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coletiva rogerio ceni
A falta de intensidade e a ausência de Everton Ribeiro entre os titulares foram os principais problemas apontados pelo técnico Rogério Ceni após a derrota do Bahia por 3 a 2 para o Fortaleza, nesta quinta-feira (20), na Casa de Apostas Arena Fonte Nova, pela 34ª rodada do Brasileirão. Em coletiva, o treinador foi enfático ao explicar as dificuldades da equipe e a queda de desempenho no primeiro tempo.
Ceni revelou que sua intenção inicial era começar o jogo com Everton Ribeiro, mas o meia ainda não se sente apto a atuar desde o início, em razão do processo de recuperação após a cirurgia realizada por conta do diagnóstico de câncer na tireoide.
"Gostaria muito de contar com o Everton Ribeiro no início do jogo. Conversei com ele anteontem e ontem. Ele não se sente confortável ainda, principalmente no início, quando todos estão descansados para competir com ele. Não se sente fisicamente bem o suficiente para jogar. Jogamos o ano todo com ele nessa função, mas ele passou por uma cirurgia e ficou muito tempo parado. Hoje ele não tem condições de jogar 45 minutos. Se tivesse, teria iniciado com ele e trocado no intervalo", explicou Ceni.

Foto: Letícia Martins/EC Bahia
O treinador também comentou o desempenho defensivo da equipe. No segundo turno, o Bahia tem a quinta pior defesa da Série A, com 24 gols sofridos. Para ele, o problema não está no modelo de jogo, mas em decisões equivocadas dentro de campo.
"Quando você quer um time mais ofensivo, é normal arriscar mais. Hoje foram muitas falhas individuais. Não foi o sistema em si. Tomamos decisões erradas. Houve cansaço, mas foi um número excessivo de erros que deram os gols para eles. Do sistema, o ponto falho é a marcação ao portador da bola. Marcamos bem a pressão alta, mas, se você não tiver intensidade e compromisso para tomar a bola, acaba só assistindo ao jogo", avaliou.
Questionado pelo Bahia Notícias sobre o desgaste da equipe diante do calendário cheio, Ceni admitiu uma possível queda mental na reta final, mas disse que não aceita justificativas físicas, considerando o período de descanso proporcionado pela Data Fifa.
"Posso entender desgaste mental, porque o ano está no fim. Mas físico eu não posso, porque tivemos dias para treinar, descansar e recuperar. Fisicamente estávamos bem, encurralamos o Fortaleza no campo de defesa, mesmo com Nico improvisado na zaga. Agora, mentalmente, se você quer ir para uma Libertadores direta, precisa de mais concentração e ambição", afirmou.
Ao analisar o desempenho, Ceni destacou que o primeiro tempo foi um dos piores do Bahia na temporada, especialmente no que diz respeito ao comportamento sem a bola.
"Fomos pouco ambiciosos hoje. Jogamos um primeiro tempo inexplicável no comportamental. Com a bola tivemos coisas boas a tirar, mas sem a bola o jogo também continua. Foi um dos nossos piores jogos sem bola. Se você corre lentamente ou corre errado, vai sofrer. Sofremos coisas que não deveríamos sofrer", concluiu.
A derrota encerrou a série de seis jogos de invencibilidade do Bahia na Fonte Nova. O Esquadrão volta a campo neste domingo (23), novamente em casa, para enfrentar o Vasco da Gama em confronto decisivo na reta final do Brasileirão.
Confira a coletiva completa na íntegra clicando no link abaixo:
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Luiz Inácio Lula da Silva
"Cuba não está passando fome porque não sabe produzir, porque não sabe construir sua energia. Cuba está passando fome porque não querem que Cuba tenha o que todo mundo deveria ter direito".
Disse o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao afirmar que a crise alimentar em Cuba não é resultado de incapacidade produtiva, mas consequência de decisões políticas que, segundo ele, impedem a ilha de ter acesso ao que deveria ser um direito básico.