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corrida por aplicativo
Duas mulheres denunciaram um caso de intolerância religiosa cometido por um motorista de aplicativo em Alagoinhas, no Agreste baiano. As clientes, que usavam vestimentas usadas no candomblé, teriam sido retiradas do carro antes do final da corrida pelo condutor, além de serem ofendidas.
O caso teria ocorrido na noite do último dia 4 de fevereiro, informou o Alagonews, parceiro do Bahia Notícias, e foi registrado em boletim de ocorrência.
Em relato à polícia, as passageiras contaram que durante o trajeto perceberam que o motorista seguia por um caminho diferente do destino indicado no aplicativo. Ao orientarem o condutor sobre a rota correta, as mulheres afirmam que passaram a sofrer ofensas, xingamentos e ameaças.
Uma delas relatou que o motorista as chamou de “vagabundas” e afirmou que elas estariam “carregando um monte de diabo”. Elas disseram que foram obrigadas a descer do carro, mesmo com a corrida já paga. O homem ainda teria ameaçado passar com o veículo por cima delas, dizendo que “anda com Deus”.
REPÚDIO
A Federação do Culto Afro-Brasileiro (Fenacab) – Regional Alagoinhas, divulgou neste domingo (7) uma nota de repúdio contra o caso, classificando o episódio como racismo religioso. No documento, a entidade afirma que as vítimas sofreram ofensas, ameaças e constrangimento, além de terem sido retiradas do veículo de forma abrupta, sem o cancelamento da corrida já paga.
A Fenacab informou ainda que o caso foi registrado na 2ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin) de Alagoinhas e encaminhado ao Ministério Público da Bahia e à Secretaria de Promoção da Igualdade Racial e dos Povos e Comunidades Tradicionais. A entidade acompanha o caso com apoio jurídico.
Por fim, a federação manifestou solidariedade às vítimas e reforçou a defesa da liberdade religiosa, direito garantido pela Constituição Federal.
A polêmica sobre uso do ar-condicionado em corridas de carros por aplicativo deve ganhar um novo capítulo em Salvador nos próximos meses. O assunto será levado para discussão na Câmara de Vereadores com um projeto que deixa facultado aos motoristas a utilização do sistema de refrigeração.
O projeto de lei foi protocolado no Legislativo municipal na última quinta-feira (4) e, caso aprovado pelos vereadores, estabelece que cabe ao motorista devidamente cadastrado nos serviços de transporte por aplicativo, decidir sobre o uso do ar condicionado durante a prestação do serviço, possibilitando ao mesmo a decisão de ligar ou desligar o sistema de ar condicionado em seu veículo.
Além disso, a matéria indica que "as plataformas de transporte por aplicativo deverão informar aos usuários de maneira clara e transparente, que a decisão sobre o uso do ar condicionado é facultativa e pode variar de acordo com o condutor".
Na justificativa, o texto de autoria do vereador Átila do Congo (PMB) fala em "autonomia" dos profissionais citados. "Essa medida reconhece a importância da autonomia do condutor na gestão de seu veículo, permitindo adaptações às suas preferências individuais e às condições específicas de cada corrida".
Ainda de acordo com o PL, "muitos motoristas enfrentam desafios financeiros consideráveis com as altas taxas cobradas pelos aplicativos, a alta dos combustíveis e isso tudo somado aos custos associados à manutenção de seus veículos".
Segundo o vereador, a "faculdade do uso do ar condicionado pode representar uma redução significativa nos gastos operacionais, contribuindo para a sustentabilidade econômica dos motoristas de aplicativos".
Atualmente, para usufruir do conforto do ar-condicionado os usuários dos aplicativos precisam solicitar viagens em modalidades específicas. No caso da Uber, existe a corrida "Comfort", com tarifas mais elevadas, além do Uber Black que oferece carros de luxo.
USO DO AR-CONDICIONADO DURANTE AS CORRIDAS
Durante a pandemia de Covid-19 uma das recomendações das plataformas como Uber e 99 era de que as corridas fossem feitas com os vidros abertos a fim de reduzir o risco de contaminação entre motoristas e passageiros.
Com o fim do período crítico da Covid-19, é comum ver na capital baiana motoristas que decidiram continuar a rodar com os vidros abertos e ar-condicionado desligado. Apesar de a capital baiana estar enfrentando uma semana de frente fria, a postura dos condutores tem incomodado usuários dos serviços, que se queixam das altas temperaturas registradas em Salvador ao longo do ano.
Além disso, passageiros que procuraram a reportagem do Bahia Notícias nos últimos meses se queixam sobre a sensação de insegurança ao trafegar pela cidade com os vidros abaixados, especialmente em situações de congestionamento.
Por outro lado, os motoristas que adotam a modalidade dos vidros abaixados ponderam o aumento do consumo de combustível com uso da refrigeração e dizem que, no final do mês, a diferença pesa no bolso.
Especialistas na área automotiva indicam que de fato o compressor do ar-condicionado "rouba" entre 5% e 10% da energia do motor para se movimentar. Assim, o veículo precisa injetar mais combustível para suprir a perda de potência levada pelo compressor.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Luiz Inácio Lula da Silva
"Eu fiquei triste, porque ele não foi derrotado por incompetência jurídica, porque ele é um dos melhores advogados desse país, ele foi derrotado por uma questão simplesmente política. E o que vai acontecer? Eu vou mandar o Messias outra vez. Por respeito à função presidencial, sou eu que indico".
Disse o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao confirmar que vai enviar ao Senado o nome do advogado-geral da União, Jorge Messias, para a vaga do Supremo Tribunal Federal (STF). O AGU teve sua primeira indicação rejeitada no Senado no último dia 29 de abril.