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Gilmar Mendes determina trancamento de ação penal contra ex-diretor do COB na Operação Unfair Play 2
O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu habeas corpus para encerrar a ação penal movida contra Leonardo Gryner, ex-diretor de operações e marketing do Comitê Olímpico Brasileiro (COB). Gryner era réu em processo decorrente da Operação Unfair Play 2, que apura supostas irregularidades na escolha do Rio de Janeiro como sede dos Jogos Olímpicos de 2016.
Ao analisar o caso, o relator concluiu que não havia justa causa para o prosseguimento da ação penal. Segundo o entendimento do ministro, a equiparação de dirigentes do COB à condição de funcionários públicos não encontra amparo legal, o que inviabiliza a aplicação de crimes funcionais, como corrupção passiva, com base no princípio da legalidade penal.
Na decisão, Gilmar Mendes destacou que o Comitê Olímpico Brasileiro é uma entidade de direito privado, integrante do sistema esportivo privado, conforme estabelece a Lei Geral do Esporte (Lei nº 14.597/2023). Para o ministro, o fato de o COB representar o país em competições internacionais e manter diálogo com o poder público não o transforma em órgão da Administração Pública, nem autoriza, por si só, a equiparação penal de seus dirigentes a servidores públicos.
A Operação Unfair Play 2 investiga a suspeita de pagamento de propina para influenciar votos na escolha da cidade-sede dos Jogos Olímpicos de 2016. De acordo com a denúncia, o então governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, teria solicitado e aceitado promessa de vantagem indevida do empresário Arthur Soares, no valor de US$ 2 milhões, que seriam destinados a dirigentes esportivos internacionais. O Ministério Público sustentou que Carlos Nuzman e Leonardo Gryner teriam intermediado o esquema.
A defesa de Gryner argumentou que as condutas imputadas seriam atípicas, uma vez que ele exercia função em entidade privada e não mantinha vínculo com a Administração Pública. Também sustentou que o ordenamento jurídico brasileiro não prevê, de forma expressa, crime de corrupção no âmbito privado, o que impediria a ampliação do tipo penal por analogia.
As instâncias inferiores haviam rejeitado essas teses. Após decisões desfavoráveis na primeira instância, no Tribunal Regional Federal da 2ª Região e no Superior Tribunal de Justiça, a defesa recorreu ao STF.
Ao conceder o habeas corpus, Gilmar Mendes reforçou que a equiparação prevista no artigo 327, §1º, do Código Penal exige que a entidade privada atue por delegação do poder público ou na execução de atividade típica da Administração Pública, o que não se aplica ao COB. O ministro também ressaltou que a analogia não pode ser utilizada para ampliar o alcance da lei penal em prejuízo do réu.
Com esse entendimento, o STF determinou o trancamento da ação penal que tramitava na 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro exclusivamente em relação a Leonardo Gryner. O processo segue em relação aos demais investigados.
Marco Antônio La Porta, presidente do Comitê Olímpico do Brasil (COB), celebrou o primeiro ano de gestão durante o 10º Prêmio Sou do Esporte, realizado no Copacabana Palace. Em entrevista ao Lance!, o dirigente fez um balanço do período, avaliou o desempenho do Brasil em 2025 e comentou o ano sabático de Rebeca Andrade, maior medalhista olímpica do país.
Rebeca Andrade optou por um ano fora das competições em 2025, e sua ausência não altera o ambiente no COB, segundo o presidente. La Porta afirmou que a ginasta tem liberdade para definir o momento de voltar e que o órgão confia na retomada da atleta em 2026.
"Não vemos motivo para preocupação. Rebeca é uma atleta extraordinária e ainda tem muito a entregar. Ela sabe o que é melhor para a carreira e terá o nosso apoio para voltar no tempo certo", disse.
La Porta assumiu o comando do COB em 15 de janeiro e descreveu 2025 como um ano de intensa adaptação interna. Segundo ele, ajustes estruturais e reorganização de processos marcaram o início do ciclo olímpico.
"Foi um ano de entender a máquina por dentro e acelerar o que precisava andar. Tivemos muitos desafios e um ritmo forte, mas era necessário para preparar o ciclo que está começando. E vamos manter essa intensidade", afirmou.
A vice-presidente Yane Marques também participou ativamente do processo de reformulação administrativa, de acordo com o dirigente.
Apesar de ser tradicionalmente um período de descanso para parte dos atletas após Jogos Olímpicos, 2025 foi considerado produtivo. O Brasil encerrou a temporada com cinco títulos mundiais e vários pódios. La Porta destacou que o país recolheu bons resultados mesmo sem suas duas principais referências.
"Tivemos mais de 20 medalhas internacionais, mesmo com Rebeca fora e com Isaquias em um ritmo reduzido. Modalidades como boxe e taekwondo voltaram a entregar grandes campanhas, o que indica um ciclo promissor", avaliou.
O presidente também comentou a escolha de Assunção como sede dos Jogos Pan-Americanos de 2031, superando a candidatura de Rio e Niterói. Para La Porta, o desfecho já era esperado diante da articulação antecipada do Paraguai.
"O Paraguai trabalhou com antecedência e construiu apoios. A disputa foi dura, a votação apertada, mas saímos fortalecidos. Retomamos diálogos internacionais que estavam enfraquecidos e recolocamos o COB em uma posição relevante no continente", afirmou.
Ele acrescentou que a campanha brasileira foi bem estruturada, mas encontrou comitês já comprometidos com a proposta paraguaia.
Mesmo sem o Pan de 2031, o presidente considera que o COB ampliou sua rede de contatos internacionais e agora vive momento de reconstrução institucional. Nos próximos dias, o Comitê receberá representantes de outros países no Prêmio Brasil Olímpico, reforçando essa reaproximação.
A cerimônia do Prêmio Brasil Olímpico 2025 movimentou a Cidade das Artes, no Rio de Janeiro, na noite da última quinta-feira (11). Organizado pelo Comitê Olímpico do Brasil (COB), o evento reconheceu atletas, equipes e técnicos que se destacaram ao longo da temporada. Entre os principais premiados, Caio Bonfim, da marcha atlética, e Maria Clara Pacheco, do taekwondo, receberam o título de Melhores Atletas do Ano. Na votação popular, Gabi Guimarães e João Fonseca foram escolhidos Atleta da Torcida, enquanto a boxeadora Rebeca Lima foi eleita Atleta Revelação.
CAIO BONFIM
O ano de 2025 marcou um dos momentos mais expressivos da carreira de Caio Bonfim. O marchador conquistou o título mundial dos 20 km no Mundial de Atletismo em Tóquio — resultado inédito para o Brasil — e ainda assegurou a medalha de prata nos 35 km. A regularidade ao longo da temporada o levou ao topo do ranking mundial. Com esses resultados, Caio recebeu o Prêmio Brasil Olímpico pelo segundo ano consecutivo, repetindo o feito de 2024, quando foi reconhecido após a prata nos Jogos de Paris.
MARIA CLARA PACHECO
Aos 18 anos, Maria Clara Pacheco foi protagonista de uma campanha quase perfeita em 2025. A atleta conquistou o título mundial da categoria -57 kg, na China, superando a atual campeã olímpica na decisão. Também venceu o Grand Prix de Muju e assumiu simultaneamente a liderança dos rankings olímpico e mundial, coroando uma temporada de domínio internacional.
OUTRAS PREMIAÇÕES
A boxeadora Rebeca Lima, campeã mundial da categoria -60 kg, foi reconhecida como Atleta Revelação. O desempenho em Liverpool, onde virou a luta contra a polonesa Aneta Rygielska para conquistar o ouro, marcou a ascensão definitiva da brasileira ao cenário de elite da modalidade.
Gabi Guimarães, capitã da seleção brasileira de vôlei, foi escolhida pelo público como Atleta da Torcida Feminino. Sua participação no bronze no Campeonato Mundial e na campanha da VNL reforçou a identificação com os torcedores.
No masculino, o vencedor foi João Fonseca, destaque do tênis nacional. O atleta de 19 anos conquistou seus dois títulos mais relevantes no circuito profissional: o ATP 250 de Buenos Aires e o ATP 500 de Basileia. O desempenho o levou ao 24º lugar do ranking mundial, sua melhor marca.
O Conjunto de Ginástica Rítmica, formado por Duda Arakaki, Nicole Pircio, Sofia Madeira, Mariana Gonçalves e Maria Paula Caminha, foi eleito Melhor Equipe do Ano. O grupo conquistou a primeira medalha brasileira em um Mundial — prata no conjunto geral, no Rio de Janeiro — e ganhou grande repercussão com a apresentação ao som de “Evidências”, que impulsionou a modalidade em visibilidade e resultados.
Além dos principais prêmios, o PBO 2025 também reconheceu atletas por modalidade, treinadores e equipes de base. A cerimônia incluiu a entrega da Medalha Vanderlei Cordeiro de Lima, homenagens aos destaques dos Jogos da Juventude e o Troféu Adhemar Ferreira da Silva, concedido a Robert Scheidt.
O esporte olímpico brasileiro celebrou seus ídolos na noite da última terça-feira (13), em uma cerimônia especial no Copacabana Palace, no Rio de Janeiro. O Comitê Olímpico do Brasil (COB) oficializou a entrada de Daiane dos Santos, Edinanci Silva, Gustavo Kuerten e Afrânio Costa no Hall da Fama, eternizando suas contribuições para o país no cenário esportivo mundial.
As homenagens incluíram a marca de mãos ou pés dos ex-atletas — com exceção de Afrânio Costa, já falecido — em moldes que ficarão expostos no Centro de Treinamento do COB, em um espaço dedicado à preservação da memória olímpica nacional.
“Esse é um reconhecimento aos seus trabalhos, independente de ter ou não medalhas olímpicas. É importante a gente passar a mensagem que a medalha é apenas um detalhe do nosso projeto. É claro que o atleta quer medalha, mas o processo, os valores olímpicos que ele carrega, servem de inspiração para as demais gerações”, declarou Marco La Porta, presidente do COB, durante o evento.
Afrânio Costa foi o primeiro medalhista olímpico da história do Brasil, conquistando uma prata na pistola livre individual e um bronze por equipes nos Jogos de Antuérpia, em 1920. Natural de Macaé (RJ), foi muito mais do que um atleta: liderou a delegação de tiro na Bélgica e foi responsável por pedir armas emprestadas aos americanos, após o roubo dos equipamentos brasileiros. Como dirigente, contribuiu para a formação da modalidade no Fluminense, onde criou o primeiro estande de tiro do clube. Um familiar representou o atirador na homenagem póstuma.
Com carisma e técnica inconfundíveis, Daiane dos Santos marcou gerações ao se tornar, em 2003, a primeira brasileira campeã mundial de ginástica artística, com uma série no solo ao som de “Brasileirinho”. Seus movimentos inovadores — Dos Santos I (duplo twist carpado) e Dos Santos II (duplo twist esticado) — são reconhecidos oficialmente pela Federação Internacional.
“Eu trabalho muito no presente. Eu tento plantar boas sementes para o que eu quero colher lá na frente. Ver a geração de agora ter esse carinho. Poder ver que lá na frente as gerações vão poder abrir o Hall da Fama e vai ter o nome da ginástica ali. É poder abrir um sonho, abrir uma imagem de luz para que outras pessoas também venham. Meu desejo é que a gente tenha mais meninas e meninos aqui”, disse a ginasta, visivelmente emocionada.
Figura histórica do judô brasileiro, Edinanci Silva foi a primeira mulher do país a competir em quatro edições dos Jogos Olímpicos. Superando desafios pessoais e o preconceito, ela conquistou dois bronzes em mundiais (1997 e 2003) e foi bicampeã pan-americana, além de alcançar um quinto lugar em Pequim 2008.
“O coração está quase falhando, já não bastassem quatro Olimpíadas. Está sendo muito honroso estar aqui ao lado de grandes atletas. Estou demorando a acreditar, fico pensando que a qualquer momento posso acordar”, declarou.
Tricampeão de Roland Garros e ex-número 1 do mundo, Gustavo Kuerten, o Guga, revolucionou o tênis brasileiro. Foram 43 semanas no topo do ranking mundial, 28 títulos no circuito profissional (20 em simples e 8 em duplas) e duas participações olímpicas, em Sydney 2000 e Atenas 2004. Ao lado de Maria Esther Bueno, Guga é símbolo de uma era dourada do tênis no Brasil.
Além dos moldes físicos, o Hall da Fama do COB conta com uma plataforma digital onde os fãs podem acessar biografias, vídeos, registros históricos e até deixar mensagens para os homenageados, contemplando o legado de quem escreveu seus nomes na história do esporte olímpico.
A cerimônia de posse de Marco La Porta e Yane Marques como novos presidente e vice-presidente do Comitê Olímpico do Brasil (COB) trouxe novidades para o esporte olímpico brasileiro. A principal delas foi a mudança da identidade visual do Time Brasil: a flâmula utilizada nos últimos dez anos foi substituída por um escudo, que mantém a bandeira do Brasil como destaque, acompanhada dos aros olímpicos coloridos. O evento ocorreu na noite da última quinta-feira (30), no Rio de Janeiro. Veja as mudanças abaixo:
Reprodução/Comitê Olímpico Brasileiro
“Nada melhor do que um novo design, mais moderno e leve, para representar o momento atual do movimento olímpico brasileiro. Estamos atentos à necessidade de ‘conversar melhor’ com o público que consome o esporte olímpico brasileiro e, além da marca nova, vamos buscar novos caminhos para contribuir na criação de uma nação esportiva”, destacou Manoella Penna, diretora de comunicação e marketing do COB.
Além de Manoella, outros dois membros da nova diretoria foram apresentados no evento: Emanuel Rego, medalhista olímpico no vôlei de praia, será o diretor-geral do COB
e Marcelo Vido, ex-jogador de basquete e ex-diretor do Flamengo, assume como diretor de operações. Outro anúncio de destaque foi a escolha de Yane Marques como chefe de missão do Time Brasil nos principais eventos do ciclo olímpico, entre eles estão: Jogos Sul-Americanos de Santa Fé-2026, Jogos Pan-Americanos de Lima-2027
e Jogos Olímpicos de Los Angeles-2028
“Sempre tive muito orgulho de representar meu país. São tantas missões, tantas competições, tanto esforço, tanto suor e tanto orgulho de carregar a bandeira do Brasil. Agora, a responsabilidade é diferente, mas a emoção continua a mesma. Estou pronta e à disposição para ajudar o movimento olímpico brasileiro”, afirmou Yane, que também é a primeira mulher vice-presidente do COB.
Com uma gestão colegiada e com proposta de se manter aberta à inovação, o COB inicia o ciclo olímpico rumo a Los Angeles-2028 com o objetivo de tornar Brasil uma nação esportiva antes mesmo de buscar o status de potência olímpica.
“Países que costumam figurar no Top 10 do quadro de medalhas investem na integração do esporte com educação, saúde e cultura. Precisamos ampliar nossa base de praticantes para revelar os futuros medalhistas. Esse é o nosso desafio e nossa missão nos próximos anos”, concluiu Marco La Porta.
A nova diretoria do Comitê Olímpico do Brasil (COB), que assume oficialmente no dia 15 de janeiro, incluirá Marcelo Vido como diretor de operações. O anúncio será feito nesta quarta-feira (8). Vido ficará responsável pelas áreas administrativa e financeira da entidade. A informação é do portal Olimpíada Todo Dia.
Nos últimos 11 anos, Vido atuou como diretor-executivo de esportes olímpicos no Flamengo. Ex-jogador de basquete, ele representou o Brasil nos Jogos Olímpicos de Moscou 1980 e Los Angeles 1984. Vido tem pós-graduação em gestão empresarial e um mestrado em Administração Esportiva pela Universidade de Liverpool, na Inglaterra.
Na gestão esportiva, além do Flamengo, passou pelo Minas Tênis Clube e pelo Atlético Mineiro entre 2004 e 2012. Como atleta, integrou a Seleção Brasileira de basquete por uma década, participando de competições como Olimpíadas, Pan-Americanos e campeonatos mundiais.
SOB NOVA DIREÇÃO
A nova gestão do COB, liderada por Marco La Porta e Yane Marques, já confirmou outros nomes para o ciclo olímpico até Los Angeles 2028. Emanuel Rego, campeão olímpico de vôlei de praia, será o diretor-geral. A jornalista Manoela Penna foi nomeada para a diretoria de comunicação e marketing.
Além disso, o COB negocia o retorno de Jorge Bichara ao cargo de diretor de esportes, segundo entrevista de Marco La Porta ao portal Olimpíada Todo Dia.
Durante a cerimônia do Prêmio Brasil Olímpico (PBO), realizada na última quarta-feira (11) no Rio de Janeiro, cinco grandes nomes do esporte brasileiro anunciaram oficialmente suas aposentadorias. Bruno Fratus (natação), Rafael Silva “Baby” (judô), Erlon Souza (canoagem), Ágatha (vôlei de praia) e Isabel Swan (vela) encerraram suas vitoriosas carreiras, deixando legados em suas respectivas modalidades.
Aos 35 anos, Bruno Fratus, medalhista de bronze nos 50m livre em Tóquio 2020, despede-se das piscinas. O velocista, que foi o primeiro a nadar abaixo de 22 segundos mais de 100 vezes, também conquistou quatro medalhas em Mundiais de piscina longa e sete em Jogos Pan-Americanos.
Apesar de uma lesão no ombro que o afastou de Paris 2024, Fratus participou do evento como comentarista da TV Globo e repórter do Olympic Channel. “Pretendo continuar no esporte como embaixador do Olimpismo, mas o competidor dentro da piscina vai dormir hoje”, afirmou.
O judoca Rafael Silva, de 37 anos, encerra sua carreira com três bronzes olímpicos, incluindo o conquistado por equipes em Paris 2024, e sete medalhas em Mundiais. Especialista na categoria +100kg, Baby travou históricos duelos com Teddy Riner e Andy Granda ao longo de mais de uma década na elite do judô.
“Encerrar minha trajetória dessa forma, com um bronze por equipes nos Jogos, é algo muito especial. Meu legado está entregue”, declarou. Baby pretende seguir no esporte, mas agora na área de gestão esportiva.
Aos 33 anos, Erlon Souza também oficializou sua despedida. Medalhista de prata no C2 1000m na Rio 2016 e dono de dois ouros em Mundiais, Erlon é uma referência na canoagem velocidade e se destacou também nas duplas com o baiano Isaquias Queiroz.
“Cumpri minha missão no esporte e marquei minha geração. Sou muito grato por todas as experiências que vivi”, disse Erlon, que ainda não revelou seus próximos passos, mas planeja continuar contribuindo com o esporte.
Medalhista de prata na Rio 2016 e campeã mundial em 2015 ao lado de Bárbara Seixas, a jogadora de vôlei de praia Ágatha Bednarczuk, de 41 anos, encerra sua trajetória após disputar as Finais do Circuito Mundial de 2024. “Minha história sempre estará ligada ao vôlei de praia. Quero seguir contribuindo, seja com palestras, clínicas ou projetos de comunicação”, pontuou.
A velejadora Isabel Swan, também de 41 anos, foi a primeira mulher brasileira a conquistar uma medalha olímpica na vela, ao lado de Fernanda Oliveira, nos Jogos de Beijing 2008. Após sua participação final em Paris 2024, Isabel destacou a importância de seu legado para o esporte. “Encerro minha carreira com muito orgulho e espero inspirar novas gerações na vela feminina”, comentou.
Cinco atletas baianos de destaque nas modalidades de maratona aquática, canoagem, ciclismo e boxe serão premiados no Prêmio Brasil Olímpico 2024 (PBO), que ocorre nesta quarta-feira (11), a partir das 19h, no Espaço Vivo Rio, no Rio de Janeiro. Promovido pelo Comitê Olímpico Brasileiro (COB) desde 1999, o evento celebra os melhores atletas do ano em esportes olímpicos.
A Bahia será representada na premiação deste ano com cinco atletas reconhecidos por suas conquistas. A primeira é ciclista Paola Reis, que pela quarta vez, recebeu o prêmiode melhor atleta de BMX Racing, sendo a terceira conquista consecutiva; o segundo é o também ciclista Ulan Galinski, estreante nos Jogos Olímpicos de Paris 2024, que leva o primeiro troféu PBO de sua carreira; a terceira é a maratonista aquática Ana Marcela Cunha, veterana, heptacampeã mundial, e conquista o prêmio pela 12ª vez como melhor atleta de águas abertas; o quarto é Isaquías Queiroz, medalhista de prata em Paris 2024, celebrando a sua 11ª vitória como melhor atleta de canoagem velocidade; a quinta é a boxeadora Bia Ferreira, pugilista destaque no boxe, homenageada pelo COB pela sexta vez.
Vale lembrar que Paola Reis e Ulan Galinski são beneficiários do Programa Bolsa Esporte, uma iniciativa do Governo da Bahia, coordenada pela Sudesb (Superintendência dos Desportos do Estado da Bahia), vinculada à Setre (Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte).
BALANÇO DOS JOGOS DA JUVENTUDE
No dia seguinte, na quinta-feira (12), às 9h, o COB realiza uma reunião para avaliar a edição 2024 dos Jogos da Juventude, realizada em novembro, em João Pessoa/PB. O encontro contará com representantes dos 26 estados e do Distrito Federal, além de discutir o planejamento para a competição escolar de 2025. O professor Álvaro Gonçalves, chefe da delegação baiana, representará o estado. Em 2024, os atletas da Bahia conquistaram um total de 12 medalhas, sendo cinco ouros, três pratas e quatro bronzes.
O Comitê Olímpico do Brasil (COB) está prestes a contar com um novo Diretor Geral. Na manhã desta terça-feira (3), o campeão olímpico em Atenas-2024 e ex-jogador de vôlei de praia, Emanuel Rego, foi indicado para o cargo pelo presidente eleito da entidade, Marco La Porta.
La Porta, que venceu as eleições em outubro de 2024, assumirá o cargo em janeiro, dando início ao novo ciclo olímpico rumo aos Jogos de Los Angeles-2028. A indicação de Emanuel ainda precisa ser aprovada pelo Conselho de Administração do COB. Caso confirmada, ele substituirá Rogério Sampaio.
“Aceitei o convite porque me identifico com o movimento olímpico. Acredito que posso contribuir tanto com as experiências que tive como atleta quanto como gestor. Sempre busquei excelência, e o COB é uma grande liderança na área esportiva”, afirmou Emanuel em entrevista ao O Globo.
Emanuel é um dos maiores nomes do vôlei de praia. Conquistou o ouro nos Jogos Olímpicos de Atenas-2004, a prata em Londres-2012 (ao lado de Alison) e o bronze em Pequim-2008 (com Ricardo). Fora das Olimpíadas, acumula três títulos de Campeonato Mundial, dez do Circuito Mundial e nove do Circuito Brasileiro. Foi eleito pela FIVB o melhor jogador da década de 1990 e se aposentou em 2016.
Na gestão esportiva, Emanuel já atuou como membro da Comissão de Atletas do COB (2013-2017) e da FIVB (2016-2019). Foi diretor executivo de esportes olímpicos do Fluminense (2017-2019) e ocupou cargos no governo federal, como Secretário Nacional de Esportes de Alto Rendimento (2019-2020).
Durante sua passagem pelo governo de Jair Bolsonaro, Emanuel foi responsável por projetos como o Bolsa Atleta, mas deixou o cargo em 2020 após críticas públicas feitas por sua esposa ao então ministro da Educação, Abraham Weintraub.
Mais recentemente, Emanuel atuava como Embaixador do Esporte do Comitê Brasileiro de Clubes (2023-2024) e voluntário em projetos de educação nas escolas municipais de Curitiba.
O presidente da Confederação Brasileira de Canoagem (CBCa), Rafael Girotto, natural de Mato Grosso, foi eleito nesta sexta-feira (4) para integrar o Conselho de Administração do Comitê Olímpico Brasileiro (COB). A eleição definiu a nova diretoria que assumirá o ciclo olímpico de Los Angeles 2028 a partir de janeiro de 2025.
Na eleição, estiveram presentes 34 presidentes de confederações olímpicas filiadas ao COB, 19 integrantes da Comissão de Atletas do COB e dois representantes brasileiros no Comitê Olímpico Internacional (COI).
Cada votante escolheu sete entre doze candidatos. Girotto foi o mais votado, com 41 votos, superando Felipe Tadeu (handebol) e Rafamém Lattari Filho (vôlei), ambos com 32 votos.
Rafael agora faz parte da nova diretoria, liderada por Marco La Porta como presidente e Yane Marques, medalhista olímpica no pentatlo moderno, como vice-presidente.
Após o término dos Jogos Olímpicos Paris 2024 e da segunda melhor campanha da história do Brasil nos Jogos, com 20 medalhas conquistadas, o Comitê Olímpico do Brasil (COB) tem um motivo para celebrar. A entidade recebeu nesta segunda-feira (16), a Certificação Internacional ISO 9001, para o Processo de Gestão de Normativos do COB aplicáveis ao Sistema de Gestão da Qualidade, um selo de reconhecimento internacional.
“A Certificação ISO 9001 é um marco importante no Movimento Olímpico que valida o compromisso do COB com a excelência na gestão e a melhoria contínua dos processos. Agradeço a todos os nossos colaboradores pelo empenho e dedicação que tornaram essa certificação possível. Este é um passo significativo para garantir a qualidade e a inovação em tudo o que fazemos a serviço das Confederações, atletas e equipes do Brasil”, destacou Paulo Wanderley, Presidente do COB.
A Auditoria de Certificação com escopo no Processo de Gestão de Normativos do COB aplicáveis ao Sistema de Gestão da Qualidade, foi realizada nos dias 06 e 07 de agosto de 2024, pela empresa certificadora DNV (Det Norske Veritas).
“Dentro dos Valores Olímpicos está a Excelência. E é nela que nos baseamos para todas as nossas ações. Queremos que esse modelo seja replicado e que outras organizações no Movimento Olímpico também busquem a certificação”, afirmou Rogério Sampaio, diretor-geral do COB.
“Estamos muito orgulhosos com mais essa conquista, que comprova a qualidade da gestão implementada pelo COB nos últimos anos”, complementou o campeão olímpico em Barcelona 1992.
Os uniformes confeccionados para a utilização do Brasil nos Jogos Olímpicos de Paris seguem sendo motivo de muita polêmica nos bastidores. Na tarde desta quarta-feira (24) o presidente do Comitê Olímpico do Brasil (COB), Paulo Wanderley, rebateu as críticas negativas que os modelos vêm recebendo nas redes sociais.
“Não é Paris Fashion Week, são os Jogos Olímpicos. Então nosso foco está nisso (...) A gente sempre tem comentários excelentes, basta ver os vídeos dos próprios atletas nas redes sociais”, disparou Paulo.
A repercussão sobre o assunto tomou ainda mais força quando Anitta se posicionou a respeito da escolha dos designs das peças. A cantora fez duras críticas ao COB, falta de criatividade à desvalorização no país.
"Acho que o look representa exatamente como o atleta é tratado no país. Sem estrutura, sem oportunidades, desvalorizado. O atleta no Brasil é um grande vencedor só por resistir na decisão de ser atleta. Por que é triste a desvalorização e a falta de investimento nos talentos do esporte nacional. Acho que o look veio para reafirmar exatamente isso, como que o atleta precisa ser guerreiro e passar por poucas e boas para seguir seu sonho", reclamou a popstar brasileira em comentário nas redes sociais.
Paulo Wanderley tornou a reforçar que a escolha das roupas passou por um processo de longa escolha da equipe organizadora do comitê.
“A gente, obviamente, participou de todo o processo de escolha desse uniforme, a gente aprovou com muito orgulho. Se precisasse a gente aprovaria esse uniforme de novo”, finalizou.
Entre as características do uniforme, estão as listras nas cores verde e branca ou amarelo e branca. Por cima do modelo, os atletas utilizarão uma jaqueta jeans com um bordado desenhado nas costas, remetendo à fauna e flora brasileira.

Foto: Divulgação / Elas no Tapete Vermelho
A duas semanas da abertura das Olimpíadas de Paris 2024, alguns países participantes da competição começaram a receber seus uniformes de jogo. Em vídeo divulgado nesta quinta-feira (11) pela jogadora Thaísa da Seleção Brasileira Feminina de Vôlei, os internautas notaram que as atletas olímpicas haviam recebido seus materiais dentro de um saco de pano sustentável, gerando críticas e debates à Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) e à Riachuelo, fornecedora do material esportivo da equipe.
"Chegaram nossos uniformes das Olimpíadas! Vamos fazer um recebidos, um unboxing?", comentou, em tom de ironia, a meia-de-rede, junto à ponta Gabi Guimarães.
Imediatamente, fãs compararam com a iniciativa de outros países. A Holanda se destacou ao divulgar um vídeo em suas redes sociais enviando uma mala personalizada e completamente organizada para seus atletas.
O kit enviado às voleibolistas brasileiras foi distribuído pela CBV, e não pelo Comitê Olímpico Brasileiro (COB). Isso significa que apenas a equipe da Seleção Feminina de Vôlei recebeu o material até o momento. Aguarda-se que o COB distribua um material completo para todos os membros da delegação brasileira nos próximos dias.
Após ser nomeado como padrinho da delegação brasileira para os Jogos Olímpicos de Paris, o ex-nadador e influencer, Joel Jota, renunciou ao cargo que iria ocupar no Time Brasil. Jota foi bastante criticado por atletas e ex-atletas olímpicos, por ter "acrescentado títulos" em seu currículo.
O influenciador publicou uma nota oficial nesta sexta-feira (19), em suas redes sociais, comunicando a decisão de deixar o cargo.
“Apesar de ter ficado muito feliz pelo convite, cheguei à conclusão que será melhor pra mim e minha família que eu não participe mais como padrinho da delegação brasileira em Paris”, escreveu Jota em comunicado.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Damares Alves
"Vai colocar muita gente na cadeia".
Disse a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) ao revelar que a CPMI do INSS possui documentos que envolvem “grandes igrejas” e “grandes pastores” nos desvios de dinheiro obtido por meio de descontos ilegais nos benefícios dos aposentados.