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Os relatos sobre os quatro anos que passou sob custódia do Estado - governado na época pelo regime militar -, das torturas sofridas e todo o percurso na clandestinidade política são alguns dos fatos que o autor baiano Emiliano José traz na autobiografia "O Cão Morde a Noite".
"Ele nasceu de uma iniciativa minha de ir, ao dia-dia, durante quase dois anos, publicando nas redes sociais como uma novela. É uma autobiografia que pega da minha infância, até o momento da minha saída da prisão. Cobre desde 1946 a 1974, quando concluí os quatro anos de prisão".
Nas mais de 400 páginas do livro, editado pela EDUFBA, memórias pessoais de um passado não tão distante vêm à tona e se cruzam com a história amigos com quem Emiliano José compartilhou momentos de luta. Alguns destes companheiros, assim como ele, também foram torturados.
"Eu percorro a trajetória, mas esse percurso nunca é solitário. É com muita gente, com circunstância, com a conjuntura, com muitos companheiros que viveram comigo e às vezes mais longamente, como é o caso do Theodomiro Romeiro dos Santos", conta Emiliano, citando o caso do primeiro civil condenado à pena de morte no período republicano Brasileiro, com base na Lei de Segurança Nacional.
"Conto da minha infância com detalhes, da minha juventude, a chegada à luta revolucionária, da minha militância, chego à minha prisão aqui na Bahia, passo pela tortura - essa é a primeira vez que conto em detalhes como foi minha tortura - e depois eu detalho o que foi a Galeria F na penitenciária Lemos de Brito", descreve.

Capa do novo livro de Emiliano José | Foto: Divulgação
Questionado sobre como a escrita pode ter funcionado para ele como uma forma de expôr seus traumas de alguma maneira mais sutil para si mesmo, ele comenta que começou a escrever sobre o tema há cerca de 20 anos, quando, ainda no jornal A Tarde, escrevia relatos sobre a ditadura militar. "Ali eu comecei a falar sobre a tortura."
"Quando li [pela primeira vez], publicado no jornal, o meu relato sobre a minha tortura, levei um choque", conta o escritor. "São feridas, eu costumo dizer isso, que não fecham. Elas estão lá, no nosso corpo e na nossa alma", comenta, dizendo que estas questões se relacionam com a condição humana e suas emoções.
Durante a conversa, por telefone, Emiliano também lembra de autores como Rachel Rosenblum, que falam sobre regimes autoritários e rememoração de momentos traumáticos. "Talvez a minha catarse, meu enfrentamento, seja contar, falar as coisas", revela.
Emiliano também opina sobre atitudes que neguem ou questionem a atuação da mão armada do Estado brasileiro contra opositores do regime instaurado no país com o golpe de 1964, como a ocasião em que o presidente Jair Bolsonaro pôs em dúvida as torturas sofridas pela ex-presidente Dilma Rousseff (entenda aqui).
"Me sinto enojado e indignado. O sujeito [Bolsonaro] simultaneamente é um farsante - ele sabe que ocorreu - e um covarde. Aliás, essa é a marca das ditaduras, elas são constituídas de covardes. Não houve combate, eles mataram centenas e centenas de pessoas na tortura", dispara Emiliano, argumentando que há uma frustração do presidente por não ter atuado diretamente nos atos de tortura de presos políticos. "Estou no combate contra este cidadão", completa.

Emiliano no lançamento da biografia de Waldir Pires | Foto: Divulgação
Aos 74 anos, Emiliano acumula uma história repleta de livros, ocupações e outros rótulos. Ele é autor de outras 15 obras literárias, foi deputado, além de ter atuado como jornalista e professor. Agora ele carrega o título de imortal. Acolhido pela Academia de Letras da Bahia (ALB), a mesma que já prestigiou nomes como João Ubaldo Ribeiro e Rui Barbosa, ele será empossado em março como o ocupante da cadeira de número 1.
"O Cão Morde a Noite" será lançado em fevereiro, através de um evento virtual. O prefácio do livro é do reitor da Universidade Federal da Bahia (UFBA), João Carlos Salles, e a apresentação é do jornalista baiano Adilson Borges.
Enquanto os fãs não param de cobrar um novo álbum, Rihanna segue colhendo os frutos de seu trabalho em outras áreas. No último dia 10, a cantora lançou uma autobiografia, com mas de mil fotos, e o livro se tornou um best-seller.
Simplesmente chamada de "Rihanna", a obra já é a mais vendida na livraria Barnes and Noble, uma das maiores varejistas dos Estados Unidos. O livro possui quatro opções de capas e três formatos de edições limitadas. O "Rihanna: Fenty x Phaidon Edition", o "Rihanna: Luxury Supreme", e o "Rihanna: Ultra Luxury Supreme", que já esgotou. Os preços variam entre US$ 150 e US$ 5.50.
A editora americana Penguin Random House anunciou, nesta segunda (22), a data de lançamento da autobiografia de Prince. O livro, que não chegou a ser concluído, por conta da morte do músico, em abril de 2016 (clique aqui), deverá sair no dia 29 de outubro deste ano.
Intitulada "The Beautiful Ones", a obra narra a trajetória de Prince desde sua infância – parte assinada, de fato por ele - até o sucesso como cantor. O livro conta ainda com fotografias, trechos de cadernos, além de raridades, como a primeira versão da letra da música “Purple Rain”, uma das mais célebres do artista.
A introdução e as observações sobre as fotografias são assinadas pelo escritor Dan Piepenbring.
Com quase 30 anos de carreira na música, Shakira terá sua história contada em uma web-série autobiográfica no Instagram. O primeiro episódio foi divulgado na última semana em seu perfil na rede social.
No vídeo, a cantora fala da sua relação com a música, sonhos e inspirações enquanto imagens do início de sua carreira, na infância, aparecem.
Toda a produção faz parte da divulgação do "Shakira Dream", seu novo perfume. De acordo com o PapelPop, os próximos episódios devem trazer ainda aspectos de outras experiências da artista — Shakira é também compositora, dançarina, instrumentista e filantropa — e sua família. A cantora é casada com o jogador Gerard Piqué, com quem tem dois filhos, Milan, de cinco anos, e Sasha, de três anos.
Ainda neste mês, a colombiana volta ao Brasil para dois shows da turnê de seu último disco, "El Dorado". Uma apresentação será em São Paulo, no dia 21 de outubro, e a outra em Porto Alegre, no dia 23.
A autobiografia do baiano Lázaro Ramos, "Na Minha Pele", passou por uma avaliação do Programa Nacional do Livro. Se aprovada pelas secretarias de educação, o livro, lançado no ano passado, pode entrar para a grade de ensino da rede pública.
"Fico feliz por palavras que saíram do meu coração atingirem leitores que talvez não tivessem acesso a esses livros", declarou Lázaro, segundo informações do blog de Marina Caruso, no jornal O Globo. Mais famoso por sua carreira como ator, Lázaro é também escritor, diretor de teatro e apresentador.
De acordo com a publicação, dois livros infantis do autor, "Caderno de rimas do João" e "Caderno sem rimas da Maria", também já foram pré-selecionados pelo programa.
Prestes a ter sua liberdade definida pelo Supremo Tribunal Federal (STF) (clique aqui), o ex-ministro José Dirceu pretende rodar o Brasil de motorhome para lançar sua autobiografia. De acordo com informações da coluna de Mônica Bergamo, na Folha de S. Paulo, o petista que está solto após decisão da Segunda Turma do STF (clique aqui e saiba mais), deve começar a sua caravana pelo Rio de Janeiro.
A modelo Gisele Bundchen irá lançar a sua primeira autobiografia. Nesta quarta-feira (21), Gisele divulgou na sua conta do Instagram a data em que seu livro “Lessons: My Path to a Meaningful Life" será lançado – 2 de outubro. A supermodelo revelou que está muito feliz em compartilhar as experiências que vivenciou, nesses 37 anos, com seus fãs: “Animada para dividir com vocês o meu livro. Resgatar algumas histórias que vivi, o que aprendi nestes meus 37 anos, assim como os valores e as ferramentas que me guiaram para chegar onde cheguei tem sido uma experiência profunda e transformadora. Fico feliz em poder compartilhar um pouco desta jornada de altos e baixos que me trouxeram até aqui”. No Brasil, a obra foi comprada pela editoria BestSeller, do Grupo Editorial Record. O livro que ainda não tem nome em português, tem como conteúdo memórias e ensinamentos de Gisele.
A autobiografia de Rita Lee, que em 2017 foi o livro mais vendido do gênero no país, vai virar filme. De acordo com informações da coluna de Mônica Bergamo, na Folha de S. Paulo, a artista assinou um contrato com a produtora Biônica Filmes, que prevê ainda a produção de um documentário sobre sua vida e também uma série de TV. Ainda segundo a publicação, o longa-metragem está previsto para iniciar as gravações em 2019 e a atriz que interpretará Rita Lee será selecionada ainda este ano.
Lázaro Ramos participou da última edição do programa “Saia Justa”, exibido nesta quarta-feira (5), no canal fechado GNT. Em divulgação com a autobiografia intitulada “Na Minha Pele”, o baiano confessou que foi difícil contar partes da própria história para a esposa, Taís Araújo. “Eu tinha vergonha de compartilhar, até com a Taís, as histórias de vida com a minha mãe”. O ator ainda falou sobre detalhes da infância simples na capital baiana. “Eu não entendia por que minha mãe comprava só uma linguiça para colocar no feijão e repartir para todo mundo. É incrível como a gente tem vergonha dessas histórias. A Taís foi muito importante para mim nesse processo, pois eu pensava: ‘As pessoas vão me conhecer melhor e eu não quero”. Rodeado por quatro apresentadoras – Mônica Martelli, Pitty, Astrid Fontenelle e Taís Araújo – Lázaro fez questão de expor sua admiração pelas mulheres: “Convivo diariamente com mulheres muito fortes, minha sogra é uma mulher muito forte, Taís [Araújo] é uma mulher muito forte, e é uma força que aparece também nas fragilidades, que é o que traz a humanidade”.
Nesta segunda-feira (3), a esposa do artista ganhou o título de Defensora dos Direitos das Mulheres pela ONU (lembre aqui). O baiano, que também é conhecido por abordar com frequência os temas, pontuou sobre a importância do debate: “Acho esse assunto tão importante, a gente falar sobre preconceito, formação de identidade, sobre racismo, que eu acho que todo mundo tem que participar do papo. Não acho que é um papo só para os iniciados, ou um papo só para os negros. É também. Mas eu acho que a gente tem que falar de uma forma muito afetuosa, como foi a tentativa aqui, mas para todo mundo”. Apesar da atração já ter ido ao ar, é possível ver trechos da entrevista nas redes sociais, confira a passagem em que a baiana Pitty lê um pedaço da entrevista de Emicida para Lázaro que foi incorporada na obra “Na Minha Pele”:
Aqui um trechinho da entrevista de @olazaroramos com @emicida lido pela @pitty #SaiaJusta Tá tudo no livro! pic.twitter.com/tfWZYt8p3r
— Canal GNT (@canalgnt) 6 de julho de 2017
Confira alguns hits do cantor:
Confira vídeo de divulgação do projeto de financiamento coletivo para a publicação do livro:
Serviço
O QUÊ: Peça “Meu Passado Não Me Condena”
QUANDO: 26 e 27 de outubro de 2013, às 20h
ONDE: Teatro Sesc Casa do Comércio
Recentemente, Keith Richards lançou suas memórias com grande sucesso editorial no livro Life (Vida), em que dedica várias alfinetadas a Jagger, que conhece desde a infância.
Em entrevista exclusiva ao UOL, onde lançou o clipe “Das Tripas Coração”, Lobão não deixou de lado assuntos polêmicos, como sua relação com o movimento tropicalista. "Eu tinha aversão à coisa da antropofagia, da Semana de 22, da precariedade, da malandragem, da preguiça. Sempre fui avesso a esse tipo de coisa e a Tropicália é uma subsidiária, né? Quem sentou no colo do Alexandre Pires foi o Caetano Veloso, o brega, a micareta, todos esses subgrupos, esse sertanejo, esse pop brega. Isso vem da complacência intelectual da semana de 22", comentou. Em relação a isso, Lobão já prepara um novo livro, intitulado “Manifesto do Nada na Terra do Nunca”, ainda sem data de lançamento. Segundo Lobão, o conceito de “antropofagia” é uma herança maldita, que teria chegado até os dias de hoje através de movimentos como a tropicália e repercute na música brega, no sertanejo e até mesmo no rock nacional da década de 80, sintetizado pelo cantor-autor como "medíocre e derivativo".
Aos 27 anos, em meio ao autoritarismo do período militar, João decidiu se submeter à cirurgia de mudança de sexo que o permitiria viver como homem. O nome Joana e a identidade que carregava até então deixaram de existir. Sem histórico profissional e escolaridade, João carregou nos ombros peso de uma sociedade despreparada para discutir os desafios da diversidade sexual. “Deixei de ser psicólogo, professor universitário, mestrando, fechei meu consultório e passei a ser um analfabeto. Para sobreviver acabei sendo pedreiro, vendedor, massagista de shiatsu, artesão, chofer de taxi etc.”.
Além do lançamento, na ocasião, a história também estará em pauta durante a mesa “Expressões e rumos da diversidade sexual na literatura: autores, obras e críticas”, coordenada pela ABEH e FUNCEB, no PAF 3 em Ondina, na Universidade Federal da Bahia.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Jaques Wagner
"Difícil".
Disse o senador Jaques Wagner (PT), um dos nomes que deve integrar a chapa majoritária ao avaliar o cenário atual em que existe a possibilidade do grupo ligado ao governo Jerônimo Rodrigues (PT) aceitar uma candidatura independente de um partido aliado à gestão estadual, no caso do senador Angelo Coronel (PSD).