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aleitamento materno
O aleitamento materno/humano, uma das principais práticas, essencial para o começo da vida, estão com taxas em um nível inferior ao recomendado no Brasil. Segundo a fonoaudióloga Carla Steinberg a Organização Mundial da Saúde (OMS) indica que 50% das crianças com até 6 meses de idade sejam amamentadas exclusivamente até este ano.
No entanto, conforme a especialista, no país, a taxa ficou em 45,8%, sendo menor ainda no Nordeste. Em entrevista a reportagem, a profissional revelou que na Bahia os números relacionados à amamentação estão menores ainda, fazendo com que grande parte dos bebês não tenham acesso ao aleitamento.
“As taxas de aleitamento humano no Brasil ainda estão aquém do desejado. A OMS recomenda que 50% das crianças até 6 meses de idade sejam amamentadas exclusivamente até 2025, e a meta que sobe para 70% até 2030. Em um estudo de 2019 (ENANI 2019), últimos dados oficiais, a amamentação exclusiva até os 6 meses foi de 45,8%. No Nordeste essas taxas diminuem. Se pensarmos na realidade da Bahia, uma parcela significativa de recém-nascidos acaba não tendo acesso pleno ao aleitamento materno devido a um conjunto de barreiras que vão além da decisão individual da mãe”, explicou ao BN.
Coordenadora do projeto de extensão Universitária vinculados à saúde materno infantil da Universidade Federal da Bahia (UFBA), Carla observou também a respeito da importância do ato na primeira hora de vida do bebê.
“A amamentação na primeira hora de vida, conhecida como Hora de Ouro, é um momento fundamental para o estabelecimento do vínculo entre mãe e bebê e para o sucesso da amamentação no futuro. Esse momento fortalece a confiança materna, o vínculo afetivo e está associado a maiores taxas e maior duração do aleitamento exclusivo. Reconhecendo sua relevância, a Hora de Ouro é garantida como um direito da mãe e da criança por políticas públicas e recomendações nacionais e internacionais de humanização do parto, devendo ser assegurada pelos serviços de saúde sempre que não houver risco imediato para a vida de ambos”, contou.
A especialista apontou ainda acerca dos benefícios que podem ser gerados no processo de amamentação de um bebê.
“Para o bebê, os benefícios incluem: fortalecimento do sistema imunológico, proteção contra infecções respiratórias e gastrointestinais, melhor desenvolvimento cognitivo e menor risco de desenvolver obesidade e doenças crônicas no futuro. Para a mãe, a amamentação auxilia na redução do sangramento pós-parto, contribui para o retorno do útero ao tamanho normal, ajuda no controle do peso e reduz o risco de câncer de mama e de ovário. Além disso, fortalece o vínculo afetivo com o bebê”, considerou Steinberg.
O Ministério da Saúde anunciou o investimento de R$ 1,8 milhão para fortalecer bancos de leite humano na Bahia. Desta quantia, será destinada R$ 180 mil para cada uma das 10 unidades localizadas no estado. Segundo a pasta, os valores fazem parte de um investimento nacional de R$ 40,6 milhões para qualificar e ampliar os serviços oferecidos por 226 unidades da Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano (rBLH-BR) em todo o país.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha celebrou a iniciativa e relembrou acerca do Agosto Dourado, campanha de conscientização sobre o aleitamento materno.
“Iniciamos o Agosto Dourado com a liberação destes recursos para fortalecer os Bancos de Leite Humano, mantendo o Brasil como referência mundial. Amamentar é um gesto que vai além da nutrição. É um ato de cuidado, vínculo e saúde, com impactos positivos para o bebê e a mãe”, explicou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
De acordo com o órgão, com a verba as unidades poderão adquirir materiais e realizar serviços essenciais para o funcionamento dos bancos de leite como coleta, processamento, armazenamento, controle de qualidade e distribuição do leite humano.
Ações de comunicação, mobilização social e assistência direta às famílias também estão previstas no período. No geral, são 226 bancos distribuídos em todos os estados do país e no Distrito Federal.
O incentivo às mães e a conscientização da população sobre a importância do aleitamento materno é um compromisso do Hospital Santo Amaro (HSA). A rotina assistencial de cuidados inclui orientações sobre as técnicas de estímulo para a produção de leite, posições recomendadas e, também, benefícios para a saúde materno-infantil.
De acordo com a Dra. Lícia Moreira, coordenadora de Neonatologia do HSA, “a amamentação proporciona melhorias nos indicadores de saúde do bebê, como o aumento na resposta imunológica, além de contribuir para menor ocorrência de doenças metabólicas na fase adulta e maior desempenho cognitivo”. Os benefícios também ocorrem na saúde da mulher, como redução de risco de hemorragia pós-parto, fortalecimento do vínculo afetivo entre mãe e bebê, e redução nas chances de desenvolver desenvolver câncer de mama, útero, ovário e endométrio.
Reforçando o compromisso com a amamentação, o Hospital Santo Amaro intensifica suas ações no mês de agosto para dar mais visibilidade à campanha Agosto Dourado. Nesta quinta (13), ocorrerá um encontro especial no HSA feito para as mães da Neonatologia que abordará temas envolvendo a amamentação com nutricionistas, pediatras, psicólogas, enfermeiras e serviço social.
SUPORTE CONTÍNUO
O Hospital Santo Amaro tem como grande diferencial o acompanhamento pós-parto que pode ser contratado de forma particular. O progresso da amamentação é verificado por meio de acompanhamento em domicílio, que permite identificar eventuais dificuldades e oferecer orientações especializadas, “O objetivo é garantir que cada mãe receba o suporte necessário para uma amamentação bem-sucedida mesmo após a alta hospitalar”, explica Rebeca Gazineu, enfermeira obstétrica especialista em aleitamento.
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