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Quase 17 anos após o duplo homicídio dos professores e dirigentes sindicais Álvaro Henrique e Elisney Pereira, os policiais militares Sandoval Barbosa dos Santos e Joilson Rodrigues Barbosa serão julgados em júri popular nesta terça-feira (5), no Fórum de Itabuna, no Sul da Bahia.
Segundo o Radar News, parceiro do Bahia Notícias, a sessão ocorrerá sem a presença de um dos principais acusados. Apontado pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA) como mandante do crime, o publicitário Edésio Lima teve a punibilidade extinta após a Justiça reconhecer a prescrição do processo, o que o retira da condição de réu.
O caso é acompanhado desde 2009 pela APLB Sindicato. O julgamento deve reunir representantes da categoria, lideranças sindicais e familiares das vítimas. Entre os presentes, está prevista a participação do presidente estadual da APLB, Rui Oliveira.
O crime ocorreu em 17 de setembro de 2009, em Porto Seguro. Álvaro Henrique e Elisney Pereira atuavam como lideranças sindicais e participavam de uma greve por melhores condições de trabalho e reajuste salarial.
De acordo com a denúncia do Ministério Público, Álvaro Henrique fazia críticas à gestão do então prefeito Gilberto Abade, o que teria motivado o assassinato. No dia do crime, os professores foram atraídos até a zona rural do município sob a informação de que a mãe de Álvaro estaria passando mal. Ao chegarem ao local, próximo ao sítio da família, foram mortos a tiros por homens armados.
As investigações indicam que os policiais Sandoval Barbosa dos Santos e Joilson Rodrigues Barbosa, que atuavam como seguranças do ex-prefeito, teriam intermediado a contratação dos executores, supostamente a mando de Edésio Lima, então secretário de Governo e Comunicação.
Após o duplo homicídio, outros assassinatos foram registrados na região. Ainda segundo o MP-BA, há suspeita de que os crimes tenham relação com tentativa de eliminar testemunhas e dificultar a apuração do caso.
O Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) marcou para o dia 5 de maio o júri popular dos três acusados pelo assassinato dos professores e dirigentes da APLB Álvaro Henrique e Elisney Pereira. O crime ocorreu em 2009, em Porto Seguro, na Costa do Descobrimento.
Segundo o Radar News, parceiro do Bahia Notícias, o julgamento será realizado no Fórum de Itabuna, no Sul. Réus no processo, Edésio Ferreira Lima Dantas, Sandoval Barbosa dos Santos e Joilson Rodrigues Barbosa respondem ao processo em liberdade e negam participação no crime.
De acordo com o Ministério Público da Bahia (MP-BA), Edésio, que ocupava o cargo de secretário municipal de Governo e Comunicação na época, é apontado como mandante do duplo homicídio.
Já os policiais militares Sandoval e Joilson, responsáveis pela segurança do então prefeito de Porto Seguro Gilberto Abade, teriam atuado como intermediários na contratação dos executores.
Os acusados chegaram a ser presos durante a investigação. Edésio permaneceu detido por cerca de oito meses, enquanto os dois policiais ficaram presos por aproximadamente dez meses.
GREVE E EMBOSCADA
Segundo a denúncia, o assassinato aconteceu em 17 de setembro de 2009, poucos dias após a deflagração de uma greve dos professores. Álvaro Henrique havia assumido recentemente a presidência da APLB e liderava negociações salariais.
Ainda conforme as investigações, as vítimas foram atraídas até a zona rural após informação de que a mãe de um dos professores estaria passando mal. Ao chegarem ao local, foram surpreendidas por uma emboscada e atingidas por disparos.
O Ministério Público também aponta que, após o crime, uma série de homicídios teria ocorrido na região com características de “queima de arquivo”, o que ampliou a gravidade e a repercussão do caso.
Durante a fase inicial do processo, a Justiça descartou a participação do então prefeito de Porto Seguro, pontuando ausência de indícios que ligassem o gestor ao crime.
Decisões judiciais ressaltaram que, apesar de os acusados ocuparem funções próximas à administração municipal, não foram identificados elementos que demonstrassem envolvimento direto ou indireto do ex-prefeito.
O julgamento deve reunir familiares, sindicalistas e representantes da sociedade civil, marcando uma nova etapa em um dos casos mais emblemáticos envolvendo profissionais da educação na Bahia.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Bruno Reis
"Vivemos na ditadura do PT".
Disse o prefeito Bruno Reis (União) ao criticar a resposta da Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab) às críticas feitas por sua esposa à situação da saúde da saúde em Uauá, interior baiano. Nesta segunda-feira (4), ele repudiou o comunicado e afirmou que vivemos em uma “ditadura”.