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Foram suspensas, temporariamente, as demissões coletivas realizadas pelo Grupo Casas Bahia na semana passada. A decisão é do Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região, que restringiu novos cortes sem intermediação de entidades sindicais na terça-feira (18). O grupo ainda não se manifestou sobre a decisão, mas poderá ser multada em R$ 500 por dia por trabalhador atingido, caso não colabore.
A companhia protocolou, no domingo, 16, um pedido de recuperação judicial por dívidas de R$ 17,3 bilhões. Em fato relevante enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a empresa afirma que o pedido ocorre em um contexto de deterioração das condições econômico-financeiras.
O grupo Casas Bahia atribui o cenário, entre outros fatores, a um ambiente macroeconômico marcado por taxas de juros elevadas, restrição de crédito, aumento do custo financeiro e pressão sobre o consumo e o capital de giro
No processo, a Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio (CNTC) afirma que a empresa fechou 298 lojas e demitiu cerca de 1,9 mil funcionários entre 13 e 14 de agosto, sem intervenção sindical prévia.
A decisão, assinada pela juíza Katarina Mousinho de Matos, determinou que a empresa tem cinco dias a partir da intimação para restabelecer provisoriamente os vínculos jurídicos e econômicos dos trabalhadores atingidos. Segundo o documento, a medida não implica reabertura das lojas encerradas nem retorno físico automático aos antigos postos de trabalho.
A Casas Bahia encerrou as atividades de quase 300 lojas, sendo 12 delas de Salvador, nesta sexta-feira (14). O processo que demitiu aproximadamente 1,9 mil funcionários faz parte da decisão da empresa de encerrar lojas em todo o país, em um dos maiores cortes da rede nos últimos anos.
As franquias fechadas representam quase 30% das unidades da empresa no país. O número de funcionários demitidos pode chegar a 3 mil, segundo dados do Valor Econômico.
Em Salvador, foram fechadas as unidades da Baixa dos Sapateiros, Manuel Dias, Avenida Sete de Setembro e Cabula (Silveira Martins). Também encerraram as atividades as lojas dos shoppings Salvador, da Bahia, Paralela, Barra, Piedade, Parque Shopping Bahia, Salvador Norte e Bela Vista.
Avisos foram colocados nas portas das unidades informando aos clientes que o atendimento seria encerrado a partir desta sexta-feira (14). Com o fechamento das lojas nos centros de compras, nenhuma unidade da Casas Bahia permanece em funcionamento nos shoppings de Salvador, conforme a relação divulgada.
A ação é uma alternativa para frear os prejuízos trazidos ao longo do ano. Nos primeiros três meses de 2026, a Casas Bahia registrou prejuízo de R$ 1,06 bilhão, mais que o dobro dos R$ 408 milhões negativos registrados no mesmo período de 2025. No ano passado, o prejuízo acumulado chegou a aproximadamente R$ 3 bilhões.
A empresa já vinha reduzindo sua estrutura. Nos 12 meses encerrados em março, foram 26 lojas a menos, sendo 12 da Casas Bahia e 14 do Ponto Frio. Ao fim de 2025, o grupo tinha 1.042 lojas, contra 1.064 em 2024 e 1.078 em 2023.
Em contrapartida, a companhia tenta ampliar as vendas digitais. No primeiro trimestre, as vendas online de produtos próprios cresceram 26%, enquanto as vendas nas lojas físicas recuaram 1,8%. A receita bruta avançou 6,4%, chegando a R$ 8,8 bilhões.
A Casas Bahia fechou 298 lojas e demitiu cerca de 1,9 mil funcionários em uma nova rodada de reestruturação, segundo informações do Valor Econômico. Os principais efeitos dos cortes ocorreram entre quinta-feira (13) e sexta-feira (14). A medida representa uma das maiores reduções realizadas de uma só vez pela varejista em sua história recente.
Nas últimas gestões, os ajustes na rede física e no quadro de pessoal ocorreram de maneira mais gradual. O novo corte acontece em meio aos resultados negativos da companhia. No primeiro trimestre de 2026, a empresa registrou prejuízo de quase R$ 1,1 bilhão. Em 2025, a perda líquida consolidada chegou a aproximadamente R$ 3 bilhões.
A Casas Bahia também adiou para esta sexta-feira (14) a divulgação do balanço do segundo trimestre, que estava prevista para quarta (12). A teleconferência com analistas foi marcada para segunda-feira (17).
A companhia vem reduzindo sua estrutura física enquanto amplia as operações digitais. No primeiro trimestre, as vendas online de produtos próprios cresceram 26%, enquanto as lojas físicas tiveram queda de 1,8%. Procurada, a Casas Bahia não se manifestou sobre os fechamentos e as demissões até a publicação das informações.
A instabilidade no comando técnico das equipes brasileiras segue em alta no início da temporada de 2026. Após nove rodadas do Campeonato Brasileiro, a média segue sendo de uma demissão por jornada. O número foi confirmado nesta sexta-feira (3), após a Chapecoense demitir o técnico Gilmar Dal Pozzo.
O treinador não resistiu à má fase na temporada e foi desligado do cargo após a goleada sofrida para o Atlético-MG por 4 a 0, nesta última quinta-feira (2), na Arena Condá, pela 9ª rodada do Brasileirão.
Em nota publicada nas redes sociais, o clube comunicou o desligamento do profissional e da sua comissão.
“A Associação Chapecoense de Futebol comunica, de maneira oficial, o desligamento do técnico Gilmar Dal Pozzo. Além do treinador, o auxiliar técnico Emerson Nunes e o preparador físico Jaelson Ortiz também deixam de integrar o quadro de colaboradores da agremiação. Pela dedicação e pelos serviços prestados pelos profissionais na atual passagem, o clube expressa a sua gratidão e reitera o desejo de sucesso”, escreveu.
A Associação Chapecoense de Futebol comunica, de maneira oficial, o desligamento do técnico Gilmar Dal Pozzo. Além do treinador, o auxiliar técnico Emerson Nunes e o preparador físico Jaelson Ortiz também deixam de integrar o quadro de colaboradores da agremiação.
— Chapecoense (@ChapecoenseReal) April 3, 2026
Pela dedicação… pic.twitter.com/RsZB3jgvi6
CONFIRA OS TÉCNICOS DEMITIDOS NO BRASILEIRÃO 2026:
Jorge Sampaoli – Atlético-MG
Fernando Diniz – Vasco
Juan Carlos Osorio – Remo
Filipe Luís – Flamengo
Hernán Crespo – São Paulo
Tite – Cruzeiro
Juan Pablo Vojvoda – Santos
Martín Anselmi – Botafogo
Gilmar Dal Pozzo – Chapecoense
Esta sexta-feira (20) marcou a divulgação da segunda leva de demissões no Botafogo, que atravessa um processo de redução de custos e reestruturação de sua SAF (Sociedade Anônima do Futebol). Foram incluídos nesta remessa o auxiliar técnico permanente da equipe principal, Cláudio Caçapa, além de outros profissionais do departamento de futebol.
No último dia 12, após uma série de reuniões, cerca de 40 funcionários já haviam sido desligados do clube. Nesta segunda onda, os cortes tiveram início na última quinta-feira e já acumulam 10 nomes. Entre os setores mais atingidos estão as categorias de base e o futebol feminino.
Profissionais do setor de scout — responsáveis pela análise e monitoramento técnico de jogadores e equipes para mapear novos talentos — que atendiam tanto ao sub-17 quanto ao sub-20 foram desligados. Membros da preparação física também foram demitidos.
No futebol masculino profissional, além de Caçapa, o coordenador de scout Raphael Rezende foi desligado. De acordo com informações divulgadas pelo ge, novas demissões ainda podem ocorrer ao longo do dia.
Ainda segundo o portal, o Botafogo planeja obter maior eficiência na gestão operacional, além da redução de gastos. A ideia, nos bastidores, é que a ampliação de receitas e investimentos seja revertida diretamente para o departamento de futebol.
No fim de janeiro, o clube carioca quitou parcelas atrasadas do direito de imagem dos atletas. No início deste mês, o Botafogo pagou a dívida com o Atlanta United e derrubou o transfer ban. Para viabilizar o pagamento, John Textor contraiu um empréstimo de 25 milhões de dólares, medida que gerou insatisfação nos bastidores.
O Vitória anunciou o desligamento do técnico Fábio Carille do comando do Leão após a derrota por 8 a 0 para o Flamengo, no Maracanã, pela 21ª rodada do Campeonato Brasileiro. O resultado marcou a 15ª demissão de treinadores da Série A em 2025. Faltando mais 17 rodadas para o fim, o número representa apenas cinco quedas a menos que o total do Brasileirão 2024.
Carille permaneceu pouco mais de um mês à frente do Rubro-Negro Baiano. No período, disputou nove jogos, conquistou apenas uma vitória, além de cinco empates e três derrotas. Sob seu comando, o time marcou oito gols e sofreu 18, com aproveitamento de 29,63%. A média foi de 0,89 gol a favor e dois contra por partida. Esta já é a segunda demissão de Fábio durante a Série A na temporada, porque ele já foi demitido pelo Vasco em 2025.
A goleada no Rio de Janeiro foi determinante para a decisão. O resultado intensificou a pressão da torcida e evidenciou as dificuldades do Vitória em se afastar da zona de rebaixamento. A diretoria optou pela mudança na madrugada de segunda para terça-feira.
Além de Carille, o Vitória também já demitiu Thiago Carpini durante o Campeonato Brasileiro de 2025, treinador esse que agora está à frente do Juventude. O time gaúcho é outro que já desligou dois técnicos enquanto disputa a competição. Primeiro foi Fábio Matias, depois Cláudio Tencati.
Santos e Sport se juntam a Vitória e Juventude. As duas equipes também contribuem com duas demissões para a lista que já soma 15 baixas. O Alvinegro Praiano demitiu Pedro Caixinha e Cléber Xavier, sendo comandado hoje por Pablo Vojvoda, enquanto o time pernambucano se desvinculou de Pepa e António Oliveira, tendo Daniel Paulista à beira do campo atualmente.
Mesmo na metade do torneio, mais sete clubes trocaram de treinadores considerando o período da primeira rodada do Brasileirão até o 21º capítulo da competição. Fluminense (Mano Menezes), Grêmio (Gustavo Quinteros), Ramón Díaz (Corinthians), Vasco (Fábio Carille), São Paulo (Luis Zubeldía), Botafogo (Renato Paiva) e Fortaleza (Pablo Vojvoda) completam a lista das demissões.
Ao fim do Campeonato Brasileiro de 2024, 20 demissões aconteceram. Rebaixados, Atlético-GO, com três, e Athletico-PR, com duas, lideram a lista, o Vasco também assumiu a ponta com três baixas. O Juventude aparece sozinho na prateleira com duas quedas no ano passado, enquanto Atlético-MG, Corinthians, Cruzeiro, Cuiabá, Flamengo, Fluminense, Internacional, RB Bragantino, São Paulo e Vitória trocaram de treinador uma vez.
“Ao invés de contratar mais pessoas para poder oferecer um serviço de mais qualidade, a empresa está demitindo, sem critério, desrespeitando os acordos trabalhistas”. Foi o que disse o deputado estadual Robinson Almeida (PT) sobre uma suposta demissão em “massa” e o não cumprimento do acordo coletivo da Companhia de Eletricidade do Estado da Bahia (Coelba) com o Sindicato dos Eletricitários da Bahia (Sinergia).
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A declaração foi dada durante a sessão plenária da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), nesta terça-feira (12). Segundo o parlamentar, entre janeiro e fevereiro foram demitidos 60 trabalhadores, número três vezes superior ao registrado no mesmo período dos últimos cinco anos, quando 20 trabalhadores teriam sido desligados da companhia de eletricidade.
“É uma atitude inadequada da Coelba, num momento em que a sociedade exige um melhor serviço prestado por essa empresa, ela piora o serviço que já é ruim. É muito comum à falta de energia em todos os municípios baianos, aqui na capital mesmo nós assistimos a uma instabilidade no fornecimento de energia em pleno carnaval na Barra, com um apagão por 2 horas”, criticou o parlamentar.
De acordo com ele, O clima na Coelba é de insegurança, pressão e ameaças de demissão, o que estaria afetando até a saúde mental dos trabalhadores. Ainda de acordo com Robinson, o Sindicato dos Eletricitários da Bahia noticiou o Ministério Público do Trabalho para que a empresa seja notificada a esclarecer os fatos, respeitar o acordo coletivo e interromper as demissões injustificadas.
“Há um acordo coletivo com o sindicato que precisa ser respeitado”, apontou o parlamentar, que coordena a subcomissão na Assembleia Legislativa responsável por acompanhar a Execução do Contrato de Concessão da Coelba e Demandas e Investimentos Represados pela companhia.
Privatizada em 1997, a concessão da Coelba vence em 2027. A companhia tem até agosto deste ano para pedir a renovação. A União tem até fevereiro de 2026 para se manifestar, do contrário a exploração do serviço de eletricidade na Bahia será renovado automaticamente em favor da concessionária. O Bahia Notícias entrou em contato com a Coelba para saber seu posicionamento acerca das acusações do deputado Robinson, mas não recebeu resposta até o fechamento desta reportagem.
COELBA NA BERLINDA
Mais cedo, na Comissão de Infraestrutura na AL-BA, por sugestão de Robinson, foi aprovada a realização de três audiências públicas relacionados à Coelba, que trataram da universalização da energia na zona rural, com a continuidade do Programa Luz para Todos; dos gargalos econômicos causados pela ausência de infraestrutura energética e da situação dos trabalhadores com vínculo com a Coelba. As discussões estão previstas para acontecer nos meses de abril, maio e junho.
A onda de demissões que atingiu a Rede Bahia na terça-feira (20) não desligou somente o comentarista esportivo Gustavo Castellucci do quadro de funcionários da filial da Globo no estado.
Ao menos mais quatro profissionais foram demitidos da emissora. A gerente comercial, Daniela Martins, tinha mais de 25 anos na empresa e atuava no setor de multimeios da Rede Bahia (TV, rádio e Internet), além da CBN, Bahia FM e Jovem Pan. Já Leila Guimarães era a responsável pela produção de eventos e tinha mais de 10 anos de casa. Ela produziu o Festival de Verão e o Festival de Inverno. Os cortes também atingiram Flaviny Najara Santos Ribeiro, editora de texto, que estava na função há mais de 5 anos.
As saídas aconteceram na esteira da demissão de Marcos Russo na última semana. Ele atuava como editor-chefe do Jornal da Manhã na emissora. O telejornal continua sem comando desde a sua saída.
A petroquímica Unigel ameaça demissões em massa nas unidades de Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador (RMS), e em Laranjeiras, no interior de Sergipe. Segundo o BP Money, parceiro do Bahia Notícias, a empresa cobrou uma posição da Petrobras até esta segunda-feira (31). O caso se refere aos preços do gás natural, usado para a fabricação de ureia, fornecido pela estatal.
No início de julho passado, a Unigel anunciou a retomada da produção de ureia automotiva na fábrica de fertilizantes nitrogenados no Polo Petroquímico de Camaçari. Ainda segundo informações, em mensagens enviadas à Petrobras, a Unigel afirmou que as demissões já começariam nesta segunda, caso a Petrobras não anunciasse um acordo.
A proposta teria sido levada ao conhecimento da estatal no dia 28 de junho. “Caso não haja esta decisão, seremos forçados a realizar as demissões já na segunda-feira (31), prazo limite para não incidir em multa demissional”, diz um trecho do comunicado.
A empresa ainda diz que reativou em julho, “com grande sacrifício”, a produção na Bahia a pedido do Ministério de Meio Ambiente “para que o Brasil não ficasse desabastecido de ARLA-2 (produto fundamental e de uso obrigatórios em todos os motores a diesel), evitando o colapso no transporte de carga no Brasil”.
A jornalista Giuliana Morrone também entrou na extensa lista de profissionais dispensados pela Globo nesta quarta-feira (5). Em seu perfil no Instagram, ela confirmou a demissão e agradeceu aos 34 anos de casa.
“Estou aqui celebrando e agradecendo por tudo o que vivi. A vida, para mim, é feita de paixão. Sempre tive paixão pelo jornalismo e por onde eu exerci até agora a minha profissão”, iniciou Morrone.
“Novo ciclo? Já disse que comigo não é assim. Mas pode esperar novos desafios, aprendizados, novas experiências, sempre buscando respostas, sempre buscando a verdade e com paixão”, continuou a jornalista.
Rosto conhecido da emissora, ela já esteve à frente do Jornal Nacional e se destacou pela cobertura política. Giuliana também foi correspondente da Globo nos Estados Unidos entre 2008 e 2018.
Os coordenadores gerais de Gestão Interna, Roberto Carlos Braz, e Raimundo Chaves, do Centro Nacional de Informação e Referência da Cultura Negra, entregaram seus cargos na Fundação Cultural Palmares nesta quinta-feira (11).
Essa é a terceira baixa na gestão do órgão, já que o diretor de Fomento da Cultura Afro-Brasileira da Palmares, Ebnézer Nogueira, também entregou sua carta de demissão da cadeira que ocupava (clique aqui).
De acordo com a coluna de Mônica Bergamo, na Folha, o documento que comunica a demissão dos três evidencia que a "decisão extremada" - como definiram o pedido de saída - ocorre após "inúmeras tentativas de interlocução com a presidência, acerca da gestão do órgão, que envolve os compromissos acordados no ato da posse".
"Como diretores e coordenadores dos departamentos que compõem a instituição, fomos voto vencido mesmo sendo a maioria em decisões cruciais ao bom andamento de projetos, ações de mudança de sede e demais políticas públicas que poderiam ser entregues à população até este momento", diz o texto.
Eles dizem ainda que tiveram suas decisões "indeferidas ou ignoradas" e que presenciaram com recorrência "pessoas que não tinham prerrogativa de voto, por não compor a diretoria e mesmo assim participavam de reuniões e interferiam nas decisões, causando ingerência de forma generalizada".
Conforme alega o comunicado, as pessoas mencionadas, no entanto, "não assumem os riscos da condução das ações dos departamentos e se isentam das suas consequências".
"Seja por má fé ou falta de conhecimento de nossas áreas, assistimos estarrecidos ao Senhor Presidente ser conduzido ao erro por servidores de longa data e que trabalharam fielmente nas antigas gestões desta Fundação".
"Coerentes com nossos princípios morais e políticos, tomamos uma difícil decisão de desligamento de nossos cargos por não encontrarmos mais viabilidade de diálogo entre os diretores o Presidente", finalizam.
Apesar de ter dito reiteradas vezes que Regina Duarte teria total liberdade para gerir a Secretaria Especial da Cultura, o presidente Jair Bolsonaro sinalizou que deve limitar a “carta branca” dada à atriz.
Segundo a jornalista Vera Magalhães, no BR Político, depois de indicar na cerimônia de posse que pode usar seu “poder de veto” sobre as nomeações feitas por Regina, Bolsonaro pediu aos apoiadores, no Facebook, os nomes de olavistas demitidos pela artista.
Após um seguidor acusar a atriz de estar "esquerdizando a pasta da Cultura", o presidente escreveu: "Quero os nomes se possível. Um abraço!". Segundo o site, Bolsonaro recebeu centenas de respostas. Dentre os nomes elencados pelos bolsonaristas estão Camilo Calandreli, Reynaldo Campana, Gislaine Targa, Raquel Brugnera, Ednagela Santos e Ricardo Freire.
Conforme o levantado pela coluna de Mônica Bergamo, por conta das demissões e da pouca disposição de Regina atender às pautas políticas do presidente, aliados já apontam que ela é uma bomba prestes a explodir (clique aqui). O próprio Olavo de Carvalho disse que foi uma “cagada” ter apoiado a escolha da artista para assumir a Cultura.
Segundo Vera Magalhães, Bolsonaro deve inclusive reverter a nomeação de Marcos Teixeira Campos como presidente da Funarte, após perfis bolsolavistas nas redes sociais apontarem que ele seria ligado ao PSOL.

Curtas do Poder
Pérolas do Dia
ACM Neto
"Tentativa de interferir no processo eleitoral com a criação e divulgação de factoides e insinuações mentirosas e falsas, através de vazamentos seletivos, que buscam associar indevidamente meu nome a situações que nunca tive envolvimento".
Disse o candidato ao governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil) ao se pronunciar sobre o pedido da Polícia Federal (PF) para realizar uma busca e apreensão relacionada a ele no âmbito da 10ª fase da Operação Overclean, deflagrada nesta quinta-feira (17). A medida, no entanto, foi negada pelo ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF).