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Justiça mantém preso dono do bar "Escritório da Gadhega" suspeito de agredir companheira em Salvador

Por Redação

Justiça mantém preso dono do bar "Escritório da Gadhega" suspeito de agredir companheira em Salvador
Foto: Reprodução / Instagram @escritoriodagadhega

O empresário Luan Ferrari, de 37 anos, dono do bar Escritório da Gadhega, localizado na Rua Góes Calmon, no bairro da Saúde, em Salvador, teve a prisão em flagrante convertida em preventiva após ser suspeito de agredir a companheira, de 27 anos, na madrugada de domingo (12). A decisão foi tomada durante audiência de custódia pela 3ª Vara de Garantias da capital, nesta segunda-feira (13).

 

Ao Bahia Notícias, a Polícia Militar informou que equipes da 2ª CIPM foram acionadas para atender uma ocorrência de violência entre o casal. A vítima foi socorrida para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) dos Barris, onde recebeu atendimento médico, enquanto o suspeito foi encaminhado à Casa da Mulher Brasileira para a adoção das medidas cabíveis. A Polícia Civil acrescentou que guias para perícia foram expedidas e que oitivas seguem em andamento para esclarecer o caso.

 

 

Ao converter a prisão em flagrante em preventiva, o juiz Horácio Moraes Pinheiro apontou que há indícios suficientes de autoria e materialidade, além de risco decorrente da liberdade do investigado. Segundo a decisão, o caso envolve crime doloso praticado em contexto de violência doméstica e familiar contra a mulher.

 

Ainda conforme os autos, a vítima sofreu fratura no osso nasal e precisará ser submetida a uma cirurgia bucomaxilofacial. O magistrado também determinou medidas protetivas, como a proibição de aproximação e contato com a mulher, familiares e testemunhas. Caso seja colocado em liberdade, o empresário deverá utilizar tornozeleira eletrônica.

 

Durante o interrogatório, Luan Ferrari negou as agressões e afirmou ter agido em legítima defesa, alegando não se recordar de como a companheira se feriu. A decisão também destaca que, mesmo havendo imagens em que a vítima aparece segurando uma faca, esse fato, por si só, não comprova uma situação de agressão iminente que justificasse a reação alegada pela defesa.