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comissoes tematicas
Um grupo de deputados estaduais da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) realizou reclamações por conta da dificuldade de alcançar o quórum mínimo para a realização de sessões em comissões temáticas da Casa. Na sessão desta terça-feira (14), os deputados Euclides Fernandes (PT) e Olívia Santana (PCdoB) subiram ao púlpito para cobrar maior presença dos parlamentares.
O primeiro, decano da AL-BA, Euclides subiu o tom ao afirmar que atualmente há comissões que não realizam reuniões por conta da falta de quórum. Para o petista, a falta de apreciação nios colegiados desestimula a atuação dos parlamentares dentro da Casa.
“Essa é uma problemática das comissões da AL-BA. A missão das comissões é muito importante, discute as matérias dos projetos. Mas lamentavelmente nós estamos em uma situação que não há reunião das comissões por falta de quórum. (...) Não adianta o deputado trabalhar, acompanhar o projeto, e ele não vai para a pauta”, disparou Euclides Fernandes.
Complementando, a presidente da Comissão de Educação, Olívia Santana, declarou que “é uma luta” garantir a presença mínima dentro do colegiado para a realização dos encontros. A deputada também contou que no momento da formação das comissões “todo mundo quer participar”, mas que na hora das reuniões há “poucos parlamentares com responsabilidade”.
“Não é possível que quando se define a composição das comissões todo mundo quer ser presidente, vice-presidente, quer ser titular, mas na hora do funcionamento nós contamos com poquíssimos parlamentares para com responsabilidade para tanto. Hoje nós tivemos reunião com quórum, mas é sempre uma luta para a gente garantir um quórum”, disse Olívia.
No campo da oposição, o deputado Luciano Ribeiro (União) também criticou a queda de sessões por falta de quórum e relembrou que isso impacta na discussão sobre o teor das propostas.
"Os alunos das faculdades de Direito vêm aqui e nós, semana após semana, não temos quórum para poder funcionar aquela comissão. Os projetos não passam pelas comissões temáticas. É costumeiro a gente votar sem ter esses projetos passando pelas comissões. Fica aqui um chamamento a todos, é preciso um esforço de valorização da atividade parlamentar", disse Ribeiro.
Em outras oportunidades, o primeiro-secretário da Mesa Diretora, Samuel Júnior (PL), também externalizou insastifação com a presença dos deputados nas comissões temáticas da Casa. Conforme apuração do Bahia Notícias, desde o fim da janela partidária, no dia 4 de abril, 12 reuniões caíram por falta de quórum, enquanto apenas sete encontros foram realizados com a presença mínima.
PRODUTIVIDADE
Em fevereiro deste ano, a presidente da AL-BA, Ivana Bastos (PSD), reuniu a Mesa Diretora e cobrou a ampliação dos debates nas comissões setoriais. Na ocasião, a deputada salientou a importância de se ter um primeiro semestre produtivo em razão das eleições em outubro deste ano.
Ela convocou a colaboração dos demais dirigentes para assegurar que, mesmo em ano eleitoral, o Legislativo mantenha seu protagonismo nas discussões e decisões que impactam diretamente a população baiana.
“O conjunto dos parlamentares da Assembleia da Bahia está coeso, consciente da responsabilidade que o mandato impõe e disposto a trabalhar para impedir a interrupção dos trabalhos em plenário e nas comissões – apesar das vicissitudes e atividades extras exigidas num ano eleitoral”.
Seguindo o compromisso de fortalecer as comissões técnicas, ficou decidido que todas as proposições apresentadas pelos deputados deverão ser analisadas e votadas primeiramente na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e, posteriormente, por outro colegiado que avalie o mérito específico da proposta. Objetivo é evitar o expediente regimental que permite a obtenção do aval no próprio plenário - antes da votação final.
Comissões temáticas da Câmara de Vereadores de Salvador serão definidas em fevereiro, confirma Muniz
Candidato favorito a presidente da Câmara Municipal de Salvador (CMS), Carlos Muniz (PSDB) confirmou, nesta quinta-feira (2), que a votação para definir os nomes das Comissões temáticas da Casa acontecerá somente no mês de fevereiro de 2025.
O anúncio foi feito durante entrevista ao Bahia Notícias na primeira sessão de 2025 da Casa. De acordo com o vereador, a definição deve acontecer até a terceira sessão do Legislativo soteropolitano.
“Só em fevereiro a gente começa a conversar, na terceira sessão no máximo a gente já tem uma definição das como serão as comissões”, indicou o tucano.
O edil revelou que os nomes para compor o grupo vai respeitar e seguir as indicações feitas pelos partidos para os respectivos cargos.
“Justamente, principalmente pela proporcionalidade, mas cada um com suas indicações como foi feito na mesa diretora. A mesa diretora, todos os cargos aqui foram entregues ao partido, é o partido que indica. Eu tinha interesse mesmo que Ireuda fosse nossa quarta secretária, mas, infelizmente, o Republicanos fez outra indicação, que é o vereador, Kel Torres, e nós insistimos que fosse Ireuda, mas como o cargo é do partido, o partido decidiu o que quer e nós vamos respeitar”, explicou Muniz.
O presidente comentou também a respeito da presidência da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), para continuar com o vereador Paulo Magalhães (União Brasil).
“Por mim continua com o Paulo Magalhães. A CCJ agora não depende do presidente, depende primeiro dos partidos que irão fazer indicação. Então as lideranças partidárias irão fazer indicação e nós iremos respeitar a profissionalidade”, afirmou.
Antes, Carlos Muniz tinha observado acerca da votação para a presidência da Casa Legislativa, onde vai concorrer com Hamilton Assis (PSOL).
“Eu espero aqui ter os 41 votos, é algo que para mim é novo, a primeira vez vou ser votado para presidente realmente, é a primeira eleição de presidente que estou disputando e pode ter certeza que é um pouquinho de ansiedade, mas muito mais felicidade do que ansiedade”, disse.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Luiz Inácio Lula da Silva
"Eu fiquei triste, porque ele não foi derrotado por incompetência jurídica, porque ele é um dos melhores advogados desse país, ele foi derrotado por uma questão simplesmente política. E o que vai acontecer? Eu vou mandar o Messias outra vez. Por respeito à função presidencial, sou eu que indico".
Disse o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao confirmar que vai enviar ao Senado o nome do advogado-geral da União, Jorge Messias, para a vaga do Supremo Tribunal Federal (STF). O AGU teve sua primeira indicação rejeitada no Senado no último dia 29 de abril.