Artigos
E se o maior erro das previsões eleitorais não estiver nas pesquisas, mas na forma como interpretamos o eleitor indeciso?
Multimídia
Mansur diz que candidatura feminina no PSOL deve ser decidida pelas mulheres
Entrevistas
Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra
cacau baiano
A Associação Nacional dos Produtores de Cacau (ANPC) tem um encontro nesta quarta-feira (4) com o governador Jerônimo Rodrigues (PT) como forma de barrar a importação desenfreada do produto, que tem atingido a produção no estado e no país.
Desde o mês passado, o setor cacaueiro tem feito manifestações com bloqueios de estrada, exigindo a derrubada da Instrução Normativa (IN) 125, aprovada no governo Bolsonaro, mas ainda em vigor.
Em entrevista ao Bahia Notícias no Ar, na Antena 1 FM, nesta terça-feira (3), a presidente da ANPC, Vanuza Barrozo, disse que vai cobrar do governador ações para que seja revogada a Instrução Normativa (IN) que autoriza a importação de cacau e beneficia gigantes como Barry Callebaut, Cargill e OFI. As três operam na compra direta do cacau com produtores locais e contam com forte estrutura de processamento industrial.
Barrozo frisou que, embora a revogação da norma dependa do governo federal, o governador pode atuar como interlocutor. “O governador do estado não tem o poder da caneta, porque isso é uma decisão do governo federal, mas, como governador, ele deve ter total interesse em se alinhar aos produtores de cacau para levar essas demandas ao governo federal”, afirmou.
Na entrevista, a presidente da Associação declarou que já tramita um projeto de lei no Congresso Nacional, de autoria do deputado Zé Neto (PT), para revogar a instrução normativa, mas o processo segue sem definição. Novas manifestações já estão marcadas, o que inclui novos bloqueios de estradas.
Na próxima sexta-feira (6), uma carreata vai sair de Aurelino Leal, no Sul baiano, passando por diversas cidades com parada final em Jequié, no Sudoeste. Já no sábado (7), os produtores vão parar outra via em Presidente Tancredo Neves, no Baixo Sul baiano.
Outras manifestações estão previstas para o mesmo período no Pará e no Espírito Santo, estados também produtores de cacau.
Além da manga, produzida na região de Juazeiro, no Sertão do São Francisco, outros produtos da pauta de exportações baianas, como o cacau, também deve sofrer com o chamado “tarifaço” imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A entrada em vigor da medida está marcada para o dia 6 de agosto.
Segundo a Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb), via G1, as exportações de cacau no primeiro semestre deste ano representaram mais de 45 milhões de dólares em manteiga, gordura e óleo de cacau para o mercado norte-americano.
Três grandes indústrias brasileiras atuam na exportação desses derivados a partir do sul baiano: Cargill, Joanes e Barry Callebaut. Até o momento, as empresas não comentaram os possíveis impactos da nova tarifa nas operações.
Em nota, a Associação Nacional das Indústrias Processadoras de Cacau (AIPC) afirmou que a medida compromete diretamente a competitividade dos derivados brasileiros no exterior. A entidade defende a adoção urgente de medidas diplomáticas e comerciais para mitigar os efeitos, mas ainda não estimou as perdas financeiras.
Na Bahia, o cacau é cultivado, sobretudo no Sul do estado, em municípios como Ilhéus e Wenceslau Guimarães. Em 2024, as exportações de cacau no estado cresceram 119%, batendo um recordo histórico. O faturamento foi de 434 milhões de dólares com 46 mil toneladas do produto exportado.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
ACM Neto
"Tentativa de interferir no processo eleitoral com a criação e divulgação de factoides e insinuações mentirosas e falsas, através de vazamentos seletivos, que buscam associar indevidamente meu nome a situações que nunca tive envolvimento".
Disse o candidato ao governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil) ao se pronunciar sobre o pedido da Polícia Federal (PF) para realizar uma busca e apreensão relacionada a ele no âmbito da 10ª fase da Operação Overclean, deflagrada nesta quinta-feira (17). A medida, no entanto, foi negada pelo ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF).