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No início da década de 1990, dois fenômenos femininos ascendiam nas paradas de sucesso. Brasileira e baiana, Daniela Mercury colhia os louros de "O Canto da Cidade", seu primeiro álbum e que lhe proporcionou alegrias como o show no vão do MASP. Já a estadunidense Madonna rodava o mundo com a sua turnê mundial intitulada como "Blond Ambition World Tour".
Apesar das coincidências, foi neste sábado (28) que a história das duas se "encontraram". Isso porque a "Rainha do Pop" publicou um vídeo em suas redes sociais escutando a "Rainha do Axé".
O registro foi feito enquanto Madonna se maquiava para uma apresentação. A faixa escolhida foi "O Que é Que a Baiana Tem", conhecida na voz da luso-brasileira Carmem Miranda e regravada por Daniela.
A cantora baiana viu a publicação e disse estar "des-mai-a-da". "Já posso dizer que zerei 2019, Quyrydaaaasssss! Madonna se maquiando e me ouvindo!", escreveu Daniela em sua conta no Instagram.
Madonna reside em Portugal desde 2017, quando decidiu se mudar com os filhos para que um deles pudesse seguir carreira no futebol. A eleição de Donald Trump também foi um dos motivos da sua mudança. A artista já revelou ser uma admiradora de música brasileira, tendo gravado recentemente com a cantora Anitta.
Em terras lusitanas Daniela Mercury é conhecida pela participação na versão local do The Voice Kids, exibido em 2014 pela RTP.
Veja a publicação de Daniela:
Antes de estrear em Salvador, novo documentário sobre Dorival Caymmi será exibido com festa em Lisboa, em Portugal. A diretora de "Dorival Caymmi - Um Homem de Afetos", Daniela Broitman, já na está capital portuguesa, onde apresenta seu filme em meio à programação do Doclisboa.
A primeira exibição será nesta quinta-feira (24), às 21h30 do horário local, no grande auditório do Culturgest. Na sequência, ela vai participar de uma mesa de debate sobre o filme e, depois, o DJ Farofa, que é brasileiro, comanda a festa “Pelo Legado de Dorival Caymmi” com músicas do compositor baiano e ritmos influenciados por ele.
No dia seguinte, sexta (25), uma nova exibição será feita, desta vez às 16h.
Até que, na próxima semana, o filme chega a Salvador. O longa-metragem será exibido em meio à programação do XV Panorama Internacional Coisa de Cinema, no dia 3 de novembro, às 17h40, no Espaço Glauber Rocha.
Seja qual for a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre prisão após condenação em segunda instância (veja aqui), o PT já programou para 17 de novembro – na praia do Pina, no Recife – um Festival Lula Livre “edição especial Nordeste”. O julgamento na Suprema Corte pode beneficiar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
De acordo com o jornal Estado de S.Paulo, o palco deve contar com a presença da ex-presidente Dilma Rousseff, Fernando Haddad e Guilherme Boulos. Entre os convidados musicais estarão Chico Buarque e Marcelo D2. A intenção é reunir também muitos artistas nordestinos. Inicialmente, o Estadão publicou que Daniela Mercury se apresentaria. Contudo, a assessoria explicou que a baiana foi convidada, mas não aceitou o convite. Atualizado às 17h25.
Nascido e criado em Vitória, capital do Espírito Santo – o que significa dizer fora do eixo das grandes festas populares que acontecem nos vizinhos Rio de Janeiro, Minhas Gerais e Bahia – e educado por uma família cristã, a relação de Silva com o Carnaval foi um processo de descoberta. Se no início tudo era visto apenas por “um binóculo”, hoje o sangue já ferve pela festa. Prova disso é que o capixaba decidiu sair da zona de conforto e criar seu próprio “bloquinho”. E não só isso: ele o trará para Salvador, terra do Axé, no próximo domingo (3), no Trapiche Barnabé, Comércio.
“Depois que fiquei adulto, comecei a conhecer o [Carnaval] do Rio, os bloquinhos de rua. Ainda não vim para o de Salvador, mas esse ano não me escapa. Sempre gostei muito da música daqui, já é uma ligação. Porém, sei que aqui o negócio é uma loucura. Uma semana que passei aqui valeu minhas saídas de um ano em minha cidade. Gosto muito, amo Salvador em um grau que nem sei explicar”, iniciou em entrevista ao Bahia Notícias. Como ele mesmo pontua, a Bahia é um lugar que já é quase especialista em fazer festa. No verão, especialmente, a capital baiana conta com eventos de segunda a segunda. Porém, essa “pressão” não assusta o músico.
“Estava um pouco preocupado até fazer o primeiro [show], claro que foi em São Paulo. Mas pelas experiências que tenho tido aqui, como o show do TCA [Teatro Castro Alves] no ano passado, que foi top três da turnê, sei que vai ser especial, sabe? Acho que o repertório tá muito bom de cantar. Não tá uma ferveção completa, mas tem músicas que mexem com a lembrança de muita gente. Terá clássicos do Axé, samba, um pouquinho mais de frevo...”, explicou.

Ao longo desses quase sete anos desde seu primeiro álbum, “Claridão”, Silva ficou conhecido por realizar apresentações em teatro, resultantes sempre de CDs autorais. Com isso, a mudança para essa proposta é também uma surpresa para seu público. O incentivo, inclusive, tem cheiro de dendê. “A história do Carnaval veio de um show em Brasília, completamente diferente do meu raio de alcance. Era um evento na praia, que teve Safadão, Anitta, vários do sertanejo, e me colocaram no mesmo dia de Saulo. Esse dia foi uma loucura, pois percebi que o perfil seria diferente e muita gente não conhecia meu trabalho. Porém, no ensaio decidi colocar ‘Me Abraça’, da Banda Eva, e outras coisas de última hora. Quanto toquei, as pessoas que não conheciam meu trabalho foram ficando, trazendo uma energia maravilhosa. 'Opa, peraê. Tem uma coisa aqui”, lembrou.
“Depois teve o som de Saulo e me conectei de maneira muito legal. Ele ficou brincando: 'Cadê esse show de Carnaval?'. Fiz o teste e fui mostrando aos amigos. Ninguém falou para não fazer, sabe?”, ressaltou. E esse contato com o baiano pode ser prologando, como o próprio desejou. “Tenho vontade [de fazer uma parceria]. A gente fez esse bloco semana passada e ele entrou no finalzinho do show, chegou ao palco e deu muito certo. Ele tem toda a manha com o público. Foi muito legal. O empresário dele gostou muito. Eu iria amar fazer música, clipe, disco... qualquer coisa que ele topar”, empolgou-se.
Além da torcida do ex-vocalista do Eva, Silva contará ainda com duas bênçãos no domingo: participações de Daniela Mercury e Ilê Aiyê: “Daniela me recebeu de braços abertos, foi muito legal comigo. Ouço suas músicas desde que me entendo como gente e tê-la comigo no show é um presente gigantesco, é quase como se eu tivesse sido abraçado. O Ilê é um atestado real. Estou muito honrado. De verdade. Muito feliz de ser recebido por pessoas tão importantes para a cultura do Brasil. Então, vou ficar emocionado. As pessoas daqui têm um carinho, que nem na minha cidade tenho isso”, assegurou.

Tocado pela música baiana e cada vez mais próximo desta terra, sua participação no Carnaval começa a ser cogitada e esperada pelos seus admiradores. Quanto a isso, revelou: “Então, já recebei até o convite. Daniela me chamou, mas não sei como vou fazer, pois vou trabalhar também em outras cidades. Quero, pelo menos, um dia estar aqui em Salvador. Há uma possibilidade, adoraria. Mesmo se não subir no trio, só de participar já quero estar. Vou me organizar para isso”, garantiu. No papo, o artista ainda disse que o mais admira aqui é justamente a valorização da cultura local. “Toda hora temos uma renovação. Tipo agora com Afrocidade, Attooxxa, BaianaSystem, Larissa Luz, Luedji Luna e Xênia França. É incrível”.
ANITTA E O MAISTREAM
É fato que muita gente passou a conhecer e procurar pelo trabalho de Silva após sua parceria com Anitta. O clipe de “Fica Tudo Bem” é o mais visualizado do artista, com 28 milhões de acessos. “Isso é uma coisa muito engraçada, me levou para outro lugar. Sempre fui da internet, de nicho. Quando fiz Marisa [show com repertório de Marisa Monte] já foi aumentando. Agora, depois de Anitta, veio um público ainda mais diferente. Fico muito feliz, pois nunca fiz força para ser popular, sabe? É um desafio se popularizar, pois as pessoas começam a querer saber mais de sua vida. Sou cuidadoso e agradeço muito pela generosidade dela. A Anitta fez porque realmente gostou da música. Não foi algo de empresários”, destacou.
Uma das características de pertencer ao “mainstream” é ser cada vez mais cobrado por posicionamentos diversos, como questões sociais, politicas e pessoais. Silva já disse em outras entrevista que se posiciona em sua arte, mas que “é um cara reservado”. Porém, suas manifestações públicas partem do seguinte questionamento: “Estou fazendo disso um marketing?”.
“Acho que as causas são importantes e têm pessoas que dão as vidas por elas. Então, quando vou falar alguma coisa, procuro saber que tá dando a cara lá, sabe? Ao mesmo tempo tenho pavor de omitir, se me chamarem para luta eu vou. Eu não sou um cara de bater, sou mais tranquilo. Quero contribuir como posso. Falo muito de amor, de leveza”. Ele diz que tenta buscar o equilíbrio para “não se perder e contribuir no que pode”. Prova disso é que nunca escondeu seu namorado, o Fernando Sotele – que estava presente na entrevista . “Ao mesmo tempo que não fico o tempo todo postando sobre isso. Não sou assim. Mas quando tenho que falar, eu falo”.
Por fim, cada vez mais focado no mercado brasileiro, com letras que buscam essa reflexão, ele sintetiza o que é ser “tupiniquim” diante de todas as crises que o país enfrenta. “É ser muito corajoso, ter que lutar muito. Tenho muito orgulho daqui, apesar dos pesares. Já morei em outros lugares, mas acho que o que temos de forte é o nosso povo, a nossa cultura. Aqui na Bahia, por exemplo, as pessoas são bem engajadas. A Bahia me orgulhou muito nessas eleições. Sei que estamos em um momento difícil, não sei se vai melhorar, porém acredito que o que segura a gente é saber que somos formados por pessoas tão talentosas, que lutam tanto. Vamos passar por essa”.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Bacelar
"É a melhor que poderia ser construída".
Disse o deputado federal da Bahia, Bacelar (PV) ao avaliar a escolha do grupo governista em manter uma chapa “puro-sangue” para a disputa estadual deste ano. Em entrevista ao Bahia Notícias no Ar, na Rádio Antena 1 Salvador, nesta segunda-feira (25), o parlamentar alega que esta formação é “a melhor chapa que poderia ser construída”.