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O assessor parlamentar do vereador Duda Sanches (União) foi preso nesta sexta-feira (9) em operação da Polícia Civil contra o tráfico de drogas. Fábio Morais Leal, de 41 anos, foi indiciado por atuação direta na lavagem de capitais em benefício de uma organização criminosa.
A prisão ocorreu no âmbito da Operação Reprobus, que teve sua segunda fase iniciada hoje (9), com o cumprimento de mandados de prisão preventiva contra integrantes de uma organização criminosa investigada pelos crimes de organização criminosa, tráfico de drogas e lavagem de capitais, com atuação concentrada no bairro de São Cristóvão, em Salvador.
Até o momento, dois suspeitos foram presos durante a ação. O outro suspeito é um homem de 21 anos, teve o mandado judicial cumprido após manter a companheira e a mãe como reféns no interior de um imóvel. A situação foi controlada pelas equipes policiais, com gerenciamento da crise, resultando na rendição do investigado sem qualquer lesão às vítimas. Com ele, foi apreendida uma pistola Taurus, calibre .45, municiada.
A ação em curso é coordenada pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). As equipes seguem em diligências contínuas para localizar e capturar os demais alvos foragidos, dando prosseguimento às medidas judiciais decorrentes da conclusão do inquérito policial.
Em nota, a assessoria do vereador determinou a exoneração do funcionário. Confira na íntegra:
"Diante das informações divulgadas sobre a prisão de um assessor parlamentar do meu gabinete, esclareço que não tenho qualquer compromisso com atos ilícitos ou condutas que afrontem a lei.
Fui pego de surpresa com a notícia e lamento profundamente que episódios de violência estejam, cada vez mais, penetrando em todos os espaços da sociedade. Espero que os fatos sejam devidamente apurados e que o envolvido tenha garantido o direito de provar sua inocência, como assegura o devido processo legal.
Reafirmo, no entanto, que a exoneração do referido assessor foi determinada de forma imediata, tão logo tive conhecimento do ocorrido, como medida de responsabilidade e respeito à função pública.
Meu mandato seguirá pautado pela legalidade, pela ética e pelo compromisso com o povo de Salvador".
A Polícia Civil prendeu, na manhã desta terça-feira (23), um homem de 41 anos suspeito de participação direta no duplo homicídio que assasinou o vereador Gleiber da Mota Fernandes e seu assessor parlamentar, Diego Castro Reis. A ação ocorreu no centro do município de Santo Amaro, no Recôncavo Baiano, durante o cumprimento de mandados judiciais.
O crime, que causou grande comoção na região, foi registrado no dia 9 de novembro de 2025. Na ocasião, os corpos das vítimas foram encontrados com marcas de disparos de arma de fogo em uma propriedade rural conhecida como Fazenda São Bento.
A prisão foi efetuada por equipes da 1ª Delegacia Territorial (DT/Santo Amaro). Além do mandado de prisão temporária pelo crime de homicídio, o investigado foi autuado em flagrante por porte de munição de uso restrito. Durante as buscas no imóvel do suspeito, os agentes apreenderam:
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15 munições calibre 7.62;
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02 munições calibre 9mm;
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02 aparelhos celulares.
Todo o material apreendido foi encaminhado ao Departamento de Polícia Técnica (DPT) para perícia, o que deve auxiliar na coleta de provas sobre a dinâmica do atentado e a possível arma utilizada. O político também tinha suas pendências na justiça, acusado de agressões como ameaças, estelionato, lesão corporal, fraude.
O suspeito permanece custodiado na unidade policial, onde segue à disposição do Poder Judiciário. A polícia continua as investigações para identificar se houve a participação de outros executores ou mandantes no crime ocorrido na zona rural.
O ex-assessor do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, Eduardo Tagliaferro afirmou, nesta quarta-feira (30), nas redes sociais, que vai contar sobre os bastidores do magistrado. Ele hoje mora na Itália.
"Destruiu minha vida e a de várias pessoas, isso é pouco, logo eu estarei mostrando para o Brasil quem é Alexandre de Moraes e os bastidores do seu gabinete", escreveu em post com a foto de Alexandre de Moraes.
"Eu tenho bastante coisa", escreveu ele, sem dar detalhes.
“Tem algumas coisas fraudulentas que foram feitas (...) e comecei a questionar”, afirmou o ex-assessor em outro post.
“Só entravam coisas de direita no gabinete e nada de esquerda e isso me chamou muito a atenção.”
Ele era assessor-chefe da Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação, no TSE, nomeado por Moraes para o cargo em 2022.
Em maio, a Polícia Federal indiciou Tagliaferro por quebrar sigilo funcional com dano à administração pública.
Ele foi investigado pela divulgação de diálogos do ministro com servidores do STF e TSE.
Segundo a polícia, Tagliaferro "praticou, de forma consciente e voluntária, a violação do sigilo funcional – sendo que ele ocupava função de confiança na Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação no Tribunal Superior Eleitoral".
O ministro Alexandre de Moraes negou, no início de julho deste ano, o depoimento de Tagliaferro como testemunha de Filipe Martins, que responde à ação do STF pela trama golpista.
O ministro usou a justificativa de que há jurisprudência na Suprema Corte que impede depoimentos de investigados.
O ex-assessor do deputado estadual Binho Galinha (PRD), Bruno Borges França teve pedido para revogação da sua prisão preventiva negado pelo ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Joe Ilan Paciornik, em decisão monocrática. França foi preso em Feira de Santana em março deste no âmbito da Operação El Patron, da Polícia Federal, após três meses foragido.
Porém, de acordo com o STJ, Bruno Borges França está foragido, tendo em vista que o mandado de prisão expedido até então não foi cumprido, “embora o agravante tenha ciência sobre a decisão que decretara a medida extrema em seu desfavor”.
Bruno Borges França apresentou pedido de reconsideração no STJ contra determinação que revogou a prisão preventiva de João Guilherme Cerqueira da Silva Escolano, filho de Binho Galinha. O rapaz foi preso em dezembro do ano passado e em abril deste ano, Paciornik reforçou a revogação da prisão preventiva do réu, mediante a aplicação de medidas cautelares alternativas, após manifestação do Ministério Público Federal (MPF).
Na nova decisão publicada nesta terça-feira (16), o relator da ação no STJ destacou não ter como acolher o pedido do ex-assessor porque os fundamentos da sua prisão preventiva não foram analisados pelo Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), “o que impede a apreciação da questão diretamente por esta Corte Superior de Justiça, sob pena de se incidir em indevida supressão de instância”.
Além do mais, o ministro diz que o caso do filho do deputado guarda particularidades que não se assemelham à situação de França. Para o posicionamento, o STJ indicou que a pouca idade de João Guilherme, que completou 18 anos em julho do ano passado, não o colocaria como partícipe dos crimes imputados ao núcleo miliciano e que ele não estaria em posição de comando na organização criminosa.
Ainda em seu voto, Paciornik pontua que a defesa de Bruno Borges França se insurgiu perante o TJ-BA somente em relação à decisão de decretação da custódia preventiva relativa ao acusado João Guilherme.
Conforme consta na decisão, o ex-assessor teve pedido de habeas corpus rejeitado pelo TJ-BA em fevereiro deste ano, quando a Corte baiana destacou o seu papel dentro da organização criminosa investigada pela Polícia Federal: integrante do núcleo financeiro da organização, sendo um dos principais operadores em relação à lavagem de capitais, e “homem de grande confiança” de Binho Galinha – apontado como líder da organização criminosa –, exercendo função de confiança no gabinete parlamentar.
A Secretaria de Manutenção da Cidade (Seman) nega a afirmação. Através da assessoria de comunicação, o órgão alegou que a comunidade tomou conhecimento do projeto de revitalização desde o início do processo, há oito meses, com a instituição do Gabinete em Ação, através do Salvador Bairro a Bairro. Por telefone, a assessoria questionou a validade do protesto de “uma comunidade de artistas”, que supostamente não representariam a população, e classificou o lugar como “estragado” além de ter apontado os perigos da presença de um bar no local. Os apoiadores do manifesto contestam a situação por compreender que a área tem potencial maior que uma praça. "A gente não entende que aquilo lá é simplesmente uma praça. A concepção que está faltando eles entenderem ainda é de que se trata de um espaço cultural. E depois, não é um bar. É um ponto de apoio para quando houver - e tem! - festivais de samba enredo de escola de samba, roda de samba do Grupo Botequim, que se apresenta lá uma vez por mês, e eventos das mais variadas vertentes", esclarece Pedrão.
O projeto chegou a ser editado. De acordo com o sambista, a primeira versão sugeria a demolição do coreto, mas eles conseguiram reverter a decisão. No último sábado (27), o grupo se reuniu com um representante da Seman e com a vereadora para a entrega de um ofício com as reivindicações, mas diante da negativa, decidiu organizar o manifesto. "Tivemos mais uma reunião sábado agora e eles não se mostraram sensíveis a essa proposta, então a gente resolveu fazer um movimento de rua para tentar pressionar", afirma Pedrão. A assessoria do órgão se comprometeu a apurar as decisões finais do documento com o engenheiro responsável, mas até o fechamento da matéria, não enviou uma nota oficial.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Janja da Silva
"Hoje estabelecemos um marco para a sociedade brasileira, representada pelos três poderes, aqui presentes. Todos assumiram o compromisso e a responsabilidade de tornar a nossa sociedade um lugar em que as mulheres possam viver em paz. Queremos ser respeitadas, queremos ser amadas, queremos ser livres, queremos nos manter vivas".
Disse a primeira-dama Janja Silva em um discurso emocionado e com direito a lágrimas, ao abrir a solenidade de lançamento do Pacto Brasil de Enfrentamento ao Feminicídio. A iniciativa do governo Lula, chamada de “Todos por Todas”, busca unir os três poderes em ações coordenadas para prevenir a violência letal contra meninas e mulheres no país.