Artigos
Grande orgulho de ser cidadão da primeira capital do Brasil
Multimídia
João Roma diz que todos, exceto Lula, devem apoiar ACM Neto no governo da Bahia
Entrevistas
Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra
educacao superior
A Universidade Federal da Bahia (UFBA) aprovou a criação do curso de Bacharelado em Cinema e Audiovisual, com previsão de início das atividades em 2027. A nova graduação será vinculada à Faculdade de Comunicação (Facom) e terá como proposta estruturar a formação na área em dois ciclos, permitindo que estudantes egressos do Bacharelado Interdisciplinar (BI) concluam a formação específica e obtenham o título de bacharel em Cinema e Audiovisual.
O curso funcionará como um segundo ciclo de formação. Inicialmente, o estudante deverá ingressar no BI em Artes, onde cumprirá o núcleo comum e a área de concentração. Após essa etapa, poderá ingressar no Bacharelado em Cinema e Audiovisual, que terá mais dois semestres de disciplinas avançadas, além da elaboração do Trabalho de Conclusão de Curso (TCC). Neste primeiro momento, não há previsão de outras formas de ingresso, como por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu).
De acordo com Adil Lepri, coordenador do Núcleo Docente Estruturante (NDE) de Cinema e Audiovisual, a expansão da produção audiovisual na Bahia nas últimas duas décadas, impulsionada por políticas públicas nacionais, estaduais e municipais, aumentou a necessidade de profissionais qualificados e de uma formação acadêmica alinhada às demandas do setor.
A criação do bacharelado também é resultado de uma demanda construída ao longo dos anos por estudantes e professores. A UFBA já mantém uma Área de Concentração (AC) em Cinema, vinculada ao Instituto de Humanidades, Artes e Ciências (IHAC), que serviu como uma das bases para a criação da nova graduação.
“Criou-se essa área de concentração que funcionou nos últimos 15 anos, só que desde o início já tinha essa vontade de criar um curso de bacharelado”, explica Adil.
Para Clara Flores, egressa do BI e profissional do setor audiovisual, a formação oferecida pela universidade já apresenta reflexos no mercado de trabalho. “Conheço várias pessoas que se formaram na área de concentração e hoje estão muito bem no mercado”, afirma.
Apesar dos resultados obtidos pela Área de Concentração em Cinema, professores e estudantes passaram a identificar a necessidade de uma formação mais aprofundada e específica. Segundo Adil, a criação do bacharelado foi sendo construída ao longo dos anos até a elaboração do projeto pedagógico e sua tramitação nas instâncias da universidade.
“Percebia-se entre os professores, os estudantes e toda a comunidade uma demanda para um programa de estudos mais avançado em cinema”, afirma. “Então, sempre foi uma vontade, mas isso foi se construindo aos poucos até o projeto pedagógico do curso ser elaborado e submetido. Foi um longo processo de tramitação entre as instâncias da Universidade até ser aprovado esse ano no Conselho Acadêmico de Ensino”, relata.
A criação do curso também está relacionada à trajetória histórica da UFBA na formação e no desenvolvimento do cinema e do audiovisual na Bahia. Embora a universidade ainda não tivesse uma graduação específica em Cinema e Audiovisual, a instituição acumulou, ao longo das décadas, experiências de ensino, pesquisa e extensão na área.
A universidade também participou da formação de profissionais que atuam em diferentes segmentos do audiovisual baiano, incluindo diretores, pesquisadores, roteiristas e realizadores. Nesse cenário, o novo bacharelado representa a institucionalização de uma formação específica em Cinema e Audiovisual dentro de uma tradição acadêmica já consolidada na UFBA.
Com a aprovação do projeto pedagógico pelo Conselho Acadêmico de Ensino (CAE), a universidade deverá avançar, ao longo do segundo semestre de 2026, no registro das disciplinas e na elaboração do edital de seleção destinado exclusivamente a egressos do BI. A primeira turma está prevista para começar as atividades em 2027.
A transição também contará com o apoio da Liga Acadêmica de Cinema da UFBA (LACINE), que deverá contribuir para a integração de atividades e para o fortalecimento da produção prática entre os estudantes. “Todos os cursos universitários agora são obrigados a terem horas de extensão. A Liga Acadêmica certamente vai ser um lugar privilegiado de cumprir essa carga horária dentro do curso”, afirma Adil.
O coordenador também destaca a expectativa com a implantação da graduação e a possibilidade de ampliar a atuação dos professores da área. “Eu fico satisfeito de poder dizer que no ano que vem, 2027, vamos ter o curso já em funcionamento”, afirma.
Segundo ele, a criação do bacharelado também permitirá que os docentes desenvolvam disciplinas mais aprofundadas e acompanhem a produção acadêmica dos estudantes. “É interessante não só para mim, mas para todos os professores da área de concentração, ter oportunidade de ministrar disciplinas mais aprofundadas, voltadas para estudantes do bacharelado, e também de orientar TCC desses estudantes”, pontua.
A Bahia repete o feito em aparecer no cenário acadêmico internacional através das classificações da Universidade Federal da Bahia (Ufba), sediada em Vitória da Conquista e Salvador. Entre diversas categorias analisadas, nas áreas de 'Artes e Humanidades, Medicina e Arquitetura', a instituição aparece com cursos no QS World University Rankings by Subject 2026 com dados divulgados nesta quarta-feira (25).
Embora com ausências na maioria das áreas de conhecimento, a Ufba é a principal representante baiana na lista, consolidando sua relevância no Nordeste e no Brasil em áreas estratégicas do conhecimento.
Na área de "Artes e Humanidades", a universidade aparece na faixa entre as posições 501–550, sendo a única instituição do Nordeste entre as brasileiras classificadas nesse campo. O resultado reforça o papel da Ufba como referência regional em áreas ligadas à cultura, história e produção acadêmica.
Entrada do Campus de Ondina | Foto: Ronne Oliveira / Bahia Notícias
Em Medicina, a instituição também figura entre as universidades brasileiras presentes no ranking, na faixa de 551–600. Com tradição no ensino médico desde sua faculdade fundada em 1808, a universidade se destaca como a melhor do Norte-Nordeste na classificação, à frente de outras instituições da região, como a Universidade Federal do Ceará (UFC) e a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).
Já no cenário nacional, o maior destaque continua sendo a Universidade de São Paulo (USP), que aparece entre as melhores do mundo em diversas áreas (exceção de Música, Artes Cênicas e Teologia, desbancada pela PUC-RS, UFRJ e Unesp).
A USP figura entre as 50 principais em Medicina e outros dez campos de ensino e pesquisa do ranking.
Outro ponto de destaque para a Bahia é o curso de "Architecture & Built Environment". A Ufba aparece novamente na mesma faixa de classificação, posicionando-se entre os principais cursos do país nessa área. Globalmente, o ranking reúne nessa área somente 250 instituições.
Apesar da presença nas três áreas destacadas, a Bahia não pontuou em campos como Engenharia e Tecnologia, Agricultura, Silvicultura, Contabilidade e Finanças. Os dados indicam desafios para ampliar a presença do estado em outras áreas estratégicas.
Ainda assim, a Ufba mantém protagonismo baiano no cenário nordestino, sendo uma das poucas instituições da região a figurar no ranking internacional em mais de uma área do conhecimento, entre as que foram mencionadas fora do eixo sul-sudeste a UFPA (Universidade Fedral do Pará), a UnB (Universidade de Brasilia), Ufpe e UFC foram prestigiadas.
Portarias das universidades Ufpa, Unb e Ufpe respectivamente | Fotos: Reprodução / Google Maps
O ranking analisou cerca de 1.900 universidades em todo o mundo, com aproximadamente 300 novas instituições incluídas nesta edição de 2026. Mesmo diante da forte concorrência global, o desempenho da Ufba reforça a importância da Bahia no cenário da educação superior.
A Universidade Federal da Bahia (UFBA) voltou a aparecer no QS World University Rankings 2026, divulgado nesta quarta-feira (1º), como a única instituição baiana listada no ranking internacional. A universidade, no entanto, figura apenas na faixa 1201-1400 entre mais de 1.500 instituições avaliadas, mantendo um desempenho discreto frente a outras universidades federais do país.
No cenário nacional, a UFBA ocupa posição inferior a instituições como a Universidade de São Paulo (USP), que segue como a brasileira mais bem colocada, em 108º lugar — embora tenha perdido espaço e saído do Top 100 pela primeira vez em anos. Logo atrás aparecem a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp, 233ª) e a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ, 317ª).
Entre os critérios avaliados na última classificação, a UFBA teve seus melhores resultados em ‘Rede de pesquisa internacional’ (48,7/100), mas obteve notas baixas em ‘Reputação acadêmica’ (5,7/100) e citações de pesquisa (11,8/100).
Os demais critérios de desempenho ficaram com as seguintes pontuações. Proporção de alunos docentes (11,8), Proporção Internacional de Docentes (6,9), Citações por Faculdade (5,7) e Reputação do Empregador (5,0). Os indicadores ligados à internacionalização estudantil registraram as notas mais baixas, com Proporção de Estudantes Internacionais (2,0) e Diversidade de Estudantes Internacionais (1,8).
Relembre as pontuações da baiana em gráfico entre as brasileiras:
No panorama global, o Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) manteve a liderança mundial pelo 14º ano consecutivo. O Imperial College London assumiu a segunda posição, seguido pela Universidade de Stanford. Na América Latina, a liderança na lista de melhores instituições de ensino da região foi a Universidad de Chile (UC).
O Brasil, apesar de continuar sendo o país latino-americano com mais instituições classificadas, registrou uma queda de desempenho: segundo a QS, houve uma redução líquida de 25% no rendimento das universidades brasileiras em relação à edição passada.
Estudantes, professores, políticos e sociedade civil se mobilizaram na manhã desta sexta-feira (2) em Ipirá, na Bacia do Jacuípe, para pedir a instalação da Universidade Federal do Nordeste da Bahia (UFNB). A manifestação reuniu pelo menos um mil pessoas, segundo alguns organizadores. A caminhada começou em frente ao Colégio Sant’Clair.
Depois, o grupo subiu pela Avenida César Cabral, passou pelas praças Roberto Cintra e José Leão dos Santos e encerrou a passeata em frente ao Centro Cultural Elofilo Marques, onde uma audiência dará seguimento às discussões durante o dia para a implantação da universidade. Com maior população da Bacia do Jacuípe [59,3 mil habitantes, segundo última estimativa do IBGE], Ipirá não sedia nenhuma faculdade pública.

Foto: Francis Juliano / Bahia Notícias
As discussões sobre a UFNB começaram em 2010. Em 2014, o município participou de uma audiência, mas o debate não avançou, segundo os participantes, devido às mudanças na política nacional, a partir de 2016. A futura UFNB foi pensada para contemplar os territórios da Bacia do Jacuípe, Sisal, Nordeste 2 e Agreste/Litoral Norte.

Foto: Francis Juliano / Bahia Notícias
Em torno de 73 municípios podem ser alcançados em uma população de mais de 2,5 milhões de baianos.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Hilton Coelho
"Jerônimo, você se comprometeu, no último debate de TV, a baixar, em uma semana, o decreto para proteger a Serra da Chapadinha. Queria perguntar: cadê o decreto, governador?"
Disse o deputado estadual Hilton Coelho (PSOL) ao cobrar o governador Jerônimo Rodrigues (PT) a publicação do decreto estadual que prevê medidas de proteção à Serra da Chapadinha, unidade de conservação planejada para uma área localizada entre os municípios de Itaetê, Ibicoara e Mucugê, na Chapada Diamantina.