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Um navio cargueiro afundou nesta terça-feira (14) após colidir com outra embarcação nas proximidades do Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo. A informação foi divulgada pela Agência Fars News, portal de notícias estatal do Irã, que também publicou imagens registrando o momento em que a embarcação naufraga.
Confira em vídeo:
Segundo a agência iraniana, a colisão provocou o alagamento do cargueiro e levou à ordem de evacuação de emergência. Todos os 23 tripulantes foram resgatados e levados em segurança para a ilha de Qeshm, localizada no sul do Irã. Até o momento, as autoridades locais não forneceram detalhes sobre as circunstâncias do acidente nem identificaram a outra embarcação envolvida na colisão.
É possível identificar o nome "Luni" no casco do cargueiro. Dados de monitoramento do site MarineTraffic confirmam que uma embarcação homônima navegava sob a bandeira de São Cristóvão e Névis. O navio havia partido da Índia e tinha como destino final um porto nos Emirados Árabes Unidos.
A última posição registrada pelo serviço de rastreamento, às 5h (horário de Brasília), localizava a embarcação próxima ao Estreito de Ormuz, acessando a região pelo Golfo de Omã. O incidente ocorre em meio a uma severa escalada nas tensões entre os Estados Unidos e o Irã na região costeira.
De acordo com o governo dos Estados Unidos, os ataques recentes visam reduzir a capacidade militar de Teerã para atingir embarcações comerciais que transitam pelo Estreito de Ormuz. Em contrapartida, o governo iraniano afirma que tem interceptado navios sob a justificativa de estarem transitando pela região sem a devida autorização ou supervisão local.
O Departamento de Estado dos Estados Unidos deu sinal verde para uma possível transação militar de US$ 330 milhões com o governo brasileiro. O acordo prevê o fornecimento de 100 mísseis terra-ar Stinger Block I FIM-92K, além de equipamentos de suporte e defesa correlatos.
De acordo com o comunicado emitido pelo governo norte-americano na última quinta-feira (11), e veiculado pelo Estadão, a negociação partiu de uma solicitação do próprio Brasil. A chegada do armamento tem como propósito transferir ao país maior protagonismo na vigilância de suas fronteiras e elevar a eficiência de ações de combate ao narcoterrorismo em toda a região sul-americana.
A diplomacia de Washington avalia que a incorporação dos novos recursos aprimorará sensivelmente a capacidade brasileira de mitigar ameaças aéreas, tanto imediatas quanto futuras.
"Esta aquisição apoia os esforços de modernização da defesa do Brasil, visando fazer mais pela sua própria defesa ao proteger o espaço aéreo sul-americano de operações de tráfico ilícito", informou a nota oficial norte-americana. O governo dos EUA salientou ainda que as Forças Armadas do Brasil possuem plena capacidade técnica para absorver e integrar o novo arsenal à sua estrutura de defesa sem dificuldades.
Até o momento, a administração americana ressaltou que não há previsão de nenhum tipo de acordo de compensação comercial (offset) atrelado à venda dos mísseis.
O futebol e a Copa do Mundo de 2026 também fizeram parte da agenda, ao menos no campo do humor, durante o encontro entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump nesta quinta-feira (7). Em uma "visita de trabalho" marcada por tons diplomáticos e econômicos, Lula aproveitou para brincar com o líder americano sobre a política de vistos e a competição que se inicia em junho.
“Espero que você não anule o visto dos jogadores da seleção brasileira, pois a gente vai vir para ganhar a Copa do Mundo”, brinca Lula ao colega americano. A Copa de 2026 será sediada conjuntamente pelos Estados Unidos, México e Canadá.
A Seleção Brasileira é uma das equipes que aguarda a definição de logística e segurança para o torneio. A fala de Lula, embora em tom de piada, ocorre em um contexto de discussões mais amplas sobre políticas migratórias e de fronteira da administração Trump, que são temas centrais de sua gestão.
Confira o momento abaixo:
? “Espero que não anule o visto dos jogadores”, brinca Lula com Trump sobre a Copa de 2026
— Bahia Notícias (@BahiaNoticias) May 7, 2026
????Reprodução? Canal Gov
Confira ? pic.twitter.com/ATmixhFCYO
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) adotou um tom de firmeza ao falar sobre o futuro da mineração de minerais críticos no Brasil durante coletiva de imprensa na Embaixada do Brasil, em Washington, nesta quinta-feira (7). Questionado sobre o interesse estrangeiro nas terras raras brasileiras, Lula alega que o país não aceitará um papel de simples fornecedor de matéria-prima.
“O que vocês devem saber é que essa questão é muito importante nos armamentos dos países. O Brasil tem a obrigação de conversar com quem quer participar conosco. O que nós não queremos é ser meros exportadores dessas coisas”, declarou o presidente.
Em sua fala, o presidente traçou um paralelo histórico para justificar a nova postura do governo brasileiro em relação aos seus recursos naturais, citando os ciclos extrativistas que marcaram a história do continente. “Não podemos permitir o que aconteceu com a prata ou com o ouro na América Latina. Com as terras raras, vamos mudar de comportamento; as terras raras são geradoras dessa riqueza para o Brasil”, enfatiza o líder brasileiro.
A declaração ocorre no contexto de uma visita oficial de três horas à Casa Branca, em que a pauta econômica e a transição energética foram temas centrais. Mais cedo, o presidente já havia classificado o encontro com Donald Trump como um “passo importante da consolidação histórica entre Brasil e Estados Unidos”, destacando o papel das duas maiores democracias do continente.
Vale lembrar que a Bahia não está fora desse jogo de interesses, pesquisadores da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) já mapearam esses materiais dentro do interior do estado. Nestes casos, bem como em outros estados, empresas transnacionais atuam diretamente.
Confira a transmissão da coletiva ao vivo abaixo:
Em um desdobramento drástico da crise política venezuelana, a cúpula das Forças Armadas anunciou neste domingo (4) o reconhecimento de Delcy Rodríguez como presidente interina do país. A movimentação ocorre menos de 24 horas após o anúncio da detenção de Nicolás Maduro por forças especiais dos Estados Unidos.
O anúncio foi feito pelo Ministro da Defesa, Vladimir Padrino, em rede nacional. Padrino fundamentou a sucessão na decisão do Tribunal Supremo de Justiça (TSJ), que estabeleceu um mandato de 90 dias para Rodríguez para evitar um "vácuo de poder" e garantir a "defesa integral da soberania".
Durante o pronunciamento, o tom de Padrino alternou entre a denúncia e a tentativa de estabilização. O ministro afirmou que o "sequestro" de Maduro resultou na morte de grande parte da guarda presidencial. Segundo o oficial, os agentes foram executados "a sangue frio" pela força de incursão estrangeira.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Hilton Coelho
"O Guilherme Boulos está precisando de apoio dentro do PSOL. Ele defendeu que o PSOL participasse da federação com o PT e simplesmente 76% do PSOL disse não. Então, se tem alguém que está deslocado dentro do PSOL, não é o companheiro Ronaldo Mansur, é o companheiro Guilherme Boulos".
Disse o deputado estadual Hilton Coelho (PSol) afirmou nesta quinta-feira (24), durante a convenção da federação PSol-Rede, em Salvador, que o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSol), está "deslocado" dentro do partido após a maioria dos filiados rejeitar a proposta de federação com o Partido dos Trabalhadores (PT).