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Adriano Sampaio
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Em sabatina realizada nesta segunda-feira (21) com os editores do portal Bahia Notícias (BN), dentro do projeto Vota BN no Projeto Prisma, Antonio Carlos Magalhães (ACM) Neto comentou o fenômeno conhecido como “Lula-Neto”, que se refere ao voto dividido de eleitores entre a disputa pelo governo estadual e a Presidência da República. Durante a transmissão do podcast, o político foi enfático e respondeu que “ninguém é dono do voto de ninguém”.

Entrevistas

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra

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Nesta segunda-feira (10), a ministra da Igualdade Racial, Rachel Barros, esteve em Salvador para participar do Colóquio Internacional Cultura, Relações Exteriores, Desenvolvimento e Reparação. O evento, que acontece nas cidades de Salvador e Cachoeira, integra as celebrações pelos 25 anos de fundação do FENEBA e desdobra as discussões iniciadas no 9º Congresso Panafricano, sediado em Lomé, no Togo.

bepe

Comandante do BEPE explica casos de violência no Ba-Vi e cita presença do tráfico nas torcidas
Foto: Thiago Tolentino/Bahia Notícias

A violência registrada antes e depois do último Ba-Vi, disputado no dia 23 de agosto, pela 24ª rodada do Campeonato Brasileiro, foi um dos assuntos abordados pelo comandante do Batalhão Especializado em Policiamento de Eventos (BEPE), Flávio Farias, durante participação no Bahia Notícias no Ar nesta quarta-feira (16). Segundo o comandante, a rivalidade entre torcedores e a presença de integrantes ligados ao tráfico de drogas são fatores que contribuem para os episódios de violência relacionados ao futebol.

 

No último Vitória x Bahia, no Barradão, vencido pelo Tricolor por 2 a 0, dois torcedores ligados à Bamor morreram em episódios registrados fora do estádio. José Alexandre Souza Borges, de 28 anos, foi morto após ser perseguido e atacado na Via Regional. Segundo informações repassadas pela Polícia Militar da Bahia (PM-BA), integrantes da Torcida Uniformizada Os Imbatíveis teriam participado da ação.

 

Lucas dos Reis Bonfim, de 19 anos, também morreu após ser baleado no bairro de Castelo Branco. Familiares relataram que o jovem teria sido atingido enquanto fugia de um ataque atribuído a integrantes de torcida organizada. As circunstâncias dos dois crimes são investigadas pela Polícia Civil da Bahia (PC-BA).

 

Segundo o comandante, a presença de integrantes ligados a facções criminosas no ambiente das torcidas organizadas é uma das preocupações identificadas pelo BEPE. Farias afirmou que esses indivíduos nem sempre estariam formalmente cadastrados nas torcidas, mas utilizariam as camisas para facilitar a participação nos confrontos.

 

"Nós sempre nos perguntamos quem está por trás dessas agressões. Existem variantes em relação a isso, mas detectamos que têm entrado integrantes de facções, não diretamente cadastrados nas torcidas organizadas, mas fazendo uso das camisas pela facilidade de compra que existe. Eles fazem uso dessas camisas para cometer agressões contra o público que, inclusive, se dirige ao estádio", declarou.

 

Flávio Farias afirmou que os episódios de maior gravidade costumam acontecer em bairros e vias de acesso mais distantes dos locais das partidas. Segundo ele, o policiamento realizado no entorno e no interior dos estádios tem apresentado resultados positivos.

 

"No último Ba-Vi, essas questões de violência vieram à tona de forma mais forte. Eu sempre digo que vamos muito bem no entorno do estádio e, no interior, não temos tido ocorrências de grande vulto. Essas ocorrências são registradas nos bairros ou nas vias de acesso mais distantes do próprio local do evento", explicou.

 

 

Ao falar sobre a mudança no comportamento das torcidas ao longo dos anos e a atual recomendação do Ministério Público da Bahia (MP-BA), que recomenda a realização de Ba-Vis com torcida única, o comandante do BEPE lembrou que já presenciou um período em que torcedores rivais frequentavam os estádios simultaneamente e classificou o cenário atual como uma "escalada de violência".

 

"Eu tenho 55 anos e 34 na corporação, e vivi aquele tempo de duas torcidas no estádio. Nós íamos juntos, confraternizando, e era um clima de paz e tranquilidade. O que vemos hoje é uma escalada de violência, não só no futebol, mas também de problemas que acabaram chegando ao futebol, como o tráfico de drogas", afirmou.

 

Farias também comparou o policiamento realizado durante o Carnaval com a atuação em partidas de futebol e destacou que os eventos envolvem comportamentos distintos por parte do público.

 

"As pessoas sempre me perguntam por que a Polícia Militar da Bahia faz um excelente Carnaval e, quando chega ao futebol, temos uma ou outra divergência na questão da segurança. O Carnaval mexe com um tipo de emoção muito diferente. Quem vai aos estádios vivencia uma emoção de rivalidade e, com a utilização de alguns produtos, lícitos ou ilícitos, essa emoção pode levar a situações de agressão", afirmou.

 

Além das duas mortes, o último Ba-Vi também foi marcado por episódios de vandalismo contra ônibus do transporte coletivo. A Secretaria Municipal de Mobilidade registrou três ocorrências nos bairros de Pernambués, Pirajá e Plataforma. Em uma delas, um motorista ficou ferido após um rojão atingir o para-brisa do veículo.

 

Vídeos divulgados nas redes sociais também registraram confrontos entre supostos integrantes das duas torcidas organizadas, com grupos correndo pelas ruas e explosões durante as confusões.

 

A recomendação de torcida única nos Ba-Vis foi adotada pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA) em abril de 2017. A medida foi suspensa em fevereiro de 2018, quando os clássicos voltaram a contar com torcedores de Bahia e Vitória. Após uma confusão generalizada no confronto que ficou conhecido como "Ba-Vi da Paz", o MP-BA voltou a recomendar a presença de apenas uma torcida nos clássicos.

"Era muito difícil para a PM atuar": Tenente-coronel explica mudança na escolta do Bahia para o Ba-Vi no Barradão
Foto: Hugo Araújo / Bahia Notícias

A chegada do Bahia ao Barradão terá uma mudança inédita no Ba-Vi deste domingo (23). Em entrevista ao Bahia Notícias nesta sexta-feira (21), o tenente-coronel Flávio Farias, comandante do Batalhão Especializado de Policiamento de Eventos (Bepe), detalhou o esquema de segurança para o clássico e revelou que a escolta da delegação tricolor foi replanejada para utilizar o novo acesso ao estádio. 

 

As declarações foram dadas durante a reunião de alinhamento para o clássico, realizada às 10h, no auditório Cap PM Grec, da Ouvidoria da Segurança Pública. De acordo com o comandante, a estrutura utilizada terá como referência o planejamento do último Ba-Vi disputado no Barradão, mas com atenção especial ao trajeto da equipe visitante.

 

"Nós vamos aplicar o mesmo planejamento que foi utilizado no Ba-Vi anterior, ocorrido no Barradão no primeiro semestre, com um replanejamento na escolta do visitante. O Barradão tem uma via de acesso nova que faz com que o time visitante não precise entrar pela ‘porta da frente’ do estádio junto com outros torcedores que se aglomeravam na frente", explicou. 

 

Segundo o tenente-coronel, a antiga dinâmica de chegada das delegações criava dificuldades para o trabalho da Polícia Militar justamente pela concentração de pessoas nos arredores da entrada principal.

 

"Era muito difícil para a nossa Polícia Militar atuar nesse momento. Estamos aplicando um reforço, inclusive nesse roteiro que será apresentado, com a atenção dos policiais envolvidos nesse trajeto", relembrou. 

 

NOVA ROTA PARA O BAHIA
O planejamento apresentado prevê que a delegação visitante utilize o novo acesso ao Barradão localizado na Avenida Mário Sérgio. A saída do hotel Wyndham, em São Cristóvão, está prevista para 14h15.

 

A escolta terá duas guarnições de quatro rodas e nove motociclistas. Além da rota principal, pela Avenida Paralela e Avenida Mário Sérgio, foram estabelecidos dois caminhos alternativos para a operação.

 

A mudança busca justamente evitar que o ônibus do Bahia tenha que passar pelo ponto de maior concentração de torcedores do Vitória antes de entrar no estádio.

 

TENENTE-CORONEL FALA SOBRE TORCIDA ÚNICA
O comandante do Bepe também foi questionado sobre a realização do clássico com torcida única. Para Flávio, a unidade está preparada para executar a operação independentemente do modelo determinado pelas autoridades.

"O Bepe, unidade que comando, tem a expertise de lidar com grandes eventos. Outrora tínhamos duas torcidas no estádio. Hoje, por questões e decisões das autoridades e dos órgãos pertinentes envolvidos, isso não está acontecendo", reforçou. 

 

O tenente-coronel evitou fazer uma avaliação sobre qual modelo considera mais adequado e ressaltou o papel operacional do batalhão.

 

"O Bepe, como um batalhão operacional e executor dessa atividade, estará pronto para cumprir, seja com torcida única ou com duas torcidas no estádio", concluiu.

OPERAÇÃO TERÁ 400 POLICIAIS
Ao todo, 400 policiais estarão mobilizados para o clássico. No interior do Barradão, o planejamento prevê cinco PMs na patrulha da arbitragem, seis destinados à busca e captura, três pelotões para controle de distúrbios civis e 26 patrulhas distribuídas pelos portões e arquibancadas. Outros 24 policiais serão empregados nas escoltas.

 

O esquema será colocado em prática neste domingo (23), quando Vitória e Bahia se enfrentam às 16h, no Barradão, pela 24ª rodada do Campeonato Brasileiro.

BEPE convoca reunião de alinhamento com foco na segurança do Ba-Vi de domingo
Foto: Reprodução/FBF

O Batalhão Especializado em Policiamento em Eventos (BEPE) convocou nesta quinta-feira (20), uma reunião de alinhamento para o clássico Ba-Vi, disputado neste domingo (23), às 16h, no Barradão. O foco do encontro, que acontecerá nesta sexta-feira (21), às 10h, no auditório Cap PM Grec, no Centro Administrativo da Bahia (CAB),  é discutir estratégias para aprimorar a segurança no dia da partida. 

 

Nesta sexta, o BEPE vai apresentar todo planejamento para ação da segurança no último clássico Ba-Vi de 2026. O que significa que, com a presença de todas as forças envolvidas na sede da SSP/COI, será debatido o plano estratégico para o 28º jogo consecutivo entre Bahia e Vitória sem a presença das duas torcidas no estádio.

 

No campo, o Vitória venceu o Botafogo por 1 a 0, no Barradão, no último domingo (16), pela 23ª rodada do Campeonato Brasileiro. Na manhã daquele mesmo dia, o Bahia empatou com em 3 a 3 com a Chapecoense, em Chapecó. Na 24ª rodada, os maiores rivais da Bahia se enfrentam em momentos distintos na temporada.

Confira os confrontos da primeira rodada do Intermunicipal 2026
Foto: FBF

 

A Federação Bahiana de Futebol (FBF) divulgou, neste sábado (8), durante o lançamento do Campeonato Intermunicipal Ednaldo Rodrigues 2026, os confrontos da primeira rodada da competição. A abertura será realizada no próximo sábado (15), em um confronto entre a atual campeã Coararaci e Itapetinga, enquanto as demais partidas acontecem no domingo (16).

 

O evento de lançamento foi realizado na sede do Batalhão Especializado em Policiamento de Eventos (Bepe), em Salvador, e reuniu representantes das 59 seleções que disputarão o título desta temporada. O Intermunicipal terá 280 jogos, distribuídos em 18 rodadas, com a grande decisão prevista para o dia 13 de dezembro.

 

A partida de abertura será entre a atual campeã Coaraci e Itapetinga, no sábado (15), às 15h, em Coaraci, no sul da Bahia. Os demais confrontos da primeira rodada serão realizados no domingo (16), também às 15h.

 

LEIA MAIS: FBF lança Intermunicipal 2026 com 59 seleções; confira participantes e novidades

 

CONFIRA OS CONFRONTOS DA 1ª RODADA
15 de agosto (sábado)

Coaraci x Itapetinga - em Coaraci

 

16 de agosto (domingo)
Glória x Rodelas - em Paulo Afonso
Tucano x Paulo Afonso - em Tucano
Conde x Araçás - em Conde
Crisópolis x Rio Real - em Crisópolis
Santaluz x Valente - em Santaluz
Conceição do Coité x Ichu - em Conceição do Coité
Serrinha x Biritinga - em Serrinha
Santa Bárbara x Barrocas - em Santa Bárbara
Miguel Calmon x Capim Grosso - em Miguel Calmon
Pé de Serra x Ipirá - em Pé de Serra
Amélia Rodrigues x Anguera - em Amélia Rodrigues
Santanópolis x Feira de Santana - em Santanópolis
Cabaceiras do Paraguaçu x São Félix - em Cabaceiras do Paraguaçu
Cachoeira x Conceição da Feira - em Cachoeira
Alagoinhas x Catu - em Alagoinhas
Pojuca x Lauro de Freitas - em Pojuca
Maragojipe x Saubara - em Maragojipe
São Felipe x Simões Filho - em São Felipe
Brejões x Santo Antônio de Jesus - em Brejões
Itatim x Castro Alves - em Itatim
Jaguaquara x Irajuba - em Jaguaquara
Ilhéus x Itapetinga - em Ilhéus
Aurelino Leal x Itabuna - em Aurelino Leal
Vitória da Conquista x Brumado - em Vitória da Conquista
Poções x Contendas de Sincorá - em Poções
Caatiba x Barro Preto - em Caatiba
Teixeira de Freitas x Itamaraju - em Itamaraju
Camacã x Santa Cruz da Vitória - em Camacã

Ricardo Lima destaca manutenção do formato e uso do VAR no Intermunicipal 2026
Foto: Bia Jesus/Bahia Notícias

O presidente da Federação Bahiana de Futebol (FBF), Ricardo Lima, destacou a manutenção do formato da competição e a utilização do árbitro de vídeo (VAR) como algumas das principais características do Campeonato Intermunicipal 2026. O lançamento da competição ocorreu neste sábado (8), na sede do Batalhão Especializado em Policiamento de Eventos da Polícia Militar (Bepe), em Salvador.

 

Para a edição deste ano, 59 seleções vão participar do torneio. Segundo Ricardo Lima, a FBF recebeu 76 inscrições para a disputa. 

 

“Estamos aqui mais uma vez para lançar o Intermunicipal 2026. Esperamos que seja uma grande competição. Serão 59 seleções participando, num total de 76 inscritos que recebemos. A gente espera fazer algo realmente grandioso, levar o entretenimento para as grandes partes do nosso estado e fazer com que o Intermunicipal possa ocorrer sempre com sucesso”, afirmou em entrevista ao Bahia Notícias.

 

VAR SERÁ MANTIDO
De acordo com presidente, não haverá grandes mudanças no modelo adotado em 2025. A fórmula de disputa e o sistema de premiação serão mantidos, enquanto o VAR volta a ser utilizado na competição.

 

“Não teremos grandes mudanças de 2025 para 2026. Seguiremos com o mesmo modelo de competição, seguiremos com o mesmo modelo da premiação, colocaremos mais uma vez o VAR para que seja uma novidade para todo o interior do estado. É torcer para que realmente possa dar tudo certo”, explicou.

 

A presença da tecnologia de arbitragem foi destacada pelo presidente da FBF como uma das novidades levadas ao futebol do interior. O recurso foi utilizado na edição anterior do Intermunicipal e será mantido em 2026.

 

FBF ESTUDA AMPLIAR TRANSMISSÕES
Questionado sobre a possibilidade de o Intermunicipal acompanhar a evolução nas transmissões vista em outras competições organizadas pela FBF, Ricardo afirmou que a entidade estuda ampliar a quantidade de partidas exibidas.

 

“Vamos estudar. A gente depende muito do Governo do Estado, da TVE. Toda a geração é através deles, então estamos estudando a possibilidade de termos mais jogos transmitidos, talvez em fases mais agudas, porém um pouco antes das semifinais. A gente vai estar trabalhando sempre para que o Intermunicipal possa ter esse charme, para que o Intermunicipal possa atender a cada dia e a toda a sociedade baiana”, explicou.

Ednaldo Rodrigues prestigia lançamento do Intermunicipal 2026 e fala sobre próximos passos na carreira
Foto: Bia Jesus/Bahia Notícias

O ex-presidente da Federação Bahiana de Futebol (FBF) e da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ednaldo Rodrigues, prestigiou o lançamento do Campeonato Intermunicipal 2026 neste sábado (8), na sede do Batalhão Especializado em Policiamento de Eventos da Polícia Militar (Bepe), em Salvador.

 

Em entrevista ao Bahia Notícias, Ednaldo afirmou estar feliz em participar novamente do lançamento da competição e destacou a importância do Intermunicipal para o futebol baiano e para os municípios envolvidos.

 

“Dizer da minha alegria de estar aqui presente mais uma vez no lançamento do Campeonato Intermunicipal de 2026, onde a gente revê tantos amigos, tantos desportistas e dirigentes que fazem o futebol da Bahia juntamente com a Federação Bahiana de Futebol”, afirmou.

 

Para o ex-dirigente, a competição vai além do aspecto esportivo. Em 2026, o Intermunicipal contará com 59 seleções e terá impacto direto ou indireto em cerca de 200 municípios, segundo Ednaldo. Ele ressaltou a regionalização do torneio e os reflexos sociais e econômicos provocados pela disputa.

 

“É uma competição que leva lazer para os municípios, tem inclusão social, porque muitos dos atletas são adolescentes e estão longe da marginalidade quando estão disputando o Intermunicipal. Tem um aspecto social muito relevante”.

 

NOVOS PROJETOS
Longe do comando das entidades, Ednaldo Rodrigues também comentou sobre os próximos passos na vida pessoal e profissional. O ex-dirigente afirmou que o período após deixar as entidades foi importante para estar próximo da família e dos amigos, mas que já pensa em maneiras de continuar contribuindo com o futebol.

 

Ednaldo afirmou ainda que pretende utilizar o esporte como ferramenta para se engajar em pautas sociais.

 

“São muitas causas sociais que queremos nos engajar, principalmente no que diz respeito a feminicídio, ao combate ao racismo, à discriminação de qualquer natureza e combate à violência nos estádios. Uma campanha muito importante que a gente quer também incentivar é fazer com que as pessoas saibam o que é a doação de órgãos, que hoje tem mais de 60 mil pessoas na fila e uma doação pode salvar até oito vidas”, afirmou.

 

Para Ednaldo, o futebol pode ser utilizado como plataforma para ampliar o alcance dessas discussões e contribuir para a melhoria da convivência social.

 

“São pautas que eu acho importantes para que, através do esporte, principalmente do futebol, possam ser colocadas para que a gente possa estar sempre contribuindo para que as famílias possam conviver melhor”, concluiu.

FBF lança Intermunicipal 2026 com 59 seleções; confira participantes e novidades
Foto: Bia Jesus/Bahia Notícias

 

A Federação Bahiana de Futebol (FBF) lançou oficialmente, neste sábado (8), o Campeonato Intermunicipal Ednaldo Rodrigues 2026. O evento foi realizado na sede do Batalhão Especializado em Policiamento de Eventos (Bepe), em Salvador, e reuniu representantes das seleções que participarão da competição.

 

Neste ano, 59 seleções entram na disputa pelo título. Entre os participantes, oito farão sua estreia no torneio: Brejões, Conde, Contendas de Sincorá, Irajuba, Itatim, Rodelas, Santa Cruz da Vitória e Santanópolis.

 

PARTICIPANTES E FORMATO
As seleções foram divididas em 15 grupos regionalizados para a primeira fase, sendo 14 grupos com quatro equipes e um grupo com três. Os jogos da fase de classificação serão disputados dentro de cada grupo, no sistema de ida e volta.

 

Avançarão para a segunda fase as três primeiras colocadas dos grupos com quatro seleções e as duas primeiras do grupo com três, totalizando 44 equipes classificadas.

 

Na segunda fase, as 44 seleções serão divididas em grupos de duas equipes e se enfrentarão novamente em jogos de ida e volta. As 22 vencedoras avançarão para a terceira fase, juntando-se às 10 seleções eliminadas com as melhores campanhas no somatório da primeira e segunda fases.

 

Com 32 equipes, a terceira fase será formada por 16 grupos de duas seleções, seguindo a ordem da classificação geral: 1ª x 32ª, 2ª x 31ª e assim sucessivamente. Os confrontos serão disputados em ida e volta, e as 16 vencedoras avançarão às oitavas de final.

 

Das oitavas até a decisão, o sistema de disputa continuará com confrontos de ida e volta, também definidos de acordo com a ordem de classificação geral, até a definição da campeã e da vice-campeã.

 

Ao todo, o Intermunicipal 2026 terá 280 jogos, distribuídos em 18 rodadas.

 

ABERTURA
A abertura do campeonato será realizada no próximo sábado (15), às 15h, com o confronto entre a atual campeã Coaraci e Itapetinga, em Coaraci, no sul da Bahia.

 

As demais seleções entram em campo no domingo (16), também às 15h, para o complemento da primeira rodada. A grande final está maracada para o dia 13 de dezembro.

 

CONFIRA OS GRUPOS DA PRIMEIRA FASE
Grupo 1:
Glória, Paulo Afonso, Rodelas e Tucano.
Grupo 2: Araçás, Conde, Crisópolis e Rio Real.
Grupo 3: Conceição do Coité, Ichu, Santaluz e Valente.
Grupo 4: Barrocas, Biritinga, Santa Bárbara e Serrinha.
Grupo 5: Capim Grosso, Ipirá, Miguel Calmon e Pé de Serra.
Grupo 6: Amélia Rodrigues, Anguera, Feira de Santana e Santanópolis.
Grupo 7: Cabaceiras do Paraguaçu, Cachoeira, Conceição da Feira e São Félix.
Grupo 8: Alagoinhas, Catu, Lauro de Freitas e Pojuca.
Grupo 9: Maragojipe, São Felipe, Saubara e Simões Filho.
Grupo 10: Brejões, Castro Alves, Itatim e Santo Antônio de Jesus.
Grupo 11: Irajuba, Itiruçu e Jaguaquara.
Grupo 12: Aurelino Leal, Ibirapitanga, Ilhéus e Itabuna.
Grupo 13: Brumado, Contendas de Sincorá, Poções e Vitória da Conquista.
Grupo 14: Barro Preto, Caatiba, Coaraci e Itapetinga.
Grupo 15: Camacã, Itamaraju, Santa Cruz da Vitória e Teixeira de Freitas.

MP recomenda suspensão de Jovem Fla e Força Jovem por 10 jogos após confusão no Maracanã
Foto: Acervo Pessoal

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) recomendou a suspensão das torcidas organizadas Jovem Fla, do Flamengo, e Força Jovem, do Vasco, por dez jogos. A medida foi apresentada nesta segunda-feira (18) e tem relação com a briga generalizada registrada nos arredores do Maracanã após o clássico entre os clubes, no dia 3 de maio.

 

O episódio terminou com um jovem torcedor atingido por bala de borracha. Ele perdeu a visão após a confusão nas imediações do estádio.

 

A recomendação foi encaminhada pelo Grupo de Atuação Especializada em Desporto e Defesa do Torcedor ao Batalhão Especializado de Policiamento em Estádios (Bepe). Caso seja aplicada, as torcidas ficarão impedidas de entrar em estádios do Rio de Janeiro com faixas, bandeiras, instrumentos musicais, roupas ou qualquer item que as identifique.

 

A restrição também vale para o perímetro de segurança das arenas esportivas.

 

Segundo o MPRJ, Jovem Fla e Força Jovem descumpriram o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado com o órgão. O documento prevê punições em caso de envolvimento das organizadas em brigas, tumultos ou atos que coloquem em risco a ordem pública.

 

"Na hipótese de a torcida organizada se envolver em quaisquer atos de violência, como brigas, tumultos ou atos que, de qualquer maneira, coloquem em risco a ordem pública, bem como proceder à realização de concentração de seus membros em violação ao acordado na cláusula anterior, independentemente de na data haver a realização de evento esportivo, serão aplicadas as medidas educativas de advertência ou suspensão de comparecimento portando os seus apetrechos, em estádios que sediem eventos esportivos de futebol, seja em campeonato estadual, nacional ou internacional", diz trecho do TAC.

 

Além da recomendação de suspensão, o Ministério Público determinou que as duas torcidas apresentem, em até cinco dias, listas atualizadas com os nomes de seus integrantes. Jovem Fla e Força Jovem também deverão prestar esclarecimentos sobre os fatos ocorridos após o clássico.

Segurança nos clássicos: Bepe mantém indefinição sobre torcida mista em Ba-Vi durante evento do MP-BA
Foto: Hugo Araújo / Bahia Notícias

A posição do tenente-coronel Flávio Farias, comandante do Batalhão Especializado de Policiamento de Eventos (Bepe), foi um dos pontos centrais do seminário "Violência não marca ponto no esporte: causas, consequências e soluções", promovido pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA) nesta sexta-feira (5), no Centro Administrativo da Bahia (CAB). Durante o encontro, o oficial afirmou que não há previsão para o retorno da torcida mista em clássicos entre Bahia e Vitória.

 

Em entrevista ao Bahia Notícias, Farias ressaltou a função do e vento e explicou o atual cenário envolvendo a presença de torcedores dos dois clubes no mesmo estádio. 

 

"É um evento importante, que traz à baila o tema do combate à violência no futebol, principalmente nos estádios. É um local de discussão, de debate, para que a gente possa reduzir os danos que hoje ocorrem. A torcida mista é sempre um tópico recorrente, inclusive um dos temas da palestra", explicou. 

 


Tenente Coronel Flávio Farias | Foto: Hugo Araújo / Bahia Notícias

 

Questionado sobre a possibilidade de retomada da torcida mista no clássico Ba-Vi, o comandante declarou ainda não há previsão para retorno. 

 

"Previsão agora não existe de ocorrer esse retorno. Os debates estão aí para ocorrerem, com discussões dentro da sociedade e com autoridades, que inclusive estão presentes hoje. Parabenizo o Ministério Público pela iniciativa. Eu sempre digo que o que for decidido pela maior autoridade do Estado, a Polícia Militar estará pronta para cumprir", reveou. 

 

Sobre os fatores que impedem o retorno, Farias afirmou que 'é preciso um entendimento entre todos esses órgãos — Ministério Público, torcidas e demais envolvidos. O funcionamento atual é fruto de muita conversação, e o entendimento é de que, no atual momento, não há possibilidade ainda do retorno da torcida mista.'

 

O evento reuniu especialistas, representantes do poder público, clubes de futebol e profissionais de imprensa para discutir fatores que contribuem para episódios de violência no esporte e analisar estratégias de prevenção. A programação foi organizada em quatro painéis, que trataram das causas da violência nos estádios, seus impactos, possíveis soluções e modelos de gestão de conflitos.

 

Durante o seminário, foram assinados termos de cooperação técnica entre o MP-BA, a Federação Bahiana de Futebol (FBF), o Esporte Clube Bahia, o Esporte Clube Vitória e o Instituto de Radiodifusão Educativa da Bahia (Irdeb). Os documentos preveem ações conjuntas de divulgação de campanhas de interesse público nos estádios e em canais institucionais.

 


Foto: Hugo Araújo / Bahia Notícias 

 

Participaram das discussões o professor Nicolas Cabrera, do Observatório Social do Futebol; dirigentes do Bahia e do Vitória; o ex-presidente do Corinthians Antônio Roque Citadini; o conselheiro do CNJ João Paulo Schoucair; promotores de Justiça de Goiás e do Rio de Janeiro; jornalistas; além dos presidentes das torcidas organizadas Bamor e Imbatíveis.

 

O seminário integrou diferentes setores envolvidos no futebol baiano com o objetivo de analisar medidas de prevenção e gestão da segurança em eventos esportivos.

 


Foto: Hugo Araújo / Bahia Notícias

Promotor do MP-BA não descarta retorno de torcidas mistas após balanço positivo: "Existe a possibilidade"
Foto: Hugo Araújo/Bahia Notícias

O promotor de Justiça Hugo Cassiano de Santana, foi o representante do Ministério Público da Bahia (MP-BA) durante a reunião de alinhamento realizada no auditório do Bepe, com membros da Prefeitura de Salvador, Federação Bahiana de Futebol (FBF), clubes e torcidas organizadas nesta terça-feira (14). Ele avaliou de forma positiva a adoção do modelo de torcida única nos clássicos baianos. Segundo ele, a medida tem garantido maior segurança a torcedores e profissionais envolvidos nas partidas.
 

"Não têm ocorrido situações graves, nem registros relevantes de violência. Essa é a nossa maior preocupação enquanto integrantes do sistema de Justiça e de segurança pública: garantir a integridade física do torcedor e dos profissionais que atuam nesses jogos", afirmou o promotor.
 

De acordo com Cassiano, o formato atual tem funcionado bem, especialmente pela redução de conflitos dentro e fora dos estádios. "O torcedor consegue entrar, assistir ao jogo e retornar em segurança. Também não temos registros de ataques a ônibus ou às equipes envolvidas", ressaltou.
 

O representante do MP-BA destacou ainda a atuação do Batalhão Especializado de Policiamento em Eventos (BEPE), responsável pela segurança nos clássicos, e elogiou o aprimoramento das operações.

"É importante registrar o trabalho do BEPE, que vem se especializando cada vez mais na segurança desses eventos. O comando tem mostrado expertise e competência na proteção dos torcedores e dos profissionais envolvidos", completou.

 

Apesar da avaliação positiva, o promotor não descarta mudanças futuras. Ele acredita que, com o avanço das tecnologias de controle e monitoramento, será possível discutir o retorno das torcidas mistas em partidas de grande porte.

"Existe a possibilidade, sim, de no futuro voltarmos a ter torcida mista. Já há tecnologias e modos de atuação sendo aperfeiçoados — como o reconhecimento facial e o controle de acesso aos estádios — que podem tornar isso viável", pontuou.

 

Cassiano reforçou que o tema segue em debate constante entre os órgãos de segurança e fiscalização.


"Temos reuniões frequentes com o BEPE, com a Polícia Civil, por meio do NEPROT, e com órgãos municipais. O objetivo é monitorar, avaliar e, se for o caso, ajustar a política de segurança. Mas, por enquanto, o formato que tem se mostrado mais exitoso, inclusive em outros estados, é o da torcida única", concluiu.

Comandante do BEPE detalha operação para o Ba-Vi e avalia manutenção da torcida única: "Ainda não é o momento"
Foto: Hugo Araújo/Bahia Notícias

O comandante do Batalhão Especializado em Policiamento de Eventos (Bepe), tenente-coronel Carlos Flávio, apresentou nesta terça-feira (14) os detalhes da operação policial para o clássico Ba-Vi, que será disputado nesta quinta-feira (16), às 21h30, no Barradão, pela 28ª rodada do Campeonato Brasileiro.


A entrevista foi concedida após reunião de alinhamento realizada no auditório do Bepe, com representantes da Prefeitura de Salvador, Ministério Público da Bahia (MP-BA), Federação Bahiana de Futebol (FBF), clubes e torcidas organizadas.

 

De acordo com o oficial, cerca de 320 policiais estarão mobilizados para o jogo, incluindo o apoio de 100 alunos do CEFAP, que atuarão sob supervisão direta de graduados. A operação abrangerá o interior do estádio, o entorno e os principais bairros da cidade, com foco em deslocamentos de torcedores e possíveis ocorrências isoladas.
 

"O policiamento dos bairros ficará atento a toda movimentação das torcidas organizadas e de torcedores que, por ventura, queiram cometer atos de violência. As unidades das áreas estarão com seus efetivos atentos, e os serviços de inteligência dessas unidades farão o acompanhamento e o assessoramento das viaturas que estão na área", explicou.
 

"No dia do jogo nós teremos um reforço, um acréscimo a mais de policiamento, uma atenção maior voltada também aos bairros, ao entorno do estádio e às escoltas do time — no caso, o do Bahia. Entendemos que é um jogo onde deve haver o engajamento de todos os órgãos públicos e de todas as unidades da Polícia Militar", completou Carlos Flávio. 
 


Foto: Hugo Araújo/Bahia Notícias

 

O comandante destacou ainda que a corporação adotou medidas para lidar com o horário da partida, marcada para as 21h30, considerado atípico para o clássico.
 

"Dificulta um pouco porque vamos encontrar o horário de rush. O público que se fará presente deve estar chegando por volta das 19h ao estádio. Então, haverá sim uma certa dificuldade, os acessos estarão mais congestionados, mas adotamos as providências cabíveis para que o jogo ocorra da melhor forma possível."
 

Flávio também explicou como será o cumprimento das medidas cautelares impostas a torcedores punidos por envolvimento em episódios de violência.
 

"Esses torcedores vão cumprir medida cautelar aqui na sede do Bepe: duas horas antes, durante e duas horas após a partida deverão permanecer aqui, num total de seis horas. Caso algum deles não compareça, será informado ao juízo da 9ª Vara para adoção das medidas cabíveis."
 

Questionado sobre o balanço das operações anteriores, o tenente-coronel afirmou que o formato de torcida única tem exigido menos efetivo e reduzido o número de ocorrências dentro e no entorno dos estádios.
 

"Os resultados que nós passamos é que demandamos de menos efetivo para um jogo como esse, de torcida única. Temos menos ocorrências no entorno do estádio e dentro dele. E ainda estamos avançando nas questões dos bairros, que eu sei que é um questionamento que vocês sempre fazem. Então é a evolução da Polícia Militar. Estamos debruçados para fazer com que ocorra a diminuição dessas ocorrências e avançando gradualmente junto aos órgãos fiscalizadores, como o Ministério Público e os órgãos da Justiça."
 

Apesar do debate crescente sobre o retorno das duas torcidas ao clássico, o comandante afirmou que a decisão ainda não cabe à Polícia Militar.
 

"É um movimento que estamos percebendo, inclusive por parte da imprensa, mas as autoridades ainda não entendem que é o momento para isso. É uma questão de debate que vai ocorrer. Como eu sempre digo, a Polícia Militar estará pronta para cumprir a decisão que for tomada pela autoridade maior."

 

"Debates ainda não ocorreram. Eu creio que o debate, dentro da democracia, é sempre necessário. Todos têm o direito de se manifestar sobre um Ba-Vi com duas torcidas. Mas entendo que ainda não é o momento. Isso precisa passar por um diálogo com as autoridades responsáveis pela segurança pública, e o que for decidido, tanto a Polícia Militar quanto o Bepe estarão prontos para cumprir."
 

Ao comentar as ocorrências registradas em bairros afastados do estádio, o tenente-coronel descartou relação direta com o modelo de torcida única.
 

"Não creio que tenha ligação com isso. Acho que a situação nos bairros tem a ver com o deslocamento dos torcedores, tanto na ida quanto no retorno do jogo, e muitas vezes com o uso de bebidas alcoólicas. A rivalidade é acirrada, então é necessário que ocorra uma fiscalização muito grande em cima desses torcedores", concluiu. 

Comandante do Bepe, Carlos Flávio, garante segurança no Intermunicipal 2025: “Estamos sempre à disposição”
Foto: Bia Jesus/Bahia Notícias

 

Presente no evento do conselho técnico de lançamento do Campeonato Intermunicipal Ednaldo Rodrigues 2025, o tenente-coronel Carlos Flávio, comandante do BEPE (Batalhão Especializado em Policiamento de Eventos), ressaltou a preparação e o compromisso da unidade com a segurança nas competições realizadas no estado.

 

“O BEPE, como é uma unidade especializada em policiamento de eventos, nós focamos mais na capital RMS com um braço que se estende até, vamos dizer, Feira de Santana. Contudo, o BEPE está sempre à disposição para estar orientando o policiamento em locais mais distantes do interior do estado para que esse policiamento possa atender de forma adequada a segurança na praça desportiva”, explicou Carlos Flávio.

 

O comandante também comentou sobre as expectativas para o andamento da competição e reforçou o papel da Polícia Militar na promoção de um ambiente seguro para os torcedores.

 

“A expectativa sempre é de um evento exitoso, que mobilize praticamente todo o estado da Bahia, seus municípios. A expectativa é que tenha um campeonato tranquilo. Onde as pessoas possam se respeitar com muita paz, muito congraçamento entre as equipes, e como eu disse anteriormente, a polícia militar sim vai estar presente em todos os jogos”, comentou.

 

Por fim, Carlos Flávio destacou a importância do alinhamento entre as forças de segurança e os organizadores do torneio para garantir o sucesso do evento.

 

 “A parceria com a Federação Baiana de Futebol é enorme. Sempre existiu e não vejo problema algum em dar continuidade. É sempre importante que estejamos alinhados porque dessa forma é que o evento vai transcorrer de forma tranquila, com paz, como eu falei, e muito sucesso”, finalizou.

Incidente em universidade em Salvador mantém alerta sobre torcidas organizadas; Bepe mapeia bairros com mais brigas
Fotos: Mauricia da Matta / Bahia Notícias

A recente briga registrada na Faculdade Unijorge, em Salvador, chamou atenção para um problema recorrente e silencioso: o impacto da rivalidade entre torcidas organizadas fora dos estádios. Na noite de quarta-feira (11), dois homens foram presos após agredirem um jovem por conta de uma jaqueta com estampa de uma torcida organizada. O caso aconteceu dentro da instituição de ensino, e um dos agressores portava uma arma de brinquedo, apreendida pela Polícia Militar. Os dois foram encaminhados à Central de Flagrantes. Apesar da gravidade, não houve disparos nem feridos graves.

 

O episódio, que ganhou repercussão nas redes sociais e entre estudantes da universidade, escancara um cenário já conhecido pela Polícia Militar. Segundo o tenente-coronel Carlos Flávio Góes Farias, comandante do Batalhão Especializado de Policiamento em Eventos (Bepe), Salvador possui uma série de bairros mapeados por registrarem com frequência confrontos entre torcidas rivais.

 

“Essas torcidas estão distribuídas em comandos e distritos por diversos bairros. Regiões como a Avenida Suburbana, Periperi, Imbuí, Itapuã e principalmente o entorno da Arena Fonte Nova costumam demandar atenção especial do nosso efetivo”, explicou o comandante em entrevista ao Bahia Notícias.

 

Os conflitos, conforme o oficial, ocorrem geralmente antes ou depois das partidas, quase sempre nas vias de acesso aos estádios ou em bairros periféricos. 

 

“Na janela de duas horas durante o jogo, o policiamento já está concentrado e dificilmente há confronto. Mas antes e após, os embates se tornam mais recorrentes”, relatou.

 

Apesar de circularem boatos sobre disputas territoriais entre facções ligadas às torcidas, o tenente-coronel afirma que não há confirmação oficial de envolvimento sistemático com o crime organizado. 

 

“Recebemos alguns relatos, sim. Sabemos que há uso de substâncias proibidas por parte de alguns associados, mas não temos elementos concretos que liguem essas torcidas a facções criminosas de forma estruturada. O que há são casos pontuais, como em outros setores da sociedade”, avaliou.

 

A PM também acompanha com atenção os chamados “pontos de agrupamento”, locais onde torcedores se concentram antes de se deslocar para os jogos. “Esses locais variam bastante, mas normalmente estão em regiões periféricas ou próximas aos estádios. A violência entre torcedores não é comum em bairros como Stella Maris, por exemplo, mas é mais acirrada em regiões como Mata Escura e Sussuarana”, explicou o Tenente-Coronel.

 

BAVI COM TORCIDA VISITANTE?
Questionado sobre a possibilidade do retorno das torcidas organizadas visitantes nos estádios baianos, atualmente vetadas por questões de segurança, o comandante do Bepe afirmou que a medida continua em fase de debate entre as autoridades.

 

“Eu cresci vendo as duas torcidas nos estádios e acredito que isso é algo benéfico para o clima de festa. Mas, com o cenário atual, esse é um tema que precisa ser discutido com as demais instituições que compõem o anel de segurança pública do estado, além da participação de empresas privadas que administram os estádios”, ponderou.

 

MAPEAMENTO ESTRATÉGICO
Para lidar com os riscos, o Bepe trabalha com base em inteligência policial, mapeando áreas críticas e atuando preventivamente com patrulhamento reforçado nos dias de jogos. A presença ostensiva da PM é acompanhada por ações de monitoramento, inclusive com o uso de tecnologia e apoio de unidades especializadas.

 

“A atuação do batalhão não se limita ao entorno dos estádios. Monitoramos as redes sociais, usamos informações da nossa inteligência e buscamos atuar sempre antes que os conflitos ganhem proporções maiores”, explicou o comandante.

 

O caso na UniJorge, embora isolado, reforça a necessidade de atenção permanente da sociedade e do poder público sobre o comportamento violento de parte das torcidas organizadas, que extrapola os limites do esporte.

Treze torcedores são impedidos de assistir a Bahia x Ceará na Casa de Apostas Arena Fonte Nova por decisão judicial
Foto: Divulgação/SSP

Treze pessoas cumpriram, na última segunda-feira (21), uma medida judicial que proíbe a presença delas em jogos do Bahia na Casa de Apostas Arena Fonte Nova. O grupo foi obrigado a se apresentar na sede do Batalhão Especializado de Policiamento em Eventos (BEPE), em Pituaçu, duas horas antes da partida entre Bahia e Ceará, e só foi liberado duas horas após o término do jogo.

 

A decisão foi tomada após os indivíduos serem flagrados em ações ilícitas ligadas a dias de jogos do Tricolor Baiano. A Polícia Militar, por meio do BEPE, é responsável por fiscalizar o cumprimento da medida.

 

Além disso, a segurança da partida contou com o apoio de unidades ordinárias e especializadas da PM, atuando nas áreas interna e externa do estádio.

Torcedores envolvidos em crimes em estádios da Bahia são penalizados judicialmente; saiba detalhes
Foto: Divulgação/PM-BA

Torcedores serão responsabilizados judicialmente após cometerem crimes em estádios baianos entre 2024. As informações sobre os casos foram detalhadas e atualizadas na manhã desta quinta-feira (13), pela Polícia Militar da Bahia (PM-BA). 


No dia 11 de março, um indivíduo aceitou uma transação penal após invadir uma área restrita aos competidores durante uma partida em dezembro de 2024. Como punição, ele deverá comparecer ao Batalhão Especializado em Policiamento de Eventos (BEPE) por três meses.

 

Já no dia 12 de março deste ano, seis torcedores foram responsabilizados por atos de violência após o jogo entre Vitória e Cruzeiro, pela 23ª rodada do Brasileirão. Eles também deverão cumprir a medida de comparecimento ao BEPE. As ações fazem parte da Operação Clássico da Paz, que já resultou em sete prisões preventivas.

 

Para o clássico Ba-Vi deste domingo (17), que será realizado na Casa de Apostas Arena Fonte Nova, pelo jogo de ida da grande final do Baianão 2025, outros 10 torcedores estarão sujeitos à mesma determinação.

PM-BA traça estratégia para monitorar bairros onde há confrontos entre organizadas
Foto: Hugo Araújo/Bahia Notícias

Em reunião realizada nesta quarta-feira (8), pela Polícia Militar da Bahia (PM-BA), o órgão se juntou a torcidas organizadas, e a Federação Bahiana de Futebol no auditório do Quartel do Comando Geral (QCG). A questão a ser discutida foram as estratégias para a luta contra a violência no futebol. 

 

O Comandante do Bepe, Ten Cel PM Francisco Menezes Moreira Junior, em entrevista para o Bahia Notícias, falou sobre a implementação de câmeras nos principais lugares de confronto entre organizadas, perto dos estádios, e afirmou que, essas prevenções ajudarão a combater os casos. 

 

"Já temos essas informações. Estamos em contato com as companhias que cobrem essas áreas, tanto é que tivemos a prisão de 10 elementos na Dorival Caymmi, no jogo entre Bahia e Corinthians, que resultou na prisão de 5 que, hoje, estão no Bepe. Essas estratégias são importantíssimas para diminuir a questão da violência. Na verdade, eu não diria nem violência nos estádios, elas estão mais fora do que dentro. As estatísticas que temos nos estádios são pequenos furtos, extravios de documentos e ocorrências que consideramos normais para grandes aglomerações", afirmou o policial. 

 

Além disso, durante a conversa, o capitão também falou sobre a colaboração das torcidas organizadas no processo de precauções contra as turbulências no futebol. 

 

"As torcidas organizadas estão, até o momento, punidas. A gente vem fazendo cumprir todas essas restrições e elas tem colaborado. Agora, recentemente, foi feita uma mudança na diretoria da BAMOR. Com uma cabeça nova, estamos tentando nos aproximar para tentar melhor cada vez mais essa relação, até para contribuírem a diminuição dos casos de violência no futebol", disse. 

Caminhão tomba em saída de túnel na ligação Lobato/Pirajá
Foto: Reprodução

Na manhã desta sexta-feira (30) um caminhão tombou na saída do túnel da ligação Lobato/Pirajá, em Salvador. 

 

Uma viatura do Batalhão Especializado em Policiamento de Eventos (BEPE) está no local e realiza isolamento da região. O trânsito na região foi afetado pelo tombamento do caminhão. 

Após confusão no Maracanã, Coronel do BEPE afirma que oito pessoas foram presas
Foto: Reprodução SporTV

Após uma briga ocorrida nas arquibancadas do Maracanã, antes do começo de Brasil x Argentina, pela 6ª rodada das Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa do Mundo, o Coronel do BEPE (Batalhão Especial de Policiamento em Estádios), afirmou que oito pessoas foram presas e que a venda de ingressos para a torcida mista, onde estavam brasileiros e argentinos, foi o grande dificultador o trabalho da segurança privada e pública, presentes no Maracanã.

 

"A gente percebeu que a organização do evento efetuou venda de ingressos por todo estádio de maneira mista. Isso foi um dificultador muito grande para a segurança privada. Solicitaram o apoio da Polícia Militar, que usou os meios necessários. Até o momento, estamos com oito presos conduzidos ao Juizado Especial do Torcedor e a gente conseguiu isolar o tumulto através de um isolamento físico com os policiais na arquibancada. A grande dificuldade, tanto para a segurança privada quanto para a segurança pública, foi a venda de ingressos de forma mista", comentou o Coronel.

 

A partida, marcada para às 21h30 desta terça-feira (21), começou com cerca de 28 minutos de atraso. Antes do começo da 6ª rodada das Eliminatórias, o Brasil ocupava a 5ª colocação com sete pontos ganhos. Já a Argentina era a líder, com 12 pontos. 

Curtas do Poder

Ilustração de uma cobra verde vestindo um elegante terno azul, gravata escura e língua para fora
Do jeito que as coisas vão, não sei se o Soberano chega inteiro em outubro. Mas não foi o único que levou bola nas costas também. Tiveram que recorrer até ao passado pra lembrar da conexão entre o Pernambucano e o Capitão, por exemplo. Enquanto isso, o passado deixa outros tristes. Não é, Ferragamo? Mas o futuro também tira o sono de alguns. Alice no País das Maravilhas, por exemplo, já tem seu plano B. Saiba mais!

Pérolas do Dia

André Viana

André Viana
Foto: Antena 1 Salvador

"Quando você tem o monitoramento nos parlatórios, onde não é possível efetuar essa difusão de tratativas, determinações por parte da liderança para o mundo aqui fora, você traz o isolamento para o crime e nos ajuda por demais no enfrentamento à criminalidade". 


Disse o delegado-geral da Polícia Civil da Bahia (PC-BA), André Viana ao defender a ampliação do monitoramento nos parlatórios dos presídios de segurança máxima do estado. Em entrevista ao programa Bahia Notícias no Ar, da rádio Antena 1 Salvador, nesta sexta-feira (18), o delegado afirmou que a medida ajudaria a bloquear a comunicação entre detentos e integrantes de organizações criminosas do lado de fora das unidades prisionais.

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