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Justiça mantém preso dono do bar "Escritório da Gadhega" suspeito de agredir companheira em Salvador
O empresário Luan Ferrari, de 37 anos, dono do bar Escritório da Gadhega, localizado na Rua Góes Calmon, no bairro da Saúde, em Salvador, teve a prisão em flagrante convertida em preventiva após ser suspeito de agredir a companheira, de 27 anos, na madrugada de domingo (12). A decisão foi tomada durante audiência de custódia pela 3ª Vara de Garantias da capital, nesta segunda-feira (13).
Ao Bahia Notícias, a Polícia Militar informou que equipes da 2ª CIPM foram acionadas para atender uma ocorrência de violência entre o casal. A vítima foi socorrida para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) dos Barris, onde recebeu atendimento médico, enquanto o suspeito foi encaminhado à Casa da Mulher Brasileira para a adoção das medidas cabíveis. A Polícia Civil acrescentou que guias para perícia foram expedidas e que oitivas seguem em andamento para esclarecer o caso.
Ao converter a prisão em flagrante em preventiva, o juiz Horácio Moraes Pinheiro apontou que há indícios suficientes de autoria e materialidade, além de risco decorrente da liberdade do investigado. Segundo a decisão, o caso envolve crime doloso praticado em contexto de violência doméstica e familiar contra a mulher.
Ainda conforme os autos, a vítima sofreu fratura no osso nasal e precisará ser submetida a uma cirurgia bucomaxilofacial. O magistrado também determinou medidas protetivas, como a proibição de aproximação e contato com a mulher, familiares e testemunhas. Caso seja colocado em liberdade, o empresário deverá utilizar tornozeleira eletrônica.
Durante o interrogatório, Luan Ferrari negou as agressões e afirmou ter agido em legítima defesa, alegando não se recordar de como a companheira se feriu. A decisão também destaca que, mesmo havendo imagens em que a vítima aparece segurando uma faca, esse fato, por si só, não comprova uma situação de agressão iminente que justificasse a reação alegada pela defesa.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Luciano Sandes
"De início, informa que recebeu com surpresa a operação realizada na data de ontem, que o incluiu como um dos alvos. Apesar disso, mantém serenidade e a confiança de que, ao final das apurações, todos os fatos serão esclarecidos e que sua inocência restará demonstrada".
Disse o ex-secretário municipal de Articulação Comunitária e Prefeituras-Bairro, Luciano Sandes, se pronunciou pela primeira vez após ser alvo da operação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público da Bahia (MP-BA).