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O documentário baiano 'Cartas Para', dirigido por Vânia Lima e produzido pela Têm Dendê Produções, ganha exibições especiais neste mês em celebração ao Julho das Pretas.
A obra passa pela FLIP neste sábado (25) e chega a Salvador na próxima terça-feira (28), às 19h, no Boca de Brasa Cajazeiras.
A sessão na capital baiana faz parte do Circuito Mulheres Negras em Movimento 2026, promovido pela Prefeitura de Salvador (SECULT) e OEI via programa Salvador Capital Afro.
A programação inclui ainda a participação da poeta portuguesa Raquel Lima em uma mesa de debate neste domingo (26), no mirante da Casa das Histórias.
Após passar pelo Festival do Rio e pela Mostra de São Paulo, o filme revela o cotidiano das autoras transformado por nove cartas trocadas através do Atlântico. Em uma narrativa sobre som, corpo e espiritualidade, as escritoras enfrentam o racismo, o machismo e a xenofobia, abrindo caminhos para o futuro da Língua Portuguesa.
"Todo poeta está escrevendo uma carta, um bilhete. Mesmo que seja para si mesmo. Mesmo que seja para o imaginário. Nunca é sem remetente", diz Lucinda.
Com produção da Lima Comunicação, parte do Grupo Têm Dendê, “Cartas Para” reúne profissionais do Brasil, Moçambique e Portugal. A equipe conta ainda com Keyti Souza e Taguay Tayussy na produção executiva, Bruno Ramos na direção de produção e Cláudio Antônio na direção de fotografia.
O filme foi realizado com recursos do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA), via Prodecine/2016 e Suporte Automático, gerido pelo BRDE e Agência Nacional de Cinema (Ancine).
O município de Palmeiras, na Chapada Diamantina, vai realizar a segunda edição da Feira Literária da cidade (Flipa). Neste ano, o evento acontece entre os dias 23 e 26 de julho e homenageará a atriz, cantora, jornalista, professora e poeta Elisa Lucinda. A curadoria desta edição ficará por conta dos educadores Jorge Portugal e de Gildeci Leita.
A homenageada é autora de 17 livros - alguns deles dedicados ao público infantil. “Ela escreve sobre o amor, a ausência, a liberdade, mas também sobre racismo, discriminação, violência e intolerância”, aponta Lizandra Souza, uma das organizadoras da Flipa.
Além disso, Elisa Lucinda é fundadora da Escola Lucinda de Poesia Viva e da Casa-Poema, instituição socioeducativa, onde dá aulas de poesia para população transgênero e jovens em conflito com a lei. Segundo Elisa, seus livros deveriam também ser vendidos nas farmácias, pois como a própria autora diz: “Livro é Remédio”.
Dentre os atrativos da programação estão oficinas, lançamentos de livros, mesas de debates e exposições.
A poeta, cantora, atriz e escritora Elisa Lucinda desembarca em Salvador no dia 1º de julho para lançar seu segundo romance, “Livro do Avesso, o pensamento de Edite”. O evento de lançamento acontece no Teatro Gregório de Mattos, a partir das 18h.
Publicada pela Editora Malê, a obra é uma prosa poética que reúne os pensamentos mais livres e plurais da artista, uma brasileira, adulta, negra, que vive os dilemas e paradoxos da sociedade contemporânea.
No romance, Elisa Lucinda propõe desnudar, com graça e leveza, o íntimo de sua personagem narradora-protagonista, Edite, que é também uma aficionada pelas palavras e toma notas de suas vivências e sonhos.
SERVIÇO
O QUÊ: Elisa Lucinda lança “Livro do Avesso, o pensamento de Edite”
QUANDO: Segunda-feira, 1º de julho, às 18h
ONDE: Teatro Gregório de Mattos – Salvador (BA)
Elisa Lucinda irá apresentar o monólogo "Parem de falar mal da rotina" na Sala Principal do Teatro Castro Alves, dentro do projeto Domingo no TCA, no dia 30 de junho. A apresentação começa às 11h e os ingressos custam R$ 1 (inteira) e R$ 0,50 (meia), vendidos apenas no dia do evento, a partir das 9h, com acesso imediato ao teatro.
A peça une histórias vividas e ouvidas por Elisa Lucinda, como observadora do cotidiano, além dos poemas retirados dos livros “O Semelhante”, “Eu te amo e suas estreias” e “A fúria da Beleza”.Um monólogo não convencional, a montagem aborda um modo de vida, uma visão de existência, a maneira através da qual Elisa, que além de atuar assina também roteiro e direção, consegue expressar sua urgência e inquietude na busca interminável da liberdade de se poder viver plenamente, sem os famosos cárceres a que nós mesmos nos impomos.
SERVIÇO
O QUÊ: Espetáculo “Parem de Falar Mal da Rotina”
QUANDO: Domingo, 30 de junho, às 11h
ONDE: Sala Principal do Teatro Castro Alves, Campo Grande
VALOR: R$ 1 (inteira) e R$ 0,50 (meia)
A Caixa Cultural Salvador recebe o espetáculo “Parem de Falar Mal da Rotina”, monólogo da atriz Elisa Lucinda, entre os dias 14 a 17 de fevereiro. Serão quatro apresentações, de quinta-feira a domingo, às 19h.
A peça, que já teve sua apresentação em Salvador cancelada duas vezes (lembre aqui), une histórias vividas e ouvidas por Elisa Lucinda, como observadora do cotidiano, além dos poemas retirados dos livros “O Semelhante”, “Eu te amo e suas estreias” e “A fúria da Beleza”.
Um monólogo não convencional, a montagem aborda um modo de vida, uma visão de existência, a maneira através da qual Elisa, que além de atuar assina também roteiro e direção, consegue expressar sua urgência e inquietude na busca interminável da liberdade de se poder viver plenamente, sem os famosos cárceres a que nós mesmos nos impomos.
Os ingressos custam R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia) e serão vendidos na bilheteria da Caixa Cultural, a partir das 9h do primeiro dia de espetáculo (14 de fevereiro).
SERVIÇO
O QUÊ: Espetáculo “Parem de Falar Mal da Rotina”
QUANDO: Quinta a domingo, 14 a 17 de fevereiro, às 19h
ONDE: Caixa Cultural Salvador, Centro, Salvador-BA
VALOR: R$ 30 inteira e R$ 15 meia
Após o espetáculo “Parem de Falar Mal da Rotina” ser adiado porque Elisa Lucinda quebrou o punho (veja aqui), a atriz do monólogo escreveu um comunicado para o público baiano falando sobre o ocorrido e explicando sua situação.
No inicio do texto a cantora destacou a sua dedicação ao trabalho e como fica triste quando não consegue realiza-lo: “Não suporto faltar ao trabalho, mesmo sendo alguém que curte passear, andar de bicicleta, se divertir, cantar, fazer saraus, namorar, dançar forró, sou uma pessoa que trabalha todos os dias e me faz muito mal faltar ao meu ofício”.
Com relação aos cancelamentos da temporada do espetáculo em Salvador que estavam marcados para este final de semana, a cantora revelou o quão arrasada ficou ao saber que não iria conseguir realizar as apresentações. “Depois de ficar no começo do mês, internada por conta de uma diverticulite e de ter por isso transferido a temporada de “Parem de Falar Mal da Rotina”, em Salvador, na Caixa Cultural para este fim de semana, fui surpreendida por um acidente doméstico onde fraturei o pulso. [...] Com o pulso fraturado em vários pontos estou afastada das minhas “atividades laborais” durante o verão. Chorei muito. A notícia me arrasou. Na ilusão e na minha pulsão de trabalhar e trabalhar, nem pensei quando entrei no hospital domingo para a cirurgia que, na quinta, eu não pudesse atuar”.
Elisa fez questão de elogiar o público baiano e disse que sempre foi muito bem recebida em Salvador. “Estava preparada, bronzeada, afiada, bonita e magra para me apresentar ao público baiano na 16ª temporada do ‘Parem de Falar Mal da Rotina’, na cidade que me acolhe e cujo público jamais me faltou. Explico: a primeira vez que me apresentei na Bahia da magia profissionalmente foi num projeto chamado Inverno em Salvador, isso era 1996 e não posso esquecer do lugar lotado me recebendo de braços abertos, como se já fosse uma artista consolidada e famosa. Um caso de amor”.
“Meu amado público, não deixe que nenhum governo nos despreze. É o artista que representa o povo. É ele o palhaço, a mocinha e o bandido da história. Não sei porque escrevendo essas linhas comecei a chorar. Acho que vou usar o som dos aplausos que guardo em meu peito, os calorosos aplausos que vieram de suas mãos para o meu coração, respeitável público, e que são remédio invisível que me ajudam nessa hora da cura. Até breve, minha quimera. Sei que a Bahia me espera”, finalizou a atriz.
O espetáculo “Parem de Falar Mal da Rotina”, monólogo da atriz e poetista Elisa Lucinda, que iria acontecer entre os dias 29 de novembro e 2 de dezembro, na Caixa Cultural Salvador, foi cancelado.
A atriz caiu e quebrou o punho, e por isso foi submetida a uma cirurgia para colocação de pinos, e encontra-se internada em Vitória, no Espírito Santos. Assim que possível, novas datas da apresentação serão informadas pela produção do espetáculo.
A Caixa Cultural Salvador recebe o espetáculo “Parem de Falar Mal da Rotina”, da atriz Elisa Lucinda, entre os dias 29 de novembro a 2 de dezembro. Serão quatro apresentações, de quinta-feira a domingo, às 19h. A peça iria acontecer no inicio de novembro mas foi adiada pois a artista teve uma crise de diverticulite (veja aqui).
A peça une histórias vividas e ouvidas por Elisa Lucinda, como observadora do cotidiano, além dos poemas retirados dos livros “O Semelhante”, “Eu te amo e suas estreias” e “A fúria da Beleza”.
Um monólogo não convencional, a montagem aborda um modo de vida, uma visão de existência, a maneira através da qual Elisa, que além de atuar assina também roteiro e direção, consegue expressar sua urgência e inquietude na busca interminável da liberdade de se poder viver plenamente, sem os famosos cárceres a que nós mesmos nos impomos.
Os ingressos custam R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia) e serão vendidos na bilheteria da Caixa Cultural, a partir das 9h do primeiro dia de espetáculo.
SERVIÇO
O QUÊ: Espetáculo Parem de Falar Mal da Rotina
QUANDO: Quinta a domingo, 29 de novembro a 2 de dezembro, às 19h
ONDE: Caixa Cultural Salvador, Centro, Salvador-BA
VALOR: R$ 20 inteira e R$ 10 meia
O espetáculo “Parem de Falar Mal da Rotina”, monólogo da atriz e poetista Elisa Lucinda, que iria acontecer entre os dias 1º e 4 de novembro, na Caixa Cultural Salvador, foi cancelado.
A atriz está internada, devido a uma crise de diverticulite e não poderá deixar o Rio de Janeiro nos próximos dias. Assim que possível, novas datas da apresentação serão informadas.
A Caixa Cultural Salvador recebe o espetáculo “Parem de Falar Mal da Rotina”, da atriz Elisa Lucinda, entre os dias 1º a 4 de novembro. Serão quatro apresentações, de quinta-feira a domingo, às 19h.
A peça une histórias vividas e ouvidas por Elisa Lucinda, como observadora do cotidiano, além dos poemas retirados dos livros “O Semelhante”, “Eu te amo e suas estreias” e “A fúria da Beleza”.
Um monólogo não convencional, a montagem aborda um modo de vida, uma visão de existência, a maneira através da qual Elisa, que além de atuar assina também roteiro e direção, consegue expressar sua urgência e inquietude na busca interminável da liberdade de se poder viver plenamente, sem os famosos cárceres a que nós mesmos nos impomos.
Os ingressos custam R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia) e serão vendidos na bilheteria da CAIXA Cultural, a partir das 9h do primeiro dia de espetáculo 1º de novembro.
SERVIÇO
O QUÊ: Espetáculo Parem de Falar Mal da Rotina
QUANDO: Quinta a domingo, 1 a 4 de novembro, às 19h
ONDE: Caixa Cultural Salvador, Centro, Salvador-BA
VALOR: R$ 20 inteira e R$ 10 meia
Equilíbrio e diversidade. É respeitando essas duas máximas que a sétima edição da Festa Literária Internacional de Cachoeira (Flica) começa nesta quinta-feira (5) homenageando o poeta Ruy Espinheira Filho e realizando, pela primeira vez, uma mesa somente com escritores da cidade, uma noite de gala para escritoras negras e uma mesa, também pela primeira vez, inteiramente dedicada à literatura indígena e seus escritores. Responsável pela curadoria desta edição, o jornalista literário Tom Correia assumiu a tarefa de compor as mesas da feira depois de ser público e escritor convidado. “Essas experiências me criaram uma empatia com o público e com os palestrantes”, contou o curador ao Bahia Notícias. O resultado é uma feira que conversa com seu público através dos livros e da pluralidade.
Essa é a Flica com o maior número de mesas exclusivas com escritores negros e negras, garante Correia. O motivo? “O momento sintomático para o país e esses escritores precisam ter mais voz”, conta o curador. Durante sua noite mais importante, a noite de sábado, a festa celebra a literatura negra com duas mesas. Em uma delas, a escritora Paulina Chiziane, primeira mulher negra de Moçambique a escrever um romance, divide a fala com a poeta Elisa Lucinda na mesa “A máxima potência que habita as palavras”.

Paulina Chiziane / Foto: Divulgação
Também pela primeira vez com uma mesa exclusiva nesta Flica da diversidade, a literatura indígena encerra a programação da edição no domingo (8) de manhã com a mesa “A imperdoável capacidade humana de apagar seus antepassados”. “Nós perdemos essa conexão com nossos ancestrais e não conhecemos a literatura indígena esse momento não deixará de ser um posicionamento”, declarou Tom Correia. Em tom diferente, mas não menos inédito, a mesa “Penso, falo, canto e sou sua liberdade, Cachoeira” vai homenagear a cidade que recebe a Flica, debatendo a literatura da cidade com seus escritores.

Desde 2014, a Flica presta homenagens a autoras e autores vivos das primeiras gerações e em plena atividade criativa. Este ano, Ruy Espinheira Filho foi o homenageado escolhido. “O nome do Ruy surgiu de forma muito natural, uma vez ele é muito querido e não dificilmente é classificado como o maior poeta baiano vivo”, conta Correia.

Ruy Espinheira Filho / Foto: Divulgação
Com carácter político, a curadoria de Tom Correia alinhou a Flica com outros espaços de arte que estão discutindo questões atuais da sociedade. No lugar de curadores do MAM e do Santander, envolto de polêmicas por abrir espaço para discussão de temas fora do senso comum, Correia é enfático: “se isso acontecesse comigo eu tentaria dialogar, o problema é que o outro lado não quer diálogo”. A sétima Festa Literária Internacional de Cachoeira acontece de 5 a 8 de outubro na Escadaria Câmera.
A atriz e poetiza Eliza Lucinda desembarca em Salvador no dia 14 de agosto, para realizar uma apresentação beneficente do espetáculo “Parem de Falar Mal da Rotina”. A montagem fará parte das comemorações pelos 20 anos do Teatro Jorge Amado e terá sua renda revertida para o projeto social Teatro Escola Jorge Amado, voltado para a formação de jovens de escolas públicas e afrodescendentes. Primeira artista a pisar no palco do teatro, em agosto de 1998, Elisa Lucinda retorna ao Jorge Amado com o pocket-show de um de seus maiores sucessos. O monólogo “Parem de Falar Mal da Rotina” traz a visão da artista sobre o modo de vida e sua inquietude na busca da liberdade de se poder viver plenamente, sem as prisões auto impostas. A montagem reúne histórias vividas ou ouvidas pela atriz, além de poemas retirados dos livros “O Semelhante” e “Eu Te Amo e Suas Estréias”. Os ingressos custam R$ 40 reais (inteira) e R$ 20 (meia).
SERVIÇO
O QUÊ: Elisa Lucinda - “Parem de Falar Mal da Rotina”
QUANDO: Segunda-feira, 14 de agosto, às 20h
ONDE: Teatro Jorge Amado
VALOR: R$ 40 reais (inteira) e R$ 20 (meia)
Atores brasileiros se uniram em torno de um novo projeto: desenvolver uma série que só envolva atores negros. A iniciativa acontece “em segredo”, mas foi revelada ao Bahia Notícias pela atriz, poeta e cantora Elisa Lucinda, que se apresentou na capital baiana no último fim de semana (veja aqui). “Eu, Lázaro Ramos, Luís Miranda, Adriana Couto, Fabrício de Oliveira, Taís Araújo, Camila e Antônio Pitanga, entre outros, estamos conversando”, admitiu. Elisa considera os encontros apenas “reuniões informais”, mas acredita que as ideias saiam do papel ainda este ano: “Nós temos um quadro muito forte de gente que é boa, mas sempre é apenas um por elenco. A nossa força negra é muito diluída, acho que tá mais do que na hora de escrever nossas vitórias e protagonizá-las”. A atriz, que também é escritora e jornalista, contou que o ano será de novos desafios e que está “escrevendo séries, roteirizando e fazendo um trabalho cada vez mais voltado para a dramaturgia para negros”. Segundo ela, os encontros acontecem em São Paulo e o grupo ainda não tem nome, já que o projeto ainda está na fase de “organização de ideias”. A artista argumenta que o projeto terá relevância porque o debate sobre racismo é uma tendência do mundo e do Brasil: “É um assunto muito importante. o Brasil ainda é muito racista, né? E a gente sabe o que é exclusão”?. Lucinda ainda propõe novas produções clássicas com atores negros, citando o filme “A Bela e a Fera” que está atualmente em cartaz no país. “A gente nem imagina a Bela e a Fera com a Bela sendo negra, todos os grandes símbolos mundiais são europelizados, isso é muito chato”. A artista acredita em ações culturais de empoderamento e defende a criação dessa versão com negros no Brasil. Além disso, Elisa continua em 2017 no programa Cidade Partida, exibido no Canal Brasil e que está na segunda temporada. A veterana também irá aderir a “onda” dos digital influencers, com o lançamento do próprio canal do YouTube. Sem nome divulgado, a novidade será lançada em maio e trará ao público assuntos do “cotidiano e temas atuais, além de poesia, música”, tudo sob a visão da artista.
Elisa Lucinda apresenta neste final de semana o espetáculo “A Paixão Segundo Adélia Prado”, no Teatro ISBA. A peça foi uma parceria de Elisa com Geovana Pires, em que as atrizes fizeram uma colagem da obra da poeta. Para Elisa, Adélia é a maior poeta viva do país: com 81 anos, a mineira acumula obras e honrarias, como o Prêmio Clarice Lispector em 2016. Apesar do sofisticado texto da autora, a atriz e também poeta garante que o texto foi reescrito de uma forma mais clara e fácil para a compreensão de todos. A peça mostra outro lado de Adélia, conhecida pelos textos com teor católico. Conforme Elisa, Adélia mostra que “pode ter fé e desejo” e diz em um trecho da obra: “Deus não me fez até a cintura para o diabo fazer o resto”. Apesar do conteúdo mais profano e do enredo amoroso com o famoso personagem Jonathan, a atriz convida “toda a família” para assistir. “É a literatura viva, as pessoas se divertem, riem e choram em uma hora e vinte”. Em 2017 Elisa Lucinda comemora 30 anos de carreira e garante que as comemorações já começaram. “O livro Vozes Guardadas que lancei faz parte das comemorações e vai poder ser adquirido no local. Sempre faço do meu palco uma livraria ambulante. É o maior livro de poesias que já publiquei, há 11 anos não publicava livros”, contou.
Celebrando seus 30 anos de carreira, a atriz Elisa Lucinda traz a Salvador seu novo espetáculo, “A Paixão Segundo Adélia Prado”. A montagem, na qual a artista faz um profundo mergulho poético no universo da poeta mineira, fica em cartaz de 18 a 20 de março, no Teatro Isba. Sob a direção de Geovana Pires, a peça "revela uma Adélia que muitas vezes não se mostra logo à primeira olhada, mas está essencialmente presente na sua poesia. Por conta do sacro véu que parece cobrir a marca de sua obra, não se vê seu particular e escancarado erotismo, seu desejo e muito menos sua disponibilidade amorosa, seu romance, seu olhar por debaixo da própria saia e das da sua geração, regida pela imagem da Virgem e o extremo desejo reprimido".
Serviço
O QUÊ: “A Paixão Segundo Adélia Prado”
QUANDO: 18, 19 e 20 de março. Sexta e sábado, 21h e domingo, às 20h
ONDE: Teatro Isba
VALOR: R$ 70 (inteira) e R$ 35 (meia), na sexta-feira | R$ 80 (inteira) e R$ 40, no sábado e domingo
O QUÊ: Projeto Versos de Liberdade
QUANDO: Quinta-feira, 19 de março, às 19h
ONDE: Auditório do Ministério Público (Av. Joana Angélica, Nazaré)
QUANTO: Gratuito
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Hilton Coelho
"O Guilherme Boulos está precisando de apoio dentro do PSOL. Ele defendeu que o PSOL participasse da federação com o PT e simplesmente 76% do PSOL disse não. Então, se tem alguém que está deslocado dentro do PSOL, não é o companheiro Ronaldo Mansur, é o companheiro Guilherme Boulos".
Disse o deputado estadual Hilton Coelho (PSol) afirmou nesta quinta-feira (24), durante a convenção da federação PSol-Rede, em Salvador, que o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSol), está "deslocado" dentro do partido após a maioria dos filiados rejeitar a proposta de federação com o Partido dos Trabalhadores (PT).