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O suplente de senador e pré-candidato a deputado federal Bebeto Galvão emitiu um comunicado oficial neste domingo (08) anunciando sua saída do Partido Socialista Brasileiro (PSB), legenda em que militou por 23 anos.
Durante sua trajetória na sigla, Bebeto ocupou diversos cargos, inclusive na direção nacional do partido. Ele também foi deputado federal pelo PSB, eleito com 97 mil votos para o mandato entre 2015 e 2019, período em que atuou como vice-líder da bancada socialista na Câmara dos Deputados.
Após esse período, Bebeto abriu mão de disputar a reeleição para apoiar a candidatura de Lídice da Mata a deputada federal em 2018, quando a socialista ficou de fora da chapa majoritária ao Senado. Na ocasião, ele destinou sua base eleitoral para ajudar na eleição de Lídice, em nome da unidade do grupo político.
Na carta divulgada, Bebeto relembra sua trajetória dentro do partido e agradece à direção e à militância pelas conquistas alcançadas ao longo dos anos. Ele também reafirma sua pré-candidatura a deputado federal e o compromisso político com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e com o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues.
Confira a carta na íntegra abaixo:
"Escrevo essa carta para compartilhar com o povo da Bahia uma importante decisão da minha trajetória política. Após mais de duas décadas de militância no Partido Socialista Brasileiro (PSB), inicio agora um novo ciclo em minha vida partidária.
Foram mais de 23 anos de caminhada, de construção coletiva e de profunda dedicação a um projeto político que sempre procurei honrar com lealdade, coerência e compromisso público.
Ao longo desse tempo, tive a oportunidade de contribuir com o partido em diferentes espaços, nas direções municipal, estadual e nacional, ajudando a fortalecer sua presença no interior da Bahia e participando ativamente da construção de vitórias importantes, que elegeram vereadores e prefeitos comprometidos com a transformação social.
Na Câmara dos Deputados, onde tive a honra de representar o povo baiano como deputado federal pelo PSB, vivi um dos momentos mais marcantes da minha vida pública. Ali também exerci a função de vice-líder da bancada do partido composta por 34 parlamentares, participando da condução de importantes votações e defendendo posições que sempre buscaram proteger a democracia, os direitos sociais e os interesses do nosso povo.
Em momentos decisivos da política brasileira, mantive minha postura guiada pela coerência e pelos princípios que sempre orientaram minha trajetória, como a minha posição contra o impeachment de Dilma Rousseff e outras decisões.
Ao longo dessa caminhada, também fiz gestos que traduzem o espírito coletivo que sempre procurei cultivar na política. Um dos mais significativos ocorreu em 2018, quando a companheira Lídice da Mata, após não integrar a chapa majoritária ao Senado, precisou disputar uma vaga na Câmara Federal. Naquele momento, renunciei à minha própria reeleição, abrindo mão da continuidade do meu mandato para contribuir com a unidade do grupo e garantir a sua eleição. Fiz isso com a convicção de que a política precisa ser maior do que os projetos individuais.
Registro também meu agradecimento ao presidente nacional do partido, João Campos, por sua liderança e pelo diálogo respeitoso ao longo desse processo. Reafirmo aqui minha admiração por sua trajetória. Tive também o privilégio de conviver de perto com seu pai, o inesquecível Eduardo Campos, com quem compartilhei importantes momentos da minha caminhada e de quem guardo ensinamentos e memórias que permanecem vivos na minha história.
Foram anos intensos, de muito aprendizado, desafios e conquistas ao lado de companheiros e companheiras que ajudaram a construir uma história importante dentro do partido. A todos eles registro minha profunda gratidão pela convivência, pelo diálogo e pela luta compartilhada. Saio deste ciclo com serenidade e consciência tranquila.
Levo comigo a certeza de que minha história de luta e compromisso permanece intacta. Continuarei defendendo os valores que sempre orientaram minha vida pública: a democracia, a justiça social, o desenvolvimento do nosso país e, sobretudo, a luta permanente em defesa dos trabalhadores e dos que mais precisam.
A política é feita de ciclos. E quando um ciclo se encerra, não significa um ponto final, muitas vezes é apenas o começo de um novo caminho. E esse caminho que preciso seguir, atendendo ao chamado do povo da minha região para voltar a ser deputado federal, exige um novo projeto partidário.
Reafirmo o meu compromisso com o governador Jerônimo Rodrigues, o senador Jaques Wagner, o senador Otto Alencar e o ministro Rui Costa, que lideram o nosso grupo. Juntos lutaremos pela reeleição da dupla Lula e Jerônimo.
Sigo adiante com a mesma disposição de servir ao povo, com o mesmo compromisso com a Bahia e com o Brasil, e com a convicção de que ainda há muito a fazer para construir uma sociedade mais justa, solidária e cheia de oportunidades para todos.
Ao Partido Socialista Brasileiro, deixo meu respeito, minha gratidão e o reconhecimento por tudo que construímos juntos ao longo desses anos. A caminhada continua."
Vice-prefeito de Ilhéus, no Sul, até 31 de dezembro, Bebeto Galvão (PSB) já colocou o “bloco na rua” na tentativa de voltar à política, e por Brasília (DF). Em 2026, Galvão pretende disputar uma vaga na Câmara dos Deputados.
“Fui deputado federal, vereador na minha cidade e vice-prefeito. Obviamente, enquanto membro de um partido que pensa o seu crescimento e os desafios para a eleição de 2026, meu nome está colocado como um pré-candidato ao deputado federal de 2026”, disse Bebeto Galvão ao Bahia Notícias.
O vice de Ilhéus participa do encontro estadual do PSB com prefeitos e vereadores eleitos neste ano. Ao avaliar as condições de o PSB emplacar candidatos em 2026 [atualmente, apenas Lídice da Mata ocupa a vaga de deputada federal do partido], Bebeto acredita no sucesso da legenda. Uma das possibilidades de sucesso é conseguir ingressar em uma federação. Uma das discussões é se unir com o PDT.
Nas eleições deste ano, Bebeto Galvão se lançou como pré-candidato a prefeito de Ilhéus após romper com o atual gestor, Mário Alexandre (PSD). Depois, anunciou apoio à ex-secretária estadual Adélia Pinheiro (PT), que ficou em segundo lugar, perdendo para Valderico Júnior (União).
O vice-prefeito de Ilhéus, no Sul, Bebeto Galvão (PSB), se antecipou e anunciou apoio à Adélia Pinheiro (PT) nas eleições deste ano. Galvão era até esta terça-feira (30) mais um pré-candidato á prefeitura de Ilhéus. Bebeto Galvão já estava afastado e passou a ser crítico do atual gestor Mário Alexandre (PSD), que preferiu apostar no seu ex-secretário de gestão, Bento Lima (PSD).
Procurado pelo Bahia Notícias nesta quarta-feira (31), Bebeto Galvão disse que não negociou participação em cargos e diz que quer participar da escolha da chapa de forma colaborativa. Adélia Pinheiro ainda não tem a candidatura a vice confirmada. A convenção que homologará a candidatura e a chapa dela ocorre nesta sexta-feira (2).
Galvão afirmou que a escolha pela ex-secretária de saúde e educação do estado se deve a afinidades programáticas, por Adélia contar com apoio do governador Jerônimo Rodrigues e à necessidade de reconstruir a cidade, com prioridade às regiões mais necessitadas.
“É preciso reconstruir a cidade e ter um tempo de mudanças em Ilhéus, combatendo a pobreza e a miséria. Fazer com que as prioridades do nosso povo entrem no orçamento público, e não a apenas a uma parte da cidade. Cuidar dos morros, da saúde, da educação. Esses são fatores que nos conduziram a uma reflexão e fizeram com que juntos podemos trabalhar para ganhar a eleição”, disse ao Bahia Notícias.
O vice-prefeito de Ilhéus, no Sul, Bebeto Galvão (PSB), rebateu a fala do prefeito Mário Alexandre (PSD) que criticou a postura do ex-aliado por ter deixado de falar sobre uma trama, urdida na Câmara Municipal. A manobra teria como fim derrubar o gestor do governo local.
Ao Bahia Notícias, Galvão declarou que relatou o caso ao prefeito na época que tramitava uma proposta de CPI que investigaria um auxílio financeiro [R$ 15 milhões] autorizado pela prefeitura para as empresas do transporte público local.
“A Câmara instalou uma CEI [Comissão Parlamentar de Inquérito]. Isso evoluiu e ele temeu que pudesse ocorrer um impeachment. Eu intervi neste processo negociando com os vereadores, a pedido dele. Mas eu disse na casa dele para que o problema fosse resolvido, porque não sou alguém para golpismo”, disse nesta quarta-feira (10) ao Bahia Notícias.
Galvão voltou a afirmar de um acordo que teve com Mário Alexandre em 2020 do qual ele o apoiaria na sucessão deste ano. “O prefeito na verdade é um inadimplente da palavra. Em 2020, eu nem seria candidato e após diversos debates com a intervenção do governo do estado emprestamos o nosso patrimônio político”, continuou.
O vice-prefeito declarou também que mantém a posição de pré-candidato. No entanto, pode compor com o campo da pré-candidata e ex-secretário estadual Adélia Pinheiro. “Nós temos programas comuns. Temos relação histórica, PT e PSB desde a eleição de 1989. Mas isso não se traduziu em politica de aliança aqui entre nós”, completou Bebeto, que acrescentou que a deputada Lídice da Mata segue em apoio à pré-candidatura dele.
Já em rumos opostos nas eleições deste ano, o prefeito de Ilhéus, no Sul, Mário Alexandre (PSD), e o vice, Bebeto Galvão (PSB), voltaram a ser tema de polêmica na cidade. Nos últimos dias, o vice-gestor declarou ter recusado participar de uma “manobra” que pretendia levar ao impeachment do prefeito.
O caso se referia a uma proposta de CPI que investigaria um auxílio financeiro de R$ 15 milhões autorizado pelo prefeito às empresas do transporte público local. Bebeto afirmou que a articulação teve origem na Câmara de Vereadores, mas preferiu não citar nomes.
Ao Bahia Notícias, o prefeito Mário Alexandre questionou a postura do vice, afirmando que ele deveria o informar sobre o ocorrido, situação que resvalou na Câmara.
“Ele devia ter falado isso no dia que teve essa suposta trama. Depois que ele sai do governo, vai falar isso? Não entendi muito bem qual o recado que ele quis dar. Então, ele quis dizer que houve traição dos vereadores e que ele não foi o traidor? Ele deveria citar nomes porque, inclusive, a Câmara está muito chateada com isso”, disse Mário Alexandre nesta terça-feira (9) ao Bahia Notícias.
O site procurou o ex-deputado Bebeto Galvão, mas até a finalização da nota não conseguiu contato com o vice-prefeito. Um dos motivos do afastamento de Bebeto da gestão seria um suposto acordo em que o prefeito apoiaria o vice na sucessão deste ano. Já anunciado, o pré-candidato do prefeito é o ex-secretário e braço direito na administração, Bento Lima.
O ministro dos Portos e Aeroportos, Márcio França (PSB), afirmou que fará algumas viagens pelo Nordeste a partir da semana que vem, começando pelo município de Ilhéus, no Litoral Sul da Bahia, para autorizar uma obra no Aeroporto Jorge Amado. Ao Bahia Notícias, o vice-prefeito da cidade, Bebeto Falcão (PSB), confirmou a presença do ministro na próxima terça-feira (7) para fazer a avaliação.
A ampliação do aeroporto de Ilhéus é uma das maiores preocupações do prefeito do município, Mário Alexandre (PSD). Em dezembro, o chefe do Executivo chegou a ter uma audiência na sede da Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos de Energia, Transportes e Comunicações da Bahia (Agerba). A expectativa é que Márcio França vá ao município para autorizar justamente a ampliação do aeroporto.
“Você tem que pensar no aeroporto como um hospital ou uma escola. Para entregar comida aos Yanomamis, por exemplo, está demorando 16 dias, com um aeroporto demoraria duas horas. Não é uma questão de luxo, é uma questão de acessibilidade. Semana que vem eu vou percorrer o Nordeste todo, vou começar por Ilhéus para autorizar uma obra importante no aeroporto. Mas vou visitar todo o Nordeste”, disse Márcio França.
Ao Bahia Notícias, Bebeto afirmou que a ampliação do aeroporto é fundamental para a economia não só do município, mas também do estado da Bahia. O vice-prefeito chamou atenção, principalmente, para dois problemas centrais: a própria extensão do local e a falta de equipamentos.
“Nós temos um aeroporto que não opera suficientemente. Primeiro, ter um aeroporto de porte internacional. Temos uma alta demanda de passageiros e de negócios, temos necessidade de importar produtos para a área de informática e para desentranhar esses produtos nós não temos um ponto alfandegário, não temos nada. Nós temos dois problemas no aeroporto atual, primeiro a extensão dele, segundo a falta de equipamentos. Isso nos impede que aeronaves de maior porte possam vir aqui e decolar”, disse Bebeto.
O vice-prefeito também comentou que será avaliado junto ao ministro a possibilidade da construção de um novo aeroporto regional em formato de Parceria Público-Privada (PPP). Segundo Bebeto, a obra também é fundamental para o estado por conta da “dimensão econômica” da região.
“Tem uma demanda regional, que acredito ser fundamental, que é a construção de um novo aeroporto em uma PPP. Fazendo, inclusive, permuta com o aeroporto atual. Além das obras no aeroporto atual, temos a necessidade de um aeroporto novo pela dimensão econômica que a região tem. Então o ministro vai verificar essas condições que nós estamos clamando pela solução”, afirmou Bebeto.
OS PORTOS DA BAHIA
Em entrevista ao BN, Márcio França também citou justamente as dificuldades sobre a infraestrutura da Companhia das Docas da Bahia que, segundo França, possui uma aparência “difícil”. O ministro disse que a readequação dos portos no estado será um dos focos do governo federal e já indicou possíveis obras.
“A Bahia tem um aeroporto que já é privatizado, as informações são positivas. Eu vou olhar com detalhamento para o porto. É um porto com muita dificuldade, um porto que a aparência é difícil, assim como outros portos do Brasil. Em cada porto do Brasil, dos grandes, nós vamos fazer um corte de mais ou menos um ou dois quilômetros para demonstrar que o porto está integrado à cidade, fazer um porto com cara que as pessoas possam visitar”, disse França.
Bebeto Galvão, chegou a se encontrar com o ministro no início de janeiro. Na reunião, também foram discutidas as melhorias do Porto do Malhado, além da construção do Porto Sul. Ele explicou que os terminais de Ilhéus têm sido relegados por conta dos portos de Salvador e o Porto Aratu, mas destacou que Ilhéus está localizado em uma posição estratégica e pediu por melhorias.
“O porto público tem um histórico de acúmulo, de crescimento das cargas. Nós vivemos um problema, ele sempre foi relegado em função do Porto de Salvador e o Porto de Aratu. Mas o nosso porto está situado em uma região que é de fácil acesso a outros países, então ele precisa, não só de uma dragagem de manutenção, mas precisa de uma dragagem de aprofundamento do canal para poder receber navios de grande porte, com grande cargas”, afirmou Bebeto.
Por fim, o vice-prefeito também celebrou a abertura dos diálogos e cutucou a gestão do ex-presidente, Jair Bolsonaro (PL). Bebeto contou que o governo anterior não chegou a abrir a possibilidade de possíveis empréstimos para a realização de obras no município de Ilhéus.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Eduardo Leite
"Não estamos diante de uma eleição comum".
Disse o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD) ao anunciar sua pré-candidatura à Presidência. Em "manifesto ao Brasil", o chefe estadual avaliou o cenário nacional e afirmou que o país tem um "problema de direção". Durante o anúncio realizado nesta sexta-feira (6) o gestor também defendeu uma nova relação entre os Poderes e responsabilidade fiscal.