Artigos
O Paraguaçu sob ataque
Multimídia
Alex Santana revela convite de ACM Neto para assumir secretaria
Entrevistas
Após retorno à AL-BA, Luciano Ribeiro descarta disputa pela reeleição e diz estar focado na campanha de ACM Neto
cafu
A imagem atravessou o tempo de forma silenciosa. Em uma época em que não haviam celulares com câmera ou redes sociais, o jornalista e fotógrafo Raimundo Mascarenhas guardou durante 24 anos em seu acervo pessoal uma fotografia que, segundo ele, nunca viu reproduzida em outro lugar: o registro ao lado da Taça do Penta, conquistada pela Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2002, durante sua histórica passagem por Salvador.
Logo após a conquista do pentacampeonato mundial, a CBF iniciou uma peregrinação do troféu pelo país. O primeiro destino foi a capital baiana, onde a taça foi exibida nos dias 16 e 17 de julho de 2002, no Centro do Exército de Amaralina.

Foto: Acervo Pessoal / Raimundo Mascarenhas / Bahia Notícias
Natural de Conceição do Coité, Raimundo revelou em entrevista ao Bahia Notícias que foi uma das poucas pessoas autorizadas a romper o isolamento e se aproximar do troféu original que Cafu havia erguido semanas antes em Yokohama, no Japão. Mais do que isso: ele conseguiu tocar na taça, em um momento que, para ele, permanece intacto em sua memória quase 24 anos depois.
Na ocasião, Raimundo viajou para Salvador acompanhado do também jornalista Valdemir de Assis. Ao chegarem ao quartel de Amaralina, depararam-se com uma multidão que se espremia para ver o símbolo máximo do futebol mundial.
“Fomos e ficamos no aguardo da chegada. Do lado de fora tinha uma multidão e um comboio que fazia lembrar a chegada do Papa”, relembrou Raimundo.
Segundo os relatos, a estrutura montada para receber o troféu impressionava. A taça chegou escoltada por dois carros-fortes e sob forte aparato de segurança do Exército. Ao som do Olodum, o troféu foi conduzido para a área de exposição e colocado sobre um pedestal. O público geral só podia observar e tentar fotografar a uma distância aproximada de cinco metros, separados por um rígido cordão de isolamento vigiado por policiais militares.
.jpg)
Raimundo segurando seus históricos registros | Foto: Acervo Pessoal / Raimundo Mascarenhas / Bahia Notícias
Foi nesse cenário de segurança máxima que Raimundo, que na época trabalhava como repórter da Rádio Sisal, encontrou uma brecha profissional. Ao avistar um dirigente da CBF próximo à taça, ele estendeu o gravador e pediu uma entrevista.
O pedido foi aceito. Para facilitar a captação do áudio, o dirigente autorizou a passagem do repórter pelo cordão de segurança. Em instantes, o jornalista saiu da área comum e ficou a meros 30 centímetros da taça.
“Eu levantei o gravador e perguntei se ele podia me conceder uma entrevista. Ele autorizou os policiais a me liberarem. Passei o cordão de isolamento e fiquei alinhado ao dirigente. Estava pertinho da taça”, relatou.
Antes de cruzar a barreira, Raimundo havia deixado sua câmera fotográfica com um colega de profissão, pedindo que registrasse o momento. Ao fim da entrevista, veio a ousadia: perguntou se poderia tirar uma foto ao lado do troféu. A autorização veio acompanhada de uma condição clara.
“Ele disse: ‘Pode fazer a foto. Você pode até tocar na taça, só não pode levantar’. Eu fui obediente. Para mim, aquilo já estava de bom tamanho”, contou sorrindo.
O resultado foi um registro que o jornalista mantinha guardado a sete chaves. Para ele, o valor da foto só aumentou com o tempo, já que ele afirma nunca ter visto nenhuma outra imagem de torcedores ou arquivos públicos daquela exposição em Salvador circulando na internet.
O mistério por trás da falta de registros se explica pela tecnologia da época. Em 2002, a fotografia digital ainda dava os seus primeiros passos e as populares câmeras de filme dependiam de condições perfeitas de iluminação.
“Quem tentou fotografar do lado de fora do isolamento enfrentou problemas de luz e foco. A cinco metros de distância, com flash amador fraco, não dava qualidade. Ou clareava a pessoa e escurecia a taça, ou clareava a taça e estourava a imagem da pessoa”, explicou o fotógrafo.

Foto: Acervo Pessoal / Raimundo Mascarenhas / Bahia Notícias
Mesmo ciente da raridade do clique, Raimundo nunca comercializou o material. O registro virou um tesouro estritamente pessoal.
Além do troféu, um outro evento, que aconteceu na mesma ocasião e local, contou com a participação do atacante baiano Edílson "Capetinha", integrante do elenco campeão de 2002. Ao lado do pavilhão de exposição, Edílson fez a entrega de materiais históricos de atletas da Seleção — entre os itens, uma chuteira usada por Ronaldo Fenômeno, destinada ao então juiz da Infância e da Juventude, hoje desembargador do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), Salomão Resedá.
Foto: Acervo Pessoal / Raimundo Mascarenhas / Bahia Notícias
Por regra e tradição da Fifa, o contato direto com a taça original da Copa do Mundo — modelo adotado em 1974 após o Brasil conquistar em definitivo a Taça Jules Rimet — é restrito a chefes de Estado e jogadores campeões do mundo. Por isso, a lembrança de Raimundo ganha sua relevância.
A passagem da taça por Salvador também se insere em uma tradição que transformou o troféu da Copa do Mundo em objeto de peregrinação. Desde 2006, a Fifa organiza, em parceria com a Coca-Cola, o Trophy Tour, ação oficial que leva o troféu original a diferentes países antes de cada Mundial. A iniciativa já percorreu dezenas de nações e, para a Copa de 2022, visitou pela primeira vez todos os países classificados para o torneio.

Foto: Acervo Pessoal / Raimundo Mascarenhas / Bahia Notícias
O empate em 0 a 0 entre Brasil e Costa Rica fez com que o capitão do pentacampeonato da Seleção Brasileira, Cafú, viesse a público para criticar os jogadores brasileiros que optam por jogar na Premier League, liga da Inglaterra. O ex-lateral-direito deu as declarações ao jornal espanhol AS.
"Receio que quanto mais brasileiros passarem pela Premier League, menos chance o Brasil terá de vencer a Copa do Mundo", declarou Cafú.
De acordo com ex-dono da camisa 2, os brasileiros jogam melhor em LaLiga do que na Premier League.
"Prefiro a La Liga porque lá se tem uma mentalidade elevada. Lá eles falam do futebol, não são invenções midiáticas como na Premier League. Imagine a mídia fazendo lavagem cerebral em um jogador, dizendo que ele é o melhor do mundo, mas não é", finalizou.
A Seleção Brasileira encara o Paraguai na noite desta sexta-feira (28), às 22h, em partida válida pela segunda rodada da fase de grupos da Copa América 2024. 2º Colocado do grupo D, o Brasil precisa vencer para manter-se vivo na luta pela classificação ao mata-mata.
Um novo grupo de cozinheiros amadores disputará o 18º troféu Masterchef 2020, nesta terça-feira (10), começando por mais uma Caixa Misteriosa dos Famosos. No programa desta semana, os concorrentes terão que reproduzir suas versões de pratos indicados pelo cantor baiano Léo Santana, o ex-jogador de futebol Cafu, o ator e diretor Miguel Falabella e a cantora Fafá de Belém.
Para agradar Cafu, os competidores terão que preparar o bucatini all’amatriciana,massa coberta por um molho que leva bochecha de porco. Já Léo pediu um risoto alla pescatora, feito com frutos do mar. Falabella, por sua vez, relembrou de sua vivência na França e indicou seu prato favorito, tarte à la tomate et à la moutarde, torta de tomate e mostarda. Para finalizar, Fafá de Belém pede o bolo savarin, receita também francesa, com complexidade no preparo.
Os cozinheiros que se destacarem na avaliação dos jurados Paola Carosella, Erick Jacquin e Henrique Fogaça passam para a última fase, na qual enfrentam um desafio com carnes bovinas de segunda linha. O autor do melhor prato leva o troféu, R$ 5 mil, uma bolsa de estudos em uma universidade particular, um assistente virtual, R$ 5 mil em compras em site patrocinador, além de um forno, um jogo de panelas e um kit de facas.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
João Roma
"A lei não pode ter lado político".
Disse o presidente estadual do PL na Bahia e pré-candidato ao Senado Federal pelo estado, João Roma, utilizou as redes sociais nesta sexta-feira (19) para comentar a operação de busca e apreensão realizada pela Polícia Federal (PF), com autorização do Supremo Tribunal Federal (STF), que teve como um dos alvos o senador Jaques Wagner (PT), líder do governo no Senado.