimentos sobre o incidente.
??Bortoleto se irrita com Hamilton durante treino da F1: "Que p... esse cara está fazendo?"
— Bahia Notícias (@BahiaNoticias) October 2, 2026
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Bortoleto terminou o segundo treino livre na 12ª colocação, com 1min39s051. Hamilton foi o quinto colocado, enquanto Charles Leclerc, também da Ferrari, registrou o melhor tempo da sessão, com 1min37s528.
O brasileiro já havia enfrentado condições difíceis no primeiro treino livre, principalmente por causa do calor em Sepang. "Essa é a situação mais maluca que já vivenciei com temperaturas na minha vida. Ainda mais do que no Bahrein, no TL1", afirmou Bortoleto pelo rádio.
Na primeira atividade, o piloto da Audi terminou na 13ª colocação, enquanto Max Verstappen, da Red Bull, foi o mais rápido. Além do incidente com Hamilton, o brasileiro teve outro contratempo no fim do TL2. Bortoleto precisou parar o carro nos minutos finais da sessão, provocando a entrada do Virtual Safety Car. O piloto chegou a demonstrar preocupação com um possível problema na caixa de câmbio.
O segundo treino terminou com Leclerc na liderança, seguido por Isack Hadjar e Lando Norris. Verstappen ficou em quarto, com Hamilton em quinto.
A programação do GP do Bahrein continua neste sábado (3), com o terceiro treino livre e a classificação. A corrida será disputada neste domingo (4).
Rafael Câmara ganhou um novo impulso na disputa por uma vaga na Fórmula 1 em 2027. A Haas confirmou nesta quarta-feira (30) que Esteban Ocon deixará a equipe ao fim da temporada, abrindo oficialmente um assento no time norte-americano. O brasileiro de 21 anos, integrante da Academia de Pilotos da Ferrari, aparece entre os principais candidatos para assumir o posto.
Atual líder da Fórmula 2 e campeão da Fórmula 3 em 2025, Câmara já vinha sendo avaliado pela Haas antes da confirmação da saída do francês. A equipe ainda não anunciou quem será o companheiro de Oliver Bearman na próxima temporada, mas pretende definir sua formação para 2027 nas próximas semanas.
O brasileiro disputa a vaga com nomes como Leonardo Fornaroli, Ryo Hirakawa e Jack Doohan, todos avaliados pela equipe ao longo da temporada. Câmara, porém, possui uma ligação direta com a Ferrari, fornecedora de motores da Haas e responsável por acompanhar sua carreira desde as categorias de base.
CÂMARA JÁ TESTOU PELA HAAS
Em agosto, Rafael Câmara participou de dois dias de testes privados com a Haas no Autódromo Internacional do Algarve, em Portimão, Portugal.
A equipe utilizou o VF-25, carro da temporada anterior, para comparar o desempenho dos candidatos ao assento. Oliver Bearman, atual titular, também participou da atividade para estabelecer uma referência de desempenho.
Informações veículadas pelo ge.globo chegaram a apontar que Câmara deixou boa impressão nos trabalhos e chegou a superar a referência de Bearman, além de receber avaliações positivas dos engenheiros pela velocidade e pelas informações fornecidas durante as sessões.
Antes de pilotar pela Haas, o pernambucano já havia realizado testes com carros da Ferrari em circuitos como Hungaroring, Barcelona e Mugello.
BRASILEIRO SE DIZ PRONTO PARA A F1
Na terça-feira (29), um dia antes do anúncio da saída de Ocon, Câmara afirmou que se considera preparado para dar o próximo passo na carreira. O piloto destacou a experiência adquirida nos testes com carros de Fórmula 1 e o desempenho apresentado nas categorias de acesso como fatores que o deixam em condições de disputar uma vaga no grid.
Câmara conquistou o título da Fórmula 3 em 2025 e subiu para a Fórmula 2 nesta temporada pela Invicta Racing. Antes disso, também havia sido campeão da Fórmula Regional Europeia.
O pernambucano integra a Ferrari Driver Academy e vem sendo preparado pela equipe italiana para uma possível chegada à principal categoria do automobilismo.
OCON DEIXA A HAAS APÓS DUAS TEMPORADAS
Esteban Ocon chegou à Haas em 2025, depois de deixar a Alpine, e formou dupla com Oliver Bearman durante duas temporadas.
A equipe agradeceu ao francês pela contribuição no período e destacou sua participação no desenvolvimento do carro em meio às mudanças de regulamento da Fórmula 1. Ocon, por sua vez, afirmou que pretende continuar na categoria e busca alternativas para 2027.
A saída, no entanto, transforma em concreta uma vaga que vinha sendo acompanhada por Câmara ao longo dos últimos meses.
Caso seja escolhido, o pernambucano poderá formar dupla com Bearman e colocar o Brasil com dois pilotos no grid da Fórmula 1 em 2027, ao lado de Gabriel Bortoleto.
A Haas ainda não estabeleceu uma data para anunciar o substituto de Ocon.
George Russell venceu o Grande Prêmio do Azerbaijão de Fórmula 1, disputado neste sábado (26), no circuito urbano de Baku. O piloto da Mercedes largou da pole position e confirmou o bom desempenho apresentado durante todo o fim de semana para conquistar sua terceira vitória na temporada de 2026.
A definição, porém, aconteceu com pressão até os últimos metros. Max Verstappen terminou na segunda posição, apenas 0s196 atrás do britânico. Isack Hadjar colocou o segundo carro da Red Bull no pódio ao cruzar a linha de chegada em terceiro, 10s704 depois do vencedor.
Russell completou as 51 voltas em 1h38min02s143. O resultado coroou um fim de semana de domínio do piloto da Mercedes, que também havia liderado os dois primeiros treinos livres e conquistado a pole com uma volta de 1min42s526, abrindo 0s837 sobre Charles Leclerc na classificação.
FERRARI FICA FORA DO PÓDIO
Charles Leclerc terminou na quarta colocação, seguido pelo líder do campeonato, Kimi Antonelli, que conseguiu se recuperar após largar fora do top-10 em razão do acidente sofrido no Q1 da classificação.
Lewis Hamilton foi o sexto colocado. Arvid Lindblad terminou em sétimo, seguido por Esteban Ocon e Oliver Bearman. Carlos Sainz fechou a zona de pontuação na décima posição.
Entre os pilotos que deixaram a prova sem pontuar estão Oscar Piastri, 14º colocado, e Lando Norris, que abandonou após 35 voltas. Fernando Alonso, Alexander Albon, Pierre Gasly, Franco Colapinto e Lance Stroll também não completaram a corrida.
BORTOLETO TERMINA EM 13º
Único brasileiro no grid da Fórmula 1, Gabriel Bortoleto terminou o GP do Azerbaijão na 13ª posição.
O piloto da Audi completou as 51 voltas, mas ficou fora da zona de pontuação. Bortoleto permanece com 10 pontos no Mundial e ocupa a 14ª colocação entre os pilotos.
RUSSELL REDUZ DISTÂNCIA PARA ANTONELLI
A vitória também permitiu a Russell diminuir a diferença para Kimi Antonelli na disputa pelo título.
O italiano segue na liderança do campeonato, agora com 302 pontos. Russell aparece em segundo, com 236, reduzindo a distância para 66 pontos. Lewis Hamilton é o terceiro colocado, com 199, enquanto Lando Norris soma 186.
A vitória em Baku foi a terceira de Russell em 2026. O britânico já havia vencido os Grandes Prêmios da Austrália e da Áustria.
A Fórmula 1 retorna no próximo fim de semana para a 16ª etapa da temporada, entre os dias 2 e 4 de outubro.
Top-10 do GP do Azerbaijão:
1. George Russell (Mercedes)
2. Max Verstappen (Red Bull)
3. Isack Hadjar (Red Bull)
4. Charles Leclerc (Ferrari)
5. Kimi Antonelli (Mercedes)
6. Lewis Hamilton (Ferrari)
7. Arvid Lindblad (Racing Bulls)
8. Esteban Ocon (Haas)
9. Oliver Bearman (Haas)
10. Carlos Sainz (Williams) Formula 1® - The Official F1® Website
O espanhol Carlos Sainz, da Williams, enfrentou um problema nos freios durante o primeiro treino livre para o Grande Prêmio do Azerbaijão, nesta quinta-feira (24). O piloto precisou retornar aos boxes depois que os freios traseiros de seu carro pegaram fogo, mas conseguiu voltar à pista posteriormente para completar a atividade.
O problema aconteceu cerca de 15 minutos após o início da sessão, em Baku. A Williams levou o carro de volta à garagem para realizar os reparos necessários antes de recolocar Sainz na pista. Assista:
Freios do carro de Carlos Sainz pegam fogo no TL1 do Azerbaijão
— BN Esportes (@bnesportes) September 24, 2026
?????@F1 pic.twitter.com/rfQc2Qzbgt
Mesmo com o contratempo, o espanhol conseguiu completar o treino e terminou a atividade na 12ª colocação, com 1min46s712. O companheiro de equipe, Alex Albon, ficou em 13º, com 1min46s824.
RUSSEL LIDERA PRIMEIRO TREINO
O mais rápido do TL1 foi George Russell, da Mercedes, com 1min45s387. O britânico ficou à frente de Max Verstappen, da Red Bull, e Charles Leclerc, da Ferrari.
Lewis Hamilton terminou em quarto, enquanto Kimi Antonelli, companheiro de Russell, fechou o top 5 mesmo tendo sua participação interrompida por um problema hidráulico.
A primeira sessão também teve outros incidentes. Oscar Piastri perdeu tempo nos boxes, Lando Norris teve problemas que limitaram sua participação e Nico Hülkenberg precisou abandonar o carro após uma parada na pista.
GP DO AZERBAIJÃO
A segunda sessão de treinos livres acontece ainda nesta quinta-feira, às 12h (de Brasília). O TL3 será realizado na sexta-feira, às 8h30, seguido pela classificação, ao meio-dia. A corrida está marcada para sábado, às 11h, no circuito de Baku.
Pela primeira vez na história, o GP do Azerbaijão, da Fórmula 1, será realizado em um sábado. A corrida teve sua data realocada para as dias 24 a 26 de setembro por conta de um feriado local, celebrado há seis anos no país. Esta mudança representa a 63ª vez em que uma prova é disputada no sábado, ao invés de como acontece tradicionalmente, no dia de domingo.
A mudança do cronograma ocorre em respeito ao An?m Günü (Dia da Memória), feriado nacional comemorado no domingo, dia 27 de setembro. A data relembra os militares mortos durante a Segunda Guerra do Alto Carabaque, luta que eclodiu entre Azerbaijão e a Armênia em 2020.
Devido às homenagens, a organização da prova e a Fórmula 1 decidiram antecipar a corrida. Com a alteração, as atividades no traçado azeri começam já nesta quinta-feira (24) com a disputa do primeiro treino livre a partir das 6h30 (horário de Brasília). A corrida, realizada no sábado, vai ter início às 8h.
Das 63 oportunidades em que a corrida da F1 foi disputada em um sábado ao invés do domingo, esta será a primeira em que acontece no Circuito Urbano de Bacu, no Azerbaijão. No entanto, isso já aconteceu com os GPs da Grã-Bretanha, Estados Unidos, as 500 Milhas de Indianápolis (que já contabilizaram pontos ao Mundial), Holanda, África do Sul, Canadá, Espanha, Arábia Saudita, Bahrein e Las Vegas.
Kimi Antonelli aproveitou uma combinação de estratégia perfeita da Mercedes e erro da McLaren para vencer, neste domingo (13), o Grande Prêmio da Espanha de Fórmula 1, disputado pela primeira vez no novo circuito de Madri. O italiano largou em segundo, assumiu a liderança após um período de Virtual Safety Car e cruzou a linha de chegada à frente de Max Verstappen e Lando Norris.
A vitória foi a oitava de Antonelli na temporada de 2026 e a segunda consecutiva, depois do triunfo no GP da Itália. Com o resultado, o piloto da Mercedes chegou a 292 pontos e ampliou para 81 a vantagem sobre George Russell, segundo colocado no campeonato.
Norris, que havia conquistado a pole position no sábado, parecia encaminhar a vitória durante a primeira parte da corrida. O britânico conseguiu manter Antonelli atrás na largada e abriu mais de seis segundos de vantagem antes do momento que mudou a prova.
VIRTUAL SAFETY CAR MUDA A CORRIDA
Na 14ª volta, Lance Stroll parou na pista com problemas de freios e provocou a entrada do Virtual Safety Car.
Antonelli, Verstappen e Russell aproveitaram imediatamente para fazer suas paradas nos boxes com perda reduzida de tempo. Norris, porém, já havia passado pela entrada do pit lane quando o VSC foi acionado e não conseguiu parar na mesma volta.
Quando a McLaren chamou o britânico aos boxes, duas voltas depois, a corrida já havia sido retomada em bandeira verde. Para piorar, a equipe demorou sete segundos na troca de pneus, fazendo com que Norris retornasse à pista em quinto.
Charles Leclerc assumiu provisoriamente a ponta ao permanecer na pista, mas ainda precisava realizar sua parada. O monegasco só entrou nos boxes na volta 48, deixando Antonelli definitivamente na liderança.
O italiano abriu vantagem na reta final e recebeu a bandeirada 4,2 segundos à frente de Verstappen. Norris completou o pódio, apenas 0,7 segundo atrás do holandês.
Antonelli reconheceu que as circunstâncias favoreceram sua vitória.
“É bom vencer, mas não parece tão bom porque acho que Lando merecia ganhar hoje”, afirmou o piloto.
HAMILTON ABANDONA E LECLERC TERMINA EM QUARTO
A Ferrari teve resultados distintos em Madri.
Charles Leclerc terminou na quarta colocação, depois de liderar por várias voltas enquanto aguardava uma eventual nova intervenção do Safety Car. A estratégia não funcionou e o monegasco precisou parar próximo do fim.
Lewis Hamilton, por outro lado, abandonou ainda na primeira parte da prova por problemas nos freios. O heptacampeão havia largado em quarto depois de ficar a menos de dois décimos da pole na classificação de sábado.
George Russell terminou em quinto, seguido por Liam Lawson, Franco Colapinto, Oscar Piastri, Arvid Lindblad e Nico Hülkenberg, que completaram a zona de pontuação.
BORTOLETO FICA FORA DOS PONTOS
O brasileiro Gabriel Bortoleto não conseguiu pontuar na estreia da Fórmula 1 no Madring.
O piloto da Audi largou em 12º e chegou a ocupar a oitava posição durante parte da corrida, participando de uma disputa envolvendo Colapinto, Piastri e Lindblad. Na reta final, porém, perdeu posições e terminou em 13º lugar.
Carlos Sainz, Sergio Pérez e Lance Stroll também abandonaram a prova, além de Hamilton.
ANTONELLI ABRE 81 PONTOS NO MUNDIAL
Após 14 etapas, Antonelli soma 292 pontos, contra 211 de Russell. A diferença equivale a mais de três vitórias em Grandes Prêmios e reforça a vantagem do italiano na disputa pelo primeiro título mundial da carreira.
A Fórmula 1 agora terá uma semana de intervalo antes de iniciar uma sequência de três corridas consecutivas. A próxima etapa será o Grande Prêmio do Azerbaijão, entre 24 e 26 de setembro, em Baku.
TOP 10 DO GP DA ESPANHA
Kimi Antonelli (Mercedes)
Max Verstappen (Red Bull)
Lando Norris (McLaren)
Charles Leclerc (Ferrari)
George Russell (Mercedes)
Liam Lawson (Red Bull)
Franco Colapinto (Alpine)
Oscar Piastri (McLaren)
Arvid Lindblad (Racing Bulls)
Nico Hülkenberg (Audi)
Quarenta e cinco anos depois, Madri volta a receber uma corrida de Fórmula 1 — desta vez em uma pista completamente nova. O Madring recebe nesta sexta-feira (11) os primeiros treinos livres do GP da Espanha, marcando a estreia oficial do circuito semipermanente no Mundial. A primeira atividade da F1 começa às 8h30, no horário de Brasília, enquanto o segundo treino está previsto para meio-dia.
O traçado foi construído nos arredores do centro de exposições IFEMA, próximo ao Aeroporto de Barajas, e combina vias públicas com trechos permanentes especialmente projetados para a Fórmula 1. São aproximadamente 5,4 km, 22 curvas e duas zonas de DRS. A prova de domingo terá 57 voltas, totalizando pouco mais de 308 km.

Foto: Divulgação
Embora outros carros já tenham percorrido o local — incluindo testes da Fórmula 3 e uma volta de apresentação realizada por Carlos Sainz —, sexta-feira será a primeira oportunidade para o atual grid da F1 experimentar o circuito em condições oficiais de um fim de semana de Grande Prêmio.
“LA MONUMENTAL” É DESTAQUE DO NOVO TRAÇADO
Entre as principais particularidades do Madring está a curva 12, batizada de “La Monumental”. O trecho possui aproximadamente 550 metros e inclinação de até 24%, tornando-se a curva inclinada mais longa do calendário atual. A expectativa é de que o ponto imponha uma das maiores cargas verticais sobre os pneus ao longo da temporada.
Como não existe histórico de corridas da categoria no circuito, pilotos e engenheiros dependeram principalmente de simuladores para preparar acertos iniciais.
Gabriel Bortoleto, Pierre Gasly e outros pilotos relataram dificuldades durante as sessões virtuais, principalmente por causa dos muros próximos, mudanças de elevação e curvas cegas. Charles Leclerc também indicou que as poucas oportunidades claras de ultrapassagem podem aumentar a importância da classificação de sábado.
Lewis Hamilton comparou algumas características do traçado às encontradas em Jedá, enquanto o primeiro setor é considerado bastante veloz. A segunda parte reúne curvas de média e baixa velocidade, antes de uma sequência de curvas de 90 graus no trecho final.
F1 VOLTA A MADRI APÓS 45 ANOS
A região de Madri não recebia uma etapa da Fórmula 1 desde 1981, quando o circuito de Jarama sediou sua última corrida do Mundial. O Madring se tornará o 78º circuito diferente a receber uma prova da categoria desde a criação do campeonato, em 1950.
O novo autódromo possui contrato de dez anos com a Fórmula 1. O GP deste fim de semana também fecha a passagem europeia da temporada de 2026.
ANTONELLI CHEGA COMO LÍDER
A estreia do Madring acontece em um momento de ampla vantagem de Kimi Antonelli na disputa pelo Mundial. O italiano da Mercedes chega à 14ª etapa da temporada com 66 pontos de frente para George Russell, seu companheiro de equipe, depois de vencer o GP da Itália.
Para o brasileiro Gabriel Bortoleto, a sexta-feira terá importância ainda maior. Sem referências reais do circuito em um carro de F1, as duas primeiras sessões serão fundamentais para conhecer os limites da pista e trabalhar no acerto para a classificação.
CONFIRA OS HORÁRIOS DO GP DA ESPANHA
Sexta-feira (11)
Treino livre 1: 8h30
Treino livre 2: 12h
Sábado (12)
Treino livre 3: 7h30
Classificação: 11h
Domingo (13)
Corrida: 10h
Os horários são de Brasília. Os treinos terão transmissão do sportv, Globoplay e F1 TV Pro, enquanto a corrida de domingo também será exibida pela TV Globo.
Andrea Kimi Antonelli fez história no Grande Prêmio (GP) da Itália de Fórmula 1 neste domingo (6). O piloto da Mercedes largou na 19ª colocação, ganhou 18 posições ao longo da corrida e venceu no Circuito de Monza, encerrando um jejum de 60 anos sem um piloto italiano no lugar mais alto do pódio da tradicional prova. Gabriel Bortoleto terminou a corrida na 11ª posição.
Tando largado no fim do grid, por conta de uma punição relacionada à troca de componentes do motor, Antonelli ganhou seis posições logo na largada. Uma interrupção ainda na terceira volta também ajudou o piloto a avançar no pelotão e entrar na zona de pontuação.
A partir daí, o italiano seguiu escalando posições até se aproximar da disputa pela liderança. A definição aconteceu a três voltas do fim, quando o jovem piloto ultrapassou o companheiro de Mercedes, George Russell, para assumir a primeira colocação. Russell terminou em segundo, enquanto Max Verstappen completou o pódio.
A corrida também teve um momento de tensão para os torcedores da Ferrari. Charles Leclerc bateu na Parabólica durante a prova, justamente no GP caseiro da escuderia.
Aos 20 anos, completados no fim de agosto, Antonelli se tornou o primeiro italiano a vencer o GP de Monza desde Ludovico Scarfiotti, em 1966. O piloto da Mercedes também estabeleceu um novo recorde na história da prova ao conquistar a vitória largando da posição mais distante do grid. O italiano superou a marca de Peter Gethin, que venceu em 1971 após largar em 11º.
BORTOLETO EM 11º
Tando largado em 10º, o representante brasileiro no grid, Gabriel Bortoleto terminou o GP da Itália na 11ª colocação. O piloto da Sauber não conseguiu entrar na zona de pontuação e ficou próximo de completar a prova entre os dez primeiros.
A Fórmula 1 retorna no próximo domingo (13), com a 14ª corrida da temporada com o GP da Espanha, no recém-inaugurado Circuito Madring.
Um dos símbolos mais reconhecidos da história da Fórmula 1 ganhou uma nova versão, mas feita de blocos. A Lego lançou um novo conjunto em homenagem a Ayrton Senna, com uma réplica do tradicional capacete amarelo usado pelo tricampeão mundial. O modelo possui 931 peças e já está em pré-venda no Brasil.
Batizado de LEGO Editions – Capacete do Ayrton Senna, o kit reproduz a pintura amarela com detalhes em verde e outros elementos inspirados no capacete utilizado pelo brasileiro ao longo da carreira.
O conjunto também acompanha uma minifigura de Senna, que veste uma camiseta com o personagem Senninha, criado pelo próprio piloto. A peça pode ser exposta ao lado de uma placa comemorativa e de um pequeno capacete.
Depois de montada, a réplica mede mais de 19 centímetros de altura, 13 cm de largura e 13 cm de profundidade. O produto é indicado para pessoas a partir dos 14 anos.

Foto: Divulgação / Lego
PRÉ-VENDA NO BRASIL
Na loja oficial da Lego no Brasil, o conjunto está disponível por R$ 799,99. Segundo a empresa, os pedidos feitos durante a pré-venda começarão a ser enviados a partir de 29 de setembro de 2026.
A homenagem não é a primeira parceria da Lego envolvendo o legado de Senna. A marca já havia lançado uma reprodução da McLaren MP4/4 de 1988, carro com o qual o brasileiro conquistou seu primeiro título mundial de Fórmula 1, acompanhada de uma minifigura do piloto.
Ayrton Senna conquistou os títulos mundiais de 1988, 1990 e 1991, além de 41 vitórias na Fórmula 1. Em julho deste ano, o brasileiro também foi reconhecido oficialmente como Herói da Pátria, com a inclusão de seu nome no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria.
O primeiro treino livre do Grande Prêmio da Itália de Fórmula 1, realizado nesta sexta-feira (4), em Monza, conta com quatro pilotos considerados novatos na categoria. Ayumu Iwasa, Colton Herta, Luke Browning e Paul Aron assumem os carros de titulares durante a primeira sessão do fim de semana.
A presença dos jovens pilotos faz parte da regra da Fórmula 1 que determina que as equipes ofereçam oportunidades a novatos em sessões de treinos livres ao longo da temporada. Para ser considerado novato nesse contexto, o piloto precisa ter disputado menos de duas corridas de Fórmula 1.
Pela Red Bull, o japonês Ayumu Iwasa ocupa o lugar de Max Verstappen no primeiro treino livre. É a segunda participação de Iwasa em uma sessão com a equipe nesta temporada. Ele também esteve no TL1 do GP da Espanha e já havia pilotado pela Racing Bulls no treino da etapa da Áustria.
Verstappen retorna ao RB22 para o segundo treino livre, marcado para as 11h (horário de Brasília). O holandês chega a Monza após abandonar o GP dos Países Baixos na primeira volta e admitiu que a Red Bull precisa manter expectativas realistas para a etapa italiana.
Na Cadillac, Colton Herta substitui Sergio Pérez. O norte-americano, que também disputa a temporada de Fórmula 2, realiza sua terceira participação em um treino livre pela equipe em 2026.
Luke Browning assume o Williams de Alexander Albon. O britânico é piloto reserva da equipe e volta a participar de uma sessão de TL1 nesta temporada.
Já Paul Aron ocupa o carro de Pierre Gasly na Alpine. O estoniano também já havia participado de treinos pela Audi e pela própria Alpine em 2026 e chega a Monza para sua quarta participação em uma sessão de primeiro treino livre no ano.
PROGRAMAÇÃO EM MONZA
O GP da Itália é a 13ª etapa da temporada 2026 da Fórmula 1. Após o primeiro treino livre, as equipes voltam à pista nesta sexta-feira para o TL2, às 11h.
O terceiro treino livre acontece no sábado (5), às 7h30, seguido pela classificação, às 11h. A corrida está marcada para domingo (6), às 10h, no tradicional circuito de Monza.
Anos após o acidente que afastou Michael Schumacher da vida pública, o piloto de helicóptero responsável pelo resgate do heptacampeão mundial de Fórmula 1 decidiu falar sobre o episódio. Yannick Dainese revelou detalhes das primeiras horas após a queda sofrida pelo ex-piloto durante férias em Méribel, nos Alpes franceses.
O acidente aconteceu em 29 de dezembro de 2013, enquanto Schumacher esquiava na estação francesa. Desde então, a família mantém rígido sigilo sobre o estado de saúde do alemão, que não aparece publicamente desde o ocorrido.
Na época, Dainese trabalhava para a SAF Hélicoptères, empresa especializada em resgates de emergência em regiões montanhosas. Ele estava de plantão quando recebeu o chamado para atender um acidente grave de esqui. Segundo relatou à revista espanhola Hola, a equipe só soube pouco antes da decolagem que a vítima era Schumacher.
"Enquanto nos preparávamos para sair, fomos informados de que se tratava de Michael Schumacher. Também recebemos instruções para retirar microfones e câmeras GoPro", contou.
O piloto afirmou que a área foi rapidamente isolada pelas pessoas que acompanhavam o ex-piloto, com o objetivo de evitar registros do acidente. Mesmo diante da fama mundial de Schumacher, Dainese disse que a equipe tentou conduzir o atendimento como qualquer outra ocorrência de emergência.
"Em situações como essa, cada um se fecha na própria bolha. Para nós, inicialmente, era apenas mais uma pessoa gravemente ferida. Mas, inconscientemente, a pressão existia porque eu sabia o quanto ele era admirado pelo mundo", afirmou.
O voo até o Hospital Universitário de Grenoble durou cerca de 25 minutos. Ao chegar, equipes médicas já aguardavam Schumacher para iniciar o atendimento emergencial.
Dainese contou que, naquele momento, ainda não tinha dimensão do impacto global do acidente. A percepção veio dias depois, quando voltou ao hospital para outra missão.
"Voltei ao hospital para outra missão e fiquei chocado. O que vi me chocou: havia tantos ônibus, bandeiras vermelhas e pessoas por toda parte que o terreno do hospital havia se transformado em um circuito de Fórmula 1", recordou.
O piloto também explicou por que evitou falar publicamente durante todos esses anos. Segundo ele, o silêncio foi uma escolha para não se envolver em problemas relacionados à exposição do caso.
"Não quis falar com a imprensa para evitar problemas. Além disso, eu não tenho os mesmos advogados da família Schumacher", brincou.
Após o acidente, Schumacher passou meses internado, incluindo um longo período em coma induzido. Posteriormente, recebeu alta hospitalar e passou a ser tratado em casa, sob cuidados médicos permanentes.
Desde então, a família divulga poucas informações sobre sua condição. O sigilo é mantido de forma rigorosa e voltou a ganhar destaque em 2024, quando três pessoas foram condenadas na Alemanha por tentar extorquir familiares do ex-piloto com a ameaça de divulgar imagens e vídeos privados produzidos após o acidente.
A entrevista de Dainese integra um projeto que reúne relatos de profissionais envolvidos no atendimento a Schumacher e traz novos detalhes sobre os bastidores das horas seguintes à queda que mudou a vida do heptacampeão.
A Fórmula 1 iniciou um novo ciclo de motores nesta temporada, mas a próxima grande virada técnica da categoria já está em discussão nos bastidores. A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) trabalha com a possibilidade de recolocar os motores V8 no grid até 2031 — e tenta antecipar esse retorno para 2030.
A informação foi dada por Mohammed ben Sulayem, presidente da FIA, em entrevista à Reuters antes do GP de Miami. Segundo o dirigente, o regulamento atual permite que a entidade implemente a mudança em 2031 sem depender de aprovação das fabricantes de unidades de potência. Para antecipar o processo em um ano, no entanto, será necessário apoio da maioria das montadoras envolvidas na Fórmula 1.
"Em 2031, a FIA terá o poder de implementar o V8, sem precisar de votação dos fabricantes de unidades de potência. Esse é o regulamento. Mas queremos antecipar em um ano, que é o que todos estão pedindo", disse o dirigente.
Desde 2014, a categoria utiliza motores híbridos V6 turbo, formados por um motor de combustão interna de seis cilindros e componentes elétricos. O modelo trouxe ganhos de eficiência e potência, mas também dividiu opiniões por causa do som e da complexidade do sistema, pontos frequentemente criticados por torcedores e pilotos.
O ciclo atual das unidades de potência está previsto para seguir até 2031. A antecipação para 2030, porém, depende do aval de ao menos quatro das seis fabricantes com direito a voto: Mercedes, Ferrari, Audi, Ford, Honda e General Motors.
Hoje, a Mercedes fornece motores para a própria equipe, McLaren, Williams e Alpine. A Ferrari também atende Haas e passará a fornecer à Cadillac em 2026. A Ford está vinculada ao projeto da Red Bull e da Racing Bulls, enquanto a Honda será parceira da Aston Martin. A General Motors deve assumir o fornecimento da Cadillac a partir de 2029.
O regulamento adotado neste ano aumentou o peso da parte elétrica na unidade de potência, deixando a divisão de desempenho próxima de 50% entre combustão e eletrificação. A ideia da Fórmula 1 foi reduzir custos, modernizar o pacote técnico e atrair novas fabricantes — objetivo alcançado com a entrada de Audi e Ford.
A implementação, no entanto, não ocorreu sem problemas. Nas primeiras etapas da temporada, equipes e pilotos relataram dificuldades relacionadas ao uso das baterias e à recuperação de energia. Uma das estratégias que ganhou destaque foi o chamado “superclipping”, quando o carro preserva carga elétrica mesmo com o acelerador pressionado no fim da reta.
Após reclamações dos pilotos, ajustes foram feitos nas regras para o restante da temporada. Mesmo assim, Ben Sulayem defende que o futuro da categoria deve passar por motores menos complexos, mais leves e com maior apelo sonoro.
"A missão será ter menos complicação, não como é agora", afirmou Ben Sulayem.
O dirigente também indicou que a proposta conta com apoio interno das equipes e reforçou que o retorno dos V8 será uma questão de tempo, mesmo que não aconteça já em 2030.
"Você tem o som, menor complexidade, leveza. Você vai ouvir sobre isso muito em breve, e vai ser com uma eletrificação muito, muito menor. Eu estou positivo, eles querem que isso aconteça. Mas vamos dizer que as montadoras não aprovem o motor (para 2030). No próximo ano, vai acontecer. Em 2031, estará feito de qualquer forma. Será feito. O V8 está chegando", completou.
Os motores V8 foram utilizados pela última vez na Fórmula 1 entre 2006 e 2013. Desde então, a categoria passou a apostar nas unidades híbridas V6, modelo que marcou a era moderna da competição.
O CEO da McLaren, Zak Brown, levantou questionamentos sobre a relação entre equipes na Fórmula 1. Durante uma rodada de imprensa realizada em Londres, na última quarta-feira (22), o dirigente alegou que existem vínculos financeiros afetando a competitividade e a estrutura do campeonato.
"Os times de F1 deveriam ser os mais independentes possíveis, porque acredito que existe um alto risco de comprometer a integridade de nosso esporte, que alejaria nossos fãs mais rapidamente do que qualquer outra coisa", declarou.
Sem citar diretamente equipes específicas, Brown mencionou modelos de cooperação e participação cruzada como pontos de atenção.
"Isso se aplica a todos, aos equipamentos 'AB', a qualquer copropriedade", afirmou.
O posicionamento ocorre em meio a informações de mercado que indicam possíveis negociações envolvendo a Alpine e a Mercedes-AMG, que poderiam resultar em mudanças na estrutura societária da equipe anglo-francesa. Questionado sobre o tema, Brown não comentou diretamente os casos.
O executivo já havia abordado o assunto anteriormente. Em 2024, ele apontou um episódio envolvendo a Racing Bulls, sugerindo que decisões em pista poderiam beneficiar equipes do mesmo grupo.
"Se falamos de aluguel, é certo que você pode maximizar esse aluguel quando dois equipamentos dependem do mesmo grupo. É um verdadeiro problema em termos de integridade do esporte... e um sério problema para sua equidade", disse.
Atualmente, a Mercedes-AMG fornece unidades de potência para diferentes equipes do grid, incluindo a própria McLaren, além de Williams e Alpine, o que reforça o debate sobre a relação entre construtores e clientes na categoria.
A amazona Gina Schumacher abordou publicamente o impacto do acidente sofrido por seu pai, Michael Schumacher, em dezembro de 2013. Em depoimento ao documentário Horsepower: The World of Gina Schumacher, da emissora alemã ZDF, a atleta detalhou como a colisão nos Alpes Franceses — que resultou em uma grave lesão cerebral para o heptacampeão de Fórmula 1 — influenciou sua trajetória pessoal e profissional.
Aos 29 anos, Gina relatou que a equitação se tornou sua principal atividade e mecanismo de superação após o ocorrido.
"Depois do acidente de papai, me dediquei completamente a isso porque precisava fazer alguma coisa. Os cavalos sempre foram importantes, mas desde então passaram a ser tudo. Não poderia viver sem eles. Me ajudaram a superar tudo", afirmou a atleta.
O documentário acompanha a rotina de Gina no hipismo e explora como a prática, que já fazia parte de sua vida antes de 2013, tornou-se o centro de sua carreira. A produção apresenta bastidores da relação familiar e o incentivo recebido de seus pais para ingressar no esporte.
"Estou agradecida por poder fazer isso, porque não é algo garantido. Meus pais tornaram isso possível. Por isso sempre foi importante trabalhar duro e fazer o melhor possível", destacou Gina.
Michael Schumacher segue em recuperação em sua residência na Suíça sob sigilo familiar absoluto desde o acidente de esqui há mais de uma década. Além de Gina, o ex-piloto é pai de Mick Schumacher, que atua no automobilismo.
O documentário da ZDF tem estreia prevista para o dia 17 de abril, focando na evolução de Gina Schumacher como atleta e nos reflexos do acidente na rotina da família ao longo dos últimos anos.
O brasileiro Gabriel Bortoleto encerrou o Grande Prêmio do Japão sem pontuar ao finalizar a corrida na 13ª colocação. O resultado amplia a sequência negativa do piloto, que ainda não marcou pontos desde o Grande Prêmio da Austrália.
A prova disputada em Suzuka evidenciou limitações do carro da Audi, especialmente no desempenho em retas. Apesar de apresentar bom comportamento nas curvas, o modelo R26 mostrou déficit de potência, o que dificultou disputas diretas e tornou o piloto vulnerável a ultrapassagens.
Durante a corrida, um diálogo por rádio expôs a insatisfação do brasileiro. Após orientação do engenheiro para considerar as restrições de potência do carro, Bortoleto respondeu de forma irônica: "Eu acho que percebi isso há umas 50 voltas".
Na entrevista após a prova, o piloto comentou as dificuldades enfrentadas pela equipe ao longo da temporada.
"Isso já vem desde a Austrália, foi de três, quatro posições lá. Na China eu não larguei, mas o Nico largou e perdeu todas as posições. A gente sofre bastante com largada, é algo que a gente estava tentando ajustar, mas tem sido complicado. Mas isso faz parte, não tem o que fazer. A gente sabe dos problemas que a gente tem e estamos trabalhando para solucionar eles", afirmou.
A Audi segue investigando as causas do baixo rendimento, sobretudo nas retas, e avalia ajustes para as próximas etapas. A Fórmula 1 terá uma pausa de cerca de um mês antes da próxima corrida, período em que a equipe pretende avançar no desenvolvimento do carro.
Andrea Kimi Antonelli venceu o Grande Prêmio do Japão de Fórmula 1, disputado na madrugada deste domingo (29), após se beneficiar de uma estratégia eficiente da Mercedes. O italiano perdeu a liderança logo na largada para Oscar Piastri, mas conseguiu se recuperar ao longo da corrida e garantiu o triunfo. Com o resultado, assumiu pela primeira vez a ponta do campeonato mundial. Charles Leclerc completou o pódio, enquanto o brasileiro Gabriel Bortoleto terminou na 13ª colocação.
Bortoleto, que largou em nono, teve um início de prova difícil e caiu para 15º. Mesmo enfrentando problemas de aderência, conseguiu ultrapassar Oliver Bearman e voltou ao grupo dos dez primeiros favorecido pela janela de pit stops dos adversários. A estratégia de trocar pneus sob bandeira amarela, na volta 22, chegou a mantê-lo em posição de pontuação, mas ele acabou superado por Esteban Ocon e Isack Hadjar na parte final da corrida, encerrando fora do top 10.
Com a vitória, Antonelli também ganhou vantagem interna na equipe Mercedes. Antes da corrida, ele estava quatro pontos atrás de George Russell e agora abriu nove de frente sobre o companheiro. Aos 18 anos, sete meses e 12 dias, tornou-se o piloto mais jovem a liderar o campeonato mundial de Fórmula 1, superando o recorde que pertencia a Lewis Hamilton desde 2007.
Este foi o segundo triunfo consecutivo do jovem italiano na categoria. A primeira vitória havia sido conquistada na etapa da China, duas semanas atrás. Após cair para a sexta posição nas voltas iniciais, surpreendido pelo ritmo da McLaren de Piastri, Antonelli se beneficiou do adiamento de seu pit stop e da entrada do safety car para retomar a liderança, administrando a vantagem até a bandeirada final.
A Fórmula 1 agora terá uma pausa de um mês no calendário, em razão de cancelamentos provocados pelo conflito envolvendo Estados Unidos, Irã e Israel. A competição será retomada no dia 3 de maio, com a disputa do Grande Prêmio de Miami, no Circuito Internacional de Miami, válido como a quarta etapa da temporada.
O italiano Andrea Kimi Antonelli conquistou neste domingo sua primeira vitória na Formula 1 ao vencer o Grande Prêmio da China. O piloto da Mercedes-AMG Petronas Formula One Team largou na pole position, a mais precoce da história da categoria, e confirmou o favoritismo ao cruzar a linha de chegada à frente do companheiro de equipe George Russell. O terceiro lugar ficou com Lewis Hamilton, que conquistou seu primeiro pódio defendendo a Scuderia Ferrari.
A vitória encerra um jejum de quase duas décadas sem triunfos italianos na categoria. O último piloto do país a vencer uma corrida havia sido Giancarlo Fisichella, no Grande Prêmio da Malásia de 2006.
Com o resultado, Antonelli também entrou para a lista dos vencedores mais jovens da história da F1. Aos 19 anos e seis meses, ele superou a marca estabelecida por Sebastian Vettel, que venceu o Grande Prêmio da Itália de 2008 aos 21 anos e dois meses. O recorde absoluto segue com Max Verstappen, vencedor do Grande Prêmio da Espanha de 2016 aos 18 anos e sete meses.
O pódio também marcou o fim de uma sequência negativa para Hamilton. O britânico voltou ao top-3 após 27 corridas sem subir ao pódio. A última vez havia sido no Grande Prêmio de Las Vegas de 2024, quando terminou em segundo lugar ainda como piloto da Mercedes.
O brasileiro Gabriel Bortoleto não participou da prova. O carro apresentou problemas mecânicos antes da largada, impedindo sua participação no GP.
O britânico George Russell conquistou a pole position para a corrida Sprint do Grande Prêmio da China de 2026, realizada no Circuito Internacional de Xangai. O piloto da Mercedes registrou 1min31s520 na classificação disputada na madrugada desta sexta-feira (13).
A equipe alemã colocou dois carros nas primeiras posições do grid. Kimi Antonelli ficou em segundo lugar e garantiu a dobradinha da Mercedes. Lando Norris, da McLaren, largará em terceiro.
O brasileiro Gabriel Bortoleto não avançou à fase final da sessão e iniciará a corrida Sprint na 14ª posição.
Na primeira parte da classificação, Bortoleto teve dificuldades para acompanhar o ritmo dos concorrentes. O piloto marcou o 13º tempo e garantiu vaga na fase seguinte. No segmento intermediário, registrou a 12ª volta em sua primeira tentativa, mas acabou na zona de eliminação. Ao final da sessão, terminou com o 14º tempo e ficou fora do SQ3.
A posição conquistada por Russell marca sua primeira pole em corridas Sprint na Fórmula 1. O piloto vem de vitória no Grande Prêmio da Austrália de 2026, disputado na etapa anterior da temporada.
Durante a classificação, a Mercedes voltou a apresentar desempenho semelhante ao visto no treino livre, com Russell e Antonelli nas primeiras posições. A Ferrari também manteve presença entre os primeiros colocados ao longo das sessões, enquanto a McLaren completou o grupo que disputou as primeiras posições do grid.
Na parte final do grid ficaram equipes que enfrentaram problemas ao longo das primeiras atividades do fim de semana. Entre elas estão Williams, Aston Martin e Cadillac. A equipe norte-americana não participou da sessão com o mexicano Sergio Pérez após um problema no sistema de combustível do carro.
Na primeira fase da classificação, os pilotos utilizaram pneus médios obrigatórios. Lewis Hamilton chegou a liderar a sessão com vantagem sobre Charles Leclerc e Isack Hadjar. Russell assumiu a liderança ao registrar volta mais rápida e abriu vantagem sobre o piloto da Ferrari. Antonelli também apareceu entre os primeiros colocados.
Nos minutos finais, Hamilton conseguiu reduzir a diferença para Russell, ficando próximo do tempo do britânico.
Na fase intermediária, Pierre Gasly registrou a melhor volta inicial, antes de ser superado por Max Verstappen. Leclerc assumiu a liderança ao abrir vantagem sobre o piloto da Red Bull Racing. Em seguida, Antonelli superou o tempo do monegasco e foi ultrapassado por Russell, que abriu três décimos de vantagem.
Perto da bandeirada, Antonelli reduziu a diferença para o companheiro de equipe para apenas 0s050.
Na fase final da classificação, Russell confirmou o desempenho da Mercedes e garantiu a pole. Antonelli ficou em segundo. A McLaren liberou seus carros para uma única tentativa no fim da sessão. Norris registrou o terceiro tempo e superou Hamilton por 0s020, enquanto Oscar Piastri terminou na quinta posição.
A corrida Sprint do Grande Prêmio da China de 2026 será disputada neste sábado (14) no circuito de Xangai e distribuirá pontos aos oito primeiros colocados. Russell largará na primeira posição e tentará ampliar a sequência de resultados no início da temporada da Fórmula 1.
Confira abaixo o grid para a corrida deste sábado:


O piloto George Russell venceu neste domingo (8) o Grande Prêmio da Austrália de 2026, etapa de abertura da Fórmula 1, disputada no Circuito de Albert Park, em Melbourne. O britânico largou na pole position, perdeu a liderança na largada, recuperou a posição durante a prova e recebeu a bandeirada em primeiro lugar.
A equipe Mercedes completou a dobradinha com Andrea Kimi Antonelli na segunda posição. O terceiro lugar ficou com Charles Leclerc, da Ferrari. O brasileiro Gabriel Bortoleto terminou em nono e marcou os primeiros pontos da Audi na categoria.
Russell perdeu a liderança logo após a largada para Leclerc, que saiu da quarta posição e assumiu o primeiro lugar. O britânico voltou à ponta depois de uma parada estratégica da Mercedes durante a primeira bandeira amarela e manteve vantagem até o final. O companheiro de equipe Antonelli permaneceu próximo dos líderes e garantiu o segundo lugar.
"Estou me sentindo incrível. Foi uma luta e tanto no início", disse Russell.
Ele completou: "Sabíamos que seria um desafio. Entrei no grid e vi o nível da minha bateria — não tinha nada no tanque! Fiz uma largada ruim e, obviamente, houve algumas disputas muito acirradas com Charles. Tínhamos a suspeita de que seria um efeito ioiô e, assim que um de nós assumisse a liderança, seria impossível mantê-la."
Leclerc terminou em terceiro e seu companheiro de equipe, Lewis Hamilton, cruzou a linha de chegada em quarto lugar. No pelotão intermediário, Lando Norris e Max Verstappen disputaram posição nas voltas finais. O piloto da McLaren manteve a quinta colocação, enquanto o tetracampeão da Red Bull Racing terminou em sexto após largar na 20ª posição.
Bortoleto iniciou a corrida em nono lugar após o abandono de Oscar Piastri antes da largada. O piloto australiano bateu o carro na volta de reconhecimento e não participou da prova. Durante a corrida, o brasileiro realizou ultrapassagens e manteve o ritmo para permanecer entre os dez primeiros. Após a prova, Gabriel analisou o resultado:
"Nono pela primeira corrida de Audi é uma coisa que eu assinaria embaixo se tivessem me falado no começo do ano. É incrível pontuar na primeira etapa. Com tanta coisa para a gente melhorar... dentro da equipe, a gente sabe que tem muita coisa básica para ser arrumada, mas começar assim é incrível", disse à TV Globo logo após a prova
A corrida teve duas entradas de safety car virtual. A Audi adotou estratégia de duas paradas para Bortoleto. Apenas ele, Norris e Verstappen utilizaram esse plano entre os dez primeiros colocados. O companheiro de equipe do brasileiro, Nico Hülkenberg, não largou após a equipe identificar um problema de telemetria no carro número 27.
A próxima etapa do campeonato será o Grande Prêmio da China de 2026, marcado para o dia 15 de março no Circuito Internacional de Xangai, em Xangai.
A temporada de 2026 da Fórmula 1 conta com 24 corridas e tem encerramento previsto para 6 de dezembro no Grande Prêmio de Abu Dhabi, disputado no Circuito de Yas Marina. Entre as novidades, o campeonato também marca a estreia da Audi como equipe oficial, dando lugar à antiga Kick Sauber, e a entrada da Cadillac no grid.
Os treinos livres para o GP da Austrália, etapa de abertura da temporada 2026 da Fórmula 1, serão disputados nesta sexta-feira (6) no circuito de Albert Park, em Melbourne. Antes mesmo de ir à pista, porém, o brasileiro Gabriel Bortoleto foi destaque fora do autódromo ao atrair grande público em um evento promocional com patrocinadores. A informação foi veiculada inicialmente pelo site ge.globo.
O piloto da Audi participou de uma ação em um centro comercial da cidade e foi cercado por centenas de fãs em busca de fotos e autógrafos. A maioria dos presentes era de australianos, mas o evento também contou com forte presença da comunidade brasileira residente no país.
Durante o encontro, Bortoleto falou sobre o momento da carreira e o início de sua trajetória com a nova equipe.
“Estou muito feliz de ver o carinho de todos vocês. Vou começar meu segundo ano na F1, iniciando a jornada com a Audi, e temos tudo para conquistar muitas coisas no futuro”, afirmou.
O piloto evitou projeções sobre resultados imediatos, mas destacou o significado de integrar um projeto que está começando na categoria.
“Estamos em um time que está iniciando sua trajetória, mas uma marca como a Audi tem muita história e tenho honra de fazer parte dela. Ainda é cedo para dizer que vamos ter um carro para brigar pela vitória, mas vamos lutar para ser competitivos o mais breve possível”, declarou.
Entre o público, brasileiros chamaram a atenção do piloto com bandeiras do país, camisas de clubes como o São Paulo e gritos de “sou de Osasco”, em referência à cidade onde Bortoleto viveu nos primeiros anos de vida.
A Federação Internacional do Automobilismo (FIA) emitiu um comunicado oficial nesta segunda-feira (2) sobre a escalada de tensões no Oriente Médio. A entidade acompanha os efeitos dos ataques realizados pelos Estados Unidos e Israel contra o Irã, iniciados no último sábado, que somam 555 mortes no terceiro dia de confrontos.
O cenário de instabilidade ocorre na semana de abertura da temporada 2026 da Fórmula 1, marcada para o dia 8 de março, e afeta o planejamento do Mundial de Endurance (WEC), previsto para começar no dia 28.
O presidente da FIA, Mohammed ben Sulayem, manifestou preocupação com a segurança de profissionais e civis na região. Leia a nota abaixo na íntegra:
"Como presidente da FIA, meus pensamentos estão com todos os afetados pelos recentes acontecimentos no Oriente Médio. Estamos profundamente entristecidos com a perda de vidas e nos solidarizamos com as famílias e comunidades impactadas. Neste momento de incerteza, esperamos por calma, segurança e um rápido retorno à estabilidade. O diálogo e a proteção dos civis devem permanecer como prioridades. Estamos em contato próximo com nossos Clubes-membros, promotores dos campeonatos, equipes e colegas no local enquanto monitoramos os desdobramentos com cuidado e responsabilidade. A segurança e o bem-estar guiarão nossas decisões enquanto avaliamos os próximos eventos programados na região para o Campeonato Mundial de Endurance da FIA e o Campeonato Mundial de Fórmula 1 da FIA. Nossa organização é construída sobre unidade e propósito compartilhado. Essa unidade importa agora mais do que nunca."
A crise atingiu os centros de conexão aérea no Catar e nos Emirados Árabes Unidos, utilizados como rota para a Oceania e Ásia. Relatos apontam que mil profissionais da Fórmula 1 enfrentam dificuldades de deslocamento após retaliações iranianas em Doha, Dubai e Abu Dhabi. O aeroporto de Abu Dhabi registrou uma morte e sete feridos após um ataque de drones, enquanto um míssil atingiu uma base da Marinha dos Estados Unidos situada a 30 quilômetros do Circuito de Sakhir, no Bahrein. O episódio provocou o cancelamento de testes de pneus que seriam realizados pelas equipes McLaren e Mercedes.
Apesar da proximidade das provas no Bahrein e na Arábia Saudita, agendadas para os dias 12 e 19 de abril, a organização da Fórmula 1 mantém as etapas no calendário. De acordo com informações do jornal inglês The Guardian, a logística para o Grande Prêmio da Austrália foi preservada porque os 22 carros e os equipamentos das equipes foram enviados para Melbourne logo após o encerramento da pré-temporada, em fevereiro. O material já se encontra no Circuito Albert Park para a corrida de abertura deste fim de semana.
Os organizadores da etapa australiana confirmaram a realização do evento, mas a categoria trabalha com estratégias de reserva caso a segurança no Golfo Pérsico piore nas próximas semanas. A imprensa britânica indica que a Fórmula 1 possui planos de contingência para alterar rotas ou datas se houver necessidade de proteger o pessoal envolvido nas operações. O monitoramento da FIA e das autoridades locais continuará de forma ininterrupta até a normalização das condições de voo e trânsito na região.
Após a prova na Austrália, o mundial segue para o Bahrein em 12 de abril e para a Arábia Saudita no dia 19. A FIA ressalta que a prioridade das decisões será o bem-estar dos integrantes do campeonato, enquanto as equipes aguardam definições sobre as escalas de voo para os próximos destinos do calendário de 2026.
O clima nos testes de pré-temporada da Fórmula 1, no Bahrein, subiu de temperatura nesta quinta-feira (19). O chefe da equipe Mercedes, Toto Wolff, reagiu às recentes suspeitas de irregularidades técnicas que pairam sobre os novos motores da escuderia para 2026. Em coletiva, o dirigente austríaco chegou a comparar o nível das acusações ao escândalo de Jeffrey Epstein.
As especulações indicam que rivais estariam questionando a legalidade da relação de compressão das unidades de potência alemãs, além de supostas pendências na homologação do combustível fornecido pela Petronas.
Visivelmente incomodado com o que chamou de "histórias inventadas", Wolff utilizou uma comparação para desqualificar os rumores. Sob risos da imprensa presente no circuito de Sakhir, ele sugeriu que a próxima acusação poderia ser de cunho pessoal e igualmente absurda.
"Amanhã talvez inventem outra coisa, não sei: apareci nos papéis de Epstein!, vai saber o quê! Outra coisa absurda!", disparou o mandatário, referindo-se ao financista americano envolvido em uma rede de tráfico sexual que atingiu figuras da elite global.
O centro da disputa técnica envolve o novo regulamento de motores, que agora equilibra a potência em 50% térmica e 50% elétrica. Concorrentes suspeitam que a Mercedes teria encontrado uma brecha na medição da taxa de compressão para obter vantagem de potência.
Wolff, no entanto, foi enfático ao negar qualquer desvio nas normas da Federação Internacional de Automobilismo (FIA).
"Disseram que a relação de compressão (do motor) era algo ilegal, isso são bobagens, uma absoluta barbaridade", declarou o dirigente da Mercedes-AMG Petronas.
Outro ponto de desgaste é o combustível. Informações de bastidores sugerem que o produto da petroleira malaia Petronas ainda não teria recebido o selo de homologação necessário para o Grande Prêmio da Austrália, em 8 de março. Wolff também rechaçou a tese.
"Depois inventam uma história segundo a qual nosso combustível seria ilegal, não sei de onde isso saiu, mas começa a circular", prosseguiu.
A situação é acompanhada de perto por McLaren, Alpine e Williams, equipes que também utilizam os motores Mercedes nesta temporada. Qualquer sanção ou necessidade de readequação técnica teria um efeito cascata em quase um terço do grid.
Apesar das declarações ácidas de Wolff, o paddock aguarda os relatórios oficiais da FIA. A expectativa é que, até a abertura oficial da temporada em Melbourne, todos os componentes técnicos e químicos passem pelo rigoroso processo de certificação da entidade máxima do esporte.
A entrada da Audi na Fórmula 1 começou com um diagnóstico claro: há muito a corrigir antes do primeiro Grande Prêmio da história da equipe, em março de 2026. Após os testes iniciais realizados em Barcelona, o comando do projeto reconhece que o carro ainda está distante do estágio ideal, embora enxergue o momento como parte natural da construção de uma nova estrutura dentro da categoria.
Responsável por liderar a operação da montadora alemã, Mattia Binotto avaliou nesta semana que os dados coletados revelaram uma quantidade atípica de pontos a serem ajustados, envolvendo desde o desenho do carro até falhas operacionais. Mesmo assim, o italiano destacou o engajamento interno e a resposta do time diante dos problemas identificados.
"É muito trabalho para toda a equipe, para os pilotos, engenheiros, arrumar todos os problemas: desenho, operacionais, qualquer coisa que a gente tenha visto. Então é conosco, vamos fazer tudo o que for possível. Todos os detalhes precisam ser gerenciados e arrumados, então temos uma lista muito longa. Uma lista muito, muito longa. Eu nunca vi uma lista tão longa", afirmou.
"Mas eu acho que isso é ótimo, porque a equipe está realmente comprometida, querendo evoluir e chegar ao Bahrein em melhor forma", completou.
O início das atividades em pista evidenciou os desafios de confiabilidade do projeto. No primeiro dia, Gabriel Bortoleto teve sua programação interrompida após completar apenas 27 voltas, consequência de uma falha técnica no R26.
No dia seguinte, foi a vez de Nico Hulkenberg assumir o comando do carro. O alemão conseguiu ampliar o número de giros, fechando 68 voltas, mas também enfrentou contratempos que limitaram o desempenho geral da equipe ao longo da sessão.
A melhora veio apenas na última etapa dos testes, quando a Audi conseguiu cumprir um plano mais robusto de trabalho. Na sexta-feira, Bortoleto e Hulkenberg dividiram o carro e completaram juntos 145 voltas, resultado considerado importante para a coleta de dados e para a validação de soluções implementadas ao longo da semana.
Apesar do histórico recente de falhas, Binotto reforçou que o desempenho está alinhado com o estágio atual do programa, especialmente por envolver um carro desenvolvido sob um novo regulamento técnico e com motor próprio, dois fatores que ampliam a margem para imprevistos.
"Sabemos que há muitas coisas para nós construirmos, muito para crescer. Esses três dias na pista foram muito importantes. Acho que estamos indo bem para o ponto em que estamos na nossa jornada. A confiabilidade é sempre muito crítica, mas tivemos vários problemas. Pequenos problemas, não são dramáticos, e acho que há muita coisa positiva para o futuro", avaliou.
A Audi fará sua estreia oficial na Fórmula 1 após a aquisição da Sauber e seguirá com o cronograma de desenvolvimento nas próximas semanas. Os próximos testes estão marcados para o Bahrein, em duas etapas: de 11 a 13 e de 18 a 20, que devem servir como termômetro mais preciso da evolução do projeto.
A Globo definiu um dos principais nomes para liderar sua cobertura da Fórmula 1 a partir de 2026. A emissora anunciou a contratação de Mariana Becker, que retorna ao grupo após passagem pela Band e assumirá uma função inédita em sua carreira: a de comentarista com atuação direta nos autódromos.
Conhecida por décadas de atuação como repórter de pista, Mariana seguirá acompanhando as corridas presencialmente, mas agora integrada ao time de comentários das transmissões. O novo formato faz parte da estratégia editorial da Globo para marcar o retorno da categoria à programação regular da emissora.
Segundo informações divulgadas pela empresa, a jornalista estará presente em todas as 15 etapas que terão exibição na TV Globo, além de participar de outras seis corridas transmitidas exclusivamente pelo sportv. A opção por mantê-la viajando com o circo da Fórmula 1 foi considerada essencial para preservar o acesso direto às informações e aos bastidores do campeonato.
Ao falar sobre a mudança de função, Mariana destacou que a experiência representa um desafio inédito ao longo de mais de duas décadas de cobertura da categoria.
"Essa função vai ser nova para quem está vendo mas, principalmente, nova para mim. É algo que eu nunca fiz, mas que vai ser um tipo de comentarista diferente, porque eu fiz questão de estar in loco, perto da notícia, dos pilotos, de onde as coisas acontecem, para que o meu olhar continue sendo aquele com a notícia muito pura", afirmou.
Mariana Becker iniciou sua trajetória no Grupo Globo em 1995 e construiu ali a maior parte da carreira, permanecendo por cerca de 25 anos na emissora. Sobre o retorno, a jornalista ressaltou o simbolismo do reencontro com o local onde deu os primeiros passos no jornalismo televisivo.
"Estou de volta para casa onde eu aprendi a fazer jornalismo de televisão, onde eu comecei a minha carreira, então vai ser interessante rever velhos amigos e conhecer como tudo está sendo feito agora", declarou.
A equipe escalada para as transmissões da Fórmula 1 em 2026 terá, na TV aberta, Everaldo Marques na narração e Luciano Burti nos comentários, com Mariana Becker atuando nos boxes e paddocks. No sportv, o comando será de Bruno Fonseca, acompanhado por Felipe Giaffone, Christian Fittipaldi e Rafael Lopes. A cobertura nos autódromos contará ainda com os repórteres Julia Guimarães, Guilherme Pereira e Marcelo Courrege.
A temporada de transmissões começa com os testes de pré-temporada no Bahrein, programados para 11 de fevereiro de 2026. Já a primeira corrida do campeonato acontece no dia 8 de março, com o Grande Prêmio da Austrália, que terá exibição simultânea na TV Globo e no sportv.
Cinco anos depois do acidente que marcou sua despedida da Fórmula 1, Romain Grosjean voltou a ter contato com o capacete utilizado no Grande Prêmio do Bahrein de 2020. O reencontro foi compartilhado pelo piloto franco-suíço nas redes sociais e serviu como momento de reflexão sobre o episódio e os avanços na segurança da categoria.
O acidente aconteceu ainda na primeira volta da corrida, disputada no circuito de Sakhir. Após um toque com o russo Daniil Kvyat, Grosjean perdeu o controle do carro da Haas, atingiu as barreiras a alta velocidade, teve o chassi dividido em duas partes e ficou envolto em chamas. O impacto foi estimado em cerca de 67G. Relembre:
Acidente assustador do Grosjean, mas graças a Deus tá tudo bem com o piloto. pic.twitter.com/UjnvJMgThs
— Turnover Sports (@SportsTurnover) November 29, 2020
Preso aos destroços por aproximadamente 28 segundos, o piloto conseguiu sair do carro pelos próprios meios, em uma das cenas mais impressionantes da história recente da Fórmula 1. Grosjean sofreu queimaduras nas mãos e nos tornozelos, que exigiram intervenção cirúrgica, mas não teve sequelas graves.
Além do capacete, Grosjean destacou a importância do Halo, sistema de proteção introduzido na Fórmula 1 em 2018. O dispositivo foi considerado determinante para preservar a integridade física do piloto ao proteger a cabeça em impactos frontais e laterais.
"Cinco anos depois de 29 de novembro de 2020, reencontrei meu capacete de corrida", escreveu Grosjean. Segundo o ex-piloto, o momento também teve caráter educativo, especialmente para os filhos, interessados em compreender como os equipamentos de segurança atuaram durante o incêndio.
Grosjean agradeceu publicamente às fabricantes Bell Racing e Alpinestars, responsáveis pelos equipamentos utilizados no dia do acidente. "Isso me lembra o quanto devemos aproveitar cada dia da nossa vida", afirmou.
Após deixar a Fórmula 1 ao fim da temporada de 2020, Grosjean se recuperou totalmente e iniciou uma nova fase da carreira na IndyCar Series, a partir de 2021. Em setembro de 2025, ele voltou a pilotar um carro de Fórmula 1 durante testes promovidos pela Haas no circuito de Mugello, na Itália, em uma participação simbólica desde o grave acidente.
Max Verstappen afirmou que acompanhou com incômodo o desempenho de Lewis Hamilton em sua primeira temporada pela Ferrari. Apesar da rivalidade esportiva entre os dois, o piloto da Red Bull disse não ter gostado de ver o heptacampeão enfrentar dificuldades ao longo do campeonato de 2025.
Hamilton encerrou a temporada na sexta colocação do Mundial de Pilotos e não subiu ao pódio em nenhuma das provas. Foi a primeira vez que o britânico terminou um campeonato completo da Fórmula 1 sem figurar entre os três primeiros colocados em uma corrida. A única vitória no ano ocorreu na sprint do Grande Prêmio da China, resultado que não entra nas estatísticas oficiais da categoria.
Em entrevista ao canal Viaplay, concedida nesta semana, Verstappen comentou que a fase de Hamilton foi perceptível durante as corridas.
"Não foi uma boa temporada para ele. Dá para notar isso em vários detalhes, inclusive nas conversas pelo rádio. Para mim, sinceramente, também não é algo bom de ver", afirmou.
Durante o ano, surgiram especulações sobre uma possível aposentadoria de Hamilton, que foram rebatidas pelo próprio piloto da Ferrari. Verstappen disse não acreditar que o britânico pense em deixar a Fórmula 1 no momento.
"Não sei se ele vai se aposentar, mas não acho que vá desistir. Ele certamente vai continuar", declarou.
Aos 40 anos, Hamilton é o segundo piloto mais velho do grid atual, atrás apenas de Fernando Alonso, que tem 44. Verstappen avaliou que o desgaste físico tende a pesar mais com o avanço da idade, especialmente diante das exigências dos carros atuais.
"O desconforto físico aumenta. Esses carros não são fáceis de pilotar e, quando você fica mais velho, o corpo sente mais. Ombros, costas e pescoço exigem mais cuidado e preparação", explicou.
O tetracampeão também apontou que a competitividade do equipamento influencia diretamente a motivação de pilotos experientes. Como exemplo, citou Alonso, que passou a disputar posições intermediárias após a queda de rendimento da Aston Martin.
"Quando você já ganhou títulos e começa a lutar apenas pelo décimo lugar, isso muda a forma como você encara a situação. Se o carro permite brigar na frente, como aconteceu em alguns momentos com o Fernando, a motivação aparece de novo", concluiu.
Verstappen tem contrato com a Red Bull até 2028, mas já declarou em outras ocasiões que não sabe se pretende permanecer na Fórmula 1 por tanto tempo quanto alguns dos pilotos mais experientes do grid.
A Federação Internacional do Automobilismo (FIA) encerrou, nesta quarta-feira (10), a última reunião do Conselho Mundial de Esporte a Motor de 2025, realizada em Tasquete, no Usbequistão. O encontro marcou a aprovação final do conjunto de regulamentos da Fórmula 1 para 2026 e trouxe atualizações sobre treinos, pré-temporada e procedimentos esportivos da categoria.
Entre as mudanças validadas, está o retorno ao formato tradicional de pré-temporada a partir de 2027. Após um período em que a quantidade de testes variou — chegando a duas rodadas com oito dias em 2022 —, a F1 deve manter em 2026 três semanas de atividades para adaptação das equipes aos novos carros e motores. No ano seguinte, porém, o modelo voltará a ter uma única rodada.
Os fins de semana que incluem corrida sprint também sofreram ajustes. A sessão de treino livre, que normalmente tem 60 minutos, poderá ser estendida em 2026 se for interrompida por bandeira vermelha. As demais etapas do formato — classificação sprint, sprint race, classificação oficial e corrida principal — permanecem inalteradas.
A FIA informou ainda a criação de um novo capítulo dentro do conjunto de regras da categoria, denominado Provisões Regulatórias Gerais, com a função de padronizar princípios comuns entre os regulamentos esportivo, técnico, financeiro e operacional. A intenção é evitar sobreposições e inconsistências entre os documentos.
Outra decisão aprovada foi o aumento temporário do limite de profissionais operacionais autorizados a trabalhar pelas equipes durante os fins de semana de Grande Prêmio. O número passará para 60 integrantes, medida considerada necessária para lidar com as demandas da nova geração de carros prevista para 2026.
A entidade também simplificou procedimentos de interrupção e reinício de provas. Nas classificações sprint, ficará mantida a limitação de pneus de pista seca, mesmo com presença de chuva. Carros utilizados em testes de pneus terão especificações revisadas para atender às exigências técnicas do futuro regulamento.
O pacote aprovado inclui ainda atualizações na carroceria ajustável acionada pelos pilotos e ajustes nas regras das unidades de potência, especialmente no gerenciamento de energia. Houve, também, revisão no artigo que aborda a flexibilidade estrutural dos componentes.
No campo das licenças, a FIA ampliou a pontuação concedida a competidores da IndyCar para obtenção da superlicença. Enquanto o campeão mantém os 40 pontos — suficientes para garantir elegibilidade ao documento —, os demais colocados passaram a receber valores maiores: 30 pontos para o vice-campeão, 25 para o terceiro, 20 para o quarto, 15 para o quinto, 10 para o sexto, oito para o sétimo, seis para o oitavo e três para o nono. O décimo colocado segue com um ponto. A avaliação considera os resultados acumulados nas três últimas temporadas dos pilotos em categorias reconhecidas.
A temporada 2026 da Fórmula 1 tem início previsto para 8 de março, com calendário de 24 etapas. O Grande Prêmio de São Paulo, no Autódromo de Interlagos, está marcado para o período de 6 a 8 de novembro.
A batalha pelo título da Fórmula 1 2025 vai mesmo até a última volta da temporada. A vitória de Max Verstappen no GP do Catar, no último domingo (30), adiou a definição do campeão para Abu Dhabi — mas não mudou o cenário de favoritismo de Lando Norris, que segue líder com vantagem matemática.
Com o triunfo, o tetracampeão reduziu a diferença para 12 pontos e reassumiu a vice-liderança do campeonato. Em jogo estarão 25 pontos no GP de Abu Dhabi, que terá um formato tradicional, sem corrida sprint. Em um circuito historicamente complicado para ultrapassagens, a classificação ganhará peso direto na disputa pelo título.
Apesar da aproximação de Verstappen, Norris segue com maior probabilidade de erguer o troféu. Ele garante o campeonato diante de qualquer combinação de resultados nas seguintes situações:
- Se vencer: conquista o título independentemente da posição de Verstappen, abrindo pelo menos 19 pontos.
- Se terminar em segundo ou terceiro: ainda assim assegura o campeonato, mesmo que Verstappen vença, já que o holandês só recuperaria no máximo 10 pontos.
A pressão aumenta se Norris ficar fora do pódio:
- Se for quarto ou pior e Verstappen vencer, o holandês vira o jogo e se torna campeão com pelo menos um ponto de vantagem.
- Se Norris não pontuar, Verstappen ainda precisará chegar no mínimo em quarto para conquistar o título.
Na prática, um pódio garante a Norris o título mundial.
Oscar Piastri segue matematicamente na disputa, mas suas chances são remotas. Depois do segundo lugar no Catar, o australiano soma 392 pontos contra 408 de Norris. Para ser campeão, Piastri depende de uma combinação improvável:
- Se vencer, Norris precisa terminar abaixo do sexto lugar e Verstappen abaixo do quarto.
- Se for segundo, Norris deve terminar fora do top 10 e Verstappen abaixo do quarto.
- Se for terceiro, não alcança mais Norris e fica fora da briga.
A possibilidade de o público voltar a ver Michael Schumacher permanece cada vez mais remota — ao menos na avaliação de Richard Hopkins, ex-chefe de operações da Red Bull e amigo antigo do heptacampeão. Em entrevista ao SPORTbible, concedida nesta semana, ele afirmou não acreditar que o alemão voltará a aparecer publicamente e reforçou que o sigilo absoluto mantido pela família não deve mudar.
Hopkins, que conviveu com Schumacher no início dos anos 1990, quando era mecânico da McLaren, admitiu desconforto em comentar qualquer aspecto relacionado ao estado de saúde do ex-piloto. Para ele, o silêncio é justificável e deve ser respeitado.
"Não acho que veremos Michael novamente. Sinto-me desconfortável em falar sobre o estado de saúde dele devido ao sigilo que a família, por razões justificadas, deseja manter", afirmou.
O ex-membro da Red Bull também destacou que não faz parte do círculo íntimo que visita Schumacher regularmente — grupo reduzido que inclui figuras como Jean Todt, Ross Brawn e Gerhard Berger. Ainda assim, ele garante que mesmo entre amigos há uma espécie de pacto tácito pela proteção do alemão.
"Mesmo que você oferecesse muito vinho a Ross Brawn, não acho que ele se abriria. Há um respeito mútuo entre quem visita Michael e quem não compartilha nada", observou.
Para Hopkins, esse comprometimento coletivo nunca foi imposto pela família, mas nasceu do entendimento entre aqueles que conviveram com o ex-piloto e reconhecem a necessidade de preservar a intimidade dele. Segundo ele, quebrar esse silêncio significaria trair a confiança de quem sempre esteve ao lado de Schumacher.
"Mesmo que eu soubesse alguma coisa, a família ficaria desapontada se eu contasse", completou.
Desde o acidente de esqui em 2013, que deixou sequelas mantidas sob rígido sigilo, Schumacher não foi mais visto em público. A família opta por proteção máxima e evita qualquer divulgação de informações, postura que Hopkins acredita ser definitiva. Para ele, a reclusão não é apenas uma decisão, mas um compromisso duradouro — tanto dos familiares quanto dos poucos amigos que ainda o visitam.
A disputa judicial de Felipe Massa pelo título mundial de Fórmula 1 de 2008 ganhou um capítulo decisivo. A Corte Inglesa decidiu, nesta quinta-feira (20), dar seguimento ao processo movido pelo ex-piloto contra a Formula One Management (FOM), Bernie Ecclestone e a Federação Internacional de Automobilismo (FIA), rejeitando as tentativas dos réus de barrar a ação ainda em sua fase inicial.
Segundo os advogados de Massa, as partes acusadas tentaram, por diferentes meios, extinguir o processo antes da análise de mérito. A decisão do juiz Robert Jay, porém, reconheceu que a tese de conspiração apresentada pela defesa tem 'fundamento plausível' e 'perspectiva real de sucesso'. Assim, o caso seguirá para julgamento completo.
No processo, Massa afirma que FOM, FIA e Ecclestone agiram de maneira coordenada para ocultar o caráter deliberado do acidente provocado por Nelson Piquet Jr. no GP de Singapura de 2008 — episódio que ficou conhecido como 'Singapuragate'. Para o brasileiro, uma apuração adequada à época teria levado à anulação da corrida, o que o colocaria matematicamente como campeão mundial daquele ano.
"Este é um dia extraordinário, muito importante para mim, para a justiça e para todos os apaixonados pela Fórmula 1", declarou Massa.
O ex-piloto celebrou o entendimento da Corte, dizendo que a decisão 'impede que os réus abafem a verdade sobre 2008' e reforçou que seguirá firme na busca por reparação histórica. "A verdade prevalecerá no julgamento. Vamos até o fim. Cada documento, cada comunicação, cada evidência será apresentada. Quando tudo vier à tona, a justiça será feita — por mim, pelos brasileiros, pelos tifosi e pelo futuro da Fórmula 1."
O QUE FOI O SINGAPURAGATE?
A polêmica envolve o acidente proposital de Nelsinho Piquet no GP de Singapura de 2008, planejado para favorecer o companheiro de equipe Fernando Alonso. A batida acionou o safety car no momento ideal para o espanhol assumir a liderança e, posteriormente, vencer a corrida.
Líder naquele momento, Massa foi prejudicado por uma parada desastrosa nos boxes, quando deixou os pits com a mangueira de abastecimento presa ao carro. Ele terminou apenas em 13º, enquanto Lewis Hamilton foi o terceiro — resultado crucial na luta pelo título, decidido por apenas um ponto no GP do Brasil.
O escândalo só veio à tona em 2009, meses após a definição do campeonato. Caso a prova tivesse sido anulada, Massa somaria 97 pontos contra 92 de Hamilton, sendo declarado campeão mundial.
A Audi revelou oficialmente, na última quarta-feira (12), o R-26, carro que marcará sua estreia como equipe de fábrica na Fórmula 1 a partir da temporada de 2026. O modelo foi apresentado em evento realizado em Munique, na Alemanha, e representa o início de uma nova era para a equipe que atualmente compete como Stake F1 Team Kick Sauber. Veja as imagens abaixo:
Com design idealizado nas tradicionais cores prata, preta e vermelha, o R-26 destaca a identidade visual da montadora alemã e marca sua entrada definitiva na categoria. A partir de 2026, a Sauber será rebatizada como Audi F1 Team, consolidando a aquisição total da escuderia pela marca, anunciada ainda em 2022.
Até o fim de 2025, a equipe seguirá utilizando motores Ferrari, mas passará a contar com unidades de potência próprias da Audi no novo regulamento técnico da F1. O investimento visa transformar a equipe em uma força competitiva a médio prazo, com estrutura renovada e suporte integral da fábrica.
Durante a cerimônia, o brasileiro Gabriel Bortoleto, um dos pilotos confirmados para o projeto, celebrou o momento histórico.
"Ser parte da Audi é como um sonho se tornando realidade. Estou vivendo meu sonho de correr na Fórmula 1 e com uma equipe que está sendo construída do zero. Temos a chance de fazer história juntos", afirmou o piloto.
Bortoleto formará dupla com o alemão Nico Hülkenberg, enquanto o projeto técnico será liderado por Mattia Binotto, ex-Ferrari.
A estreia oficial da Audi F1 Team está marcada para o dia 8 de março de 2026, no Grande Prêmio da Austrália, em Melbourne.
O nome de Charles Leclerc começa a circular fora dos muros de Maranello nos bastidores da Fórmula 1. O desempenho aquém da expectativas da Ferrari em 2025 tem alimentado especulações sobre o futuro do piloto. Quem se mostrou atento à situação foi Mario Andretti, campeão mundial de 1978 e atual diretor da Cadillac, equipe que estreia na Fórmula 1 em 2026.
Em entrevista ao jornal italiano Corriere della Sera, o ex-piloto não poupou elogios ao monegasca e foi direto ao ponto: "Eu torço muito pelo Leclerc. Se um dia ele realmente quisesse mudar de equipe, eu o contrataria imediatamente para a Cadillac."
A fala de Andretti reflete a tentativa da nova escuderia americana de se posicionar como alternativa atraente num grid cada vez mais competitivo.
Enquanto isso, a Ferrari segue em crise de resultados. O time não vence desde outubro de 2024, quando Carlos Sainz levou a equipe ao topo do pódio. Desde então, a chegada de Lewis Hamilton ainda não mudou o cenário: o britânico já acumula 19 corridas sem terminar entre os três primeiros — marca que iguala um antigo recorde negativo de Didier Pironi.
De acordo com o Corriere della Sera, Hamilton tem tentado participar mais das decisões internas e enviou relatórios à direção apontando falhas operacionais e de comunicação dentro da equipe.
Leclerc, por outro lado, tenta preservar o otimismo, mas não esconde o desconforto com o desempenho do carro. O monegasco soma cinco pódios na temporada, mas nenhum triunfo desde o GP dos Estados Unidos do ano passado.
"É difícil. Não estamos fortes e enfrentamos muitos problemas com o carro. Gostaria de dizer que estou otimista, mas não vejo nada que prove que daremos um passo à frente", lamentou o piloto após o GP de Singapura, em que terminou em sexto.
O próximo compromisso de LecLerc pela Fórmula 1 será neste domingo (19), pelo GP dos Estados Unidos. A corrida tem horário marcado para às 16h (de Brasília), no Circuito das Américas.
O piloto australiano Joey Mawson, de 29 anos, foi oficialmente identificado pela imprensa europeia como o homem acusado de estuprar uma enfermeira da equipe de cuidados de Michael Schumacher, em Gland, na Suíça, em 2019. O caso, mantido em sigilo até esta semana, já teve processo judicial aberto pelo Ministério Público do Distrito de La Côte.
Segundo o jornal The Sun, Mawson teria abusado da vítima enquanto ela estava inconsciente, após uma noite de coquetéis na residência onde trabalhava cuidando do ex-piloto, que recebe tratamento 24 horas desde o acidente de esqui em 2013. A acusação descreve que, após sentir-se mal, a mulher foi ajudada por colegas a se deitar e acabou sendo atacada enquanto dormia.
Mawson, bicampeão da categoria australiana S5000, era amigo e rival de Mick Schumacher, filho de Michael, e competiu com nomes da nova geração da Fórmula 1, como Lando Norris e George Russell, nas categorias de base. Atualmente, ele está suspenso por doping e nega as acusações, alegando que a relação com a vítima era “próxima e consensual”.
O julgamento teve início sem a presença do piloto, e a audiência foi adiada para data ainda não definida. Nenhum membro da família Schumacher está sendo investigado, e as autoridades suíças mantêm sigilo sobre o andamento do processo. A família, fiel à tradição de discrição, não se manifestou publicamente.
Um piloto australiano, amigo próximo de Mick Schumacher, foi acusado de estuprar uma enfermeira que fazia parte da equipe médica responsável pelos cuidados de Michael Schumacher, em Gland, na Suíça. O caso, mantido em sigilo desde 2019, veio à tona nesta quarta-feira (15) e está sob investigação do Ministério Público local, segundo o jornal 24heures.
De acordo com a denúncia, o crime teria ocorrido dentro da residência da família Schumacher — onde o heptacampeão mundial de Fórmula 1 vive desde o grave acidente de esqui sofrido em 2013. A vítima, uma enfermeira de cerca de 30 anos, integrava a equipe que presta atendimento contínuo ao ex-piloto.}
O acusado, que tem cerca de 40 anos, era presença frequente na casa por causa da amizade com Mick Schumacher. Enquanto disputava competições na Europa, o australiano costumava se hospedar na residência para evitar longas viagens à Oceania. Ele chegou a ser suspenso das pistas por doping e, na época, ainda tentava consolidar a carreira no automobilismo.
Segundo a promotoria, na noite de 23 de novembro de 2019, após um encontro entre funcionários e o piloto em uma sala de bilhar da casa, a enfermeira passou mal depois de consumir bebidas alcoólicas. Ela foi levada a um quarto de repouso, mas teria sido abusada sexualmente pelo piloto enquanto estava inconsciente.
A mulher só decidiu registrar a denúncia dois anos depois, em janeiro de 2022, após ter sido desligada pela família Schumacher. Mensagens trocadas entre a vítima e o acusado constam no processo, no qual ele nega o crime e afirma que a relação foi consensual.
O julgamento estava previsto para esta quarta-feira, às 9h (horário local), mas pode ser adiado. Nenhum membro da família Schumacher presenciou os fatos ou foi implicado na investigação.
A temporada de 2026 da Fórmula 1 promete uma transformação significativa, especialmente no funcionamento das unidades de potência híbridas. A partir do novo regulamento técnico, a parte elétrica dos motores ganhará protagonismo, tornando a gestão da bateria um dos fatores mais decisivos em classificações e corridas. Embora o cenário ainda seja incerto, há otimismo entre dirigentes e engenheiros quanto ao impacto das mudanças.
O chefe da Aston Martin, Andy Cowell, acredita que o novo conjunto de regras pode tornar as provas mais dinâmicas e imprevisíveis, com oportunidades de ultrapassagem surgindo em pontos diferentes das pistas.
"Acho que será interessante ver como serão as ultrapassagens no próximo ano com o novo regulamento. Podemos muito bem ver mais disputas — e talvez algumas surpresas", afirmou.
Apesar das dúvidas iniciais de pilotos como Max Verstappen e Charles Leclerc, o chefe da Williams, James Vowles, destacou que o ambiente dentro do paddock é cada vez mais favorável. Segundo ele, os testes realizados indicam que o comportamento dos carros será diferente, mas estimulante.
"No começo, os pilotos acharam o sistema estranho, mas depois começaram a entender as vantagens. O desafio é aprender a usar a energia de forma eficiente — e isso muda praticamente toda semana", explicou.
Vowles também prevê que o trabalho dos pilotos se tornará mais técnico e exigente dentro do cockpit, especialmente na administração da energia durante a corrida.
"Com as regras de 2026, os pilotos terão mais trabalho para controlar o carro. Isso pode destacar aqueles com maior sensibilidade e capacidade de leitura da prova. Será possível carregar a bateria quase toda numa frenagem e esgotá-la numa reta — algo totalmente novo", completou o dirigente.
Já Steve Nielsen, diretor da Alpine, ponderou que os carros devem ser mais lentos nas curvas e nas retas, mas acredita que isso não prejudicará o espetáculo.
"Os tempos de volta vão aumentar, mas isso não significa corridas piores. Precisamos ver como as ultrapassagens vão se comportar", disse.
A Fórmula 1 retorna entre 17 e 19 de outubro com o GP dos Estados Unidos, no Circuito das Américas, em Austin — a 19ª etapa do campeonato de 2025. A corrida será transmitida ao vivo pela Band.com.br e Bandplay. Depois, o calendário segue para o México, no dia 26 de outubro, e desembarca no Brasil, em 9 de novembro, para o GP de Interlagos.
A McLaren conquistou no último domingo (5) o decacampeonato de construtores da Fórmula 1, mas a celebração no Circuito de Marina Bay ficou marcada pela tensão entre Lando Norris e Oscar Piastri. A dupla se envolveu em um toque logo na largada do GP de Singapura, episódio que gerou irritação do australiano e uma longa explicação do britânico após a prova realizada no Circuito de Marina Bay.
O incidente aconteceu ainda na terceira curva. Norris, que largava em quinto, tentou se aproximar do segundo colocado, Max Verstappen, mas recuou para evitar contato. Na sequência, acabou lado a lado com Piastri e seguiu à frente após um toque entre as duas McLarens. O choque causou danos na asa dianteira do carro do australiano, que caiu de terceiro para quarto. Norris, com leve dano, subiu para a terceira posição. Assista:
Oscar Piastri makes his feelings known after contact with his teammate Lando Norris on the first lap ?????#F1 #SingaporeGP pic.twitter.com/lODUJHZcd3
— Formula 1 (@F1) October 5, 2025
Após a corrida, Lando Norris negou que tenha tido culpa no contato e justificou a manobra como parte das condições da pista.
"O lado direito da pista estava bom, minha largada também foi boa. Fiz uma grande manobra por dentro da curva do Oscar. Mas estava muito apertado e ainda escorregadio em alguns pontos", explicou.
"Toquei na traseira de Max, precisei corrigir, mas só isso. Talvez eu pudesse ter feito algo melhor, mas qualquer piloto teria feito exatamente o que eu fiz. Se me criticam por tentar aproveitar o espaço, não deviam estar na F1."
O britânico ainda afirmou que o resultado final teria sido o mesmo, mesmo sem o toque."Eu estava por dentro e ele teria ficado no lado sujo da pista. A última coisa que quero é bater no meu companheiro, mas tenho certeza de que terminaria à frente de qualquer forma."
Do outro lado da garagem, Oscar Piastri demonstrou insatisfação. O engenheiro do australiano, Tom Stallard, informou pelo rádio que a equipe avaliou o incidente como consequência de uma tentativa de Norris de evitar contato com Verstappen. A resposta do piloto foi curta e direta:
"Se pra evitar outro carro ele precisa bater no próprio colega de equipe, então é um trabalho de m...", disparou.
Durante o restante da corrida, o clima entre os dois seguiu tenso, com trocas de mensagens pelo rádio e pouca interação entre as equipes.
Norris cruzou a linha de chegada em terceiro lugar, logo à frente de Piastri, em quarto. Com o resultado, a McLaren garantiu matematicamente o título de construtores. A comemoração, no entanto, teve sinais de desconforto: Piastri desligou o rádio do carro no momento em que o CEO Zak Brown o parabenizava pela conquista, embora depois tenha participado da celebração da equipe no pit lane.
Mesmo com o clima interno conturbado, a dupla manteve o domínio no campeonato de pilotos. Piastri segue líder, agora com 22 pontos de vantagem sobre Norris — três a menos do que antes da prova.
O britânico avaliou o episódio com serenidade e reforçou que a manobra não passou dos limites.
"Sou eu quem não pode se dar ao luxo de errar. A FIA achou que estava tudo bem, e a equipe também. Então, está tudo bem", afirmou.
A Fórmula 1 retorna no dia 19 de outubro (domingo), com o GP dos Estados Unidos, no Circuito das Américas. A corrida é válida pela 19ª etapa da temporada.
O fim de semana da Fórmula 1 em Singapura começou com um protagonista inesperado. Fernando Alonso, veterano de 43 anos e bicampeão mundial, colocou a Aston Martin no topo da tabela nesta sexta-feira (3), ao marcar 1m31s116 no primeiro treino livre. O espanhol superou nomes de peso como Charles Leclerc (Ferrari) e Max Verstappen (Red Bull), que fecharam em segundo e terceiro, respectivamente.
O brasileiro Gabriel Bortoleto apareceu mais atrás. Ele iniciou a sessão entre os últimos colocados e, mesmo após trocar pneus duros pelos macios, terminou em 17º lugar, sem conseguir acompanhar o ritmo dos líderes.
O treino começou movimentado, com Verstappen liderando os primeiros minutos. Alexander Albon (Williams) assustou ao retornar aos boxes com princípio de incêndio no carro, precisando deixar o cockpit com incômodo nos olhos por causa da fumaça.
Com a pista evoluindo, os pilotos se revezaram na ponta usando diferentes compostos. Norris chegou a liderar com pneus duros, mas a definição ficou para o terço final, quando quase todos apostaram nos macios. Leclerc assumiu a liderança momentânea, mas Alonso respondeu na sequência e fechou a tabela na frente, com margem de 0s1 sobre o monegasco.
A programação segue até domingo (5), quando acontece o Grande Prêmio de Singapura, no tradicional Circuito Urbano de Marina Bay. A corrida está marcada para 09h (horário de Brasília) e promete ser um dos pontos altos da temporada.
A Ferrari prepara uma homenagem para o GP da Itália de 2025, que acontece neste domingo (7), em Monza. A equipe vai levar para a pista uma versão retrô da SF-25, em alusão aos 50 anos da conquista do primeiro título mundial de Niki Lauda pela escuderia.
O tributo estará estampado no carro e também no uniforme da equipe. A pintura, que mistura vermelho clássico, listras brancas e detalhes em prata metálico, faz referência ao modelo 312 T, pilotado pelo austríaco em 1975. Até mesmo os números dos carros de Charles Leclerc (#16) e Lewis Hamilton (#44) seguirão o estilo da época: pretos sobre fundo branco retangular. A tampa do motor será totalmente branca, enquanto a asa traseira trará acabamento prateado, lembrando as peças de alumínio usadas antes da era da fibra de carbono. Veja as imagens abaixo:
Além do carro, Leclerc e Hamilton terão macacões, capacetes e sapatilhas com design inspirado nos anos 1970, acompanhando o visual especial que será usado por toda a equipe de Maranello durante o fim de semana.

Foto: Divulgação/Scuderia Ferrari
No dia 7 de setembro de 1975, Lauda cruzou a linha de chegada em terceiro lugar no GP da Itália, resultado suficiente para confirmar o campeonato mundial. A vitória ficou com o companheiro Clay Ragazzoni, que garantiu também o título de construtores para a Ferrari, quebrando um jejum de 11 anos sem conquistas.
Lauda defendeu a Ferrari por quatro temporadas, conquistando dois de seus três títulos na Fórmula 1 (1975 e 1977). O terceiro veio pela McLaren, em 1984. Entre 1971 e 1985, somou 25 vitórias, 24 poles e 54 pódios.

Foto: Divulgação
Apelidado de "Mouse" (Rato) ou "Super Mouse" (Super Rato) em referência aos seus dentes proeminentes, Niki Lauda também é bastante lembrado pelo acidente sofrido no GP da Alemanha de 1976, em Nurburgring, que o deixou com sequelas físicas e psicológicas, quase custando sua vida. Relembre no vídeo abaixo:
Vídeo: História na Rede/YouTube
Figura icônica do automobilismo, o austríaco morreu em 2019, aos 70 anos, vítima de complicações renais.
O clima não é dos melhores para Lewis Hamilton na Ferrari. Ainda sem subir ao pódio desde que chegou à escuderia italiana, o heptacampeão mundial enfrenta uma das fases mais difíceis da carreira na Fórmula 1. O último sinal de desgaste aconteceu no GP da Hungria, realizado no dia 3 de agosto, quando largou apenas em 12º lugar, enquanto Charles Leclerc garantiu a pole. Ao fim do Grande Prêmio, o britânico chegou a se autodefinir como "inútil" e até sugeriu que a equipe deveria pensar em substituí-lo.
Em 14 etapas disputadas em 2025, Hamilton soma como melhores resultados dois quartos lugares, em Ímola e Silverstone. Nas provas principais, ainda não conseguiu brigar por vitórias, mas conquistou uma vitória em sprint na China e outro pódio em sprint em Miami.
Apesar da fase negativa, o inglês recebeu palavras de apoio de um velho rival. O bicampeão mundial Fernando Alonso saiu em defesa do #44. "Hamilton e Ferrari sempre serão uma dupla que você precisa respeitar", afirmou em entrevista ao site oficial da F1.
O espanhol destacou ainda que a trajetória do britânico fala por si só. "De fora, você nunca sabe exatamente o que está acontecendo, mas Lewis não precisa provar nada. Ele é um piloto incrível e, mais cedo ou mais tarde, ele vai descobrir como atingir o melhor ritmo", completou.
Nesta quinta-feira (28), já em Zandvoort, palco do GP dos Países Baixos, Hamilton manteve o tom contido e respondeu de forma curta às perguntas dos jornalistas, em mais uma demonstração de desânimo.
A temporada volta à ativa neste fim de semana, entre 29 (sexta-feira) e 31 de agosto (domingo), com a 15ª etapa de 2025.
A Fórmula 1 ganhará uma nova equipe em 2026: a Cadillac será o 11º time do grid e já começou sua jornada com um anúncio de impacto. A montadora norte-americana confirmou Sergio Pérez e Valtteri Bottas como seus primeiros pilotos titulares, ambos com contratos de múltiplos anos.
A dupla soma 527 largadas e 16 vitórias na categoria, e chega com a missão de oferecer experiência e liderança a um projeto que pretende colocar a marca entre as protagonistas do esporte.
"Assinar com dois pilotos tão experientes como Bottas e Checo é um sinal ousado de intenção. Eles sabem o que é preciso para ter sucesso na Fórmula 1 e entendem a importância de ajudar a construir uma equipe", destacou Graeme Lowdon, ex-diretor esportivo da Marussia e agora responsável por liderar a estrutura da escuderia em parceria com a General Motors.
O retorno dos dois pilotos ao grid marca momentos distintos de suas carreiras. Pérez, após deixar a Red Bull no fim da temporada passada, utilizou o tempo fora das pistas para estar com a família e refletir sobre o futuro. Bottas, por sua vez, atuou como reserva da Mercedes depois do encerramento de sua passagem pela Sauber.
Animado com o desafio, o mexicano vê a chegada à Cadillac como uma virada de página. "Ingressar na Cadillac é um capítulo incrivelmente empolgante na minha carreira. Desde nossas primeiras conversas, percebi a paixão e a determinação por trás deste projeto. É uma honra ajudar a construir uma equipe que busca se desenvolver até brigar pelas primeiras posições. Queremos ser o time das Américas e dar orgulho a todos que torcem por nós", afirmou.
O finlandês também ressaltou a dimensão do projeto. "Desde o primeiro contato com a Cadillac senti algo diferente. Não é apenas um projeto de corrida, é uma visão de longo prazo. Não é todo dia que você tem a chance de fazer parte de algo construído do zero. Já trabalhei com as melhores equipes do mundo, e percebo a mesma fome e profissionalismo aqui. Representar a Cadillac e o espírito americano nas maiores pistas do mundo será muito especial", declarou Bottas.
O CEO da equipe, Dan Towriss, ressaltou o valor de ter dois nomes consolidados no automobilismo mundial. "Bottas e Checo trazem o equilíbrio perfeito de talento, maturidade e determinação. Eles não são apenas pilotos vencedores, mas construtores e profissionais que ajudarão a definir a identidade da Cadillac na Fórmula 1", disse.
Já o presidente da General Motors, Mark Reuss, reforçou que a aposta vai além das pistas. "Nossos novos representantes trazem experiência, paixão pela vitória e uma energia que será crucial para o legado que estamos construindo no automobilismo americano e mundial", completou.
Com esse anúncio, a Cadillac deixa claro que não pretende ser apenas coadjuvante em sua estreia. O peso de uma das marcas mais icônicas dos Estados Unidos, aliado à bagagem de dois campeões consolidados, promete tornar o grid da Fórmula 1 ainda mais competitivo a partir de 2026.
O CEO e diretor-executivo da Fórmula 1, Stefano Domenicali, defendeu a permanência e possível expansão do formato Sprint Weekend na categoria. Atualmente realizado em seis etapas da temporada, o modelo pode ganhar novas corridas e até experimentar um elemento de grid invertido.
Criado em 2021 com três provas, o Sprint Weekend teve o número ampliado para seis em 2023, patamar que será mantido em 2025. Em entrevista ao site The Race, Domenicali afirmou que o conceito está consolidado e que não vê a F1 sem ele.
"Acho que o Sprint, seja qual for o formato apropriado, é necessário. Ele representará o futuro", declarou o dirigente.
Apesar de defender a expansão, o CEO descartou seguir o caminho da MotoGP, que realiza corridas curtas em todos os fins de semana. "Não estou dizendo não, mas acho que, entre seis e 24, temos que dar passos intermediários", ponderou.
Para Domenicali, qualquer mudança deve ser discutida com equipes, pilotos e a Federação Internacional de Automobilismo (FIA). A intenção é tornar os sábados mais competitivos e atrativos ao público, preservando o equilíbrio esportivo.
O formato Sprint foi criado para aumentar a emoção e agregar valor ao sábado, oferecendo corridas curtas que podem definir o grid da prova principal ou funcionar como eventos independentes, dependendo do regulamento vigente.
O brasileiro Rafael Câmara, de 20 anos, vive um momento especial na carreira e tem chamado atenção dentro da Ferrari após conquistas importantes no automobilismo. Integrante da academia de jovens pilotos da escuderia, ele venceu o Campeonato Regional da Europa em 2024 e, mais recentemente, conquistou a Fórmula 3. Apesar do desempenho, o diretor Jérôme D’Ambrosio reforçou nesta semana que a estreia na Fórmula 1 ainda deve esperar.
"O caminho ainda é longo", afirmou o dirigente, que acompanha o desenvolvimento de Câmara há anos. Ele lembrou que conheceu o piloto antes mesmo de sua chegada à Ferrari, quando competiam em academias diferentes. "Ele era definitivamente alguém com quem tínhamos receio, porque estava sempre lá lutando por campeonatos. Acho que ele deu um passo claro em 2024, vencendo o Campeonato FRECA, e depois este ano, vencendo em sua temporada de estreia no Campeonato de Fórmula 3."
A personalidade e maturidade do brasileiro são, segundo D’Ambrosio, fatores decisivos para quem almeja o topo. "O que tem sido impressionante nesse período em que o conheço é a forma como ele evoluiu, não só como piloto, mas também fora das pistas. Ele tem uma maturidade tremenda. Acho que os últimos 12 meses foram incríveis para ele, que teve um desempenho excepcional", elogiou.
O dirigente também destacou a assertividade de Câmara ao traçar seus próprios caminhos. "Ele tem uma maneira única de saber o que quer e o que precisa fazer, o que eu acho extremamente importante para um piloto. Tivemos algumas discussões durante o inverno, que foram bem interessantes, onde, acho que como academia, sugerimos algumas coisas, e ele disse: 'Não, Jerome, é disso que eu preciso. É disso que eu quero.' E eu me lembro de dizer: 'Ok, então é isso que você vai conseguir, e é assim que vamos te apoiar'. Ele sabe o que quer ou o que precisa fazer, e isso é um sinal de maturidade. É um sinal de força."
A Ferrari, segundo D’Ambrosio, avalia constantemente se seus jovens talentos estão prontos para o desafio da Fórmula 1. No caso de Câmara, o foco será a Fórmula 2, próxima etapa da sua trajetória. "Ao mesmo tempo em que tentamos identificar se eles têm o que é preciso para dar esse passo, e para a Ferrari isso significa um dia pilotar um carro de Fórmula 1 nosso, ter alguém que seja assertivo em suas escolhas e saiba o que precisa é, eu diria, encorajador e reconfortante. Acho que em qualquer área, você tem que saber o que quer e ir atrás. Você tem que acreditar em si mesmo e ser objetivo consigo mesmo também. E o Rafa tem essas qualidades, mas, repito, o caminho ainda é longo."
Para D’Ambrosio, a preparação para o próximo desafio é fundamental. "Ele definitivamente merece uma pausa agora antes de Monza, voltar ao Brasil, se divertir com a família e então começar o desafio e o trabalho para a próxima temporada. Primeiro, ele precisa fechar esta temporada, mas depois se preparar para o futuro. Para ele, a Fórmula 2 será o próximo passo. É um desafio, então teremos que nos preparar da melhor maneira possível."
O desempenho abaixo do esperado da Ferrari no GP da Hungria reacendeu tensões na escuderia italiana e trouxe à tona o desabafo de Lewis Hamilton, que classificou a si mesmo como "inútil" após mais uma corrida abaixo das expectativas. Em resposta à repercussão das falas do heptacampeão, o chefe da equipe, Frédéric Vasseur, adotou um tom conciliador e defendeu a postura do britânico.
"Não preciso motivá-lo, honestamente. Ele está frustrado, mas não desmotivado. É uma história completamente diferente”, afirmou Vasseur ao site oficial da Fórmula 1. “Todos nós estamos frustrados. Às vezes, a reação inicial é dura, mas sabemos que estamos caminhando na mesma direção", afirmou.
Hamilton teve um fim de semana para esquecer em Hungaroring. Depois de largar em 12º, cruzou a linha de chegada na mesma posição, fora da zona de pontuação. Seu companheiro de equipe, Charles Leclerc, que conquistou a pole position, também não conseguiu manter o desempenho e terminou a prova na quarta colocação, fora do pódio.
Atualmente, Hamilton é o sexto colocado no Mundial de Pilotos, com 109 pontos — 42 a menos que Leclerc (151). A liderança do campeonato é da McLaren, com Oscar Piastri (284) e Lando Norris (275) dominando os dois primeiros lugares.
Vasseur reconheceu o nível de cobrança de Hamilton, mas tratou a exigência como uma qualidade. "Ele é exigente, mas acho que é também por isso que é sete vezes campeão mundial. Ele cobra a equipe, o carro, os engenheiros, os mecânicos — e cobra a mim também. Mas, acima de tudo, é exigente consigo mesmo."
Ao final da corrida, Hamilton demonstrou desânimo com o momento vivido. "Estou feliz que acabou. Estou ansioso para ir embora", afirmou. "Não poderia ter feito muito mais. Não tinha expectativas nesta temporada, mesmo que tenha sido pior do que qualquer outra da minha carreira."
Gabriel Bortoleto fez história, neste domingo (3), no GP da Hungria. O piloto brasileiro, que havia largado no 7º lugar, garantiu a 6ª colocação, sua melhor classificação na Fórmula 1.
Na prova anterior, na Bélgica, o paulista havia terminado no 9º lugar, e foi para a 17ª posição com 14 pontos na classificação geral.
Na ocasião, após largar na 3ª colocação, Lando Norris, da McLaren, ficou com a vitória desse GP. Para completar o pódio, Oscar Piastri garantiu o 2º lugar e George Russell, da Mercedes, ficou com o 3º.
O inglês Lewis Hamilton segue sem grandes atuações nesta temporada. Neste domingo, o piloto ficou com o 12º lugar, mesma posição do grid de largada.
A volta da Fórmula 1 será no dia 31 de agosto, no GP da Holanda, a partir das 10h, no Circuito de Park Zandvoort.
Max Verstappen venceu a corrida sprint do Grande Prêmio da Bélgica na manhã deste sábado (26) e deu um alívio à Red Bull em meio ao clima de instabilidade nos bastidores da equipe. O holandês ultrapassou Oscar Piastri logo na largada e controlou a prova até o fim, mesmo com a pressão do rival. Lando Norris completou o pódio na terceira posição.
A vitória marca a 12ª de Verstappen em corridas no formato sprint, criado em 2021, consolidando o domínio do piloto neste tipo de disputa. A corrida também marcou a estreia de Laurent Mekies como novo chefe da Red Bull.
O brasileiro Gabriel Bortoleto terminou em nono lugar. Apesar de ter ganhado uma posição na largada, saindo de décimo, ficou a meio segundo de Isack Hadjar, que assegurou o oitavo lugar e o último ponto em jogo. Apenas os oito primeiros pontuam na sprint.
A definição do grid para o GP da Bélgica acontece ainda neste sábado, às 11h (horário de Brasília).
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Valdemar Costa Neto
"Não gostei".
Disse o presidente nacional do Partido Liberal, Valdemar Costa Neto ao comentar a carta divulgada por Flávio Bolsonaro (PL), candidato derrotado à Presidência nesta quarta-feira (28). No pronunciamento, Flávio afirma que pretende liderar a oposição brasileira do exterior.