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Artigos

Paulo Avena
O mar como indústria: uma oportunidade para a Bahia
Foto: Divulgação

O mar como indústria: uma oportunidade para a Bahia

Quando pensamos na vocação econômica da Bahia, é impossível ignorar o mar. Temos mais de mil quilômetros de litoral, clima favorável durante praticamente todo o ano, uma baía totalmente navegável e uma relação histórica com a navegação. Poucos lugares no Brasil possuem condições tão favoráveis ao desenvolvimento da economia náutica.

Multimídia

"Lula vai ganhar essa eleição porque virou na rede social e ocupou as ruas", afirma Luiz Caetano

"Lula vai ganhar essa eleição porque virou na rede social e ocupou as ruas", afirma Luiz Caetano
O prefeito de Camaçari, Luiz Caetano (PT), atribuiu à mobilização popular e à atuação nas redes sociais o desempenho da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa pela reeleição. Durante entrevista ao Projeto Prisma, do Bahia Notícias, nesta segunda-feira (19), o gestor afirmou que a combinação entre o ambiente digital e os atos presenciais será determinante para o resultado das eleições.

Entrevistas

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra
Nesta segunda-feira (10), a ministra da Igualdade Racial, Rachel Barros, esteve em Salvador para participar do Colóquio Internacional Cultura, Relações Exteriores, Desenvolvimento e Reparação. O evento, que acontece nas cidades de Salvador e Cachoeira, integra as celebrações pelos 25 anos de fundação do FENEBA e desdobra as discussões iniciadas no 9º Congresso Panafricano, sediado em Lomé, no Togo.

apostas

Wembanyama critica atletas que promovem apostas e afirma: "Nunca farei isso"
Foto: Christian Petersen

Victor Wembanyama afirmou que não pretende associar sua imagem a empresas de apostas esportivas. O astro do San Antonio Spurs foi questionado sobre a possibilidade de fechar um contrato com alguma companhia do setor e respondeu de forma contundente durante entrevista no training camp da equipe.

 

“Absolutamente não. Eu nunca farei isso. Honestamente, acho muito triste ver alguns jogadores promovendo isso. Cada um faz o que quiser, mas comigo não”, declarou o francês.

 

A declaração ocorre em um momento de crescimento da presença das apostas e dos chamados mercados de previsão no basquete norte-americano. Alguns dos principais jogadores da NBA possuem acordos comerciais ou investimentos relacionados ao setor.

 

LeBron James, por exemplo, fechou recentemente uma parceria com a plataforma de mercado de previsões Polymarket. O acordo é estimado em cerca de US$ 15 milhões por ano. Kevin Durant também possui parceria com a FanDuel, enquanto Giannis Antetokounmpo é acionista da Kalshi.

 

O jogador também explicou que mudou a forma como escolhe as empresas com as quais trabalha. Segundo Wembanyama, o dinheiro deixou de ser o principal fator para aceitar uma parceria comercial.

 

“No passado, havia uma dimensão financeira. Não mais. Mesmo assim, recusei muito, muito mais dinheiro do que já ganhei por coisas que não estavam de acordo com meus valores”, afirmou.

 

O francês disse ainda que pretende utilizar sua projeção para transmitir mensagens que considera positivas.

 

“Quero promover coisas que tenham um bom impacto, uma boa influência, com as quais eu possa compartilhar mensagens e valores. Obviamente, ganhamos milhões e milhões. Essa não é nossa maior força. Nossa maior força é inspirar. Quero inspirar de uma maneira boa”, completou.

 

Wembanyama, de 22 anos, entra em sua quarta temporada na NBA. O pivô foi escolhido pelo Spurs como a primeira seleção do Draft de 2023 e vem de uma temporada em que foi eleito de forma unânime o Defensor do Ano da NBA.

Federação Turca denuncia 448 dirigentes por envolvimento com apostas
Foto: Divulgação / TFF

A Federação Turca de Futebol (TFF) encaminhou 448 atuais e ex-dirigentes de clubes ao Conselho Disciplinar do Futebol Profissional (PFDK) por envolvimento com apostas durante o período em que exerciam funções administrativas. A medida foi anunciada oficialmente na última quarta-feira (30) e faz parte de uma investigação mais ampla conduzida pela entidade. 


Segundo a TFF, a apuração considerou pessoas que ocuparam cargos em clubes da Süper Lig e da segunda divisão turca ao longo dos últimos cinco anos. A federação informou que os nomes foram encaminhados de forma preventiva ao tribunal disciplinar com base no artigo 57 do regulamento da entidade, que trata da participação em apostas. 


Entre os citados estão Ertu?rul Do?an, presidente do Trabzonspor e também da União de Clubes da Turquia, Ural Aküzüm, integrante do Conselho de Administração da própria TFF, e Ahmet Dal, presidente do Erzurumspor. Dirigentes ligados a equipes como Galatasaray, Fenerbahçe, Be?ikta?, Antalyaspor e Samsunspor também aparecem na relação.


No caso do Be?ikta?, por exemplo, dez nomes ligados ao clube foram incluídos no processo disciplinar, entre eles Hakan Daltaban. No Galatasaray, cinco dirigentes ou ex-dirigentes aparecem na lista, enquanto o Fenerbahçe teve três nomes citados. 


INVESTIGAÇÃO SE AMPLIOU DESDE 2025
O novo capítulo se soma a uma série de casos relacionados a apostas no futebol turco desde o ano passado. Em novembro de 2025, a TFF suspendeu 149 árbitros e assistentes depois de identificar participação em apostas. A apuração apontou que 371 dos 571 árbitros em atividade possuíam contas em plataformas do setor, dos quais 152 haviam realizado apostas.


Dias depois, a federação também encaminhou 1.024 jogadores ao conselho disciplinar. Entre eles estavam 27 atletas da Süper Lig. Parte das divisões inferiores chegou a ter partidas suspensas durante o avanço da investigação. The Guardian
A TFF afirmou que vem trabalhando em conjunto com órgãos públicos turcos e que, desde abril de 2025, apresentou diferentes denúncias ao Ministério Público de Istambul relacionadas a suspeitas de irregularidades no futebol do país.


Nesta semana, o futebol turco também foi atingido por outra investigação. Ferhat Gündo?du, diretor do Comitê Central de Arbitragem da TFF, seu vice e outras cinco pessoas foram detidos sob suspeita de interferência em avaliações, classificações e designações de árbitros. Até o momento, as autoridades não confirmaram ligação entre esse inquérito e o processo relacionado às apostas. 

Consulta pública do Senado tem 80% votando a favor da medida provisória que proíbe as bets no Brasil
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

Em menos de 24 horas desde que abriu uma consulta pública sobre a medida provisória assinada pelo presidente Lula que proíbe apostas online no Brasil, o site do Senado Federal já registrou mais de 375 mil votos na enquete. Até as 19h20 desta segunda-feira (28), 80% das pessoas que já registraram sua participação se disseram a favor da MP e da proibição das bets. 

 

Ao total, foram 301 mil votos pela aprovação da medida provisória 1394/2026, que começou a tramitar no Congresso Nacional na última sexta (25). Contra a medida se manifestaram, até o momento, pouco mais de 74 mil pessoas. 

 

A participação na consulta pública do Senado é espontânea e o resultado não representa uma pesquisa de opinião com amostra da população brasileira. A consulta também não obriga os senadores a votar de acordo com a posição majoritária. Segundo o Senado, o mecanismo busca contribuir para a formação da opinião dos parlamentares.

 

A medida provisória assinada por Lula proíbe a exploração, a oferta, a intermediação e a publicidade de apostas de quota fixa em todo o país. O texto prevê a extinção, em 30 dias, das autorizações concedidas às empresas que atualmente operam nesse mercado. 

 

O texto da medida também estabelece regras para a devolução dos recursos dos apostadores, proíbe publicidade e patrocínio das bets e cria mecanismos para bloquear sites, aplicativos e transações financeiras relacionados às apostas. A medida já está em vigor, mas precisa ser analisada no prazo de 120 dias para se tornar lei em definitivo.

 

A MP 1.394/2026 altera a Lei 14.790, de 2023, e alcança apostas sobre eventos esportivos reais e jogos on-line, tanto em meio físico quanto virtual. A proibição também vale para empresas sediadas no exterior que ofereçam apostas a pessoas localizadas no Brasil. 

 

As apostas autorizadas pelos estados e pelo Distrito Federal também serão encerradas. Outras modalidades lotéricas previstas em lei não são atingidas pela medida.

 

Desde a publicação da MP, estão proibidos novos aportes de dinheiro nas plataformas. Os sites e aplicativos poderão permanecer disponíveis para que os apostadores retirem voluntariamente os saldos até as 23h59 de 5 de outubro. 

 

A partir de 6 de outubro, as plataformas deverão ficar indisponíveis. As autorizações existentes serão extintas 30 dias depois da publicação da medida, em 25 de outubro. Novas concessões, permissões ou autorizações também estão proibidas.

Ministério da Justiça pede ao Telegram bloqueio de 43 perfis que divulgam apostas e cassinos virtuais ilegais
Foto: Agência Brasil

O Ministério da Justiça acionou neste domingo (27) o Telegram para pedir a remoção de 43 canais e perfis que divulgam apostas e jogos de cassino virtuais ilegais.

 

Essa é a primeira ação do tipo movida pelo ministério desde a edição pelo governo Lula, na sexta-feira (25), da medida provisória que proibiu as bets e os cassinos on line no país.Entretanto, a determinação deste domingo não é uma consequência direta da medida provisória, que prevê prazo até a 0h de 6 de outubro para que sites e aplicativos de apostas saiam do ar.

 

Antes da MP, o ministério já movia ações para remoção de sites e perfis em redes sociais que hospedavam ou divulgavam bets e jogos sem autorização para funcionar no Brasil.

 

Esse tipo de medida, porém, deve ser tornar mais frequente a partir de agora devido à edição da MP, que tornou ilegal no país qualquer tipo de aposta on line.

 

Além dos perfis no Telegram, o Ministério da Justiça prepara pedido à Anatel para bloqueio que pode atingir mais de 500 sites de aposta ilegais.

 

Também na sexta, o governo Lula anunciou o envio ao Congresso de um projeto de lei que criminaliza a exploração de jogos on line no Brasil.

 

O texto cria cinco novos crimes para reforçar a proibição das bets prevista na medida provisória. Explorar ou operar "apostas de quota fixa" passará a ser punido com prisão de 4 a 6 anos, além de multa, mesmo quando a atividade tiver autorização de autoridades estrangeiras.

Governo prevê devolução de R$ 1,7 bilhão a apostadores após fim das bets
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

O governo federal estima em R$ 1,7 bilhão o valor a ser devolvido aos apostadores após a medida provisória (MP) que proibiu apostas de quota fixa no país, as chamadas bets. O cálculo foi realizado pelo Ministério da Fazenda.

 

Apostadores têm até 5 de outubro para resgatar voluntariamente os saldos remanescentes em contas. No dia seguinte, 6 de outubro, sites e aplicativos de aposta deverão sair do ar.

 

A medida provisória, publicada na última sexta-feira (25/9), veda a exploração, oferta, intermediação e publicidade de bets no Brasil. Desde então, estão proibidos novos aportes destinados a apostas.

 

 

Sindifisco elogia MP das bets e diz que proibição reduzirá impacto de R$ 30 bi em tratamento de saúde a apostadores
Foto: Ricardo Stuckert

A medida provisória editada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva que proíbe o funcionamento de bets e cassinos online no Brasil recebeu apoio integral do Sindifisco Nacional, sindicato que representa os auditores-fiscais da Receita Federal. A entidade divulgou nota na noite desta sexta-feira (25). 

 

Na nota, o Sindifisco mencionou impactos das apostas e de jogos com o Tigrinho para a saúde dos apostadores. O sindicato afirma que esse impacto é estimado em R$ 30,6 bilhões por ano, incluindo custos relacionados a tratamentos e outros efeitos associados às apostas.

 

Para o Sindifisco, os números indicam que os ganhos diretos gerados pelas bets seriam insuficientes para compensar os impactos econômicos, fiscais e sociais atribuídos à atividade.

 

“Ou seja, a decisão de restringir as apostas é assertiva, inclusive, para potencializar a própria arrecadação”, afirma a entidade.

 

Outros dados apresentados pelo Sindifisco revelam que o fluxo de apostas nas bets fizeram com que R$ 143,8 bilhões deixassem de circular no comércio nos últimos dois anos. Esses números foram obtidos em um estudo da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

 

O sindicato afirma que esse deslocamento do consumo também afeta outras bases de arrecadação. De acordo com a nota, o impacto poderia representar uma perda estimada de R$ 17 bilhões a R$ 24 bilhões em ICMS no período.

 

Para o Sindifisco, a arrecadação direta das bets não representa necessariamente ganho fiscal para o país. A entidade defende que a análise deve considerar também os efeitos da atividade sobre o consumo, a geração de renda e outras despesas que recaem sobre o poder público.

 

‘As bets absorvem parcela significativa da renda disponível das famílias e apresentam baixa capacidade de devolver esses recursos à economia por meio da geração de renda e emprego’, afirmou o sindicato.

 

A entidade cita ainda estimativa de que a massa salarial do setor corresponda a cerca de 0,5% do faturamento das plataformas.

 

A medida anunciada pelo presidente Lula para proibir as bets tem efeito imediato, mas ainda precisa ser analisada pelo Congresso Nacional. A MP terá validade inicial de 60 dias e poderá ser prorrogada por mais 60.

 

Segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan, os sites permanecerão disponíveis até as 23h59 de 5 de outubro para que os usuários possam retirar os valores mantidos nas contas. A previsão do governo é que as plataformas sejam retiradas do ar em 6 de outubro.
 

Lula assina medida provisória que proíbe apostas online e projeto de lei cria crimes para as bets
Foto: Reprodução / EBC

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou, nesta sexta-feira (25), uma medida provisória que proíbe as apostas e os jogos virtuais online no país. Ele também confirmou o envio ao Congresso de um projeto de lei que cria crimes específicos para quem explorar, operar ou divulgar as chamadas bets.

 

"A partir de hoje não se pode colocar mais dinheiro nos sites de apostas do país. Os sites ficarão disponíveis para as pessoas, para os apostadores, fazerem o resgate do saldo remanescente até as 23h59 do dia 5 de outubro", afirmou o ministro da Fazenda, Dario Durigan, durante o anúncio.

 

O anúncio foi feito em um evento batizado de "apresentação de novas medidas de proteção às famílias e à economia popular." Segundo o governo, o projeto de lei que será enviado ao Congresso vai estabelecer penas específicas para quem explorar, operar ou divulgar as bets no país.

MP a ser assinada por Lula deve proibir todos os tipos de apostas online; "Terei imenso prazer em acabar com as bets"
Foto: Reprodução Youtube

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, desconversou, nesta quinta-feira (24), se o governo já havia batido o martelo sobre o texto da medida provisória que restringirá as apostas online no Brasil. Ao ser abordado pela imprensa, o ministro disse que a MP ainda está em avaliação e ter o seu texto avaliado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva nos próximos dias.

 

“Não vou tratar de bets agora, porque são temas que nós ainda estamos em avaliação. O presidente deve tratar disso aí nos próximos dias”, disse o ministro.

 

Entretanto, segundo apuração da colunista Alicia Klein, do site Uol, a equipe econômica e a Casa Civil da Presidência se reuniram nesta manhã para fechar os detalhes da medida provisória, que deve ser assinada pelo presidente Lula nesta sexta (25). A colunista afirma que Lula decidiu seguir pelo caminho mais drástico, impedindo todo tipo de apostas online em bets no país, incluindo as esportivas e as de jogos como o Tigrinho. 

 

A decisão teria sido tomada em reunião do presidente Lula com ministros nesta quarta (23). A coluna do site Uol apurou que a MP deve ser publicada em edição extra do diário oficial ainda nesta sexta ou, no máximo, na segunda (28).

 

Na agenda de Lula para esta quinta, está prevista a participação dele, em um evento realizado por Esfera Brasil, Prerrogativas e grupo Parlatório em São Paulo, para debater propostas econômicas e restrições a plataformas de bets. Além de Lula, participarão do evento o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e o ministro da Fazenda, Dario Durigan. 

 

Além da medida provisória, o governo prepara projetos de lei relacionados ao tema das bets e que serão enviados ao Congresso Nacional. Os projetos visam endurecer penas e criar novos tipos de crime para quem promover jogos ilegais.

 

Sobre o tema das bets, o presidente Lula afirmou nesta quarta (23), durante evento com artistas no Rio de Janeiro, que pretende acabar com as apostas online e que os clubes de futebol precisarão encontrar outras formas de financiamento. Ao rebater a pressão de dirigentes contrários a restrições ao setor, Lula disse que a medida é uma decisão do governo e não uma disputa com o futebol: “Essa não é uma guerra, é uma decisão”.

 

“A minha preocupação é que hoje tem uma parte da juventude atrelada aos algoritmos. E se a gente não fizer essa luta, os algoritmos vão ganhar. Eu não tenho nenhum problema em dizer. Eu terei o imenso prazer de acabar com as bets”, disse Lula.

 

“Em nome da boa política, em nome da sociedade brasileira que a gente vai acabar com isso e os times que aprendam a viver sem lavagem de dinheiro. É isso. Vai ser assim. E isso vai ser bom para a juventude”, completou Lula.

 

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Jacuipense se junta a FBF, Vitória e Feira FC em manifesto que defende continuidade das casas de apostas
Foto: Lucas Pena/EC Jacuipense

Mais um aliado para a luta contra “O fim do futebol brasileiro”. Na noite da última quinta-feira (17), a Federação Bahiana de Futebol (FBF) aderiu ao movimento de clubes e entidades em defesa da continuidade do mercado regulamentado de apostas no Brasil. Nesta sexta (18), três equipes do futebol baiano se pronunciaram oficialmente em favor da causa: o Vitória, Feira FC, e o mais recente, Jacuipense.

 

O posicionamento dos clubes e das entidades do futebol da Bahia e do Brasil acontece diante da possibilidade de mudanças nas regras para o setor das apostas esportivas, algo que é estudado pelo Governo Federal. 

 

Jacuipense é mais um dos poucos – até então – times baianos que se pronunciaram, a favor ou contra, do documento, que leva o título “O fim do futebol brasileiro”, compartilhado pela FBF. Dentre os clubes da Série A do Campeonato Brasileiro, apenas cinco equipes não se posicionaram ainda, sendo o Bahia uma delas ao lado de Athletico Paranaense, Coritiba, Internacional e Remo.

 

"Joguei tudo que tinha"; Hugo, da dupla com Guilherme, fala sobre vício em apostas
Foto: Divulgação

Hugo Vezzani, da dupla com Guilherme, abriu o jogo sobre uma fase que, segundo ele, foi uma das mais difíceis de sua vida. O cantor sertanejo contou, em entrevista ao Portal Piunti, que enfrentou problemas graves relacionados ao vício em apostas e jogos de azar, o que o fez perder uma quantidade grande de dinheiro, além de afetar sua vida pessoal.

 

"Eu tive um problema com o jogo gravíssimo. O Guilherme [sua dupla] teve problema com o jogo. Eu não faço propaganda de jogo nem a pau. Pode me pagar o que for. Vou destruir a vida das pessoas? Não vou", afirmou o sertanejo. O assunto veio à tona depois de o cantor afirmar que não pretende fazer publicidade para casas de apostas, mesmo que elas paguem uma quantidade de dinheiro "vantajosa".

 

"Cara, joguei tudo que tinha. Eu me perdi durante um tempo. Esse foi meu limbo também. Minha decadência", explicou Hugo. O cantor afirmou ainda que a relação com as apostas trouxe diversas consequências para sua vida pessoal, momento que define como seu "limbo".

 

O cantor sertanejo destacou que quis falar sobre o assunto para transformar a própria experiência em um alerta para outras pessoas. Hugo afirmou que seu psiquiatra já havia dito que, em algum momento, ele sentiria necessidade de contar publicamente o que havia vivido.

 

"Foi uma fase muito triste da minha vida. Eu perdi uma grana muito considerável para mim. Me perdi como ser humano, sabe? Não só pelo jogo, mas porque ali eu me encontrava", afirmou. "Pode me oferecer o dinheiro que for, que eu jamais irei fazer", finalizou o cantor.

 

CONFIRA:

 

Lula sanciona lei que destina parte da arrecadação das bets para a Polícia Federal
Foto: Ricardo Stuckert / PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou, nesta quinta-feira (30), a lei que amplia as fontes de financiamento do Fundo para Aparelhamento e Operacionalização das Atividades-fim da Polícia Federal (Funapol). A medida determina que parte da arrecadação das apostas esportivas de quota fixa, conhecidas como bets, seja destinada ao custeio das atividades da corporação.

 

Pela nova legislação, os recursos serão repassados de forma escalonada: 1% da arrecadação das bets em 2026, 2% em 2027 e 3% a partir de 2028. Além disso, a União poderá destinar até R$ 200 milhões do Tesouro Nacional ao fundo ainda neste ano.

 

Durante a cerimônia de sanção, no Palácio do Planalto, o presidente afirmou que encaminhará ao líder do governo na Câmara, deputado José Guimarães (PT-CE), a discussão sobre a PEC nº 24/2024, que busca alterar as regras previdenciárias dos policiais federais. De acordo com Lula, a categoria alega que foi a única que não teve diferenciação entre homens e mulheres após a reforma da Previdência de 2019.

Lula dispara na plataforma de previsões Polymarket e tem 62% de chances de vencer, contra 22% de Flávio Bolsonaro
Foto: Montagem com fotos Agência Brasil e Agência Senado

A expectativa de vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições de outubro deste ano disparou nos últimos dias e alcançou nesta segunda-feira (6) o patamar de 62% no site norte-americano Polymarket, uma das maiores plataformas mundiais do chamado mercado de previsões. 

 

Já o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), principal adversário de Lula nas eleições presidenciais, mantém trajetória de queda e no momento possui apenas 22% de chances de vitória, na pesquisa “Brazil Presidential Elect”. Em seu melhor momento no site, em maio, o presidenciável do PL chegou a liderar por alguns dias as previsões, com pico de 45,4% contra 38% de Lula.

 

Desde a revelação sobre as ligações entre Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro, no mês de maio, com áudios que mostravam pedidos de dinheiro para o filme “Dark Horse”, o senador pelo Rio de Janeiro começou a cair no Polymarket. O patamar atual é o mesmo que ele tinha em janeiro, quando sua candidatura ainda estava se consolidando. 

 

Outros candidatos também pontuam no mercado da previsão eleitoral brasileira. Renan Santos, do Missão, é o terceiro nome mais apostado, com 10% de menções, e logo depois diversos outros nomes figuram com 1%. 

 

A Polymarket não é uma pesquisa eleitoral. A plataforma funciona como um mercado de previsão, no qual usuários compram e vendem posições sobre eventos futuros, como as eleições no Brasil. 

 

Em decisão tomada no mês de abril, o governo Lula bloqueou ao menos 27 sites do chamado mercado de previsão, como a Polymarket, por exemplo. O mercado preditivo vinha crescendo no Brasil sem regras específicas e à margem da regulação. 

 

Na visão do governo, o funcionamento é semelhante às apostas on-line de quota fixa, que são permitidas por lei e dependem de uma licença específica do Ministério da Fazenda para funcionar. A legislação hoje autoriza as apostas relativas a eventos reais de temática esportiva ou cassinos on-line.

 

Mesmo proibidas, essas plataformas continuam a ser tratadas nas redes sociais brasileiras como termômetro político e uma espécie de “alternativa” às pesquisas eleitorais tradicionais. Especialistas, entretanto, ressaltam que essas plataformas não são uma boa forma de estimar intenções de voto nem de traçar um cenário da disputa ou prever seu resultado, apesar do nome dado a esse mercado.
 

Lula assina decreto para que valores bloqueados de bets ilegais reforcem o combate ao crime organizado
Foto: Ricardo Stuckert/PR

Em um vídeo divulgado nas suas redes sociais na manhã desta sexta-feira (19), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) comunicou a assinatura de um decreto para bloquear recursos financeiros de empresas que atuam no mercado ilegal de apostas. O decreto foi explicado pelos ministros da Fazenda, Dario Durigan, e da Justiça, Wellington Cesar Lima e Silva.

 

“Depois desse decreto, a gente vai poder dizer ao povo brasileiro que nenhuma empresa que tentar fazer jogo iegal vai funcionar no Brasil?”, questionou Lula aos dois ministros. 

 

De acordo com o ministro da Fazenda, a operação faz parte de uma sequência de ações que deverão ocorrer no país para acelerar a responsabilização de empresas e operadores ilegais. Durigan explicou que o Ministério da Fazenda e o Ministério da Justiça e Segurança Pública terão atuação administrativa para bloquear preventivamente recursos oriundos de apostas ilegais.

 

No vídeo, Dario Durigan citou a Operação Conto da Sorte, realizada nesta quinta (18), com cumprimento de mandados de busca e apreensão em quatro estados: Rio Grande do Norte, Pernambuco, Ceará e São Paulo.

 

“A gente vai até o fim. Ontem tivemos uma operação, a Conto da Sorte, em que a gente cumpriu mandados de busca e apreensão em quatro estados: Rio Grande do Norte, Pernambuco, Ceará e São Paulo. Para que o jogo irresponsável, quem mobiliza recursos da população de maneira ilegal, não fique mais sem responder”, afirmou Durigan.

 

O decreto impõe que após o bloqueio preventivo de recursos de empresas ilegais de apostas, o processo será encaminhado ao Ministério da Justiça, que ficará responsável por dar andamento ao procedimento até a destinação dos valores ao Fundo Nacional de Segurança Pública, respeitado o devido processo legal.

 

“A partir disso vamos mandar o processo para o Ministério da Justiça, que vai cuidar de encaminhar até o fim para que este recurso saia dos bancos, respeitado o devido processo legal, e vá para o fundo de segurança pública, para fortalecer o combate à corrupção, ao crime organizado, a partir dos recursos das bets ilegais”, disse Durigan.

 

De sua parte, o ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, disse que a medida se tornou possível a partir da Lei Antifacção, que ampliou os instrumentos do governo para atingir financeiramente organizações criminosas.

 

“Tudo isso é possível em função da Lei Antifacção, que deu essa ferramenta ao governo. Assim, o Ministério da Fazenda e o Ministério da Justiça vão poder adotar essa providências para reverter o dinheiro do crime para o combate ao crime organizado. É mais uma ferramenta para fazermos a asfixia financeira contra o crime organizado”, afirmou explicou Wellington.

 

Ainda na conversa com Lula, o ministro da Fazenda apresentou números da ofensiva do governo federal contra o mercado ilegal de apostas. Segundo ele, 50 mil sites de empresas ilegais já foram bloqueados, cerca de 350 operadores foram identificados e 37 instituições financeiras movimentaram recursos considerados ilegais.

 

“Hoje a gente bloqueou 50 mil sites de empresas ilegais, identificamos cerca de 350 operadores, que estão bloqueados. Tem 37 instituições financeiras que movimentaram recurso ilegal. Precisamos garantir, com o devido processo legal, que esse recurso vá para a segurança pública e para de seguir atrapalhando a poupança e a economia das famílias brasileiras”, afirmou o ministro.

 

No final da fala dos ministros, Lula disse que estava assinando o decreto com "muito prazer", e nas suas redes, chamou a medida de “block para o jogo ilegal”. 
 

Gastos com apostas chegam a R$ 30 bilhões por mês e pressionam inadimplência das famílias, diz CNC
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) afirmou nesta terça-feira (28) que os gastos de brasileiros com apostas têm impactado a inadimplência das famílias. Segundo levantamento da entidade, com base em dados do Banco Central, as despesas chegam a R$ 30 bilhões por mês.

 

Para estimar o valor mensal de março, a CNC utilizou “documentos e notas estatísticas” da autoridade monetária. O próprio Banco Central ressalta que esses dados podem estar subestimados.

 

Em março, os indicadores apontam que 80,4% das famílias estavam endividadas, 29,6% tinham dívidas em atraso e 12,3% declararam não ter condições de pagar seus débitos.

 

Os dados também indicam crescimento das plataformas de apostas on-line a partir de janeiro de 2023, especialmente após a regulamentação promovida pelo governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

 

De acordo com a CNC, o aumento das despesas com jogos afetou indicadores relacionados às condições financeiras das famílias. O percentual de famílias que não conseguem quitar dívidas em até 30 dias apresentou impacto considerado “altamente significativo” pelo estudo.

 

A entidade afirma ainda que os efeitos são mais intensos entre as famílias de menor renda. Nos grupos com renda de até três salários mínimos e entre três e cinco salários mínimos, houve aumento tanto do endividamento total quanto da inadimplência mais grave.

 

Em quase todas as análises desagregadas, o indicador de “famílias sem condições de pagar” mostrou forte influência dos gastos com apostas.

Receita exigirá declaração de ganhos com bets no Imposto de Renda
Foto: Agência Brasil

O contribuinte terá de informar ao Fisco os ganhos obtidos em 2025 com apostas esportivas e plataformas de jogos online, conhecidas como “bets”, que deverão ser declarados no Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) de 2026. Além dos prêmios recebidos, os contribuintes também precisarão informar os saldos mantidos nas contas dessas plataformas no fim do ano passado.

 

De acordo com o Fisco, a obrigação vale para quem recebeu mais de R$ 28.467,20 em prêmios ao longo de 2025 em apostas de quota fixa, modalidade que inclui as plataformas digitais de apostas e algumas loterias.

 

Segundo informações da Agência Brasil, os apostadores devem apurar os ganhos e registrar as informações na declaração anual.


A Receita também criou campos específicos no sistema da declaração para informar os rendimentos obtidos em plataformas de apostas. Os valores devem ser registrados de duas formas:

 

- ganhos com apostas, informados como rendimento tributável;

- saldo mantido nas contas das plataformas, declarado na ficha de “Bens e Direitos”.

 

O saldo existente em 31 de dezembro de 2025 precisa ser informado quando ultrapassar R$ 5 mil. Para facilitar o preenchimento, as plataformas devem oferecer ao usuário um documento chamado “ComprovaBet”, que reúne o histórico de movimentações e prêmios obtidos ao longo do ano.


Segundo as regras atuais, o imposto incide sobre o ganho líquido anual, ou seja, a diferença entre o total de prêmios recebidos e o valor gasto nas apostas. Caso o lucro anual ultrapasse R$ 28.467,20, o valor excedente será tributado com alíquota de 15%.

Defesa de filho de Popó se pronuncia após denúncia do MP por suspeita de manipulação no Brasileirão

A defesa do empresário Igor Freitas, filho do ex-boxeador Acelino “Popó” Freitas, se manifestou após ele ser denunciado pelo Ministério Público do Paraná (MP-PR) por suspeita de envolvimento em um esquema de manipulação de partidas do Campeonato Brasileiro. A manifestação foi feita no sábado (7) pelo advogado Igor José Ogar ao portal Leo Dias.


Na nota, a defesa afirma que a denúncia foi apresentada de forma precipitada e sem base em fatos concretos. “Desde já, a defesa rechaça de forma veemente as acusações apresentadas, por entendê-las levianas e desprovidas de lastro fático e probatório consistente”, diz o texto.


O advogado declarou ainda que as acusações serão esclarecidas ao longo do processo e que a inocência do empresário será demonstrada. Segundo a defesa, “a denúncia foi apresentada pelo Ministério Público de maneira precipitada, sem a devida cautela e sem a necessária sustentação em fatos concretos que justifiquem a imputação formulada”. A nota acrescenta que a análise técnica do caso deve evidenciar fragilidades no procedimento e afirma que Igor Freitas está à disposição da Justiça para prestar esclarecimentos.


A denúncia foi apresentada pelo MP-PR no âmbito da Operação Derby, deflagrada em setembro de 2025. Além de Igor Freitas, também foram denunciados Rodrigo Rossi e Raphael Ribeiro, apontados como sócios no esquema. O grupo é acusado de tentar aliciar jogadores para manipular resultados de partidas das Séries A, B e C do Campeonato Brasileiro.


Entre os atletas citados na investigação está o lateral-esquerdo Reinaldo, do Mirassol. A apuração teve início após suspeita de oferta de R$ 15 mil a pelo menos três jogadores do Londrina para que recebessem cartões amarelos em uma partida da última edição da Série C, em 2025.
 

Apostas crescem até 80% antes de jogos da Libertadores e caem 45% após o apito final
Foto: Bruno Peres/Agência Brasil

As transações financeiras em plataformas de apostas esportivas chegaram a registrar crescimento superior a 80% nas horas que antecederam partidas decisivas da Libertadores. O dado faz parte de um levantamento inédito da Pay4Fun, baseado na análise das semifinais e da final da competição sul-americana de 2025.

 

De acordo com o estudo, o comportamento dos apostadores segue um padrão claro: o volume de transações aumenta significativamente antes do início dos jogos, perde força com a bola rolando e recua ainda mais após o apito final.

 

Na final entre Palmeiras e Flamengo, por exemplo, as transações realizadas no período pré-jogo ficaram 71,9% acima da média registrada durante a partida. Já com o jogo em andamento, os registros variaram entre 1% e 20,7% abaixo da média. No pós-jogo, a queda foi ainda mais acentuada, chegando a 32,5%.

 

O mesmo cenário se repetiu nas semifinais. No confronto de volta entre Palmeiras e LDU, o pré-jogo concentrou o maior pico proporcional, com volume 83% superior à média do duelo. Durante a partida, as transações caíram gradualmente, ficando 12,1% abaixo da média na primeira hora e 25,5% abaixo na segunda. Após o encerramento, a retração atingiu 45,1%.

 

As partidas do Flamengo também seguiram esse padrão. Na semifinal contra o Racing, disputada na Argentina, o volume de transações antes do início do jogo ficou 69% acima da média, com queda significativa após o apito final.

Victor Ramos abre o jogo sobre suposto envolvimento na Operação Penalidade Máxima: "Quem não deve, não teme"
Foto: Igor Barreto/Bahia Notícias

Convidado do episódio #82 do podcast BN na Bola, do Bahia Notícias, o zagueiro Victor Ramos, atualmente na Juazeirense, detalhou os bastidores de um capítulo difícil em sua carreira: a investigação na Operação Penalidade Máxima, ocorrido em 2023, quando o defensor estava na Chapecoense.

 

“A situação mexeu muito com todos nós, comigo e com minha família, mas é algo que faz parte. Eu estava com a consciência tranquila, porque em momento algum eu iria sujar a minha carreira por uma coisa dessas. Minha carreira sempre foi limpa e transparente. Jamais iria sujar meu nome”, afirmou o atleta.

 

Victor Ramos ressaltou que o contato com o apostador realmente existiu, mas que no momento em que ele entendeu que se tratava de uma abordagem para que ele fizesse parte do esquema de manipulação de jogos, fez questão de “cair fora”.

 

“Eu não gosto de mentira. Eu realmente tive contato com um cara, mas eu não sabia que era para isso (esquematizar participação em manipulação de jogos), mas aí eu ‘caí fora’. Mas por existir esse contato, viram e acharam que eu estava envolvido. Graças a Deus foi tudo bem esclarecido”

 

Hoje Victor é zagueiro da Juazeirense, mas na época era uma das principais peças da Chapecoense. Capitão da equipe, ele fez questão de seguir atuando, mesmo com as investigações acontecendo, enfatizando que ‘quem não deve, não teme’.

 

“Ainda assim, eu segui jogando pela Chapecoense. Eu era o capitão da equipe e tinha uma boa relação com o atual presidente, que era vice-presidente na época, o Alex Passos, então disse para ele que queria continuar jogando, porque quem não deve não teme. Eu estava tranquilo”, afirmou.

 

A Operação Penalidade Máxima, iniciada em 2022 pelo Ministério Público do Estado de Goiás, é um conjunto de investigações que têm o intuito de combater os esquemas de manipulação de resultados e apostas no futebol brasileiro.

Bruno Henrique desabafa após absolvição no STJD: "A resposta que tenho que dar é para o Flamengo"
Foto: Gilvan de Souza/Flamengo

Nem a goleada do Flamengo por 5 a 1 sobre o Sport, na Arena Pernambuco, no último sábado (15), foi capaz de ofuscar um dos principais assuntos da semana: o julgamento de Bruno Henrique. Em entrevista coletiva após a partida, válida pela 12ª rodada (atrasada) do Brasileirão, o atacante e ídolo rubro-negro falou pela primeira vez desde que foi absolvido pelo STJD da acusação de fraude ligada a apostas.

 

"A resposta que eu tenho que dar é dentro de campo. Recebi críticas de pessoas e jornalistas o tempo todo, de forma muito pesada. Vi muita raiva e muito ódio dessas pessoas, mas que Deus possa abençoá-las. A resposta que eu tenho que dar é para o Flamengo e para o nosso torcedor. É isso que vou fazer daqui para frente", declarou.
 

 

Dentro de campo, Bruno Henrique foi um dos destaques da goleada, marcando um dos cinco gols do Flamengo e sendo bastante celebrado pelos companheiros. Esta foi sua primeira partida sem atuar sob efeito suspensivo desde a condenação inicial, quando recebeu a pena mínima de 12 jogos de suspensão e multa de R$ 60 mil por manipulação esportiva.
 

A vitória recolocou o Flamengo na liderança do Brasileirão, beneficiado pela derrota do Palmeiras no clássico contra o Santos, na Vila Belmiro.
 

O resultado também decretou matematicamente o rebaixamento do Sport à Série B. O Leão da Ilha ainda tem cinco partidas por disputar, mas não possui mais chances de deixar o Z-4.
 

ENTENDA O CASO BRUNO HENRIQUE
Bruno Henrique foi investigado por suspeita de manipulação de resultado para beneficiar apostadores. O episódio ocorreu na partida contra o Santos, pela 31ª rodada do Brasileirão de 2023. Na ocasião, o Flamengo brigava pelo título, mas foi derrotado por 2 a 1. O atacante recebeu um cartão amarelo — seguido da expulsão — que levantou as suspeitas das casas de apostas.

 

Segundo o protocolo de investigação, as empresas de betting alertaram a Justiça após identificarem movimentações suspeitas. Mensagens encontradas no celular do irmão do jogador, Wander Nunes Júnior, levantaram a hipótese de que Bruno Henrique poderia ter forçado o cartão.
 

O atleta foi inicialmente absolvido pelo relator Alcino Guedes no artigo 243 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), que trata de “atuar deliberadamente de modo prejudicial à equipe que defende”. No entanto, o relator acolheu a denúncia do artigo 243-A, que trata de conduta desleal ou fraudulenta com o objetivo de influenciar o resultado de uma partida. Essa denúncia recebeu quatro votos a um.
 

Com isso, Bruno Henrique chegou a ser condenado por manipulação de resultados.
 

Posteriormente, o Pleno do STJD reverteu a decisão, absolvendo o atacante da acusação de fraude ligada a apostas e anulando a suspensão. Ainda assim, o jogador foi enquadrado no artigo 191, III, do CBJD — por descumprimento de regulamentos — e recebeu multa de R$ 100 mil.
 

A maioria dos membros do Pleno entendeu que não havia provas suficientes para caracterizar infração à ética desportiva. Dos nove auditores, seis votaram pela absolvição, dois pediram aumento de pena e um defendeu a manutenção da condenação original.

Bruno Henrique é absolvido e reverte suspensão após caso de fraude ligada a apostas
Foto: Reprodução/Instagram (@b.henrique)

Bruno Henrique está livre para jogar pelo Flamengo. O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) absolveu o atacante do clube carioca, nesta quinta-feira (13),  por conduta de fraude ligada a apostas, e reverteu a punição de suspensão de jogos. Com isso, o atleta vai ter de pagar uma multa de R$100 mil.

 

A punição anterior era de suspensão em 12 partidas e uma multa de R$60 mil, podendo ser alterada para R$100 mil em multa, como aconteceu. 

 

O relator do caso, Sérgio Furtado Filho, modificou as punições de Bruno Henrique, que antes havia sido enquadrado no artigo 243-a, que previa até 12 jogos de suspensão. Posteriormente, o jogador foi absolvido da punição anterior e foi punido no artigo 191, III, do CBJD, que é referente a infrações relativas ao descumprimento de regulamentos, e deve pagar R$100 mil de multa.

 

Embora não tenha sido unânime, a maior parte do Tribunal Pleno do STJD considerou que não existem provas suficientes para condenar o atleta por infrações contra a ética desportiva.

Audiência convocada por Daniel Almeida vai discutir regulamentação das bets e endividamento com apostas
Foto: Bruno Spada / Câmara dos Deputados

O presidente da Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara, deputado Daniel Almeida (PCdoB-BA), vai comandar nesta terça-feira (11) uma audiência pública que tem como objetivo debater ações que assegurem a segurança jurídica e a proteção dos direitos do consumidor no setor de apostas de quota fixa, conhecidas como “bets”. A audiência foi solicitada pelo próprio deputado baiano. 

 

Na justificativa da convocação da audiência, o deputado Daniel afirmou que o setor público precisa ficar atento às práticas abusivas decorrentes da ausência de regulamentação sobre a atividade das bets, além do crescimento exponencial do endividamento dos consumidores com a participação cada vez maior nas casas de apostas online. 

 

“As apostas vêm ocupando espaço crescente no mercado brasileiro, exigindo do Poder Legislativo uma regulamentação que assegure não apenas segurança jurídica, mas sobretudo a preservação dos direitos do consumidor", afirma o deputado.

 

Segundo afirma Daniel Almeida, dados do Banco Central revelam que os brasileiros despenderam entre R$ 20 bilhões e R$ 30 bilhões por mês em apostas online no período de janeiro a agosto de 2024. O estudo do BC também indica que a maioria dos apostadores se encontra na faixa etária de 20 a 30 anos, e o valor médio mensal das apostas tende a aumentar com a idade.

 

Foram convidados a participar da audiência o diretor do Departamento de Proteção e de Defesa do Consumidor da Secretaria Nacional do Consumidor do Ministério da Justiça e Segurança Pública, Osny da Silva Filho; a coordenadora-geral de Monitoramento do Jogo Responsável da Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda, Andiara Maria Braga Maranhão; o secretário da Secretaria Nacional de Apostas Esportivas e de Desenvolvimento Econômico do Esporte do Ministério do Esporte, Giovanni Rocco Neto; o diretor de Fiscalização do Procon SP da Secretaria da Justiça e Cidadania do Governo do Estado de São Paulo, Marcelo Pagotti João; o advogado da Associação Nacional de Jogos e Loterias - ANJL, Bernardo Freire; e o representante do Instituto Livre Mercado, Rodrigo Marinho.

 

Também foram convidados a participar do debate, mas ainda não confirmaram presença, os representantes do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF), da Associação Brasileira de Bets e Fantasy Sport - ABFS e da Ordem dos Advogados do Brasil - OAB. 

 

O deputado Daniel Almeida é autor do PL 4130/2024, que busca alterar a legislação para garantir que sejam estabelecidas no Brasil todas as medidas possíveis de combate ao endividamento de cidadãos e cidadãs por excesso de apostas nas bets. Além disso, o projeto do deputado baiano busca tornar mais rigorosa a lei que regulamentou as apostas esportivas online no país no caminho de uma maior proteção ao consumidor. 

 

O projeto de Daniel Almeida está no momento sendo discutido na Comissão de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família.
 

Mais de mil jogadores do futebol turco são investigados por escândalo de apostas
Foto: Samet Yalcin/AP

A Federação de Futebol Turca (TFF) divulgou, nesta segunda-feira (10), que 1.024 jogadores estão sendo investigados pelo comitê disciplinar da entidade, incluindo 27 da Superliga, a Primeira Divisão nacional, por envolvimento no escândalo de apostas que foi revelado no fim de outubro.

 

A federação considerou essa atitude como uma “medida preventiva”. No entanto, a investigação da TFF já resultou em sanções para 149 árbitros e na renúncia de 45 delegados de jogos. Na última semana, o Ministério Público da Turquia também determinou a prisão de 21 pessoas, incluindo 17 árbitros e Murat Ozkaya, presidente do Eyupospor, clube da primeira divisão.

 

A lista de jogadores encaminhados ao comitê disciplinar inclui dois atletas do Galatasaray, dois do Besiktas e um do Trabzonspor. Com exceção do Fenerbahçe, todos os clubes que figuram atualmente entre os dez primeiros colocados do campeonato possuem ao menos um jogador sob investigação.

 

Nas divisões inferiores, o número de suspeitos é ainda maior: 77 na segunda, 282 na terceira e 629 na quarta divisão. Diante da dimensão do caso, a TFF suspendeu por duas semanas as competições da terceira e quarta divisão.

 

A entidade informou que mantém diálogo com a Fifa para ampliar em 15 dias a janela de transferências de inverno, devido ao impacto das investigações nos elencos. Apesar da gravidade das denúncias, a federação afirma não ter encontrado provas de manipulação de resultados, e destaca que a maioria dos árbitros investigados teria registrado prejuízos nas apostas.

Haddad defende taxação maior das bets durante debate sobre MP que aumentará arrecadação em R$ 10 bilhões
Foto: Roque de Sá/Agência Senado

As casas de apostas de quota fixa, conhecidas como “bets”, precisam ter tributação à altura do enorme faturamento que conseguem obter, e essa atividade está recebendo do governo federal tratamento tão sério quanto o que é dispensado às tantas outras atividades econômicas que contribuem com a arrecadação e o equilíbrio das contas públicas. 

 

A afirmação foi feita pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, na parte desta terça-feira (12), ao participar de audiência pública na comissão mista da medida provisória 1303/2025, que estabelece novas regras de tributação sobre aplicações financeiras e ativos virtuais. Haddad iria comparecer à comissão na última quarta (6), mas devido à atuação da oposição de obstruir os trabalhos na Câmara, a reunião foi cancelada e remarcada para hoje.

 

“As chamadas bets ficaram quatro anos sem pagar impostos, de 2019 a 2022. Se uma padaria, uma farmácia ou um açougue paga, não faz sentido uma casa de aposta não pagar”, disse Haddad. 

 

O ministro destacou também que quando foi aberta a “caixa preta” das bets, o governo federal constatou a existência de um elevado faturamento dessas casas de apostas, “por isso essa MP propõe retornar a proposta original do governo de estabelecer uma contribuição sobre essa receita bruta dos jogos na casa de 18%”. 

 

Na sua fala, Fernando Haddad comparou as apostas online com vícios e outras práticas nocivas à saúde pública.

 

“O tratamento tem de ser coerente com o mesmo que se faz com o cigarro, com bebidas alcoólicas. O mundo inteiro sabe que algumas atividades devem ser regulamentadas até para combater o crime. A regulamentação deve acontecer de uma forma que iniba o individuo de ter um consumo acima de patamares lesivos a saúde pública, e as bets é um problema de saúde pública e deve ser tratada como tal”, afirmou o ministro.

 

A comissão mista é presidida pelo senador Renan Calheiros (MDB-AL) e tem como relator o deputado Carlos Zarattini (PT-SP). O colegiado formado por deputados e senadores vai debater o texto da medida editada em junho, que prevê a tributação de fundos de investimento hoje isentos. Segundo o Ministério da Fazenda, a MP 1.303/25 faz ajustes nas despesas públicas para fortalecer o arcabouço fiscal.

 

Outro ponto destacado por Haddad em sua fala inicial foi a ênfase dada na necessidade de aprovação da medida provisória que, segundo ele, vai ajudar o o governo federal no cumprimento do arcabouço fiscal. Pelos cálculos da equipe econômica do governo, os dispositivos garantidos pela MP vão elevar a arrecadação federal em R$ 10,5 bilhões em 2025 e R$ 20,87 bilhões em 2026.

 

“A MP é necessária para o cumprimento do arcabouço fiscal. O objetivo é melhorar as contas públicas, contendo despesas e diminuindo o gasto tributário que chegou a 6% do PIB. O propósito de garantir justiça tributária é cobrar de quem não paga, deixar de cobrar de quem paga e não consegue fechar o mês ou diminuir o imposto para a camada entre R$ 5 mil e R$ 7,3 mil por mês”, explicou o ministro.

 

Haddad disse ainda que a proposta abrange um conjunto de medidas para equilibrar as contas públicas e, segundo ele, o governo federal tem sido bem-sucedido nessa tarefa.

 

“Temos conseguido cumprir as metas fiscais estabelecidas pelo Congresso Nacional. Cumprimos no ano passado e vamos cumprir neste ano, e vamos trabalhar para alcançar aquela que foi encaminhada pelo presidente da República para apreciação do Congresso para o próximo ano”, concluiu.

 

Entre outros pontos, a medida unifica em 17,5% a alíquota do Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) sobre rendimentos financeiros, substituindo a tabela regressiva atualmente em vigor para aplicações de renda fixa.

 

Pelo texto apresentado e que está atualmente em vigor, serão tributados fundos imobiliários e letras de crédito, que passarão a pagar alíquota de 5% sobre o rendimento.

 

A medida provisória também inclui, entre outros temas, regras específicas para a tributação de ativos virtuais, operações em bolsa, empréstimos de ativos e investidores estrangeiros, e amplia a tributação sobre as apostas de quota fixa (bets).

 

A MP 1303/25 foi encaminhada ao Congresso Nacional em junho para compensar a revogação do aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).

Alcolumbre adia votação de projeto que libera funcionamento de cassinos e apostas no jogo do bicho e cavalos
Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

Diante do baixo quórum no plenário na tarde desta terça-feira (8), o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), decidiu retirar da pauta de votações o PL 2234/2022, que autoriza o funcionamento de cassinos e bingos no Brasil. O projeto, que também legaliza o jogo do bicho e regulamenta apostas em corridas de cavalos, foi inserido na pauta por Alcolumbre na semana passada, após reunião de líderes.

 

Alcolumbre anunciou a retirada de pauta antes do início da Ordem do Dia no plenário. O senador afirmou que o projeto é polêmico, defendido por muitos e criticado também por uma quantidade significativa de parlamentares, e para ele, seria preciso um quórum mais alto para apreciação de uma proposição que não possui consenso. 

 

“No dia de ontem e no dia de hoje, diante do quórum que há no Senado, de 56 senadores, e por temos oito ou nove que estão fora do Brasil, em missão oficial, eu falei com todos eles, que gostariam de estar no dia da deliberação dessa matéria. Temos senadores que estão fora do Brasil que declaradamente votam a favor dessa matéria, e temos senadores que estão fora do Brasil que declaradamente votam contra essa matéria”, defendeu Davi Alcolumbre.

 

“Diante do quórum de 56 senadores no Senado, diante da divergência grande dessa matéria e diante da ausência de senadores que ligaram para esta Presidência para solicitar que gostariam de estar presentes... E também, perante a Mesa, há sete requerimentos, apresentados por vários Líderes partidários, alguns de adiamento da discussão e outros de adiamento de votação. Então, eu queria informar para o Plenário que esta Presidência vai retirar de ofício o item 4 da pauta de deliberação de hoje”, completou o presidente do Senado.

 

O PL 2234/2022, de autoria do deputado Renato Vianna, já foi aprovado na Câmara dos Deputados em 2022 e, se receber o aval do Senado, vai à sanção do presidente Lula (PT). O presidente do Senado não informou quando o item deve voltar à pauta.

 

O projeto libera a instalação de cassinos em polos turísticos ou em complexos integrados de lazer, como hotéis de alto padrão, restaurantes, bares e locais para reuniões e eventos culturais. O texto, que é relatado pelo senador Irajá (PSD), prevê ainda o limite de um cassino em cada estado e no Distrito Federal. 

 

A exceção a essa regra foi delimitada para São Paulo, que poderia ter até três cassinos. Já Minas Gerais, Rio de Janeiro, Amazonas e Pará poderiam ter até dois cassinos cada, em razão do tamanho da população.

 

A proposta também revoga trechos da Lei das Contravenções Penais, que estabelece punições para a prática da exploração dos jogos de azar. O texto prevê a liberação das seguintes modalidades: jogos de cassino; jogos de bingo; jogos de videobingo; jogo do bicho; apostas em corridas de cavalos (turfe).
 

Com rejeição ao relatório final, CPI das Bets chega ao fim, mas Soraya afirma que levará documentos para PGR, STF e Lula
Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

Com quatro votos contrários e apenas três favoráveis, foi rejeitado pelos membros da CPI das Bets o relatório da senadora Soraya Trhonicke (Podemos-MS). Com a rejeição, a comissão parlamentar de inquérito se encerra sem um relatório que possa ser enviado ao Ministério Público. 

 

Ao final da sessão desta quinta-feira (12), a relatora da CPI afirmou que mesmo com a rejeição, levará o seu parecer às autoridades, em que foi pedido o indiciamento de 16 pessoas.

 

“Eu levarei em meu nome o relatório e entregarei todas as provas para as autoridades competentes”, declarou a senadora, que destacou que não pode se omitir diante das provas robustas que teve contato.

 

Soraya Trhonicke disse que levará o seu relatório e todos os documentos levantados ao presidente do STF, ministro Luís Roberto Barroso, ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad, ao diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e até ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. 

 

“Em nosso relatório, conseguimos contribuir em termos de propostas legislativas de regulamentação do setor de apostas. Temos muito a ajudar, inclusive a arrecadar. O intuito é minimizar os problemas. O trabalho que fizemos não está perdido”, disse a relatoria em conversa com a imprensa.

 

A relatora da CPI das Bets pediu em seu parecer 16 indiciamentos, entre influenciadores, empresários e representantes de casas de apostas.

 

Entre os nomes citados estão os de Virgínia Fonseca pelos crimes de publicidade enganosa e estelionato e Deolane Bezerra, acusada de contravenções penais de jogo de azar e loteria não autorizada e pelos crimes de estelionato, lavagem de dinheiro e integração de organização criminosa.

 

Advogado da influenciadora Virgínia Fonseca diz ter recebido com surpresa pedido de indiciamento dela pela CPI das Bets
Foto: Reprodução TV Senado

Em comunicado divulgado à imprensa, Michel Saliba, advogado da influenciadora Virgínia Fonseca, disse ter recebido com “surpresa” o indiciamento de sua cliente. Virgínia teve seu nome incluído nesta terça-feira (10) em pedidos de indiciamento feito pela senadora Soraya Trhonick (Podemos-MS), relatora da CPI das Bets.

 

“A defesa técnica de Virginia Fonseca, com o respeito sempre demonstrado à CPI das Bets do Senado Federal e à sua Relatora, recebeu com surpresa e espanto o relatório e voto pelo indiciamento da influenciadora digital, apresentado pela Senadora Soraya Thronicke”, afirmou o defensor.

 

O advogado diz ainda confiar no “justo discernimento a ser dado pelo colegiado da CPI na votação final do Relatório”.

 

Por fim, o advogado Michel Saliba afirmou que espera que Virginia seja tratada da mesma forma que os demais influenciadores que fizeram parte da CPI.

 

"A defesa se pronunciará oportunamente, após a deliberação colegiada final da CPI, sempre confiando que se observe à Virgínia o mesmo tratamento dado a outros influenciadores digitais que, assim como ela, agiram licitamente na divulgação e publicidade das Bets, e que, no entanto, não constaram como indiciados na manifestação da relatora", disse.

 

Virgínia aparece em uma lista de 16 nomes com pedido de indiciamento feito pela senadora Soraya Thronicke, entre eles a também influenciadora Deolane Bezerra. A relatora também sugere um pacote de medidas a serem apreciadas no Congresso para conter o avanço das apostas online no Brasil e evitar prejuízos aos apostadores. 

 

No seu parecer, a relatora da CPI das Bets no Senado pede que a influenciadora Virgina Fonseca seja indiciada por publicidade enganosa e estelionato. Em relação a Deolane Bezerra, a senadora do Podemos requer que ela responda pelos crimes de contravenções penais de jogo de azar e loteria não autorizada, estelionato, lavagem de dinheiro e integração de organização criminosa.

 

Soraya também propõe a proibição dos jogos de apostas on-line, chamados por ela de "caça-níqueis on-line", mas defende a manutenção das bets, que são apostas em jogos esportivos. Ela argumenta que as bets injetaram quantidade relevante de investimento nos esportes, enquanto jogos como o "Jogo do Tigrinho" e outros semelhantes têm "efeitos exclusivamente deletérios" (como o vício de seus usuários e os obstáculos para a fiscalização do poder público).

 

A comissão foi instalada no Senado em novembro do ano passado para investigar a atuação irregular de empresas de apostas no país. Na reunião desta terça, o senador Angelo Coronel (PSD-BA) pediu vista e o parecer da relatora deverá ser votado na próxima reunião, ainda a ser marcada.

STJD abre inquérito contra Bruno Henrique por suspeita de manipulação de resultado
Foto: Reprodução/Instagram (@b.henrique)

 

O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) anunciou nesta quarta-feira (7) que instaurou um inquérito para apurar possível infração disciplinar do atacante Bruno Henrique, do Flamengo. A medida foi tomada após o jogador ser indiciado pela Polícia Federal sob suspeita de forçar um cartão amarelo em uma partida contra o Santos, válida pelo Campeonato Brasileiro de 2023, com o objetivo de beneficiar apostadores, incluindo familiares.

 

A decisão foi assinada pelo presidente do STJD, Luís Otávio Veríssimo Teixeira, com base no artigo 81 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD). 

 

“Considerando o conteúdo compartilhado em 5 de maio de 2025 e com fulcro nas atribuições conferidas pelo art. 81 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), determino de ofício a instauração de inquérito para apurar possível infração disciplinar cometida pelo atleta Bruno Henrique Pinto, do Clube de Regatas do Flamengo (CRF), relacionada a suspeita de manipulação de resultados”, escreveu.

 

O auditor Maxwell Borges de Moura Vieira foi designado como responsável pela condução do inquérito. Ele terá 15 dias para apresentar um relatório, prazo que pode ser prorrogado por mais uma quinzena. A Procuradoria do STJD foi notificada para acompanhar o processo.

 

Como não houve solicitação de suspensão preventiva, Bruno Henrique permanece à disposição do Flamengo. Desde o indiciamento, ele disputou seis partidas, três como titular e três saindo do banco, sem registrar gols ou assistências.

 

O clube carioca mantém o atacante em atividade amparado na presunção de inocência e aguarda a conclusão das investigações.

 

No início de maio, a Justiça do Distrito Federal negou o pedido de parentes do jogador para impor sigilo ao caso. O juiz Fernando Brandini Barbagalo também autorizou o compartilhamento das provas com o STJD e rejeitou um recurso da defesa do atleta contra o envio do material à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Manipulação de Jogos e Apostas Esportivas, em andamento no Senado.

Bacelar vai promover audiência na Câmara para debater o combate a bets ilegais e medidas para conter sonegação
Foto: Reprodução Youtube

A Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara, presidida pelo deputado Bacelar (PV-BA), aprovou dois requerimentos nesta quarta-feira (23) para que seja debatido o tema das apostas em bets e medidas de combate ao jogo ilegal. Um dos requerimentos é de autoria do próprio deputado Bacelar. 

 

O requerimento do deputado baiano prevê a realização de uma audiência pública para debater as medidas adotadas pelo governo Lula em combate aos operadores de apostas de quota fixa ilegais no mercado brasileiro. Bacelar cita o problema das casas de apostas que sonegam impostos e são omissas no seu dever de proteção aos apostadores e ao jogo responsável.

 

Segundo o deputado Bacelar, apesar de a regulamentação do mercado de apostas no Brasil ter representado um passo significativo na construção de um ambiente mais seguro para os apostadores e no esforço de assegurar o devido recolhimento dos tributos gerados por essa atividade, continuam a surgir denúncias sobre a atuação de operadores ilegais no mercado brasileiro de apostas. 

 

“Os danos causados por esses operadores ilegais são profundos, pois, além de comprometerem o sistema fiscal do país, colocam em risco a saúde financeira de muitos cidadãos que apostam sem qualquer regulamentação ou proteção adequada. A falta de uma supervisão eficiente e de medidas claras de proteção ao apostador e de promoção do jogo responsável acirra ainda mais a vulnerabilidade dos indivíduos que participam dessas plataformas”, disse o deputado do PV da Bahia. 

 

Para a audiência, Bacelar sugere que sejam convidados o secretário de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda, Régis Dudena; o diretor geral da Polícia Federal, Andrei Augusto Passos Rodrigues; o secretário nacional do Consumidor, Wadih Damous Filho; entre outras autoridades. 

 

“O nosso objetivo é fortalecer as iniciativas que buscam regulamentar o setor e garantir um ambiente seguro e responsável para todos os envolvidos, bem como assegurar a devida arrecadação federal e a proteção dos direitos dos cidadãos”, argumenta Bacelar. 

 

O outro requerimento sobre o tema das bets aprovado na reunião desta quarta foi apresentado pelo deputado Zucco (Republicanos-RS). O deputado requer a realização de audiência debater com representantes do Executivo, do sistema financeiro e do Judiciário ações de fiscalização e controle sobre instituições de pagamento e financeiras para reprimir o mercado ilegal de apostas.
 

Bruno Henrique é indiciado pela PF por fraude em jogo do Brasileirão
Foto: Reprodução / Instagram (@b.henrique)

 

A Polícia Federal indiciou o atacante Bruno Henrique, do Flamengo, por suposta manipulação de resultado durante partida contra o Santos, válida pela 31ª rodada do Campeonato Brasileiro de 2023. O jogador teria forçado um cartão amarelo para beneficiar apostadores. A informação foi veiculada inicialmente pelo site "Metrópoles".

 

Além do atleta, foram indiciados seu irmão, Wander Nunes Pinto Júnior, a esposa de Wander, Ludymilla Araújo Lima, e a prima do jogador, Poliana Ester Nunes Cardoso. Todos teriam realizado apostas. Outro grupo de seis pessoas, identificado como amigos de Wander, também foi indiciado.

 

Bruno Henrique e o irmão respondem com base no artigo 200 da Lei Geral do Esporte, que trata de fraudes em competições, com pena prevista de dois a seis anos de prisão. Eles também são investigados por estelionato, crime com pena de um a cinco anos de reclusão.

 

A investigação teve início em agosto de 2023, após casas de apostas identificarem movimentações incomuns no mercado de cartões da partida entre Flamengo e Santos, disputada em Brasília. Segundo os dados repassados à PF, até 98% das apostas em cartões naquele jogo foram direcionadas exclusivamente a Bruno Henrique.

 

Durante a partida, o atacante recebeu cartão amarelo nos acréscimos do segundo tempo por falta em Soteldo. Na sequência, foi expulso após reclamação com a arbitragem.

 

Mensagens obtidas pela PF nos celulares apreendidos em novembro do ano passado apontam diálogo entre Bruno Henrique e Wander. Em uma das conversas, o irmão pergunta quando o jogador levaria o terceiro cartão amarelo, ao que Bruno responde: “Contra o Santos”.

 

A operação de busca e apreensão incluiu endereços ligados ao atleta, inclusive o centro de treinamento do Flamengo. O clube, no entanto, optou por manter o jogador à disposição da equipe.

 

Após a conquista da Copa do Brasil de 2023, Bruno Henrique se manifestou sobre o caso:

 

“Minha vida e a minha trajetória, desde que comecei a jogar futebol, nunca foram fáceis. Mas Deus sempre esteve comigo. Estou tranquilo em relação a isso, junto com meus advogados, empresários e pessoas que estão nessa batalha comigo. Peço que a justiça seja feita”, disse o atacante.

 

O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) avaliou a situação ainda em 2023, mas não instaurou inquérito. De acordo com o órgão, não havia elementos suficientes que indicassem benefício financeiro ao jogador.

 

“A Procuradoria considerou que o alerta não apontou nenhum indício de proveito econômico do atleta, uma vez que os eventuais lucros das apostas reportados no alerta seriam ínfimos, quando comparados ao salário mensal do jogador”, informou o tribunal em nota.

 

O relatório da Polícia Federal será encaminhado ao Ministério Público do Distrito Federal, que definirá se apresentará denúncia formal contra os envolvidos. A reportagem do site ge.globo procurou a assessoria de Bruno Henrique, mas a equipe informou que ele não irá se pronunciar. por enquanto.

 

 

 

 

Fotos: Reprodução

Juventude reintegra atacante Ênio após análise de caso de manipulação em apostas
Foto: Reprodução / Instagram (@eniooficial)

O Juventude anunciou nesta terça-feira (8) a reintegração do atacante Ênio ao elenco principal. O jogador de 24 anos havia sido afastado preventivamente após suspeitas de manipulação de resultado envolvendo um cartão amarelo recebido na estreia do clube no Campeonato Brasileiro, contra o Vitória.

 

Segundo nota oficial, a decisão de reintegrar o atleta foi tomada "após amplas conversas com o atleta e com base nas informações às quais teve acesso até o momento". Com isso, Ênio volta a ficar à disposição do técnico Fábio Matias para a sequência da competição.

 

O alerta sobre a possível irregularidade foi emitido pela Associação Internacional de Integridade nas Apostas (Ibia) e encaminhado à Confederação Brasileira de Futebol (CBF). O relatório indicava movimentações atípicas em casas de apostas relacionadas ao cartão amarelo recebido por Ênio. Em ao menos uma plataforma, mais de 10% do volume apostado no jogo envolvia a advertência ao jogador, valor considerado anormal, já que esse tipo de aposta costuma representar cerca de 1% do total.

 

Ao todo, o relatório da Ibia menciona 111 usuários e cerca de R$ 56,7 mil em apostas suspeitas. Após ser informado, o Juventude decidiu não escalar o atacante contra o Botafogo, pela segunda rodada, e também o retirou dos treinos no início da semana.

 

O clube informou ainda a criação de uma Unidade Interna de Integridade, voltada à prevenção, orientação e apuração de eventuais práticas que contrariem os princípios esportivos.

 

Confira a nota oficial do Juventude:

 

"O Esporte Clube Juventude vem a público informar que está ciente dos relatórios emitidos pelas autoridades e das apurações envolvendo o atleta Ênio, e acompanha toda a situação com máxima atenção, interesse e equilíbrio.

Dessa forma, o clube comunica que, após amplas conversas com o atleta e com base nas informações às quais teve acesso até o momento, Ênio seguirá exercendo normalmente suas atividades, treinando com o grupo e à disposição da comissão técnica para os compromissos do Campeonato Brasileiro. O Juventude continuará oferecendo o suporte necessário ao profissional, que, como qualquer cidadão, tem assegurado o direito constitucional à presunção de inocência.

Por fim, o Esporte Clube Juventude, reafirmando seu total e irrestrito compromisso com a integridade, ética e a transparência, já se encontra — assim como o atleta Ênio — integralmente à disposição das autoridades competentes para colaborar com o completo esclarecimento dos fatos"

Técnico do Juventude explica ausência de Ênio, investigado por suspeita de manipulação
Foto: Fernando Alves / ECJ

 

A derrota do Juventude por 2 a 0 para o Botafogo, no último sábado (5), no Estádio Nilton Santos, pela segunda rodada do Brasileirão, ficou em segundo plano diante da polêmica envolvendo o atacante Ênio. O jogador foi retirado da relação da partida após o clube ser informado sobre uma investigação por suspeita de envolvimento em manipulação de apostas.

 

Segundo comunicado repassado ao Juventude, houve um volume anormal de apostas indicando que Ênio receberia um cartão amarelo no duelo contra o Vitória, pela primeira rodada do Campeonato Brasileiro, algo que, de fato, ocorreu. O caso foi reportado por casas de apostas ao Governo Federal e à CBF, que abriu investigação.

 

Inicialmente, o clube divulgou que a ausência de Ênio estava relacionada a uma possível negociação. No entanto, após a partida, o técnico Fábio Matias esclareceu que a decisão foi tomada após o recebimento de um alerta na noite de quinta-feira (3).

 

“Recebemos a informação na quinta-feira à noite, esse alerta em relação ao que aconteceu, juntamente com a direção. Isso foi através do presidente do clube, fizemos uma reunião para decidir que ele estava fora desse jogo aqui até que se conclua a situação. Óbvio que o atleta vinha tendo um bom desempenho, mas dentro do nosso processo temos outros”, afirmou Matias.

 

O treinador explicou ainda que os líderes do elenco foram informados na sexta-feira (4), sem justificativas no primeiro momento. A decisão oficial foi comunicada ao grupo apenas após a divulgação da suspeita.

 

“O atleta está fora até que se resolva a situação. Isso agora é assunto da direção mais a CBF, que tem feito esse procedimento investigativo”, completou.

 

De acordo com relatório da Associação Internacional de Integridade em Apostas Esportivas (Ibia), ao qual o ge teve acesso, seis operadoras registraram apostas fora do padrão envolvendo o cartão recebido por Ênio. Uma das casas relatou que 99% das apostas no mercado de advertência foram direcionadas ao jogador. Outra operadora apontou que 90% do total apostado no jogo vieram de usuários sob suspeita.

 

Em apostas esportivas, é considerado incomum que mais de 1% do total apostado recaia sobre eventos específicos como um jogador receber cartão. Acima de 3% já é considerado sinal de alerta.

 

A CBF e autoridades competentes seguem com a apuração do caso. O Juventude não definiu prazo para o retorno de Ênio ao elenco.

Cartão amarelo em jogo do Vitória na Série A gera alerta de manipulação
Foto: Reprodução/Instagram (@eniooficial)

 

Um lance na partida entre Juventude e Vitória, no último sábado (30), pela primeira rodada do Campeonato Brasileiro, acendeu um alerta em operadoras de apostas esportivas. O motivo foi o cartão amarelo recebido pelo atacante Ênio, do Juventude, que gerou movimentações consideradas atípicas nas plataformas de apostas. A informação foi veiculada inicialmente pelo site ge.globo.

 

O jogador foi advertido aos 36 minutos do primeiro tempo, após reclamar de uma falta marcada próxima à área da equipe gaúcha. Seis operadoras sinalizaram irregularidades na quantidade de apostas relacionadas ao cartão de Ênio, que teria superado em pelo menos uma casa o equivalente a 10% do valor total apostado na partida, índice que está bem acima da média esperada, que gira em torno de 1%. Em outro caso, as apostas ultrapassaram 10 mil euros (cerca de R$ 64 mil).

 

O relatório da Ibia (Associação Internacional de Integridade em Apostas Esportivas), acessado pela reportagem do ge, confirma a suspeita em torno do lance. A entidade monitora apostas globalmente e tem alertado autoridades sobre padrões considerados fora do comum.

 

Três dos apostadores identificados estão proibidos por lei de participar desse tipo de atividade. Todos são atletas, o que contraria a legislação brasileira sobre apostas, que veta esse tipo de ação para jogadores, técnicos, árbitros e dirigentes.

 

A Confederação Brasileira de Futebol recebeu os relatórios de alerta e encaminhou os documentos ao Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) e ao Ministério Público. A entidade declarou que “casos relacionados à Unidade de Integridade ficam sob sigilo”.

 

A Sportradar, parceira da CBF no monitoramento de apostas, também informou que não comenta investigações em curso.

 

O Juventude afastou Ênio do jogo contra o Botafogo, no próximo sábado (6), sob a justificativa de que o atleta teria recebido uma proposta do exterior. O clube, até o momento, não se pronunciou oficialmente sobre o caso.

 

Ênio é um dos principais nomes do elenco e foi contratado em definitivo após passagem por empréstimo. O Grêmio chegou a oferecer R$ 3 milhões pelo jogador, mas a proposta foi recusada.

 

Os representantes do atacante também foram procurados, mas não responderam até o momento.

Música do Carnaval: Confira as apostas dos artistas baianos para o Carnaval de Salvador
Foto: Divulgação

Carnaval vai, Carnaval vem e a pergunta de todos os anos continua a mesma: ‘Qual será o grande hit?’ Todos os anos, os artistas baianos se empenham para conquistar aquele que pode ser para alguns o principal título do verão, “Música do Carnaval”. 


Desde 2010, os artistas de pagode estão no páreo, mas neste ano, que o Axé Music comemora 40 anos, qual gênero ganhará a disputa? E, principalmente, qual canção conquistará os foliões na avenida? 


Neste ano, cerca de 29 músicas estão entre as apostas dos cantores para o Carnaval. O Bahia Notícias reuniu, em uma playlist, os lançamentos dos principais grupos, bandas e artistas solos desde os liberados no final de 2024 até a última semana. 


Confira a lista completa:

 

 

  • Algodão Doce - Vinny Nogueira, Igor Kannário
  • Aposta - Tony Salles
  • Axé Salvador - Daniela Mercury
  • Bateu a Idéia - XANDDY HARMONIA, Tomate
  • Deixe de Agonia - Cheiro de Amor
  • É a Bahia - Filipe Escadurras, La Furia, Parangolé
  • É o Naipe - Cirilo Teclas
  • Energia de Gostosa - Ivete Sangalo
  • Essa Porra Aí Mermo - Edcity
  • Eu, Fevereiro e Você - Claudia Leitte
  • GPS do Olodum - Olodum
  • Jogadinha - É O Tchan
  • Mar de Gente - Tomate
  • Mexer Mexer - Pagod’art, Léo Santana
  • Molen-Molen - Psirico, É O Tchan, Guig Ghetto, Pagodart e Rubynho
  • Nêga Meiguice - Carlinhos Brown
  • No Seu Corre - Jammil e Uma Noites, Filhos de Jorge
  • O Verão Bateu Em Minha Porta - Ivete Sangalo
  • Olodum Reggae Blues - Banda Mel
  • Pipoca. Povo. Presente - Saulo Fernandes
  • Pula Alto - Banda Eva
  • Resenha do Arrocha - J. Eskine, Alef Donk
  • Sol, Verão, Relaxa - Parangolé, É O Tchan
  • Subo o Morro - Filhos de Jorge 
  • Surra de Toma - Léo Santana
  • Sururu - Babado Novo
  • Também Tô Querendo - Sambaiana
  • Tome Gelo - A Dama
  • Vai descer, Vai descer - Bell Marques
  • Ventilador - Papazoni, É O Tchan
  • GPS do Olodum - Olodum
  • Balancinho - Larissa Marques
STJ proíbe empresa de bets que não pagou outorga de R$ 30 milhões a operar no Brasil
Foto: Reprodução

O presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro Herman Benjamin, negou um pedido de liminar feito por uma empresa que buscava inclusão na lista de operadores habilitados a explorar apostas de quota fixa no Brasil, as conhecidas bets. 

 

Com a decisão, as marcas Puskas Bet, Shelbybet e Foot.Bet permanecem impedidas de atuar no mercado nacional de apostas.

 

A empresa alega que seu pedido de autorização, apresentado ao Ministério da Fazenda, foi arquivado sumariamente devido à falta de pagamento do valor de outorga, fixado em R$ 30 milhões – quantia prevista na Lei 14.790/2023. Para a empresa, essa exigência não é "minimamente razoável" e violaria seu direito de explorar a atividade empresarial.

 

A companhia também argumentou que, conforme a Portaria SPA/MF 1.475/2024, o processo de autorização deveria considerar apenas aspectos como a ausência de atos ilícitos, o interesse nacional e a proteção da coletividade. Além disso, afirmou que a exigência de pagamento prévio configuraria uma reserva de mercado e causaria impactos sociais e econômicos às famílias envolvidas.

 

Ao analisar o caso, Herman Benjamin observou que não foram juntadas algumas provas essenciais à petição inicial, como o comprovante de apresentação do requerimento ao Ministério da Fazenda e a decisão de arquivamento do pedido de autorização. 

 

Segundo o ministro, a ausência desses documentos prejudica a análise da competência do STJ para julgar o caso, pois não se sabe se o arquivamento foi determinado pelo próprio ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e também gera incertezas sobre o prazo decadencial para questionar a decisão. 

Além disso, o ministro refutou a tese de ilegalidade, afirmando que o valor da outorga está expressamente previsto na Lei 14.790/2023, norma de hierarquia superior à portaria citada pela defesa.

 

"Assim, ainda que fosse possível superar a ausência de lastro probatório mínimo, não há, em tese, ilegalidade, pois a exigência possui expressa previsão legal – o que deslocaria a discussão para eventual compatibilidade do dispositivo com a Constituição Federal", concluiu Herman Benjamin ao negar a liminar.

 

Após o início do ano forense no STJ, em fevereiro, o processo tramitará no âmbito da Primeira Seção, sob a relatoria do ministro Benedito Gonçalves.

Senador Ciro Nogueira revela negociatas nos bastidores da CPI dos sites de apostas
Foto: Pedro França/Agência Senado

Os bastidores da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), que investiga sites de apostas, estão revelando supostos casos de extorsões envolvendo lobistas e empresários ligados ao ramo de apostas.

 

Em conversa do senador Ciro Nogueira (PP) com o presidente do Congresso, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), Nogueira disse existir uma parceria entre um lobista, Silvio de Assis, e membros da CPI, em que o primeiro seria responsável por extorquir empresários do ramo de apostas, convocados para depor na CPI, na tentativa de reverter o chamado legislativo mediante cobrança de propina. O senador ainda informou que o esquema já estaria sendo investigado pela Polícia Federal.

 

Ciro teve uma discussão ríspida com a relatora da comissão, Soraya Thronicke, durante uma sessão da CPI, e declarou que a parlamentar não só conhece como mantém uma relação de proximidade com o lobista envolvido nas negociatas.

 

A senadora Thronicke confirmou que conhece Silvio, mas que não há proximidade entre eles. E afirmou que situações de extorsões envolvendo parlamentares e empresários realmente poderiam estar acontecendo, já que ouviu tratativas entre as partes em uma mensagem de áudio, que, inclusive, encaminhou à Polícia Federal (PF).

 

Silvio de Assis, que já foi preso pela PF em 2018, disse que acompanha de perto os trabalhos da CPI com a finalidade de produzir um documentário sobre apostas no Brasil. Ele ainda afirmou que conhece mais da metade dos senadores.

 

A CPI das Apostas foi instalada em novembro e tem prazo de cinco meses para concluir os trabalhos. Os dezoito senadores já apresentaram 360 requerimentos, aprovaram 230 e ouviram até agora o depoimento de apenas seis testemunhas. Após o relato de Ciro Nogueira, Rodrigo Pacheco passou a considerar a hipótese de encerrar os trabalhos da comissão antes que seja necessária a criação de uma CPI para investigar a CPI.

 

As informações são do site da Veja.

Confira os destaques da última rodada do Brasileirão 2024!
Foto: Vítor Silva/Botafogo

Título em aberto, luta pelas últimas vagas nos campeonatos internacionais e briga dos desesperados no Z4: a última rodada do campeonato Brasileiro rouba os holofotes do futebol no Brasil neste domingo (08). Os jogos acontecerão de forma simultânea às 16:00 e a emoção é garantida na Casa de Apostas. 

 

No topo da tabela, o Botafogo está a um passo de garantir mais um título na temporada, precisa de apenas um pontinho pra confirmar o favoritismo e levantar a taça. O adversário do Glorioso é o São Paulo, que não tem mais objetivos na temporada e cumpre tabela.

 

Esperando só um vacilo do Botafogo, o Palmeiras tem o Fluminense como adversário em casa e precisa vencer o jogo para ter esperanças do bi campeonato.

 

No site da Casa você pode escolher o grande campeão da temporada, além de palpitar como quiser nos diversos jogos da rodada! São mais de 60 mercados disponíveis, entre eles: quantidade de gols, quantidade de escanteios e muito mais!

 

Na parte de baixo da tabela, o Criciúma foi matematicamente rebaixado junto com Cuiabá e Atlético-GO, já confirmados na segundona. Agora, resta apenas uma vaga no Z4 para quatro times na disputa. O Fluminense venceu na última rodada e só depende de si para garantir a permanência. Já Bragantino, Atlético MG e Athletico-PR precisam vencer seus jogos e torcer por um tropeço do tricolor. Confira os confrontos:

 

Bragantino x Criciúma
Bragantino - 1,35
Empate - 5,01
Criciúma - 8,20
*cotações sujeita a alterações

 

Atlético-MG x Athletico-PR
Atlético-MG - 2,12
Empate - 3,22
Athletico-PR - 3,60
*cotações sujeita a alterações

 

Palmeiras x Fluminense
Palmeiras - 1,44
Empate - 4,42
Fluminense - 7,10
*cotações sujeita a alterações

 

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Processo de autorização SPA029/2024

Proteção a consumidores endividados com apostas é objetivo de projeto apresentado por Daniel Almeida
Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

Alterar a legislação para garantir que sejam estabelecidas no Brasil todas as medidas possíveis de combate ao endividamento de cidadãos e cidadãs por excesso de apostas nas chamadas bets. Além disso, tornar mais rigorosa a lei que regulamentou as apostas esportivas online no país no caminho de uma maior da proteção ao consumidor. 

 

Esses são alguns dos objetivos do PL 4130/2024, protocolado recentemente pelo deputado federal Daniel Almeida, do PCdoB da Bahia. O projeto já está tramitando na Câmara, e foi apresentado para suprir uma lacuna na legislação aprovada pelo Congresso Nacional no final do ano passado, em relação à proteção dos apostadores em caso de endividamento com as apostas nas bets.

 

Ao apresentar sua proposta, o deputado Daniel Almeida expôs a sua preocupação com o crescente problema do endividamento por conta das apostas. O deputado baiano ressaltou a importância de proteger a população, especialmente aqueles que estão em situação financeira vulnerável. 

 

"Queremos reduzir os impactos negativos que o vício em apostas causa em milhares de famílias brasileiras, oferecendo um suporte legal que impede o acesso irrestrito ao crédito para este fim e promovendo uma conscientização sobre os riscos do endividamento" afirmou Almeida.

 

As preocupações dos parlamentares com o avanço do endividamento da sociedade se acentuaram nas últimas semanas, principalmente após vir a público um levantamento realizado pelo Banco Central sobre uso de cartões de benefícios sociais com nas casas de apostas. Segundo nota técnica elaborada pelo BC, os beneficiários do Bolsa Família, por exemplo, gastaram cerca de R$ 3 bilhões nas bets via Pix somente no mês de agosto.

 

Segundo a análise técnica do Banco Central, cerca de cinco milhões de beneficiários de um total aproximado de 20 milhões cadastrados no Bolsa Família fizeram apostas via Pix, com gasto médio em torno de R$ 100. Desses cinco milhões de apostadores, 70% são chefes de família e enviaram, apenas em agosto, R$ 2 bilhões às bets (67% do total de R$ 3 bilhões).

 

Para o deputado Daniel Almeida, esse crescente fenômeno das apostas no Brasil tem gerado preocupações cada vez mais latentes quanto à saúde financeira de grande parte da população. O parlamentar cita a facilidade de acesso a essas plataformas, aliada a estratégias de marketing agressivas e à ilusão de ganhos fáceis, como fatores que levam muitos cidadãos a se endividar excessivamente, comprometendo sua estabilidade econômica.

 

"Diante desse cenário, torna-se imprescindível a implementação de medidas que visem a proteger os consumidores e mitigar os riscos associados à prática de apostas. A proposta legislativa em questão apresenta um conjunto de diretrizes que objetivam estabelecer um marco regulatório mais seguro e transparente para o setor, com foco na prevenção do endividamento e na promoção de uma relação de consumo mais equilibrada", argumenta Daniel Almeida.

 

Na defesa do seu projeto, o deputado baiano cita ainda levantamento do Instituto DataSenado, que indicou que cerca de 22 milhões de brasileiros participaram de apostas através de plataformas on-line em um espaço de 30 dias antes da divulgação do estudo. A pesquisa revelou que 58% desses apostadores afirmaram estar enfrentando dívidas em atraso, o que, para Daniel Almeida, evidencia um impacto econômico expressivo entre os apostadores, especialmente nas classes mais baixas. 

 

Para combater esse problema que vem se agravando no país, o PL 4130/2024 busca impor medidas como a limitação de acesso ao crédito para atividades de apostas, o estabelecimento de limites mais rígidos de gasto em plataformas de jogos e a criação de campanhas de conscientização pública sobre os riscos financeiros e de saúde associados às apostas.

 

"A aprovação desta proposta representa um significativo avanço na proteção dos direitos do consumidor e demonstra o compromisso do poder público em garantir o bem-estar da população, frente ao epidêmico cenário das apostas", conclui o deputado Daniel Almeida.

 

Nas próximas semanas, os projetos que tratam de mudanças na legislação que regulamentou as apostas no Brasil devem ganhar maior espaço nas votações em comissões e no plenário da Câmara. 
 

Entre apostadores, 16% dizem já ter se endividado e Lula ameaça "acabar" com permissão para atuação de bets
Foto: Edu Mota / Brasília

Um total de 16% de pessoas que dizem ter apostado nas chamadas "bets" afirmam que já se endividaram por conta dos jogos. E dentre o contingente de apostadores, os que mais acesam as casas de apostas online são principalmente jovens de 16 a 24 anos (31%), moradores das regiões Sudeste (26%) e Nordeste (25%) e os que cursaram o ensino fundamental (27%).

 

Esses são alguns dos resultados de pesquisa do PoderData divulgada nesta quinta-feira (17) pelo site Poder360. Segundo o levantamento, 73% dos brasileiros disse nunca ter feito apostas nas bets, enquanto 24% afirmaram já ter apostado, e 3% dos entrevistados preferiu não responder.

 

Os 16% que afirmaram, portanto, que se endividaram com as apostas estão dentro desse universo de 24% dos entrevistados que disseram já ter entrado nas bets para jogar. De acordo com o PoderData, quando se projeta o percentual de 24% sobre o eleitorado brasileiro (quem tem mais de 16 anos), seriam 37,4 milhões de pessoas envolvidas com as apostas online. 

 

Entre os que disseram ter se envividado com as apostas, as taxas são mais altas entre os homens (22%), os adultos de 45 a 59 anos (18%), os moradores da região Norte (22%), os que cursaram o ensino fundamental (22%) e aqueles com renda de até 2 salários mínimos (22%). No grupo das mulheres que já acessaram as bets para jogar, apenas 8% delas diz terem se endividado. 

 

No recorte por regiões, após o Norte (22%), os mais endividados com apostas estão no Sudeste (18%), Nordeste (16%), Centro-Oeste (12%) e Sul (8%). Em relação à religião, os apostadores evangélicos se endividaram mais que os católicos (21% x 12%). 

 

Quando o instituto verificou quem mais acessava as bets para jogar, os evangélicos também se colocaram à frente dos católicos nessa questão. Um total de 29% dos entrevistados que se dizem evangélicos afirmaram já ter feito apostados, taxa que chegou a 22% entre os católicos. 

 

As apostas esportivas foram legalizadas no Brasil em 2018, por meio da Lei 13.756, que autorizou a prática desde que as casas estejam de acordo com as normas e leis instituídas. Posteriormente, em 2023, o Congresso aprovou nova lei para regulamentar as apostas e permitir que apenas empresas cadastradas possam operar no Brasil. 

 

Na semana passada, mais de dois mil sites de apostas online que não conseguiram autorização do governo federal para operar no Brasil começaram a ser bloqueados. A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) divulgou uma lista com as bets que vão sair do ar. 

 

E outras mudanças sobre o funcionamento das casas de apostas online ainda podem ser aprovadas no Congresso Nacional. Diversos projetos já foram apresentados nas últimas semanas para tentar impedir que a população se endivide ainda mais com as apostas. 

 

O governo federal também vem entrando neste debate e pode vir a apresentar propostas para evitar, por exemplo, o uso de cartões de benefícios sociais nas bets. Em entrevista ao programa do jornalista Mário Kertész, da Rádio Metrópole, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse que se as apostas continuarem saindo de controle, ele "acaba" com a permissão para as empresas operarem no Brasil.

 

"Sobre as bets, a gente tinha duas opções: ou a gente acabava com as apostas no Brasil ou a gente regulava o setor. A gente optou pela regulação, e agora até mais de duas mil bets irregulares saíram de circulação. Então nós vamos ver se a regulação dá conta. Se a regulação der conta, está resolvido o problema. Se não der conta, eu acabo. Ficar bem claro. Você não tem controle do povo mais humilde, de criança com celular na mão fazendo aposta. Nós não queremos isso", disse Lula. 
 

A pedido de Soraya Thronicke, Senado cria CPI que investigará bets e possível associação com crime organizado
Foto: Jonas Pereira/Agência Senado

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), durante a sessão plenária desta terça-feira (8), leu requerimento apresentado pela senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS) para criação de uma CPI para investigar o impacto das apostas online no orçamento familiar da população brasileira. A leitura do requerimento permite que os líderes partidários apresentem os nomes de seus partidos ou blocos para fazerem parte da comissão de inquérito.

 

A partir da indicação dos membros da comissão, o presidente do Senado poderá decidir a data da instalação da CPI. O colegiado deve ter composição de 11 titulares e sete suplentes, e após instalado, terá 130 dias para concluir os seus trabalhos.

 

Segundo disse a senadora Soraya Thronicke no plenário, a comissão parlamentar de inquérito também pretende investigar denúncias de associação de algumas "bets" com organizações criminosas para lavagem de dinheiro, além do uso de influenciadores digitais para divulgar os jogos online.

 

"A Advocacia (do Senado) fez a análise técnico-jurídica do pedido de abertura desta CPI, cujo objetivo é analisar evasão de divisas, lavagem de dinheiro, influência de personalidades brasileiras em mentiras e, além de tudo, como os programas funcionam e são feitos, para que as pessoas tenham êxito no começo e depois passem a ter prejuízo", afirmou Soraya Thronicke em plenário.

 

O pedido de criação da CPI das Bets recebeu o apoio de diversos senadores. Foi o caso do líder do PSD, Otto Alencar (BA), que afirmou que o seu partido deve indicar prontamente os seus representantes na comissão.

 

Otto Alencar disse ainda acreditar que só seria possível impedir que beneficiários de programas sociais como o Bolsa Família usem o cartão do programa nas apostas com a introdução de uma digital para controle de uso. 

 

"Apenas com senha, o beneficiário do Benefício de Prestação Continuada ou do Bolsa Família repassa o cartão. Ele repassa o cartão para o filho, para o neto, e aí é que começa o jogo. Então, na minha opinião, teria que mudar, de alguma forma, só para a impressão digital do usuário, do titular, para impedir isso. No interior e em qualquer outra cidade menor, o que acontece? O avô é o beneficiário. Ele entrega para o neto ou entrega para o filho, e ele vai jogar. Ele nem sabe o que está acontecendo. Então, essa situação precisa ser corrigida", disse o senador baiano.

 

Outro parlamentar que apoiou a criação da CPI foi o líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues, que elogiou a iniciativa. Para Randolfe, a questão das apostas on-line se tornou não apenas um problema econômico para as famílias, mas também um grave problema social e de saúde pública. 

 

"Nós estamos tratando, na verdade, senadora Soraya, neste momento, de um gravíssimo problema social e, ao mesmo tempo, de um gravíssimo problema de saúde pública, em decorrência do vício que esse sistema tem trazido. Em última análise, um problema de natureza econômica: o crescimento no endividamento das famílias pobres brasileiras é de mais de 35%, graças a essa jogatina instalada. Sua iniciativa é de suma importância e é uma resposta, eu diria, deste Congresso Nacional a esse problema", pontuou Randolfe Rodrigues.
 

Deputados apresentaram em setembro mais de 70 projetos para restringir apostas e punir quem promove incêndios
Foto: Montagem com imagens de arquivo da Agência Brasil

O mês de setembro, encerrado na última segunda-feira (30), foi marcado por intensos debates no mundo político em torno de dois assuntos principais: a proliferação descontrolada de incêndios em diversos estados, que bateram recorde histórico para o período, e a explosão em todo o país das apostas online nas chamadas bets, empresas que exploram os jogos e que estão em processo de regularização pelo governo federal. 

 

Na questão dos incêndios, geralmente o mês de setembro possui a condição de ser o pior período da temporada anual de queimadas no Brasil. Neste ano de 2024, entretanto, os de incêndios, especialmente nos biomas da Amazônia e do Pantanal, deixaram evidente a gravidade da situação. De acordo com o Programa Queimadas, do INPE, setembro se encerrou com mais de 80 mil focos de incêndios, índice 30% acima da média histórica para o mês e mais de quatro vezes o total do mesmo período no ano passado. 

 

Já em relação às bets, o assunto gerou forte reação de parlamentares, de autoridades do governo, de ministros de tribunais superiores e até do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que promoveu reunião ministerial para buscar soluções ao crescimento descontrolado das apostas online. Dados divulgados pelo Banco Central sobre registros deixados por beneficiários de programas sociais, que teriam gastado cerca de R$ 3 bilhões em jogos somente no mês de agosto, e um estudo da Confederação Nacional do Comércio, de que em um ano a população brasileira despendeu quase R$ 70 bilhões com as bets, levaram deputados e senadores a afirmar que vão priorizar a votação de projetos que restrinjam a atuação das bets.

 

Com a volta dos trabalhos do Congresso Nacional após o primeiro turno das eleições municipais, a partir da próxima semana, esses dois temas deverão dominar os debates e provavelmente a pauta de votações nas comissões permanentes e no plenário. Proposições que abordam esses dois temas podem acabar "furando a fila" nas prioridades de deputados e senadores, apesar de uma pauta extensa de projetos e temas em discussão já aguardar desde agosto o retorno das atividades. 

 

A urgência em torno desses dois temas pode ser atestada pela quantidade de projetos que tratam sobre incêndios e apostas e que deram entrada no protocolo da Câmara dos Deputados somente no mês de setembro. Segundo levantamento do Bahia Notícias, até a última segunda (30), nada menos que 37 projetos foram protocolados para legislar sobre o assunto dos incêndios. Outros 34 projetos foram apresentados no mesmo período a respeito do tema das bets. 

 

Em relação aos incêndios, a maioria dos projetos busca alterar artigos da Lei de Crimes Ambientais, de 1998, ou mesmo o Código Penal, para modificar as penas do crime de provocar queimadas em áreas de mata ou florestas. As proposições têm como objetivo o aumento das penas, tanto para a forma dolosa quanto para a culposa do crime de incêndio, com propósito de, por um lado, desencorajar essa prática, e por outro, punir de forma mais severa aqueles que, intencionalmente ou por negligência, contribuem para a degradação do meio ambiente.

 

As propostas dos deputados também objetivam a mudança na lei para o aumento das penas nos casos em que o crime é cometido com o intuito de obtenção de vantagem econômica, ou quando gera perigo à vida e à saúde das pessoas. Os deputados defendem que esse aumento de pena responde à necessidade de as autoridades diferenciarem a gravidade de cada conduta, para com isso garantir que crimes com maior potencial lesivo recebam punições proporcionais ao seu impacto.

 

Um dos projetos apresentados com essa previsão de aumento de pena foi o PL 3424/2024, de autoria da deputada Rosangela Moro (União-SP), esposa do senador Sérgio Moro (União-PR). A deputada quer modificar o art. 250 do Código Penal, para aumentar a pena atribuída ao crime de incêndio, assim como elevar a pena da majorante, quando o incêndio atinge lavoura, pastagem, mata ou floresta. 

 

Ronsagela Moro afirma, em sua proposta, que atualmente o Código Penal impõe pena de três a seis anos de reclusão para aqueles que dolosamente praticarem incêndios, com uma causa de aumento de pena de um terço, para algumas situações, como a do incêndio causado em lavoura, pastagem, mata ou floresta, entre outras. Nesse caso, em havendo  condenação, as penas aplicadas podem permitir que o réu inicie o cumprimento da pena em regime aberto, "o que não é compatível com a gravidade da conduta e com a magnitude dos danos provocados", diz a deputada.

 

Existem propostas também, como o PL 3469/2024, do líder do governo, José Guimarães (PT-CE), que tem o objetivo de promover um aumento da capacidade de resposta do Poder Público frente às ocorrências de incêndios florestais. Outras, entre elas o PL 3485/2024, do deputado Welington Prado (Solidariedade-MG), que cria e regulamenta a profissão de Brigadista Florestal, para que haja a devida valorização e estímulo a esses profissionais. 

 

Além dos projetos que devem ter tramitação acelerada, o próprio presidente da Câmara, deputado Arthur Lira (PP-AL), defendeu outras ações, como a destinação de mais recursos para combater os incêndios criminosos. Lira participou de uma reunião em 17 de setembro convocada pelo presidente Lula com autoridades dos três poderes, para tratar do assunto. 

 

Ao falar na reunião, Lira afirmou que há um sentimento forte de preocupação na Câmara dos Deputados com o combate mais ostensivo aos incêndios criminosos. "Se tiver uma possibilidade de a gente rever gastos efetivos direcionados muito fortemente para o enfraquecimento, monitoramento dessas organizações, é muito fácil construir textos e aprovações no Congresso Nacional que flexibilizam até o arcabouço para que esse recurso chegue a um combate efetivo a essas pessoas que cometem esse crime de maneira organizada", disse o presidente da Câmara na ocasião.

 

O presidente da Câmara também quer tornar mais célere a apreciação de projetos sobre as apostas esportivas ou em cassinos online. Arthur Lira já agendou uma sessão deliberativa para a próxima terça (8), no plenário, e pediu para a assessoria da Mesa Diretora fazer um levantamento das propostas sobre o tema.

 

Lira, que não aparece no plenário desde meados de agosto, tem falado nos bastidores que pode pautar já nos próximos dias alguns dos projetos já protocolados que, por exemplo, proíbem beneficiários de programas sociais de utilizarem os recursos em apostas esportivas on-line. Outras proposições que obrigam as empresas a moverem ações contra o vício no jogo também estão na mira para entrar na pauta das votações.

 

A proibição do uso de recursos de benefícios sociais, como o Bolsa Família, para apostas online está presente em diversos projetos apresentados no mês de setembro. Um dos primeiros a propor, no mês passado, a restrição do uso de cartões de créditos e de contas do Bolsa Família para apostas, o deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), diz que as bets estão "endividando famílias e comprometendo o consumo". Ele também avalia que o Congresso errou ao não regulamentar as regras para as restrições de publicidade das apostas online. 

 

Parte dos projetos apresentados na Câmara proíbe publicidade de casas de apostas e impõe regras para que influenciadores digitais façam propagandas de plataformas do setor. Quem apresentou proposta nessa direção foi a presidente do PT, Gleisi Hoffmann (PR). Em declaração recente ao jornal Folha de S.Paulo, a deputada petista disse que é necessário que os parlamentares analisem novamente o tema das bets ainda neste ano, e que façam "avaliação crítica" do que ocorreu no país desde a aprovação do projeto, no final do ano passado.

 

"Subestimamos os efeitos nocivos e devastadores sobre o que isso causa à população brasileira. É como se a gente tivesse aberto as portas do inferno, não tínhamos noção do que isso poderia causar", disse a presidente do PT. 

 

Em setembro, a deputada Gleisi Hoffmann protocolou na Câmara o PL 3518/2024, que busca vedar ações de comunicação, de publicidade e de marketing das chamadas apostas de quota fixa. A proposta de Gleisi objetiva alterar o projeto das bets aprovado em dezembro de 2023 para impor restrições severas à propaganda das empresas de apostas, com a descrição inclusive das sanções a quem desrespeitar essa norma. 

 

Ainda sobre a questão da propaganda das bets, o deputado Leo Prates (PDT-BA) apresentou o PL 3738/2024, para regular a publicidade das empresas de apostas esportivas e jogos on-line em outdoors em todo o território nacional. O projeto do deputado modifica artigos das leis aprovadas em 2018 e 2023 pelo Congresso Nacional para regulamentar as apostas.

 

Segundo Leo Prates, o Brasil é o país em todo o mundo em que a incidência de pessoas que usam bets cresceu mais vertiginosamente nos últimos anos. Para o parlamentar baiano, o crescimento das apostas online vem assumindo proporções gigantescas e alarmantes no Brasil, não só pelos dados de movimentação financeira dessas empresas, muitas delas atuando de maneira irregular, mas também pela maneira como elas têm afetado a vida dos cidadãos. 

 

"Em vista do crescimento abusivo das propagandas e uso indiscriminado de casas de apostas eletrônicas, as chamadas bets, torna-se mister regulamentar as propagandas dessas instituições de apostas em todo território nacional. É pacífico que a sociedade precisa adotar medidas legais em prol da saúde pública", argumenta Leo Prates. 

 

Há também propostas apresentadas por deputados relacionadas à prevenção à ludopatia, que é o vício em jogos. É o que abrange o PL 3745/2024, do líder do União Brasil, Elmar Nascimento (BA). A proposição do deputado baiano tem como objetivo reduzir o impacto negativo do mercado de apostas online na saúde e renda dos brasileiros, atenuar a dependência dos apostadores e os transtornos associados ao jogo. 

 

Segundo Elmar Nascimento, sua intenção central ao apresentar o projeto foi a de estabelecer mecanismos de proteção ao apostador contra a dependência e os distúrbios relacionados ao jogo online, atividade que vem crescendo de forma desenfreada no Brasil nos últimos meses.

 

"A legislação vigente foi fundamental para criar um ambiente favorável à entrada de novas empresas interessadas em explorar o mercado brasileiro. Ademais, o acesso simples e facilitado ao mercado de apostas, notadamente, os jogos online, tem levado ao aumento nos casos de dependência, transtorno do jogo patológico e problemas financeiros graves, atingindo principalmente os jovens, que são mais adeptos à tecnologia representando grande parte dos consumidores de apostas online", argumenta o líder do União Brasil em sua proposição.

 

Entre as propostas sugeridas por Elmar Nascimento também está a de proibir apostas nas bets entre 21h e 6h. Elmar incluiu ainda no texto uma regra determinando que a operadora de apostas suspenda imediatamente a conta do usuário nos casos "em que se identifique risco alto de dependência e transtornos do jogo patológico". 

 

Muitas das propostas que tratam sobre incêndios e bets deverão figurar na pauta das próximas sessões deliberativas da Câmara dos Deputados. Para a sessão já agendada para a próxima terça, o deputado Arthur Lira deve reunir os líderes dos partidos para definir o que já entrará em pauta na próxima semana. 
 

Rui Costa e Haddad protagonizam novo embate em reunião sobre bets, diz colunista
Foto: Diogo Zacarias/MF

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez uma reunião nesta quinta-feira (3) para discutir a situação das empresas de apostas esportivas online, as chamadas bets. O encontro foi marcado por um embate entre os ministros da Casa Civil, Rui Costa, e da Fazenda, Fernando Haddad.

 

Segundo informações do site Metrópoles, Haddad teria defendido na reunião que as bets sejam reguladas e que o governo passe a arrecadar com as plataformas. Rui, contudo, preferiu adotar postura mais firme ao citar que os problemas sociais que essas empresas trazem são maiores que a arrecadação.

 

Rui e Haddad já protagonizaram divergências em outros temas do governo. Durante a reunião, o ex-governador da Bahia teria criticado as empresas de apostas esportivas online e alegou que “não há como ter noção do impacto das bets” na economia das famílias.

Projeto de Elmar Nascimento impõe limites para apostas nas bets e busca atenuar dependência de apostadores
Foto: Zeca Ribeiro / Câmara dos Deputados

Reduzir o impacto negativo do mercado de apostas online na saúde e renda dos brasileiros, não permitir que excessos no acesso a bets impactem negativamente na atividade de diversos setores da economia, buscar atenuar a dependência dos apostadores e os transtornos associados ao jogo. Esses são alguns dos objetivos do PL 3745/2024, protocolado na útima sexta-feira (27) na Câmara pelo deputado Elmar Nascimento (União-BA), líder do União Brasil. 

 

O projeto do deputado baiano busca alterar pontos das duas leis mais recentes aprovadas para regulamentar as apostas no Brasil, a Lei nº 13.756, de 12 de dezembro de 2018, e a Lei nº 14.790, de 29 de dezembro de 2023. Segundo Elmar Nascimento, sua intenção central ao apresentar o projeto foi a de estabelecer mecanismos de proteção ao apostador contra a dependência e os distúrbios relacionados ao jogo online, atividade que vem crescendo de forma desenfreada no Brasil nos últimos meses.

 

"A legislação vigente foi fundamental para criar um ambiente favorável à entrada de novas empresas interessadas em explorar o mercado brasileiro. Ademais, o acesso simples e facilitado ao mercado de apostas, notadamente, os jogos online, tem levado ao aumento nos casos de dependência, transtorno do jogo patológico e problemas financeiros graves, atingindo principalmente os jovens, que são mais adeptos à tecnologia representando grande parte dos consumidores de apostas online", argumenta o líder do União Brasil em sua proposição.

 

Entre as propostas sugeridas por Elmar Nascimento no PL 3745/2024 está a de proibir apostas nas bets entre 21h e 6h. Elmar também incluiu uma regra determinando que a operadora de apostas suspenda "imediatamente" a conta do usuário nos casos "em que se identifique risco alto de dependência e transtornos do jogo patológico". 

 

Uma outra mudança da legislação atual proposta pelo deputado baiano está é a de determinar que o agente operador da bet deverá adotar limites de apostas por tempo decorrido, assim como emitir alertas ao apostador quando ocorrerem perdas significativas em relação à renda declarada, conforme disposto em regulamento. A proposição também busca determinar que o limite de depósitos mensais realizados por um usuário na plataforma do agente operador de apostas não poderá exceder 15% da renda declarada.

 

Na sua argumentação para justificar a necessidade de aprovação do projeto, o deputado Elmar Nascimento alega que o crescimento do mercado de apostas foi impulsionado desde a promulgação da Lei nº 13.756, de 2018, que instuiu a modalidade de apostas de quota fixa. O deputado cita pesquisa realizada pela plataforma de análise de dados Datahub, que indica que o setor de apostas online cresceu 734,6% no Brasil entre 2021 e abril de 2024.

 

Elmar Nascimento cita ainda notícias recentes que destacam que o vício em apostas online, incluindo jogos, como o "jogo do tigrinho" e "aviãozinho", têm se tornado um problema generalizado, que está afetando a vida de milhares de brasileiros. O deputado destaca também notícia da Folha de S.Paulo que diz que consumidores estão reduzindo gastos com produtos essenciais para incluir apostas online no orçamento. 

 

"Relatório do banco Santander, publicado em junho, revela que a participação do setor varejista nos gastos das famílias caiu, de 63% em 2021 para 57% em 2023. Em contrapartida, os gastos com apostas subiram de 0,8% da renda familiar em 2018 para aproximadamente 2,7% em 2023. Nessa seara, tem-se que o aumento de gastos com apostas esportivas em plataformas online, está influenciando negativamente o consumo de bens e serviços, especialmente entre as classes sociais com menor poder aquisitivo", destaca o deputado Elmar Nascimento.

 

Além de restringir o montante dispendido nos sites de apostas, a proposição do deputado baiano tem um caráter de privilegiar a prevenção e o tratamento dos distúrbios relacionados ao jogo compulsivo, segundo ele, fundamentais para o cuidado com os apostadores em situação vulnerável ao jogo. 

 

"Assim, a proposta inclui o uso de ferramentas de análise para monitorar o risco de dependência, limita os depósitos do usuário conforme a renda declarada e cria um meio de atendimento exclusivo a ser oferecido pelo agente operador de apostas ao apostador identicado com risco de dependência e distúrbios relacionados ao jogo compulsivo", conclui Elmar.
 

Sites fraudulentos dificultam contagem de bets no Ministério da Fazenda
Foto: Bruno Peres / Agência Brasil

Três dias antes da proibição de funcionamento das empresas de bets que não pediram autorização para operar no Brasil, o governo ainda não sabe a extensão da medida. Segundo informações da secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda, os sites que mudam constantemente de endereço e o uso de diversas marcas por uma mesma empresa dificultam a contagem de quantas companhias de apostas eletrônicas atuam ilegalmente no Brasil.

 

A constatação é do secretário de Prêmios e Apostas, Regis Dudena. A Agência Brasil, ele explica que o governo só saberá com clareza o número de companhias de apostas online após a regulamentação, que entrará em vigor em janeiro. 

 

“Há várias dificuldades para fazer a contagem. Uma é a diferença entre empresas e marcas, já que uma empresa pode operar mais de uma marca. Existe uma segunda coisa, que é uma empresa que se utiliza das apostas para fraude. Ela abre um domínio, começa a prestar aquele serviço fraudulento e vai migrando. Então, eventualmente, o mesmo grupo vai deixando rastros de dezenas, centenas de sites utilizados para mera fraude ou atividades criminosas”, explica o secretário de Prêmios e Apostas.

 

Segundo Dudena, é difícil para o governo, neste momento, ter clareza sobre o que são empresas de fato e estelionatários que se aproveitam das apostas para cometerem fraude. “No nosso banco de dados aqui, temos algumas centenas de sites que a gente localizou. Agora, ter certeza se isso são poucos grupos que operam muitos [sites], isso a gente não tem 100% clareza. O que nos cabe? Derrubar esses sites se eles não forem legalizados, independentemente se são do mesmo grupo ou não”, justifica.

 

A contagem do número de empresas de apostas online que atuam no Brasil também se reflete no setor privado. Em abril deste ano, a plataforma de análise de dados Datahub estimava que 217 bets operavam no país, alta de 735% em relação às 26 empresas existentes em 2021. 

Gleisi Hoffmann disse que Congresso "abriu as portas do inferno" com aprovação do projeto sobre as bets
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

A deputada Gleisi Hoffmann (PR), presidente nacional do PT, fez um mea culpa em relação ao apoio dela e do partido ao projeto aprovado no final de 2023 que regulamentou o funcionamento das empresas de apostas esportivas no Brasil, as chamadas "bets". 

 

Diversos parlamentares, como a própria Gleisi, apresentaram propostas para mudar o texto chancelado por eles mesmos no ano passado. Isso ocorre em meio a denúncias envolvendo bets, o surgimento de dados mais robustos sobre impactos na vida cotidiana e embates de setores como o varejo e o de bancos.

 

Em declaração ao jornal Folha de S.Paulo, a deputada petista disse que é necessário que os parlamentares analisem novamente o tema das bets ainda neste ano. Segundo ela, é preciso fazer uma "avaliação crítica" do que ocorreu no país desde a aprovação do projeto.

 

"Subestimamos os efeitos nocivos e devastadores sobre o que isso causa à população brasileira. É como se a gente tivesse aberto as portas do inferno, não tínhamos noção do que isso poderia causar", disse a deputada. 

 

Gleisi Hoffmann disse ainda à Folha que vai procurar o presidente da Câmara, deputado Arthur Lira (PP-AL), para propor um esforço dos parlamentares até o final do ano com análise de projetos sobre o assunto. A deputada do PT cita principalmente a "ação muito ofensiva das casas de jogos" e o uso de publicidade extrema que estaria levando cada vez mais pessoas a jogarem e se endividarem. 

 

"Precisamos fazer alguma coisa neste ano, temos que ter noção do que causamos, a nossa responsabilidade, e o que pode ser feito. Isso também é responsabilidade do Congresso", afirmou a presidente do PT.

 

Estudos recentes mostram que houve, de um ano pra cá, uma explosão de gastos das famílias com as apostas online e também outras modalidades, como o Jogo do Tigrinho. Foi o caso de levantamento apresentado nesta semana pela Confederação Nacional do Comércio (CNC). Segundo a entidade, apostas online deixaram um total de 1,3 milhão de brasileiros inadimplentes no primeiro semestre deste ano.

 

O estudo revela ainda que entre junho de 2023 e junho de 2024, os consumidores gastaram cerca de R$ 68,2 bilhões em apostas, valor que representa 0,62% do PIB, 0,95% do consumo total e 22% da massa salarial. A CNC inclusive ingressou com ação no Supremo Tribunal Federal alegando a inconstitucionalidade do projeto que regulamentou as apostas esportivas no Brasil. 

 

Sobre o tema das bets, a deputada Gleisi Hoffmann protocolou projeto na Câmara, no dia 11 deste mês, que busca vedar ações de comunicação, de publicidade e de marketing das chamadas apostas de quota fixa. O PL 3518/2024 busca alterar o projeto das bets aprovado em dezembro de 2023 para impor restrições severas à propaganda das empresas de apostas, com a descrição inclusive das sanções a quem desrespeitar essa norma. 

 

Para Gleisi Hoffmann, é preciso que o Congresso promova debates e estudos para avaliar como a população brasileira está sendo estimulada e incentivada a gastar cada vez mais com os sites de apostas e cassinos online.

 

"Precisamos proteger os consumidores, especialmente aqueles mais vulneráveis, dos potenciais riscos associados ao aumento da exposição às apostas e jogos de azar. Ademais, o projeto de lei busca alinhar as práticas de mercado com os princípios de responsabilidade social e proteção ao consumidor", justifica a deputada petista em sua proposta.
 

CNC atua junto ao governo, STF e Congresso para impedir crescimento das apostas online no Brasil
Foto: Reprodução site CNC

A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) declarou guerra às empresas que promovem as apostas esportivas online, as chamadas bets. A entidade decidiu atuar tanto junto ao governo federal e ao Congresso Nacional como na esfera Judiciária, para tentar reduzir ou mesmo impedir a atuação das apostas no Brasil. 

 

No campo político, a CNC encaminhou nesta terça-feira (24) ao presidente Luís Inácio Lula da Silva ofício no qual manifesta preocupação com o que chamam de "crescimento descontrolado das apostas on-line no Brasil", em especial dos cassinos virtuais. O documento foi entregue também aos minstérios do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Fazenda e da Justiça, além dos presidentes do Senado e da Câmara dos Deputados. 

 

O ofício da Confederação Nacional do Comércio alega que desde a promulgação da Lei nº 13.756, em 2018, que liberou as apostas esportivas on-line, o mercado de jogos de azar tem mostrado crescimento acentuado no Brasil, com forte impacto severo sobre a renda das famílias e o comércio varejista. A CNC alerta as autoridades que que o crescimento desse mercado desregulado compromete não apenas a economia familiar, mas também o varejo nacional. 

 

Segundo estudo da entidade citado no ofício, estima-se que o comércio possa perder até R$ 117 bilhões por ano em faturamento devido ao crescimento dessas atividades de apostas online. A Confederação inclusive revisou para baixo sua projeção de crescimento do setor varejista em 2024, reduzindo-a de 2,2% para 2,1%, reflexo direto, de acordo com o texto do ofício, do desvio de consumo das famílias para as apostas. 

 

O estudo revela ainda que entre junho de 2023 e junho de 2024, os consumidores brasileiros gastaram cerca de R$ 68,2 bilhões em apostas, valor que representa 0,62% do PIB, 0,95% do consumo total e 22% da massa salarial. Considerando somente o primeiro semestre do ano, os cassinos on-line, segundo a CNC, colocaram 1,3 milhão de brasileiros em situação de inadimplência, retirando R$ 1,1 bilhão do consumo do varejo nacional.

 

Já no campo da Justiça, a Confederação Nacional do Comércio ingressou, também nesta terça, com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade no Supremo Tribunal Federal (STF) pedindo que os ministros declarem inconstitucional a lei que regulamenta as apostas esportivas online. Na ação, que foi encaminhada ao ministro Luiz Fux, a CNC argumenta que a aprovação da lei, em dezembro do ano passado, que regulamentou e ampliou a disponibilidade de apostas esportivas no Brasil teria desencadeado uma situação de maior endividamento das famílias.

 

A Confederação Nacional do Comércio afirma que, a partir da edição da nova lei, no final do ano passado, é possível verificar uma mudança no comportamento dos consumidores das classes C, D e E. Para entidade, esses consumidores deixaram de "alimentar" a economia local, e passaram a direcionar boa parte de sua renda aos jogos de apostas online, acreditando ser esta a solução de sua situação financeira muitas vezes precária.

 

"Levando parte significativa da sociedade a um comportamento financeiro de altíssimo risco, e prejudicando consideravelmente a economia doméstica, o comércio varejista e o desenvolvimento social", afirmam a ação apresentada no STF pela CNC.

 

A CNC defende a suspensão imediata da Lei n.º 14.790/23, com alegação de que busca evitar que o setor do comércio varejista nacional sofra ainda mais com o que chamam de "nefastas consequências negativas geradas ao cenário da economia doméstica", em decorrência do aumento dos níveis de endividamento das famílias por conta das apostas.

 

Na sua argumentação junto ao STF, a Confederação Nacional do Comércio afirma ainda que a ampliação do mercado de bets no Brasil tem impacto na saúde dos apostadores. De acordo com a CNC, a lei incentiva "os efeitos maléficos e adversos causados pela prática compulsiva do jogo de apostas online".
 

“Tigrinho enjaulado”: Justiça ordena bloqueio de 15 sites de jogos de azar; confira lista
Foto: Joédson Alves / Agência Brasil

O juiz da 35ª Vara Cível de São Paulo – do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) –, Gustavo Henrique Bretas Marzagão, mandou bloquear 15 sites de jogos de azar virtuais como o do tigrinho, que envolvem promessas de retornos financeiros rápidos aos jogadores. A decisão liminar ainda cabe recurso.

 

A ordem acata pedido da Associação em Defesa da Integridade e dos Direitos e Deveres nos Jogos e Apostas (Adeja). O juiz também determinou o envio de ofício para a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) para a suspensão de acesso aos endereços, caberá ao órgão comunicar as operadoras de telefonia para que façam o bloqueio. As informações são da Folha de S.Paulo. 

 

A Adeja alega que os sites atuam, sem regulamentação ou liderança de operação no Brasil, na intermediação financeira entre os usuários dos jogos e as plataformas. Sendo, portanto, responsáveis pelo fluxo do dinheiro entre os apostadores e as contas das empresas.

 

Apesar de o Ministério Público ter se manifestado pela extinção da ação sem julgamento, o juiz acatou o argumento da Adeja de que a própria associação poderia ajuizar uma ação civil pública. 

 

Na liminar, Marzagão negou o pedido para o bloqueio das contas bancárias das empresas e fixou prazo de 15 dias para que elas se manifestem. O magistrado afirma ter sido constatada a participação das empresas nos “danos sofridos pela coletividade”. 

 

Confira abaixo a lista dos sites bloqueados: 

 

  • cxxbet.com

  • hot777.com

  • 7yjogo.com

  • fresh.casino

  • 1993bet.com

  • 4444king.com

  • 7slots.casino

  • 9f.com

  • afun.com

  • amuletobet.com

  • bbajogo.com

  • br678.com

  • iribet.com

  • ninecasino.com

  • x1jogo.com

Qual a boa do fim de semana? Confira as dicas para a 24ª rodada do Brasileirão
Foto: Divulgação

O Brasileirão volta aos holofotes no final de semana após uma semana de muito futebol internacional. A 25ª rodada está repleta de confrontos interessantes, o que se mostra uma ótima oportunidade para quem gostar de fazer apostas esportivas no fim de semana. 

 

Com isso, selecionamos as principais partidas para serem observadas e é claro, trazendo dicas com as melhores odds da Casa de Apostas. Faça o seu cadastro e comece em uma das plataformas mais seguras do mercado, com as melhores odds e atendimento via chat disponível 24h. 

 


Dicas da 24ª rodada do Brasileirão:

 

PALMEIRAS X CUIABÁ

 

O Campeonato Brasileiro é a última esperança de título do verdão em 2024. Por isso, o time de Abel Ferreira não medirá esforços nesse segundo turno para sair com mais um título. Nos últimos 9 jogos como mandante no Brasileirão, o Palmeiras venceu 8 e marcou pelo menos 2 gols em todas essas vitórias. Contra o Cuiabá, no Mato Grosso, o time venceu por 2×0 sem maiores sustos.

Criar Aposta: odd 1,80

Resultado - Palmeiras vence

Gols do time - Palmeiras mais de 1.5

 

Acesse o link do bilhete!

 

ATLÉTICO-MG X FLUMINENSE

 

O Galo pode ir com time misto para o jogo, já que possui um compromisso pela Copa do Brasil no meio semana, mas ainda assim, possui peças qualificadas no comando do ataque como Deyverson e Paulinho. O Fluminense, por sua vez, não é um bom visitante na competição, apesar do retrospecto positivo nos últimos jogos. 


Criar Aposta: odd 1,83 

Gols do time - Atlético-MG mais 0.5

Total de escanteios - mais de 8.5

 

FORTALEZA X CORINTHIANS

 

O Leão do Pici é o melhor mandante da competição e recebe o Corinthians, que é o oposto do time tricolor, o pior visitante. Somado a isso, o Corinthians terá uma partida importante pela Copa do Brasil no meio da semana e pode poupar peças.


Dica: Resultado - Fortaleza - odd 1,75

 

CRICIÚMA X GRÊMIO

 

O Criciúma costuma incomodar os adversários em seus domínios e possui uma tendência forte de marcar gols pela pressão que é capaz de fazer. Do outro lado, o Grêmio termina dificilmente partidas sem marcar, embora tenha perdido de 2 a 0 para o Bahia em casa na última rodada. 

Dica: Para ambos os times marcarem - SIM - odd 1,91

 

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Viciado em apostas, italiano volta de suspensão e irá atuar na Premier League
Foto: Divulgação / X / NUFC

Viciado em apostar, o meia Sandro Tonali, do Newcastle, está próximo de retornar aos gramados. Após cumprir uma suspensão de dez meses por ter realizado apostas ilegais enquanto atuava com a camisa do Milan e no Brescia, da Itália, na manhã desta quinta-feira (15), o clube inglês anunciou que Tonali irá retornar aos gramados no dia 28 de agosto, que é quando se encerra a punição. 

 

 


"Podemos anunciar que Sandro Tonali vai retornar à relação na quarta-feira, 28 de agosto, após a conclusão de sua suspensão de dez meses do futebol competitivo", comunicou o Newcastle.

 

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A volta será complicada para Tonali. Viciado, em maio deste ano, ele recebeu uma suspensão condicional de dois meses por apostas na Inglaterra, quando já defendia o Newcastle. O italiano só terá que cumprir o gancho se voltar a quebrar as regras até o fim da temporada 2024/25.

 

Sandro Tonali em ação pelo Milan. Foto: Reprodução / Instagram / Sandro Tonali


Sandro Tonali foi condenado em outubro do ano passado por violar as regras da Federação Italiana de Futebol (FIGC). No andamento do julgamento, o meia confirmou que apostava em partidas de futebol, inclusive das equipes que defendia (Milan e Brescia, sempre em vitórias). Em acordo com a FIGC, a pena inicial de 18 meses foi diminuída para 10 meses, com o restante convertido em tratamento contra o vício em jogos e pelo menos 16 aparições públicas.

 

Tonali jogando pelo Brescia, clube que o revelou. Foto: Reprodução / Brescia.


O atleta foi contratado pelo Newcastle em julho de 2023, pelo valor de 70 milhões de euros (R$ 364 milhões à época), após 12 jogos disputados pelo clube inglês, o jogador recebeu a punição da FIGC.


O Newcastle estreia na Premier League neste sábado (17), às 11h, contra o Southampton, no Saint James' Park. Tonali só estará à disposição do técnico Eddie Howe a partir da terceira rodada, contra o Tottenham, também em casa. 

Governo Federal autoriza ‘jogo do tigrinho”; entenda as regras
Foto: Reprodução

O Governo Federal autorizou o funcionamento dos jogos de apostas online, popularmente conhecidos como “jogo do tigrinho”, o mais famoso entre eles. A autorização foi publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira (31) e conta com as regras estabelecidas pelo governo para o funcionamento destes jogos.

 

De acordo com a nova portaria, os jogos deverão disponibilizar aos usuários, no momento da aposta, o fator de multiplicação para cada Real apostado, de modo que fique claro o valor que o apostador receberá caso vença o jogo.

 

Antes da efetivação da aposta, o jogo deverá apresentar ao apostador as tabelas de pagamento, incluindo todas as possibilidades de ganho que ele poderá ter. O valor do prêmio não poderá ser alterado após a realização da aposta.

 

De acordo com o BPMoney, além disso, deverá estar explicado, de forma clara, o que o apostador deverá fazer para vencer. Esta explicação deverá informar a ordem e a quantidade de símbolos necessários para ganhar a aposta.

 

A publicação determina ainda que a sessão de aposta deverá ser considerada encerrada após 30 minutos de intatividade do jogador na plataforma. O Ministério da Fazenda proíbe que os jogos online de apostas sejam ofertados em ambiente físicos, por meio de dispositivos eletrônicos.

 

Nesta categoria, o governo enquadra os jogos nos quais “o resultado é determinado pelo desfecho de vento futuro aleatório, a partir de um gerador randômico de números de símbolos, de figuras ou de objetos definidos no sistema de regras”.

 

Assim sendo, os jogos de apostas esportivos, conhecidos como bets, não estão inclusos. Nestes casos, o governo classifica as apostas como jogo multiapostador, nos quais “as ações do apostador ou resultados por ele obtidos sejam influenciados pelo resultado ou ação de qualquer outro apostador.

 

As plataformas de apostas online deverão passar a comunicar transações suspeitas ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), conforme determinou o Ministério da Fazenda.

 

Além disso, pelas novas regras, as “bets” deverão classificar o risco dos apostadores e avaliar a compatibilidade entre a capacidade econômico-financeira do apostador e as apostas que ele faz.

 

A orientação é de que as plataformas prestem atenção especial em apostas que tenham sinais de falta de fundamentação econômica ou legal, sejam incompatíveis com as práticas do mercado ou tenham indícios de lavagem de dinheiro ou de financiamento ou à proliferação de armas de destruição em massa.

Jovens e adultos do sexo masculino são pacientes mais frequentes por vício em apostas, indica especialista
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

As apostas digitais têm crescido e estão cada vez mais presentes no cotidiano da população brasileira. Seja por jogos digitais ou não digitais, é possível ver um aumento e uma grande repercussão, já que essas plataformas viraram febre no Brasil. Por conta do uso mais constante dessas ferramentas, o vício nas apostas se tornou um dos fatores de preocupação entre médicos e especialistas, já que cada vez mais existe uma procura por este tipo de atendimento. 

 

De acordo com a psicóloga e especialista em transtornos adictivos, Luana Palmeira, o vício em apostas, tanto digitais quanto não digitais, seria um problema influenciado por diferentes questões psicológicas, sociais e biológicas. 

 

“Acredito que primeiro de tudo as recompensas imprevisíveis nas apostas criam uma excitação e expectativa que podem ser altamente viciantes. Com isso vem a sensação de controle, a ilusão de que o jogador tem controle sobre os resultados, especialmente em jogos de habilidade ou onde decisões pessoais influenciam os resultados. Isso gera no sujeito uma excitação e adrenalina. A experiência emocional intensa acompanha o ato de apostar”, explicou Palmeira. 

 

Segundo Luana, questões psicológicas também influenciam neste tipo de vício. 

 

“Tem também alguns fatores psicológicos, estresse, depressão, a substituição e compensação de outra dependência, ou seja, acaba tendo uma ‘troca’ de objeto e outros problemas de saúde mental podem levar indivíduos a usar o jogo como uma forma de escape”, revelou a especialista. 

 

A maior acessibilidade a essas plataformas, o intenso marketing, a cultura de apostas e o impacto econômico também impactam na problemática.  

 

“Os principais fatores são acessibilidade, marketing, cultura de apostas e o impacto econômico. Crises financeiras e dificuldades econômicas podem levar as pessoas a buscar apostas como uma forma de melhorar suas condições financeiras, mesmo que de maneira ilusória. [Fatores] genéticos e biológicos, predisposições genéticas e alterações neuroquímicas podem aumentar a vulnerabilidade ao vício. As ambientais como a exposição precoce ao jogo, pressão social e ambiente familiar. Psicológicos, a exemplo de baixa autoestima, impulsividade, compulsividade e outros quadros de saúde mental”, apontou a psicóloga. 

 

CASOS
Questionada pela reportagem do Bahia Notícias sobre qual público foi constatado um consumo maior de jogos e apostas, a psicóloga informou que não há dados específicos e exatos sobre o tema, por conta da popularidade que esses atrativos ganharam. 

 

“Não tenho acesso a dados específicos em tempo real, mas é possível que a Bahia, como outras regiões, esteja enfrentando um aumento nos casos de vício em jogos devido à maior acessibilidade e popularidade das apostas online”, contou. 

 

No entanto, a especialista em transtornos adictivos revelou que registrou um determinado aumento de pessoas, principalmente de jovens e adultos, mais do sexo masculino, que precisaram de intervenção ou internamento para tratar a dependência do jogo, entre o contexto em que trabalha com alguns pacientes. 

 

“O que eu consigo afirmar é que dentro do meu contexto de trabalho nos últimos anos tem tido um aumento muito significativo de pessoas, na sua grande maioria, jovens e adultos, mais do sexo masculino, que necessitam de uma intervenção como um internamento para tratar a dependência de jogo, devido à gravidade da condição e às suas consequências”, observou Luana. 

 

O Bahia Notícias questionou se o Conselho Regional de Psicologia da Bahia (CRP-BA) possuía algum tipo de projeto, programa ou atividade para pessoas que sofrem com vício em jogos. A porta-voz informou que a entidade não possui ação voltada para este tipo de vício em específico, mas que tem iniciativas e apoia grupos de apoio e terapias voltadas para o tratamento de vícios. 

 

O BN também procurou a Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab), que disse que assuntos relacionados a saúde mental deveriam ser tratados com Centros de Atenção Psicossocial (Caps), que são de responsabilidade dos municípios. 

 

Já a Secretaria Municipal de Saúde de Salvador informou que os atendimentos à saúde mental acontecem em 19 (CAPS e P.As ) espalhados nos 12 Distritos Sanitários.

 

Uma outra possibilidade para quem está passando por esta situação é o site Jogadores Anônimos. 

 

“Importante também trazer que hoje já existe o site Jogadores Anônimos que desempenha um papel crucial no apoio a pessoas que lutam contra o vício em jogos de azar. Acaba sendo uma rede de suporte, onde os indivíduos podem compartilhar suas experiências, desafios e sucessos com outras pessoas que enfrentam problemas semelhantes, promovendo um sentimento de pertencimento e compreensão mútua”, indicou a profissional. 

 

“Oferece também informações sobre o vício em jogos de azar, ajudando os indivíduos a entenderem melhor sua condição e os caminhos para a recuperação. Os grupos contam com anonimato e confidencialidade,gerando assim, um ambiente seguro e confidencial onde os participantes podem discutir abertamente suas dificuldades sem medo de julgamento ou estigma. E se baseiam em um programa de 12 passos, similar ao Alcoólicos e Narcóticos Anônimos, que fornece uma estrutura clara e comprovada para a recuperação, ajudando os indivíduos a desenvolverem estratégias para lidar com sua dependência”, comentou. 

Curtas do Poder

Ilustração de uma cobra verde vestindo um elegante terno azul, gravata escura e língua para fora
Janja decidiu ajustar o slogan da campanha do Molusco nessa reta final. Aliás, acho que da família inteira do Molusco, ela talvez fosse quem ia gerar mais crise se liberasse o sigilo do Zap. E nem seria por corrupção. Só deixo uma dica pra oposição: não subestimem o Sinônimo. Enquanto isso, já tem gente de olho nas próximas eleições, tem gente doida que endoideceu mais ainda, e tem quem esteja tentando correr atrás do prejuízo depois de passar a disputa inteira comendo. Saiba mais!

Pérolas do Dia

Flávio Bolsonaro

Flávio Bolsonaro
Foto: Reprodução Redes Sociais

"Todo mundo vai poder dar o seu caneco". 


Disse o candidato Flávio Bolsonaro, em entrevista para as redes sociais do influenciador Rico Melquíades, ao indicar que não irá perseguir homossexuais nem retirar direitos da comunidade LGBTQIA+. Segundo Flávio, as pessoas poderão “dar o caneco” à vontade em um eventual governo dele. 
 

Podcast

Prefeito de Camaçari Luiz Caetano é o entrevistado do Projeto Prisma nesta segunda-feira

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O prefeito de Camaçari, Luiz Caetano (PT), é o entrevistado do Projeto Prisma nesta segunda-feira (19). O programa será transmitido ao vivo a partir das 16h no YouTube do Bahia Notícias.

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