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comercio de gas de cozinha
Três pessoas foram presas na manhã desta terça-feira (10) durante a “Operação Agno”. O trio é acusado pelo homicídio de Agnelo Vilela Oliveira, conhecido como Agno, no dia 3 de julho do ano passado em Santo Estêvão, no Portal do Sertão. Agno foi morto com tiro na cabeça, sem chance de defesa, enquanto trabalhava no comércio da família.
A operação desta terça foi deflagrada pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA) e pela Secretaria de Segurança Pública (SSP). Outras três pessoas, entre elas dois policiais civis, foram acusadas por extorsão mediante sequestro contra a mesma vítima praticado quase dois meses antes, em 6 de maio de 2023. Os policiais foram afastados das funções pela Justiça a pedido do MP-BA. As denúncias tramitam sob sigilo.

Foto: Divulgação / MP-BA
Segundo as investigações do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do MP-BA, os seis integram organização criminosa que quer dominar o mercado, eliminando a concorrência no comércio de água e de gás de cozinha (GLP) na região.
Ainda conforme o MP-BA, quanto ao crime de extorsão mediante sequestro, as apurações apontam que a vítima foi levada por policiais civis e mantida em cárcere nas dependências da delegacia de Santo Estevão até o pagamento da quantia de R$ 2 mil.
As prisões desta terça ocorreram em Salvador, Simões Filho e Salinas das Margaridas. Quatro mandados de busca e apreensão também foram cumpridos em Feira de Santana, Santo Estêvão e Salinas, onde foram apreendidos celulares, documentos, armas e munição.
As ordens judiciais foram expedidas pela Vara Criminal da Comarca de Santo Estêvão.
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André Viana
"Quando você tem o monitoramento nos parlatórios, onde não é possível efetuar essa difusão de tratativas, determinações por parte da liderança para o mundo aqui fora, você traz o isolamento para o crime e nos ajuda por demais no enfrentamento à criminalidade".
Disse o delegado-geral da Polícia Civil da Bahia (PC-BA), André Viana ao defender a ampliação do monitoramento nos parlatórios dos presídios de segurança máxima do estado. Em entrevista ao programa Bahia Notícias no Ar, da rádio Antena 1 Salvador, nesta sexta-feira (18), o delegado afirmou que a medida ajudaria a bloquear a comunicação entre detentos e integrantes de organizações criminosas do lado de fora das unidades prisionais.