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A Câmara Municipal do Recife rejeitou, nesta segunda-feira (27), o projeto de decreto legislativo que previa a concessão do título de Cidadão do Recife ao ator Wagner Moura. A proposta não alcançou o número mínimo de votos necessários para aprovação e foi arquivada.
Para ser aprovado, o texto precisava do apoio de três quintos dos vereadores, o equivalente a 23 votos. No entanto, obteve 16 votos favoráveis e 7 contrários durante a sessão.
O título de Cidadão do Recife é concedido a pessoas físicas, brasileiras ou estrangeiras radicadas no Brasil, que tenham prestado relevantes serviços ao município ou à sua população.
Durante a discussão em plenário, parlamentares debateram os critérios adotados pela Casa para a concessão de homenagens. O vereador Eduardo Moura criticou a proposta e questionou a utilidade prática da iniciativa.
“Deveria ter uma mudança nesse Regimento [Interno] para que certos tipos de ação totalmente políticas não acontecessem. Temos demandas importantíssimas nesta Casa, mas se a gente mesmo não valoriza, quem é que vai valorizar?”, afirmou.
Autor do projeto, o vereador Carlos Muniz defendeu a homenagem com base na atuação de Wagner Moura no filme O Agente Secreto, dirigido por Kleber Mendonça Filho e ambientado no Recife. Segundo o parlamentar, a produção contribuiu para projetar a cultura e a história da cidade no cenário internacional.
“Aclamado no mundo inteiro, o filme acumulou premiações em festivais de cinema e alçou o Recife ao topo da indústria cinematográfica mundial. Por sua vez, Wagner Moura imprimiu o DNA recifense em seu personagem”, justificou.
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Pérolas do Dia
André Viana
"Quando você tem o monitoramento nos parlatórios, onde não é possível efetuar essa difusão de tratativas, determinações por parte da liderança para o mundo aqui fora, você traz o isolamento para o crime e nos ajuda por demais no enfrentamento à criminalidade".
Disse o delegado-geral da Polícia Civil da Bahia (PC-BA), André Viana ao defender a ampliação do monitoramento nos parlatórios dos presídios de segurança máxima do estado. Em entrevista ao programa Bahia Notícias no Ar, da rádio Antena 1 Salvador, nesta sexta-feira (18), o delegado afirmou que a medida ajudaria a bloquear a comunicação entre detentos e integrantes de organizações criminosas do lado de fora das unidades prisionais.