Artigos
A dança como território de liberdade e transformação social
Multimídia
Angelo Coronel rejeita ideia de Senado como “puxadinho” do Planalto e diz que não será “chapa-branca” de presidentes
Entrevistas
Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra
arraia joia do reconcavo
A Prefeitura de São Francisco do Conde comunicou oficialmente a suspensão das festividades de São João e São Pedro de 2026. Conforme informações obtidas pelo Bahia Notícias, na manhã desta quinta-feira (4), a tradicional festa São João Arraiá Jóia do Recôncavo, não vai ocorrer pelo segundo ano consecutivo no município da Região Metropolitana de Salvador (RMS).
Segundo medida acessada pelo BN, a gestão alegou que a determinação foi necessária devido a uma crise financeira provocada pela redução na arrecadação e nos repasses de verbas. Conforme a determinação, a prefeitura argumentou que priorizou a responsabilidade fiscal, priorizando a manutenção de serviços essenciais.
A administração municipal afirmou ainda que, apesar de reconhecer o valor emocional e tradicional dessas festas juninas, iria agir com prudência e transparência. De acordo com a prefeitura, existe a projeção de retomar as celebrações em um futuro próximo, assim que a situação econômica for estabilizada.
CRISE FINANCEIRA
Em julho do ano passado, a Prefeitura de São Francisco do Conde anunciou medidas para conter uma “grave crise financeira que atinge o município”. A nota divulgada pela gestão municipal aponta que a crise é motivada por uma queda na arrecadação do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviço) devido a uma mudança na Refinaria de Mataripe.
Segundo a Prefeitura, a refinaria, sob controle da empresa Acelen, possui parte das suas atividades registradas fora da cidade, diminuindo o índice pago no ICMS. “Essa redução comprometeu a entrada de recursos essenciais, dificultando a manutenção de programas sociais e serviços básicos”, expõe a nota.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Ricardo Alban
"A entrada de importações de até 50 dólares sem tributação é o mesmo que financiar a indústria de países como a China, principal exportador de produtos de baixo valor para o Brasil, especialmente no setor têxtil. O prejuízo é direto a quem fabrica e comercializa em território brasileiro".
Disse o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban ao comentar a aprovação da medida provisória 1357/2026, que revogou a chamada “taxa das blusinhas”. Segundo Alban, a medida representa um retrocesso econômico, cria uma condição de desigualdade para o setor produtivo brasileiro e pode colocar em risco mais de 100 mil empregos.