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A Defensoria Pública da União (DPU) obteve decisão parcialmente favorável da Justiça Federal para cobrar providências sobre a falta de energia elétrica na Comunidade Guarda-Mor, localizada na zona rural do distrito de Catolés, no município de Abaíra, na Bahia. A decisão determina que a Companhia de Eletricidade do Estado da Bahia (Coelba) apresente, em até 30 dias, um cronograma detalhado das obras de eletrificação da localidade e comprove a regularização de pendências ambientais. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) também deverá instaurar procedimento fiscalizatório para apurar o cumprimento das metas de universalização do serviço.
A decisão foi proferida pela 1ª Vara Federal Cível e Criminal da Subseção Judiciária de Vitória da Conquista, em ação civil pública ajuizada pela DPU contra a Coelba e a Aneel. Foi fixada uma multa diária no valor de R$ 1 mil em caso de descumprimento injustificado das determinações judiciais.
A comunidade, formada por aproximadamente 200 pessoas, entre trabalhadores rurais e pequenos produtores de café, está sem acesso à energia elétrica há mais de dez anos. Os primeiros requerimentos administrativos para atendimento foram apresentados à concessionária em 2015, mas, apesar das solicitações, os moradores continuam sem o serviço.
O defensor regional de Direitos Humanos na Bahia, Vladimir Correia, atuou no caso.
A Coelba deverá apresentar cronograma executivo detalhado e conclusivo das obras de eletrificação da Comunidade Guarda-Mor, especificando as etapas de implantação, as providências técnicas e administrativas necessárias, as eventuais condicionantes ambientais e o prazo previsto para a conclusão dos serviços e ligação das unidades consumidoras.
A concessionária também deverá comprovar, no mesmo prazo, a regularização das pendências relacionadas ao pedido de Autorização de Supressão de Vegetação (ASV) perante o Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema). Além disso, deverá prestar informações mensais à Justiça sobre o andamento do procedimento ambiental.
A Aneel, por sua vez, terá 30 dias para instaurar procedimento fiscalizatório específico destinado a apurar o alegado descumprimento das metas de universalização rural de Abaíra, previstas em resoluções homologatórias da agência. A autarquia deverá informar as providências iniciais adotadas e apresentar relatórios bimestrais à Justiça sobre as medidas implementadas.
A decisão também prevê que a agência adote, dentro de suas atribuições, as providências regulatórias e fiscalizatórias cabíveis para assegurar o cumprimento das obrigações da concessionária, inclusive com eventual aplicação de sanções, caso sejam constatadas irregularidades e observados os procedimentos legais.
Durante a tramitação administrativa, a Coelba informou que a execução das obras dependia de estudos e autorizações ambientais, em razão de possíveis intervenções na Área de Proteção Ambiental (APA) da Serra do Barbado e em áreas de reserva legal.
A concessionária chegou a informar a apresentação de requerimento ambiental ao Inema. No entanto, segundo documentos apresentados pela DPU, o órgão ambiental informou não ter localizado, com os dados fornecidos, procedimento de autorização de supressão de vegetação apto à regular tramitação.
A Justiça considerou que a situação exige esclarecimentos e providências administrativas, mas ressaltou que a necessidade de proteção ambiental não pode servir de justificativa genérica para a manutenção indefinida da falta de acesso a um serviço público essencial. A decisão também destacou que o fornecimento de energia elétrica é fundamental para a garantia de direitos como saúde, educação e desenvolvimento socioeconômico, especialmente em comunidades rurais.
A DPU havia solicitado o início imediato das obras nos trechos que não dependessem de supressão vegetal e a conclusão da eletrificação de todas as residências em até 180 dias. Esses pedidos, no entanto, foram indeferidos. Segundo a Justiça, ainda são necessários esclarecimentos sobre as condições técnicas e ambientais para a execução do projeto, incluindo autorizações de passagem e outras exigências administrativas.
A Justiça não descartou a possibilidade de reavaliar o pedido posteriormente, caso sejam apresentadas informações que permitam verificar a viabilidade das intervenções.
O Ministério Público do Trabalho (MPT) pediu nesta sexta-feira (23) que a Justiça do Trabalho conceda liminar para suspender uso de uniformes com número que coincide com o de um dos candidatos no segundo turno das eleições presidenciais. O órgão acusa a empresa de descumprir recomendação extrajudicial.
Na ação cautelar ajuizada hoje contra a RMIX Comércio de Gêneros Alimentícios Ltda. (Rede Mix) o órgão aponta a prática de assédio eleitoral contra trabalhadores durante o período das eleições de 2026. O órgão pede à Justiça do Trabalho que determine a suspensão imediata do uso de uniformes relacionados à campanha de aniversário da rede de supermercados, por entender que a iniciativa pode influenciar ou constranger empregados em suas convicções políticas.
O processo em si chega após os artistas João Cavalcanti e Marcelo Caldi denunciarem, por meio das redes sociais, um possível caso de constrangimento eleitoral eno supermercado. O registro, publicado nesta quinta-feira (22) por meio das redes sociais, mostra os funcionários da loja usando uma camiseta com o número 22 estampado e em evidência e às vésperas do 2º turno da eleição presidencial.
Pelas imagens, é possível notar que a camiseta comemorativa celebra os 22 anos da instituição. No vídeo, os artistas comentam: “O pessoal começou a usar [a camisa] no final de setembro. Eu já vi comemorar a efemeridade de 25 anos, 20, datas redondas. 22 eu achei curioso. Não sei quem é o dono do mercado, também não sei o que ele pensa em relação à escala 6x1. Não tem como afirmar nada, mas que nos chamou a atenção, chamou”, narra a dupla.
Ainda sobre o caso, Cavalcanti e Caldi destacam que o uso da estampa, às vésperas da eleição, pode causar constrangimento aos funcionários. “Isso pode configurar crime eleitoral”, resume Marcelo. Já João complementa: “No mínimo é um constrangimento para as funcionárias, que a gente fez questão de não filmar também porque, afinal de contas, elas também são vítimas desse uso compulsório”.
A dupla concluiu deixando claro que, apesar das observações, o crime não pode ser imputado: “É possível achar que é assédio eleitoral, claro, se houver uma intencionalidade por trás disso, mas a gente não sabe, né?”. Segundo a procuradora Manuella Gedeon, que assina a ação, “o procedimento foi instaurado após denúncias de que empregados da Rede Mix estariam sendo obrigados a utilizar, durante a jornada de trabalho, camisas com o número igual ao de um dos candidatos”. Ela salienta que a campanha de aniversário foi intensificada em pleno período eleitoral, o que gerou questionamentos sobre possível associação entre a identidade visual adotada pela empresa e mensagens de caráter político-eleitoral.
O MPT afirma que, além da denúncia inicial, recebeu representações acompanhadas de fotografias relatando que trabalhadores vinham sendo compelidos a usar as camisas perante colegas, clientes e o público em geral. Diante da situação, o órgão expediu a Recomendação nº 200921.2026, orientando a empresa a interromper qualquer prática que pudesse configurar assédio eleitoral e a revisar campanhas promocionais que contivessem referências passíveis de interpretação política. Apesar de a recomendação ter sido entregue pessoalmente à empresa, denúncias posteriores apontaram a continuidade do uso dos uniformes.
O órgão informa ainda que uma fiscalização realizada por servidores da área de segurança institucional constatou que trabalhadores continuavam utilizando vestimentas com o numeral, o que indicaria descumprimento das medidas recomendadas.
O MPT destaca que o caso ganhou ampla repercussão em redes sociais, aplicativos de mensagens e veículos de comunicação, ampliando o alcance da controvérsia. O órgão também menciona o recebimento de novas notícias de fato reforçando a percepção de trabalhadores e integrantes da comunidade de que o uniforme poderia ser associado a candidatura ou posicionamento político-partidário.
A procuradora sustenta que a prática pode violar direitos fundamentais dos trabalhadores, como a liberdade de consciência, a liberdade de convicção política e o livre exercício do voto. Ela cita normas constitucionais, a legislação eleitoral e resoluções do Tribunal Superior Eleitoral que proíbem propaganda ou assédio eleitoral em ambientes de trabalho.
Entre os pedidos apresentados à Justiça, o MPT requer que a empresa seja obrigada a suspender imediatamente o uso dos uniformes relacionados à campanha, substituindo-os por vestimentas neutras até o encerramento do processo eleitoral. Também pede que a Rede Mix divulgue comunicado interno assegurando aos empregados a liberdade de orientação política e o direito ao voto livre e secreto.
Solicita ainda a fixação de multa diária mínima de R$50 mil por obrigação descumprida, além da adoção de medidas para garantir que trabalhadores eventualmente escalados para trabalhar no dia da votação tenham tempo suficiente para exercer o direito ao voto. O MPT pretende ajuizar posteriormente uma ação civil pública para discutir o mérito da controvérsia e eventual indenização por danos morais coletivos, caso as irregularidades sejam confirmadas ao longo da instrução processual.
A atriz britânica Judi Dench, de 91 anos, confirmou que não tem mais condições de atuar no cinema ou no teatro devido à severa perda de sua visão. A artista convive há mais de uma década com a degeneração macular, uma condição progressiva que se intensificou nos últimos anos.
Em declaração à Rádio BBC, Dench descreveu o impacto da doença em sua rotina profissional e pessoal. "Não posso mais subir ao palco, não posso mais fazer peças, não posso mais fazer filmes, não consigo mais ler. Então, você tem que se adaptar a tudo isso, aceitar a situação e simplesmente seguir em frente, sem pensar muito nisso”, afirmou.
O avanço da perda visual também afeta sua vida diária. A atriz relatou que deixou de identificar rostos, o que a faz frequentemente confundir estranhos na rua com conhecidos. Em 2025, Dench já havia mencionado que a condição começava a dificultar o reconhecimento de amigos próximos.
Com uma carreira de 70 anos, Judi Dench é reconhecida como uma das atrizes mais importantes da história das artes cênicas. Ao longo da vida, conquistou os prêmios mais prestigiados da indústria cultural, incluindo um Oscar, um Tony e sete prêmios Olivier. Para o público global, um de seus papéis mais icônicos foi o de "M", a chefe do serviço de inteligência britânico em oito filmes da franquia James Bond. No teatro, marcou época interpretando grandes personagens de William Shakespeare, como Julieta, Lady Macbeth e Cleópatra, mantendo até hoje um profundo carinho pelos sonetos do dramaturgo.
A atuação de Fernanda Torres como Eunice Paiva em 'Ainda Estou Aqui', que rendeu ao Brasil o 1º Oscar da história, conquistado na categoria 'Melhor Filme Internacional', também rendeu um reconhecimento para a estrela brasileira.
A revista norte-americana Variety colocou a filha de Fernanda Montenegro como a terceira atuação mais inspiradora e incrível que já foi indicada ao Oscar no século XXI.
O critério utilizado pela revista foi “as performances que expandiram o vocabulário do cinema mainstream, redefiniram o que o reconhecimento da premiação poderia significar na era moderna e deixaram uma marca indelével”.
"Uma indicação que quebrou barreiras, uma atuação que definiu uma carreira e a personificação da sobrevivência de uma mulher (e de um país). O trabalho de Fernanda Torres no drama brasileiro de Walter Salles [‘Ainda Estou Aqui’] demonstra que a grande atuação se constrói, cena a cena, até que o luto se torne um testemunho de resistência. Torres representa tudo o que o Oscar diz valorizar, mas raramente premia: excelência internacional, coragem política e contenção em vez de exibicionismo", disse a publicação sobre Fernanda Torres.
Além de Fernanda Torres, a lista conta com Brad Pitt pela atuação em 'O Homem que Mudou o Jogo' (2011), Quvenzhané Wallis por 'Indomável Sonhadora' (2012).
O TOP 3 é formado pela brasileira em terceiro lugar, Lupita Nyong’o em segundo por '12 Anos de Escravidão' de 2013 e Denzel Washington por 'Dia de Treinamento' de 2001.

Foto: PrintScreen / Twitter PC Siqueira
O filme, baseado na história em quadrinhos de Mark Millar e Dave Gibbons, estrela Colin Firth e Michael Caine como super agentes lutando contra um time de vilões liderados por Samuel L. Jackson.Vaughn já dirigiu outras adapções da obra de Millar, como “Kick Ass” e “X-Men: Primeira Classe”. Ele estava procurando um grande nome de Hollywood para o papel principal e teria convidado Tom Cruise e Leonardo DiCaprio.
Angélica retornará em breve às gravações do “Estrelas”, seu programa na Rede Globo, mas não descarta a possibilidade de atuar. “Tenho muita vontade de voltar a atuar, principalmente no cinema. Mas tudo depende de bons projetos”, afirmou. Angélica acumula mais de 20 trabalhos como atriz em sua carreira, entre televisão e cinema. Sua última aparição como atriz foi no seriado “As Cariocas”, quando interpretou Maria Tereza.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Valdemar Costa Neto
"Não gostei".
Disse o presidente nacional do Partido Liberal, Valdemar Costa Neto ao comentar a carta divulgada por Flávio Bolsonaro (PL), candidato derrotado à Presidência nesta quarta-feira (28). No pronunciamento, Flávio afirma que pretende liderar a oposição brasileira do exterior.