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demetrius oliveira macedo
O procurador Demétrius Oliveira Macedo, que agrediu a chefe, Gabriela Samadello Monteiro de Barros, durante o expediente na Prefeitura de Registro, interior de São Paulo, em 2022, foi absolvido pela Justiça paulista. Após o episódio, ele foi diagnosticado com esquizofrenia, apresentando episódios psicóticos de frangofilia, impulso ao estraçalhamento de roupas, vestes, travesseiros, colchões e móveis (saiba mais).
A decisão da 1ª Vara da Comarca de Registro é desta sexta-feira (16) e, conforme o g1, ele foi considerado inimputável - pessoa que não compreende a ilegalidade do próprio comportamento em razão de doença mental - devido ao seu diagnóstico.
Demetrius agrediu Gabriela com socos e chutes, ela ficou com o rosto ensanguentado. A agressão foi filmada por outra funcionária do setor. Durante o ato criminoso, ele ainda xinga a vítima diversas vezes e, inclusive, empurra demais profissionais que tentam impedir os golpes. Ele foi detido e depois internado em um hospital psiquiátrico após apresentar um comportamento de personalidade narcisista e combativa.
Documento ao qual o portal teve acesso aponta que Demétrius recebeu o diagnóstico de cinco médicos diferentes. De acordo com a Justiça, ele está em um hospital de custódia e deve permanecer internado por, no mínimo, três anos.
"Na presente condição, o acusado no processo penal, por mais que reconhecido tenha praticado fato típico e antijurídico, não pode ser responsabilizado penalmente, porque seu comportamento não pode ser tomado como crime, porque o agente não é culpável", afirmou o juiz na decisão.
O laudo do Instituto de Medicina Social e de Criminologia de São Paulo (Imesc) apontou que o procurador da Prefeitura de Registro, no interior de São Paulo, Demétrius Oliveira Macedo, de 35 anos, que agrediu a chefe durante o trabalho, além de ter quadro de esquizofrenia, apresenta episódios psicóticos de frangofilia, impulso ao estraçalhamento de roupas, vestes, travesseiros, colchões, móveis
Ao g1, o médico psiquiatra Fellipe Miranda Leal disse que, embora ações como quebrar ou estraçalhar objetos, sobretudo roupas, travesseiros ou colchões possam ser consideradas frangofilia, "não é uma doença, tampouco é uma apresentação específica de algum diagnóstico". "Trata-se apenas da descrição de uma manifestação que, em geral, reflete um importante descontrole emocional", acrescentou.
Demétrius, no dia 15 de novembro de 2022, pegou o lastro da cama e bateu contra a porta da cela, quebrando o vidro usado para a vigilância, conforme informou a Secretaria de Administração Penitenciária de São Paulo. Quando estava na cela de isolamento na Penitenciária de Tremembé, no dia seguinte, quebrou a pia e o prato de alimentação.
Para o psiquiatra, é comum observar esse comportamento em quem tem a impulsividade acentuada. "Nestes casos, de transtornos de personalidade, além de frangofilia também é possível que ocorram episódios de autoagressividade e heteroagressividade [conduta agressiva ao mundo externo, contra outras pessoas ou elementos]".
Leal ainda pontuou que a frangofilia pode ser notada em outros transtornos. "Mas cabe sublinhar que comportamento tipo frangofílico não é específico da esquizofrenia, ao contrário, é mais comum ser observado em outros transtornos", afirmou.
RELEMBRE
No dia 21 de junho de 2022, a procuradora Gabriela Samadello Monteiro de Barros, de 39 anos, foi agredida pelo também procurador Demétrius Oliveira Macedo, de 34 anos, na cidade de Registro, no estado de São Paulo. Por não aceitar um processo administrativo aberto contra ele, Demétrius deu uma série de socos quando a mulher estava caída.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Janja da Silva
"Hoje estabelecemos um marco para a sociedade brasileira, representada pelos três poderes, aqui presentes. Todos assumiram o compromisso e a responsabilidade de tornar a nossa sociedade um lugar em que as mulheres possam viver em paz. Queremos ser respeitadas, queremos ser amadas, queremos ser livres, queremos nos manter vivas".
Disse a primeira-dama Janja Silva em um discurso emocionado e com direito a lágrimas, ao abrir a solenidade de lançamento do Pacto Brasil de Enfrentamento ao Feminicídio. A iniciativa do governo Lula, chamada de “Todos por Todas”, busca unir os três poderes em ações coordenadas para prevenir a violência letal contra meninas e mulheres no país.