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O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), definiu a megaoperação realizada nos complexos da Penha e do Alemão em 2025 como uma ação que “higienizou mais de 115 vagabundos”. A declaração foi feita nesta segunda-feira (2), durante cerimônia do programa Segurança Presente, em meio a um discurso de balanço de gestão na área de segurança pública.
A operação em questão deixou mais de 100 mortos em outubro do ano passado e foi considerada uma das mais violentas da história. “Nosso maior legado é que o Rio de Janeiro hoje tem lado. As pesquisas de opinião mostraram que 90% das pessoas que moram lá (na Penha e o Alemão) foram favoráveis à operação policial que higienizou mais de 115 vagabundos. Se pudesse ter sido mais, teria sido. Pelo menos foram 115 a menos subjugando a população”, disse o governador.
Segundo informações do O Globo, ao longo do discurso, Castro sustentou que a ação teria retirado criminosos que, segundo ele, impunham barricadas, restringiam a circulação de moradores e controlavam a rotina das comunidades.
“Se o Estado se acovarda, quem ocupa é o crime. E quando o crime ocupa, ele cobra taxa, ele impõe silêncio, ele decide quem vive e quem morre. A nossa obrigação é não permitir que o medo vire regra. Segurança pública não é espetáculo, é garantia de liberdade para quem acorda às cinco da manhã e quer apenas trabalhar”, afirmou Castro.
A fala ocorreu durante a entrega de 140 viaturas e 100 bicicletas elétricas às 59 bases do Segurança Presente no estado. Em seu balanço da segurança pública, ele apontou ainda que realizou investimentos anuais de R$ 16 bilhões na segurança pública e mencionou reajustes salariais que teriam se aproximado de 40% para as forças de segurança.
Em tom político, Castro ainda associou a gestão ao seu partido político, ao dizer que a gestão “tem lado” e que estaria alinhado a uma agenda iniciada em 2018, em referência ao ex-presidente Jair Bolsonaro, além de sugerir que espera deixar um estado “muito melhor” do que o recebido em 2019 e que o legado construído não se perderá no próximo ciclo, caso seu candidato ao governo, o deputado estadual Douglas Ruas (PL), seja eleito.
A Polícia Civil do Rio de Janeiro divulgou nesta segunda-feira (3) o perfil de 115 dos 117 suspeitos mortos durante a operação Contenção, realizada nos Complexos do Alemão e da Penha em 28 de outubro. Dois laudos periciais resultaram em análises inconclusivas.
Conforme a corporação, 95% dos identificados tinham vínculo com a facção criminosa Comando Vermelho (CV). O relatório apresenta nome, apelido, data de nascimento, fotos, histórico criminal e perfis em redes sociais dos mortos.
O levantamento aponta ainda que 59 dos suspeitos possuíam mandados de prisão em aberto e que pelo menos 97 tinham registros criminais relevantes. Entre os 17 sem antecedentes, 12 apresentavam indícios de envolvimento com o tráfico de drogas a partir de publicações em redes sociais, segundo a polícia.
A investigação identificou também a presença de chefes de facções de 11 estados brasileiros. Entre os 62 mortos que tiveram a origem confirmada, 19 eram do Pará, 12 da Bahia, 9 do Amazonas, 9 de Goiás, 4 do Ceará, 3 do Espírito Santo, 2 da Paraíba, 1 do Maranhão, 1 do Mato Grosso, 1 de São Paulo e 1 do Distrito Federal.
Ao menos 60 pessoas morreram e mais de 80 foram presas durante a Operação Contenção, deflagrada pela Secretaria de Segurança Pública do Rio de Janeiro (SSP-RJ), nesta terça-feira (28). A ação visa combater a atuação do Comando Vermelho (CV), nos complexos do Alemão e da Penha, na Zona Norte do Rio de Janeiro.
A “Contenção” teve início durante a madrugada desta terça e, segundo números confirmados pelo Palácio Guanabara, é a operação mais letal da história do estado. Apesar dos registros divulgados recentemente, a ação, finalizada nesta tarde, ainda possui mais relatos de baleados.
Em resposta à SSP, o tráfico orquestrou, no início da tarde, represálias em várias partes da cidade. Segundo informações do g1, barricadas, com veículos tomados ou entulho, foram feitas na Linha Amarela, na Grajaú-Jacarepaguá e na Rua Dias da Cruz, no Méier, entre muitos outros locais.
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Com os bloqueios, o Centro de Operações e Resiliência (COR) do Rio elevou o estágio operacional da cidade para o nível 2, de uma escala de 5. A PM do estado suspendeu as atividades administrativas e mandou todo o efetivo para a rua.
O secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro, Victor Santos, afirmou que a operação foi desenhada com antecedência e não contou com apoio do governo federal.
"Toda essa logística é do próprio estado. São aproximadamente 9 milhões de metros quadrados de desordem no Rio de Janeiro", disse. Santos destacou que cerca de 280 mil pessoas vivem nas áreas afetadas pela operação. “Essa é a realidade. Lamentamos profundamente as pessoas feridas, mas essa é uma ação necessária, planejada, com inteligência, e que vai continuar”, afirmou o secretário.
Depois de atender 1,5 mil crianças e adolescentes carentes e enviar dois alunos à Escola Bolshoi, em Santa Catarina, e três ao Theatro Municipal do Rio de Janeiro, o Projeto Vidançar foi obrigado a deixar o local onde funciona há oito anos no Complexo do Alemão, na zona norte do Rio de Janeiro. Sem ajuda financeira, o projeto agora pede ajuda para continuar a atender 200 crianças e jovens da comunidade. A gestora do projeto, Ellen Serra, explica à Agência Brasil que o grupo está sem patrocínio desde janeiro e que o aluguel da sala onde funcionava dobrou. “Nós estávamos no espaço na Nova Brasília havia dois anos. Era um lugar legal, de fácil acesso aos moradores e aos visitantes, bem na entrada da comunidade. Só que a proprietária dobrou o valor do aluguel, de R$ 1,5 mil para R$ 3 mil, inviabilizando a gente de pagar porque estamos sem recurso nenhum”, declara. Segundo Ellen, a situação do projeto é dramática. Eles nem têm recursos para pagar os professores enquanto o novo apoio financeiro não sair. “Conseguimos um apoio da Secretaria Municipal de Cultura, mas só vai começar a entrar em julho”, explica. De acordo com ela, essa ajuda será suficiente para pagar apenas três professores e um funcionário. O projeto negociou um espaço novo, no Centro de Referência da Juventude, que funciona no Alemão. No entanto, ainda é necessário equipar a sala para as atividades de dança. “Nós vamos para lá na terça-feira, vamos começar mesmo sem os equipamentos para não parar as atividades, e a gente vai captar recursos para poder instalar o espelho, as barras, o piso, todo o material necessário para as aulas”, acrescenta. A captação está sendo feita por meio de uma “vaquinha virtual”. O Projeto Vidançar oferece aulas de balé clássico e contemporâneo para a faixa de 4 a 18 anos e de hip hop e dança de rua para crianças e jovens de 6 a 23 anos, além de aulas de teatro.
Harry está no país representando o Reino Unido em uma série de eventos. A presença do jovem no Brasil também se deve a celebração do Jubileu de Diamante da rainha Elizabeth II, que comemora 60 anos de reinado.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Flávio Bolsonaro
"Lula vai ficar do lado de criminosos?"
Disse o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao fazer duras críticas à atuação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na área da segurança pública. Flávio, pré-candidato do PL a presidente nas eleições de outubro, citou o projeto de lei antifacção, aprovado pelo Congresso Nacional em fevereiro e que ainda não foi sancionado por Lula.