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A Expo & Congresso Brasileiro de Mineração 2025 (EXPOSIBRAM) encerrou suas atividades na capital baiana, nesta quinta-feira (30), com registro de sucesso: ao todo foram mais de 50 mil participantes em quatro dias de programação. Promovido pelo Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM), no Centro de Convenções Salvador, o evento transformou a capital baiana em vitrine da inovação, sustentabilidade e do futuro da mineração brasileira.
Ao longo dos quatro dias, a EXPOSIBRAM 2025 reuniu mais de 400 estandes compondo a feira internacional de negócios e um público diverso. Entre os mais de 50 mil visitantes foram 4 mil estudantes, jovens e crianças que vivenciaram as experiências educativas do Mineramundo e 2.600 congressistas, que acompanharam 3.500 horas de debates, palestras e painéis técnicos e científicos, reforçando o caráter dinâmico e multidisciplinar do evento.
A cerimônia de encerramento da contou com a presença do presidente do Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM), Raul Jungmann; do presidente da Companhia Baiana de Pesquisa Mineral (CBPM), Henrique Carballal; e do presidente e CEO do Conselho Internacional de Mineração e Metais (ICMM), Rohitesh Dhawan, entidade que lidera as práticas de sustentabilidade no setor.
EDIÇÃO MARCANTE
Em seus discursos, os líderes do setor mineral no Brasil reforçaram o papel estratégico da mineração no desenvolvimento econômico, na transição energética e na inovação tecnológica. Raul Jungmann destacou o ambiente de diversidade e integração que marcou o encontro em Salvador. Para o presidente do IBRAM, a cultura e a história baianas inspiraram o espírito de colaboração e respeito que pautou o evento, promovendo um verdadeiro encontro entre diferentes segmentos da sociedade e da indústria.
“Isso é fundamental no Brasil. É tão importante para nossa unidade, que exista essa forma de pensar, de ver, de construir uma sociedade como ela é aqui”, declarou. Ainda segundo Jungmann, a atmosfera positiva e o engajamento dos participantes reforçaram o sucesso da realização da EXPOSIBRAM na Bahia.
BAHIA É PROTAGONISTA
Quem também celebrou o sucesso do evento foi o presidente da CBPM, que destacou a relevância da Bahia na cadeia produtiva mineral, especialmente pela diversidade de minerais estratégicos fundamentais à preservação ambiental e à transição energética global.
“Os minerais que vão salvar o planeta estão aqui. Os minerais que vão garantir a preservação da vida estão aqui e a transição energética passa pela Bahia e pelo Brasil e passa, portanto, pela política que o IBRAM vem tão bem desenvolvendo para todos os estados brasileiros, sob a liderança de Raul Jungmann”, declarou Carballal.
O potencial brasileiro para minerais críticos e estratégicos para a transição energética foi tema de painel da EXPOSIBRAM 2025, que ocorreu no Centro de Convenções Salvador, na tarde de hoje (29). O presidente da Companhia Baiana de Produção Mineral (CBPM), Henrique Carballal, moderou o painel “Potencial brasileiro para minerais críticos e estratégicos”, um dos destaques do congresso.
As discussões do painel foram conduzidas por um time de peso, reunindo perspectivas que passaram pelo desenvolvimento regional até a visão de mercado global. A programação teve como participantes Brian Leeners, CEO da Homerun Resources, Emerson Souza, vice-presidente de Relações Institucionais da Brazil Iron e Alfredo Santana, COO da Vale Metais Básicos.
O debate tem como foco propostas para que o Brasil agregue valor, em vez de apenas exportar minério bruto. Também abordou como políticas de incentivo e segurança jurídica podem atrair investimentos estrangeiros responsáveis, essenciais para a transição verde.
O presidente da Companhia Baiana de Produção Mineral (CBPM), Henrique Carballal, destacou que a Bahia possui a maior diversidade mineral do Brasil, e isso coloca o estado a em uma posição estratégica diante da nova economia global, cada vez mais dependente de minerais críticos e estratégicos.
“Nosso potencial geológico, aliado a políticas públicas e parcerias com o setor privado, permite que a Bahia lidere essa agenda com sustentabilidade, inovação e geração de valor. O mundo vive uma corrida pela transição energética, e a Bahia está preparada para ser protagonista nessa transformação econômica, social e ambiental”, dia.
Ferro verde
O Projeto Ferro Verde, desenvolvido pela Brazil Iron em parceria com a CBPM, posiciona a Bahia como referência nacional na produção de aço verde, fortalece a cadeia produtiva do setor e contribui de forma decisiva para a descarbonização da indústria siderúrgica brasileira.
Para Emerson Souza, o Brasil poderia seguir o exemplo do Canadá, que em 2024 reconheceu o minério de ferro de alta pureza como um mineral crítico para a transição energética. Essa decisão posiciona o país como líder global na produção e exportação de ferro verde, essencial para descarbonizar a indústria siderúrgica, uma das maiores emissoras de carbono no mundo.
“Incluir esse insumo na lista de minerais estratégicos traria ganhos relevantes para o Brasil, especialmente para a Bahia, que possui reservas abundantes e qualidade mineral compatível com as tecnologias de aço verde, como o DRI e os fornos elétricos. Além de atrair investimentos e fomentar inovação, essa medida fortaleceria a competitividade do país em cadeias globais cada vez mais exigentes em sustentabilidade”, aponta o vice-presidente de Relações Institucionais da Brazil Iron.
O projeto permitirá que a Bahia passe a produzir Ferro Briquetado a Quente (HBI), considerado essencial para a transformação da indústria mundial do aço. Essa tecnologia permite substituir fornos a carvão, altamente poluentes, por fornos elétricos alimentados por energia renovável, capazes de reduzir em até 99% as emissões de dióxido de carbono, colocando a Bahia na fronteira da transição energética do setor siderúrgico.
Transição energética
De acordo com Brian Leeners, o Brasil ocupa uma posição singular para se tornar um líder econômico global na eletrificação do planeta, impulsionado pela ampla diversidade de recursos críticos e estratégicos disponíveis, incluindo suas fontes de energia eólica e solar, fundamentais para a transição energética mundial.
“O país vive um momento decisivo: o sucesso em aproveitar e viabilizar essa primeira fase de desenvolvimento da infraestrutura e da indústria de energia será determinante para colher os frutos da segunda, que consiste na expansão da capacidade industrial em setores avançados, alicerçada na vantagem competitiva de uma matriz energética limpa, confiável e acessível”, afirma o CEO da Homerun Resources.
O presidente da Companhia Baiana de Produção Mineral (CBPM), Henrique Carballal, destacou o potencial de crescimento da Bahia frente a transição energética e exploração mineral no Brasil. Durante a cerimônia da Expo & Congresso Brasileiro de Mineração (EXPOSIBRAM) 2025, que ocorreu no Centro de Convenções de Salvador, nesta segunda-feira (27), o gestor da estatal baiana revelou que o enorme acervo baiano de minérios já despertou o interesse de potências internacionais, como os Estados Unidos.
Em entrevista ao Bahia Notícias, Carballal detalha que o governo americano solicitou informações sobre as áreas baianas de exploração de grafita, mineral composto de carbono puro amplamente utilizado em baterias. “Na reunião que o governo brasileiro e o governo dos Estados Unidos teve, o Ministério das Minas e Energia entrou em contato conosco [a CBPM] a interesse do governo estadunidense acerca de áreas de grafita que nós possuímos aqui na Bahia, até porque acho que eles não sabem das áreas de terra rara que a gente tem.”
No evento, a CBPM montou um stand imersivo para detalhar todo o catálogo da mineração baiana. “Então, essa é uma oportunidade na EXPOSIBRAM para anunciar que a gente tem grafita, tem terra rara, cobre, cobalto, nós temos praticamente todos os minerais da transição energética com um teor muito elevado, com grandes quantidades”, explica o presidente da entidade.
O gestor destaca ainda que esse potencial do país dá ao governo “a possibilidade real de transformar a Bahia na locomotiva do desenvolvimento da mineração e da transição energética no Brasil e atender as expectativas do mundo”. E com intenção de trazer investimentos para o estado neste setor, Carballal destaca a atuação da CBPM em oferecer um ambiente propício para os negócios.
“A nossa expectativa é exatamente poder atrair os investimentos. Nós mudamos, inclusive, a nossa forma de atuação, tanto que estamos abertos, portanto, a outras formas de negócio onde a gente espera, com a iniciativa privada e a presença do Estado através da CBPM, encurtar o tempo, que normalmente é de até 15 anos, para você conseguir iniciar um processo de exploração”, aponta.
Ele explica que com o novo formato de atuação e contratos, os resultados da exploração de minério do estado podem chegar 10 anos mais cedo: “Desde que você tenha um conhecimento acerca de uma área geológica para a exploração, de uma larva propriamente dita, a gente pode encurtar no mínimo em 12 ou 13 anos. A gente espera em 2 ou 3 anos já estar desenvolvendo minas, produção mineral em áreas que levariam 20 anos, por exemplo, para você conseguir iniciar um processo de exploração”, completa.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Ivana Bastos
"Gostaria que tivesse terminado de outra maneira".
Disse a presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), Ivana Bastos (PSD), ao lamentar o anúncio de saída do senador Angelo Coronel (PSD) do partido após embates por uma vaga na chapa do Senado do governador Jerônimo Rodrigues (PT). Em coletiva de imprensa nesta terça-feira (3), durante a abertura dos trabalhos da AL-BA, a deputada estadual afirmou que preferia que a tratativas “tivessem terminado de outra maneira”.